Se o exército de jalecos cubanos não for outra mentira da série dos 6 mil, vai aumentar espetacularmente a taxa de mortalidade..

Publicado em 23/08/2013 07:47 e atualizado em 18/09/2013 11:20
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Se o exército de jalecos cubanos não for outra mentira da série dos 6 mil, vai aumentar espetacularmente a taxa de mortalidade estabelecida por militantes do MST diplomados em medicina na ilha-presídio

Em 13 de maio de 2013, a importação de médicos cubanos, anunciada pelo chanceler Antonio Patriota, foi o tema do texto abaixo reproduzido. Conjugado com a reportagem do Globo republicada na seção Vale Reprise, o post escancarou a extensão do absurdo que o governo sepultou para exumá-lo de surpresa nesta quarta-feira. Não há retoques a fazer.

Quando a mentira que Dilma Rousseff vai contar requer alguma cifra, é sempre a mesma que o neurônio solitário lhe sopra: 6 mil. Durante a campanha de 2010, por exemplo, a candidata prometeu de meia em meia hora construir 6 mil creches. Já passou da metade do mandato e nem 50 ficaram prontas. Em janeiro de 2011, jurou que até o fim daquele ano entregaria 6 mil casas aos flagelados da Região Serrana do Rio. Até agora não entregou nenhuma.

Em janeiro de 2012, Dilma caprichou na advertência às tempestades que teimam em cair no verão: se dessem as caras de novo, topariam com exatamente “6 mil agentes da Defesa Civil treinados para agir nas áreas de risco”. Os aguaceiros ignoraram a ameaça e continuam provocando os estragos de praxe. Os 6 mil soldados guerreiros das encostas em perigo nunca foram vistos fora do cérebro baldio da comandante. A menos que tenham sido tragados por alguma inundação secreta, seguem aquartelados por lá.

Também são 6 mil, miou na semana passada o chanceler Antonio Patriota, os médicos cubanos que o governo pretende importar para transformar o Brasil Maravilha num imenso Sírio-Libanês. Exatamente 6 mil ─ nem mais nem menos, confirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. A conta de mentiroso avisa que o exército de doutores formados na ilha-presídio terá o mesmo destino das 6 mil creches, das 6 mil casas e dos 6 mil agentes de saúde: a coisa vai dar em nada.

Não convém, de todo modo, subestimar a usina de ideias desastrosas administrada por uma supergerente de araque. É possível que Dilma e Padilha estejam mesmo contemplando com o olho rútilo e o lábio trêmulo a paisagem de sonho: 6 mil revolucionários de jaleco espalhados por todos os prontos socorros e hospitais públicos, curando os males do corpo e fazendo a cabeça de milhões de eleitores enfermos. Uma experiência semelhante está em curso na Venezuela bolivariana. O juízo da presidente é suficientemente escasso para que tente reprisá-la no Brasil Maravilha.

Até a Doutora em Nada perceberia a extensão da maluquice se deixasse de contemplar a paisagem cubana com as lentes coloridas usadas pelos órfãos do Muro de Berlim.  Todo nostálgico da Guerra Fria enxerga o sistema de saúde exemplar ─ gratuito, moderno, onipresente, eficaz ─ que morreu de inanição ainda na infância, quando a mesada dos soviéticos foi suspensa.

“A qualidade diminuiu e a doutrinação aumentou”. disse a jornalista Yoani Sánchez na entrevista a Branca Nunes publicada no site de VEJA. “Hoje, quando um cubano vai a um hospital, leva um presente para o médico. É um acordo informal para que o atendam bem e rápido. Levam também desinfetante, agulha, algodão, linha para as suturas”.

“A medicina cubana é uma das mais atrasadas do mundo”, constata a repórter Nathalia Watkins na edição de VEJA desta semana. “”A maioria dos seus profissionais se forma sem nunca ter visto um aparelho de ultrassom, sem ouvir falar em stent coronário e sem poder se atualizar pela internet”. Vice-presidente do Conselho Federal de Medicina, Carlos Vital completa o diagnóstico sombrio. “Cuba gradua médicos em escala industrial com formação incompleta”, informa. “Pelos padrões do Brasil, os cubanos não poderiam sequer realizar procedimentos banais como ressuscitação ou traqueostomia”.

Enquanto não chegam os 6 mil doutores prontos para aumentar as taxas de mortalidade (ou aproveitar a chance de escapar dos escombros da fantasia comunista e desfrutar da vida em liberdade), o PT, o PCdoB e os chamados “movimentos sociais” tratam de preencher com militantes de confiança as vagas reservadas pelo regime castrista a brasileiros interessados num diploma de médico.

No vídeo acima, editado por Dárcio Bracarense, estudantes indicados pelo MST e aprovados pela embaixada cubana falam sobre Cuba e contam o que pretendem fazer na volta ao país de origem. “O socialismo é o futuro”, diz uma jovem grávida de gratidão a Fidel. “Quero voltar ao meu país e plantar essa semente revolucionária que estou vivenciando aqui e que está me nutrindo”.

Imaginar essa gente cuidando da saúde de alguém é de matar de susto. É de morrer de medo.

(Augusto Nunes)

 

Antônio Vieira: O governo brasileiro ainda tem muito a esclarecer sobre a importação dos 4 mil médicos cubanos

ANTÔNIO VIEIRA

As intenções do governo brasileiro com relação ao programa Mais Médicos suscitam algumas perguntas específicas. Os médicos cubanos poderão clinicar, em caráter privado, fora do horário regular a que estarão obrigados? Caso a resposta seja negativa, estariam eles, então, trabalhando em regime de dedicação exclusiva? Se sim, qual a base legal trabalhista dos seus contratos? Quanto é a taxa de administração que a mais nova entidade devotada à terceirização de mão de obra ─ a Organização Panamericana de Saúde ─ vai receber do governo brasileiro? Haverá, por acaso, mais alguma triangulação envolvendo, por exemplo, as fundações universitárias, sempre disponíveis para notórios arranjos visando ultrapassar barreiras legais em benefício de apaniguados?

 

Do ponto de vista fiscal, aliás, as “bolsas” são isentas de imposto de renda. Não são dúvidas preconceituosas. Médicos de países democráticos admitem o exercício liberal da profissão. Não é, definitivamente, a situação de Cuba. O enrosco com relação a eles tem mais o jeitão de acordo bolivariano, para não dizer coisa do Foro de São Paulo. Ah! meu caro, certamente vai sobrar um troco (das centenas de milhões previstos) para as turmas do PT e PCdoB que vivem agarradas como cracas nas burocracias acadêmicas e sindicais. Vão pipocar convênios e acordos onerosos para financiar eventos e atividades vinculadas ao empreendimento. O mais provável é a grana sair dos ministérios da Saúde e da Educação, cujas cornucópias são inesgotáveis.

Temos que reconhecer: esse pessoal é artista, sabe como tirar leite das pedras. Os procedimentos que o regime cubano parece seguir fazem lembrar tempos negros da escravidão. Ainda nos séculos XVI e XVII havia na África estados que se sustentavam no tráfico (principalmente na região do Sahel, fronteiriça ao Saara). Cuba, a propósito, já forneceu mercenários para guerras em Angola e outros lugares. No presente caso, os irmãos Castro ─ negreiros contemporâneos ─ alugam mão de obra (segundo a necessidade do freguês), num surpreendente processo internacional de terceirização do trabalho humano. São eles piores que os tradicionais coiotes que contrabandeiam gente nas fronteiras americanas.

Vejamos como se portam outras entidades internacionais, como a OIT, bem como instituições devotadas à proteção trabalhista no Brasil, como o Ministério Público e os teóricos da legislação do trabalho. Este assunto, não nos enganemos, vai render panos pra manga. O primeiro lote das peças caribenhas está a caminho. Breve ouviremos: “As galinhas chegaram”, conforme o jargão do passado anunciando escravos novos disponíveis.

Desconfio, no entanto, que um traço inerente à humanidade será a fonte de futuras confusões: o amor, este subversivo incontrolável! Homens, principalmente, logo ficarão sujeitos ao assanhamento irresistível junto aos moradores locais. A menos que só mandem casais estabelecidos ou eunucos ou bruacas indigestas (sem discriminar os gays), para os miseráveis grotões da pátria. Não há pecado do lado de baixo do equador!

(por Antonio Vieira)

 

Três vídeos comprovam a tapeação: Dilma lança de novo o plano que Lula inventou em 2009 e nunca desceu do palanque

ATUALIZADO ÀS 11h

Em 21 de outubro de 2009, o palanque ambulante estacionou em Ouro Preto para anunciar mais um assombro concebido pelo pai do Brasil Maravilha: ”O PAC das Cidades Históricas é a maior ação conjunta pela revitalização e recuperação das cidades históricas já implantado em nosso país”, gabou-se Lula ao lado da ministra Dilma Rousseff, mãe do projeto e já em campanha pela sucessão presidencial. Ainda naquele ano seriam liberados R$ 140 milhões, prometeu o padrinho da candidata. E até o fim de 2012 uma chuva de R$ 890 milhões inundaria 173 cidades distribuídas por todos os estados brasileiros.

As promessas nunca saíram do vídeo abaixo. Ninguém viu a cor do dinheiro.

Em janeiro de 2013, o plano natimorto reapareceu em Brasília no colo de Dilma Rousseff, que apresentou ao país uma “seleção de projetos para o PAC das Cidades Históricas”. De saída, o governo contemplaria 44 cidades com verbas que somavam R$ 1 bilhão. Outros R$ 300 milhões já haviam sido reservados para a restauração de edifícios históricos de propriedade privada.

As promessas nunca saíram do vídeo abaixo. Ninguém viu a cor do dinheiro.

Nesta terça-feira, Dilma voltou a Minas Gerais para relançar a fantasia. ”Eu queria dizer que eu estive aqui em São João del-Rei no primeiro ato da minha campanha presidencial e naquele momento eu prometi que o Brasil teria um PAC das Cidades Históricas”, confessou antes de reprisar a tapeação: “Estou aqui para levar a cabo esse PAC das Cidades Históricas”. Desta vez, a mãe do plano fantasma jurou que, nos próximos três anos, 44 cidades espalhadas por 20 estados serão premiadas com R$ 1,6 bilhão.

A presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Jurema Machado, garantiu que agora vai começar a sair a bolada que Lula liberou em outubro de 2009. Vai nada, avisa. As promessas nunca sairão do vídeo abaixo. Ninguém verá a cor do dinheiro. Os donos do poder acham que brasileiro engole qualquer tapeação.

 

Nem tanto ao mar’, de Dora Kramer

Publicado no Estadão desta quinta-feira

DORA KRAMER

Nem tanto ao mar nem tanto à terra: há de haver um ponto de equilíbrio entre o que diz o prefeito do Rio, Eduardo Paes, sobre a reforma política – “uma besteirada” – e o que disse recentemente o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, ao considerá-la o remédio para todos os males – “sem a reforma, tudo continuará como está”.

 

O ministro tem razão quanto à necessidade, mas tropeça no prognóstico sobre a amplitude do efeito. Já o prefeito acerta no diagnóstico de que a reforma não é uma panaceia, mas reduz em excesso sua importância.

Duas visões tão opostas quanto radicais da questão que, de certa forma, reproduzem o que acontece no Congresso, onde cada força se agarra ao seu interesse e o atrito resulta em paralisia.

Uma tentativa de construir um meio-termo que faça andar a reforma, ainda que devagar, começa a ser discutida na Câmara e poderá ser apresentada hoje na primeira reunião de trabalho do grupo encarregado de discutir o assunto.

O deputado Alfredo Sirkis elaborou uma proposta compacta, levou ao presidente da comissão, Cândido Vaccarezza, e obteve aval para tocar adiante a articulação de alterações no sistema de votação, nas formas de financiamento de campanhas e na propaganda eleitoral.

A intenção é a de contemplar a média do pensamento dos maiores partidos, PT, PMDB e PSDB. “Não adianta nenhum deles insistir em impor uma posição porque ninguém tem força para emplacar nada. É preciso um grau de acomodação”, pondera Sirkis.

O sistema eleitoral adotaria o voto distrital misto: metade dos deputados seria eleita pelo voto majoritário em distritos nos quais seriam divididos os Estados e metade pelo critério da proporcionalidade. Os candidatos proporcionais seriam selecionados em eleições prévias entre os filiados dos partidos, numa espécie de “lista aberta” em contraposição à lista fechada que concentra poder nas cúpulas.

O financiamento teria limites máximos estabelecidos pela Justiça Eleitoral, com previsão de doações de pessoas físicas e jurídicas. “O financiamento público não passa pela sociedade, até porque já existe, e a proibição das jurídicas só faria explodir o caixa 2″, argumenta a deputado.

Pela proposta, além das empresas privadas, poderiam doar entidades civis, mediante arrecadação feita em períodos eleitorais, com a finalidade específica. O dinheiro iria para os partidos, que seriam obrigados a divulgar valores e doadores no prazo máximo de 72 horas após o recebimento.

Sobre a propaganda eleitoral, a ideia seria proibir as grandes produções de hoje e deixar o horário reservado a discussões de conteúdo. Pode ficar mais maçante, mas reduz os gastos e obriga os candidatos a produzir debates atraentes ao eleitor.

(por Dora Kramer)

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Fonte: Blog de Augusto Nunes (veja.com)

3 comentários

  • wilfredo belmonte fialho porto alegre - RS

    Não só com médicos se faz medicina, na maioria dos estados que sofrem continuamente com secas e perdas de

    lavouras, muitas doenças surgem por estas questões. Mes

    mo nas regiões metropolitanas Brasil afora, a falta de

    saneamento básico (cano enterrado não dá ibope). Fora is

    to o desaparelhamento de hospitais, a falta de hospitais

    em suma recursos materiais imprecindiveis para uma boa medicina não será resolvido aumentando-se a oferta de mé

    dicos muito pelo contrário irá piorar estas questões bá

    sicas e imprescindíveis.A saúde do povo não se faz só com médicos é necessário a participação de outros profis

    sinais como: engenheiros sanitaristas, nutricionistas,

    agrônomos, veterinários, engenheiros e arquitetos para a

    construção de hospitais

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  • EDMILSON JOSE ZABOTT PALOTINA - PR

    Está história de formação em Cuba , não é de hoje , alem de médicos , tambem militantes para fazer invasões que hoje vem acontecendo em todo o BRASIL . Agora estes médicos , coitado da População que recebera estes formados em medicina em BUCA , o Dinheiro pago pelo contrato de tercerização vai para o médico (pequena parte) e o restante para o caixa de formadores de arroaceiros preparados pela está esquerda . Agora gostaria que o Governo explique porque sómente ele pode tercerizar serviços e os empresários não .Mais uma que nós produtores e empresários sérios temos que aguentar . Quero ver os deputados senadores cobrar isto do Governo em época de Eleição .

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  • Maurício Carvalho Pinheiro São Paulo - SP

    É que o safadão trabalhou como "macaco da Nasa", muito tempo em montadora alemã, e só pensa naquilo, "acelerar"

    os carros de boi !!!!

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