Para Dilma, ditadura que matou 424 pessoas era composta por bandidos, já a que matou 100 mil é um celeiro de heróis.

Publicado em 31/01/2012 18:24 e atualizado em 08/08/2013 15:17 1136 exibições
por Reinaldo Azevedo, de veja.com.br

Para Dilma, ditadura que matou 424 pessoas era composta por bandidos, já a que matou 100 mil é um celeiro de heróis. Seu passado explica tudo!

Mas por que, afinal de contas, Dilma não faz uma cobrança explícita a Cuba, pedindo respeito aos direitos humanos, como fez Jimmy Carter no Brasil em 1978? Carter era, e é, um bobalhão em política externa (não vou debater isso agora), mas vem de uma tradição democrática. Dilma, ao contrário, vem de um tradição autoritária, antidemocrática.

Sim, vocês já leram essas informações aqui, mas cumpre relembrá-las porque, infelizmente, o momento pede. Dilma queria uma ditadura comunista de modelo soviético no Brasil. Era essa a utopia do Colina (Comando de Libertação Nacional), que depois se fundiu à VPR (Vanguarda Popular Revolucionária) parar formar a VAR-Palmares (Vanguarda Armada Revolucionária-Palmares). Estamos falando de grupos terroristas que estavam entre os mais virulentos do país, com várias mortes e atentados nas costas. Não viam mal, inclusive, em matar gente sem qualquer ligação com a luta política. Afinal, eles queriam a “libertação nacional”, né?

Que importância tem isso? A importância que tem a verdade:
- não, não queria democracia; queria ditadura comunista;
- não, não lutava “pela liberdade; lutava para implantar o socialismo;
- não, não foi presa por crime de opinião; foi presa porque pertencia a um grupo que praticou uma série de atentados, com várias mortes.

O fato de que se opunha a uma ditadura não quer dizer que fizesse as melhores escolhas. Nem tudo o que não era a ditadura militar prestava. Nem todos os métodos empregados para derrubá-la eram bons. Até porque a opção de muitas correntes da extrema esquerda pela luta armada antecede o golpe militar de 1964 e, evidentemente, o recrudescimento do regime, em 1968. Inventou-se a falácia, desmentida pelos fatos, de que não teria havido guerrilha e terrorismo sem a decretação do AI-5. Falso! Falsidade que deve virar história oficial na pena da turma da “Comissão da Verdade”, que terá, então, a nobre missão de consolidar a mentira.

Dilma já deixou claro em mais de um discurso, até com a voz embargada, que não se arrepende de seu passado. Isso significa que, naquelas condições, acredita que os grupos terroristas a que pertenceu fizeram a coisa certa. Fizeram? Isso inclui, por exemplo, a morte de pessoas quem nem tinham vínculo com a luta política.

Para gente como Dilma Rousseff e Maria do Rosário, um regime que mata 424 pessoas é composto de bandidos, mas um que mata 100 mil é um celeiro de heróis.

É preciso entender: Cuba é a manifestação presente dos sonhos passados de Dilma. Ela queria no Brasil um regime como aquele — para nós, é claro! Para ela, certamente haveria as mesmas regalias de que gozam os irmãos Castro.

Por Reinaldo Azevedo

 

31/01/2012 às 15:57

Dilma, em Cuba, livra a cara de tiranos que mataram 3.951 vezes mais do que o regime militar brasileiro. É a mulher da “Começão da Verdade”

No post anterior, a gente percebe Dilma Rousseff enrolando o verbo, tentando justificar o apoio integral que o Brasil dá a uma ditadura. O governo petista se esforçou para criar uma “Comissão da Verdade” no Brasil para “apurar os crimes da ditadura” — para todos os efeitos, o objetivo é “apurar violações dos direitos humanos entre 1946 e 1985″. Mentirinha! Querem mesmo é investigar o regime militar, ignorando os crimes das esquerdas. E só não partem para a revanche aberta porque o Supremo, nesse caso, disse que vale a lei…

É amor pelos direitos humanos que faz Dilma instalar a “Comissão da Verdade”?
É amor pelos direitos humanos que faz Maria do Rosário ser uma militante da causa?
É amor pelos direitos humanos que leva essa gente a mobilizar o estado para definir a verdade oficial?

Ora, os fatos gritam, e a lógica que move essas personagens revela outra coisa. Não amam os “direitos humanos”, mas os direitos de alguns humanos em detrimento de outros, que, em razão de divergências ideológicas, “humanos” não são. No “Radar”, de Lauro Jardim, leio uma declaração desta patética Maria do Rosário sobre Cuba: “A marca de Cuba não é a violação dos direitos humanos, e, sim, ter sofrido uma violação histórica, o embargo americano.”

Trata-se de uma afirmação nojenta, asquerosa, estúpida. Desde a instalação da ditadura comunista, 100 mil pessoas morreram vítimas do regime — 17 mil fuziladas, e as demais, afogadas, tentando fugir do “paraíso”. O que o embargo tem a ver com isso? Dissidentes morrem em cadeias infectas, e os espiões do regime se espalham nas ruas, denunciando à polícia o menor sinal de atividades “contra o regime”. Uma simples reunião sem prévia autorização pode ser considerada subversão. Mas Maria do Rosário não vê nada de mal nisso.

Nem Dilma. A fala da presidente, reproduzida pelo Estadão, reassumiu aquela sintaxe miserável que tão bem a caracterizava durante a campanha. Como não tinha o que dizer, ainda sem treinamento marqueteiro, falava qualquer coisa. Não sabendo como justificar racionalmente a ditadura cubana, saiu-se com esta:
“O mundo precisa se convencer de que é algo que todos os países do mundo têm de se responsabilizar, inclusive o nosso (…). De fato, é algo que temos de melhorar no mundo de uma maneira geral. Não podemos achar que direitos humanos é uma pedra que você joga só de um lado para o outro. Ela serve para nós também”.

A fala vazou em dilmês, aquele idioma que já foi português um dia, mas a gente consegue perceber o sentido geral. Entende-se que, segundo a Soberana, não existe diferenças entre Brasil e Cuba. Não? Sim, é certo que há, por exemplo, tortura de presos comuns por aqui ou que a situação das cadeias, na média, é lamentável. Mas o país não pune ainda, NÃO OFICIALMENTE AO MENOS, crimes de opinião. Na prática, os petistas fazem isso (direi como em outro post). Ademais, a situação dos presos comuns em Cuba não é melhor do que a dos presos políticos.

O Brasil tem hoje 190 milhões de habitantes. Cuba tem 11 milhões. Ao longo de 21 anos de ditadura, as próprias esquerdas admitem que morreram, no Brasil, no máximo, 424 pessoas - e os números são alargados: estão aí os guerrilheiros do Araguaia, os que morreram nas cidades com armas na mão e até alguns desaparecidos em razão de causas supostamente políticas, sem comprovação no entanto. Tudo bem: tomemos o número pelo teto. Em Cuba, que tem 1/17 da população do Brasil, o regime dos Castros fez 100 mil mortos. Como não dá para saber exatamente qual era a população de cada país no momento das mortes, faço as contas segundo os números atuais: no Brasil, morreu 0,23 pessoa por grupo de 100 mil habitantes. Na Cuba de Fidel, há 909 cadáveres por grupo de 100 mil. Sabem o que isso significa? Que o Coma Andante e o anão de circo que o sucedeu são 3.951 vezes mais assassinos do que os ditadores brasileiros. “Ah, mas a nossa ditadura durou 21 anos, e a de Cuba, já tem 52″. É verdade. A média de mortes, por ano de ditadura, no Brasil, seria de 20,1 pessoas; na ilha, de 1.923!!!

Ora, não se pretende que Dilma jogue pedra em Cuba ou que mantenha relações comerciais só com países que sigam a nossa cartilha de direitos humanos. Ninguém é ingênuo a tal ponto. A questão é de outra natureza. O Brasil está se oferecendo como fiador do regime cubano e enfiando dinheiro público na ilha. Se não lhe cabe “exigir” que o governo daquele país se comporte assim ou assado, é uma obrigação moral fazer um discurso inequívoco em defesa dos direitos humanos e da democracia. Em vez disso, a ministra Maria do Rosário nega as violações, e Dilma as relativiza. E também isso tem explicação.

Por Reinaldo Azevedo

 

31/01/2012 às 15:15

Dilma iguala seu próprio governo a uma ditadura. Faz sentido…

E Dilma Rousseff, quem diria?, igualou seu próprio governo à tirania cubana. Faz sentido? É, de certo modo… Leiam o que informa Lisandra Paraguassu, no Estadão Online. Volto no próximo post:

Em visita oficial a Cuba, a presidente Dilma Rousseff evitou polemizar sobre o tema “direitos humanos”. “Quem atira a primeira pedra tem telhado de vidro”, disse a presidente. Para ela não é possível fazer da política de direitos humanos apenas uma arma de combate político ideológico.

“O mundo precisa se convencer de que é algo que todos os países do mundo têm de se responsabilizar, inclusive o nosso”, ponderou. Dilma disse que concorda discutir o tema, dentro de uma perspectiva multilateral. “De fato, é algo que temos de melhorar no mundo de uma maneira geral. Não podemos achar que direitos humanos é uma pedra que você joga só de um lado para o outro. Ela serve para nós também”, afirmou.

Com relação ao visto de turista concedido pelo governo brasileiro à blogueira cubana Yoani Sánchez, que faz oposição ao regime castrista, Dilma disse que os próximos passos não são da competência do governo brasileiro.

Por Reinaldo Azevedo

 

31/01/2012 às 15:00

Oposição propõe investigação criminal contra Fernando Bezerra

Por Andreza Matais, na Folha:
O PPS ingressa nesta terça-feira (31) na Procuradoria-Geral da República com pedido de abertura de inquérito criminal contra o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional). O partido de oposição acusa o ministro de “condescendência criminosa” por ele ter intercedido a favor da manutenção do ex-diretor-geral do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas),Elias Fernandes, no cargo mesmo com relatório da CGU (Controladoria-Geral da União) apontando irregularidades no órgão que somam R$ 190 milhões apenas em obras irregulares.

A ação é baseada em matéria da Folha, na última semana, que mostrou documento encaminhado em dezembro pelo ministro à colega Gleisi Hoffmann (Casa Civil) no qual ele diz que a intervenção ministerial no órgão era uma medida “demasiadamente drástica”, não se “sustentando sob a ótica da razoabilidade administrativa” e que apenas o afastamento do diretor administrativo seria suficiente para resolver o problema de corrupção no órgão.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

PT tentou usar Pinheirinho para impor a versão original do “Plano Nacional-Socialista dos Direitos Humanos”, derrotada pela democracia. Ou: Por que o homem de Carvalho não fez nem mesmo um BO?

Vocês se lembram da famigerada versão original do “Plano Nacional-Socialista dos Direitos Humanos”? No começo de janeiro de 2010, tive de interromper as minhas férias para publicar um dos maiores furos de reportagem deste blog (só não foi maior do que a entrevista que fiz com uma “morta”, né?): o decreto do governo, que havia passado pela Casa Civil de Dilma Rousseff, propunha, entre outros mimos, legalização do aborto, censura prévia à imprensa e fim do direito de propriedade. De que modo?

O juiz ficaria proibido de decidir a reintegração de posse de uma área invadida no campo ou na cidade. Antes, o caso tinha de passar por uma junta de conciliação, DE QUE O INVASOR TAMBÉM SERIA PARTE, ENTENDERAM? Isso significava que o simples ato de invadir uma área já tornava o grupo dotado de direitos especiais. Reproduzo o trecho, em vermelho, para que não reste a menor dúvida:

Acesso à Justiça no campo e na cidade.
Ações programáticas:
- a) Assegurar a criação de marco legal para a prevenção e mediação de conflitos fundiários urbanos, garantindo o devido processo legal e a função social da propriedade.
Responsáveis: Ministério da Justiça; Ministério das Cidades
- b) Propor projeto de lei voltado a regulamentar o cumprimento de mandados de reintegração de posse ou correlatos, garantindo a observância do respeito aos Direitos Humanos.
Responsáveis: Ministério da Justiça; Ministério das Cidades; Ministério do Desenvolvimento Agrário

- c) Promover o diálogo com o Poder Judiciário para a elaboração de procedimento para o enfrentamento de casos de conflitos fundiários coletivos urbanos e rurais.
Responsáveis: Ministério das Cidades; Ministério da Justiça; Ministério do Desenvolvimento Agrário
- d) Propor projeto de lei para institucionalizar a utilização da mediação como ato inicial das demandas de conflitos agrários e urbanos, priorizando a realização de audiência coletiva com os envolvidos, com a presença do Ministério Público, do poder público local, órgãos públicos especializados e Polícia Militar, como medida preliminar à avaliação da concessão de medidas liminares, sem prejuízo de outros meios institucionais para solução de conflitos.
Responsáveis: Ministério do Desenvolvimento Agrário; Ministério da Justiça.

Texto foi mudado
Pois é… Naquele 6 de janeiro de 2010 (publiquei o post no dia seguinte), bebendo caipirinha e com os pés na areia (que eu não sou carioca pra tomar mate gelado na praia, hehe… Isso nem existe em São Paulo; biscoito de polvilho também não!), mal acreditava no que lia. Decidi consultar a patroa: “Eu estou lendo isso mesmo ou bebi demais?” Dona Reinalda foi definitiva: “É isso mesmo! Propriedade vira coisa do passado!”.

Bem, a sociedade brasileira reagiu a esse e a outros absurdos, e o texto teve de ser mudado. O então ministro dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, prometeu renunciar se houvesse alteração. Houve, e ele não renunciou. Hoje, está com o Apedeuta no Instituto Lula, em companhia de Franklin Martins. Os bravos sempre se encontram. Adiante. Notem que o que vai acima viola a Constituição no que diz respeito ao direito de propriedade e à autonomia do Poder Judiciário. Tiveram de dar outra redação. Pois bem!

Eis que chega o caso do Pinheirinho. A sentença de reintegração de posse é de julho do ano passado, lembre-se mais uma vez. O governo federal resolveu se meter no caso da reta final — enviando à área, inclusive, um agitador de Gilberto Carvalho — para abrir as tais “negociações”. Queria, então, aplicar aquele trecho do Plano Nacional-Socialista de Direitos Humanos que a sociedade brasileira já havia recusado.

Mesmo quando já estava evidente aos olhos de toda gente que a Polícia Militar e o governo de São Paulo cumpriam uma determinação judicial, Carvalho, secretário-geral da Presidência, insistiu que o governo federal agiria de outro modo. Que outro modo? Descumpriria a lei? Os governos federal e do DF, ambos petistas, tiveram uma idéia genial na semana passada parar retirar invasores de uma área da União: chamaram a Polícia!!! Invasão boa é a de área privada. Quando a terra é da União, nem é preciso convocar a Justiça. Basta a Polícia!

Esse é o PT: se perde o debate na sociedade, tenta impor à força a sua vontade. O governo federal poderia ter resolvido a questão desapropriando a área. Em vez disso, enviou um agitador de Carvalho para a invasão. E agora falemos um pouco deste senhor.

Paulo Maldos
Ontem, escrevi dois posts sobre Paulo Maldos, aquele que usa o tal anelzinho da “justiça social”. Como vocês viram, ele adora ser fotografado segurando balas de borracha e faz caras sempre muito estranhas, caracterizando felicidade extrema; eu diria mesmo que, em certos casos, há esgares que lembram prazer. Segundo disse, foi atingido por elas. Teria exibido o seu crachá de Bozó do governo federal, e o soldado, insensível, nem assim: pimba! Maldos é secretário nacional de Articulação Social, seja lá o que isso signifique. Dada a sua atuação no Pinheirinho, posso imaginar.

Pois é… Tive uma curiosidade ontem e tentei saber em que delegacia de polícia ele fez o Boletim de Ocorrência. Deus Meu! Ainda acabo virando repórter, hein!? É uma função nobre demais pra mim; se não tiver outro jeito… Descobri, estupefato, que ele não fez boletim em lugar nenhum. Em seguida, perdigueiro da notícia, tentei saber o resultado do exame de corpo de delito… Bem, sem BO, sem corpo de delito, né?

Não vou aqui cobrar que o Bozó de Carvalho exiba as marcas de seu heroísmo a esta altura do campeonato. Mas me dou o direito de achar estranho que um homem “ferido na batalha política”, um destemido defensor dos direitos humanos, leve umas balas de borracha e nem mesmo se ocupe em documentar legalmente o ocorrido.  Em vez disso, preferiu fazer proselitismo, exibindo exemplares de bala — que podem ser conseguidos sem muito esforço. Sem BO e sem exame, a Polícia fica impedida até de investigar. Afinal, investigar o quê? O ar triunfante de Maldos? Seus esgares sugerindo satisfação?

Por Reinaldo Azevedo

 

31/01/2012 às 6:33

Dilma, a “barbárie” e a ditadura

A presidente Dilma Rousseff tem tido uma agenda muito interessante. Na semana passada, ela foi ao tal Fórum Social, por onde já havia passado o terrorista e assassino Cesare Battisti (que mereceu um abraço apertado de Tarso Genro; na verdade, eles se merecem), e definiu lá a desocupação do Pinheirinho como “barbárie”.  Não houve barbárie nenhuma! Ao contrário. Dado o tamanho da operação, a Polícia Militar se saiu muito bem. No dia seguinte, Gilberto Carvalho, um humanista conhecido — de notáveis serviços prestados ao partido, especialmente no caso Celso Daniel —, endossou as palavras da chefe e avançou: falou em “terrorismo”. Talvez os miasmas deixados  pela passagem de Battisti por lá o tenham contaminado.

Ontem, Dilma foi à Bahia, onde uma cozinheira ficou cega de um olho em razão de um confronto com a Polícia. A Soberana não viu barbárie nenhuma e preferiu ignorar o assunto, a exemplo do que fizeram as TVs. Seguindo os passos do antecessor, atacou governos passados, que não teriam se preocupado com casas populares… Já fizemos a conta: a presidente que prometeu quase 1.600 creches para o ano passado (seis mil até 2014) e que fechou 2011 sem entregar nenhuma é a mesma que prometeu 3 milhões de casas até o fim do mandato. Dado o ritmo atual, chegar-se-á a esse número por volta de 2034!!!

Dali ela rumou para Cuba. Cuba é aquela ilha para onde Tarso Genro, esse aí acima, despachou dois pugilistas. Eles haviam justamente fugido da ditadura dos irmãos Castro. Parece que os rapazes tinham a ficha limpa demais para merecer refúgio. O então ministro da Justiça impediu até mesmo que tivessem contato com a imprensa.

A presidente que acusa “barbárie” num ato de reintegração de posse no Brasil (ato que cumpre os mais estritos princípios do estado democrático e de direito), visita alegremente uma tirania — onde o Brasil financia obra de quase R$ 700 milhões — e deixa claro que sua pauta está voltada para os negócios. Nada de política! Dilma não pretende tratar de questões que digam respeito aos direitos humanos e, obviamente, não quer conversa com os críticos do regime. O limite do Brasil foi conceder o visto à blogueira Yoani Sánchez caso a ditadura cubana permita que ela saia da ilha para participar de um seminário no Brasil.

É… Faz sentido! A decisão de Dilma de não se encontrar com críticos do regime é coerente com o seu passado. Afinal de contas, ela queria instalar no Brasil, quando militante, justamente o regime hoje vigente em Cuba. O paraíso dos facinorosos irmãos Castro é a utopia da militante Dilma.

No dia 29 de março de 1978, o então presidente norte-americano, Jimmy Carter, desembarcava no Brasil. Respondendo ao discurso frio de recepção do presidente Ernesto Geisel, foi direto: “Hoje estamos todos nos unindo num esforço global em prol da causa da liberdade humana e do Estado de Direito. Esta é uma luta que só será vitoriosa quando estivermos dispostos a reconhecer as nossas próprias limitações e a falarmos uns com os outros com franqueza e compreensão”. Encontrou-se com líderes da oposição e críticos do regime, como dom Paulo Evaristo Arns e Raymundo Faoro, presidente da OAB. Recebeu um dossiê com nomes de pessoas mortas, torturadas e exiladas.

Dilma vai adular dois ditadores que promovem a barbárie, esta sim, há mais de 50 anos. Carter veio ao Brasil e cobrou democracia de um regime acusado de matar 424 pessoas. Em Cuba, entre fuzilamentos e pessoas que se afogaram tentando fugir, morreram 100 mil (234,8 vezes mais) — e passam de um milhão as que vivem no exílio. E há outra gigantesca diferença: a população brasileira é 19 vezes maior do que a cubana.

Dilma foi às armas contra a ditadura de cá. Eleita pela democracia, continua a adular a ditadura de lá.

Por Reinaldo Azevedo

 

31/01/2012 às 6:27

Longe de dissidentes, Dilma chega a Cuba com linha de crédito milionária

Por Lisandra Paraguassu, no Estadão:
A presidente Dilma Rousseff chegaria ontem à noite em Havana para sua primeira visita oficial a Cuba. A julgar pelos sinais enviados por Brasília, o governo cubano tem mais razões para ser otimista do que a dissidência. Dilma leva à ilha mais uma linha de crédito, dessa vez de US$ 523 milhões. Com isso, o financiamento brasileiro à ilha chega a US$ 1,37 bilhão.

Com a visita da presidente brasileira, o regime cubano - que investe em algumas mudanças econômicas para tentar tirar a ilha da inércia financeira - espera do Brasil mais investimentos pesados em obras de infraestrutura. Por seu lado, os dissidentes, apesar de todos os sinais contrários vindos de Brasília, ainda acreditavam ontem que o governo brasileiro não manteria a tradicional indiferença às violações dos direitos humanos no país.

O Itamaraty não esconde que o propósito da visita de Dilma é econômico e comercial. O Ministério das Relações Exteriores tem reiterado que o Brasil não tem intenção de tratar publicamente de temas espinhosos, como a repressão cubana. A avaliação do Brasil, de acordo com o chanceler Antonio Patriota, é a de que “a situação dos direitos humanos em Cuba não é emergencial”. Incluir na agenda presidencial encontros com opositores do regime, mesmo que para tratar de direitos humanos - na teoria, um tema caro à presidente - não cairia muito bem.

O que interessa ao governo brasileiro é incentivar o regime cubano a seguir adiante com as mudanças econômicas. A avaliação da diplomacia brasileira é a de que ajudar Cuba a avançar economicamente é a melhor colaboração que se pode dar ao país. Por isso, o País vai financiar do término do Porto de Mariel, uma obra de US$ 683 milhões, até a compra de alimentos e máquinas. O comércio entre os dois países cresceu 31% de 2010 para 2011, chegando a US$ 642 milhões. No entanto, essa é quase uma via de mão única: apenas US$ 92 milhões são de exportações cubanas, especialmente medicamentos. Há pouco para Cuba vender e muito para comprar. Chegam do Brasil equipamentos agrícolas, sapatos, produtos de beleza, café, em alguns momentos, até açúcar.

Hoje extremamente dependente da Venezuela, que garante praticamente todo o petróleo usado na ilha a preço de custo, os cubanos repetem uma situação que já viveram nos anos 70 e 80 com a União Soviética, antes de Moscou falir e abandonar Cuba à própria sorte. “A Venezuela é nossa nova URSS. O equilíbrio cubano hoje se chama Hugo Chávez”, avalia o economista Oscar Espinosa Chepe. “Há muito potencial, especialmente na agricultura, mas é preciso investimento. É preciso buscar investimentos estrangeiros reais, buscar um país mais sério.” Pelo menos três diferentes grupos de dissidentes pediram audiência a Dilma ou a alguém de sua comitiva, mas não receberam resposta.

“O que podemos esperar é que a presidente fale das pessoas, do povo cubano. Ela pode falar muito perto de Raúl e Fidel Castro, nós não podemos. Gostaria que essa visita marcasse o antes e o depois”, disse a blogueira e colunista do Estado Yoani Sánchez.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

31/01/2012 às 6:25

Dilma acerta com PP substituição de Negromonte

Por Christiane Samarco, João Domingos, Marta Salomon e Tânia Monteiro, no EstadãoA presidente Dilma Rousseff acertou a saída do ministro Mário Negromonte (Cidades) com a direção do PP e com o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT). De acordo com informações de bastidores do governo, Negromonte poderá sair ainda nesta semana, logo depois da volta da presidente ao Brasil, na quarta-feira. Dilma viajou para Cuba na segunda-feira, 30; na quarta, segue para o Haiti e retorna ao Brasil.

Como na quinta-feira a presidente terá de enviar uma mensagem com os planos de trabalho do governo ao Congresso, é possível que o acerto para a saída de Negromonte ocorra na sexta-feira. A presidente pretende reunir-se com o ministro, uma forma de demonstrar um último sinal de prestígio, repetindo um gesto que usa desde a saída de Antonio Palocci (Casa Civil), em junho.

Será o nono ministro a deixar o governo Dilma. Desses, seis foram após denúncias de irregularidades: Antonio Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi, Pedro Novais, Carlos Luppi e Orlando Silva.

Entre os nomes analisados pelo governo para suceder a Negromonte no Ministério das Cidades estão o do líder do PP na Câmara, Agnaldo Ribeiro (PB), e dos deputados Márcio Reinaldo (MG), Beto Mansur (SP) e dos senadores Benedito de Lira (AL) e Ciro Nogueira (PI). A presidente Dilma Rousseff, no entanto, prefere Márcio Fortes, que já foi ministro das Cidades e hoje ocupa o cargo de Autoridade Pública Olímpica (APO).

O acordo entre Dilma, o PP e o governador Jaques Wagner para a saída de Negromonte foi acertada na segunda-feira pela manhã, durante assinatura da ordem de serviço para o início das obras de revitalização urbanística da bacia do rio Camaçari, região metropolitana de Salvador. Depois, Jaques Wagner entrou no avião presidencial e seguiu com Dilma para a viagem a Cuba e Haiti. Ele foi o único governador a acompanhar a presidente.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

31/01/2012 às 6:23

Ministros de Dilma gastam mais que os de Lula com jatinhos

Por Lúcio Vaz, na Folha:
Os ministros da presidente Dilma Rousseff gastaram 19% a mais do que os ministros de Lula com viagens em jatinhos da FAB (Forças Aérea Brasileira) nos dez primeiros meses do ano passado. A comparação foi feita com o período de janeiro a outubro de 2007 (primeiro ano do segundo mandato do ex-presidente Lula). Os titulares da Esplanada dos Ministérios de Dilma usaram R$ 15,3 milhões em recursos públicos no ano passado, enquanto os auxiliares de Lula fizeram despesas de R$ 12,9 milhões em 2007. Já as viagens da presidente Dilma custaram pouco mais da metade das realizadas pelo seu antecessor no mesmo período.

As despesas da presidente ficaram em R$ 11,6 milhões em dez meses do ano passado, contra R$ 22,4 milhões de Lula de janeiro a outubro de 2007, em valores de horas-voo já atualizados. Além dos custos com o avião presidencial, um Airbus 319, há despesas com o deslocamento de um escalão avançado, de um avião reserva e de missões à disposição da Presidência. Na viagem em que Dilma passou pela Bulgária, país dos seus ancestrais, o custo total com os deslocamentos ficou em R$ 994 mil. Mas o roteiro também incluiu Bélgica, Turquia e Portugal.

Se somadas as viagens da presidente, do vice-presidente Michel Temer (PMDB), dos ministros e dos presidentes da Câmara e do Senado, foram gastos R$ 30,3 milhões de janeiro a outubro de 2011. Os dados são inéditos e constam de requerimento de informação feito ao Ministério da Defesa a pedido da Folha, que revelou no domingo quanto Temer e os ministros de Dilma despenderam com os jatinhos no período. As aeronaves são utilizadas para cumprir agendas oficiais e também nos deslocamentos para casa, o que está regulamentado no decreto 4.244/2002. Muitos ministros marcam compromissos oficiais e políticos nos seus redutos eleitorais nos finais de semana.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

30/01/2012 às 22:26

Na Bahia, Dilma não chamou de “barbárie” cozinheira que ficou cega de um olho em ação da PM; preferiu criticar governos passados

Na Bahia da cozinheira cegada pela Polícia, Dilma fez o discurso que vocês verão abaixo. Mais tarde, volto ao assunto.

Na Bahia, Dilma critica governos que precederam PT

Por Tiago Décimo, na Agência Estado:
A presidente Dilma Rousseff disse hoje, durante evento realizado em Camaçari, na região metropolitana de Salvador, que o Brasil não sofre efeitos maiores da crise econômica mundial por ser um país “diferente”. “Hoje, no mundo, nós vemos países até então desenvolvidos serem países que lideram o campeonato de quem mais desemprega no mundo - o Brasil é diferente, nosso modelo é diferente dos outros modelos”, afirmou a presidente.

“Para nós, o Brasil vai crescer se as pessoas melhorarem de vida, porque, para nós, quem é a maior força que empurra o Brasil para a frente é seu povo, porque são consumidores, trabalhadores, empresários. São aquelas pessoas que criam aquele ciclo muito bom, que uma coisa puxa a outra. Quem consome, ao mesmo tempo cria oportunidade e, com isso, a roda vai girando e o Brasil vai crescendo”, disse a presidente. Dilma participou, na cidade baiana, da assinatura da ordem de serviço para o início das obras de revitalização urbanística da Bacia do Rio Camaçari.

O projeto de urbanização da bacia hidrográfica prevê, além da construção da rede de saneamento básico da região, da recuperação ambiental da área, da proteção de encostas e da instalação de rede de iluminação pública, ao custo de R$ 163 milhões, a construção de 2.357 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, destinado a famílias com renda de até R$ 1,6 mil. Os investimentos previstos são de R$ 112 milhões e a população beneficiada é estimada, pelo governo, em 90 mil pessoas.

Habitação
Durante o discurso, Dilma também criticou os governos anteriores ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, segundo ela, não davam importância à política habitacional. “O Brasil passou mais de 20 anos sem ter uma política real de habitação”, afirmou. “Isso mostra a pouca importância que lideranças políticas e governos deram a uma questão que é essencial. A casa é, talvez, a coisa mais importante para qualquer família. É a garantia de segurança, de proteção e acolhimento para nossas crianças, nossos filhos.”

Por Reinaldo Azevedo

 

30/01/2012 às 22:17

Henrique Meirelles defende aliança de Kassab com o PT

Por Bernardo Mello Franco, na Folha:
Em reunião da cúpula do PSD em São Paulo, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles voltou nesta segunda-feira a defender que o partido do prefeito Gilberto Kassab apoie o pré-candidato do PT, Fernando Haddad. “Sempre manifestei minha simpatia pelo candidato do ex-presidente Lula e do PT. Mas vamos aguardar a decisão do partido”, afirmou.

Cotado para ser o vice de Haddad, Meirelles não descartou a possibilidade de integrar a chapa petista, mas disse não ter se filiado ao PSD para isso. “Não é o objetivo. Entrei para fazer o programa econômico do partido”, desconversou. Ele disse ainda que a sigla deve estar “sempre aberta a alianças”.

Kassab convocou reunião após dirigentes do PT manifestarem incômodo com a aproximação do PSD. Rui Falcão, presidente nacional do partido, disse que o PT “não cogita” uma aliança com o prefeito de São Paulo.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

30/01/2012 às 22:11

Dilma humilha Negromonte mais um pouco. Pra quê?

Dilma humilha, como vocês verão, o ministro Mário Negromonte mais um pouco. Pra quê? Não é ela quem manda? Leiam o que vai na VEJA Online, por Gabriel Castro:
O governo determinou a exoneração do chefe da Assessoria Parlamentar do Ministério das Cidades, João Ubaldo Coelho Dantas. A demissão foi oficializada nesta segunda-feira por meio do Diário Oficial e é assinada pela ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Ubaldo é mais um aliado do ministro Mário Negromonte a perder o cargo. O servidor exonerado era encarregado de negociar as emendas parlamentares - foco de parte das suspeitas que recaem sobre a aplicação dos recursos da pasta. 

O processo de fritura de Negromonte, cada vez mais frágil no cargo, teve início ainda em agosto do ano passado. Reportagem de VEJA mostrou que o ministro havia oferecido 30 000 reais a deputados de seu partido, o PP, em uma tentativa de manter a influência de seu grupo político dentro da legenda.

De lá para cá, não faltaram escândalos no currículo de Negromonte: ele foi, por exemplo, flagrado fazendo promoção pessoal e de seu filho em um evento custeado com verbas do ministério no interior da Bahia. E foi acusado de se reunir com lobistas de uma empresa que, depois, venceria uma concorrência para a área de informática da pasta.

Antes do chefe da Assessoria Parlamentar, o chefe de gabinete do ministério, Cássio Peixoto, perdera o cargo na semana passada. A situação de Negromonte é frágil porque, além de perder apoio do governo, ele não tem respaldo nem mesmo dentro do próprio partido - que só não entregou ainda a cabeça do ministro porque teme perder o controle sobre o orçamento bilionário das Cidades.

Por Reinaldo Azevedo

 

30/01/2012 às 21:32

Do capítulo “aulas de bom e de mau jornalismos” - Polícia Militar do PT deixa mais uma pessoa cega de um olho, agora uma cozinheira da Bahia

Vejam esta foto.

cozinheira-cega

Essa mulher estava num show do Olodum, no Pelourinho, em Salvador, no dia 22. Houve lá uma confusão, a Polícia Militar interveio, ela foi agredida por policiais e ficou cega do olho esquerdo. A Bahia é governada pelo figurão petista Jaques Wagner.

Agora vejam lá o meu título. É claro que estou forçando a barra. Estou imitando o mau jornalismo que os petistas fariam se isso tivesse acontecido em São Paulo.

Até agora, Maria do Rosário não falou nada!
Até agora, Gilberto Carvalho não falou nada!
Até agora, Dilma Rousseff não falou nada.

O tal Paulo Maldos e seu anel de tucum também vão ficar fora dessa história.

Em menos de um mês, é a segunda vez que a Polícia Militar sob o comando de progressistas deixa uma pessoa cega. A outra vítima é o estudante Hudson Silva, da Universidade Federal do Piauí, num protesto contra a elevação da tarifa dos ônibus em Teresina. O estado é governado pelo PSB e pelo PT.

estudante-cego1

Também no caso de Hudson, Maria do Rosário havia se calado.
Também no caso de Hudson, Gilberto Carvalho havia se calado.
Também no caso de Hudson, Dilma Rousseff havia se calado.

Não conheço as circunstâncias de uma ocorrência e de outra. Lamento as conseqüências. Mas é preciso responsabilidade.

O que eu sei?
Fosse em São Paulo, as duas ocorrências seriam destaque em todos os telejornais. Como se deram em estados governados por companheiros, não se diz uma vírgula.

Fosse em São Paulo, Fábio Konder Comparato, Márcio Sotello Felippe e Sérgio Salomão Shecaira já teriam redigido uma denúncia à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

Não é a defesa dos direitos humanos que torna toda essa gente asquerosa, mas a defesa seletiva. Vai ver que os cegados pelas polícias dos “companheiros” o foram por bons motivos.

Imaginem uma ocorrência como essa no Pinheirinho… Graças a Deus, não aconteceu!

Por Reinaldo Azevedo

 

30/01/2012 às 20:46

A uma estudante bravinha do PSTU: “Go into the light, Arielli! There is peace and serenity in the Light”

Ah, já que eles querem mais publicidade, podem contar comigo. Eu adoro expor os seus métodos! Revejam esta foto. É aquela moça que decidiu “argumentar” com Andrea Matarazzo, secretário da Cultura do estado de São Paulo e um dos pré-candidatos tucanos à Prefeitura da Capital, na inauguração da nova sede do MAC-USP.

miitante-descontrolada1 

Cheguei a pensar, como escrevi num post, tratar-se de outra estudante, que havia feito uma convocação para o protesto. Mas fiz a correção, a saber:
“A convocação mais entusiasmada para o ato está na página de Rafaela Martinelli, aluna da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP e moradora do Crusp. É publicidade que ela queria, não? Aqui está. É daquela turma contrária à presença da PM no campus, entenderam? Cheguei a pensar que fosse ela.”

Otorrinolaringologistas e pesquisadores do palato do país inteiro enviaram mensagens ao blog querendo saber quem é ela. Matéria de curiosidade científica. Não sei bem por quê. Agora sei. Trata-se, na verdade, de Arielli Tavares Moreira, que já está nos blogs de esquerda orgulhando-se, pelo que se vê, de seu ato. Ela é militante do PSTU, diretora do Centro Acadêmico das Letras da USP e dirigente da Assembléia Nacional dos Estudantes Livres. Essa tal “Assembléia”, de que vocês, provavelmente, nunca ouviram falar, pretende ser uma UNE alternativa… Alguém dirá: “Que bom!” Atenção, é uma dissidência pela esquerda, entenderam?

O Centro Acadêmico das Letras é aquele que “decretou” greve de estudantes numa assembléia manipulada e acabou desmoralizado pelos próprios alunos, que tiveram de “ocupar” o prédio da faculdade, que havia sido interditado pelos truculentos. O filme com o “Occupy Letras - Versão do Bem” segue abaixo. Revejam depois.

São dois exemplos da democracia de que Arielli gosta. Num dos sites em que ela se mostra orgulhosa do seu feito, diz sobre Matarazzo (segue como está no original):
“[O secretário] apontou o dedo pra mim e me chamou de ‘mal-educada’. De fato, para a ideologia burguesa, hipocrisia é sinônimo de educação, e dizer a verdade sem meia palavras não é de bom tom. Tomado pelo ímpeto professoral de quem insiste em dar ‘aulas de democracia’, ele continuou se aproximando e me chamando de mal-educada. Em seguida um de seus assessores conseguiu convencê-lo a entrar no carro, e ele foi embora.”

Pô, estou gostando de Matarazzo cada vez mais. A exemplo de Mário Covas, não aceita ser ofendido de graça por gente que não respeita parâmetros mínimos de civilidade. Ah, sim: eu não afirmei que Rafaela ou Arielli eram filiadas ao PT. Escrevi que uma das páginas que a primeira acompanhava era a da “Corrente Marxista do PT”

PS - Não sei que idade tem esta jovem senhora. Eu era da Convergência Socialista quando tinha 15… A Convergência resultou no PSTU. Pois é… Há 35 anos, eu já não argumentava com as amígdalas linguais e achava que mais importantes eram as amígdalas cerebelosas…

PS2 - Por favor, espalhem este post. Arielli acha que isso é bom pra ela, pelo visto. E eu acho bom para Andrea Matarazzo, o meu candidato à Prefeitura de São Paulo.

PS3 - Arielli faz questão de assinar o seu feito — deve contar pontos na escala da militância —, e eu também faço. Atenção, o nome dela é Arielli, tá, pessoal? Ela acha que, “para a burguesia, hipocrisia é sinônimo de educação”. Entendi. Vai ver, para a turma de Arielli, “educação é que é sinônimo de hipocrisia”. Por isso ela decidiu ser tão sincera!

Queridos comentaristas, sem ofensas para a moça. Só palavras doces. Vamos repetir a anãzinha (oopps! A verticalmente prejudicadinha) Tangina, sobre a “boa luz”, ao tentar salvar Carol Ann em Poltergeist:

“Cross over children. All are welcome. All welcome. Go into the Light. There is peace and serenity in the Light.”

Sim, o PSTU é o partido que mandava no Pinheirinho…

Por Reinaldo Azevedo

 

30/01/2012 às 19:08

Ah, agora entendi o anel do homem de Carvalho…

No post anterior, publico algumas fotos de Paulo Maldos, assessor de Gilberto Carvalho, presente à desocupação do Pinheirinho. Vejam a satisfação com que ele exibe a tal bala de borracha. Chamo ali a atenção para aquele anelzinho escuro, que vejo nas mãos de muitos “progressistas”. Leitores me alertam que está tudo explicadinho na Wikipedia. Seria um sinal de adesão à Teologia da Libertação — que costumo chamar de “Escatologia da Libertação” — ou, mais amplamente, a seus valores. Vocês verão a explicação.

Entendo. Já vi, acho que vi, o tal anelzinho nas mãos de jornalistas também. Pergunta óbvia: isso não significa, de saída, a evidência de compromisso e comprometimento com um grupo, não com a isenção?  Em que isso é diferente da exposição do emblema ou logo de um partido?

Segue transcrição do que  vai na Wikipedia:

Anel de tucum é um anel feito da semente de tucum, uma espécie de palmeira nativa da Amazônia. É utilizado por fiéis cristãos como símbolo do compromisso preferencial das igrejas, especialmente da Igreja Católica, com os pobres.

O anel tem sua origem no Império do Brasil, quando jóias feitas de ouro e outros metais nobres eram utilizados em larga escala por membros da elite dominante para ostentarem sua riqueza e poder. Os negros e índios, não tendo acesso a tais metais, criaram o anel de tucum como um símbolo de pacto matrimonial, de amizade entre si e também de resistência na luta por libertação. Era um símbolo clandestino cuja linguagem somente eles compreendiam.

Mais recentemente, a utilização do anel de tucum foi resgatada por fiéis cristãos, especialmente adeptos da teologia da libertação, com o objetivo de simbolizar a aliança das igrejas com os pobres e oprimidos da América Latina, especialmente por fiéis católicos após o Concílio Vaticano II e as Conferências Episcopais de Medellín e de Puebla.[1]

Anel de Tucum e Bíblia Edição Pastoral.O anel de tucum foi tema de documentário homônimo dirigido por Conrado Berning em 1994. No filme, o bispo católico Dom Pedro Casaldáliga, um dos entrevistados, explica da seguinte maneira a utilização do anel:

” Este anel é feito a partir de uma palmeira da Amazônia. É sinal da aliança com a causa indígena e com as causas populares. Quem carrega esse anel significa que assumiu essas causas. E, as suas conseqüências. Você toparia usar o anel? Olha, isso compromete, viu? Muitos, por causa deste compromisso foram até a morte. “

Embora o anel de tucum, tenha sido originalmente criado para simbolizar o matrimônio entre escravos e índios, atualmente, em meios cristãos, o anel é usado para representar a preocupação com causas populares, e pela igualdade. Católicos tradicionalistas por sua vez, especialmente devido a forte ligação entre os usuários do anel de tucum e a teologia da libertação, consideram que este “é uma ostentação de pobreza. E ostentar virtude é vaidade que anula toda virtude. Usar isso, para demonstrar amor aos pobres, mais é demagogia do que virtude. Se alguém é realmente pobre, deve praticar essa pobreza e o desprezo das riquezas, sem ostentação, porque se não é pura vaidade e desejo de ser considerado pobre e bom. Isso é orgulho mascarado de pobreza”.

O anel e a estrovenga na mão de Maldos

O anel e a estrovenga na mão de Maldos

Por Reinaldo Azevedo

 

30/01/2012 às 18:09

Por que o assessor de Gilberto Carvalho tem essa estrovenga na mão e exibe esse ar de perversa satisfação?

Vejam esta foto:

paulo-maldos-quatro

Foi publicada na edição de sábado do Estado. Este que aparece aí é Paulo Maldos, assessor do ministro Gilberto Carvalho. Isso que ele tem na mão, que exibe por aí como um troféu nas mais variadas circunstâncias (vocês verão), é uma bala de borracha que, segundo ele, o atingiu durante a reintegração de posse do Pinheirinho.

A imagem NUNCA DIZ MAIS DO QUE MIL PALAVRAS. A imagem pode sintetizar milhões delas, que, ainda assim, precisam ser ditas e escritas para que tenhamos ainda mais clareza do objeto tratado.

Olhem a cara de Maldos.
Insatisfação?
Indignação?
Dor?
Fúria?
Rancor?
Revolta?

Não!
O nome do que se vê acima é prazer!
Se, agora, fosse o caso de evocar Freud, teria de visitar os meandros do masoquismo — o homem que se afeiçoa ao instrumento que o machuca. Mas é bom deixar o doutor de lado. Isso está mais para Marx — um Marx mixuruca, mas está. Aquele rosto que se vê ali é de vitória. Voltem lá. O que fazem aqueles olhos voltados sabe-se lá para onde? Ele posa para o fotógrafo, mas mira uma outra coisa. Nota à margem: também ele exibe aquela aliança ou anel preto, que vejo nas mãos de muitos “progressistas”. O que significa? Não tenho a menor idéia. Vai ver esquerdistas nascem com predisposição para anéis pretos… Se alguém tiver alguma explicação melhor…

Já que ninguém perguntou, então pergunto eu: o que fazia Maldos em plena madrugada de domingo, lá no Pinheirinho? “Ah, estava lá para proteger a população”, poderiam responder o militante e o ingênuo. Mas proteger do quê? “Ora, Reinaldo, da reintegração de posse!” Ah, havia a decisão da reintegração, certo?, de cumprimento obrigatório pela Polícia Militar? Então Carvalho e Maldos sabiam que ela iria acontecer, como sabiam os tais “líderes” do Pinheirinho, mas engabelaram os moradores, mantendo-os na ignorância.

Eis aí. Parece que o objetivo era mesmo usar o lombo dos pobres em benefício de uma causa política.

Ora, todo mundo sabe que uma operação de ocupação envolvendo três mil pessoas (nem 9 mil nem 6 mil) tende mesmo a ser conflituosa, especialmente quando há a disposição para reagir à ação da polícia. Ainda assim, não houve o esperado “massacre”.

Pergunto: o que distingue, nesse caso, o trabalho de Maldos do de um agitador qualquer? Em que ele se diferencia de um agente infiltrado, disposto a investir no quanto pior, melhor? Carvalho falta com a verdade de modo absoluto ao afirmar que estavam em curso “negociações”. Não estavam mais! Isso a juíza já deixou claro de modo insofismável. Elas já haviam sido encerradas. Também estava definida a incompetência da Justiça Federal para cuidar do caso.

Os moradores do Pinheirinho, em suma, estavam à mercê de oportunistas, que se prepararam para o banho de sangue que não houve. E a operação “de resistência”, àquela altura, estava sendo coordenada, como se vê, pelo gabinete de Gilberto Carvalho, assim como o de Maria do Rosário comandou a tentativa de sabotagem à retomada da área em que ficava a cracolândia — essa operação apoiada por 82% dos paulistanos.

Este Maldos ser apresentado como uma vítima ou herói do Pinheirinho é evidência da degradação intelectual de consideráveis setores do jornalismo. E não que ele tente disfarçar, não é mesmo? Ele posou (Emir Sader escreveria “pousou”) para outras fotos. Numa delas, não resiste e ri a pregas soltas, como se diria em português castiço, sempre com a estrovenga na mão.

paulo-maldos-foto-diogo-alcantara

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Por Reinaldo Azevedo

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Blog Reinaldo Azevedo

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