Turma do aquecimento global agora faz a coisa certa: debate pum de dinossauro!!!

Publicado em 08/05/2012 14:32 e atualizado em 01/03/2020 18:48 1210 exibições
por Reinaldo Azevedo, de veja.com.br

O “Veta, Dilma!”, o pum dos dinossauros da ideologia e o saldo final, favorável à presidente

Eu não tenho dúvida de que a presidente Dilma Rousseff vai vetar partes do novo Código Florestal. Duvido muito que vá vetar o texto na íntegra, conforme quer o marinismo, pilotando o seu pterodáctilo ambiental. É preciso sempre recuperar o que foi escrito porque vivemos um tempo de memória curta, coalhado de vigaristas doidos para atribuir àquele que consideram adversário o que este não escreveu. E eu escrevi no dia 24 de abril (e havia expressado opinião idêntica antes):
“(…) já afirmei que o melhor teria sido Piau botar pra votar o texto saído do Senado, com uma alteração ou outra. Acho que essa mudança que ele fez pode representar um tiro pela culatra. Contra o ‘ruralismo’? Não! Contra o bom senso. O onguismo ambientalista, ricamente financiado por ONGs estrangeiras, está doido para melar o processo porque não gosta do texto que saiu do Senado. Assim, acho que Piau não foi exatamente prudente ao propor algumas alterações.”

Isso quer dizer que eu achava prudente que se votasse, como base, o texto do Senado, que já tinha sido escoimado das maiores loucuras dos reacionários ditos ambientalistas, que odeiam a produção agropecuária e querem que pobre viva de comer luz — já que eles podem abastecer a despensa, com o rico dinheirão que ganham das ONGs, nas gôndolas do Pão de Açúcar e do Carrefour. Dilma deve recorrer ao veto de trechos e suprir as lacunas com uma Medida Provisória. Em tese, o Congresso pode derrubar o veto, rejeitar a MP etc. Duvido que o confronto vá até aí.

Dilma saiu ganhando, isto sim!
Não há nada de “criminoso” no texto de Piau, como afirma a turma que estuda o pum dos dinossauros. Nada! Isso é uma mentira cretina, típica desses tempos em que rematados ignorantes se arvoram em defensores da natureza e críticos do ruralismo. A maioria numa viu uma plantação de feijão. “Precisa já ter visto uma lavoura para defender a natureza?” É preciso  ao menos conhecer o ciclo da produção de alimentos e ter clareza da importância que esse setor da economia representa para o Brasil, especialmente para os pobres.

Na verdade, se Dilma tivesse encomendado um relatório a Piau, o texto não lhe teria saído, ainda que por caminhos meio tortos, tão favorável. Por que digo isso? Tivesse havido a aprovação pura e simples da proposta do Senado, o ambientalismo teria chiado. Estava descontente com o governo. Acusava-o de omisso. A turma queria, na prática, impedir até a produção de leite em Minas Gerais… Em matéria de provocar a fome, essa gente não brinca em serviço. Mas voltemos: o fato é que Dilma está longe de ser a preferida dos ecodoidos e ecochatos. Assim, ela tinha uma espécie de déficit de reputação junto aos “defensores da natureza”…

Dado o novo texto, Dilma tem a chance de ganhar pontos junto a esse grupo, recuperando o texto original do Senado (que já não era do agrado da turma) ou até menos do que isso. Vale dizer: alguns vetos só contribuirão para reforçar a imagem positiva da presidente. A política, em suma, não é linear. A Câmara aplicou duas derrotas ao Planalto na votação do Código Florestal. No Senado, houve, no máximo, um empate. O saldo era ruim para a Dilma. No fim da história, ela vai sair como heroína do meio ambiente, ainda que o texto deva ficar distante das pretensões iniciais dos estudiosos do pum dos dinosauros e do pum da civilização…

Por Reinaldo Azevedo

 

Turma do aquecimento global agora faz a coisa certa: debate pum de dinossauro!!!

Meu Jesus Cristinho!, como diria o poeta!

Num texto de 4 de fevereiro de 2007 — e ninguém ousava perguntar que remédio haviam tomado ou que mato haviam queimado os tarados do aquecimento global — escrevi aqui o que segue em azul. Leiam. Volto em seguida:
Consta que a ExxonMobil está pagando US$ 10 mil por artigo desqualificando o relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês). Eu logo fiz como aquele jacaré da piada, que quer entrar na festa do céu, e exclamei: “Obaaaaaaaa!!!”. Mas aí li que eles querem só cientistas e economistas. E eu fechei o bico: “Coitadinhos dos jornalistas…!” Abelhudo como eu não serve. Fiquei tentado a aderir imediatamente a esta onda formidável de condenação ao, como é mesmo?, “ser humano”, que sempre estraga tudo… É sério. O mundo ia bem, ali, naquele seu ritmo, sabem?… Uma explosão ou outra de vez em quando, um maremoto, um meteorito, mas tudo muito natural. Aí apareceu este ignóbil, detestável, verdadeiro lixo das esferas celestiais: o ser humano, doravante grafado “serumano”. E fez o quê? O serumano ficou emitindo o PPC (Pum Pantagruélico da Civilização), esses gases do efeito estufa. E agora estamos nós assim: por culpa do serumano, a coisa vai esquentar.

Voltei
Pois é… Antes do Pum Pantagruélico da Civilização, fiquei sabendo hoje, houve o Pum Pantagruélico dos Dinossauros. Que mundo assombroso, né? Leiam na VEJA Online, com informações da Agência Efe, o que segue. Volto em seguida.

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A flatulência dos dinossauros herbívoros pode ter causado o aquecimento do planeta há 150 milhões de anos, durante a era Mesozoica, segundo um estudo divulgado nesta segunda-feira no Reino Unido e publicado no periódico Current Biology. Os saurópodes foram grandes dinossauros herbívoros e quadrúpedes que viveram há 150 milhões de anos. Eles tinham pescoço longo, cabeça e cérebros pequenos, dentes achatados e uma longa cauda. O grupo inclui os maiores animais terrestres que já existiram, como o Braquiossauro, o Diplodoco e o Brontossauro.

A pesquisa calcula que os saurópodes, grandes dinossauros herbívoros, podiam emitir conjuntamente até 520 milhões de toneladas anuais de metano, um dos gases que provocam o efeito estufa. Para fazer o cálculo, os especialistas analisaram a proporção de metano emitida pelos herbívoros atuais, como as vacas, de acordo com sua biomassa. Depois, compararam essa relação com os dinossauros herbívoros do passado, como o Diplodocus, que media 45 metros e pesava mais de 45 toneladas, e o Brontossauro, um pouco menor e mais leve.

Os autores do estudo acreditam que os dinossauros, da mesma forma que as vacas, tinham em seus aparelhos digestivos bactérias que ajudam na fermentação das plantas e que geram metano. “Um simples modelo matemático sugere que os micróbios que viviam nos dinossauros saurópodes poderiam ter produzido metano suficiente para causar um efeito importante no clima”, afirmou o coordenador do estudo, Dave Wilkinson, da universidade John Moores de Liverpool, na Inglaterra. Estima-se que nessa época o planeta era em média 10 graus Celsius mais quente que hoje.

“Nossos cálculos indicam que estes dinossauros podem ter produzido mais gases do que todas as fontes de metano atuais juntas, naturais ou criadas pelo homem”, acrescentou. Atualmente, as emissões de metano chegam a 500 milhões de toneladas ao ano, contra 181 milhões da era pré-industrial.

Retomo
Huuummm… Tivesse Marina Silva sido contemporânea dos dinossauros — não estou falando da contemporaneidade de ideias, claro —, os grandões teriam sido extintos bem antes que algum meteorito tivesse colhido o planeta. Eu já a imagino, com aquele seu ar beato, pilotando um pterodáctilo e pregando: “Veta o pum, veta o pum”.

Os climatologistas, alguns deles ao menos, estão definitivamente fora do controle. Além de calcular a elevação do mar em 2100 — qualquer coisa entre 80cm e 200 cm; precisão é com eles mesmos —, sabem quantos eram os dinossauros, com que regularidade eles, bem…, peidavam e quanto isso emitia de gás metano…

Mas a notícia não deixa de ter seu lado interessante. Vejam bem: segundo esses nossos especialistas em flatulência, a Terra ora esquenta, ora esfria, e pelas mais variadas razões. Na hipótese de que a gente — o “serumano” — tenha mesmo esquentado um pouquinho o planeta, foi por uma boa causa, né? Nesse tempo, a gente produziu Pitágoras, vaso sanitário, Royal Salute, chocolate belga, Mozart, algumas vacinas, protetor solar, Flaubert, Fernando Pessoa, antiácido, Cícero, Padre Vieira, água encanada, energia elétrica…

E os dinossauros, aqueles egoístas? Ficavam lá só comendo e peidando!

Que deselegante!

Por Reinaldo Azevedo

 

Ah, quanta revolta por causa do pum dos dinossauros! O caminho da farsa coletiva: você acredita no aquecimento global porque as pessoas acreditam, e as pessoas acreditam porque você acredita

Eu, hein! Mais chato que petralha, só ecotralha! Se for um ecopetralha, então… Quanta revolta por causa da crônica que fiz sobre o pum dos dinossauros! Queriam o quê? Climatologistas recorrem a seus misteriosos “modelos matemáticos” para calcular quanto de gás metano os dinossauros teriam soltado na Terra há alguns milhõezinhos de ano, transformam isso em toneladas e querem que eu leve a sério?

Olhem aqui: eu não estou entre aqueles que repudiam coisas complicadas. De jeito nenhum! O “complicado” costuma ser aquilo que a gente ainda não entende, certo? Houvesse regras para andar nos labirintos, não haveria… labirintos. O ponto é outro. Cadê esses tais “modelos matemáticos”? De que são constituídos? Como se pode anunciar o fim do mundo num dia e pedir desculpas no seguinte: “Não era bem isso?”

Ciência? O aquecimento global antropogênico — ou mudança climática — é uma hipótese formada a partir de uma das tantas evidências científicas parciais juntadas numa narrativa criativa. Trata-se de uma narrativa — hoje, mais literária do que outra coisa — que tem o mau hábito de desprezar as evidências em contrário. Criou-se uma doxa. Erigiu-se uma ideológica. Satanizaram-se as pessoas que pensavam de modo diferente. E pronto!

Recebi, claro, alguns pontapés: “Ah, você não entende nada de clima!” Pois é! Mas Richard S. Lindzen, de quem falei aqui em 2007, sabe muito a respeito. Naquele post, lembrei que o sempre opiniático Paul Krugman, tão especialista quanto eu próprio na área, havia escrito um artigo no New York Times afirmando que desconfiar do aquecimento era manifestação de anti-intelectualismo. Assim se fazem as verdades: demonizando quem dissente.

Republico parte daquele post e reproduzo trecho de um texto de um blog português. Ficamos assim: os esquentadinhos do aquecimento que querem bater boca comigo com ares de especialista podem tentar contestar Lindzen. Talvez consigam a sua vaga de professor de Meteorologia daquela escolinha chinfrim chamada Massachusetts Institute of Technology — trata-se de um “trem” aí (como diriam aquelas vozes da CPI…) conhecido por “MIT”. O post acabou ficando um tanto longo, leitor, mas há aí referências para entrar no tema de modo responsável — em vez de se ocupar do peido dos dinossauros. Os nervosinhos não gostaram do meu senso de humor? Então vamos falar a sério.
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Aqueles que estiverem severamente interessados em aquecimento global podem clicar aqui e ouvir (é só áudio mesmo) o professor Lindzen responder a cada uma das grandes questões que dizem respeito ao aquecimento global. O propósito de Lindzen, ele deixa claro, não é saber se existe ou não algum aquecimento —  já que a Terra vem esquentando e resfriando há milhões de anos —, mas se procede o alarmismo. E ele deixa claro que não! E faz até um gracejo: “Al Gore acredita no aquecimento global porque as pessoas acreditam, e as pessoas acreditam porque Al Gore acredita”. É perfeito!

Se eu entendesse de meteorologia o que Lindzen entende, estaria dando aula no MIT. Como não entendo… Assim, não acreditem no que digo e no que dizem outros abelhudos, pouco importa o lado. Eu costumo tratar apenas da lógica interna das coisas que leio.  Mas considerem a hipótese de o especialista do MIT saber o que diz mais do que o jornalismo engajado que cuida do assunto, com suas moças e seus rapozalas fanáticos. Abaixo, trecho de um post do blog português Mitos Climáticos. Fica clara a importância do dinheiro nessa história toda. Cientista que nega que o aquecimento tenha sido produzido pelos homens e que não é alarmista perde verba de pesquisa. Aqueles que entram no jogo são alçados à condição de estrelas e passam a ser financiados.

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Richard S. Lindzen é um cientista de elevadíssima craveira intelectual. Professor de Meteorologia do Massachusetts Institute of Technology, já publicou mais de 200 livros e artigos científicos. Foi o leader do capítulo científico do Terceiro Relatório de Avaliação do IPCC, de 2001.Este último trabalho trouxe-lhe o amargo de boca de se ver confrontado com a falta de ética científica dos principais responsáveis do IPCC, pois estes cientistas-políticos ou políticos-cientistas, como se queira, publicaram com distorções e sem conhecimento de Richard o texto do relatório já aprovado pelos colegas de trabalho. Richard Lindzen como cientista sério e honesto, que se distingue do núcleo duro que tomou conta do IPCC, demitiu-se da prestação científica dada ao IPCC. Aliás, até hoje, não foi o único a tomar esta posição de verticalidade intelectual. Muitos outros lhe seguiram o exemplo.

Tornou-se histórico o seu depoimento, no Senado dos Estados Unidos da América, quando o cabotino Al Gore o interrogou e tentava distorcer as afirmações de Lindzen retorquindo: “O que V. Exa. quis dizer foi…”.Sintomaticamente, o The New York Times publicou, na primeira página, as distorções e não as afirmações de Lindzen, que se viu obrigado a redigir um desmentido. Também sintomaticamente o desmentido de Lindzen foi atirado para o interior do jornal. Lá como cá, também existem órgãos de comunicação social enfeudados às teses do alarmismo climático. A vantagem dos EUA é a existência de um forte culto da liberdade de expressão, o que acaba por permitir a divulgação de todos os pontos de vista, circunstância que não se observa em países como o nosso, por exemplo, em que apenas uns quantos estão autorizados a ter opinião. A politicamente correcta, obviamente.

Esclarece-se que Richard Lindzen é um dos 100 signatários da carta aberta ao Secretário Geral das Nações Unidas, de 13 de Dezembro de 2007, por ocasião da Conferência de Bali, cujo tema era “A Conferência das Nações Unidas sobre o Clima está a levar o mundo numa direcção completamente errada”. A tradução desta carta foi publicada em Anexo ao Prefácio do livro de Marlo Lewis Jr. A Ficção Científica de Al Gore. No mesmo livro, Lewis refere ainda Lindzen como autor do artigo “Climate of Fear: Global warming alarmists intimidate dissenting scientists into silence“, publicado no Wall Street Journal, em 12 de Abril de 2006. A participação de Richard Lindzen na Segunda Conferência Internacional sobre Alterações Climáticas, veio demonstrar, se dúvidas houvesse, o alto nível desta iniciativa do The Heartland Institute.

Na sua importante comunicação, de 8 de Março de 2009, Richard Lindzen declara que o alarmismo climático foi desde sempre um movimento político contra o qual tem sido necessário travar uma difícil batalha. E, uma vez que se dirige a uma plateia de cépticos, começa por dizer que os opositores ao alarmismo climático devem ter em conta algumas verdades simples. Em primeiro lugar, Lindzen adverte que nem uma atitude céptica faz um bom cientista, nem uma atitude concordante faz um mau cientista. Conhecendo-se o discurso da parte contrária, pode dizer-se que a honestidade de Lindzen não encontra paralelo em nenhum dos adeptos do global warming.

Lindzen diz ainda que muitos dos cientistas que ele respeita fazem parte do campo alarmista, mas salienta que a actividade científica que lhe inspira esse respeito não é a ligada ao global warming. E admite que o facto de esses cientistas abraçarem as teses do global warming apenas lhes torna a vida mais fácil. A este propósito, Lindzen deu o exemplo de Kerry Emanuel, seu colega no MIT, que apenas se tornou conhecido quando afirmou que os ciclones tropicais poderiam tornar-se mais intensos com o aquecimento global. Depois disso, passou a ser inundado com distinções profissionais.

Curiosamente, Kerry Emanuel é referido por Marlo Lewis Jr. no Capítulo 6 do livro “A Ficção Científica de Al Gore”, uma vez que Gore, em “Uma Verdade Inconveniente”, e sob pretexto do furacão Katrina, recorre a Kerry Emanuel para reclamar a “emergência de um forte consenso” acerca da ideia de que o aquecimento global está a aumentar a duração e intensidade dos furacões. Para azar de Gore, o próprio Emanuel alertou contra as tentativas de associar o Katrina, ou outras tempestades recentes no Atlântico, ao aquecimento global.

Depois, Lindzen chamou a atenção para o caso de Carl Wunsch, outro colega do MIT, especialista em oceanografia, o qual, apesar de virtualmente ter questionado todas as afirmações alarmistas respeitantes ao nível dos oceanos, à temperatura da água do mar e à modelação oceânica, evita a todo o custo ser associado aos críticos do global warming. Mas, para Lindzen, o caso mais curioso é o de Wally Broecker, cujo trabalho mostrou claramente que ocorrem mudanças súbitas do clima sem influência antropogénica, mas que também abraça vigorosamente as teses do alarmismo, daí retirando um elevado reconhecimento.

Lindzen reconhece que existe um grande número de cientistas que a propósito das alterações climáticas emitem declarações ambíguas, ou sem um significado claro, as quais podem ser distorcidas e aproveitadas pelos alarmistas, mas como a propaganda alarmista pode convencer os políticos a aumentar os fundos de financiamento, não existe incentivo para protestar contra essas distorções. Lindzen prossegue com a denúncia do comportamento de algumas instituições académicas e reprova as ligações perversas entre cientistas e responsáveis políticos, chamando a atenção para os perigos de uma corrupção da Ciência induzida pela conquista de financiamentos.

Enfim, poderíamos continuar a referir passagens desta importante comunicação de Richard Lindzen, mas o texto já está disponível online e vale a pena ler na íntegra.

Texto publicado originalmente às 3h35 desta terça

Por Reinaldo Azevedo

 

A PEC do Trabalho Escravo, as boas e as más intenções e o risco de se votar uma proposta que permite qualquer coisa. Ou: Sou a favor de atores militantes, não de militontos

Nesta terça, mais uma vez, “artistas” decidiram aderir a uma causa: a tal emenda que expropria propriedades rurais e urbanas caso se constante a existência de trabalho escravo ou análogo à escravidão. Os tais artistas se reuniram com a ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, e com o novo ministro do Trabalho, o ex-blogueiro (é ainda?) Brizola Neto —  o programa “Primeiro Emprego” finalmente teve seu primeiro contratado, hehe. Adiante.

É claro que os artistas são favoráveis à aprovação da emenda. Afinal, eles são contra a escravidão! Não me digam! Existe alguém no Brasil que seja favorável? Ser contra o trabalho escravo é como se declarar a favor das coisas boas. Quem, a não ser os inimigos do Batman, diz o contrário?

A votação da chamada PEC do trabalho escravo ficou para amanhã. Os sites noticiosos, lotados de moças e moços com hormônios e neurônios em ebulição, noticiam que os “ruralistas” resistem à votação, são contra a emenda etc. A sugestão fica clara: essa gente malvada, além de querer destruir a natureza, ainda gosta de explorar trabalho escravo. É a chamada conspiração da ignorância a unir ministros, artistas e jornalistas a favor do bem, do belo e do justo…

A Constituição brasileira, no artigo 243, expropria terras — e as torna disponíveis para a reforma agrária — em que se encontrem “culturas ilegais de plantas psicotrópicas”. A PEC altera a redação desse artigo e inclui entre as propriedades desapropriáveis aquelas em que seja constatada a existência de trabalho escravo. Na primeira versão da emenda, só as propriedades rurais eram passíveis de tal punição. Na redação final, num tributo que o vício prestou a virtude, também se incluíram as propriedades urbanas.

Os simples de espírito, que ainda não entenderam como toca a música, hão de indagar: “Mas o que há de errado nisso, Reinaldo? Então seria aceitável a existência de trabalho escravo ou análogo à escravidão? Isso não é mesmo certo?” Pois é… Vocês me permitem uma imagem de cunho originalmente religioso, mas metáfora perfeita para o que vivemos? O diabo, além de se esconder nos detalhes, também costuma exibir uma face de anjo. Imaginem se ele tentasse conquistar almas com a sua carranca e seu cheiro de enxofre… Ninguém cairia no conto, não é?

Vamos ver
Quem define, num primeiro momento, o que é e o que não é “trabalho escravo”? Os fiscais do Ministério do Trabalho! Como a escravidão, em sentido estrito, é ocorrência raríssima, existe a tal situação de “trabalho análogo à escravidão”. E é aí que tudo passa a ser possível. As atividades profissionais e obrigações das empresas são regulamentadas por normas do Ministério do Trabalho.

O que os artistas que foram lá emprestar sua celebridade à causa certamente ignoram — e o jornalismo não está informando porque é a favor (e eu também) do “bem, do belo e do juto” — é que o trabalho rural, por exemplo, está regulamento pela Norma Regulamentadora nº 31 (íntegra aqui). Ela estabelece, prestem atenção!, DUZENTAS E CINQUENTA E DUAS EXIGÊNCIAS para se contratar um trabalhador rural. Pequeno ou médio proprietário que tiver juízo não deve contratar é ninguém. O risco de se lascar mesmo numa prestação temporária de serviços é gigantesco! NOTEM QUE ESTOU TORNANDO PÚBLICA A NORMA, EM VEZ DE ESCONDÊ-LA.

No dia 11 de abril de 2011, já havia tratado do assunto aqui. Se um empregado é contratado para trabalhar numa roça de café, por exemplo, e, por alguma razão, o dono da propriedade o transfere para cuidar do jardim e do gramado da sede da fazenda, isso só pode ser feito mediante exame médico aprovando a sua aptidão para o novo trabalho. Se não o fizer… A depender do humor do fiscal — e até o petista Marco Maia (RS), presidente da Câmara o admite —, o descumprimento de qualquer uma das 252 exigências pode render uma infração de “trabalho análogo à escravidão”. E o proprietário rural está lascado. Entra na lista negra do crédito, expõe-se ao pedido de abertura de inquérito pelo Ministério Público etc. Com a nova lei, pode até perder a propriedade.

Revejam esta foto, que publiquei aqui no passado. Vocês vão entender por que ela está aí.

canteiro-dois-pac 

Leiam as exigências sobre alojamento de trabalhadores rurais constantes na NR 31:
31.23.5 Alojamentos
31.23.5.1 Os alojamentos devem:
a) ter camas com colchão, separadas por no mínimo um metro, sendo permitido o uso de beliches, limitados a duas camas na mesma vertical, com espaço livre mínimo de cento e dez centímetros acima do colchão;
b) ter armários individuais para guarda de objetos pessoais;
c) ter portas e janelas capazes de oferecer boas condições de vedação e segurança;
d) ter recipientes para coleta de lixo;
e) ser separados por sexo.

31.23.5.2 O empregador rural ou equiparado deve proibir a utilização de fogões, fogareiros ou similares no interior dos alojamentos.

31.23.5.3 O empregador deve fornecer roupas de cama adequadas às condições climáticas locais.

31.23.5.4 As camas poderão ser substituídas por redes, de acordo com o costume local, obedecendo o espaçamento mínimo de um metro entre as mesmas.

Seria eu contrário a essas condições? Eu não!!! Aliás, se o caso é discutir “condições”, sou favorável a bem mais do que isso, incluindo uma máquina Nespresso de café e uma dose de Royal Salute ao cair da tarde. Não estou fazendo blague. Estou apenas dizendo o óbvio: quanto melhor, melhor.

Ocorre, insisto, que o descumprimento de qualquer um dessas dez exigências — ou de qualquer uma das 242 outras — pode render uma acusação de trabalho análogo à escravidão. Fica por conta apenas do “bom senso” do fiscal. E vocês sabem como essa história de bom senso pode povoar o inferno.

Agora voltemos àquela foto, de Joel Silva, da Folhapress. É do alojamento de um canteiro de obras de uma construtora, que fazia obras do programa “Minha Casa Minha Vida”, na periferia de Campinas. É evidente, basta olhar, que as condições previstas para os alojamentos rurais na NR 31 não estão sendo cumpridas por uma empresa contratada pelo próprio governo federal. Cadê a Maria do Rosário? Basta fazer uma simples pesquisa para constatar que pipocam país afora acusações de alojamentos inadequados e condições precárias de trabalho em vários canteiros de obras do PAC. Pergunta óbvia: AS CONSTRUTORAS E AS EMPREITEIRAS SERÃO DESAPROPRIADAS? Vão desapropriar as oficinas de costura aqui do Bom Retiro, pertinho do centro de São Paulo? Ou a tal lei é só mais uma maneira de mirar os ditos “ruralistas”?

Caminhando para a conclusão
Se a emenda for aprovada como está, sem uma especificação mais clara do que, afinal de contas, caracteriza “trabalho escravo ou análogo à escravidão”, criando alguma instância que não transforme um fiscal do trabalho num agente de uma cadeia de confisco de propriedade, o que se está fazendo, na verdade, é recorrer a belas palavras como um truque para relativizar o direito à propriedade.

Existem meliantes que exploram o trabalho de miseráveis no campo e nas cidades? Existem! Têm de ser punidos? Têm, sim! Mas é preciso criar, então, uma lei segura, que estabeleça com rigor as condições em que se vai fazer a fiscalização e aplicar a punição. Como está, a PEC dá carta branca para o arbítrio e o subjetivismo.

Tentei saber quantos hectares foram desapropriados desde a promulgação da Constituição, em 1988, por conta da plantação de plantas psicotrópicas. Não consegui informações seguras a respeito. Sabem por que não? PORQUE O ESTADO BRASILEIRO ESTÁ DESAPARELHADO PARA COMBATER AS VÁRIAS ETAPAS DO NARCOTRÁFICO.

Enviar, no entanto, um fiscal do trabalho para uma propriedade rural qualquer e encontrar ali o descumprimento de algumas das 252 exigências é coisa mais fácil, mais segura, mais barata e ainda rende notícia positiva. É preciso saber se a gente vai ter um dispositivo constitucional para punir, de fato, os canalhas que exploram o trabalho “análogo à escravidão” ou uma desculpa a mais para ficar aterrorizando o produtor rural. A plantação de maconha no país não foi minimamente abalada pelo Artigo 243 da Constituição — até porque me informam que boa parte da maconha plantada no Brasil está, pasmem!, em áreas públicas… Não dá para desapropriar…

É claro que lerei contra-argumentos com gosto — mas contra-argumentos, não xingamentos de quem não conseguiu ler o texto até o fim porque não resiste à tentação de abraçar uma causa fácil. Também não vale responder como se eu fosse contra a proposta. Eu quero é que essa emenda estabeleça com clareza quem pode ser punido. Eu quero é que o diabo não se esconda nos detalhes da suposta boa intenção.

Por Reinaldo Azevedo

 

Joaquim Barbosa decide que mensaleiros todos serão julgados pelo Supremo, sem exceção

Márcio Thomaz Bastos, atual advogado de Carlinhos Cachoeira, também tem como cliente um dos acusados no processo do mensalão: José Roberto Salgado, diretor do Banco Rural, uma das instituições financeiras por onde transitou o dinheiro que alimentava os mensaleiros. Bastos havia entrado com um recurso no Supremo pedindo que  o caso do seu cliente fosse para a Justiça comum, sob o argumento de que, não tendo prerrogativa de foro, já que não exerce nenhum cargo público, este não tinha por que ser julgado pelo Supremo.

Se o tribunal aceitasse a tese, estaria abrindo mão, por exemplo, de julgar José Dirceu e José Genoino, hoje sem mandato. O ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão, negou o pedido de Bastos. Como alguns dos mensaleiros tinham e têm prerrogativa do foro, o Supremo já havia decidido que todos seriam julgados pelo tribunal. Ainda que os julgamentos sejam indivudalizados, o caso “mensalão” é um só.

O leitor pode se perguntar num primeiro momento: “Mas a tal prerrogativa de foro não é um privilégio? Não é chamado de ‘foro privilegiado’ justamente por isso’?” Esse é um daqueles casos em que a linha reta não é o caminho mais curto para atingir um determinado objetivo… Se o processo sai do Supremo, vai parar na primeira instância. Ainda que os autos possam ser remetidos para o juiz em questão, na prátic, começaria tudo do zero, com uma infinidade de recursos à disposição dos réus e de seus advogados.

Entre o risco — que existe — da condenação no Supremo e a possibilidade de empurrar as coisas para as calendas, adivinhem qual é a escolha dos defensores… Bastos advoga para o tal Salgado, mas Dirceu seria o grande beneficiário da decisão.

Que havia ministro do Supremo rezando para Joaquim Barbosa dizer “sim”, ah, isso havia! Isso livraria alguns de ter de opinar a respeito. Afinal, há ali quem se sente, de fato, pressionado tanto pela cruz da moralidade pública como pela caldeirinha da fidelidade ao petismo…

Por Reinaldo Azevedo

 

Vídeo com os suecos Neymar, Alexandre Pires e Mr. Catra está sendo investigado por “racismo”! E isso, como o pum dos dinossauros, não é linguagem figurada!

Tá bom, tá bom… Tio Rei só trata aqui de determinados assuntos porque, como diz aquela escória que se quer “progressista”, é mesmo um sujeito reacionário pra chuchu. Eu, do meu lado, acho que só estou tentando proteger os cofres públicos. Uma das maneiras de fazê-lo e estimular alguns representantes do Ministério Público Federal a não jogar nosso dinheiro no lixo. Li uma notícia no site do jornal O Estado de Minas e cheguei a pensar que fosse uma brincadeira. Mas nem é 1º de Abril! Constato: a polícia do politicamente correto ainda vai transformar o Brasil numa Coreia do Norte tropical, de dimensões continentais. Quase tivemos o nosso Kim Jong-Lula, né? Mas o projeto deu com os burros n’água. Qual é o caso?

Alexandre Pires, um pagodeiro, gravou um clipe em janeiro de uma música chamada “Kong”. Além do cantor, são estrelas do filmete o jogador Neymar e o cantor Mr. Catra. Eu não posso fazer nada. Terei de apresentar o vídeo aqui, acessado, só neste arquivo, 3.3408.902 vezes. O mundo vai acabar, eu sei. E ninguém precisa de dinossauro peidorrento. Quem conseguir ver até o fim merece ir pra cafua. Mas é preciso assistir a um pouquinho.

Viram?

O que temos ali? Os arianos Alexandre Pires, Neymar e Mr. Catra, cercados de ninfas também arianas, ridicularizando a “raça negra”, certo?, que estaria sendo associada a macacos. Não é isso??? Pois o Ministério Público Federal, acreditem, abriu uma investigação para apurar se há  racismo no clipe. Segundo o procurador em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, Frederico Pelluci, a denúncia partiu da Ouvidoria Nacional.

O órgão identificou, sim, conteúdo racista no vídeo. Um processo administrativo foi aberto no município para apurar o caso. Informa o Estado de Minas: “Na última quinta-feira, o procurador ouviu Alexandre Pires, mas o conteúdo do depoimento não foi revelado. Segundo o procurador, novas testemunhas ainda serão intimadas a depor”.

Está se instaurando no país uma cultura policialesca. Dois dos protagonistas do vídeo são negros; um é mestiço (para a militância racialista, negro também). A maioria das beldades que aparece rebolando em torno da piscina também é negra. É evidente que o “Kong” da letra — olhem a que me obriga a defesa democracia! — não tem nada a ver com a cor da pele. A referência é outra (vou ter de transcrever):
Prestem atenção, meninas
O bagulho é desse jeito
O bonde do kong não vacila
É instinto de leão
Com pegada de gorila

Remete ao filme, claro!, do bruto que amolece a coração da bela e também à tal “pegada” sexual. Pois é. A metáfora nem é tão boa sob certo ponto de vista. Li em algum lugar, pesquisem aí, que o gorila é um mal dotado, coitado! Tem uma coisinha de nada! O leão já é dotado de um mérito ao menos: quando a fêmea está no cio, copula mais de 50 vezes num único dia!!! Devem vir daí tanto o ar enfezado do gorila quanto aquela cara preguiçosa no leão, hehe…

É claro que apelo para a galhofa. Tento fazer de conta que isso não é sério. Mas é. Outro dia, uma dessas polícias raciais que estão se criando no Brasil, o Conselho Estadual dos Direitos do Negro, do Rio, cismou de apurar por que uma coitada da feira hippie de Ipanema vendia bonecas pretas por um preço inferior ao das bonecas brancas… Fico cá a imaginar o sr. Pelucci a perguntar a Alexandre Pires: “O senhor não acha que foi desrespeitoso com a raça negra?…” Pergunto: preconceituoso não foi justamente quem associou os macacos aos negros, em vez de se ater à letra mais do que explícita? Essa gente, além de tudo, não tem nem senso de humor nem senso do ridículo.

Para encerrar
Quem assistiu aos últimos jogos de Neymar sabe por que há muitos anos, muitos mesmo — tudo indica que desde Pelé —, não surgia um jogador com o seu talento no Brasil. Uns eram bons nisso, outros naquilo, ele vai se desenhando como o jogador completo. Eu o vi desarmando um atacante do Guarani na lateral esquerda do seu campo defensivo, saindo com a bola no pé e tentando armar o contra-ataque. É talentoso, simpático, o querido das mocinhas e o ídolo dos meninos.

Mas está produzindo um desastre de proporções ainda não mensuradas no gosto musical da massa. Mas como parar Neymar, não é mesmo? Só faltava ele dizer que fica ouvindo A Flauta Mágica nas horas vagas. O mundo nunca é assim tão bom…

Assim, lá está ele:
Tem base e tem a mão
A pulseira dessa mina algemou meu coração
Tem base é pra acabar
É no pelo do macaco que o bicho vai pegar

Não entendi nada, mas deve fazer sentido para muitos. Mas não quero explicação de Neymar. Troco por gols — se der pra não ser contra o Corinthians, ficarei grato.

Doutor Pelluci, vá pentear macaco! Use melhor o nosso dinheiro, por favor!

Post publicado originalmente às 4h49 desta terça

Por Reinaldo Azevedo

 

Morgan Freeman e o “Mês da Consciência Negra”

Publico hoje um post sobre uma investigação ridícula que o Ministério Público Federal decidiu fazer para saber se há racismo num vídeo estrelado pelo pagadeiro Alexandre Pires, pelo jogador Neymar e pelo cantor Mr. Catra. 

Post publicado originalmente às 5h43 desta terça

Por Reinaldo Azevedo

 

A tentativa de intimidar o jornalismo. Leia editorial do jornal “O Globo”

Blogs e veículos de imprensa chapa branca que atuam como linha auxiliar de setores radicais do PT desfecharam uma campanha organizada contra a revista “Veja”, na esteira do escândalo Cachoeira/Demóstenes/Delta.

A operação tem todas as características de retaliação pelas várias reportagens da revista das quais biografias de figuras estreladas do partido saíram manchadas, e de denúncias de esquemas de corrupção urdidos em Brasília por partidos da base aliada do governo.

É indisfarçável, ainda, a tentativa de atemorização da imprensa profissional como um todo, algo que esses mesmos setores radicais do PT têm tentado transformar em rotina nos últimos nove anos, sem sucesso, graças ao compromisso, antes do presidente Lula e agora da presidente Dilma Roussef, com a liberdade de expressão.

A manobra se baseia em fragmentos de grampos legais feitos pela Polícia Federal na investigação das atividades do bicheiro Carlinhos Cachoeira, pela qual se descobriu a verdadeira face do senador Demóstenes Torres, outrora bastião da moralidade, e, entre outros achados, ligações espúrias de Cachoeira com a construtora Delta.

As gravações registraram vários contatos entre o diretor da Sucursal de “Veja” em Brasília, Policarpo Jr, e Cachoeira. O bicheiro municiou a reportagem da revista com informações e material de vídeo/gravações sobre o baixo mundo da política, de que alguns políticos petistas e aliados fazem parte.

A constatação animou alas radicais do partido a dar o troco. O presidente petista, Rui Falcão, chegou a declarar formalmente que a CPI do Cachoeira iria “desmascarar o mensalão”.

Aos poucos, os tais blogs começaram a soltar notas sobre uma suposta conspiração de “Veja” com o bicheiro. E, no fim de semana, reportagens de TV e na mídia impressa chapas brancas, devidamente replicados na internet, compararam Roberto Civita, da Abril, editora da revista, a Rupert Murdoch, o australiano-americano sob cerrada pressão na Inglaterra, devido aos crimes cometidos pelo seu jornal “News of the World”, fechado pelo próprio Murdoch.

Comparar Civita a Murdoch é tosco exercício de má-fé, pois o jornal inglês invadiu, ele próprio, a privacidade alheia.

Quer-se produzir um escândalo de imprensa sobre um contato repórter-fonte. Cada organização jornalística tem códigos, em que as regras sobre este relacionamento - sem o qual não existe notícia - têm destaque, pela sua importância.

Como inexiste notícia passada de forma desinteressada, é preciso extremo cuidado principalmente no tratamento de informações vazadas por fontes no anonimato.

Até aqui, nenhuma das gravações divulgadas indica que o diretor de “Veja” estivesse a serviço do bicheiro, como afirmam os blogs, ou com ele trocasse favores espúrios. Ao contrário, numa das gravações, o bicheiro se irrita com o fato de municiar o jornalista com informações e dele nada receber em troca.

Estabelecem as Organizações Globo em um dos itens de seus Princípios Editoriais: “(…) é altamente recomendável que a relação com a fonte, por mais próxima que seja, não se transforme em relação de amizade. A lealdade do jornalista é com a notícia”.

E em busca da notícia o repórter não pode escolher fontes. Mas as informações que vêm delas devem ser analisadas e confirmadas, antes da publicação. E nada pode ser oferecido em troca, com a óbvia exceção do anonimato, quando necessário.

O próprio braço sindical do PT, durante a CPI de PC/Collor, abasteceu a imprensa com informações vazadas ilegalmente, a partir da quebra do sigilo bancário e fiscal de PC e outros.

O “Washington Post” só pôde elucidar a invasão de um escritório democrata no conjunto Watergate porque um alto funcionário do FBI, o “Garganta Profunda”, repassou a seus jornalistas, ilegalmente, informações sigilosas.

Só alguém de dentro do esquema do mensalão poderia denunciá-lo. Coube a Roberto Jefferson esta tarefa.

A questão é como processar as informações obtidas da fonte, a partir do interesse público que elas tenham. E não houve desmentidos das reportagens de “Veja” que irritaram alas do PT.

Ao contrário, a maior parte delas resultou em atitudes firmes da presidente Dilma Roussef, que demitiu ministros e funcionários, no que ficou conhecido no início do governo como uma faxina ética.

Por Reinaldo Azevedo

 

Ainda Edir Macedo, o jornalismo e a teologia - “Até o tolo, quando se cala, se passa por sábio; você falou o que não devia”

Escrevi ontem dois posts sobre o padrão jornalístico e teológico de Edir Macedo. Alguns tontos tentaram pespegar em mim a pecha de preconceito contra os evangélicos. Não cola! Chega a ser uma piada! As pessoas têm história, bobalhões! E não há aparelhamento da Internet, com seus falsos perfis no Twitter e suas falsas páginas no Facebook, que consiga mudar isso. Os posts que escrevi aqui sobre o processo absurdo de que foi alvo, por exemplo, o pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus, acusado estupidamente de homofobia, estão entre os mais comentados do blog. Um deles,  que continua a receber comentários, já conta com 3.817 intervenções. Devo ter sido o único jornalista ligado à chamada “grande imprensa” que defendeu Malafaia abertamente de uma acusação cretina e injusta.

Criticar certas práticas do senhor Edir Macedo não agride os evangélicos, não! Ao contrário: preserva-os. De resto, os fiéis de uma igreja nunca são automaticamente responsáveis por aquilo que fazem seus líderes. Eu estou entre aqueles que concordam que esses fiéis estão firmemente empenhados em criar a Igreja de Cristo. Mas os pastores de qualquer denominação — inclusive os católicos — são falíveis.

Demonstrei, com meus posts, a teologia manca de Edir Macedo e afirmei que ele impõe à emissora de sua propriedade um jornalismo igualmente manco. A trajetória não deixa de ser curiosa. Quando Lula era um oposicionista, era caracterizado na TV de Macedo como um Belzebu, quase um anticristo. Agora que está no poder, nota-se o alinhamento automático da emissora com a ala mais radical do PT. Trajetória semelhante fez seu empregado, Paulo Henrique Amorim. De grande acusador de Lula, como já demonstrei aqui (foi processado pelo petista), passou a fiel escudeiro, embora Lula continue a desprezá-lo. Encontrou, finalmente, o patrão certo.

Macedo impõe à sua empresa jornalística, como costuma acontecer, aquele que é o seu padrão de moralidade. Vocês devem se lembrar deste vídeo:

Acho que fala por si mesmo. Há alguns momentos encantadores, como quando ele conta que jogou a Bíblia no chão para demonstrar valentia (1min13s). O vídeo está no Youtube faz tempo. Já foi acessado 407.995 vezes. Não tenho nada a ver com as intervenções agregadas às imagens. Coisa antiga? Não! A cultura continua mesma. No vídeo abaixo, um dos atuais comandantes da Universal ensina como arrecadar em tempos de crise.

Que fala esclarecedora!

“Com essa crise, ela não pegar tudo o que tem no banco e dar para Deus, o espírito da crise vai pegar ela”.
“Você crê na crise ou você crê em Deus? Se você crê em Deus, vai pegar o que a crise poderia pegar e você vai colocar onde? Vai semear no altar”.

Edir Macedo passou esse espírito elevado e grandioso para o jornalismo da Record, dotado, como se nota, de sofisticado espírito público. É essa gente que se arvora agora em grande farol ético do jornalismo e que resolve satanizar o trabalho correto de profissionais que estavam cumprindo a sua função. Não! Não estavam tentando roubar o dinheiro de ninguém! Não estavam tentando enganar ninguém! Não estavam dando truque em ninguém! Ao contrário: as reportagens da VEJA — e isso estou dizendo eu; ninguém me passa instruções por videoconferência! — ajudaram a pôr na rua alguns larápios que estava roubando o povo brasileiro.

Se o repórter falou com A, com B e com C, isso não é da conta de Macedo nem de ninguém. Se o demônio tivesse uma boa informação, seria usada — desde que não fosse preciso fazer um pacto com ele. E a reportagem da VEJA não fez trato com ninguém. Mas entrevistar o demônio, como vimos naquele vídeo de ontem, em que Macedo aparece com um chicote na mãe expulsando o coisa ruim do corpo de um gay, é exclusividade que o Chifrudo só concede a este santo homem.

Não me venham com essa história de “preconceito” porque isso não cola comigo, não! Até porque, ao ver os vídeos acima, eu formo é “conceito” mesmo. Não acho que seja o momento mais indigno deste senhor. Para mim, nada supera a suja peroração em favor do aborto, alegando que fala com base num preceito da Bíblia — aquela que ele afirmou ter jogado no chão…

É Macedo que vai mobilizar os seus falsos profetas do jornalismo para dar lição de ética profissional? Não mesmo! É tontice tentar fazer corrente contra mim na Internet porque, afinal, sou católico. Os evangélicos me conhecem muito bem e sabem o que eu penso. E foi um evangélico, justamente Malafaia, a pôr o dedo em algumas das feridas do “teólogo” Edir Macedo. Uma carraspana humilhante. Vejam. Volto para encerrar.

Encerro
Não tentem me intimidar com os bate-paus de aluguel. Não estou recorrendo às palavras de Malafaia para dizer quem é Macedo. As suas próprias palavras e getos, nos vídeos acima, falam por si. Mas como perder um bom gancho: “Até o tolo, quando se cala, se passa por sábio. Você é pior do que o tolo. Porque falou o que não devia”.

Ora, meus caros, dizer o quê? Trata-se de escolher um padrão. Existe o jornalismo da VEJA, cujos serviços prestados ao país são conhecidos. E existe o jornalismo de Edir Macedo. Existe a teologia, e existe a teologia de Edir Macedo. Que se façam as escolhas.

Texto originalmente publicado às 7h10 desta terça

Por Reinaldo Azevedo

 

Liberdade de imprensa - A comunhão de almas de Rui Falcão, Lula e Dirceu com as Farc

Na semana passada, Rui Falcão, presidente do PT, anunciou que o próximo alvo do governo Dilma Rousseff é a imprensa. Escrevi a respeito. Consta que a presidente não gostou. Esse é o projeto de Lula, Dirceu e Falcão, mas não de Dilma e de Paulo Bernardo, ministro da área. Sim, o JEG e a BESTA são financiados com dinheiro público, mas não parece que a censura, como querem os valentes, esteja no horizonte. Vamos ver. Uma notícia da Agência Efe, reproduzida ontem na VEJA Online, mostra como Falcão tem, assim, uma verdadeira comunhão de alma com as Farc, o grupo narcoterrorista da Colômbia, no que diz respeito ao jornalismo. Leiam. Trechos. Volto em seguida.
*
A libertação do jornalista francês Romeo Langlois, em poder das Farc desde 28 de abril, foi condicionada a um “amplo debate” sobre a cobertura do conflito armado na Colômbia, o que provocou a rejeição imediata da imprensa no país. “Romeo Langlois vestia roupas militares do Exército regular em meio a um combate. Acreditamos que o mínimo que se pode esperar para a recuperação de sua plena mobilidade é a abertura de um amplo debate nacional e internacional sobre a liberdade de informar”, disse o comando central da guerrilha em um comunicado fechado, em 3 de maio, e enviado nesta segunda-feira a vários meios de comunicação colombianos.

Esta é a primeira declaração que a direção das Farc faz sobre Langlois, capturado pela guerrilha quando realizava uma reportagem no sul do país sobre operações de combate às drogas para o canal France 24. Langlois, de 35 anos, foi ferido no braço em meio ao combate e se entregou aos guerrilheiros, se identificando como civil, depois de tirar o colete a prova de balas e o capacete que o Exército tinha oferecido, segundo testemunhos de soldados que o acompanhavam. O comunicado diz que Langlois foi detido “na qualidade de prisioneiro de guerra” e que “os jornalistas que as Forças Armadas colombianas levam com eles em suas operações militares não cumprem com o propósito imparcial de informar sobre a realidade, mas sim manipulá-la para servir ao projeto de guerra contra o povo colombiano”.

Repercussão
O condicionamento da liberdade de Langlois foi rejeitado imediatamente pelos principais meios de comunicação colombianos em editoriais de seus noticiários da tarde, que enfatizaram que não se pode debater sobre os “limites da imprensa”. “É inaceitável. Uma coisa é debater (sobre o jornalismo) e outra é condicionar a liberdade dele”, disse Andrés Morales, diretor da Federação para a Liberdade de Imprensa (Flip). Apesar de ter sido redigido na quinta-feira, o comunicado foi divulgado depois que um guerrilheiro da Frente 15 das Farc, que se identificou como Ancizar, conhecido como Monazo, declarou em um vídeo que sua unidade está com Langlois, confirmou sua condição de jornalista francês e disse que espera “que superemos em breve esse impasse”.

Pouco depois da divulgação do vídeo, a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, que dirige o grupo Colombianos e Colombianas pela Paz, se mostrou confiante de que Langlois será libertado em breve. “Estamos muito confiantes de que ele será entregue a seus familiares de maneira rápida e que isso contribuirá cada vez mais para dar credibilidade ao processo de construção da confiança”, afirmou.

Voltei
Assim como certo bando do petismo reivindica o direito de ensinar aos jornalistas como eles devem fazer o seu trabalho, os “companheiros” das Farc pretendem estabelecer o que é e o que não é aceitável à imprensa fazer.

Assim como certo bando do petismo pretende usar a CPI para “debater a relação dos jornalistas com suas fontes”, as Farc pretendem debater o papel da imprensa na Colômbia.

Assim como certo bando do petismo pretende decidir com quais fontes os jornalistas podem falar, as Farc pretendem discutir o enfoque da imprensa na cobertura da narcoguerrilha.

Assim como certo bando do petismo se julga injustiçado pelo jornalismo independente, as Farc querem discutir a cobertura considerada parcial.

Assim como algumas minoridades morais flertam abertamente com o banditismo contra a democracia no Brasil, há na Colômbia figuras execráveis como Piedad Córodba, que não passa de uma filonarcoterrorista.

Na Colômbia, as Farc sequestram um jornalista para tentar provar as suas teses e veicular a sua mensagem; no Brasil, pretendem roubar a reputação de profissionais honestos e usar a rede a soldo na Internet para o trabalho de difamação.

Vocês já viram algum defensor da democracia, algum defensor de uma sociedade aberta, alguma democrata fazer pregação contra a liberdade de imprensa? Não! Isso é o que é coisa: coisa de ditadores e bandidos.

Há petistas que estão começando a descobrir que o poder não é eterno como os diamantes — nem nas ditaduras.  A questão é saber se o partido se prepara para conviver com outras forças numa sociedade aberta ou se presta atenção às vozes que vêm dos subeterrâneos em favor de um golpe contra a democracia. Que as instituições não vão entregar a rapadura ao PT sem luta, ah, isso não vão!

O Brasil rejeita esse “modo Farc” de ver o mundo.

Texto publicado originalmente às 5h35 desta terça

Por Reinaldo Azevedo

 

Liberdade de imprensa - A comunhão de almas de Rui Falcão, Lula e Dirceu com as Farc

Na semana passada, Rui Falcão, presidente do PT, anunciou que o próximo alvo do governo Dilma Rousseff é a imprensa. Escrevi a respeito. Consta que a presidente não gostou. Esse é o projeto de Lula, Dirceu e Falcão, mas não de Dilma e de Paulo Bernardo, ministro da área. Sim, o JEG e a BESTA são financiados com dinheiro público, mas não parece que a censura, como querem os valentes, esteja no horizonte. Vamos ver. Uma notícia da Agência Efe, reproduzida ontem na VEJA Online, mostra como Falcão tem, assim, uma verdadeira comunhão de alma com as Farc, o grupo narcoterrorista da Colômbia, no que diz respeito ao jornalismo. Leiam. Trechos. Volto em seguida.
*
A libertação do jornalista francês Romeo Langlois, em poder das Farc desde 28 de abril, foi condicionada a um “amplo debate” sobre a cobertura do conflito armado na Colômbia, o que provocou a rejeição imediata da imprensa no país. “Romeo Langlois vestia roupas militares do Exército regular em meio a um combate. Acreditamos que o mínimo que se pode esperar para a recuperação de sua plena mobilidade é a abertura de um amplo debate nacional e internacional sobre a liberdade de informar”, disse o comando central da guerrilha em um comunicado fechado, em 3 de maio, e enviado nesta segunda-feira a vários meios de comunicação colombianos.

Esta é a primeira declaração que a direção das Farc faz sobre Langlois, capturado pela guerrilha quando realizava uma reportagem no sul do país sobre operações de combate às drogas para o canal France 24. Langlois, de 35 anos, foi ferido no braço em meio ao combate e se entregou aos guerrilheiros, se identificando como civil, depois de tirar o colete a prova de balas e o capacete que o Exército tinha oferecido, segundo testemunhos de soldados que o acompanhavam. O comunicado diz que Langlois foi detido “na qualidade de prisioneiro de guerra” e que “os jornalistas que as Forças Armadas colombianas levam com eles em suas operações militares não cumprem com o propósito imparcial de informar sobre a realidade, mas sim manipulá-la para servir ao projeto de guerra contra o povo colombiano”.

Repercussão
O condicionamento da liberdade de Langlois foi rejeitado imediatamente pelos principais meios de comunicação colombianos em editoriais de seus noticiários da tarde, que enfatizaram que não se pode debater sobre os “limites da imprensa”. “É inaceitável. Uma coisa é debater (sobre o jornalismo) e outra é condicionar a liberdade dele”, disse Andrés Morales, diretor da Federação para a Liberdade de Imprensa (Flip). Apesar de ter sido redigido na quinta-feira, o comunicado foi divulgado depois que um guerrilheiro da Frente 15 das Farc, que se identificou como Ancizar, conhecido como Monazo, declarou em um vídeo que sua unidade está com Langlois, confirmou sua condição de jornalista francês e disse que espera “que superemos em breve esse impasse”.

Pouco depois da divulgação do vídeo, a ex-senadora colombiana Piedad Córdoba, que dirige o grupo Colombianos e Colombianas pela Paz, se mostrou confiante de que Langlois será libertado em breve. “Estamos muito confiantes de que ele será entregue a seus familiares de maneira rápida e que isso contribuirá cada vez mais para dar credibilidade ao processo de construção da confiança”, afirmou.

Voltei
Assim como certo bando do petismo reivindica o direito de ensinar aos jornalistas como eles devem fazer o seu trabalho, os “companheiros” das Farc pretendem estabelecer o que é e o que não é aceitável à imprensa fazer.

Assim como certo bando do petismo pretende usar a CPI para “debater a relação dos jornalistas com suas fontes”, as Farc pretendem debater o papel da imprensa na Colômbia.

Assim como certo bando do petismo pretende decidir com quais fontes os jornalistas podem falar, as Farc pretendem discutir o enfoque da imprensa na cobertura da narcoguerrilha.

Assim como certo bando do petismo se julga injustiçado pelo jornalismo independente, as Farc querem discutir a cobertura considerada parcial.

Assim como algumas minoridades morais flertam abertamente com o banditismo contra a democracia no Brasil, há na Colômbia figuras execráveis como Piedad Córodba, que não passa de uma filonarcoterrorista.

Na Colômbia, as Farc sequestram um jornalista para tentar provar as suas teses e veicular a sua mensagem; no Brasil, pretendem roubar a reputação de profissionais honestos e usar a rede a soldo na Internet para o trabalho de difamação.

Vocês já viram algum defensor da democracia, algum defensor de uma sociedade aberta, alguma democrata fazer pregação contra a liberdade de imprensa? Não! Isso é o que é coisa: coisa de ditadores e bandidos.

Há petistas que estão começando a descobrir que o poder não é eterno como os diamantes — nem nas ditaduras.  A questão é saber se o partido se prepara para conviver com outras forças numa sociedade aberta ou se presta atenção às vozes que vêm dos subeterrâneos em favor de um golpe contra a democracia. Que as instituições não vão entregar a rapadura ao PT sem luta, ah, isso não vão!

O Brasil rejeita esse “modo Farc” de ver o mundo.

Texto publicado originalmente às 5h35 desta terça

Por Reinaldo Azevedo 

 

Os canalhas e os idiotas não se convenceram? Que pena!

A rede petralha na Internet — uma quadrilha organizada para tentar fraudar os fatos — já veio em peso “comentar” o primeiro post sobre a Record (escrevi dois) para dizer: “Ah, você não me convenceu”, junto com um monte de ofensas!

E eu lá quero convencer vagabundo de alguma coisa?

Gente que acredita na Record e que lê Paulo Henrique Amorim — apenas para citar o mais circense deles — e outros amestrados não quer ser convencida de nada. Eu não sei é o que faz neste blog. Por que não fica lá se lambendo entre os seus, como é próprio da espécie?

Esta página é complicada demais para cavalgados. Recorro a muitas orações subordinadas, frases intercaladas, objetos diretos preposicionados, predicativos do objeto… Não há nem mesmo a hipótese de que entendam o que escrevo — mudar de opinião, então…

De resto, nunca penso: “Ah, agora vou mudar a opinião de alguém…” Escrevo o que acho que tem de ser escrito com base nos fatos. Só!

Por Reinaldo Azevedo

 

Edir Macedo, que frauda o sentido da Bíblia ela-mesma, não será o autor de uma bíblia do jornalismo ético

Vamos lá. Não deixo de achar certa graça, embora haja no mundo milhares de coisas mais interessantes e engraçadas, do que a tentativa de invasão do blog pela súcia organizada para defender mensaleiros e atacar a VEJA. Não! Aqui a canalha não vai botar as suas patas sujas. Já faço blog há algum tempo. Sei como manter o espaço higienizado. O “instrumento de luta” da hora é uma peça de ficção levada ao ar pela TV Record, aquela do autointitulado “bispo Macedo”, com base em outra peça de ficção da Carta Capital, a revista que oferecia, até outro dia, assinatura com desconto para pessoas filiadas ao PT. Isso é que é prova de independência! Faz sentido? No universo moral deles, todo sentido! Se a publicação só existe porque conta com a generosidade dos anúncios públicos e de estatais, é preciso oferecer a contrapartida. É dando que se recebe. A profissão é antiga, vem dos tempos bíblicos.

“Ah, tá falando isso porque seu blog está hospedado na VEJA”. Pois é… Não haveria nada de errado se assim fosse, mas não é. Muito antes de meu blog estar aqui, estive em outros lugares e fiz outras revistas. Todos sabem o que penso dessa gente há muito tempo. Antes de Mino Carta servir ao petismo, serviu a Orestes Quércia, por exemplo. Quando este começou a viver o seu ocaso, decidiu se virar nos 30… Nos primórdios de 2002, namorou com Ciro Gomes. Mas pertence à espécie dos que têm bom faro. Percebeu que o petismo lhe oferecia melhores condições de trabalho e se tornou um entusiasta da causa, sempre com aquele arzinho de desdém que devota aos brasileiros, por ele tratados como “os nativos”. Mino se considera membro de uma certa aristocracia do espírito, que, eventualmente, precisa do aporte de gente menos espiritualizada para se manter. O ódio que tem da VEJA é proverbial e conhecido.

A “reportagem” da Carta Capital que serve de base para a “reportagem” da Record não passa de um apanhado de ilações ridículos e sem amparo nos fatos. As gravações exibidas como “provas” provam apenas que um jornalista da VEJA tinha, entre suas fontes, Cachoeira e seus serviçais. E daí? Tentar transformar isso em crime é uma tentativa de criminalizar o próprio jornalismo investigativo. Pergunto: o jornalista da revista usou aquelas informações para ganhar dinheiro? Usou aquelas informações para fazer negócios em seu nome ou da revista? Usou aquelas informações para obter algum benefício? Não! Com elas — e recorrendo sempre a outras fontes que ajudaram a desvendar a infiltração de criminosos no governo —, colaborou para desbaratar quadrilhas que estavam infiltradas no Estado. Dilma não se livrou de seis ministros-problema para ficar de bem com a VEJA. Ela se livrou de seis ministros-problema — e mais a camarilha que estava no Dnit — porque constatou, quando menos, evidências de lambança.

 Na reportagem da Carta Capital e da Record, não por acaso, ignoram-se os dados levantados pela Corregedoria Geral da União. Eles demonstravam a lisura de procedimentos? Não! Eles demonstravam a roubalheira.

Aquilo que a “reportagem” da Record apresenta como evidências contra a VEJA é uma fraude montada a partir de fragmentos de conversas que mal esconde o intento — é uma exigência! — de transformar, sempre ele, José Dirceu, o “chefe de quadrilha” (segundo a Procuradoria Geral da República), em uma pobre vítima das armações de Cachoeira. Vítima? Dirceu organizava um governo paralelo num quarto de hotel, no momento em que o chefe da Casa Civil era defenestrado, o que foi denunciado por VEJA, e essa gente fala em investigar a revista? Ora…

Quem frauda a Bíblia frauda os fatos
O papel da Carta Capital e assemelhados e da Rede Record nesse imbróglio não é novo. Edir Macedo é dono de uma igreja — e deixo claro que os fiéis não têm nada a ver com suas lambanças; estão lá de boa-fé — e de um partido político, o PRB, que ganhou há dias o Ministério da Pesca. Seu titular, Marcelo Crivella, é sobrinho do chefão da organização. Sua primeira declaração ao ser nomeado exibia a sua intimidade com a pasta: “Vou aprender a pôr minhoca no anzol”.

Caso se reconstitua a trajetória de Macedo e se tente entender como amealhou recursos para se tornar empresário de comunicação, vai-se concluir o óbvio: o dinheiro, originalmente, saiu da igreja, da doção feita pelos fiéis. Problema: trata-se de uma atividade não-tributada constituindo fundos para organizar uma empresa privada. Ainda hoje, boa parte da receita da emissora sai dos cofres da Universal. Como a simples transferência de recursos é proibida, usa-se um artifício: a Igreja “compra” tempo na Record e paga por ele um preço que ninguém mais pagaria.

Macedo impõe ao jornalismo o mesmo padrão e rigor teórico com que leva adiante em sua teologia. Este é aquele senhor que recorre a uma passagem do Eclesiastes para justificar o aborto, por exemplo. Também é aquele líder religioso que aparece num vídeo, com um chicote na mão, para expulsar o demônio do corpo de um homossexual. Se faz isso com a religião, por que faria diferente no jornalismo? “Ah, o Reinaldo está recorrendo a coisas que não têm nada a ver com o caso…” Ah, tem, sim! Quando se evoca o Eclesiastes para justificar o aborto, estamos diante de uma fraude teológica! Quando se recorre ao chicote contra um homossexual para que ele mude sua orientação, estamos diante de uma fraude em qualquer sentido que se queira: psicológica, religiosa, ética. Quando se leva ao ar aquela montagem asquerosa tentando incriminar o jornalista da VEJA — que só fazia o seu trabalho —, estamos diante de uma fraude jornalística. Porque a tudo isso preside o mesmo padrão moral.

Nada de errado
Qualquer jornalista responsável, de posse das mesmas informações que tinha o jornalista da VEJA, faria o que ele fez: reportagens! Se Cachoeira e outros tantos gostavam ou não dela, isso é irrelevante. ESSA PATACOADA SÓ ESTÁ NO AR AGORA PORQUE ALGUMAS DAS REPORTAGENS QUE TENTAM DEMONIZAR CONTRARIARAM O INTERESSE DE QUADRILHAS INFLUENTES.

Alguém se interessou em saber a origem das fitas que resultaram no “escândalo das privatizações” — “escândalo” que, sabe-se agora, depois de muitas investigações, nunca existiu? Alguma vez os petistas se lembraram de pôr a bola no chão para ponderar: “Pô, gente, vamos com calma! Esses que querem derrubar a cúpula do BNDES e do Ministério das Comunicações são todos bandidos…” Não! Não se disse uma vírgula a respeito. Ao contrário: defendia-se o uso aberto de fitas gravadas sem qualquer autorização judicial porque se sustentava: “O que importa é o crime que está sendo denunciado”. Crime que, reitero, nunca existiu. Mas, vocês sabem, como era coisa contra tucanos, tudo bem! Caso semelhante a este de que trato? Não! As reportagens da VEJA trouxeram à luz corrupção comprovada, escancarada. A “privataria” era uma farsa.

Alguém se interessou — antes que a própria polícia o fizesse — em saber qual era a fonte que alimentava a imprensa com o tal Dossiê Cayman? Por mais que os tucanos negassem qualquer envolvimento com o caso e afirmasseM que tudo não passava de loucura e de armação, jamais se levantou a questão das “fontes”. Os jornalistas que deram curso àquela mentirada desfilam por aí, lépidos, como se nada tivesse acontecido. Caso semelhante a este de que trato? Não! As reportagens da VEJA trouxeram à luz corrupção comprovada, escancarada. O Dossiê Cayman era uma farsa.

No caso da suposta compra de votos da reeleição — em que se armou uma escuta —, alguém se preocupou em saber qual era a fonte e quem estava por trás da tramoia? Também nesse caso, os alvos eram tucanos — e, se é assim, então nada se pergunta. Por que essa gritaria agora?

A resposta é simples
Porque uma das especialidades de uma banda do PT e outros a ela associados é inverter a lógica dos fatos e o sentido moral dos eventos históricos. Tentam transformar a ação virtuosa da reportagem de VEJA, QUE DENUNCIOU A AÇÃO DE LARÁPIOS NO GOVERNO — E FOI DILMA QUEM OS BOTOU PRA FORA, NÃO A REVISTA — em crime. E, POR ÓBVIO, TENTAM TRANSFORMAR CRIMINOSOS EM VÍTIMAS. Na peça de ficção da Record, fica parecendo que José Dirceu brincava de amarelinha em reunião clandestina com o presidente da Petrobras, o ministro do Desenvolvimento Industrial, o líder do governo na Câmara, entre outros.

Os repórteres investigativos — e existe até uma associação no Brasil que os junta — devem se reunir, a partir de agora, e estabelecer um código de ética próprio: “Só falaremos, daqui para a frente, com pessoas de reputação ilibada. Descobriremos as safadezas da República conversando com acadêmicos, teólogos, filósofos etc. Antes de saber se alguém pode ser uma fonte, vamos pedir atestado de bons antecedentes…”

Imaginem se a Polícia Federal vazar todas as conversas que certamente tem lá guardadas de repórteres com suas fontes — claro,claro, os grampeados não eram os jornalistas, mas as fontes… A propósito: quem organiza os vazamentos das gravações? Notaram que todos os que as tornam públicas fazem questão de frisar: “Conversas gravadas com autorização judicial..” Verdade! E o vazamento? Também tem autorização judicial ou, na origem, é um crime? Respondo: na origem, é um crime. Repórteres estão ou não utilizando um material decorrente de um crime, já que ele estaria resguardado por sigilo de Justiça? Estão! Mas não estou aqui a defender restrições para o jornalismo, não! Se vazou, vazou! Papel de jornalista não é assegurar sigilo de coisa nenhuma. Mas não vale fazer de conta que foi um grande professor de ética que passou o troço adiante.

Concluindo
E que fique claro a essa gente que atua como ordem unida, que obedece a um comando, que escreve o que interessa a seus financiadores. Este texto é meu, publicado no meu blog, que está hospedado na VEJA Online. Não é um texto “da VEJA”. Os princípios que norteiam a revista já foram tornados públicos por Eurípedes Alcântara, diretor de Redação da revista. Não falo pela publicação. Falo o que penso.

Sei que alguns chegam a ficar constrangidos que assim seja, porque contrastam a minha independência com a sua sujeição, mas o fato é que escrevo o que quero, com a opinião que tenho — e nem sempre coincidente com escolhas editoriais da VEJA. Pluralidade não é alegoria de mão de desfile carnavalesco. É um fundamento da democracia.

No próximo post, apresento três evidências do rigor teológico de Edir Macedo. O mesmo rigor que ele levou para o jornalismo. O PT começou citando Karl Marx e terminou no colo do “bispo”. E, no entanto, asseguro: o jornalismo independente vai sobreviver ao ódio de uns e à vigarice de outros. 

Por Reinaldo Azevedo

 

Juiz desertor do chavismo confessa que fez parte da rede do narcotráfico, atuando a serviço do ditador da Venezuela. É o governo que Lula quer ver reeleito e ao qual, hoje, na prática, presta assessoria

Luiz Inácio Lula da Silva, o molestador de instituições no Brasil, decidiu se enfronhar no processo eleitoral da Venezuela para garantir sobrevida política ao tirano Hugo Chávez. Notícia que está no Globo Online, publicado originalmente em “O Globo a Mais”, a versão vespertina para tablet, traz mais algumas informações sobre o que é o governo Chávez, que conta com a assessoria de João Santana, o marqueteiro do PT, e, obviamente, o amparo de José Dirceu.

Mais uma vez, surgem evidências de elos entre o governo Chávez e o narcotráfico. Leiam trechos da reportagem. Volto depois.

Venezuela, um juiz que se transformou em delator

Por José Casado:
Desde a última quarta-feira, o nome do venezuelano Eladio Ramón Aponte Aponte reluz na lista “vermelha” da Interpol, a pedido do governo de seu país.
(…)
A vida de Aponte Aponte, de 63 anos, mudou seis semanas atrás. Era um homem da lei. Virou foragido da Justiça. Era um dos pilares do governo Hugo Chávez. Tornou-se o “inimigo número um” caçado pelos chavistas. Era presidente do Tribunal Superior de Justiça - a Suprema Corte venezuelana. Agora é um delator da DEA, a agência antidrogas dos Estados Unidos.

Ele confessou cumplicidade com uma rede sul-americana de narcotráfico. E admitiu ter manipulado processos judiciais para favorecer traficantes cujos negócios - contou - eram partilhados com alguns dos mais graduados funcionários civis e militares do governo Chávez.

Citou especificamente: o ministro da Defesa, general de brigada Henry de Jesus Rangel Silva; o presidente da Assembleia Nacional, deputado Diosdado Cabello; o vice-ministro de Segurança Interna e diretor do Escritório Nacional Antidrogas, Néstor Luis Reverol; o comandante da IVa Divisão Blindada do Exército, Clíver Alcalá; e o ex-diretor da seção de Inteligência Militar, Hugo Carvajal.

O juiz Aponte Aponte conheceu a desgraça em março, quando seu nome foi descoberto na folha de pagamentos de um narcotraficante civil, Walid Makled. Convocado para uma audiência na Assembleia Nacional, desconfiou. Na tarde de 2 de abril, ajeitou papéis em uma caixa, deixou o tribunal e entrou em um táxi. Rodou 500 quilômetros até um aeroporto do interior, alugou um avião e aterrissou na Costa Rica. Ali, pediu para entrar no sistema de proteção que a agência antidrogas dos EUA oferece aos delatores considerados importantes.

Três semanas atrás, o juiz-delator reapareceu em uma entrevista ao canal Soi TV, da Costa Rica, contando em detalhes como é feita a manipulação de processos judiciais para livrar da prisão traficantes vinculados a personalidades do governo.

Deu como exemplo um caso no qual está envolvido um ex-adido militar venezuelano no Brasil, o tenente-coronel Pedro José Maggino Belicchi. Segundo o juiz-delator, Maggino Belicchi integra a rede militar que há anos utiliza quartéis da IVª Divisão Blindada do Exército da Venezuela como bases logísticas para transporte de pasta-base e de cocaína exportadas por facções da Farc, a narcoguerrilha colombiana. O tenente-coronel foi preso em flagrante no dia 16 de novembro de 2005, com outros militares, transportando 2,2 toneladas de cocaína em um caminhão do Exército (placa EJ-746).

Na presidência da Suprema Corte, Aponte Aponte diz ter recebido e atendido aos apelos da Presidência da República, do Ministério da Defesa e do organismo venezuelano de repressão a drogas para liberar Magino Belicchi e os demais militares envolvidos. Faz parte da rotina judicial venezuelana, ele contou na entrevista à televisão da Costa Rica.

O general Henry de Jesus Rangel Silva, citado pelo juiz-delator, comandou a Quarta Divisão Blindada, uma das unidades mais importantes do Exército venezuelano. Desde 2008, ele figura na lista oficial de narcotraficantes vinculados às Farc colombianas e cujos bens e contas bancárias estão interditados pelo governo dos Estados Unidos. Em janeiro, o presidente Hugo Chávez decidiu condecorá-lo em público e promovê-lo ao cargo de ministro da Defesa. “Rangel Silva é atacado”, justificou Chávez em discurso.
(…)

Voltei
Essa é apenas mais uma evidência das ligações da cúpula do governo Chávez com os narcotraficantes disfarçados de guerrilheiros. Não se esqueçam de que o Exército da Colômbia encontrou armamento pesado das Forças Armadas da Venezuela em poder das Farc. Celso Amorim, o megalonanico, à época ministro das Relações Exteriores e conduzindo uma política hostil à Colômbia, pôs a informação em dúvida. O próprio Chávez a confirmou, mas disse que o material bélico tinha sido roubado…

Por Reinaldo Azevedo

 

Procurador-geral de Justiça do Rio não vê razão para investigar relação entre Cabral e Cavendish

Por Leslie Leitão, na VEJA Online:
“O que essas fotos evidenciaram, na verdade, todos já sabiam, que era a relação de amizade entre o Cabral e o Cavendish. Mas neste momento é uma coisa política, e muito mais uma questão de natureza moral, que o povo pode considerar eticamente questionável, mas não vejo improbidade”

Duas semanas depois de arquivar a investigação aberta no Ministério Público para apurar as relações entre Sérgio Cabral e empresários - Fernando Cavendish, da Delta Construções, e Eike Batista, do Grupo EBX -, o procurador-geral de Justiça do Estado do Rio, Cláudio Lopes, falou pela primeira vez sobre as suspeitas que vieram à tona na semana passada, após a publicação de fotos de uma viagem do governador à Europa, no blog do deputado Anthony Garotinho (PR), ex-governador e inimigo político de Cabral. Lopes se disse convicto de sua decisão e alegou critérios técnicos para não levar adiante a questão. Na opinião dele, o que foi revelado em jantares e passeios de luxo pelos mais caros restaurantes e hotéis da Europa é uma questão moral.

“Qual era o objeto da investigação? Saber se o governador, em razão da amizade que tinha com os empresários, havia favorecido um ou outro em contratos públicos. Não existe qualquer prova disso. As empresas do Eike receberam incentivos fiscais como diversas outras. E especificamente com a Delta, os contratos foram ganhos por terem apresentado o menor preço e os aditivos foram todos feitos dentro da lei”, afirmou o procurador. “O que essas fotos evidenciaram, na verdade, todos já sabiam, que era a relação de amizade entre o Cabral e o Cavendish. Mas neste momento é uma coisa política, e muito mais uma questão de natureza moral, que o povo pode considerar eticamente questionável, mas não vejo improbidade”.

Claudio Lopes explicou que sua decisão pelo arquivamento vai ser levada ao Conselho Superior do Ministério Público, que no próximo mês deverá se reunir para definir a questão. O arquivamento pode ser revisto, mas o procurador-geral voltou a frisar que, tecnicamente, não havia o que ser feito. “Ele (Cabral) pode ter sido convidado para o jantar, bebido um vinho caríssimo, comido num restaurante de luxo, mas isso não se insere na lei da improbidade. Se o jantar foi pago por alguém que o convidou, pode ser eticamente questionável, mas juridicamente, não. É a mesma coisa que alguém convidá-lo para uma festa com caviar e champanhe e, claro, ele não vai pagar nada. Mas não quer dizer que você está retribuindo aquele favor, ou que está sendo sustentado por isso”, justificou.

A Delta Construções já recebeu mais de 2 bilhões de reais em contratos públicos no Rio de Janeiro. Deste montante, 1,5 bilhão de reais foram em contratos celebrados desde 2007 (quando Sérgio Cabral tomou posse para seu primeiro mandato), sendo 230 milhões com dispensa de licitação.

Por Reinaldo Azevedo  

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Blog Reinaldo Azevedo

1 comentário

  • Paulo de Tarso Pereira Gomes Brazópolis - MG

    Caro Reinaldo, leio diariamente seus artigos aqui, sou agricultor familiar, preocupo sim com o código florestal, ao mesmo tempo fico tranquilo porque se mais de 90 % esta ilegal, vetando tudo ou partes da na mesma pois pela lei natural se todos estão errados(propriedade agrícola) o que esta errado é a lei, a lei estando errada nada vai acontecer, vamos continuar como depois de 1965 até agora, mas legalizar seria bom. .

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