Aécio diz que PT não tem política agrícola e cria travas ao setor

Publicado em 01/05/2014 09:32 e atualizado em 07/07/2014 12:50 1174 exibições
por Reinaldo Azevedo, de veja.com.br

Aécio diz que PT não tem política agrícola e cria travas ao setor

Por Isabela Palhares, na Folha:
Reivindicando a posição de “candidato do agronegócio”, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que deve concorrer à Presidência da República, disse ontem que o governo federal não tem uma política de incentivo à agricultura. Ao participar da Agrishow, principal feira de tecnologia agrícola do país, que acontece em Ribeirão Preto, o tucano elogiou a inovação e a eficiência do produtor nacional. No entanto, criticou os obstáculos criados pelo poder público que impedem um crescimento ainda maior do setor do agronegócio. “Da porteira para dentro [da propriedade rural] vai bem, o problema é da porteira para fora, onde o agricultor é obrigado a lidar com uma série de deficiências, de logística, inflação, alta carga tributária”, disse.

Aécio afirmou ainda que a política econômica do governo federal, que inclui o controle do preço da gasolina, tem sido um “crime” contra o etanol brasileiro, que perde competitividade pela interferência estatal. “O fracasso do setor [sucroalcooleiro] não corresponde ao esforço e talento dos produtores e do avanço das fronteiras tecnológicas. Nós precisamos de uma linha de crédito que funcione, uma política clara e transparente de preços [dos combustíveis] e garantia de estímulos para quem venha empreender”, afirmou Aécio.
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Por Reinaldo Azevedo

 

Lula: “Se eu ficar dizendo que não pode ter Copa porque tem criança na rua, porque não tem escola para todo mundo, nós não vamos fazer nada”

Por Marina Dias, na Folha:
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem em Santo André (SP) as manifestações contra a Copa, que cresceram nos últimos meses, e disse que nem ele nem a presidente Dilma Rousseff têm medo de protestos.

“Vocês imaginam, nesta altura do campeonato, com 68 anos, dos quais 38 fazendo protesto, eu vou ter medo de protesto? A Dilma, com 20 anos a bichinha estava presa, foi torturada, tomou choque para tudo quanto é lado por protestar. Agora ela vai ter medo de protesto? Quem quiser protestar, que proteste”, disse o ex-presidente. Lula saiu em defesa dos gastos com a Copa: “Se eu ficar dizendo que não pode ter [Copa] porque tem criança na rua, porque não tem escola para todo mundo, nós não vamos fazer nada”, afirmou. Ele disse que é preciso compreender, sobre o evento, que “não se trata de dinheiro”, mas de um momento em que o Brasil “precisa mostrar a sua cara do jeito que é”.

“O que nós temos que compreender é que uma Copa do Mundo não se trata de dinheiro, de quanto vai entrar. Vejo as pessoas tentando justificar [as críticas à realização do mundial], falando que vai entrar R$ 2 bilhões, R$ 3 bilhões, R$ 4 bilhões, mas não importa quanto vai entrar. A Copa do Mundo é um estado, é um momento de encontro de civilizações em que o Brasil tem que mostrar a sua cara do jeito que é”.
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Por Reinaldo Azevedo

Tags: Copa do MundoLula

 

Dilma na TV: “Lupus pilum mutat, non mentem”

Dilma fez nesta quarta o seu pronunciamento de Primeiro de Maio, tentando atingir o maior público possível, ainda antes do feriado prolongado. Pergunta óbvia: ela foi bem? Eu acho que não! “Ah, você não vale porque é um crítico da presidente Dilma…” Então tá.

Começo pelos mistérios da imagem. Televisão — ou vídeo — é um troço meio perverso. É claro que todas as providências foram tomadas para que ela parecesse e aparecesse bem e altaneira. Mas não pareceu nem apareceu. Não me perguntem exatamente o quê — depois passo o vídeo para o meu amigo Gerald Thomas avaliar, um especialista também na linguagem não verbal. O fato é que transmitia a impressão de cansaço. Mostrou-se algo desenxabida e meio brava. A coisa vinha do fundo dos olhos, reforçada por um discurso meio infeliz.

“Lupus pilum mutat, non mentem.” Era uma frase popular já entre os latinos. O lobo muda de pelo, mas não de caráter, de personalidade, de mentalidade. Essa é uma versão mais comum entre os ingleses. Em português, ganhou uma tradução que acho excelente: “O lobo muda de pelo, mas não de vício”. Pois é… Todos os pronunciamentos oficiais de Dilma Rousseff são eleitoreiros — ou alguém se esqueceu do pré-anúncio da redução da tarifa de energia elétrica em 2012, coisa que só aconteceria no ano seguinte, em 2013, com os resultados desastrosos de todos conhecidos. Ocorre que Dilma, naquele tempo, navegava lá nas alturas. A expectativa era que a eleição seria um passeio; um mero ritual homologatório. Logo, tudo era festa.

João Santana cometeu a imprudência de não mudar o tom, mas de manter o conteúdo ufanista. O que quero dizer com isso? O pronunciamento continuou a ser eleitoreiro, mas num momento em que, sabidamente, a presidente não vai bem. Resultado: o discurso soou defensivo e cheio de desculpas.

Dilma disse inconveniências e, mais do que isso, ilegalidades como: “Nosso governo tem o signo da mudança e, junto com vocês, vamos continuar fazendo todas as mudanças que forem necessárias para melhorar a vida dos brasileiros”. Ora, é evidente que ela não está se referindo ao período que separa maio de dezembro. Refere-se à reeleição. Como o feriado do Dia do Trabalho também pertence a quem não votou nem votará nela; como o feriado do Dia do Trabalho pertence também a quem reprova o governo; como o feriado do Dia do Trabalho também é da oposição, é evidente que isso caracteriza campanha eleitoral antecipada.

O discurso teve o seu melhor pior momento quando a presidente afirmou: “Posso garantir a vocês que a inflação continuará rigorosamente sob controle, mas não podemos aceitar o uso político da inflação por aqueles que defendem ‘o quanto pior, melhor’. Temos credibilidade política para dizer isso. Nos últimos 11 anos, tivemos o mais longo período de inflação baixa da história brasileira”.

Vamos lá. A inflação, no momento, está estourando o teto da meta. Então está sob o controle, mas no alto. Apontar os descaminhos nessa área é uma obrigação intelectual, não uma aposta “no quanto pior, melhor”. Reduzir as críticas da oposição a essa antítese boçal é desrespeitar a democracia — como se já não fosse agressão o bastante usar a rede nacional para fazer campanha. Quanto ao compromisso dos últimos 11 anos, só não naufragamos na hiperinflação porque o PT foi derrotado na sua luta contra o Real e depois nas eleições de 1994 e 1998. O partido recorreu ao Supremo contra o plano de estabilização.

Mas fazer o quê? A exemplo dos lobos, eles não sabem ser de outro jeito, não é? Podem mudar de aparência, mas não de vício, não de caráter. Antigamente, Dilma dizia essas coisas e tinha pela frente uma esmagadora maioria que apostava na continuidade. Hoje, dizem as pesquisas, a maioria aposta é em mudança. E boa parte quer mudar também de presidente. Por isso Dilma fez um discurso agressivo, eleitoreiro, na defensiva e passou a imagem de quem está um pouco cansada.

Muitos brasileiros também estão.

Pois é…

Dilma anunciou a correção de 10% no Bolsa Família. Tá. Quem já votava nela por isso não poderá votar de novo; quem não votava mesmo já recebendo o benefício não o fará por causa dos 10%. Quem acha que Bolsa Família é caça-votos acaba ficando meio irritado. E quem já é petista faça chuva ou faça sol não precisa disso.

A presidente anunciou também a correção da tabela do Imposto de Renda em 4,5%. Pois é… Podem apostar: haverá muita gente brava por ela ter feito isso logo depois do fim do prazo da entrega dos dados à Receita… Medidas como essas correm o risco de ser contraproducentes.

Texto publicado originalmente às 22h17

Por Reinaldo Azevedo

 

Acuada, candidata Dilma parte para o ataque

Por Laryssa Borges, na VEJA.com:
Esta foi a quarta-feira em que a candidata Dilma Rousseff partiu para o ataque. Depois de começar o dia afirmando que “tocará em frente” sua campanha à reeleição mesmo se aliados desistirem de apoiá-la, Dilma usou a cadeia nacional de rádio e televisão para fazer um discurso em tom eleitoral, abordando pelo menos doze temas, numa mistura de anúncios de medidas, prestação de contas e ataque – sem citar nomes — “àqueles que defendem o quanto pior, melhor”, numa retomada da retórica palanqueira do “nós contra eles” ensaiada em pronunciamentos anteriores.

O pronunciamento, cujo pretexto era o Dia do Trabalho, foi feito num momento em que Dilma enfrenta a pior crise do seu governo, às voltas com a abertura de uma CPI no Congresso Nacional para investigar a Petrobras. Em sua fala, ela acusou — sempre sem dizer a quem estava se referindo — de “utilizar problemas, mesmo que graves, para tentar destruir a imagem” da estatal petroleira.

“Não transigirei, de nenhuma maneira, em combater qualquer tipo de malfeito ou atos de corrupção, sejam eles cometidos por quem quer que seja. Mas igualmente não vou ouvir calada a campanha negativa dos que, para tirar proveito político, não hesitam em ferir a imagem dessa empresa que o trabalhador brasileiro construiu com tanta luta, suor e lágrimas”, disse, exortando o trabalho de órgãos de fiscalização do governo e da Polícia Federal. “O que envergonha um país não é apurar, investigar e mostrar. O que pode envergonhar um país é não combater a corrupção, é varrer tudo para baixo do tapete. O Brasil já passou por isso no passado e os brasileiros não aceitam mais a hipocrisia, a covardia ou a conivência.”

O discurso no rádio e na TV também foi redigido para tentar responder às pesquisas de intenções de voto e avaliação do seu governo, sucessivamente em queda livre. Uma das constatações das sondagens dos institutos de pesquisas é que o brasileiro afirma que buscará mudança nas urnas neste ano. “Nosso governo tem o signo da mudança e, junto com vocês, vamos continuar fazendo todas as mudanças que forem necessárias para melhorar a vida dos brasileiros”, disse. “Continuar com as mudanças significa também continuar lutando contra todo tipo de dificuldades e incompreensões, porque mudar não é fácil, e um governo de mudança encontra todo tipo de adversários, que querem manter seus privilégios e as injustiças do passado, mas nós não nos intimidamos.”

Dilma também fez dois anúncios: disse que assinou uma Medida Provisória corrigindo a tabela do Imposto de Renda – coincidentemente, hoje é o último dia para o contribuinte entregar sua declaração à Receita Federal – e reajustará em 10% o valor do Bolsa Família.

Inflação
“Em alguns períodos do ano, sei que tem ocorrido aumentos localizados de preço, em especial dos alimentos. E esses aumentos causam incômodo às famílias, mas são temporários e, na maioria das vezes, motivados por fatores climáticos. Posso garantir a vocês que a inflação continuará rigorosamente sob controle, mas não podemos aceitar o uso político da inflação por aqueles que defendem ‘o quanto pior, melhor’. Temos credibilidade política para dizer isso. Nos últimos 11 anos, tivemos o mais longo período de inflação baixa da história brasileira.”

Não é bem assim
De fato, entre 2003 e 2014, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está, em média, abaixo do que foi apurado nos onze anos imediatamente anteriores — afinal, o Plano Real e seus pilares foram implementados a partir de 1994, período em que a inflação ultrapassava 1 000% ao ano. Eliminar uma doença econômica que afligiu o país durante décadas consumiu anos da administração de Fernando Henrique Cardoso. Com a chegada do governo Lula e a manutenção da política fiscal desenhada pelo time de FHC, o IPCA conseguiu se manter, durante três anos, abaixo do centro da meta de 4,5% ao ano. Contudo, desde a chegada de Dilma ao Planalto, o índice se manteve mais próximo do teto da meta, de 6,5%, passando a mensagem ao mercado de que os 4,5% deixaram de ser o porcentual perseguido pela equipe econômica. Em 2014, economistas consultados pelo Banco Central já preveem que o IPCA terminará acima da meta. Para tentar frear a disparada dos preços, o governo Dilma lançou mão de expedientes nada ortodoxos, proibindo o aumento do preço da gasolina e forçando a redução do preço da energia. O preço pago pelo país é caro e a Petrobras é o maior exemplo disso: a estatal passa por situação financeira delicada, com endividamento acima de 200 milhões de reais.

Contas públicas
“Meu governo também será sempre o governo do crescimento com estabilidade, do controle rigoroso da inflação e da administração correta das contas públicas.”

Não é bem assim
A presidente não só fez uma afirmação incorreta, como também ignorou todas as consequências decorrentes justamente do aumento da gastança pública. Exemplo disso é o rebaixamento da nota do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor’s. A agência relatou a deterioração fiscal como fator preponderante para o rebaixamento. O resultado primário divulgado pelo Tesouro Nacional nesta quarta-feira resume bem a situação: a economia do governo para pagar os juros da dívida em março deste ano é a mais baixa desde junho de 2009 — período em que o mundo assimilava o impacto de uma crise financeira sem precedentes. Hoje, não há a desculpa da crise. Mas os indicadores estão convergindo cada vez mais para os parâmetros daquele ano, quando a economia brasileira teve contração de 0,6%. No acumulado de 2013, o Brasil teve o pior superávit primário dos últimos 12 anos.

Mobilidade urbana
“O pacto pela mobilidade urbana está investindo 143 bilhões de reais, o que permite a implantação de metrôs, veículos leves sobre trilhos, monotrilhos, BRTs, corredores de ônibus e trens urbanos. Com isso, estamos melhorando o sistema viário e o transporte coletivo público nas cidades brasileiras.”

Não é bem assim
A presidente exaltou o total de investimento do seu governo, porém, a rubrica específica de mobilidade urbana do PAC 2 aponta que somente 2% das 253 obras previstas saíram do papel.

Por Reinaldo Azevedo

Tags: Dilmaeleição 2014

 

DemocraciaPolítica

Dilma usa Dia do Trabalho para fazer campanha eleitoral escancarada: é um desrespeito à República!

A presidente Dilma Rousseff fez agora mesmo seu pronunciamento oficial nas cadeias de televisão e rádio do país em homenagem ao Dia do Trabalho. Como de praxe, não passou de um panfleto partidário patético, uma afronta aos valores republicanos tão caros à democracia.

Citou o escândalo da Petrobras, mas apenas para tergiversar, para repetir que não vai tolerar “malfeitos”, que vai investigar a fundo tudo. Mas que também não vai admitir que alguns usem os escândalos para sujar a imagem da maior empresa do país, construída por nossos trabalhadores.

Dilma! Quem mancha a imagem da Petrobras é o PT, que transformou a estatal numa quitanda, em que US$ 10 milhões são sacados da conta com autorização verbal apenas, ou que compra refinaria sucateada no Texas e faz evaporar mais de US$ 1 bilhão de valor. Quem vem destruindo a Petrobras é sua gestão, responsável por fazer as ações da empresa perderem metade de seu valor.

Investigar? Dilma, Dilma, menos! E quem vem tentando impedir a CPI, fazendo “o diabo”, como a senhora gosta de dizer, para não deixar ocorrer uma investigação mais profunda na empresa? O seu PT, presidente! Com o auxílio do obediente senador Renan Calheiros, aquele de quem os manifestantes de junho, que fizeram um “pacto” com a senhora (onde?), pediam a cabeça.

Nada sobre inflação ultrapassando a meta, crescimento econômico pífio e bem abaixo da média dos emergentes, sobre infindáveis escândalos de corrupção, sobre a perda de credibilidade do país no mundo todo, nada! Um panfleto eleitoral feito apenas de olho em outubro, por falta de vergonha na cara e senso patriótico.

Dilma, como é do costume dos petistas, colocou-se ao lado do “povo” contra esses que desejam prejudicar o Brasil, e disse em tom messiânico que essa união vai triunfar. Não faz parte desse povo, “presidenta”, aqueles quase 50% que consideram seu governo ruim? E aqueles milhões todos que não pretendem votar na senhora, não contam?

Que povo é esse, que existe apenas como abstração para seus devaneios golpistas que pretendem atropelar a democracia representativa? Falar em “plebiscito” novamente, Dilma? Então faça um com a seguinte pergunta: “Você deseja que o Brasil se transforme numa nova Venezuela e, portanto, quer manter o PT no poder? Sim ou Não?” Que tal, presidente? A pergunta faz uma diferença, não é mesmo?

Sinto uma vergonha tremenda quando vejo como ainda estamos distantes de uma República civilizada, em que esse tipo de abuso de poder não tem vez. É impensável um ato tão indecoroso desses em países mais sérios. O Brasil ainda tem muito chão pela frente até chegar lá. Antes, precisa eliminar o PT nas urnas.

Rodrigo Constantino

Tags: Dilma

 

Dirceu cogitou fazer greve de fome na prisão, mas desistiu

Por Natuza Nery, na Folha:
O ex-ministro José Dirceu, condenado no julgamento do mensalão, e apoiadores do lado de fora do Complexo Penitenciário da Papuda cogitam uma série de ações caso o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, decida não autorizá-lo a trabalhar. A movimentação exaspera o governo e racha o PT. Segundo a Folha apurou, Dirceu chegou até a cogitar fazer greve de fome. Pessoas próximas ao petista pensaram numa data por volta de 20 de maio como possível início da abstinência alimentar.

Do presídio, porém, Dirceu aproveitou o dia de visitas ontem para descartar, por meio de intermediário, essa possibilidade. Há cerca de 15 dias, pessoas de sua confiança indicaram essa disposição em conversas reservadas.O assunto deveria ser mantido em sigilo por duas razões: não se tratava de uma decisão tomada e poderia, segundo aliados, provocar um efeito inverso em Joaquim Barbosa, fazendo com que custasse ainda mais a despachar sua decisão, ou simplesmente recusasse o pedido.

Conselheiros do ex-ministro argumentaram ainda que, aos 68 anos e com problemas de pressão, não seria recomendável uma greve de fome. Caso a autorização não saia, há outra alternativa: uma campanha internacional para argumentar que Dirceu tem sido mantido injustamente em regime fechado.
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Por Reinaldo Azevedo

Tags: José DirceuMensalão

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veja.com.br

1 comentário

  • gerd hans schurt Cidade Gaúcha - PR

    Pergunta: Porque será que a nossa Presidenta não apareceu de vermelho? Me engana que eu gosto. Aprecio melancia mas melancia de verdade.

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