EU ACUSO!!!, por Reinaldo Azsevedo

Publicado em 14/02/2014 11:47 e atualizado em 24/04/2014 14:06 1412 exibições
por Reinaldo Azevedo, de veja.com.br

Eu acuso

Trecho da minha coluna na Folha desta sexta.
*
O cinegrafista Santiago Andrade está morto. Não vai comparecer à próxima manifestação nem ao almoço de domingo. Quem o subtraiu da vida roubou também o pai, o marido, o amigo e a liberdade de imprensa.

Eu acuso Franklin Martins de ser o chefe de uma milícia oportunista contra a imprensa livre.

Eu acuso o governo federal e as estatais, que financiam páginas e veículos que pregam o ódio ao jornalismo independente, de ser corresponsáveis por essa morte.

Eu acuso o ministro José Eduardo Cardozo de ser, querendo ou não, na prática, um dos incitadores da desordem.

Eu acuso o ministro Gilberto Carvalho de especular com o confronto de todos contra todos.

Eu acuso jornalistas de praticar a sujeição voluntária porque se calam sobre o fato de que são caçados nas ruas pelos ditos “ativistas” e obrigados a trabalhar clandestinamente.
(…)
Eu acuso a “red bloc” Dilma Rousseff de ser omissa, de abrigar a violência e de promover a baderna.
(…)
Para ler íntegra, cliqueaqui

Por Reinaldo Azevedo

 

Um dos assassinos de cinegrafista confirma a existência de grupos que financiam a violência; Cardozo diz que vai investigar. Então tá!

Caio Silva de Souza, um dos dois rapazes que acenderam o morteiro que matou o cinegrafista Santiago Andrade, prestou depoimento à polícia no complexo penitenciário de Bangu. Ele repetiu acusações feitas por seu advogado em entrevista concedida à rádio Jovem Pan na manhã de quarta-feira: afirmou que há, sim, grupos que financiam os protestos violentos e disse acreditar que o dinheiro tenha origem nos partidos que comparecem aos atos com bandeiras — citou o PSOL, o PSTU e a FIP (Frente Independente Popular), seja lá o que isso signifique.

Nesse depoimento, mudou versão anterior e disse que quem acendeu o morteiro foi Fábio Raposo, o outro jovem que está preso. Ele próprio teria apenas segurado o artefato. Afirmou ainda que direcionou o morteiro contra os policiais — o que não condiz com a linha seguida por Jonas Tadeu Nunes, o advogado de defesa, segundo quem os dois rapazes não queriam ferir ninguém, mas apenas fazer barulho. O advogado, aliás, disse que vai pedir a nulidade do inquérito ou abandonar o caso se esse depoimento for anexado aos autos, já que foi colhido sem a sua presença. Convenham: é mesmo um erro primário da polícia. Pra quê?

Muito bem! Nesta quinta, reportagem de Gabriel Castro e Pâmela Oliveira, na VEJA.com, trouxe à luz uma planilha de pessoas que fizeram doações para uma das atividades promovidas pelos black blocs. Lá estão dois vereadores do PSOL, um delegado e até um juiz — este nega a doação, embora tenha participado de um vídeo que convocava protestos, no qual uma atriz faz a defesa aberta da violência praticada pelos black blocs. Agora que a coisa esquentou, ninguém quer dar a cara ao tapa.

Lembro o que disse na quarta-feira o advogado Jonas Tadeu na entrevista à Jovem Pan:

“Ajuda financeira para o “terrorismo social”
“Esses jovens… Esse Caio, por exemplo, é miserável. Esses jovens são aliciados por grupos. Eles recebem até uma espécie de ajuda financeira, de mesada, para participar dessas manifestações, com o intuito de terrorismo social”.

Pobre aliciados
“São jovens de preferência revoltados, que têm uma certa ideologia, pobres, são aliciados para participar das manifestações. São jovens que não têm dinheiro para comprar máscaras, não tem dinheiro para comprar fogos…”

Por trás, vereadores e deputados estaduais
“Isso cabe a vocês da imprensa [apurar]. Vocês, da imprensa, são os olhos e os ouvidos da sociedade. A prisão desse rapaz não deveria encerrar essa desgraça que houve com a família do Santiago, a desgraça que está havendo com a família desses dois jovens. Vocês deveriam investigar isso: investigar vereadores em Câmaras Municipais, investigar deputados estaduais…

Diretórios de partidos
“Sim, são agrupamentos, movimentos… Tem até diretórios [de partidos políticos], segundo informações que eu tenho… Eu não posso divulgar porque tenho que preservar vidas… É papel da imprensa, da Polícia Federal, investigar diretórios regionais de partidos, investigar esses movimentos sociais, que aliciam esses jovens, que patrocinam, que fomentam financeiramente essas manifestações.”

Cardozo promete reagir. É mesmo?
O ministro José Eduardo Cardozo, da Justiça, prometeu “investigar a fundo” o eventual financiamento da violência. É mesmo? É ver para crer. Leio na Folha uma de suas afirmações sempre muito pomposas: “Temos de investigar a fundo. Se há pessoas que financiam atos de vandalismo e prática de crimes, têm de ser punidas. Não só quem pratica, mas quem os financia, incentiva e articula tem de ser punido, não importa quem seja”.

Pois é. Já escrevi a respeito. Eu me dou o direito de duvidar. A razão é simples. Esse é o método historicamente empregado pelo PT. A relação que o partido mantém com os ditos movimentos sociais não é muito diferente disso. Nos estados e cidades em que é oposição, a legenda também incentiva a “tigrada” a partir para cima dos adversários.

Sabem o que vai acontecer? Nada! 

Por Reinaldo Azevedo

 

Polícia vai investigar se dinheiro doado por políticos foi usado em ações criminosas dos black blocs

Na VEJA.com:
A Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) vai investigar se o dinheiro doado a integrantes do grupo Black Bloc, como revelou reportagem do site de VEJA, foi usado para financiar atos criminosos em manifestações. A unidade também foi designada para, a partir de cópias de documentos colhidos pela 17ª DP (São Cristóvão), investigar o aliciamento de manifestantes para atuar em ações violentas nos protestos. De acordo com uma nota divulgada pela Polícia Civil na noite desta quinta-feira, a Coordenadoria de Informações e Inteligência Policiais (Cinpol) dará apoio aos procedimentos de apuração.

A DRCI é a unidade da Polícia Civil responsável também por desvendar casos de vazamento de imagens furtadas por meio eletrônico – como no caso da atriz Carolina Dieckmann e do ator Murilo Rosa – e de crimes que envolvam redes sociais. De acordo com o depoimento prestado na quarta-feira pelo auxiliar de serviços gerais Caio Silva de Souza, preso e acusado de matar o cinegrafista Santiago Dantas, as redes sociais são a forma de aliciamento de jovens pobres para participar de atos dos black blocs. O advogado de Souza, Jonas Tadeu Nunes, afirmou que seu cliente recebia dinheiro para atuar em protestos e que partidos políticos e diretórios estão envolvidos no pagamento de quantias para quem aceita promover tumultos.

Reportagem do site de VEJA detalhou as doações atribuídas a dois vereadores, um delegado da Polícia Civil e um juiz. Os dois vereadores são do PSOL do Rio: Renato Cinco e Jefferson Moura. A assessoria de Jefferson Moura admitiu que a doação ocorreu, e alega que o dinheiro partiu de funcionários do gabinete. Afirmou, também, que o parlamentar “provavelmente doaria” o dinheiro se estivesse presente. Renato Cinco, que está fora do Rio, não foi localizado. A assessoria do vereador, em nota, confirma que houve a doação de 300 reais informada no documento. Mas negou, no entanto, que o dinheiro tenha sido destinado a black blocs. “O objetivo era oferecer um jantar natalino a moradores de rua na Cinelândia, Centro do Rio de Janeiro. Tanto que a lista inclui água, gelo, pão, rabanada e toalha papel. O vereador e seu partido repudiam ações violentas”, acrescenta.

O juiz João Damasceno negou ter contribuído financeiramente “para qualquer manifestação ou entidade da sociedade civil que as convoque”.

Por Reinaldo Azevedo

 

Falha a mais recente tentativa de melar o julgamento do mensalão

O Supremo Tribunal Federal decidiu por 6 votos a 5 que os embargos infringentes continuam em vigor. É aquele recurso que permite que um condenado que tenha obtido pelo menos 4 votos favoráveis tenha uma segunda chance, seja submetido a uma segunda votação. Não é exatamente um novo julgamento porque não se pode acrescentar novidade aos autos, a não ser a petição dos advogados: nada de provas, testemunhas ou álibis novos.

Já foi uma decisão, a meu ver, absurda. E o leitor note que não foi tranquila também no Supremo. Afinal, dos 11 ministros, cinco pensavam como penso: esse recurso, que está presente no Artigo 333 do Regimento Interno do Supremo, foi, na prática, abolido pela lei 8.038, aquela que define os procedimentos dos processos criminais de competência originária dos tribunais superiores. Nessa lei, não estão previstos embargos infringentes. Como uma lei vale mais do que um regimento, é ela que deve triunfar. No caso, no entanto, por 6 a 5, o STF decidiu que os condenados com pelo menos quatro votos favoráveis têm direito a uma segunda votação.

E por que houve nesta quinta uma tentativa de melar o jogo?

Sempre se entendeu que os embargos infringentes servem para quem obteve quatro votos favoráveis relativos ao mérito da acusação, ou seja: culpado ou inocente. Os respectivos advogados de um grupo de réus — Marcos Valério, José Roberto Salgado, Vinicius Samarane, Rogério Tolentino e Ramon Rollerbach — resolveram apelar ao recurso também quanto à dosimetria. Explico: se, na hora de decidir o tamanho da pena, pelo menos quatro ministros escolheram a mais branda, eles argumentaram que seus clientes teriam direito a uma nova votação quanto a esse particular.

Joaquim Barbosa, o relator, já havia negado a possibilidade monocraticamente. Mas os advogados apelaram ao plenário. O ministro argumentou que uma sentença não pode ser fatiada e que apele contra pedaços dela. Acompanharam o seu voto Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Carmen Lúcia e Gilmar Mendes. Quatro ministros no entanto, para surpresa de ninguém, acataram a tese: Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Teori Zavascki e Marco Aurélio. Celso de Mello, o decano, não estava presente.

Ora vejam: caso um troço como esse tivesse sido aprovado, o julgamento teria entrado em parafuso. Porque aí seria necessário rever a dosimetria de uma penca de condenados. Sei lá quando isso teria fim.

Na semana que vem, o tribunal pode começar a julgar os embargos de quem realmente obteve quatro votos de absolvição para um dos crimes ao menos. É o caso de José Genoino, Delúbio Soares e José Dirceu, condenados por corrupção ativa e formação de quadrilha. O primeiro cumpre prisão domiciliar por causa do estado de saúde. Os outros dois estão em regime semiaberto. Caso tenham seus respectivos recursos negados e se confirme a condenação por quadrilha, terão de ir para o regime fechado: a pena de Dirceu passará de 7 anos e 11 meses para 10 anos e 10 meses, e a de Delúbio, de 6 anos e 8 meses para 8 anos e 11 meses. O ex-tesoureiro do PT será o primeiro a ter o recurso analisado. Se obtiver sucesso, Dirceu pode comemorar. Se não obtiver, o chefão do PT pode se preparar para ir para o regime fechado.

João Paulo Cunha também poderá ser beneficiado. Cumpre pena de seis anos e quatro meses, em regime semiaberto, por corrupção passiva e peculato. Recorreu contra a pena de 3 anos por lavagem de dinheiro porque foi condenado por 6 a 5. Se perder, também vai para o regime fechado, previsto para quem é condenado a oito anos ou mais.

A minha previsão? Digamos que o viés é favorável aos mensaleiros.

Por Reinaldo Azevedo

 

O Brasil baderneiro: PT, PSB e outros puxam o saco do MST um dia depois de pancadaria em Brasília

Por que os black blocs não botariam pra quebrar Brasil afora? Ora, o governo federal e partidos políticos da “ordem” decidiram puxar o saco do MST um dia depois de o movimento ter promovido cenas impressionantes de selvageria na Praça dos Três Poderes, ferindo 30 policiais — oito deles com gravidade.

Leio na Folha que representantes do PT, do PSB e do PDT — além dos do PSOL, conforme o esperado — compareceram nesta quinta a um “ato  político” em defesa da reforma agrária em Brasília, que marcou a abertura do 6º Congresso Nacional do MST. Sim, leitores amigos, Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência também estava lá.

O MST, que fez correr o sangue dos policiais militares, acreditem, está sendo beneficiado pelo governo do Distrito Federal. O governador Agnelo Queiroz, do PT, abriga a turma gratuitamente no ginásio Nilson Nelson, além de garantir a infraestrutura do evento.

Então ficamos, assim, leitores: o MST chega a Brasília tentando invadir o Supremo Tribunal Federal e o Palácio do Planalto. Como recompensa, ganha o direito a uma reunião privada com Dilma Rousseff e é prestigiado por um ministro de estado na abertura do seu congresso. Líderes políticos correram para lá para demonstrar seu apreço por uma causa que já está morta. O que resta hoje é um aparelho que mama nas tetas do estado e recorre à violência para arrancar verba pública. Este mesmo movimento é beneficiado pelo governo do Distrito Federal que, não obstante, vê a sua polícia ser agredida com paus, pedras e porretes.

Calma! Havia mais gente. A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) estava presente. Como é mesmo aquela máxima do cristianismo? “Se um policial estiver cumprindo a sua função, vá lá e quebra a cabeça dele.” O quê? Esse princípio não é cristão? Eu bem que desconfiava! Também a OAB, que serviu de babá de black bloc no Rio, se fez representar. Pergunto: era uma homenagem à escandalosa ilegalidade promovida pelo MST no dia anterior e um endosso à indústria de invasões de propriedades privadas no campo, o que afronta o estado de direito, de que a Ordem dos Advogados do Brasil deveria se procuradora?

E, ora vejam, lá estava a ONG multinacional Greenpeace… A turma da paz verde não se importa em demonstrar seu apoio àqueles que promovem a guerra vermelha.

Por Reinaldo Azevedo

 

Caos, mortes e prisão de opositor na Venezuela, presidida por um esquerdista psicopata e aterrorizada por milícias chavistas armadas

Maduro: quando o psicopata não está falando com passarinhos ou enxergando a imagem de Chávez nas ruínas de Caracas, está matando pessoas

Maduro: quando o psicopata não está falando com passarinhos ou enxergando a imagem de Chávez nas ruínas de Caracas, está matando pessoas

Na VEJA.com
Vídeos postados na internet mostram flagrantes dos confrontos durante os protestos ocorridos quarta-feira na Venezuela, que terminaram com três mortos e vários feridos. Duas mortes foram registradas na capital e uma em Chacao, município na grande Caracas. Segundo o jornal El Universal, as duas vítimas em Caracas foram atingidas por disparos feitos por integrantes de milícias paramilitares e funcionários do Serviço de Inteligência Bolivariana (Sebin). Mas o governo não tardou em responsabilizar a oposição pelos confrontos e um tribunal de Caracas ordenou a prisão do líder opositor Leopoldo López.

A juíza Ralenys Tovar Guillén aceitou um pedido do Ministério Público para deter o coordenador do partido Vontade Popular e ex-prefeito de Chacao e ordenou que o Sebin cumpra mandatos de busca e apreensão em sua residência. A determinação judicial alega que López é procurado por “uma série de crimes que vão de conspiração, incitação ao crime, intimidação pública, atear fogo em edifício público, dano ao patrimônio público, lesões graves, assassinato e terrorismo”.

Tentando conter os conflitos, a deputada opositora María Corina Machado, o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, e o próprio Lopez deram uma entrevista coletiva na noite de quarta-feira rechaçando os ataques. Em Caracas, as duas pessoas que morreram foram identificadas como Bassil Alejandro Dacosta, estudante de 24 anos atingido por um tiro na cabeça, e Juan Montoya, membro de uma milícia paramilitar que também fazia parte do corpo policial de Caracas. Ele estava à paisana e foi atingido por dois tiros, um na cabeça e outro no peito. Roberto Redman, de 31 anos, também morreu baleado na cabeça em Chacao.

VÍDEO DO MOMENTO EM QUE O ESTUDANTE BASSIL ALEJANDRO LEVA UM TIRO NA CABEÇA, AOS 35s, NA ESQUINA

CORPO DE BASSIL SENDO CARREGADO

López convocou seus partidários para irem às ruas, e disse que o governo planejou os ataques com seus grupos paramilitares para tentar desacreditar um movimento pacífico. “O governo está jogando a cartada da violência, e não é a primeira vez”, disse. “Eles estão colocando a culpa em mim sem provas. Sou inocente. Tenho a consciência limpa, porque pedimos paz”, acrescentou, ressaltando que as manifestações serão mantidas. “Não vamos recuar, e não podemos recuar, porque se trata do futuro, dos nossos filhos, de milhões de pessoas”.

Transmissão interrompida
A televisão venezuelana não transmitiu ao vivo as imagens dos protestos de quarta-feira, em um claro indício de autocensura, apontou o jornal espanhol El País. Apenas o canal internacional NTN24 transmitia as imagens ao vivo de Caracas. Antes das quatro da tarde, William Castillo, presidente da Comissão Nacional de Telecomunicações, órgão regulador do setor, pediu por meio do Twitter, que os canais internacionais “respeitassem o povo venezuelano”. “Promover a violência e o desconhecimento das autoridades é um delito”. A mensagem foi uma advertência para o que ocorreria a seguir: a transmissão do NTN24 pelo YouTube foi bloqueada pelo governo.

Em uma declaração de repúdio, o diretor para as Américas da ONG Human Rights Watch, José Miguel Vivancos, classificou a ação ordenada pela Conatel de “mais um abuso”. “É um ato de censura inquestionável por parte do governo da Venezuela a sanção que sofre o NTN24. É um ato de censura que, felizmente, não é a prática dos governos democráticos da região, que não recorrem a esse mecanismo quando enfrentam protestos sociais”, disse, em declarações reproduzidas pelo jornal El Nacional.

Velho discurso
Na troca de acusações, o presidente Nicolás Maduro, em um pronunciamento transmitido por cadeia de rádio e televisão, voltou a falar que um “golpe de Estado em curso” e a bradar que “a revolução bolivariana vai triunfar”. O presidente disse ter dado “instruções muito claras às forças de segurança” e ameaçou prender os manifestantes. “Quem sair para tentar exercer violência sem permissão para mobilização será detido”.

Como o chefe da Assembleia Nacional, o chavista Diosdado Cabello, também fez, Maduro culpou “grupúsculos fascistas” de terem se infiltrado no protesto. “Querem derrubar o governo pela violência”, disse Maduro na TV estatal. Mais de vinte pessoas ficaram feridas, 25 foram presas, quatro veículos da polícia foram queimados e alguns órgãos públicos foram atacados.

Sob o lema “a saída” – pedindo a renúncia de Maduro do cargo –, civis, estudantes e grupos radicais da oposição vêm promovendo pequenos protestos em todo o país nas últimas duas semanas, queixando-se da criminalidade, da corrupção e do aumento do custo de vida. Os protestos expõem divergências dentro da oposição, já que alguns líderes defendem uma posição mais moderada, e argumentam que as manifestações, quando se tornam violentas, acabam dando espaço para a tese governamental de que os oposicionistas são “sabotadores”.

Por Reinaldo Azevedo

 

Vereadores do PSOL, delegado e juiz aparecem em lista de doadores dos Black Blocs. Todos de esquerda, é claro!

Por Gabriel Castro e Pâmela Oliveira. Volto depois. E como!
Uma planilha obtida pelo site de VEJA revela, pela primeira vez, nomes de políticos e autoridades do Rio de Janeiro que doaram dinheiro ao grupo Black Bloc, responsável por protagonizar cenas de depredação e vandalismo em manifestações pelo país. A lista cita dois vereadores do PSOL, um delegado de polícia e um juiz. O repasse de dinheiro por políticos e autoridades não configura ilegalidade. Porém, as doações são um caminho para identificar o elo entre políticos e os mascarados que aparecem na linha de frente quando os protestos degeneram em tumulto e confusão. Um dos mais recentes chegou ao extremo de provocar a morte do cinegrafista Santiago Andrade.

A contabilidade da planilha a que VEJA.com teve acesso se refere a um ato realizado pelo grupo no dia 24 de dezembro, batizado “Mais amor, menos capital”. A manifestação – convocada como um ato cultural – não terminou em vandalismo, como outras organizadas pelo mesmo grupo. Mas a lista de doadores sugere ligações entre autoridades e militantes. A tabela foi repassada por Elisa Quadros, conhecida como Sininho, em um grupo fechado do Facebook.  Neste documento, aparecem os nomes dos vereadores Jefferson Moura (PSOL) e Renato Cinco (PSOL), apontados como doadores de 400 reais e 300 reais, respectivamente. O juiz João Damasceno aparece como doador de 100 reais, e o delegado Orlando Zaccone, de 200 reais.

financiadores black blocs

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Damasceno é um antigo apoiador das manifestações de rua. Ele chegou a gravar um vídeo em apoio aos protestos, apesar da violência causada pelo grupo que se veste de preto e promove depredações. O delegado Orlando Zaccone tem um perfil pouco convencional para delegados, e é conhecido crítico da atuação da própria polícia. Na planilha, além de Sininho, outros nomes aparecem como arrecadadores: Paula, Rosi, Julinho e Pâmela. Também há menções de colaborações do grupo cracker Anonymous, que divulga manifestações na internet e invade sites. Quando a menções a doações de vereadores começaram a surgir nas redes sociais, Sininho se irritou. “Eles deram dinheiro, sim, e não foi nenhum segredo, teve reuniões e isso foi discutido e questionado”, escreveu ela. “Eles doaram como civis e não políticos.”

 Mais um detalhe: a discussão ocorreu na página do Facebook chamada de “Censura Negada”. Um dos administradores das postagens é identificado no mundo virtual como Dik ou Dikvigari Vignole. O nome dele no mundo real: Caio de Silva de Souza. É o jovem que disparou o rojão que matou o cinegrafista Santiago Andrade.

Respostas
A assessoria de Jefferson Moura admitiu que a doação mencionada na planilha partiu de funcionários do gabinete do parlamentar – e que o vereador já estava de recesso quando os militantes pediram as doações. Mas informou que o parlamentar provavelmente doaria o dinheiro se estivesse presente.

O delegado Zaccone confirmou ao site de VEJA ter doado 200 reais. Ele disse ter recebido um telefonema de Sininho, até então uma desconhecida para ele, propondo que participasse de um debate no evento “Ceia dos Excluídos”, em 23 de dezembro do ano passado. Como delegado de polícia, ele deveria apresentar sua visão sobre direito de manifestação, Copa do Mundo e cerceamento de liberdade. Segundo ele, advogados e representantes de movimentos sociais integravam o grupo. “Achei interessante falar na Cinelândia. Já dei palestras em universidades e me interesso pelo tema”, disse.

“Fiz a doação para um evento cultural e vi para o que estava doando. Quando a Sininho ligou, explicou que estava buscando aproximação com instituições e pessoas que não visse o movimento com olhar criminalizante. A doação foi para o ‘Ocupa Câmara’, não foi para o Black Bloc. Não tenho nada a omitir em relação a isso. A Constituição garante o direito de se fazer tudo que não é proibido em lei. E, no Brasil não é proibido fazer doação para evento com distribuição de alimento”, afirmou. “Sou policial. Como vou financiar ou contribuir com pessoas que entram em conflito com policiais?”, disse.

O juiz Damasceno negou ter contribuído financeiramente “para qualquer manifestação ou entidade da sociedade civil que as convoque”. A assessoria do vereador Renato Cinco informou que está fora do Rio e não foi localizado.

Por Reinaldo Azevedo

 

ensalão

13/02/2014 às 18:50

Caos, mortes e prisão de opositor na Venezuela, presidida por um esquerdista psicopata e aterrorizada por milícias chavistas armadas

Maduro: quando o psicopata não está falando com passarinhos ou enxergando a imagem de Chávez nas ruínas de Caracas, está matando pessoas

Maduro: quando o psicopata não está falando com passarinhos ou enxergando a imagem de Chávez nas ruínas de Caracas, está matando pessoas

Na VEJA.com
Vídeos postados na internet mostram flagrantes dos confrontos durante os protestos ocorridos quarta-feira na Venezuela, que terminaram com três mortos e vários feridos. Duas mortes foram registradas na capital e uma em Chacao, município na grande Caracas. Segundo o jornal El Universal, as duas vítimas em Caracas foram atingidas por disparos feitos por integrantes de milícias paramilitares e funcionários do Serviço de Inteligência Bolivariana (Sebin). Mas o governo não tardou em responsabilizar a oposição pelos confrontos e um tribunal de Caracas ordenou a prisão do líder opositor Leopoldo López.

A juíza Ralenys Tovar Guillén aceitou um pedido do Ministério Público para deter o coordenador do partido Vontade Popular e ex-prefeito de Chacao e ordenou que o Sebin cumpra mandatos de busca e apreensão em sua residência. A determinação judicial alega que López é procurado por “uma série de crimes que vão de conspiração, incitação ao crime, intimidação pública, atear fogo em edifício público, dano ao patrimônio público, lesões graves, assassinato e terrorismo”.

Tentando conter os conflitos, a deputada opositora María Corina Machado, o prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, e o próprio Lopez deram uma entrevista coletiva na noite de quarta-feira rechaçando os ataques. Em Caracas, as duas pessoas que morreram foram identificadas como Bassil Alejandro Dacosta, estudante de 24 anos atingido por um tiro na cabeça, e Juan Montoya, membro de uma milícia paramilitar que também fazia parte do corpo policial de Caracas. Ele estava à paisana e foi atingido por dois tiros, um na cabeça e outro no peito. Roberto Redman, de 31 anos, também morreu baleado na cabeça em Chacao.

VÍDEO DO MOMENTO EM QUE O ESTUDANTE BASSIL ALEJANDRO LEVA UM TIRO NA CABEÇA, AOS 35s, NA ESQUINA

CORPO DE BASSIL SENDO CARREGADO

López convocou seus partidários para irem às ruas, e disse que o governo planejou os ataques com seus grupos paramilitares para tentar desacreditar um movimento pacífico. “O governo está jogando a cartada da violência, e não é a primeira vez”, disse. “Eles estão colocando a culpa em mim sem provas. Sou inocente. Tenho a consciência limpa, porque pedimos paz”, acrescentou, ressaltando que as manifestações serão mantidas. “Não vamos recuar, e não podemos recuar, porque se trata do futuro, dos nossos filhos, de milhões de pessoas”.

Transmissão interrompida
A televisão venezuelana não transmitiu ao vivo as imagens dos protestos de quarta-feira, em um claro indício de autocensura, apontou o jornal espanhol El País. Apenas o canal internacional NTN24 transmitia as imagens ao vivo de Caracas. Antes das quatro da tarde, William Castillo, presidente da Comissão Nacional de Telecomunicações, órgão regulador do setor, pediu por meio do Twitter, que os canais internacionais “respeitassem o povo venezuelano”. “Promover a violência e o desconhecimento das autoridades é um delito”. A mensagem foi uma advertência para o que ocorreria a seguir: a transmissão do NTN24 pelo YouTube foi bloqueada pelo governo.

Em uma declaração de repúdio, o diretor para as Américas da ONG Human Rights Watch, José Miguel Vivancos, classificou a ação ordenada pela Conatel de “mais um abuso”. “É um ato de censura inquestionável por parte do governo da Venezuela a sanção que sofre o NTN24. É um ato de censura que, felizmente, não é a prática dos governos democráticos da região, que não recorrem a esse mecanismo quando enfrentam protestos sociais”, disse, em declarações reproduzidas pelo jornal El Nacional.

Velho discurso
Na troca de acusações, o presidente Nicolás Maduro, em um pronunciamento transmitido por cadeia de rádio e televisão, voltou a falar que um “golpe de Estado em curso” e a bradar que “a revolução bolivariana vai triunfar”. O presidente disse ter dado “instruções muito claras às forças de segurança” e ameaçou prender os manifestantes. “Quem sair para tentar exercer violência sem permissão para mobilização será detido”.

Como o chefe da Assembleia Nacional, o chavista Diosdado Cabello, também fez, Maduro culpou “grupúsculos fascistas” de terem se infiltrado no protesto. “Querem derrubar o governo pela violência”, disse Maduro na TV estatal. Mais de vinte pessoas ficaram feridas, 25 foram presas, quatro veículos da polícia foram queimados e alguns órgãos públicos foram atacados.

Sob o lema “a saída” – pedindo a renúncia de Maduro do cargo –, civis, estudantes e grupos radicais da oposição vêm promovendo pequenos protestos em todo o país nas últimas duas semanas, queixando-se da criminalidade, da corrupção e do aumento do custo de vida. Os protestos expõem divergências dentro da oposição, já que alguns líderes defendem uma posição mais moderada, e argumentam que as manifestações, quando se tornam violentas, acabam dando espaço para a tese governamental de que os oposicionistas são “sabotadores”.

Por Reinaldo Azevedo

Tags: Nicolás MaduroVenezuela

 

Psolistas, delegado e juiz não surpreendem ninguém ao aparecer na lista de doadores dos black blocs

Delegado Zaccone: fanático da legalização das drogas doa dinheiro aos black blocs

Delegado Zaccone: fanático da legalização das drogas doa dinheiro aos black blocs

Pois é… Apareceu a lista de patriotas que colaboram com os black blocs. Lá estão os vereadores Jefferson Moura e Renato Cinco, ambos do PSOL. Mas não só. Há também um delegado, o sr. Orlando Zaccone, uma figura conhecida deste blog. Já chego a ele. Não só: na lista também está um juiz de direito, de quem já se ouviu falar aqui: João Damasceno — que nega a contribuição. A VEJA.com teve acesso à planilha de contabilidade de um dos eventos patrocinados pelos black blocs — este, excepcionalmente, não teve pancadaria. Adivinhem quem aparece tanto arrecadando a grana junto aos doadores como gastando o dinheiro… Elisa de Quadros, a buliçosa “Sininho”. Doar dinheiro para quem quer que seja é ilegal? Em si, não! Depende do que se vai fazer com ele. E a gente sabe o que fazem os black blocs.

A revelação da lista de doadores para a realização de um dos eventos reforça a denúncia feita pelo advogado Jonas Tadeu, que defende os assassinos do cinegrafista Santiago Andrade. Em entrevista à rádio Jovem Pan na manhã desta quarta, ele afirmou que políticos e partidos estavam dando mesadas a manifestantes. Também põe numa nova perspectiva a afirmação de Tadeu de que Sininho o procurou, em nome do deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ), oferecendo criminalistas para defender os homens que mataram Santiago.

A parceria política entre PSOL e black blocs não é exatamente uma novidade. Os dois grupos atuaram juntos na estúpida greve dos professores do Rio. O sindicato chegou a publicar uma nota em que assumia a parceria. Agora, vemos políticos do partido dando dinheiro para os mascarados. Freixo ainda tentou ameaçar a imprensa com Justiça para ver se ela mudava de assunto. Não adiantou.

Zaccone estar nessa lista não me surpreende. Este delegado de polícia tem realmente um juízo muito singular sobre o mundo. No começo de maio, ele participou em Brasília de um seminário (leia post a respeito) em defesa da descriminação das drogas, financiado pelo governo Dilma, em que deu a seguinte declaração: “Nós conseguimos avançar no debate no que diz respeito ao consumo de drogas, a descriminalização da conduta do usuário (…) E eu não tenho, como policial, outra maneira de observar esse fenômeno sem ser, né?, atuando em favor, né?, da legalização da produção, do comércio e do consumo de todas as drogas”. Você entenderam. Ele disse que, como delegado, atua em favor da legalização da produção, do comércio e do consumo. Atenção! Nem a Holanda, que tem a legislação mais tolerante do mundo com os entorpecentes, aceita a legalização da produção e do comércio. Parece-me razoável que apareça doando dinheiro aos black blocs.

Outra figura conhecida deste blog é o juiz João Damasceno. Escrevi um post sobre ele no dia 30 de outubro. Ele parece num vídeo, ao lado de algumas estrelas da TV Globo, convocando a população do Rio para um protesto. No vídeo em questão, uma atriz, que não pertence ao elenco global, defende abertamente a tática black bloc. Disse ela em defesa dos vândalos: “E eu também acho que tem de parar para pensar o que é que está sendo destruído. São casas de pessoas? Não! São lugares simbólicos”.

Juiz Damasceno: em vídeo que defende abertamente o quebra-quebra dos black blocs

Juiz Damasceno: em vídeo que defende abertamente o quebra-quebra dos black blocs

Damasceno, que pertence ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, é membro de uma associação esquerdista chamada “Juízes para a democracia”, uma entidade que, certa feita, publicou uma nota em defesa de pessoas que invadiram e depredaram a Reitoria no USP. No texto, a tal associação diz que algumas pessoas estão, sim, acima da lei. Quais pessoas? Os militantes de esquerda!

Eis aí. Em sociedade, não existe nem combustão nem geração espontânea. Atos, causas, eventos são sempre motivados. Na democracia, qualquer atividade que tenha custo sempre é financiada. A questão é saber o que se está financiando: o aperfeiçoamento da democracia ou o terror.

Por Reinaldo Azevedo

 

Ou o Brasil não terá uma lei antiterrorismo ou terá uma que, na prática, vai liberar a extrema esquerda para praticar o… terror”! Ou: QUEM TEM MEDO DA LEI ANTITERRORISMO?

Cardozo: mais uma contribuição à confusão. Hora de pegar o paletó...

Cardozo: mais uma contribuição à confusão. Hora de pegar o paletó...

Às vezes, é desinformação; às vezes, é má-fé; com alguma frequência, trata-se de um misto das duas coisas. O Projeto de Lei do Senado 499, a chamada Lei Antiterrorismo (íntegra aqui), corre o risco de não sair do papel. A gritaria já começou. Se sair, é possível que a emenda fique bem pior do que o soneto porque os petistas, as esquerdas e seus porta-vozes na imprensa querem é criar uma espécie de “ECA do Terror” — ou por outra: os “movimentos sociais” passariam a ser as “crianças” e os “adolescentes” do terrorismo e seriam inimputáveis. Assim, determinados crimes, se praticados por esse ou aquele, mereceriam a designação de “terrorismo”; se, no entanto, seus autores forem “dos nossos” (isto é, da turma deles…), aí não!

Vamos botar os pingos nos is. Com ou sem black bloc nas ruas, o país precisa de uma lei para punir o terrorismo. Não posso afirmar com certeza, mas é possível que sejamos a única democracia do mundo cuja Constituição diz que “repudiar o terrorismo”, considerando-o, adicionalmente, crime inafiançável e não suscetível de graça ou anistia, mas que não tem a) uma legislação que defina o que é terror;b) estabeleça uma punição. Assim, sem lei, atos terroristas têm de ficar vagando pelo Código Penal em busca de uma tipificação.

O arquivo está aí. Nem se sonhava ainda em falar em black blocs, eu já chamava a atenção para tal fato. O Brasil prendeu um libanês ligado à Al Qaeda e o soltou. Não temos a lei antiterror em razão justamente desse alarido que vocês ouvem à volta e leem. Os nossos “progressistas” consideram isso muito “reacionário”.

O PLS 499 está sendo combatido sem que tenha sido lido. Articulistas escondem o texto do leitor porque isso facilita a peroração em nome da liberdade, entenderam? Quem de boa-fé pode se opor a isto?

Terrorismo texto 1

Terrorismo 3

Respondam
Quem pratica os atos que vão acima faz o quê? Militância política? Manifestação legítima? Protesto corriqueiro, a que a sociedade está sempre sujeita? Eis um texto que deveria ser aprovado no país ainda que vivêssemos o melhor dos mundos.

“Ah, mas o MST teria de abrir mão de certos procedimentos… E o MST, obviamente, não terrorista”, diz o inimigo da lógica. Ora, o MST, obviamente, não é terrorista desde que não pratique… terrorismo. As coisas são o que são em sua natureza, certo? Caso essa lei fosse aprovada, e o Movimento dos Sem-Terra fizesse uma das coisas nela previstas, estaria praticando… terrorismo, ora essa!

Digam-me: o texto acima impede alguém de ir às ruas expressar o seu descontentamento? Tolhe a liberdade de expressão? Impede a organização? Tenha paciência! José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, como não poderia deixar de ser, deu sua contribuição pessoal à confusão. Leio na Folha o que segue. Volto depois:

Folha Cardozo

1: Quem falou em impedir as manifestações?
2: Quem está pensando em criminalizar movimentos?
3: A afirmação de que a violência de rua “não é terrorismo” é só uma tolice. Em primeiro lugar, não poderia ser porque, dada a legislação brasileira, NADA É TERRORISMO. Esse crime ainda não foi tipificado. Se e quando for, então se vai avaliar. Em segundo lugar, algumas das práticas dos black blocs e do MST seriam, sim, consideradas terroristas nas democracias mais libertárias do mundo.

Passional uma ova!
Finalmente, execro mais uma vez essa conversa de “que não podemos agir de forma passional”. Muito bem! Então vamos agir de forma racional, senhor ministro! Qual é a proposta?

As elites intelectuais brasileiras padecem de uma espécie de Complexo de Superioridade Iluminista que as faz desprezar os problemas reais das pessoas em nome dos altos desígnios humanistas, que estariam muito distantes da percepção e da sensibilidade dos brutos e dos homens médios.

É por isso que se está a fazer essa maravilha de país. É por causa da racionalidade de gente como Cardozo.

Por Reinaldo Azevedo

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Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo (VEJA)

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8 comentários

  • HAROLDO FAGANELLO Dourados - MS

    Vamos em frente!!! Rumo ao descaminho venezuelano. Mesma política, mesma retórica!!! A ideologia sorrateira engana a muitos, come pela beirada. Essa é a intenção de quem a pratica, tornar o torpe e o desvirtuado, bonito e brilhante. Cuidado povo brasileiro realmente o "me engana que eu gosto" está sendo colocada em prática a mais de uma década. Estamos ladeira abaixo é só observar nas entrelinhas, aliás já não está nem mais nas entrelinhas, está sim nas entrepáginas claramente para quem quer e sabe ler!!!

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  • jandir fausto bombardelli toledo - PR

    Sr. Adoniran Antunes de Oliveira, o Sr. poderia ter sido menos ignorante e menos estúpido, sou Médico Veterinário, pecuarista e empresário, trabalho de 15 a 16 horas por dia, todos os dias, o que eu quis dizer é que a corrupção não é algo de agora, não concordo com corrução de jeito nenhum, a diferença é que agora a corrupção está sendo investigada e punida, coisa que nunca tinha acontecido antes, sou Brasileiro e amo este país, tenho 47 anos e pela primeira vez vejo um país cheio de oportunidades, financiamento a 2% a.a. para pequenos produtores(o qual é muito justo, financiamento a 4,55 a.a. com 15 anos para pagar para investir em armazenagem e compra de máquinas, é só observar as máquinas de hoje dos agricultores e as de 15 anos atrás, em governos anteriores muitos agricultores tiveram que vender suas propriedades para pagar as dívidas porque os juros eram muitos altos e assim por diante, é só prestar a atenção no bom momento que o setor agropecuário vive hoje, é claro que é pelo trabalho dos produtores e os bons preços no mercado, mas o crédito fácil e com juros baixos tem sim impulsionado o setor agropecuário no Brasil. Para se fazer uma economia forte é necessário estimular a produção, mas também é necessário estimular o consumo, fortalecendo as classes sociais melhorando o poder de consumo(isto é uma das coisas mais importante que este governo fez), nós sabemos que produzir e não ter quem consuma os preços caem( lei da oferta e procura) e vira o caos, bem seu Adoniram tenho que me despedir porque tenho muito trabalho agora, o Sr. viu não sou vagabundo e nem preciso do bolsa família porque tenho uma empresa bem sucedida. Há mais uma coisa tenho que te falar, este governo está investindo bastante em educação, aproveite o momento para se educar, porque o Sr. está precisando e muito...

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  • ARLINDO ALBRECHT Campo Alegre de Goiás - GO

    Sr. Jandir Fausto Bombardelli para que perder tempo com esse Reinaldo Azevedo, parceiro de Diogo Mainardi o cara que afirmava tirar o LULLA do Governo sem sair de casa,deixa o pessoal do " me engana que eu gosto" curtir essa dupla!Sou Paranaense, produtor,filho de produtor e neto de produtor, quase trinta anos em Goiás,tenho memória privilégiada graças a DEUS,diferente de pessoas que esqueceram o que é um governo Militar,entre as "boas" lembranças o confisco da soja,250 cruzeiros e no dia seguinte 135 tudo para conter a inflação!Esqueceram também das lambanças do governo FHC,uma delas foi a mudança da Taxa Referencial para Taxa de Juros,teve até produtor levado ao desespero cometendo suicídio, muitos quebraram ou seja foram "desalojados" depois de muita luta e mobilização veio a tal securitização que não resolveu o problema de todos os produtores envolvidos.Esse governo petista que alguns dizem ser comunista nunca interferiu diretamente nos preços,ano 2004 soja a 49,00 e o governo comunista deixou rolar, em 2006 graças ao (PESOJA)do governo comunista conseguimos 22,00 a saca,2008 os produtores de feijão receberam a 250,00 a saca,2012 alguns produtores venderam soja 90,00 a saca,2013 teve produtor vendendo milho 32,00 a saca preços estes na região de Campo Alegre.Esse governo não tem nada de comunista, se melhorar vira festa!Sou discípulo de João Batista Olivi, até na politica sigo o lema "Vamos em Frente" mas tem alguns querendo andar pra trás,da uns puxão de orelhas neles Mestre!!

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  • Adoniran Antunes de Oliveira Campo Mourão - PR

    Jair Fausto Bombardeado, uma palavra só define o que és:um tremendo imbecil, cooptado pela ptralhada,voce recebe bolsa familia? Va trabalhar vagabundo.

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  • salvador reis neto santa teresa do oeste - PR

    SE ESSE GOVERNO COMUNISTA GASTASE NOSSO DINHEIRO DOS IMPOSTOS NA DUPLICAÇAO DE ESTRADAS COMO POR EX; A BR 163 EM NO TRECHO CASCAVEL AO TREVO DE MARMELANDIA 72 KM QUE NAO SUPORTA MAIS O TRANSITO PESADO DE COMINHOES E ESTA EM ESTADO DEPLORAVEL, CITO ESTA APENAS COMO EX; ENTRE TANTAS OUTRAS COMO RODOVIAS, FERROVIAS, PORTOS ETC. MAS NAO, VAMOS FAZER A COPA E AS OLINPIADAS E DEIXA O INTERIORZAO DO BRASIL AS TRAÇAS, MEUS PARABENS PT COMUNISTAS.

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  • Leolirio Dionisio Poletti Vila Nova-Toledo - PR

    Seria bem melhor, para quem é agricultor uma ditadura militar como governo. Porque quem estiver trabalhando não seria incomodado com tanta lenga lenga desse pseudo governo que aí está. E se DEUS quiser acaba esse ano AGRICULTORES!!!!!!!!!!!!!

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  • HAROLDO FAGANELLO Dourados - MS

    Amigo Jandir de Toledo-Pr, eu absolvo o Reinaldo. Sou contra esse governo injusto por natureza, morno,corrupto acima de qualquer limite, péssimo administrador da coisa pública, que não respeita a propriedade privada além de outros incontáveis desmandos. Que bom fosse se 20% dos parlamentares de oposição tivesse a coragem e lucidez do Reinaldo, esse "desgoverno" já teria caído de seu pedestal a muito tempo. Se os militares tinham esses vícios indecentes e destruidores porque seus inimigos numero um ( PT e seus signatários) fazem o mesmo? Pior, sorrateiramente...

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  • jandir fausto bombardelli toledo - PR

    Eu acuso Reinaldo Azevedo, porque este sim incita a população a agir contra o Governo que ele não concorda, porque você já viu um cara de extrema direita concordar em melhorar o poder aquisitivo das classes mais baixas, diminuir as filas do SUS, etc..., você deve ser daqueles que ainda fala bem do Governo militar que gerou toda miséria no Brasil, sucateou todas ferrovias e assim por diante. Reinaldo Azevedo eu achei que você era contra a corrupção, mas percebi que você só é contra o PT, agora até protege o Azeredo que é o mentor do mensalão, agora eu até confundo azevedo com azeredo sei lá, parece tudo igual.

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