Indios prometem voltar ao Congresso contra a Pec que tira a decisão da Funai de expulsar agricultores de suas casas...

Publicado em 30/09/2013 15:27 e atualizado em 17/02/2014 11:53
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no blog de Lauro Jardim (+ Augusto Nunes), de veja.com.br

Congresso

Índios no Congresso

Protestos no Salão Verde

Tribos indígenas prometem um novo protesto de grandes proporções em frente ao Congresso amanhã, quando começará a tramitar na Câmara o projeto que transfere ao Legislativo a competência para demarcação de terras indígenas, proposta que não desce na goela de tribo nenhuma.

Antevendo o risco real de mais uma invasão, Henrique Eduardo Alves chamou para uma reunião, marcada para segunda-feira, parlamentares da bancada ruralista e a turma ligada às causas indígenas. A ideia é receber os índios já com um esboço de acordo embaixo do braço.

Lógico, em Brasília, ninguém quer mais ver a cena ridícula dos deputados abandonando o plenário em disparada para fugir das flechas, como aconteceu em abril.

Por Lauro Jardim

 

Brasil

Pode tirar o cavalo da chuva

Rosemary: fora do serviço público

Depois que a CGU – ou seja, o próprio governo – reconheceu os negócios de Rosemary Noronha no gabinete da Presidência em São Paulo, os advogados da amiga de Lula saíram alardeando que irão conseguir anular na Justiça a decisão que baniu Rose do serviço público.

Como? Eles argumentam que Rose teve o direito de defesa cerceado pela CGU, que rejeitou ouvir nove testemunhas indicadas por Rose – entre elas Gilberto Carvalho, Erenice Guerra, Beto Vasconcelos e Carlos Gabas.

Levantamento recente da CGU, contudo, mostra que desde 2003 o governo aplicou cerca de 4 400 penalidades expulsivas a servidores públicos, sendo que menos de 10% dos condenados tiveram êxito junto ao Judiciário para serem reintegrados por decisões judiciais.

Diz a CGU no estudo:

- Não se tem notícia de nenhum caso anterior, conduzido pela CGU, em que a penalidade aplicada tenha sido anulada pelo Judiciário sob a alegação da recusa de produção testemunhal por parte da Comissão.

Aliás, sobre o discurso específico da defesa de Rose, a CGU é direta:

- Os tribunais já estão cansados de saber que [o argumento da defesa de Rose] se trata de protelação por parte de quem não tem argumentos de mérito para contestar o julgamento em si.

Por Lauro Jardim

 

Eleições 2014

Dois caminhos

Desistir ou procurar um partido?

Em volta de Marina Silva, há uma divergência sobre o que fazer se a Rede não vingar.

Seu marido e os auxiliares mais próximos acham que Marina não deve filiar-se a partido algum para a disputa de 2014, para reafirmar que é diferente dos outros políticos. Reforçaria, assim, o discurso da Rede para 2016.

Já os políticos que a cercam, Walter Feldman, Heloisa Helena, principalmente, querem que Marina entre num partido e se lance candidata a presidente.

Por Lauro Jardim

 

Feira Livre (blog de Augusto Nunes):

‘Atualidades eleitorais’, por Nelson Motta

Publicado no Globo desta sexta-feira

NELSON MOTTA

É um mistério denso e insondável como a floresta amazônica: como Marina Silva pode ter 26% das intenções de votos para presidente, sem sequer ser candidata, e não conseguir para a sua Rede Sustentabilidade as 500 mil assinaturas que legalizaram partidos como o Pátria Livre, o Renovador Trabalhista Brasileiro, o da Causa Operária, ou o Ecológico Nacional? Ninguém os conhece, mas eles existem e recebem fundos partidários (o PCO levou R$ 629 mil, e o PEN, R$ 343 mil, em 2012) e valioso tempo na televisão (R$ 850 milhões, pagos pelo contribuinte e divididos entre os 32 partidos), que podem vender para quem pagar mais.

 

Das duas, uma: ou o comitê organizador da Rede é tão desorganizado, até como despachante incapaz de recolher simples assinaturas, que desqualificaria seu candidato a qualquer cargo; ou uma conjunção de interesses escusos conspira em diversos níveis para inviabilizar o partido e a candidatura de Marina, pelo estrago que pode fazer em candidaturas do governo e da oposição.

Não que o partido e a própria Marina representem grandes expectativas de modernidade e inovação, por enquanto significam apenas que os outros são muito piores, e sem esperanças de melhorar. Na Rede, o ambiente voluntarista também será propício a grandes incompetências, burrices e atrasos (sempre com a melhor das intenções… rsrs), mas que dão tanto ou mais prejuízo ao país do que a ladroagem.

Na oposição, as perspectivas não são animadoras: Carlos Lupi insinua o apoio do PDT à candidatura de Eduardo Campos e Paulinho da Força oferece o seu novo partido Solidariedade a Aécio Neves. Assim como elogios vindos de certas pessoas soam como ofensas, como imaginar que apoios como esses possam contribuir para as mudanças que as candidaturas têm que oferecer? Entre eles e a base dilmista de Sarney, Renan, Maluf e companhia, só mudam as moscas.

No Rio de Janeiro, a população se prepara para uma escolha pior que a de Sofia, entre Garotinho, Lindinho Farias e Marcelo Crivella, que lideram as pesquisas para governador. Num bar do Leblon, um velho e cínico carioca advertia: vocês vão ter saudades do Cabral…

(por Nelson Motta)

 

Feira Livre

‘Siga o cheiro do dinheiro’, de Carlos Brickmann

Publicado na coluna de Carlos Brickmann

Há algo em comum entre os 32 partidos políticos do país. Não, não é o nome Partido: o Solidariedade, de Paulinho, não se chama “partido”. E a Rede, de Marina Silva, se vier a ser registrada também não terá este nome. O que têm em comum é que todos podem aliar-se em eleições estaduais, combater-se em eleições federais, ou vice-versa, unir-se em torno de um candidato, opor-se a ele. E ninguém vai estranhar o ziguezague: aqui, acredita-se, partido é assim mesmo.

 

Se um partido pode tudo, sem qualquer preocupação com programas de Governo ou com alguma ideologia, por que tantos políticos se preocupam em criar outros partidos? Para que formar 32 partidos? Para que servem? Que é que são?

São minas de ouro ─ com a vantagem de não exigir investimento para extraí-lo. Há montanhas de dinheiro público à disposição de seus dirigentes. O Fundo Partidário distribuiu no ano passado R$ 286,2 milhões. A propaganda política chamada de gratuita custa ao Tesouro perto de R$ 900 milhões em ano eleitoral (só é gratuita para o partido, porque a conta vem para nós). Os dois partidos novos, PROS e Solidariedade, mal se formaram e já levam R$ 30 milhões anuais do Fundo Partidário. No Brasil, partido não é um instrumento para chegar ao poder. No Brasil, partido normalmente é um instrumento para chegar ao dinheiro.

Sigam o caminho do dinheiro, dizia aos repórteres que desvendavam o escândalo Watergate sua principal fonte, apelidado de Garganta Profunda. Quer saber por que surgem tantos partidos? Siga o dinheiro. Há gente com bolsos profundos.

Além da imaginação
Mas é pura ingenuidade acreditar que com este dinheiro os partidos ficam saciados. Há ainda os cargos públicos com nomeações sem concurso, prêmio extra pelo apoio eleitoral; há o aluguel do horário gratuito, nem sempre oferecido gratuitamente pelos partidos menores aos aliados maiores. E há certas transferências da organização para os organizadores que, quando descobertas, se transformam em escândalo. 

Mas como querer que os beneméritos organizadores, que dedicam a vida ao partido e à democracia, paguem suas contas pessoais no fim do mês?

Os insaciáveis
Com tudo isso, ainda há quem queira que as campanhas sejam financiadas por dinheiro público. Como vimos, já são. O que querem é mais dinheiro público.

(por Carlos Brickmann)

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Fonte: Blog Lauro Jardim (veja.com.br)

1 comentário

  • Lourivaldo Verga Barra do Bugres - MT

    Ontem assisti o Greenpeace esticando bandeira na Praça dos 3 poderes(três?) Lá tem muito mais poderes (tem poder índios, tem poder ONGs, tem poder ambientalistas... menos os que sustentam a Nação com produção e sacrifício! Dias atrás o Geenpeace foi meter o nariz na Rússia. Lá se deu mal, porque lá tem presidente e tem patriotismo; tem quem manda! Ninguém mete o nariz lá sem sair ralado. Aqui não tem isso, então manda quem é mais esperto, mais malandro.

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