POLÍTICA: Serra acha que seu sonho ainda não morreu, por Ricardo Noblat

Publicado em 18/07/2013 18:43 e atualizado em 11/09/2013 13:15 1328 exibições
e mais: Augusto Nunes e Ricardo Setti, de veja.com.br

POLÍTICA

Serra acha que seu sonho ainda não morreu, por Ricardo Noblat

Em meados de 2010, às vésperas de ser escolhido pelo PSDB para concorrer à sucessão de Lula, o ex-governador de São Paulo, José Serra, interrompeu por alguns segundos o que me dizia no seu escritório de candidato, olhou para o céu cinzento recortado pela janela à sua frente, e comentou traindo uma ponta de desânimo:

- E o pior de tudo é o seguinte: qualquer um que ganhe a eleição, eu, Dilma ou Marina, enfrentará sérios problemas na economia que logo, logo começarão a aparecer. Lula deixará uma herança muito pesada. Não fez as reformas que o país precisa. O próximo presidente, por exemplo, será obrigado a promover um duro ajuste fiscal.

- Se perder, essa será a última eleição presidencial que o senhor disputará? - perguntei.

- Não sei. Por que haveria de ser? Estou bem de saúde. E ainda me sinto jovem. Lula perdeu três eleições para presidente antes de se eleger pela primeira vez. Por que comigo não pode acontecer o mesmo?

Serra desfilou, anteontem, magro e sorridente pelas dependências do Congresso. Visitou alguns senadores. E foi embora depois de cometer duas frases que salvaram uma tarde fraca de notícias para os jornalistas que costumam bater ponto por ali.

A primeira:

- Não fico contente com a queda de ninguém em pesquisa, muito menos da presidente da República. Mas o fato é que temos hoje um governo fraco e uma crise. Há uma crise à procura de um governo.

Na conversa que tivemos em São Paulo, ele havia me alertado para a fragilidade de Dilma como gestora. "Ela não entende muito de economia. É fraquinha", disse.

A segunda frase, esta responsável pela excitação dos jornalistas:

- Ninguém pode desprezar os 43 milhões de votos que tive no segundo turno da eleição presidencial de 2010. O PSDB não despreza.

Perguntaram-lhe no Congresso se ele abandonará o PSDB para ser candidato a presidente pelo PPS, partido presidido pelo deputado federal Roberto Freire. Serra deu a entender que poderá fazê-lo, sim.

Há duas semanas, internado no Hospital Sírio Libanês para se submeter a exames, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) foi visitado por Serra. E ouviu dele sem meias palavras que trocará o PSDB pelo PPS para disputar pela terceira vez a presidência da República.

Roberto Freire já ouviu de Serra a mesma confissão.

Serra espera que as próximas rodadas de pesquisas de intenção de voto testem a força do seu nome. Se isso ocorrer, ele está convencido de que fará boa figura. Talvez apareça em segundo lugar, logo atrás de Dilma.

Não descarta a hipótese de vir a contar mais adiante com o apoio do PSDB. No segundo turno - se chegar até lá. Ou ainda no primeiro - caso Aécio Neves (MG), provável candidato do PSDB a presidente, não decole.

 

ECONOMIA

Qual meta?

Carlos Alberto Sardenberg

Disse ontem a presidente Dilma: “Temos certeza que vamos fechar o ano com a inflação dentro da meta.”

Diz o Conselho Monetário Nacional: a meta de inflação é de 4,5%, considerando-se o índice do IBGE (o IPCA).

Logo, o Brasil chega a dezembro de 2013 com a inflação em 4,5%, certo?

Errado. Quer dizer, não é bem assim. Começa que ninguém, nem mesmo no governo, acredita que o IPCA termine o ano naquele nível. O próprio Banco Central, justamente o encarregado de acertar a meta, se compromete com um objetivo mais folgado: alcançar uma inflação menor que a do ano passado, que foi de 5,84%. Estará feliz com uns 5,80%, que é consenso entre analistas fora do governo.

Isso significa que a presidente, digamos, faltou com a verdade?

Bem, quer dizer, tem aqui um joguinho de palavras ou de conceitos. A mesma resolução do CMN que fixa a meta de 4,5% acrescenta: “com intervalo de tolerância” de dois pontos para mais ou para menos.

Quem for ao site do BC, encontrará informação com o mesmo conteúdo. Meta: 4,5%; banda, 2 pontos.

A regra, portanto, é clara. Os dois pontos são extrameta, uma margem para acomodar momentos excepcionais em que ocorram eventos inesperados, fora do alcance dos controles do BC.

Pode ser desde uma guerra entre países do petróleo ou uma escassez de alimentos, eventos que provocam altas de preços. Nesses casos, em vez de agir imediatamente elevando juros, o BC topa conviver algum tempo com a inflação elevada.

Mas, pela lógica do sistema e pela prática mundial, inclusive brasileira, isso é necessariamente provisório. O BC deve organizar suas políticas para logo buscar de novo a meta.

Ocorre que a inflação no governo Dilma foi de 6,5% em 2011 e de 5,84% em 2012. Pela regra, comenta-se assim: a inflação esteve acima da meta, mas dentro do intervalo ou banda de tolerância.

Mas aqui entra o jogo oficial de palavras: da presidente aos ministros e ao BC, passou-se a dizer que os 4,5% são o “valor central” de uma meta que vai até 6,5%. Torturaram a regra e a deixaram meio grogue.

Por isso que a presidente Dilma não dá o número. Ela diz que vamos ficar “dentro da meta”. Só pela linguagem governamental passada e presente, pode-se concluir que é qualquer coisa abaixo de 6,51% — e este é o novo objetivo oficial.

Mas por que estamos discutindo estes quase detalhes? Na verdade, a presidente tenta passar a conclusão de que a inflação está sob controle e em níveis aceitáveis.

Não está. Começa que os 4,5% já constituem uma meta elevada. Nos países emergentes, em geral, não passa de 3% — e vem sendo cumprida na maior parte dos casos. Aqui na vizinhança da América Latina, o nível mais alto depois do Brasil é do México, com 4% ao ano. (Claro, Argentina e Venezuela não contam, pela desorganização, assim como outras nações, como a Índia, pelo histórico de inflação elevada).

Além disso, uma inflação rodando a 6%, por tanto tempo, é danosa para a economia brasileira. Querem saber por quê? Basta dar uma lida nos documentos recentes do BC, nos quais a instituição explica por que resolveu iniciar um processo de alta de juros. Se a inflação estivesse confortável e sob controle, o BC não precisaria elevar juros, não é mesmo?

No mesmo discurso de ontem, a presidente Dilma reclamou do “ambiente de pessimismo”, criado a partir de suposta exploração de informações parciais e em “desrespeito aos dados, à lógica”.

Pois em nome da clareza também seria bom para o debate que a presidente explicitasse a que meta de inflação se refere. Isso faz muita diferença. Por exemplo: se 6% ou 6,5% ao ano estão dentro da meta, então o BC está errado em aumentar os juros.

Por outro lado, se a meta é mesmo 4,5%, a taxa de juros precisa subir mais forte — e isso afetaria consumo e produção.

É exatamente a crítica que se tem feito ao governo: a falta de clareza na definição dos objetivos e na execução de política econômica.

E por falar em ambiente: todos os recentes índices de confiança, baseados em pesquisas junto ao consumidores e empresas, mostraram um aumento do pessimismo em relação à situação atual e futura da economia.

Estarão todos equivocados? Seriam todos vítimas dos críticos parciais? Ou seria melhor admitir que as pessoas sabem de si e de sua situação?

Insuportável.

É evidente a necessidade de uma reforma tributária, se diz nos EUA: quem pode lidar com uma Receita Federal cujas regras ocupam 72.536 páginas (dado de 2011)?

Bom, se a gente considerar dez regras por página, teríamos 725 mil normas e uns quebrados.

Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, foram editadas no Brasil, desde a Constituição de 88, nada menos que 4,4 milhões de normas tributárias.

 

Carlos Alberto Sardenberg é jornalista.

 

Política & Cia

A QUESTÃO DOS MÉDICOS: Não perca este artigo de um dos mais respeitados e competentes profissionais do país: “Mais médicos e menos indecências”

"Fez-se crer que toda a indecência na saúde deve-se à falta de médicos. É um embuste" (Foto: Getty Images)

O autor deste artigo, publicado no site da Associação Médica Brasileira, é o dr. Miguel Srougi, 66 anos, pós-graduado em Urologia pela Universidade Harvard (Boston), professor titular de Urologia da Faculdade de Medicina da USP e presidente do conselho do Instituto Criança é Vida.

É considerado um dos melhores especialistas do Brasil e do mundo em seu terreno de atuação.

No artigo, os trechos em negrito foram assinalados pelo blog.

MAIS MÉDICOS E MENOS INDECÊNCIAS

Por Miguel Srougi

Não vale mais a pena discutir a vinda de médicos estrangeiros. Proposta falaciosa, destinada ao fracasso. O governo percebeu a indecência e descartou os médicos cubanos. Deu-se conta de que eles aqui atuariam em regime de escravidão, como bem demonstrou Flávia Marrero, da Folha de S. Paulo.

Tampouco vale a pena discorrer sobre os médicos portugueses e espanhóis. Criados com padrão de vida inatingível para a maioria dos brasileiros, nunca se adaptariam aos rincões abandonados e carentes da nação. Teriam que praticar em condições desprovidas de dignidade e sem chance de propiciar vida honrada para si e seus familiares.

O dr. Miguel Srougi (Foto: saude.abril.com.br)

Ademais, dificilmente receberíamos profissionais competentes, prósperos em seus países. Sem um exame de competência, para cá viriam muitos médicos desqualificados, desconfio que até alguns insanos ou foragidos.

Modificando radicalmente o seu discurso, o governo fez novo anúncio: curso de Medicina de oito anos, dois deles dedicados ao trabalho no SUS. Simpatizei inicialmente com a ideia, menos desvairada do que trazer médicos estrangeiros, mais justa com a sociedade, que custeia a formação dos médicos da nação.

Ressabiado com os recentes disparates oficiais, debrucei-me em reflexões e terminei desconsolado.

Esse estágio coercitivo é compatível com a prerrogativa de liberdade, direito inegociável da existência humana?

Será que estagiários inexperientes conseguirão atuar num sistema público devastado pelo descaso e pelos malfeitos e assumir a responsabilidade de resgatar seres para a vida?

Instrutores e professores qualificados aceitarão migrar com suas famílias para os grotões remotos do país, amparando os estagiários? É justo obrigar um médico a estudar 12 ou 13 anos (curso: oito anos, residência: quatro a cinco anos) para poder exercer sua profissão e dar suporte à sua vida e da sua família?

O programa começará em 2015 e os estagiários iniciarão sua prática no SUS em 2021.

Quantos corpos desassistidos sucumbirão até lá, vítimas da ventura sempre prometida e nunca concretizada?

Além dessas imperfeições na nova proposta, incomodaram-me a completa falta de discussão com os seus protagonistas e o ardor incontido com que ela foi apresentada.

Fez-se crer que toda a indecência na saúde deve-se à falta de médicos. Um embuste, já que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda como padrão assistencial ideal 1 médico para cada 1.000 habitantes e no Brasil essa relação atual é de 1,76 médicos para cada 1.000 habitantes.

A realidade é que a saúde da nação está subjugada a um sistema governamental insensível, que vetou em 2011 lei que destinava 10% do Orçamento da União a essa área — a Argentina aplica mais de 20% ao ano em saúde.

Esse é um dos motivos –não a falta de médicos– pelos quais existem 1.200 pacientes aguardando internação para cirurgia no setor de Urologia do Hospital das Clínicas de São Paulo, cerca de 200 deles com câncer e 140 crianças.

O mesmo motivo impede outros hospitais públicos de cumprirem a sua missão.

Quando um paciente é operado de apendicite, essas instituições gastam cerca de 3.900 reais — e são ressarcidas pelo SUS com 414,62 reais!

Senhora presidente, mais um clamor, respeitoso. Assuma a determinação política de priorizar recursos para as áreas sociais. Atue na saúde com competência e sensatez, não com respostas transloucadas aos gritos indignados da nação. Para que os brasileiros possam vislumbrar o alvorecer com esperança.

E combata com arrojo o grupo de ímprobos e incompetentes instalados no teu entorno.

Sem esquecer o arcebispo Desmond Tutu: “Se ficarmos neutros numa situação de injustiça, teremos escolhido o lado do opressor”.

 

Direto ao Ponto

Se ainda é de Cabral, por que Vaccarezza não visita o parceiro condenado à prisão domiciliar pelas manifestações de rua?

O SMS enviado por Cândido Vaccarezza a Sérgio Cabral, reproduzido acima, foi mais que uma prova de afeto e amizade: foi um caso de polícia. Naquele 17 de maio de 2012, durante a sessão no Congresso, o deputado federal do PT prometeu ao parceiro do PMDB que Fernando Cavendish não seria interpelado na CPI do Cachoeira sobre as relações perigosíssimas entre a Delta e o governador do Rio. Consumado no mesmo dia, o cambalacho permitiu a Cabral planejar as próximas noitadas em Paris. A Turma do Guardanapo escapara de mais uma.

A prova material do crime não se limitou a reiterar que o parlamentar do PT paulista trata a pontapés os valores morais, as normas éticas, os bons costumes e o Código Penal. O recado cafajeste também desmascarou um feroz inimigo da língua portuguesa. O sumiço dos dois pontos entre preocupe e você, somado ao uso simultâneo de tu e você, denunciam o torturador da gramática. E a amputação do s na última palavra do “nós somos teu” avisa que Vaccarezza juntou-se ao chefe Lula na guerra de extermínio movida contra o plural.

Não era pouca coisa. E não foi tudo. A menção ao PMDB revelou que o cruzamento do PT com o maior partido da base alugada atravessava outra zona de turbulência. Em contrapartida, o tom do recado confirmou que, para o partido que vivia reivindicando o monopólio da ética, o casamento consanguíneo deixou de ser obrigatório. Até a descoberta do mensalão, os devotos da seita só podiam manter relacionamentos afetivos com gente do rebanho. Transferida do templo das vestais de araque para o bordel da base alugada, a companheirada foi liberada para cair na farra com qualquer parceiro.

Antes do escândalo do mensalão, Vaccarezza não escaparia da expulsão sumária por ter cometido dois crimes hediondos: adultério interpartidário e violação do primeiro dos mandamentos instituídos no dia da fundação do partido em 1980 ─ e declamado de meia em meia hora por José Dirceu: “O PT não róba e não deixa robá”. Agora rouba e deixa roubar. Defeito virou virtude. Não existe pecado do lado de baixo do Equador. Só é feio perder eleição.

Vaccarezza nem ficou ruborizado com a descoberta de que no peito da bandidagem também batia um coração. Com a placidez dos que se consideram condenados à impunidade, acariciou o PMDB com uma imaginosa reinterpretação da mensagem. “Vai azedar, podia azedar… ali foi um momento de irritação meu”, fantasiou. E se negou a discutir a relação com Cabral. “Eu não quero declarar”, espancou a gramática de novo. “Isso é uma correspondência privada. Eu não vou contribuir para mostrar a outra parte da conversa. É uma correspondência privada entre duas pessoas”.

“Bonito, o amor”, resumiria o grande Zózimo Barroso do Amaral na legenda sob a foto da dupla. Os velhos jornais sensacionalistas repetiriam a manchete politicamente incorretíssima: PACTO DE MORTE ENTRE ANORMAIS. Num Brasil que já não se surpreendia com nada, o único castigo imposto a Vaccarezza por editores de jornais e revistas foi a infiltração de um sic depois de teu.

A brandura da punição animou o deputado a celebrar o assassinato da CPI do Cachoeira com outro afago no melhor amigo do governador fluminense. “Aquela foto foi editada, a dos lenços na cabeça”, mentiu. “Aparece uma mão que ninguém sabe de quem é. Eu sei o que tem nas fotos inteiras, mas não vou falar também”.

Um ano e dois meses depois do derramamento digital, a dupla continua oferecendo provas sucessivas de que delinquentes de nascença não têm cura. Vaccarezza (sempre em companhia de um bando escalado pelo PMDB) faz o que pode para piorar o Brasil na comissão incumbida pelo presidente da Câmara, Henrique Alves, de cuidar da “reforma política”. Nesta semana, por exemplo, gastou a voz explicando que a doação eleitoral sem recibo ajuda a combater a corrupção. Continua o mesmo.

O governador do Rio também. Tanto que resolveu atribuir aos partidos de oposição a contagiosa novidade do inverno carioca: acampar diante do prédio no Leblon onde mora  e passar a maior parte do dia contando em voz alta quem é Sérgio Cabral, o que fez, o que faz e o que fará se a polícia e a Justiça deixarem. Nenhum dos dois mudou. O que mudou foi a paisagem política, dramaticamente subvertida pela revolta da rua.

Condenado à prisão domiciliar por manifestações de protesto reprisadas diariamente, o governador está proibido até de aparecer no Antiquarius, logo ao lado, pendurar no pescoço o babador com o distintivo do Vasco e engordar mais um pouco com outro prato de bacalhau. Se ainda é de Cabral, por que Vaccarezza ainda não apareceu para uma visita, sobraçando uma quentinha do restaurante preferido do encarcerado?

Talvez por desconfiar que até o bacalhau daria um jeito de ressuscitar para juntar-se aos manifestantes.

Nessas horas é que se vê a relevância da revolução digital. Separado fisicamente do parceiro pelo despertar do país que presta, Vaccarezza certamente consola e conforta o condenado pelo povo à prisão domiciliar com a versão atualizada do SMS famoso: “A relação com o PMDB vai muito bem na comissão. E nada mudou: Você é nosso e nós somos teu”. 

(por Augusto Nunes)

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Veja + O globo

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2 comentários

  • Noedir José Karam Marcondes (Diamantino/MT) Diamantino - MT

    JA SEI PRA QUEM VC VAI VOTAR Sr. CARLOS MELONI NA (DILMA),RS,RS,RS. VOTEI E VOTO NO SERRA AINDA É O MELHOR.

    SERRA SÓ NÃO SABE MENTIR IGUAL O PT, NÃO TEM PALANQUE SÓ

    ARRUMA UM BOM MARQUETEIRO.

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  • carlo meloni sao paulo - SP

    VOTEI MUITAS VEZES NO SERRA, MAS NAO VOTAREI MAIS.NO DISCURSO DELE NAO HA' UMA DIREÇAO CLARA,

    MAS UM MONTE DE IDEIAS INSIGNIFICANTES QUE MAIS CONFUNDEM DO QUE MAGNETIZAM , COMO E' O CASO DE FHC. E' UM EXAGERADO COBRADOR DE TRIBUTOS, NAO TEM CARISMA, NAO TEM ASPECTO AGRADAVEL, E' TIMIDO , FOGE DA IMPRENSA E DO POVO, E' UM POLITICO MEIA SOLA QUE MAIS ATRAPALHA DO QUE AJUDA O PSDB.

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