Ecologistas ou sabotadores?

Publicado em 29/07/2012 20:13 e atualizado em 03/09/2013 13:10 675 exibições
Por Roberto Cavalcanti, ex-senador e empresário (Publicado pelo blog www.codigoflorestal.com)

Ecologistas ou sabotadores?

Por Roberto Cavalcanti, ex-senador e empresário.

Ao apertar um interruptor, o brasileiro aciona o sistema integrado de energia elétrica- um complexo que engloba todas as regiões do País e opera hoje, em quase sua totalidade, com energia gerada nas hidrelétricas.

Uma geração que em passado muito recente era aclamada como limpa e renovável. Mas que ultimamente vem enfrentando a resistência de ecologistas dentro e fora do País.
A verdade é que o Brasil vem assistindo a uma série de protestos orquestrados por entidades ambientalistas - muitas das quais com ramificações internacionais - contra a construção de hidrelétricas.

Até astros de Hollywood tem desembarcado por aqui, megafone em punho, bradando contra nossa forma de gerar energia. Afinal, o que acontecesse com a matriz energética brasileira? Por que, não mais do que de repente, os ambientalistas resolveram torcer o nariz para a hidroeletricidade?

A palavra, para começar a desembaralhar o mistério, é competitividade. A outra é inveja do grande potencial hidroelétrico brasileiro. Aliás, o Brasil é - privilegiadamente - o único no mundo que pode compor cem por cento de sua matriz energética por meio da hidroeletricidade, enquanto os demais países não podem prescindir de outros meios.

E o mundo sabe que a hidroeletricidade-renovável e barata- dá ao Brasil um plus na redução do custo produtivo - uma característica que, em setores como a siderurgia, por exemplo, poderia transformar o País em um líder Mundial.

Escondido sob o manto da preocupação ecológica pode estar aí a verdadeira razão das insurgências contra as hidrelétricas. Paralelo as ações "ecológicas", assistimos lobbies pesados para que o País altere paulatinamente sua matriz energética,
migrando para as termoelétricas ( mais caras e movidas a combustíveis fósseis com alto potencial de poluente ), sob o argumento de que podem ser acionadas em momentos de seca. O lobby se estende, ainda, à defesa da geração eólica e solar. Mas a que custo? Menos poluentes são sim, mas a operação, com a teconologia disponível atualmente, as inviabilizam para atender grandes demandas.

O que nos leva de volta às hidrelétricas e as seguintes reflexões: primeiro, o fato de que deixamos de fazê-las em tempos de paz, quando a pressão ecológica era mais poética e menos comprometida com os interesses político-econômicos.

Segundo, para alertar sobre os reais interesses que movem os ataques contra as hidrelétricas. Os ambientalistas que me perdoem, mas os protestos não acontecem por acaso. Nem se resumem a sustentabilidades ecológicas.

Há uma clara instrumentalização para abalar a performance da produtividade brasileira. E se há uma guerra em curso no mundo, ela se desenrola- furiosamente-nas disputas pelo comércio exterior. E as armas usadas nem sempre são limpas: vale um dumping, as flexões cambiais e até as sabotagens.

E é sabotando nossa matriz energética que nossos concorrentes esperam estreitar os espaços do Brasil e desequilibrar a balança comercial do País. É hora de acender a luz e enxergar a verdade: estamos diante de ecologistas ou sabotadores?

Publicado originalmente no jornal Correio da Paraíba.

 

O novo Raoni

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Madre Tereza de Xapurí.
Green peace for U.S.

A ex-senadora Marina Silva foi homenageada durante a cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Londres. Ao lado de sete outras personalidades, Marina foi lembrada como uma pessoa que luta pela paz mundial.

No final dos anos 90 o cantor Sting fez uma parceria com o cacique Raoni. Sting fez fama exibindo um chefe indígena de verdade nos salões nobres da Europa como quem exibe uma cacatua exótica. Em contrapartida Raoni levou alguns carimbos no passaporte.

Os organizadores das Olimpíadas agora fazem algo parecido com a Madre Marina de Xapurí.

Marina Silva nunca lutou por outra paz que não seja a das ONGs. Sua atuação na área ambiental sempre buscou a preservação da floresta amazônia sobre os escombros dos amazônidas.

 

Sobre Marina Silva nas Olimpíadas

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, ironizou a participação de Marina Silva ontem na abertura do jogos olímpicos de Londres. "Marina sempre teve boa relação com as casas reais da Europa e com a aristocracia europeia. Não podemos determinar quem as casas reais escolhem, fazer o quê?", disse o Ministro.

Clique aqui e veja o Príncipe Philip da Inglaterra entregando um prêmio do WWF à Marina Silva.

Marina foi convidada em função do seu trabalho em defesa do meio ambiente. O mundo não liga a mínima para as consequências da forma irresponsável com que Marina Silva busca seu "desenvolvimento sustentável". Desde que a floresta fique de pé, pouco importa de os amazônidas forem violentados no processo.


Veja abaixo pequenas amostras do ambientalismo da Dona Marina Silva.

Jornalista é preso e proibido de cobrir operação do Ibama no Pará 

Segundo Ato 

Entreato: LÁBREA - AM: Fiscais ambientais são expulsos da cidade 

Terceiro Ato 

Entreato: Manifestantes invadem sede do IBAMA e amarram helicóptero em Novo Progresso 

Quarto Ato 

 

O levante dos esquerdopatas contra os ecotalibãs

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Caros, este blogger está igual pinto no lixo. Estou me divertindo de monte com as manifestações dos equerdopatas contra os ecólatras. Eram aliados contra o latifúndio, agora andam trocando farpas. Vejam o trecho de um texto transcrito abaixo em itálico:

Outra questão não menos importante, fruto das ações dos ruralistas e das entidades do capitalismo verde, foi a inclusão de artigos que institucionalizam o comércio de florestas para fins de compensação dos passivos das RLs e da APPs. A partir do novo Código, bolsas de valores e determinadas entidades estarão habilitadas a operar no mercado Títulos de Carbono e Cotas de Reservas Ambientais (CRAs).

O fato é que essas novas possibilidades de negócios tendem também a blindar o latifúndio improdutivo da desapropriação para fins de Reforma Agrária. Como exemplo, podemos citar um latifúndio na Amazônia de dez mil hectares, com toda a floresta originária preservada. O seu titular, proprietário ou posseiro, poderá fazer excelentes negócios no mercado de carbono em cima de oito mil hectares, e os outros dois mil hectares serão transformados em 2.000 (duas mil) cotas de reserva ambiental para compensar os passivos de reservas de outros imóveis e não poderá ser desapropriado para Reforma Agrária devido à legislação do novo Código Florestal.

É ou não para rolar de rir. Os ecotalibãs eram contra o uso alternativo do solo porque era coisa de latifundiário desmatador. Agora os equerdopatas são contra o uso florestal do solo porque é coisa de latifundiário preservador.

O trecho em itálico é do texto Código Florestal ou Código do Desmatamento? do engenheiro agrônomo Hinamar Araújo de Medeiros.

Veja também: O risco dos latifúndios florestais improdutivos

Veja esse outro trecho em itálico:

Por outro lado, títulos patrimoniais para negociação no mercado financeiro requerem titularidade legal reconhecível, sob pena de a transação envolvida não se efetivar. Aí reside um grave problema brasileiro, de natureza fundiária, que está envolvido na questão. ... Essas terras públicas, para entrarem no mercado financeiro, no formato que o Código Florestal institui, precisariam ser privatizadas legalmente, para somente então serem financeirizadas e internacionalizadas.

Esse processo que a economia verde de vertente financeira persegue ignora absolutamente a situação agrária do país, a população camponesa e, por que não dizer?, também o meio ambiente. ... Tampouco melhora a situação ambiental das regiões nacionais de agricultura avançada, que também poderiam compensar seus débitos com compra de títulos no mercado financeiro.

Esse é de autoria de Guilherme Costa Delgado, Doutor em Economia pela Unicamp: Economia verde-financeira associada ao novo código florestal aumenta caos fundiário e ambiental

Moral da história: Preservando ou produzido, ruralista bom é ruralista morto. Durma-se com um barulho desses.

 

Existe ciência sem seriedade?

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Um estudo publicado na revista Nature dessa semana mostrou que a criação de unidades de conservação não é suficiente para garantir a preservação da biodiversidade. Os cientistas avaliaram 60 reservas florestais ao retor do mundo. Entrevistaram 262 biólogos que trabalham nestas reservas sobre indicadores que pudessem mensurar a saúde de suas UCs.

Os resultados mostraram que, embora os esforços para a proteção tenham aumentado nas últimas três décadas, limitando ameaças como desmatamento, incêndio e caça dentro das reservas, isto não aconteceu fora delas: 85% delas perdeu cobertura de floresta no seu entorno. O resultado mostrou as áreas de proteção estão intimamente ligadas ao ambiente que as rodeia e que a conservação de espécies depende de ações maiores que a salvaguarda de reservas.

Até aí, tudo bem. Apenas um trabalho acadêmico como mutos outros. O problema veio a seguir. Entrevistado sobre a pesquisa, um dos autores brasileiros do estudo, Willian Magnusson, pesquisador do Instituto de Pesquisa da Amazônia (Inpa), afirmou que há um risco muito grande da biodiversidade sofrer ameaça maior com o novo Código Florestal, que diminui as áreas de proteção. Mentiu.

Sabe qual a relação do Código Florestal com Unidades de Conservação? Nenhuma. O Código Florestal aplica-se a imóveis rurais privados. A legislação que regula Unidades de Conservação e seu entorno é a Lei do Snuc.

Em segundo lugar, o novo Código Florestal não "diminui áreas de proteção". As áreas de proteção são exatamente as mesmas do velho Código Florestal. Apenas a forma de recuperação do passivo ambiental existente foi modificada.

Não quero aqui entrar no julgamento do mérito das alterações no Código Florestal. Apenas aponto o fato de que o "cientista" usou sua credencial acadêmica e o artigo da Nature, que trata de um tema específico, para dar ares de verdade a uma mentira sobre outro assunto.

Isso é ciência pra você?

Para mim é impostura. Assim como há advogados competentes e canalhas, bons médicos e charlatões, também há cientistas sérios e sem escrúpulo.

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Blog Ciro Siqueira

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