A afetação pudica seletiva da esquerda com o xingamento à Dilma...

Publicado em 13/06/2014 19:47 e atualizado em 11/07/2014 16:32 3688 exibições
por Rodrigo Constantino, de veja.com.br

CulturaPolítica

A afetação pudica seletiva da esquerda com o xingamento à Dilma

A marca registrada da esquerda é sua hipocrisia, seu duplo padrão de julgamento moral, aprendido desde os ensinamentos de Lênin. Ela veste a máscara do conservadorismo apenas quando lhe interessa, resgata valores morais que costuma massacrar com seu relativismo somente quando é conveniente. Foi exatamente o que aconteceu em relação às vaias e aos xingamentos direcionados à Dilma na abertura da Copa.

Escrevi sobre isso aqui, com base no comentário de Kennedy Alencar na CBN hoje, e muitos sequer compreenderam que em momento algum eu aplaudi os xingamentos e o uso de palavras de baixo calão. Apenas argumentei que isso tudo era um reflexo do país que o próprio PT vem “construindo”, ou melhor, destruindo. E refutei algumas bobagens ditas pelo comentarista “moderado” e “imparcial”. Não entrei no mérito da questão.

Mas não deixa de ser irônico, e um tanto asqueroso também, ver a esquerda se fazendo de pudica, de chocada com a “agressividade” e a “falta de respeito” dessas “elites”, que não respeitam nem as crianças no estádio. Ó, céus! Essa gente não tem limite para tanta cara de pau? Flávio Morgenstern fez um pedido lógico a essa turma em sua página do Facebook:

[...] reclamem que vaiaram (eu vaiei do meu sofá), digam que não gostaram e façam o mingau de mimimi de sempre, estamos acostumados. Mas não digam que não pode, que tem uma norma oculta que diz que se manifestar contra a Rainha da Nação é prova de fascismo, que está nas leis, que é tradição da sociedade para proteger a família e a propriedade ou outras desculpas mais amarelas que o cartão que a Dilma tomou. 

A mesma esquerda que faz um ensurdecedor silêncio quando Joaquim Barbosa é xingado de tudo que é coisa, retratado como escravo açoitado em blog que usa o nome da presidente, e até ameaçado de morte; que enaltece bailes funks cuja espantosa baixaria ocorre diante da presença de adolescentes, como se não houvesse problema algum; que aplaude vândalos mascarados que não respeitam a ordem ou a polícia; que justifica os crimes de invasão do MST com base na “justiça social”; que jamais cobrou investigação maior sobre a morte de Celso Daniel; que vibra com as paradas gays que praticam crimes de atentado ao pudor só porque é coisa de “minorias”; etc.; essa esquerda vem agora simular uma indignação moral com um palavrão em um estádio de futebol?

Essa turma cobra dos demais um padrão de comportamento que ela mesma ignora, não segue, rejeita. Isso é falsidade, hipocrisia, autoritarismo. O canalha que é acusado de ser canalha não se importa, mas ele mesmo pode acusar o outro, honesto, de ser canalha no menor deslize ético, como se fosse o bastião da moralidade. Haja canalhice em tal comportamento!

Portanto, ilustres esquerdistas que demonstram uma afetação pudica seletiva agora: saibam que nós podemos condenar o excesso, a escolha dos termos, a falta de sensibilidade para com as crianças presentes no local. Não vocês! Vindo de vocês, os mesmos que nunca se importaram com os piores xingamentos direcionados a FHC, isso é tão verdadeiro quanto uma nota de três reais. Não cola! É como ver o Dirceu clamando por respeito às leis, ou o Lula ressaltando a importância da linguagem. Simplesmente não cola!

PS: Apenas para constar, sim, eu acharia melhor se tivessem usado um termo mais civilizado, que mandaria a mesma mensagem, o mesmo recado, de forma mais educada. Não é preciso baixar o nível, descer ao padrão petista de ser…

Rodrigo Constantino

 

DemocraciaLiberdade de Imprensa

Falso moralismo

Dilma vaiada

Por João Luiz Mauad, publicado no Instituto Liberal

Muito oportuno o comentário do Constantino sobre alguns analistas que, vestindo o manto do moralismo barato e da falsa pudicícia, resolveram criticar a torcida brasileira que, no jogo de ontem, por diversas vezes, vaiou a presidente da república e cantou o velho refrão “ei, Dilma, vai tomar caju!”.

Constantino falou especificamente de um jornalista da Rádio CBN, mas não foram poucos os jornalistas esportivos que, na ESPN e no SporTV, em programas pós jogo, também criticaram a torcida pelo tratamento dado à presidente da república.  Destaque-se que, sugestivamente, muitos deles, sem conseguir disfarçar o petismo entranhado nas veias, referiam-se à presidente da república como “presidenta”.

A maioria daqueles críticos defendeu que o cargo ora ocupado por dona Dilma merece, no mínimo, respeito protocolar.  Outros tantos, demonstrando um machismo bizarro, mencionavam o fato de a presidente ser mulher.

Como assim?  Se fosse homem, tudo bem?  Ora, senhores, aquele refrão ecoa pelos estádios de futebol brasileiros desde priscas eras, normalmente cantado em homenagem ao juiz, mas muito utilizado também para homenagear técnicos, jogadores, bandeirinhas ou dirigentes.  Definitivamente, quem não quer escutar coisas do tipo não deve freqüentar estádios de futebol.

Ademais, o fato de Dilma ser uma mulher não altera nada.  Basta pensar que, apesar de pertencer ao dito “sexo frágil”, trata-se da pessoa mais poderosa do país atualmente.  Muito mais poderosa que qualquer homem.  Por outro lado, se olharem com cuidado as imagens, constatarão que boa parte dos xingamentos partiu justamente de mulheres.

Querem defender sua presidente?  Nada contra.  Todos somos livres para emitir as opiniões que quisermos e bem entendermos.  Mas, por favor, defendam seu partido e sua ideologia às claras, sem se utilizar de subterfúgios e falsos moralismos para criticar quem pensa diferente.

por João Luiz Mauad

 

Sem categoria

Isso é um pai de verdade! Ou: Os mimados dos black blocs

Isso é realmente incrível! Um pai foi no meio dos black blocs retirar o filho na marra, depois se acalma e apela para argumentos para persuadir o moleque, que fica apenas repetindo que é seu “direito” protestar por um “mundo melhor”. Ele quer “educação”, e para isso está disposto a se mascarar e quebrar tudo pela frente. Levou um pito em público, para ver se aprende uma lição:

É o que Pondé costuma dizer: seria bom se essa garotada arrumasse o próprio quarto antes de querer “salvar o mundo”. Bancados pela mesada do papai, em busca de aventura, aí é fácil. Faço coro com o pai: vai arrumar um trabalho!

Rodrigo Constantino

 

Saúde

O PT faz mal à saúde. Ou: A Anvisa loteada

A capacidade do PT de causar estragos jamais deve ser subestimada, mas quando o assunto é saúde, os danos podem custar caro demais. Afinal, estamos lidando com questões de vida ou morte muitas vezes. Isso não impediu que o partido tratasse o setor como apenas mais um a ser loteado e aparelhado, ou então submetido a seu ranço ideológico autoritário.

A acusação agora vem de José Serra, em artigo publicado na Folha. O tucano cita o caso dos remédios genéricos, mostrando como seu sucesso foi interrompido pelas trapalhadas da Anvisa sob o PT. Entre as várias causas, que incluem incompetência, temos justamente o uso da agência para fins partidários:

A escolha da primeira diretoria da Anvisa, em 1999, baseou-se em critérios essencialmente técnicos. Nem partidos nem parlamentares me procuraram para indicar nomes. Nas gestões petistas, porém, predominou o loteamento político de cargos entre partidos – isso em detrimento da qualidade técnica da agência e, evidentemente, da lisura do seu funcionamento. Para quê serve uma nomeação política num órgão como esse senão para captar dinheiro e retribuir favores?

Até então, havíamos proibido que despachantes e intermediários cuidassem dos trâmites dos laboratórios na Anvisa. Hoje, eles operam livremente dentro da agência. Um dos seus diretores foi flagrado numa reunião com laboratórios para pedir contribuições para financiar dívidas de campanha de um deputado eleito – não por coincidência, seu padrinho político.

O leitor mais antigo saberá que considero a Anvisa dos últimos anos um dos maiores exemplos do ranço autoritário, quiçá fascista deste governo. Cheguei a gravar um vídeo sobre o assunto:

Com saúde não se brinca. Mas para o PT, tudo acaba se resumindo ao seu único objetivo verdadeiro, que é se perpetuar no poder e aparelhar toda a máquina estatal com seus apaniguados. Serra conclui: “Alguém duvida que uma das tarefas difíceis, mas prioritárias do próximo presidente, havendo a alternância de poder, será desfazer os nós das agências reguladoras, hoje capturadas e pervertidas pelo método petista de governar?”

Precisamos de uma Anvisa mais independente, despolitizada, com um quadro técnico que realmente coloque a saúde dos brasileiros como prioridade, sempre respeitando o máximo possível das liberdades de escolha individuais.

Rodrigo Constantino

 

Socialismo

Caracas! Nem os mortos são respeitados no socialismo…

Para o caudilho não faltou caixão, e bem luxuoso…

O direito de enterrar de forma digna os mortos é reclamado há séculos. Basta ler Antígona, de Sófocles. A heroína da tragédia grega clama pelo direito de dar um enterro decente a seu irmão, pedido negado pelo rei Creonte. Até hoje usamos a expressão “aquele cara é o maior creonte” para designar um canalha. O socialismo é o maior creonte!

O mais novo item que vem desaparecendo do mercado venezuelano, fruto da escassez generalizada produzida pelo socialismo, é o caixão. Há fila para enterrar os mortos. A queda na produção foi de 20% a 30% este ano por falta de materiais, segundo autoridades. O preço subiu e os funerais passaram a ser adiados:

O país de 30 milhões de habitantes tem 50 fábricas de caixões. O presidente de uma das maiores fábricas afirma que faltam cola, tinta e até tecido para o interior dos caixões.

— Em dois ou três meses a coisa ficará tão séria que talvez não haja caixões para enterrar as pessoas — diz o executivo, Juan Carlos Fernandez.

Ele diz que espera diminuir a produção pela metade no próximo mês.

A demanda por caixões no país é ainda mais alta porque a Venezuela possui uma das mais altas taxas de homicídio do mundo.

A crise dos caixões faz parte de um quadro maior de escassez no país, cuja política cambial controlada pelo governo dificulta a importação de itens como papel de jornal e até papel higiênico — causando imensas filas nos caixas de supermercados.

Ou seja, o socialismo bolivariano produz muitas mortes, mas não é capaz de produzir os caixões para enterrá-los. Nada que afete muito os velhos comunistas, acostumados a jogar suas vítimas em valas comuns mesmo.

Produz também alta inflação, que já supera os 60% nos últimos 12 meses. Nada novo sob o sol aqui também: o socialismo do século 20 foi um estrondoso fracasso, e o do século 21 também. Repete os mesmos equívocos do passado.

“Insanidade é fazer tudo igual novamente e esperar resultados diferentes”, disse Albert Einstein. Os socialistas são insanos. Querem insistir nas mesmas receitas absurdas, e esperar resultados diferentes, por milagre. Depois culpam o “neoliberalismo”, a ganância dos empresários, o lucro, o Tio Sam, as estrelas…

Rodrigo Constantino

 

Política

Dilminha na Copa: é constrangedor demais!

Todo governo autoritário tenta se apropriar da paixão pelo esporte como moeda política. Especialmente os países comunistas, que são mestres nisso. Até hoje a ditadura cubana tenta impor um “orgulho nacional” ao time de baisebol, que recebe milhões de investimento oficial em um país miserável. O ditador maluco da Coreia do Norte adultera até o placar do jogo para enganar a população escrava.

O esporte é usado por esses governantes como instrumento de propaganda, nada mais. Vejam o caso de Fidel Castro, por exemplo:

Agora Kim Jong-un com o “bad boy” Dennis Rodman, tentando se apropriar do basquete como extensão de seu poder político:

E agora chegamos ao Brasil, cujo governo do PT vem tentando, sem sucesso (felizmente), misturar política e futebol de forma extremamente oportunista. Vejam que constrangedor:

 Dilma Rousseff

Dá vergonha alheia! Resta explicar ao PT que o estado é laico, não deve se misturar com futebol, a religião nacional…

Rodrigo Constantino

 

DemocraciaPolítica

As vaias e os xingamentos: um país dividido ao meio

Dilma expulsa

O sonho de todo brasileiro que não é alienado nem se vendeu.

Acabo de escutar na rádio CBN o comentarista Kennedy Alencar condenando os xingamentos que a presidente Dilma Rousseff recebeu ontem no jogo de abertura da Copa. Alencar disse compreender as vaias, parte de uma democracia, mas rejeitou o uso de palavras de baixo calão.

Segundo o analista político, o país deve mais respeito à presidente, primeiro por ela representar ali o país de forma institucionalizada, segundo por sua própria trajetória. Alencar destacou ainda que Dilma é uma pessoa honesta, e que os brasileiros deveriam ser gratos tanto ao governo FHC como aos governos de Lula e Dilma, que não teriam feito mal ao país, apesar de discordâncias pontuais legítimas.

Kennedy Alencar apelou ainda à cartada sexual, afirmando que Dilma é uma mulher forte, mas mesmo assim é a favor do cavalheirismo, que não deveria submeter uma mulher a tal humilhação (como ele sabe que não havia mulheres participando do xingamento também?).

Por fim, ele usou a velha desculpa de que ali só tem gente da elite, que pode pagar o preço mais caro do ingresso, e que os mais ricos são os mais críticos ao governo Dilma. Finalizou lamentando a qualidade de nossas elites, e desejando que os jornalistas, formadores de opinião, tenham mais responsabilidade para não dividir o país dessa forma.

Lá vamos nós! Discordo de quase tudo, e penso que Kennedy Alencar vive em outro país, quiçá planeta. Em primeiro lugar, que trajetória louvável é essa da presidente, que devemos nos orgulhar? Kennedy diz claramente que ela lutou contra a ditadura, por um ideal, e que isso é motivo de orgulho nacional. Calma lá!

Lutou contra o regime militar, e por uma ditadura mil vezes pior, aquela existente até hoje em Cuba, ilha-presídio até hoje elogiada pela própria presidente, que faz afagos em seu ditador assassino. Dilma era guerrilheira comunista, não uma democrata como Kennedy Alencar afirma, tentando enganar os incautos. Orgulho de seu passado de luta? Só quem despreza a democracia e exalta a escravidão cubana.

Em segundo lugar, dói nos tímpanos e nos nervos escutar alguém falar que a oposição nas redes sociais tem rachado o país. Quem rachou o país, Kennedy Alencar, foi o PT! Essa tem sido sua estratégia desde o começo: dividir para conquistar.

Negros contra brancos, empregados contra patrões, mulheres contra homens, gays contra heterossexuais, pobres contra ricos: tudo que o PT vem fazendo desde o primeiro dia de governo, e mesmo antes disso em discursos, é dividir a nação brasileira ao meio. E você vem acusar o radicalismo das redes sociais por isso? Não! Esse clima de agora é um sintoma, uma consequência do que o PT plantou ao longo desses anos todos!

Alencar disse que Aécio Neves e Eduardo Campos não deveriam tentar tirar proveito político do ocorrido, afirmando que vemos uma presidente acuada e colhendo o que plantou, pois eles mesmos são vítimas de ataques de baixo nível nas redes sociais. Ignora apenas que, no caso deles, isso vem de uma militância organizada e paga pelo PT somente para isso, enquanto no caso de Dilma as vaias e xingamentos brotam espontaneamente do povo revoltado com o caos no Brasil.

Outra coisa: com base em quê afirma que Dilma é honesta e que os governos do PT fizeram bem ao país? Só quem enaltece o modelo bolivariano pode dizer algo desse tipo! Não é uma questão de discordância pontual, de críticas que “até você” faz sobre a inflação alta. É muito mais do que isso!

É um partido golpista, que sempre desprezou a democracia “burguesa”, considerada uma farsa para chegar ao poder, e que vem desde o começo tentando monopolizar o poder, calar a imprensa, submeter o Congresso ao controle de um partido único.

Xingar é desrespeito, especialmente uma mulher? Pode até ser. Mas desrespeito muito maior tem a presidente com o povo brasileiro, e não apenas as elites (que são apenas mais esclarecidas para saber o que se passa). Quem mistura o papel institucional com o de candidata do PT é a própria Dilma, Kennedy Alencar, ao usar a Copa para fazer propaganda eleitoral, algo imoral e ilegal. Que tal falar disso?

Lamento o clima em que o Brasil mergulhou. Acho triste ver tanta gente torcendo contra nossa seleção, justamente para evitar o uso político que o PT faria de uma eventual vitória. Esse racha, essa divisão, é produto direto das táticas bolivarianas petistas. Basta ver o que aconteceu na Venezuela e na Argentina, que seguiram o mesmo caminho.

O PT é que está destruindo qualquer chance de união nesse país. Ou tiramos o PT do poder, ou ele acaba de vez com o Brasil.

Rodrigo Constantino

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Blog Rodrigo Constantino (VEJA)

1 comentário

  • HAROLDO FAGANELLO Dourados - MS

    Sobre as vaias e frases de efeito à "falsa-rainha" na abertura da copa, faz coro e engrossam as mesmas, as vaias de todos os engasgados pela indigestas receitas de saladas vermelhas servidas pela DITA CUJA nesses três anos e meio de reinado, principalmente nossas vaias de produtores rurais...

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