Ex-ministros dos Planos Economicos batalham no STF contra direito dos poupadores

Publicado em 25/11/2013 17:51 e atualizado em 21/02/2014 15:06 770 exibições
por Lauro Jardim, de veja (e + Augusto Nunes)

Só em 2014?

Ainda em Belém

Ainda em Belém

Está sendo articulado no STF o adiamento para 2014 da ação de 150 bilhões de reais que opõe poupadores e bancos (leia mais em Rombo bilionário). O julgamento do processo estava previsto para acontecer na quarta feira.

Luiz Fux, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes e Carmen Lúcia são favoráveis ao adiamento. O governo também. Mas, para que essa discussão fique mesmo para 2014, Joaquim Barbosa terá que concordar com a articulação.

Por Lauro Jardim

 

Economia

O alerta dos ex-ministros

Palocci: contra a ação no STF

Palocci: contra a ação no STF

O Supremo recebeu hoje um documento assinado por todos os ex-ministros da Fazenda vivos e presidentes de Banco Central sobre o julgamento do processo que opõe poupadores e bancos (Leia mais em Rombo bilionário). FHC, Ciro Gomes, Zélia Cardoso de Mello e Antônio Palocci, por exemplo.

Todos defendem os planos econômicos do passado e afirmam que, caso a decisão seja favorável aos poupadores, há um risco de quebra do país.

Por Lauro Jardim

 

Sem categoria

Outro pedido aceito

Eike: em recuperação

Eike: em recuperação

A Quarta Vara Empresaria do Rio de Janeiro deferiu agora há pouco o pedido de recuperação judicial da OSX, empresa de construção naval de Eike Batista.

A OSX acumula dívidas de cerca de 4,5 bilhões de reais com a Caixa Econômica Federal, BNDES e Techint.

É a segunda empresa de Eike que, em menos de uma semana, tem sua recuperação judicial aceita – a outra foi a OGX, embora o pedido da petroleira só tenha sido deferido parcialmente. Ficaram de fora as subsidiárias da petroleira no exterior, o que impacta fortemente os planos dos reestruturadores.

Agora, a OSX terá seis meses para apresentar ao juiz um plano de reestruturação das dívidas da empresa. Até lá, as dívidas ficam congeladas.

Por Lauro Jardim

 

Brasil

(Sempre) Em campanha

Lula: ainda sonhando com Campos

A caminho do Chile

Lula desembarca no Chile nos próximos dias para entrar de cabeça na campanha de segundo turno de Michelle Bachelet.

Por Lauro Jardim

 

Brasil

Na pior

haddad

Rejeição no primeiro ano

O PT tem em mãos uma pesquisa do Vox Populi, encomendada pelo partido, que revela um monumental índice de rejeição a Fernando Haddad. Apenas 12% dos paulistanos avaliam seu governo como ótimo ou bom.

Por Lauro Jardim

 

Internacional

Caro para Caracas

maduro

Preços surreais

A desordem da economia da Venezuela surpreende até os mais calejados. A simples ideia de pegar um voo para Caracas prova isso. Um bilhete São Paulo-Caracas-São Paulo custa entre 3 520 e 4 529 dólares. Na classe turística. Há quinze dias, o tíquete para esta rota alcançou inacreditáveis 11 000 dólares. Para que o leitor compare, uma passagem de ida e volta São Paulo-Pequim, num voo que dura 24 horas, sai por 1539 dólares.

Será que o país que Nicolás Maduro está destruindo tornou-se uma meca turística irresistível para os brasileiros? A razão por trás dos preços é a bolha do dólar na Venezuela, onde a compra da moeda americana é restrita. Para ter direito a comprar dólar para, em tese, viajar para o exterior, os venezuelanos compram passagens – e, assim, aproveitam sua valorização. A grande procura pelos bilhetes, claro, faz os preços levantarem voo.

Por Lauro Jardim

 

Direto ao Ponto

O livro de Villa é a autópsia de um embuste

Na edição de VEJA que está nas bancas, comentei o livro mais recente de Marco Antonio Villa: Década Perdida ─ Dez Anos de PT no Poder. Confiram o texto revisto e ampliado:

(Foto: Roberto Stuckert Filho)

(Foto: Roberto Stuckert Filho)

É muito milagre para pouco verso, constatam os brasileiros sensatos confrontados com o samba-enredo que canta as façanhas produzidas entre janeiro de 2003 e dezembro de 2013 pela fábrica de fantasias administrada pelo governo do PT. A letra garante que Lula, escalado pela Divina Providência para dar um jeito na herança maldita de FHC, só precisou de oito anos para fazer o que não fora feito em 500 ─ e repassar a Dilma Rousseff uma Pasárgada da grife Oscar Niemeyer. E a sucessora só precisou de meio mandato para passar a presidir uma Noruega com praia, sol de sobra, Carnaval e futebol pentacampeão.

O único problema é que, até agora, nenhum habitante do país real conseguiu enxergar esse prodígio político-administrativo. Nem vai conseguir, avisa a leitura de Década Perdida ─ Dez Anos de PT no Poder (Record; 280 páginas; 45 reais), do historiador Marco Antonio Villa. O Brasil maravilha registrado em cartório nunca existiu fora da imaginação dos pais, parteiros e tutores do embuste mais longevo da era republicana. Para desmontar a tapeação, bastou a Villa exumar verdades reiteradamente assassinadas desde o discurso de posse do produtor, diretor, roteirista e principal personagem da ópera dos farsantes.

“Diante das ameaças à soberania nacional, da precariedade avassaladora da segurança pública, do desrespeito aos mais velhos e do desalento dos mais jovens; diante do impasse econômico, social e moral do país, a sociedade brasileira escolheu mudar e começou, ela mesma, a promover a mudança necessária”, decolou Luiz Inácio Lula da Silva ao pendurar no peito a faixa entregue por Fernando Henrique Cardoso. “Foi para isso que o povo brasileiro me elegeu presidente da República.” A chegada do Homem Providencial à terra devastada, sem rumo e órfã de estadistas abriu o cortejo de bazófias, bravatas e invencionices que, para perplexidade dos que enxergam as coisas como as coisas são, parece ainda longe do fim.

Nunca antes neste país tanta gente foi ludibriada por tanto tempo, comprova a didática reconstituição conduzida por Villa. Nunca se mentiu tão descaradamente sem que um único e escasso político oposicionista se animasse a denunciar, sem rodeios nem eufemismos, a nudez obscena do reizinho. Em férias desde o início do século, a oposição parlamentar assistiu passivamente à montagem do Evangelho Segundo Lula, uma procissão de fraudes que enfileira pelo menos um assombro por ano.

Já no primeiro, o salvador da pátria conferiu a todos os viventes aqui nascidos ou naturalizados o direito de comer três vezes por dia. E a fome acabou. No segundo, com a reinvenção do Bolsa Família, estatizou a esmola. E a pobreza acabou. Não pôde fazer muito em 2005 porque teve de concentrar-se na missão de ensinar a milhões de eleitores que o mensalão nunca existiu — e livrar os companheiros gatunos do embarque no camburão que só chegaria em 2013. Indultado liminarmente pela oposição e poupado pela Justiça, o camelô de si mesmo atravessou os anos seguintes tentando esgotar o estoque de proezas fictícias.

Festejou o advento da autossuficiência na produção de petróleo, rebaixou a marolinha o tsunami econômico, proibiu a crise americana de dar as caras por aqui, condenou a seca do Nordeste a morrer afogada nas águas transpostas do Rio São Francisco, criou um sistema de saúde perto da perfeição e inaugurou mais universidades que todos os doutores que o precederam no cargo, fora o resto. E sem contar o que andou fazendo depois de nomear-se conselheiro do mundo.

Dilma teve de conformar-se com o pouco que faltava. Fantasiou de “concessão” a privatização dos aeroportos, por exemplo. Por falta de fregueses, criou o leilão de um lance só para desencalhar o pré-sal. Acrescentou alguns metros à Ferrovia do Sarney. Obrigada a cuidar da inflação em alta e do PIB em baixa, deixou para depois o trem-bala mais lento do mundo. Mas melhorou extraordinariamente a paisagem do país já desprovido de pobres ao anunciar pela TV a completa erradicação da miséria.

Haja vigarice, gritam os fatos e estatísticas que Villa escancara numa narrativa clara, irrefutável e contundente. Lula escapou do naufrágio graças à política econômica de FHC, que não se atreveu a mudar, e à bonança financeira mundial só interrompida no crepúsculo do segundo mandato. Sobrou para Dilma Rousseff: o “espetáculo do desenvolvimento” prometido pela herdeira só não perde em raquitismo para os de Floriano Peixoto e Fernando Collor, os dois mais retumbantes fiascos econômicos do Brasil republicano. Alheio aos problemas políticos e administrativos que comprometem o futuro da nação, o projeto do governo do PT está reduzido a um tópico só: eternizar-se no poder.

“O partido aparelhou o Estado”, adverte Villa. “Não só pelos seus 23 000 cargos de nomeação direta. Transformou as empresas e bancos estatais, e seus poderosos fundos de pensão, em instrumentos para o PT e sua ampla clientela. Estabeleceu uma rede de controle e privilégios nunca vista na nossa história. Em um país invertebrado, o partido desmantelou o que havia de organizado através de cooptação estatal. Foram distribuídos milhões de reais a sindicatos, associações, ONGs, intelectuais, jornalistas chapa-branca, criando assim uma rede de proteção aos desmandos do governo: são os tontons macoutes do lulopetismo, os que estão sempre prontos para a ação.”

O Brasil perdeu outra década. O PT ficou no lucro. E Lula ganhou mais do que todos.

(por Augusto Nunes)

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Fonte:
Blog Lauro Jardim (site de veja)

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