Caixa, BNDES e BB socorrem Eletrobras: critério político e não econômico. Ou: Privatize Já!

Publicado em 22/07/2014 17:39 e atualizado em 28/08/2014 11:57 868 exibições
por Rodrigo Constantino, de veja.com.br

EconomiaPrivatização

Caixa, BNDES e BB socorrem Eletrobras: critério político e não econômico. Ou: Privatize Já!

Deu no Valor:

Os bancos privados querem que o governo ofereça garantias adicionais para a liberação de novo empréstimo de R$ 3,5 bilhões que vai socorrer o setor elétrico.

O governo espera que, até sexta-feira, os bancos aceitem a proposta do governo e façam um empréstimo adicional. Em maio, um grupo de bancos já havia desembolsado R$ 11,2 bilhões à Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Além do dinheiro do grupo de bancos, o governo também determinou a participação do BNDES, que entrará com outros R$ 3 bilhões. O Valor apurou que o banco de fomento não queria participar da operação.

Segundo fonte ligada às negociações, com os R$ 6,5 bilhões, seria equalizado o problema de fluxo de caixa das distribuidoras e, portanto, não haverá novos empréstimos para o setor neste e no próximo ano.

“Não teremos mais empréstimo em 2014″, ressaltou a fonte, destacando que as instituições financeiras ainda estão avaliando o pleito do governo. [...]

A avaliação de executivos dos bancos privados é que as condições do setor só se deterioraram recentemente, por isso mais garantias seriam necessárias agora. O governo, porém, durante a última reunião com os bancos, tentou mostrar o contrário, afirmando que o pior já havia ficado para trás.

Ainda no Valor:

A Eletrobras informou ontem à noite, por meio de um comunicado ao mercado, que fechou captação de empréstimo de R$ 6,5 bilhões junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal. A operação terá garantia da União e os recursos serão destinados, segundo a estatal, à conclusão de metas de seu plano diretor de negócios.

A Caixa Econômica Federal entrará com R$ 2,5 bilhões e o Banco do Brasil, com outros R$ 4 bilhões. Os recursos serão desembolsados em até três parcelas até 2015. O montante será pago em oito anos, com dois anos de carência, ao custo anual de 119,5% do CDI e taxa de estruturação de 0,75%. O empréstimo não está relacionado ao pacote de ajuda às distribuidoras de energia, também no valor de R$ 6,5 bilhões.

Segundo uma fonte ouvida pelo Valor, bancos privados vinham negociando há cerca de um mês a concessão de empréstimo para a Eletrobras, mas desistiram da operação devido à falta de garantias. “O desenho final de garantias não satisfez”, disse um executivo de uma das instituições que participaram das conversas.

Resumo da ópera: o governo intervém de forma arbitrária e populista no setor elétrico para colher alguns dividendos políticos. Dilma vai inclusive à televisão anunciar com fanfarra a redução das tarifas na marra. As medidas do governo desorganizam o setor todo, e os investimentos recuam. O risco de apagão é enorme, só mitigado pelo fato de que a economia parou.

O governo, então, resolve usar seus bancos estatais para impor uma ajuda financeira que os bancos privados rejeitam, por julgá-la arriscada demais. O critério das decisões da Caixa, do Banco do Brasil e do BNDES é estritamente político, não econômico. Seguem ordens do governo federal, que mira nas eleições. Pouco importa o risco que isso representa em suas carteiras de empréstimos.

Compreender essa novela no setor elétrico é suficiente para jamais defender novamente um estado intervencionista e empresário. Por que os bancos privados, tão gananciosos e ávidos por lucros, recusam-se a emprestar nessas condições? Porque não rasgam dinheiro e medem bem seus riscos, uma vez que o próprio capital dos acionistas está na reta.

O mesmo não ocorre quando se trata do governo, o maior banqueiro do país, com metade do total do crédito nacional. Não há escrutínio de sócios preocupados com o retorno dos investimentos, com o risco de perdas, nada disso. Há, isso sim, políticos de olho nas eleições sacrificando as estatais em prol desse único objetivo. É um convite ao populismo irresponsável.

É verdade que mesmo sob o controle estatal é possível ter uma gestão menos irresponsável, como o PSDB já demonstrou, colocando um quadro mais técnico nas empresas e mantendo razoável independência. Mas o risco estará sempre presente, à espreita, pois a tentação é muito grande.

Basta um partido populista e arrogante como o PT chegar ao poder e essas estatais se transformam automaticamente em braços partidários. Só há uma solução estrutural e de longo prazo: privatize já!

Rodrigo Constantino

 

ComunismoDemocracia

Preconceitos – coluna de hoje no GLOBO

Se quer cubanos dentro do Planalto, então vote em Dilma...

Se quer cubanos dentro do Planalto, então vote em Dilma…

Sou uma pessoa preconceituosa. Tenho preconceito, por exemplo, contra ditadores assassinos. Não suporto gente que escraviza o próprio povo há mais de meio século. Tenho preconceito também contra mentirosos, hipócritas, aqueles que falam em “justiça social” e “socialismo” enquanto vivem como nababos, como magnatas capitalistas, tudo graças ao esforço alheio.

Faço essa confissão por conta dos acontecimentos recentes. A presidente Dilma recebeu na surdina o ditador Raúl Castro, que a imprensa insiste em chamar de presidente, como se tivesse sido eleito democraticamente. Hospedou o tirano na Granja do Torto.

A oposição criticou essa distinção por Cuba, esse tratamento diferenciado. Dilma reagiu: preconceito! Que, disse a presidente, não pode ser misturado com “relações diplomáticas de alto nível”. O Brasil estava apenas sendo cordial, adotando a prática da reciprocidade.

Há controvérsias se disponibilizar a residência oficial do governo ao ditador cubano, que ofereceu até jantar para o outro tirano, da Venezuela, significa algo como “diplomacia de alto nível”. Alguém mais cético poderia dizer que se trata de uma reciprocidade sim, mas não diplomática, e sim mafiosa. Teria elo com o programa Mais Médicos, por exemplo?

Leia mais aqui.

Rodrigo Constantino

 

Socialismo

Tão Lindinho… e rico! Ou: De cara pintada à cara de pau: nossa elite vermelha

Deu na coluna de Ancelmo Gois hoje:

Lindinho

Bota “bacanas” nisso! Aliás, detesto esse termo que Ancelmo Gois usa para se referir aos ricos, pois não há mal algum em ser rico, e “bacana” tem uma conotação pejorativa. O problema não é a riqueza, mas a hipocrisia ou como se ficou rico!

Liguei para o salão para ter uma ideia de preço. O corte com a coloração não sai por menos de R$ 530. Coisa de rico mesmo! Quase um salário mínimo só para cortar o cabelo e eliminar alguns fios brancos ingratos. É para quem pode, não para quem quer.

O “bacana” precisa ficar bem na foto para as eleições

E Lindbergh pode! A questão é: como? O que este senhor já fez na vida além de pegar megafones e gritar bravatas? O que ele já contribuiu em termos de criação de riqueza para o país? Saiu de “cara pintada” para “cara de pau” com “cabelo pintado”, isso sim!

Ah, mas a esquerda que ele representa adora criticar empresários ricos, esses sim, que podem muito bem deixar meio milhar de reais no salão porque fizeram por onde. Quando é político de esquerda, que fala em nome do “povo”, dos pobres, aí tudo bem, não há problema algum.

Não vamos esquecer que a própria presidente Dilma gasta uns R$ 3 mil sempre que vai se preparar para mentir na TV, só para manter aquele topete em pé. Tudo pelas aparências…

Topete que vale ouro!

Como já comentei aqui, é a “dolce vita” da esquerda milionária, que adora cuspir na “elite branca”. O problema do Brasil nunca foi a “elite branca”, e sim a hipocrisia da elite vermelha!

Rodrigo Constantino

 

Protecionismo

Protecionismo em alta: cota de importação pela via terrestre passa para míseros US$ 150

Turistas enfrentam fila na Ponte da Amizade, fronteira com Paraguai. Fonte: GLOBO

Deu no GLOBO:

A cota de isenção para importação de produtos por via terrestre foi reduzida de US$ 300 para US$ 150, segundo portaria do ministro da Fazenda, Guido Mantega, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira. Quem exceder o valor terá de pagar Imposto de Importação de 50% do valor dos produtos transportados.

A redução da cota foi incluída na portaria que regulamenta o funcionamento de free shop em cidades brasileiras que tenham fronteira direta com municípios de países vizinhos.

A nova cota entra em vigor imediatamente e vale também para quem chega ao Brasil de navio ou outro transporte fluvial. Não houve alteração para quem vem ao Brasil de avião, que continua tendo isenção até US$ 500.

A medida protecionista representa mais um retrocesso para o país, e uma grande perda de liberdade para os brasileiros. O governo tenta “aliviar” a balança comercial com suas gambiarras, apelando para mais barreiras, e acaba punindo o consumidor brasileiro.

Em nome da “proteção” às nossas indústrias, já tivemos aberrações como a Lei da Informática, e carroças vendidas por preço de Ferrari (após o Collor melhorou, e hoje pagamos por carroças “apenas” o preço de uma BMW).

O alvo da medida são os “sacoleiros”, mas é preciso olhar para a raiz dos problemas, não para o sintoma. Por que tantos brasileiros compram no exterior? Porque o Brasil é muito caro! E por que o Brasil é muito caro? Porque o governo arrecada imposto demais! E por que o governo arrecada imposto demais? Porque o governo gasta demais!

E por que o governo gasta demais? Porque o brasileiro acha, via de regra, que cabe ao governo ser uma espécie de messias salvador, locomotiva do crescimento e agente da “justiça social”. Ou seja, temos um sério problema cultural, e o povo, ao demandar mais governo para tudo, acaba dando um tiro no próprio pé.

É hora de atacar o problema de verdade, reduzir o Custo Brasil, e não tapar o sol com a peneira e erguer novas barreiras protecionistas, que tornam nossos produtos ainda mais caros.

Rodrigo Constantino

 

EmpreendedorismoFilosofia políticaLiberdade EconômicaSocialismo

O verdadeiro crime das elites capitalistas

O socialismo é a escuridão, o capitalismo é a luz.

Por João Luiz Mauad, publicado no Instituto Liberal

A história do Século XX provou, de forma dramática, que o sistema capitalista gera enorme prosperidade e que todas as formas de socialismo levam à pobreza e ao colapso.

O progresso econômico e social das nações capitalistas, principalmente dos Estados Unidos, do Japão e da Europa Ocidental, é inegável.  Por outro lado, há exemplos marcantes de como as sociedades socialistas regridem com o tempo.

Quem visita a outrora belíssima Havana tem a exata impressão de que voltou aos anos cinqüenta do século passado.  O que se vê é uma cidade em ruínas, onde a marca mais aparente é a estagnação e a decrepitude, seja na arquitetura, nos veículos e até nas pessoas.

Pegue-se a Coréia do Norte.  Neste caso, uma imagem vale mais do que mil palavras.  Basta olhar as fotos noturnas de satélite da Península da Coréia para ter certeza, comparando-se a luminosidade do norte e do sul, de que há algo de muito errado acontecendo no norte, onde prevalece a total escuridão, em pleno Século XXI.

Mas certamente o maior teste empírico da superioridade do capitalismo sobre o socialismo é Berlim: ali conviveram lado a lado, durante quarenta e cinco anos, a pujança capitalista do oeste e os dramáticos resultados do comunismo no leste.  De um lado uma cidade moderna, um próspero centro comercial e financeiro, com o conforto e os benefícios que só o capitalismo produz, e de outro o desamparo e a miséria.  Uma diferença gritante, principalmente se levarmos em consideração o fato de que havia ali a mesma geografia, o mesmo povo, a mesma cultura, a mesma educação, a mesma história, enfim, os mesmos recursos humanos e naturais.

Como se vê, é incontestável a superioridade do capitalismo, comparado com quaisquer das formas de socialismo.  Infelizmente, poucos estão conscientes dos argumentos econômicos que suportam o capitalismo, e menos ainda dos fundamentos morais e filosóficos que o sustentam.  Essa é a razão por que a maioria das pessoas é incapaz de reconhecer as virtudes desse incomparável sistema.  Por outro lado, a doutrina socialista é disseminada ao redor do mundo através de pungentes elegias igualitaristas, principalmente na forma do insidioso sofisma segundo o qual a riqueza de uns é o resultado da miséria de muitos.

A principal vantagem do capitalismo é precisamente a de que ele realmente funciona, se não idealmente bem, pelo menos melhor do que todas as demais formas de organização econômica e social, justamente porque as pessoas estão liberadas para perseguir os seus próprios interesses, enquanto todos os demais estão apoiados nas inconstantes virtudes humanas, como a solidariedade, a “responsabilidade social”, ou o “bem comum”.

Eis aqui, portanto, a grande beleza do capitalismo, que muitos não conseguem enxergar: ainda que visem exclusivamente aos próprios interesses, os indivíduos somente serão recompensados quando satisfizerem as demandas dos outros. Meu ganho, meu lucro ou minha remuneração estão diretamente ligados à satisfação do meu semelhante. O livre mercado, embora não pretenda extinguir o auto-interesse inerente à condição humana, nos obriga a pensar nas demandas do próximo, se quisermos ser bem sucedidos.

Acima de tudo, o capitalismo não foi um modelo projetado, nem é resultado da criação de nenhuma mente privilegiada, mas trata-se de uma ordem espontânea, desenvolvida ao longo dos séculos através da interação humana.

O capitalismo não é perfeito, assim como nenhum sistema humano é ou jamais será perfeito. Mas os benefícios da sociedade da livre iniciativa são inegáveis – basta comparar a China de apenas 50 anos atrás com a China atual.

É muito fácil – e não raro politicamente conveniente – desdenhar do único modelo que, até hoje, nos permitiu escapar da pobreza e do desconforto que atormentaram o homem em grande parte de sua existência.  A esses eu diria que o maior crime das elites capitalistas não está nas famigeradas desigualdades, no egoísmo ou na ganância intrínsecos à condição humana, mas sim na recusa sistemática de apoiar, divulgar e defender o único modelo que proporcionou à humanidade sair de seu estado natural de miséria, preferindo, ao contrário, fazer apologia de um modelo que, onde quer que já tenha sido testado, só trouxe penúria e miséria.

Tags: João Luiz Mauad

 

Lei e ordem

Quem financiava a quadrilha de Sininho?

Sininho. Fonte: GLOBO

Deu no GLOBOApontada como a principal articuladora do grupo de ativistas que comandava protestos violentos no Rio de Janeiro, Elisa De Quadros Pinto Sanzi, a Sininho, também é suspeita de organizar protestos em Minas Gerais. De acordo com o relatório final do inquérito da Polícia Civil, em fevereiro deste ano ela chegou a se refugiar em São Paulo, com medo das investigações que estavam em curso. Numa conversa por telefone, segundo o documento ao qual O GLOBO teve acesso, Sininho diz não estar preocupada com a investigação da Polícia Civil do Rio: “Estou mais preocupada com a de Minas. Lá, eles já têm provas para me indiciar por formação de quadrilha”, disse ela, de acordo com transcrição contida no relatório.

Ainda no GLOBOA advogada Eloísa Samy é acusada de ter comandado atos violentos no Rio. Segundo denúncia do Ministério Público estadual, Samy se juntou ao grupo que organizava as depredações para dar assistência jurídica, mas acabou passando a participar ativamente das manifestações, dando, inclusive, orientações aos ativistas. Além disso, a advogada prestou apoio logístico, cedendo a residência onde mora para reuniões do grupo.

Na manhã desta segunda-feira, Eloísa e outros dois ativistas, Davi Paixão e Camila Nascimento, abrigaram-se no consulado do Uruguai, em Botafogo, na Zona Sul, para aguardar uma resposta sobre o pedido de asilo político no país feito por Eloísa. Segundo o advogado do Grupo Coletivo de Advogados, Rodrigo Mondego, eles fizeram o pedido por medo.

A situação dos quadrilheiros fica cada vez mais patética. Ainda há, claro, a turma dos “direitos humanos” (ou “direito dos manos”) que alega perseguição política e coisa do tipo. Uma piada de mau gosto. A OAB, que atualmente poderia muito bem significar Ordem dos Advogados Bolivarianos, está cheia de defensores dos “ativistas”, eufemismo para criminosos.

Pedir asilo político no Uruguai é realmente o ápice da cara de pau. Vão alegar o quê? Que o Brasil do PT não é uma democracia, enquanto boa parte do próprio PT defende os marginais? Vão se oferecer para plantar maconha na terra de Mujica, em vez de cumprir pena por seus crimes aqui? A palhaçada já passou dos limites.

A advogada Eloísa Samy que pediu asilo ao Uruguai. Fonte: GLOBO

A verdade é que os marginais acharam que era divertido “brincar de revolucionário”, atacar policiais, articular grupos mascarados com bombas caseiras, acreditando que jamais haveria punição por isso. Colocaram-se acima das leis, como de praxe na esquerda radical. Hora do acerto de contas.

Mas uma pergunta ainda precisa ser respondida sobre a Terra do Nunca, onde sininhos surgem do nada com grande poder de organização para formar quadrilhas: de onde vinha o dinheiro? Quem financiava a turma de marginais? Quem dava suporte financeiro para os criminosos? O capitão Gancho? Peter Pan?

PS: Os atores globais (e até mesmo um juiz!) podem se fingir de mortos agora que o bicho pegou e que as evidências de que os “manifestantes” não passavam de marginais vieram à tona, mas nós estamos aqui, gentilmente, para refrescar-lhes a memória do que defenderam:

Rodrigo Constantino

Tags: Black BlocsEloísa SamySininho

 

Lei e ordem

Professores marxistas e “ativistas”: uma combinação explosiva. Literalmente!

Um “ativista”. Fonte: GLOBO

Escrevi nesta segunda esseeesse texto sobre a prisão dos “ativistas” ligados aos black blocs, e em ambos deixei a pergunta mais importante no ar: quem os financia? Pois bem: a Polícia Civil, que tem feito um excelente trabalho de investigação até aqui, suspeita do envolvimento de sindicatos no financiamento das “manifestações”. Entre eles, o Sepe, dos professores:

A investigação da Polícia Civil sobre a participação de manifestantes em atos de vandalismo revelou indícios do envolvimento de sindicatos no financiamento de protestos. As evidências foram levantadas a partir do monitoramento, autorizado pela Justiça, de telefonemas e e-mails, além de depoimentos ouvidos no inquérito da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) que resultou na Operação Fire Wall.

Como a investigação era voltada apenas para a apuração de atos de violência, os indícios foram usados para abrir um novo inquérito, com o objetivo de chegar aos financiadores. Entre as entidades de classe citadas, figuram o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe), o Sindprev e o Sindpetro. Este último, segundo a polícia, teria fornecido dinheiro, transporte, carros de som e alimentação para ativistas participarem de ocupações e manifestações violentas. Em contrapartida, integrantes do sindicato teriam cobrado o recolhimento de assinaturas contra o leilão do Campo de Libra — maior reserva do pré-sal do país.

De acordo com as investigações, Jair Seixas Rodrigues, o Baiano, atuaria como elo entre o Sindpetro e os manifestantes. Ligado à Frente Internacionalista dos Sem Teto (Fist), Baiano teria recebido dinheiro do sindicato para mobilizar ativistas para invadir e ocupar prédios, além de dar transporte a grupos que realizaram um protesto violento contra o leilão, em outubro passado, na Barra da Tijuca.

A ligação do Sepe com os black blocs não é novidade, e já a comentei aqui, incluindo a Fiocruz no “trio explosivo”. É realmente algo assustador, que mina a esperança de todos nós, pessoas decentes, no futuro do Brasil. Professores que deveriam estar ensinando nossas crianças a ler e escrever direito nossa língua, a fazer contas, a conhecer direito nossa história, preferem se aliar a jovens niilistas, rebeldes de classe média ou alta em busca de adrenalina, marginais mascarados, para agredir policiais e depredar nosso patrimônio.

Como acreditar que há salvação para nosso país enquanto esses “professores” estiverem por aí alimentando essa garotada insegura e imatura com ideias revolucionárias de meia tigela? Uma dessas professoras, Camila Jourdan, dava aulas de filosofia na Uerj e agora está presa, indiciada por formação de quadrilha. Como crer em nossa educação se quadrilheiros estão dentro das salas de aula, influenciando nossos jovens dessa forma?

E ainda tem muita gente que acha que a solução para o Brasil é jogar mais dinheiro público no sistema educacional atual. Este? Para financiar ainda mais Sininhos? Seria apenas alimentar uma máquina de doutrinação ideológica, de proselitismo marxista revolucionário. Não resolve nada. Muito pelo contrário: pode muito bem piorar a situação, ao “empoderar” gente que deveria estar atrás das grades.

Professores marxistas e “ativistas”: uma combinação explosiva. Literalmente!

PS: Caso o leitor não tenha notado, uso o termo “ativista” entre aspas o tempo todo de propósito, para confrontar a linha jornalística da grande imprensa, assim como faço com “manifestação”. Não são ativistas, e sim criminosos, marginais. Quem joga coquetel Molotov em policial em uma democracia é bandido, não importa que julgue ter uma causa nobre (e não tem). Ou vão começar a chamar Marcola de “ativista” também? Ele, que é marxista assumido, garante ter uma causa nobre…

Rodrigo Constantino

 

GuerrasHistóriaReligião

David e Golias: o avassalador imperialismo de Israel. Ou não!

Hamas 2

João Pereira Coutinho relata em sua coluna de hoje uma experiência que também tenho, ao tentar defender com isenção e lógica o que julgo correto no complexo conflito do Oriente Médio. Ao tomar quase sempre o partido de Israel – não sem críticas – sou associado ao judaísmo. Pois, como pode um não-judeu achar que Israel tem alguma razão no conflito israelense-palestino?

Uma das explicações para o fato de que tanta gente assume automaticamente a defesa dos palestinos está, creio eu, na natural inclinação que temos de torcer pelo mais fraco. Naqueles programas da National Geografic, quem torcia para o leão alcançar o veado? As nossas emoções são programadas para proteger o lado em desvantagem. O mesmo fator fazia muita gente defender Cuba contra os Estados Unidos.

Mas nem sempre o David estará certo e o Golias errado. É o que mostra resumidamente Coutinho, inclusive destacando alguns itens da carta fundamental do Hamas, tratado pela imprensa como uma mera “facção” ou um interlocutor legítimo pela paz. Não é. Hamas é uma organização terrorista que pretende destruir Israel, nada menos:

O conflito com o Hamas é um problema ideológico. Basta ler a carta fundamental do grupo. Depois de prestar vassalagem à Irmandade Muçulmana (artigo 2) e de invocar os “Protocolos dos Sábios do Sião” (artigo 32) como argumento de autoridade (um documento forjado pela polícia czarista no século 19 para “provar” o conluio judaico para dominar o mundo), o Hamas não quer um Estado palestino junto a um Estado judaico.

Quer, sem compromissos de qualquer espécie, a destruição da “invasão sionista” (artigo 28) -do mar Mediterrâneo até o rio Jordão. Os foguetes que o Hamas lança não são formas de reivindicar nada: são a expressão da incapacidade de aceitar que judeus vivam no “waqf” (terra inalienável dos muçulmanos -artigo 11).

Acreditar no Hamas como “parceiro” para qualquer “processo de paz” é não entender a natureza jihadista do grupo. O Hamas não luta em nome da Palestina. Luta em nome de Alá.

Enquanto grupos terroristas estiverem bem na fronteira de Israel ameaçando sua população, claro que o governo irá reagir, lutar, defender-se a todo custo. Israel cedeu várias vezes nas negociações territoriais, mas ao lado palestino, liderado por terroristas, a paz não interessa. Yasser Arafat, ao recusar o acordo em Camp David em 2000, cometeu um crime imperdoável contra o próprio povo palestino.

Portanto, é preciso deixar as emoções de lado e analisar a coisa por uma lente mais objetiva e racional. Podemos, sim, criticar abusos cometidos pelo governo de Israel, e lamentar profundamente as perdas civis do lado palestino. Mas é absurdo ignorar o que os próprios palestinos, sob o controle de terroristas, desejam: a completa destruição de Israel.

PS: A analogia com David versus Golias é interessante, mas falha. Sim, Israel é mais forte em termos bélicos, pois é uma democracia com uma economia pujante, produziu muita riqueza mesmo em território extremamente inóspito e hostil. Mas acusarem Israel de “imperialista” parece demais da conta. Em uma imagem, vejam que “império” avassalador naquela região:

Israel

 

Mas é esse pequeno pedaço de terra que seria a causa de todos os problemas na região, dizem os incautos, e os demais não podem tolerar sua existência. Como levar essa gente a sério?

Rodrigo Constantino

Tags: HamasIsraelJoão Pereira CoutinhoPalestinaYasser Arafat

 

Cultura

Mercado de livros patina e conclusão é óbvia: brasileiro quase não lê!

Estante

Deu na PublishNews:

Enquanto o PIB brasileiro cresceu 41,82% na última década, a indústria editorial aumentou seu faturamento em apenas 7,34%. 

Segundo a pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, divulgada hoje pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livro (SNEL), o faturamento das editoras de livros no Brasil alcançou R$ 5,36 bilhões em 2013, o que representa um crescimento nominal de 7,52% em relação ao ano interior. Descontada uma inflação de 5,91% (IPCA), o crescimento real foi de 1,52%.

A primeira má notícia é que, em termos reais, o faturamento apurado pela FIPE – entidade responsável pela pesquisa – ainda está abaixo do valor alcançado em 2010. Ou seja o crescimento deste ano não compensou a péssima performance do mercado em 2010 e 2011.

A segunda má notícia é que o crescimento de 2013 deve-se puramente ao aumento das compras governamentais que chegaram a R$ 1,47 bilhão no ano passado contra R$ 1,32 bilhão em 2012. Trata-se de um crescimento nominal de 12,04% e, uma vez deflacionados os números, de um aumento real de 5,79%. Em 2013, 27,51% do faturamento das editoras foi oriundo de compras governamentais, comprovando a dependência do setor no governo. Mas por que isto seria uma má notícia? A razão é simples: enquanto o governo aumentou suas compras, as vendas dos editores ao mercado privado ficaram praticamente estagnadas.

A conclusão é evidente: o brasileiro não tem o hábito da leitura. Um faturamento inferior a R$ 4 bilhões no mercado privado é ridículo para um país com 200 milhões de habitantes! Isso representa um gasto bruto anual de apenas R$ 20 per capita, ou seja, nem um livro por pessoa!

Isso para nem entrar na questão da qualidade dessa leitura, nos casos em que ela existe. Os livros de autoajuda que, como o nome já diz, ajudam apenas seus autores, representa cerca de metade do total vendido. Brasileiro quase não lê e quando o faz escolhe porcaria. É um quadro realmente preocupante.

Também, o que esperar quando o ex-presidente Lula dizia abertamente que não gosta de ler, pois isso lhe causava azia, e a atual presidente, tida como grande leitora e apreciadora de livros por parte da imprensa, mal consegue articular uma frase sobre sua leitura mais recente?

PS: Segue a palestra que fiz no Ibmec, à ocasião da Feira Literária, justamente enaltecendo a importância da leitura em minha vida:

Rodrigo Constantino

Tags: livros

Tags:
Fonte:
Blog Rodrigo Constantino (VEJA)

0 comentário