Vocês têm de assistir a este vídeo. De fato, “o povo (o verdadeiro), unido, jamais será vencido”! Parabéns, população do Rio Ver

Publicado em 12/05/2014 11:47 e atualizado em 09/03/2020 07:58 5807 exibições
por Reinaldo Azevedo, de veja.com.br

Vocês têm de assistir a este vídeo. De fato, “o povo (o verdadeiro), unido, jamais será vencido”! Parabéns, população do Rio Vermelho, em Santa Catarina!

Algo de muito interessante se passa em Santa Catarina e, em certa medida, se espalha Brasil afora. O Estado, é verdade, abriga o único autointitulado “núcleo bolivariano” do país, na UFSC. Mas vocês sabem como costumam ser as universidades quando sequestradas pela extrema esquerda né? Há coisas que só acontecem por lá e não refletem o espírito da população. Há três dias, em Florianópolis, houve um “protesto contra os protestos”. Cansada de ser refém de movimentos que decidem a toda hora paralisar os transportes e os serviços públicos, parte da população se revoltou e decidiu… protestar contra quem protesta. Que bom! É um sinal de que a sociedade está viva e ainda não sucumbiu às minorias extremistas.

No dia 21 do mês passado, houve outro evento muito interessante, já noticiado em vários lugares. Mas agora há o vídeo, que, a meu ver, não circulou o suficiente. O resumo é o seguinte: militantes do MST, de organizações ditas de sem-teto, do PSOL e do PCdoB ocupavam um terreno particular às margens da SC 401. Foram retirados de lá e alojados numa área chamada “Palhoça”. Se queriam terra para trabalhar, lá havia bastante. Mas a ideia não era bem essa.

Solertes, os membros da invasão autointitulada “Ocupação Amarildo” resolveram se transferir para o bairro Rio Vermelho, em Florianópolis, em plena ilha, bem pertinho do mar. Sabem como é… Foram chegando, ocupando, levantando cerca, fazendo porteira… Ocorre, meus caros, que a população local não aceitou!

Não! Não foram os “ricos” do Rio Vermelho que se opuseram (e também tinham esse direito), mas os pobres mesmo, os trabalhadores, os que ganham a vida com o suor do seu rosto. A população não teve dúvida: organizou-se e pôs os invasores para correr.

Vejam o vídeo. Volto em seguida.

Voltei
Atenção! A área que a turma queria ocupar é um bosque público. Destaco algumas falas:

“Eu trabalho de faxina, vendo até latinha, para pagar meu aluguel. Então eu não aceito isso aqui”.
“Tem que conquistas é aqui, ó [o trabalhador mostra o muque], não é roubando terra dos outros”.
“Quem casinha de praia, vai trabalhar, vagabundo!”
“Eles só querem que o governo dê dinheiro, o governo dá remédio, dá tudo aquilo. Mas pede para um vagabundo desse trabalhar, nenhum deles vem”.

A gente vê um coisa incrível: uma verdadeira carreata de invasores! Sim, eles deixavam a área invadida em seus próprios veículos. E uma moradora resumiu:
“Tem que mandar tudo embora para o lugar deles, porque eles tem carro, eles tem casa. Se eles tem carro, eles têm dinheiro para pagar aluguel. Eles não trabalham porque são vagabundos”.

É isto: gente que ganha a vida com o próprio esforço se sente moralmente ofendida com a indústria de invasões criada no país. E é preciso reagir, sim, SEM VIOLÊNCIA E SEM ACEITAR A VIOLÊNCIA. É preciso dizer “não” aos linchadores da lei e dos direitos alheios.

Por Reinaldo Azevedo

 

"Putinhas aborteiras!!!" A BOÇALIDADE ATINGE O ESTADO DE ARTE NA TVE DO RS. NO COMANDO, O PT DE TARSO GENRO, O POETA DE MÃO CHEIA...

Bem, vamos lá. Vou publicar abaixo um vídeo, que me foi enviado por um leitor, e lhes peço, de saída, moderação nos comentários — aquela mesma que não tiveram essas pobres criaturas que vocês verão abaixo e, claro!, aqueles que as colocaram no ar. No dia 5 de maio, há uma semana, a TVE do Rio Grande do Sul — SIM, A TV EDUCATIVA — convidou um grupo chamado “Putinhas Aborteiras”. Elas se dizem partidárias do “anarcofunk”. Cantaram isto aqui, ó — advirto que são cenas fortes… Volto em seguida.

Voltei
Falo um pouco sobre a, por assim dizer, “arte” das moças. Não tenho nem raiva nem asco. Tenho é pena! Sempre que a ignorância consegue ser assim tão evidente, tão escancarada, tão alvar, como não perguntar o que terá dado de errado no meio do caminho? De algum modo, elas são vítimas. Nem que seja da própria estupidez. Como é? Se o papa fosse mulher, o aborto já teria sido liberado? Por quê? Isso quer dizer que todas as mulheres são, então, favoráveis ao aborto? Ou, pior, estão a sinalizar que o homem não deve ter, nessa questão, nem direito de voz nem de voto? Como conciliar essa sabedoria com a paternidade responsável?

“Ei, papa, levante o seu vestido/ quem sabe aí embaixo não está o Amarildo?” Não são versos nem anárquicos nem ousados. São apenas burros, desinformados.  A Igreja esteve entre as instituições que mais pressionaram para que se chegasse aos assassinos do pedreiro.

Essas bobalhonas tão orgulhosas da própria burrice certamente não sabem que, a cada ano, 100 mil “Amarildos” morrem na África, na Ásia e no Oriente Médio apenas porque são… cristãos! Ignoram certamente que a Igreja Católica é o maior hospital do mundo, o maior orfanato do mundo, a maior rede de caridade do mundo, a maior escola do mundo… O trabalho dos cristãos salva milhares de vidas todos os dias. Mas isso é apenas informação. E elas não têm tempo para isso.

Santo Deus! Essas coitadas deveriam ler, sei lá, Marcuse para saber como o palavrão pelo palavrão, longe de ser um sinal de libertação, é a mais pura expressão do recalque. Na busca desesperada para ofender a “moral burguesa”, apenas se degradam. De resto, poderia haver nessa coisa que fazem alguma elaboração. Os versos, ainda que infames no conteúdo, poderiam ter alguma elaboração. É tudo de uma pobreza à altura da “mensagem”.

Eh, Tarso Genro!
Eis aí o Rio Grande do Sul governado por Tarso Genro, o teórico que, já lembrei aqui, escreveu um livro chamado “Lênin, Coração e Mente”. Foi o único homem no mundo a ter encontrado um “coração” no facinoroso.

Vejam lá! A emissora pública do Rio Grande do Sul leva ao ar um grupo que convida:
“Sou anarquista doida, pichadora e ‘vida loca’/
Não vem com moralismo, tu não vai calar minha boca/
Vem vandalizar, deixa de ser bundão/
Se rola prejuízo, é na conta do patrão”

Que perigo essas moças representam? Nenhum! A questão é saber se uma TV pública tem o direito de, com os impostos pagos pelos gaúchos, abrir espaço para uma turma que prega abertamente o vandalismo e a violência. Tem? Mais: a TVE do Rio Grande do Sul levaria ao ar um grupo que atacasse, por exemplo, espíritas, macumbeiros, muçulmanos ou judeus? Por que a agressão aos católicos é aceitável?

E notem que nem entro no tratamento demencial dispensado por essas moças à questão do aborto. Aí, pobrezinhas!, é preciso coragem não para defender o assassinato de crianças, mas para enfrentar alguns livros.

Agora aguardo os próximos passos da TVE. Depois das “Putinhas Aborteiras”, há o risco de termos Tarso Genro declamando seus poemas numa espécie de “Sessão Privê”. E ele, então, poderia lambuzar a tela com delicadezas como esta:
“Quanto te esperei e quanto sêmen
inútil derramei até o momento”.

Vocês, gaúchos, botaram lá o poeta de mão cheia. E só vocês podem tirá-lo. Faltam cinco meses. O grupo “As Putinhas Aborteiras” transformou-se no emblema de um jeito de governar, acho eu. Tarso certamente não vai ficar ofendido de eu falar assim. Se ele acha que os gaúchos merecem pagar por isso e se ele considera que essa é uma boa atração para a sua TV Educativa, é sinal de que aprecia o trabalho. Não é de estranhar que o Estado seja o que mais resiste a pagar o piso salarial dos professores. Tarso nutre ideias muito próprias sobre o que seja “educação”.
*
Atenção! Gente que age nesse limite da provocação barata conta com o erro de seus supostos adversários para depois acusar jogo bruto. Assim, comentem com comedimento, por mais que o conjunto da obra seja asqueroso. Não aceitarei que se devolvam aqui as agressões que Tarso Genro permitiu que fossem levadas às casas dos gaúchos.

Por Reinaldo Azevedo

 

Chefão da TVE-RS é diretamente ligado a Tarso Genro e a uma entidade que quer controlar a “mídia”

Diretor TVE-RS

Deixem que lhes diga uma coisa. Alguns bobalhões sempre perdem um tempo danado achando que escrevo por arroubos. Lamento pelos errados! Eu escrevo por método. Publiquei aqui um post sobre o grupo “As Putinhas Aborteiras”, apresentado na TVE do Rio Grande do Sul. São aquelas moças de um grupo de “anarcofunk” que usaram o dinheiro dos gaúchos para dizer que o “Amarildo se esconde debaixo do vestido do papa” e que convidaram a população ao vandalismo porque, segundo dizem, quem paga a conta é o patrão.

Chamei Tarso Genro, o governador do Estado, na chincha — ou na “cincha”, para os cultores do latino-gauchês castiço… E, claro!, alguns tentaram reagir: “Ah, mas como é que o governador sabe? Que responsabilidade ele tem?” Tem toda.

Tarso escolheu pessoalmente o professor Pedro Luiz da Silveira Osório (foto)para comandar a Fundação Cultural Piratini, que tem as concessões da TVE e da Rádio FM Cultura. O cargo é ligado diretamente ao gabinete do governador. Militante petista conhecido, é professor de jornalismo da Unisinos e presidente o Conselho Deliberativo da Fundação desde 2008. Também é membro de uma dessas entidades que defendem o tal “controle social da mídia”, entenderam? Um tal Fórum Nacional pela Democratização das Comunicações (FNDC).

Aquelas moçoilas foram à TVE pregar o vandalismo — enquanto Tarso chamava os brigadianos para levar, coitados!, coquetel molotov na cabeça — com as bênçãos do Silveira Osório, escolhido a dedo para o cargo. Este senhor, aliás, na presidência do Conselho, infernizou o quanto pôde a vida da então governadora, Ieda Crusius.

Pois é… Fico imaginando o que poderia acontecer se essa gente, um dia, viesse mesmo a controlar a mídia.

Por Reinaldo Azevedo

Tags: Tarso GenroTVE-RS

 

Lula e Dilma violam mais uma vez a Lei Eleitoral; uso de bens e de recursos públicos para campanha caracteriza improbidade administrativa. Até onde eles vão?

Então vamos ver. Luiz Inácio Lula da Silva, que vocês sabem quem é, foi convidado para inaugurar a Unilab (Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira). Trata-se de uma instituição federal, que fica em São Francisco do Conde, a 60 km de Salvador e, ora vejam, funciona desde fevereiro de 2013. Então ficamos assim: o Apedeuta inaugurou o já inaugurado — o que não chega a ser surpreendente.

De todo modo, ele estava numa espaço publico, financiado pelo governo federal — e isso quer dizer que o dinheiro que sustenta aquela atividade pertence a todos os brasileiros —, e aproveitou a ocasião para cometer um crime eleitoral óbvio:
a: atacou as oposições;
b: defendeu a reeleição de Dilma Rousseff.

Ora, o dinheiro que financia a universidade pertence aos eleitores que votam no PT; o dinheiro que financia a universidade pertence aos eleitores que votam no PSDB; o dinheiro que financia a universidade pertence aos eleitores que votam no PSB; o dinheiro que financia a universidade pertence aos eleitores que não votam em ninguém, que não comparecem às urnas, que se abstêm, que anulam o seu voto. O dinheiro que financia a universidade, em suma, pertence ao público.

É evidente que Lula, ao atacar a oposição e ao defender a reeleição de Dilma Rousseff, está usando um bem público em favor de um partido e de uma candidatura, e a direção da universidade, que permitiu esse absurdo, sem mostrar sinais de desconforto, cometeu crime eleitoral — além, insista-se, de incidir em improbidade administrativa.

Disse Lula: “A Dilma, além de ser uma mulher inteligente e competente, é uma de nós. Ela está lá porque nós quisemos e vai ficar lá porque nós queremos”. Que “nós” é esse a quem ele se refere? Na sua cabeça, é o PT. Ele já começa a achar que o eleitor é desnecessário.

Na solenidade, estavam, pasmem!, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) e os ministros da Educação e da Igualdade Racial, Henrique Paim e Luiza Bairros, todos do PT. Na plateia, militantes com a bandeiras do partido e funcionários públicos com camisetas vermelhas distribuídas pelos petistas. Um acinte e um deboche.

Em Minas, quem mandou a lei para o lixo foi Dilma Rousseff. Ao assinar a autorização para uma obra pública — que é de competência federal —, aproveitou para atacar, ainda que de modo oblíquo, as gestões tucanas no Estado.

Não adianta! Essa gente realmente acredita que é a dona dos recursos públicos, a dona do país, a dona das leis. Lá na Bahia, Lula afirmou que a eventual reeleição de Dilma será “a desgraça da oposição”. Como se nota, este senhor não considera que na alternância de poder é parte constitutiva do regime democrático. Nada disso! Ele quer destruir o outro.

Um político que dissesse um troço como esse nos EUA estaria liquidado para sempre. Por aqui, alguns o chamarão de gênio.

Por Reinaldo Azevedo

 

PT e PR contratam (com verbas do Fundo Partidário) justamente os escritórios de advocacia que defendem seus “enrolados” com a Justiça. É um acinte!

Rosemary, a amigona de Lula: Fundo Partidário paga a conta de advogado que, por coincidência, também a defende

Rosemary, a amigona de Lula: Fundo Partidário paga a conta de advogado que, por coincidência, também a defende

Há dias, o ministro Marco Aurélio Mello, presidente do TSE, apontava o despudor com que o oficialismo usa a máquina pública para fazer campanha eleitoral, sem dar bola para a lei. Ele defendeu, por exemplo, que a presidente Dilma Rousseff fosse punida por ter usado, durante o Carnaval, o Palácio da Alvorada para cuidar da sua reeleição e de assuntos do PT. Mas foi voto vencido. No dia 30 de abril, Dilma não se fez de rogada. Recorreu à Rede Nacional de Rádio e Televisão e fez campanha eleitoral descarada — como se, de resto, não fosse também esse o caráter da publicidade das estatais e do próprio governo federal.

Reportagem de Fabio Fabrini e Erich Decat, no Estadão desta segunda, informa que o PT e o PR contrataram, com verbas do Fundo Partidário — que é dinheiro público — os mesmos advogados que representaram, na esfera privada, seus respectivos mensaleiros e réus acusados nas operações Porto Seguro e Sanguessuga, deflagradas pela Polícia Federal.

O PT repassou R$ 40 mil mensais para os escritórios que defendem José Genoino e, vejam vocês!, Rosemary Noronha. Sim, trata-se da ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo — aquela que era amigona íntima de um certo Luiz Inácio Lula da Silva. O que dizem os escritórios? Ora, que prestaram serviços apenas ao partido e que defendem graciosamente os acusados na esfera privada, ou a preços bem baratinhos.

O uso da verba do Fundo Partidário é disciplinado pelo Artigo 44 da Lei 9.096, que é a Lei dos Partidos Políticos. E, obviamente, lá não está escrito que as legendas podem pagar advogados para os seus bacanas que estão enrolados com a Justiça. E que se note: qualquer indivíduo pode apresentar à Justiça Eleitoral a denúncia de malversação do fundo — e ela terá de investigar.

A reportagem do Estadão encontrou no papelório do PR três notas fiscais de R$ 42 mil cada emitidas pelo escritório de Marcelo Luiz Ávila Bessa — justamente o profissional que defendeu os mensaleiros Valdemar Costa Neto e o tal Bispo Rodrigues. O partido admitiu que o dinheiro teve mesmo essa finalidade.

Em 2012 e 2013, o PT pagou ao escritório Fregni-Lopes da Cruz R$ 485 mil em honorários de ações cíveis, conforme 15 notas fiscais apresentadas ao TSE. Em Brasília, essa mesma equipe defende José Genoino em processos de improbidade administrativa — um desdobramento na área cível do mensalão. O escritório diz que o dinheiro nada tem a ver com o ex-presidente do PT e que faz a sua defesa como… cortesia.

Quando estourou o caso Rosemary Noronha, muita gente estranhou o nomão do direito que a acompanhava — mão de obra barata é que não era. Quem atuou na sua defesa foi Luiz Bueno de Aguiar, que recebeu ao menos R$ 809 mil do PT nos últimos dois anos — dinheiro sempre originário do Fundo Partidário. Também ele diz que isso nada a tem a ver com Rosemary.

Vocês entenderam? E os patriotas ainda vêm falar em financiamento público de campanha. Vejam aí a lambança: os partidos já recebem do Tesouro uma bolada. Esse dinheiro tem carimbo. Só pode ser usado na atividade partidária propriamente. Mas quê… O PR admite ter pagado com ele os honorários dos advogados que defenderam seus mensaleiros. O PT, como sempre, nega de pés juntos — e seus contratados também.

Seria tudo uma coincidência. O partido usa dinheiro público para pagar os doutores, e estes, corteses e generosos que são, fazem a defesa gratuita dos petistas enrolados. A gente acredita em cada palavra, não é mesmo?

Por Reinaldo Azevedo

 

Marco Aurélio defende que partidos que desviam verba do Fundo Partidário sejam punidos

“A lei prevê punição, inclusive chegando-se a não só ao recolhimento dos valores, como também, se for o caso, a suspensão na participação desses partidos no rateio do Fundo Partidário. Não há norma que autorize esse gasto. Esse gasto é um gasto esdrúxulo, extravagante.”

A fala acima é do ministro Marco Aurélio, do STF, e ainda presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Ele se refere ao uso de verba do Fundo Partidário, que é dinheiro público, para pagar advogados que atuam na defesa de políticos do PT e do PR que estão enrolados com a Justiça (leia post).

É um acinte! É o fim da picada! Pessoas envolvidas com o desvio de recursos públicos estão tendo as suas respectivas defesas pagas por… mais dinheiro público. Cadê os procuradores eleitorais? Cadê a OAB? Cadê a dita sociedade civil organizada? É o caso de fazer imediatamente uma denúncia ao TSE para que esse descalabro seja investigado, e os faltosos, devidamente punidos.

Por Reinaldo Azevedo

 

Serra como vice de Aécio? Vai ou não vai?

Aécio e Serra juntos, na campanha de 2010. Em 2014, a possibilidade da chapa puro-sangue

Aécio e Serra juntos, na campanha de 2010. Em 2014, a possibilidade da chapa puro-sangue

Já dá para saber, afinal, se José Serra vai mesmo ser o vice na chapa presidencial liderada pelo senador Aécio Neves, ambos do PSDB?  Ainda não dá para saber nada. Qualquer que seja o palpite nesse caso, a chance de errar é rigorosamente igual à de acertar. Pode ser e pode não ser. Sim, eu acho que o partido sairia ganhando com isso, já escrevi aqui, porque Serra tem densidade eleitoral e é um nome nacionalmente respeitado e conhecido. O partido demonstraria uma união inédita, depois de sua última vitória presidencial, em 1998, e se faria uma chapa sem dúvida forte. Há mais: as circunstâncias podem jogar a favor: o ex-governador foi derrotado em 2012 por Fernando Haddad na disputa pela Prefeitura de São Paulo. A legião de leitores arrependidos, intuo, é imensa. O nome de Serra também transita com facilidade hoje no DEM, no Solidariedade e em setores do PMDB que vão apoiar Aécio.

Mas não é uma solução nem fácil nem simples. FHC se pronunciou a respeito — ou não se pronunciou — em entrevista à GloboNews e disse o óbvio: para que aconteça, é preciso que tanto Aécio como Serra queiram. Eles querem? Ainda não está claro. Há tucanos, democratas e membros do Solidariedade entusiasmados com a ideia.

Toda solução tem sempre prós e contras — e não seria diferente desta vez. A meu juízo, o lado favorável da balança pesa muito mais, mas é preciso que o PSDB faça uma escolha anterior ao nome: e ela atende pelo nome de “unidade”. Uma vez conquistada, a solução se torna natural se houver os tais “quereres”. Uma terceira alternativa, esta sim, só tem “contras”: o excesso de demora na escolha, o robustecimento da “hipótese Serra”, a manifestação de algum eventual bolsão de resistência e a desistência. Aí se acabará colhendo um resultado algo ruim do que, hoje, tem enorme potencial positivo.

Na quinta-feira, Aécio e Serra conversaram em São Paulo. Fizeram um balanço da disputa nos Estados, falaram sobre os aliados nesta empreitada de 2014, mas consta que ninguém se estendeu a respeito do assunto — ou por outra: não expressaram com clareza os seus respectivos quereres.

No dia 14 de junho, há a convenção do PSDB. É claro que, até lá, o vice tem de estar definido. O ideal é que essa escolha seja feita bem antes. Reitero aqui uma observação que já fiz: a oposição vive, inequivocamente, um bom momento — e a mais recente pesquisa Datafolha deixa isso claro.  Se o segundo turno fosse hoje, Dilma venceria por 47% a 36%. Não é preciso ser bidu para concluir que 11 pontos, a esta altura do campeonato, dado o contexto, não dão ao PT a certeza da vitória — muito pelo contrário. Quando se considera o potencial de crescimento das oposições, o futuro sorri para os petistas muito menos do que eles poderiam imaginar há um ano.

Dilma não precisou se preocupar com o “vice”; vai de Michel Temer mesmo, ainda que este não leve consigo todo o PMDB, como é sabido. Eduardo Campos, do PSB, ao se juntar com Marina Silva, não deixou de marcar um tento politicamente positivo, independentemente do que se possa achar do pensamento da líder do ainda inexistente Rede. Que os tucanos tomem cuidado para que a sua escolha do vice também seja uma operação virtuosa.

Por Reinaldo Azevedo

 

A nota ridícula da direção do PT sobre a decisão de Joaquim Barbosa

Ele continua na mira do PT e da Al Qaeda eletrônica. Como este senhor ousa cumprir a lei até com Dirceu?

Ele continua na mira do PT e da Al Qaeda eletrônica. Como este senhor ousa cumprir a lei até com Dirceu?

Ai, ai. Vamos lá. O PT decidiu emitir uma nota sobre a decisão do presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, que negou a autorização para José Dirceu deixar a Papuda para trabalhar. Transcrevo a íntegra e comento.
“Ao obstruir novamente, de forma irregular e monocrática, o direito de José Dirceu cumprir a pena em regime semiaberto, o ministro Joaquim Barbosa comete uma arbitrariedade, tal como já o fizera ao negar a José Genoíno, portador de doença grave, o direito à prisão domiciliar. Mais ainda: apoiando-se em interpretação obtusa, ameaça fazer regressar ao regime fechado aqueles que já cumprem pena em regime semiaberto, com trabalho certo e atendendo a todas as exigências legais.
O PT protesta publicamente contra este retrocesso e espera que o plenário do STF ponha fim a este comportamento persecutório e faça valer a Justiça”.
Rui Falcão
Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores – PT

Comento
Raramente alguém disse antes tantas impropriedades em tão poucas palavras. O PT diz que a decisão de Barbosa é irregular. É mentira! Está absolutamente de acordo com o Artigo 37 da Lei de Execução Penal, que estabelece que o trabalho externo só pode ser permitido depois de cumprido um sexto da pena.

A nota petista afirma ainda, em tom de crítica, que a decisão foi monocrática, tomada por uma única pessoa. E daí? Barbosa tem a competência legal para decidir sozinho. Só submete a questão ao plenário se quiser.

Outra impropriedade: mesmo sem trabalhar, Dirceu continua em regime semiaberto. É uma mentira deslavada afirmar que esteja em regime fechado.

Quarta bobagem:  a referência Genoino está errada. Barbosa decidiu segundo critérios técnicos — ou o certo teria sido tomar uma decisão arbitrária, ao arrepio do que dizem os especialistas? E se fosse o contrário? E se juntas de cardiologistas tivessem afirmado que o petista não poderia enfrentar o regime semiaberto e Barbosa tivesse ignorado o parecer?

Voltemos ao ponto. O trabalho externo é uma das possibilidades do regime semiaberto, mas não é ele que define se o regime é fechado ou não. O PT faz essa confusão de maneira deliberada para espalhar a falsidade de que o ex-ministro e deputado cassado por corrupção estaria preso de modo arbitrário.

Por que o PT não demonstra que Barbosa está desrespeitando o Artigo 37 da Lei de Execução Penal? Não demonstra porque não pode, porque não é fato. E lá está escrito que o benefício do trabalho externo só pode ser concedido depois de cumprido um sexto da pena e que a concessão depende do comportamento do preso.

Será que Dirceu tem ao menos uma nota cinco nesse quesito? A resposta é “não”. Na quarta-feira, foi visitado pela filha em condições absolutamente irregulares, numa parceria absurda com o governo do Distrito Federal, que permitiu que a moça furasse a fila de familiares e entrasse nas dependências da Papuda em carro oficial e com chapa fria. Presidiário tão indisciplinado vai receber o benefício por quê?

A propósito: a ação do governo do Distrito Federal vai ficar por isso mesmo? O uso de bem público em favor de interesses privados caracteriza improbidade administrativa.

 Por Reinaldo Azevedo

 

Copa do Mundo – Empresa e piloto que descumprirem horários terão multa ou suspensão

Por Natuza Nery, na Folha:
Buscando evitar o caos aéreo na Copa do Mundo, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) lança hoje um pacote de punições previstas para empresas aéreas, donos de jatinhos e até pilotos que descumprirem regras e horários de pousos e partidas. O presidente da agência, Marcelo Guaranys, 36, antecipou à Folha uma série de multas e penalidades que visam coibir distúrbios que atrapalhem passageiros e torcedores no Mundial –e que seguirão valendo após o torneio.

A companhia ou o responsável por um avião que não usar seu horário de voo ou que, deliberadamente, utilizá-lo no momento errado levará uma multa de R$ 12 mil a R$ 90 mil. Dependendo da gravidade, poderá até perder a permissão para pousar nos demais aeroportos do país.

Questionado se as ações configuram um “pacote de maldades”, ele disse: “Maldade é você operar um voo fora do horário e atrapalhar o planejamento para a Copa”.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

A TROPA DO PT: eles ameaçam de morte, xingam, provocam, querem bater. Na raiz da delinquência, está o dinheiro público do governo e das estatais

Leiam este comentário enviado ao blog no dia 6.

 ameaça

Como esse, chegam dezenas por dia. É disso para pior. O vocabulário é bem mais agressivo, as ameaças são mais, como posso dizer?, escatológicas e se estendem à minha família. E elas costumam ter um padrão também, já observei aqui. Noventa por cento delas têm ao menos uma destas três abordagens (havendo aquelas que juntam as três): a) anunciam que a hora está chegando; b) falam em tiro na cabeça; c) sugerem alguma forma de violação de caráter sexual, em que o adversário é sujeitado, humilhado, estuprado. A coisa mereceria um estudo sociopsicológico:

a) A “hora chegando” é um conceito essencialmente fascista; os vingadores, ungidos pela história, se vingam de seus inimigos e os exterminam fisicamente. O discurso-símbolo é aquele feito por Goebbels no dia 10 de fevereiro de 1933, 11 dias depois de Hitler ter sido nomeado chanceler: “Um dia nossa paciência vai acabar e calaremos esses judeus insolentes, bocas mentirosas!”.

b) O “tiro na cabeça” tem um duplo apelo: 1) é um modo clássico de executar pessoas condenadas por crimes de guerra — e isso quer dizer que essa gente se sente, de fato, numa guerra; 2) o tiro na cabeça significa, simbolicamente, um apagamento das ideias dos adversários. O cérebro, que abriga o conteúdo reprovável, será destruído por uma bala.

c) A violação de caráter sexual — e suas variantes — remete à emasculação, à castração do adversário. Creiam: quem apela a essa metáfora precisa apenas das circunstâncias adequadas para se tornar um estuprador: de mulher, homem, criança ou bicho.

Estamos falando de uma horda. Ocorre que ela não é formada ao acaso, não, e conta com um centro irradiador, financiado por dinheiro público. Quem indica os alvos a serem atacados são aqueles que se orgulham de ser chamados de “blogs sujos”: páginas na Internet financiadas pelo governo federal e por estatais para difamar membros do Judiciário, líderes da oposição, a imprensa e os jornalistas independentes. Eleitos os alvos, a rede petralha se encarrega, então, de dar início ao linchamento.

Joaquim Barbosa
Joaquim Barbosa, ministro do STF e seu presidente até novembro, já foi saudado pelos petistas como o “herói negro nomeado por Lula”. Quando ficou claro que ele se limitaria, em todo o processo do mensalão, a seguir a lei, então se transformou no traidor e no demônio de plantão. A rotina foi a mesma: os blogs sujos passaram a disparar as palavras de ordem, e a fascistada, nas redes sociais, com perfis falsos ou verdadeiros, se encarregou e se encarrega da rede de difamação, que logo evolui para a ameaça.

O ministro passou a ser alvo de considerações como esta:

ameaça barbosa 1

Um certo Sérvolo Aimoré-Botocudo de Oliveira, escreveu o seguinte no Facebook (segue a mensagem como lá estava):
JOAQUIM BARBOSA SEU DESGRAÇADO. VOCÊ VAI MORRER DE CÂNCER OU UM TIRO NA CABEÇA. E QUEM VAI MANDAR FAZER ISSO SÃO SEUS “AMIGOS”. SÃO OS SENHORES DO NOVO ENGENHO. SEU CAPITÃO DO MATO. SEU INFÂME. SEU TRAIDOR. TIREM AS MÃOS DOS NOSSOS HEROIS!

Os “nossos heróis” — no caso, deles — são os mensaleiros José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. Pois bem. Temendo pela segurança de Barbosa, a direção do STF acionou a Polícia Federal e chegou ao autor das ameaças: Sérvolo de Oliveira e Silva. Quem é ele? É secretário de Organização do Diretório do PT de Natal e, pasmem!, membro da Comissão de Ética do partido no Rio Grande do Norte — imaginem o que não fazem os que não pertencem à dita-cuja… Ah, sim: também é assessor do vereador Fernando Lucena na capital potiguar. Lucena, obviamente, é do PT.

Ele sumiu do mapa. Começou a ser investigado pela PF em fevereiro. Desde esse mês, saiu de circulação para, segundo consta, “cuidar de assuntos pessoais”. Juliano Siqueira, o presidente do partido no Estado, afirma: “Esse cara apareceu aqui no começo do ano. Mandaram de Brasília. Mas nem sei quem é”. Entendo!!! “Mandaram de Brasília”??? Quem “mandaram”, cara-pálida? Foi a Direção Nacional do partido?

O que diz Sérvolo?
VEJA localizou o tal Sérvolo. Confirma a publicação das mensagens, mas diz: “Se eu quisesse matar mesmo, apesar de ele merecer (!!!), eu não iria fazer uma ameaça de morte na Internet”. SEM ESSA! Quem adere a esse comportamento delinquente pode não ter a coragem de exercitar a violência, mas está convidando os que têm a fazê-lo. E sempre há os “corajosos” que não covardes o bastante, não é mesmo? Pensem nos casos brutais de que tivemos notícias recentemente. Uma corrente na Internet contra um indivíduo, famoso ou não, poderoso ou não, pode ter consequências trágicas. De resto, incitar a violência é crime.

Aloysio Nunes
Sérvolo é só parte de uma legião. Na terça-feira, vimos a patuscada armada por um conhecido militante-arruaceiro petista chamado Rodrigo Grassi Cademartori, conhecido como “Rodrigo Pilha”, que tem um blog na Internet e era, até há menos de um mês, assessor parlamentar da deputada Erika Kokay (PT-DF). As câmeras do circuito interno do Senado registram com precisão o que aconteceu.
- o tal abordou o senador para lhe fazer perguntas como suposto blogueiro;
- Aloysio respondeu a tudo calmamente;
- o rapaz começou a insultá-lo, acusando-o de envolvimento com o cartel do metrô;
- o senador o chamou de cafajeste;
- “Pilha” confessa, então, que era só uma armação para fazer um vídeo e postar na Internet e chama do tucano “para a porrada”;
- chegou a jogar uma garrafa d’água contra o senador;
- foi detido pela segurança do Senado e solto em seguida.

Assistam ao vídeo. Volto em seguida.

Rodrigo Grassi é especialista em provocação. Na condição de assessor da deputada Kokay, perseguiu e agrediu com ofensas o ministro Joaquim Barbosa — aquele, sabem?, ameaçado de morte pelo tal Sérvolo. Vamos relembrar o vídeo:

Atenção! A deputada Kokay saiu, então, na prática, em sua defesa, afirmando que ele ofendeu o ministro fora do seu horário de trabalho. Depois, acabou afastando-o de seu gabinete, ao menos oficialmente. Republico trecho de reportagem de VEJA sobre esse cara (em azul):
Defensor da ditadura cubana, Grassi comandou a tropa que hostilizou a blogueira Yoani Sánchez quando ela visitou o Congresso Nacional, iniciou uma confusão após provocar o ex-deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e ajudou a organizar “protestos” contra o deputado Marco Feliciano (PSC-SP). Também fez questão de passar o dia na porta da Superintendência da Polícia Federal quando os mensaleiros se entregaram no ano passado.
Uma de suas estratégias é insuflar manifestantes em protestos, sem que fique evidente a ligação dos atos com o PT e o gabinete de Érika Kokay. As duas mulheres que também hostilizam Barbosa no vídeo são Andreza Xavier e Maria Luiza Rodrigues, amigas do assessor parlamentar.
Na descrição do vídeo que publicou com a perseguição a Barbosa, Grassi define o presidente do STF como “fascista” e, orgulhosamente, anuncia que o colocou “para correr”. No vídeo, em português sofrível, ataca: “Ele precisa (sic) de andar com muitos seguranças”.
Grassi recebe da Câmara dos Deputados cerca de 4.800 reais por mês. Porque o militante-profissional continua sendo bancado pelo dinheiro público é uma pergunta que a deputada Érika Kokay deveria responder.

Rodrigo Grassi: cerveja, lancha, vida boa, dinheiro público e agressão a quem considera adversário: são os nossos bolivarianos (Facebook)

Rodrigo Grassi: cerveja, lancha, vida boa, dinheiro público e agressão a quem considera adversário: são os nossos bolivarianos (Facebook)

 Retomo

Atenção! Gente como Sérvolo e esse tal Grassi são, digamos assim, a linha de choque de uma prática bem organizada, sistemática, metódica, que tem nos chamados “blogs sujos” (e também alguns veículos impressos) a sua expressão supostamente inteligente. É nessas páginas, financiadas por estatais como Caixa Econômica Federal, Petrobras e Banco do Brasil — além dos anúncios do governo propriamente — que os “inimigos” são eleitos. Elas fornecem a suposta munição — no mais das vezes, injúria, calúnia e difamação — para que a tropa ataque na rede e, como se nota, se necessário, na ação física também.

É estupefaciente que o dinheiro público seja usado para financiar coisas assim. E que se note: já nem se trata de patrocinar páginas simpáticas ao governo ou que comunguem de seus valores ideológicos. Nada disso! Trata-se de dar suporte a panfletos dedicados a fazer a defesa do PT e a difamar qualquer um que seja considerado “um inimigo”. Ora, o dinheiro que financia essa canalha também pertence aos ofendidos. Com que direito é escandalosamente privatizado? Normal, não é?, quando se tem uma presidente da República que usa a Rede Nacional de Rádio e Televisão para fazer política partidária e proselitismo eleitoral. Foi tudo planejado junto com a Secretaria de Comunicação do governo, hoje a cargo de Thomas Traumann — a mesma que distribui as verbas de publicidade para os patriotas fazerem o trabalho sujo. Quando não é assim, estão por aí a pedir cabeças de jornalistas aos veículos de comunicação. E pedem mesmo! Não têm nenhum pudor.

Hora dessas, um dos talibãs do petismo põe em prática, para valer, o que seus mestres indiretamente recomendam, financiados com dinheiro público. Como se nota, eles estão perdendo qualquer noção de limite. E vão se tornar mais violentos e mais virulentos à medida que as eleições se aproximam. Imaginem do que essa gente não é capaz se for derrotada na eleição presidencial.

Eu não sei se essa gente deixa o poder em 2014. Tomara que sim! Se não for agora, será um dia. E estejam certos de que a sua história será contada no detalhe. O banco de dados já é gigantesco. O Terceiro Reich era mais ambicioso e violento do que o PT. E deu no que deu. Os “judeus” com os quais Goebbels prometeu acabar naquele fevereiro de 1933 venceram.

Texto publicado originalmente às 21h44 deste sábado

Por Reinaldo Azevedo

 

Datafolha: 61% são contra o voto obrigatório! Ótima notícia!

Pesquisa Datafolha feita na quarta e na quinta mostra que 61% dos eleitores brasileiros são contra o voto obrigatório. É uma coisa boa em si. Só não escrevo que é um “bom sinal” porque isso necessariamente quereria dizer que vejo aí um sintoma de algo maior e mais importante. Não tenho dados para tanto. O meu ponto é outro: sempre que a população conclui, na sua maioria ao menos, que um direito não se impõe e que não se pode punir alguém por não exercê-lo, acho que se está no bom caminho. A ideia de que a democracia deva obrigar alguém a votar é uma estupidez, um contrassenso.

 Os números do Datafolha são absolutamente coerentes com a, como direi?, realidade da vida. Vejam.

voto obrigatório Datafolha

Quanto maior a escolaridade, maior é a rejeição à imposição: 53% (ensino fundamental), 63% (ensino médio) e 71% (ensino superior). A opinião contrária à obrigatoriedade também aumenta de acordo com a renda: 64% (até dois salários mínimos); 66% (de 2 a 5); 68% (de 5 a 10); 71% (mais de 10). Que se note: o repúdio é grande em todas essas categorias, mas é maior, como era de se esperar, entre os mais instruídos e mais prósperos. Essas pessoas são sempre mais intolerantes com os arroubos autoritários do estado.

reportagem da Folha ouve dois analistas sobre os números. Um vê uma manifestação de “descrença preocupante”. Outro acha que o eleitor se sente impotente diante do poder público. Eu não acho nada disso. Penso que o eleitor descobriu que não faz sentido que um ato de vontade seja imposto pelo chicote estatal, ora bolas!

A obrigatoriedade e a afinidade eletiva
Vejam o que acontece quando os números são filtrados pelas afinidades eletivas: os eleitores de Dilma são os mais conformados com o voto obrigatório — não por acaso, na pesquisa eleitoral, ela lidera entre os mais pobres e menos instruídos (por enquanto ao menos). Gente menos informada e mais exposta ao arbítrio de terceiros acaba sendo mais tolerante com as imposições do Estado. A rejeição aumenta bastante entre os eleitores de Aécio Neves e Eduardo Campos. Esse dado, diga-se, desautoriza a tal hipótese da “descrença”: ora, justamente o grupo que está apostando na mudança — e, portanto, alimenta a crença numa reviravolta política — é mais refratário à obrigatoriedade.

E que se note: eu torço para Dilma perder a eleição — e não vejo por que alguém deva inferir o contrário. Olhando os números, pode-se pensar que o voto volitivo acabaria sendo ruim para Aécio e Campos já que seus respectivos eleitorados são os que mais rejeitam o voto obrigatório. Ocorre que uma coisa não implica outra. Ser contra a obrigatoriedade não é sinônimo de não querer votar.

A propósito: a imposição do voto não deixa de ser uma espécie de conforto para os políticos brasileiros. Seria útil à democracia, à população é à política que eles fossem compelidos a convencer o eleitorado de que vale, sim, a pena EXERCER UM DIREITO.

Por Reinaldo Azevedo

 

TCU quer investigar barbeiragem bilionária de Dilma no setor elétrico

Quando se for fazer o devido inventário da herança maldita do petismo, a barbeiragem cometida no setor elétrico certamente disputará os primeiros lugares. E tudo pra quê? Pra nada! A presidente Dilma, num ato genuinamente seu — essa besteira, ao menos, não se pode atribuir ao legado de Lula —, afetando ares de grande especialista e czarina da energia, decidiu baixar o preço da energia no porrete. E um dos caminhos foi a antecipação da renovação das concessões, que obrigou o Tesouro a um desembolso bilionário para consertar a burrada. E não foi falta de aviso.  Agora o TCU quer investigar a contribuição bilionária do governo federal ao erro. Leiam o que informam Danilo Fariello e Bruno Rosa no Globo:
*
O Tribunal de Contas da União (TCU) quer apurar o impacto financeiro da Medida Provisória (MP) 579 – de redução na conta de luz com a criação de regras para antecipação da renovação de concessões do setor elétrico – no déficit atual das empresas. A crise nas companhias resultou na necessidade de aportes bilionários do Tesouro Nacional e num empréstimo de R$ 11,2 bilhões, que elas afirmam, agora, ser insuficiente.

Segundo o ministro José Jorge, relator da auditoria em curso no Tribunal sobre o setor elétrico, a iniciativa de aferir esse impacto resultou na audiência pública promovida pelo TCU na última quinta-feira para debater regras e prejuízos no setor. “Pedi à área técnica para comparar o efeito da antecipação da renovação das concessões para o que seria uma renovação natural na data de vencimento dos contratos, porque a antecipação pode ter agravado o problema”, disse Jorge ao GLOBO.

O ministro lembrou que o aporte do Tesouro ao setor elétrico estava inicialmente previsto em R$ 3,3 bilhões, tendo passado para R$ 5 bilhões e depois para R$ 12 bilhões, sem que se saiba ao certo qual será a conta final. As distribuidoras de energia, por exemplo, já sinalizam que precisarão de mais R$ 7,9 bilhões para fechar o resto do ano.

O governo federal editou em 2012 a MP 579, convertida no ano seguinte na lei 12.783, com a regra de antecipação da renovação dos contratos a vencer de geradoras e transmissoras de energia e redução na tarifa. As empresas que aderiram tiveram redução da receita, mas também pagamento de indenizações dos investimentos ainda não amortizados.

O governo antecipou os vencimentos, entre outros motivos, para obter uma redução de 20% nas contas de luz. No entanto, Cesp, Cemig e Copel não aderiram ao modelo e mantiveram os contratos originais até o vencimento. Isso, junto com a estiagem, dizem analistas, afetou o setor.

O TCU deverá avaliar como a decisão afetou o fluxo de caixa das empresas, que consideram os aportes do Tesouro Nacional insuficientes e obtiveram empréstimo de R$ 11,2 bilhões, via Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), para sanar dívidas causadas pela falta de contratos de longo prazo e agravadas pelo cenário climático.

Segundo Jorge, a Secretaria de Fiscalização de Desestatização e Regulação de Energia e Comunicações (Sefid) do TCU deverá avaliar também outros aspectos que podem ter levado à crise das distribuidoras. No fim de 2012, o governo cancelou um leilão de energia justificando que as necessidades das distribuidoras no ano seguinte seriam atendidas pela “energia proveniente das usinas cujas concessões serão prorrogadas”, intenção que acabou frustrada sem a adesão integral das empresas.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

O PT privatizou o estado todo: o avanço do parasita

Em sua coluna de hoje no GLOBO, Guilherme Fiuza afirma que a Petrobras já foi privatizada. A presidente Dilma foi à televisão falar das ameaças de privatização da nossa maior estatal, mas ignora que ela já não é mais uma empresa pública de todos os brasileiros; pertence, na prática, a um seleto grupo de poderosos, liderados justamente pelo PT.

Uma empresa que torra meio bilhão de dólares sem mais nem menos em uma aquisição pra lá de suspeita, e que depois o próprio PT faz de tudo para impedir mais investigações, pertence ao povo? Uma empresa que perde metade de seu valor de mercado para poder contribuir com uma inflação artificialmente mais baixa, só para ajudar a perpetuar o PT no poder, pertence ao povo? Uma empresa que libera saque de US$ 10 milhões de uma conta no exterior só com autorização verbal, como se fosse uma quitanda, pertence ao povo brasileiro?

Fiuza vai além e lembra que não só a Petrobras, como outras estatais já foram usadas pelo PT para seus fins particulares. Trata-se, na verdade, de uma privatização de todo o estado por uma patota, tudo em nome do “bem-geral”. Fiuza conclui:

O Brasil está satisfeito com o padrão petista de concubinato estatal (em comunhão de bens). A privatização do Banco do Brasil pelo valerioduto, por exemplo, encheu o PT de dinheiro público e foi saudada pela nação com a reeleição de Lula. A entrega do PAC à conexão Delta-Cachoeira foi chancelada com aprovação recorde a Dilma em 2012. A CPI do Cachoeira, aliás, não levou às ruas um gato pingado com cartolina de protesto. A mulher do bicheiro virou musa, e a farra dos superfaturamentos no Ministério dos Transportes retornou no ano seguinte, nova em folha. A CPI da Copa, que trataria da privatização do BNDES na jogada dos estádios bilionários, foi engavetada pelo Congresso — sem nenhuma alma penada gritando que não vai ter Copa.

É claro que, com todas essas privatizações estatais do governo popular, está ficando difícil fechar as contas públicas (mesmo com a maquiagem contábil). Mas não tem problema. O ministro da criatividade fazendária, Guido Mantega, já anunciou que pode haver um aumento de impostos sobre bens de consumo. Perfeito. O contribuinte precisa ser chamado a completar o caixa, porque os sócios de Youssef não podem morrer de fome.

Agindo assim, o governo Dilma está em consonância com a coqueluche mundial dos progressistas, o best-seller “O capital no século XXI” — obra de mais um autor da bondosa esquerda francesa. Basicamente, ele propõe mais impostos para quem consegue juntar dinheiro. É isso aí. Preservem Youssef, Rousseff e demais companheiros do povo. Como diria Thatcher, o socialismo será eterno enquanto durar o dinheiro dos outros.

Por falar em Piketty, Kenneth Rogoff, em artigo no mesmo jornal, comenta o sucesso de seu livro, que caiu nas graças da esquerda mundial. Em tom um tanto benevolente, Rogoff lembra que a desigualdade pode até ter aumentado dentro de países ricos, o que faz do livro do francês um sucesso entre a classe média desses países, mas não entre os diferentes países. O capitalismo tornou os pobres menos pobres, principalmente com a adesão da China no mercado globalizado. Rogoff alerta para o risco de medidas contra a desigualdade nesses países ricos prejudicarem os mais pobres do mundo:

Ao aceitar a premissa de Piketty, de que a desigualdade importa mais que o crescimento, é preciso lembrar que muitos nos países em desenvolvimento dependem do crescimento dos países ricos para ajudá-los a escapar da pobreza. O problema número um deste século continua a ser ajudar os mais pobres na África e fora dela. A elite do 0,1% deve pagar mais impostos, mas não esqueçamos que, quando se trata de reduzir a desigualdade mundial, o sistema capitalista teve três décadas de desempenho impressionante.

Há controvérsias se a elite do 0,1% deve pagar mesmo ainda mais impostos, pois é falacioso que paga pouco. Mas é inquestionável que taxar os mais ricos em geral dos países desenvolvidos iria apenas estancar seu crescimento e afetar negativamente os países mais pobres.

Mas a esquerda não liga para isso. Seu objetivo, tão bem ilustrado pelo PT no Brasil, é privatizar o estado para si. Essa gente sofre de estatolatria, adora viver à custa do esforço e do trabalho alheio. Há uma espécie de bicho que tem exatamente tal característica: chama-se parasita.

Rodrigo Constantino

 

CorrupçãoDemocracia

O estrago causado por Lula

Lula capo

Em artigo publicado hoje no GLOBO, Carlos Alberto Di Franco argumenta que a postura do ex-presidente Lula causa grande estrago em nossa democracia. Em tempos em que o “Volta, Lula” conquista até empresários, cansados, com razão, da incompetência e arrogância da presidente Dilma, é bom lembrar do que Lula representa em termos de imoralidade, pois creio que seu impacto negativo seja ainda maior a longo prazo. Di Franco escreve:

Irrita-se Lula porque a imprensa não se cala diante do seu exibicionismo de contradições e desfaçatez. Em recente entrevista à TV portuguesa, chegou ao ponto de interromper a entrevistadora que queria saber o grau de suas relações com José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares. “Não se trata de gente de minha confiança”. Fantástico!

As denúncias da imprensa sobre os desmandos na Petrobras, consistentes e sólidas como uma rocha, não provocam no ex-presidente a autocrítica que se espera de um estadista. Ao contrário. Sua ordem é “ir para cima” de quem represente um risco para o projeto de perpetuação do PT no poder.

Incomoda-se Lula porque os jornais desnudam suas aparentes contradições que, no fundo, são o resultado lógico da praxis marxista: o fim justifica os meios. O compromisso com a verdade é absolutamente desimportante. O que importa é o poder. Em agosto de 2006, quando o escândalo do mensalão estourou, Lula falava: “Quero dizer, com franqueza, que me sinto traído. Não tenho vergonha de dizer ao povo brasileiro que nós temos que pedir desculpas”. Agora, na alucinante entrevista à TV portuguesa, Lula afirma rigorosamente o contrário: “O mensalão teve praticamente 80% de decisão política e 20% de decisão jurídica”. É um ex-presidente da República, responsável pela nomeação de oito dos 11 integrantes do Supremo Tribunal Federal, acusando a Corte de cumplicidade na “maior armação já feita contra o governo”.

O ataque à imprensa e o autoritarismo petista têm em Lula sua maior expressão. Essa “progressiva estratégia de estrangulamento das liberdades públicas”, segundo Di Franco, tem profunda ligação com o jeito imoral de ser do ex-presidente Lula.

A personalidade de Lula foi também o tema da coluna deste domingo de Ferreira Gullar na Folha. Para o poeta, é impressionante a “facilidade com que ignora toda e qualquer norma, seja ética, política, jurídica ou administrativa”. Para Lula, “tudo é permitido, desde que favoreça seus propósitos”. Gullar reconhece que Lula não é o único político a agir assim, mas é insuperável neste quesito.

Ferreira Gullar vai adiante: para Lula não há distinção entre aliados e adversários. O “chefe da trupe” não se acanha na hora de mandar seus subalternos pagarem o preço pelo “mensalão”, ou até de dizer que não tem ninguém ali de sua confiança. Por outro lado, pode abraçar Maluf como se fossem velhos companheiros, se isso for de seu interesse.

Lula chegou até a tentar fazer chantagem com um ministro do STF, e depois que o resultado do julgamento lhe foi desfavorável, partiu para a desmoralização da instituição. Mas, como indaga Gullar, o que esperar de alguém que já disse abertamente que o político não deve dizer o que pensa, e sim o que o eleitor quer ouvir, ou seja, deve mentir e enganar o leitor sem mais nem menos?

O poeta se mostra preocupado com as consequências dessa postura de Lula no Brasil de hoje e amanhã. E tem toda razão ao se preocupar. Nunca antes na história deste país houve um líder político com tanta influência e, ao mesmo tempo, tão imoral, disposto a tudo pelo poder. É uma combinação assustadora. E ainda tem empresário que endossa sua volta por aí…

Rodrigo Constantino

Tags: Carlos Alberto Di FrancoFerreira GullarLula

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Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo (VEJA)

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6 comentários

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. João Batista, somos um povo pacifico, no inicio a dominação ibérica. A história mostra um Brasil colônia, com a vinda da família real, fugindo do Império de Napoleão Bonaparte; as residências dos nativos foram tomadas para abrigar os membros da corte e, não houve protesto, transformou-se no Brasil Império, Brasil República, República Federativa do Brasil e, continuamos passivos e dominados pela “facção petista”.

    A realidade atual concede-nos a oportunidade da expressão e, o que temos visto são protestos, que na sua maioria terminam em selvageria, como se nossas raízes são pacificas?

    Muitos acham que o governo perdeu o controle, calma senhores, quem perdeu o controle somos nós (governados). Não se esqueçam de que o “partidão” tem um núcleo chamado “duro”, são pessoas que “lutaram pela democracia”, mentem descaradamente, pois receberam treinamentos em países comunistas; os protestos selvagens podem resultar em uma resposta, também selvagem, por parte do governo com o discurso de restabelecer a ordem... A ORDEM COMUNISTA !!!

    NÃO SE ESQUEÇAM ! ELES ESTÃO NO PODER !!

    ....”E VAMOS EM FRENTE” ! ! ! ....

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  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. João Batista, vivemos no País da piada pronta.

    Os integrantes da equipe do ministro do “pibinho” entregaram os pontos. Após sucessivas derrotas na tentativa de “aumentar” o PIB, mudaram o alvo, estão aumentando as tarifas elétricas, os impostos das bebidas geladas (cervejas, refrigerantes e afins), dos Nove mil medicamentos, das apostas das loterias da CAIXA, dos planos de saúde e, o “povo” vai PAGAR O PATO ! !

    SE NÃO VAI NO PIB, VAI NO PATO !!

    ....”E VAMOS EM FRENTE” ! ! ! ....

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  • Leolirio Dionisio Poletti Vila Nova-Toledo - PR

    Vamos em frente!!!!

    0
  • Leolirio Dionisio Poletti Vila Nova-Toledo - PR

    Era bem melhor o mundo ter acabado no ano 2000, do que ver tudo o que acontece neste País atualmente. Mas como dizem que o mundo só muda quando nós mudamos, então vamos em

    0
  • wilfredo belmonte fialho porto alegre - RS

    Lembram do assassinato do câmera da Band, em que treslo

    cados explodiram a cabeça dele. Infelizmente houve uma vítina inocente, trabalhador. Onde houve confusão, baderna

    quebradeira, estes arruaceiros estarão envolvidos até a ho

    ra em que fazem uma vítima e aí os valentes "choram" e o

    "Partidão" os abandonam para não se verem envolvidos. Estes são uns completos débeis mentais, vacas de presépio, que estão a procura de um crime e passar os restos de seus dias na cadeia. Alguém pode me dizer aonde anda a tal de sininho envolvida no assassinato do

    repórter da Band, porque ela sumiu da mídia. Aonde foi

    parar toda aquela valentia de Joana d!arc e o deputado

    freixo está apoiando a familia do câmera assassinado ou

    também saiu de fininho. Cadê os valentes?

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  • HAROLDO FAGANELLO Dourados - MS

    Sobre o vídeo das putinhas aborteiras. Queridos pais gaúchos dessas pequenas "pérolas", por favor coloquem-as no colo, peguem o chinelinho e dê nessas "bundinhas" até elas esquecerem essa indecência....Degradam a sociedade da forma mais baixa possível, "nunca visto antes na história dessepaiz" e querem colher o quê no futuro? Esse projeto de desconstrução social está pegando velocidade no mundo. Brasileiros com mínima decência nos unamos já!!!

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