Dilma na ONU: nada comparável desde o sapato de Krushev. Ou: A estupidez como categoria de pensamento

Publicado em 24/09/2014 21:02 e atualizado em 25/09/2014 20:18 1636 exibições
por Reinaldo Azevedo, de veja.com.br (+ Augusto Nunes, Ricardo Setti e Rodrigo Constantino)

Dilma na ONU: nada comparável desde o sapato de Krushev. Ou: A estupidez como categoria de pensamento

A presidente Dilma Rousseff certamente considerou que o ridículo a que submeteu nesta terça o país não era o suficiente. Resolveu então dobrar a dose. Como sabem, a nossa governanta censurou ontem, em entrevista à imprensa, os EUA e países aliados pelos ataques às bases terroristas do Estado Islâmico.

Dilma, este gênio da raça, pediu diálogo. Dilma, este portento da política externa, quer conversar com quem estupra, degola, crucifica, massacra. Dilma, este novo umbral das relações internacionais, defende que representantes da ONU se sentem à mesa com mascarados armados com fuzis e lâminas afiadas. Nunca fomos submetidos a um vexame desses. Nunca!

Nesta quarta, no discurso que abre a Assembleia Geral das Nações Unidas, uma tradição inaugurada em 1947 por Oswaldo Aranha, Dilma insistiu nesse ponto, para espanto dos presentes. Os que a ouviam certamente se perguntavam: “Quem é essa que vem pregar o entendimento e o diálogo com facinorosos que só reconhecem a língua da morte e da eliminação do outro?”.

Houvesse uma lei que proibisse o uso de aparelhos públicos internacionais para fazer campanha eleitoral, Dilma teria, agora, de ser punida. Sua fala na ONU foi a de uma candidata — mas candidata a quê, santo Deus? A presidente do Brasil desfiou elogios em boca própria, exaltando, acreditem, suas conquistas na economia, no combate à corrupção e na solidez fiscal — tudo aquilo, em suma, que a realidade interna insiste em desmentir.

Não falava para os que a ouviam; falava para a equipe do marqueteiro João Santana, que agora vai editar o seu pronunciamento de sorte a fazer com que os brasucas creiam que o mundo inteiro se quedou paralisado diante de tal portento, diante daquele impávido colosso que insistia em dar ao mundo uma aula de boa governança. Justo ela, que preside o país que tem a pior relação crescimento-inflação-juros entre as dez maiores economias do mundo.

De tal sorte fazia um pronunciamento de caráter eleitoral e eleitoreiro que, numa peroração em que misturou dados da economia nativa com um suposto novo ordenamento das relações internacionais, sobrou tempo para tentar faturar com o casamento gay. Afirmou: “A Suprema Corte do meu país reconheceu a união estável entre pessoas do mesmo sexo, assegurando-lhes todos os direitos civis daí decorrentes”. É claro que queria dar uma cutucadinha em Marina Silva, candidata do PSB à Presidência, que o sindicalismo gay petista tentou transformar em homofóbica numa das vertentes sujas da campanha.

Sem ter mais o que pregar aos nativos; temerosa de que o eleitorado cobre nas urnas os muitos insucessos de sua gestão; sabedora de que boa parte da elite política que a cerca pode ser engolfada por duas delações premiadas — a de Paulo Roberto Costa e da Alberto Youssef —, Dilma elegeu a sede da ONU como um palanque.

Na tribuna, bateu no peito e elogiou as próprias e supostas grandezas, como fazem os inseguros e os mesquinhos. No discurso que abre a Assembleia Geral das Nações Unidas, tratou de uma pauta bisonhamente doméstica — e, ainda assim, massacrando os números. Quando lhe coube, então, cuidar da ordem internacional, pediu, na prática, que terroristas sejam considerados atores respeitáveis.

Desde 12 de outubro de 1960, quando o líder soviético Nikita Krushev bateu com o próprio sapato na mesa em que estava sentado — e não na tribuna, como se noticia às vezes — para se fazer ouvir, a ONU não presencia cena tão patética. Nesta quarta, Dilma submeteu o Brasil a um ridículo inédito.

Por Reinaldo Azevedo

 

EU QUERO QUE A DILMA DESEMBARQUE NO CALIFADO DO ESTADO ISLÂMICO PARA NEGOCIAR COM TERRORISTAS. SEI QUE ELA ESTÁ PREPARADA PARA ISSO!

A estupidez da política externa brasileira não reconhece limites.
Não recua diante de nada.
Não recua diante de cabeças cortadas.
Não recua diante de fuzilamentos em massa.
Não recua diante da transformação de mulheres em escravas sexuais.
Não recua diante do êxodo de milhares de pessoas para fugir dos massacres.
Não recua diante da conversão de crianças em assassinos contumazes.
A delinquência intelectual e moral da política externa brasileira, sob o regime petista, não conhece paralelo na nossa história.

A delinquência intelectual e moral da política externa brasileira tem poucos paralelos no mundo — situa-se abaixo, hoje, de estados quase-párias, como o Irã e talvez encontre rivais à baixura na Venezuela, em Cuba e na Coreia do Norte.

Nesta terça, na véspera de fazer o discurso de abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, a ainda presidente do Brasil fez o impensável, falou o nefando, ultrapassou o limite da dignidade. Ao comentar os ataques dos Estados Unidos e aliados às bases do grupo terrorista Estado Islâmico, na Síria, disse a petista:

“Lamento enormemente isso (ataques aéreos na Síria contra o EI). O Brasil sempre vai acreditar que a melhor forma é o diálogo, o acordo e a intermediação da ONU. Eu não acho que nós podemos deixar de considerar uma questão. Nos últimos tempos, todos os últimos conflitos que se armaram tiveram uma consequência: perda de vidas humanas dos dois lados. Agressões sem sustentação aparentemente podem dar ganhos imediatos, mas, depois, causam prejuízos e turbulências. É o caso do Iraque, está lá provadinho. Na Líbia, a consequência no Sahel. A mesma coisa na Faixa de Gaza. Nós repudiamos sempre o morticínio e a agressão dos dois lados. E, além disso, não acreditamos que seja eficaz. O Brasil é contra todas as agressões. E, inclusive, acha que o Conselho de Segurança da ONU tem de ter maior representatividade, para impedir esta paralisia do Conselho diante do aumento dos conflitos em todas as regiões do mundo”.

Nunca a política externa brasileira foi tão baixo. Trata-se da maior coleção de asnices que um chefe de estado brasileiro já disse sobre assuntos internacionais.

A fala de Dilma é moralmente indigna porque se refere a “dois lados do conflito”, como se o Estado Islâmico, um grupo terrorista fanaticamente homicida, pudesse ser considerado “um lado” e como se os EUA, então, fossem “o outro lado”.

A fala de Dilma é estupidamente desinformada porque não há como a ONU mediar um conflito quando é impossível levar um dos lados para a mesa de negociação. Com quem as Nações Unidas deveriam dialogar? Com facínoras que praticam fuzilamentos em massa?

A fala de Dilma é historicamente ignorante porque não reconhece que, sob certas circunstâncias, só a guerra pode significar uma possibilidade de paz. Como esquecer — mas ela certamente ignora — a frase atribuída a Churchill quando Chamberlain e Daladier, respectivamente primeiros-ministros britânico e francês, celebraram com Hitler o “Pacto de Munique”, em 1938? Disse ele: “Entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra e terão a guerra”.

A fala de Dilma é diplomaticamente desastrada e desastrosa porque os EUA lideram hoje uma coalizão de 40 países, alguns deles árabes, e conta com o apoio do próprio secretário-geral da ONU, Ban ki-Moon.

A fala de Dilma é um sarapatel de ignorâncias porque nada une — ao contrário: tudo desune — os casos do Iraque, da Líbia, da Faixa de Gaza e do Estado Islâmico. Meter tudo isso no mesmo saco de gatos é coisa de uma mente perturbada quando se trata de debater política externa. Eu, por exemplo, critiquei aqui — veja arquivo — a ajuda que o Ocidente deu à queda de Muamar Kadafi, na Líbia, e o flerte com os grupos que se organizaram contra Bashar Al Assad, na Síria, porque avaliava que, de fato, isso levaria a uma desordem que seria conveniente ao terrorismo. Meus posts estão em arquivo. Ocorre que, hoje, os terroristas dominam um território imenso, provocando uma evidente tragédia humanitária.

A fala de Dilma é coisa, de fato, de um anão diplomático, que se aproveita de uma tragédia para, uma vez mais, implorar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança de ONU. O discurso da presidente do Brasil só prova por que o país, infelizmente, não pode e não deve ocupar aquele lugar. Não enquanto se orientar por critérios tão estúpidos.

Ao longo dos 12 anos de governos do PT, muita bobagem se fez em política externa. Os petistas, por exemplo, condenaram sistematicamente Israel em todos os fóruns e se calaram sobre o terrorismo dos palestinos e dos iranianos. Lula saiu se abraçando com todos os ditadores muçulmanos que encontrou pela frente — incluindo, sim, o já defunto Kadafi e o antissemita fanático Mahmoud Ahmadinejad, ex-presidente do Irã. Negou-se a censurar na ONU o ditador do Sudão, Omar al-Bashir, que responde pelo assassinato de 400 mil cristãos. O Brasil tentou patrocinar dois golpes de estado — em Honduras e no Paraguai, que depuseram legitimamente seus respectivos presidentes. Endossou eleições fraudadas na Venezuela, deu suporte ao tirano Hugo Chávez e ignorou o assassinato de opositores nas ruas, sob o comando de um louco como Nicolás Maduro.

E, como se vê, ainda não era seu ponto mais baixo. Dilma, nesta terça, deu o seu melhor. E isso quer dizer, obviamente, o seu pior. A vergonha da política externa brasileira, a partir de agora, não conhece mais fronteiras.

Pois eu faço um convite: vá lá, presidente, negociar com o Estado Islâmico. Não será por falta de preparo que Vossa Excelência não chegará a um bom lugar.

Por Reinaldo Azevedo

 

Os companheiros terroristas retribuíram os afagos de Dilma com mais uma degola

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Um dia depois dos afagos de Dilma Rousseff, que se solidarizou com o Estado Islâmico e propôs a troca dos ataques aéreos por diálogos entre os algozes democratas e os indefesos liberticidas, os companheiros terroristas retribuíram a manifestação de apreço e amizade da presidente com mais uma degola,  Nesta quarta-feira, depois dos jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff e do agente humanitário britânico David Haines, chegou a vez do turista francês Hervé Gourdel.

Como as anteriores, a quarta decapitação foi registrada num vídeo que circula pela internet. Aos 55 anos, pai de dois filhos, o refém sequestrado na Argélia foi morto pelo crime de ter nascido no país errado. Os carrascos haviam fixado um prazo de 24 horas para que a França rompesse a parceria militar com os Estados Unidos e caísse fora dos céus da Síria. Quando se ajoelhou com as mãos amarradas atrás das costas, rodeado por quatro carrascos, é provável que Gourdel nem soubesse do ultimato.

A reedição do espetáculo da barbárie não mereceu sequer uma palavra da presidente, que tampouco enviou meia dúzia de frases de consolo à fa~mília do assassinado. A política externa da canalhice determina que a chefe de governo deve chorar seletivamente. Dilma não tem lágrimas a perder com um turista francês.

(por Augusto Nunes)

A defesa do Estado Islâmico é uma prova de coerência: a condutora da política externa da canalhice jamais desperdiçou alguma chance de envergonhar o Brasil

Instituída no governo Lula, a política externa da canalhice foi encampada com muita animação por Dilma Rousseff. Ao longo de oito anos, o padrinho sempre escolheu o lado errado. Nesta terça-feira, ao baixar em Nova York, a afilhada confirmou que nunca perde alguma chance de envergonhar o país que presta. Ao comentar a ofensiva militar americana contra o Estado Islâmico, Dilma solidarizou-se com a turma da caverna e garantiu que, embora não pareça, até decepadores de cabeças aceitam convites para um diálogo civilizado. “Lamento enormemente os ataques na Síria”, recitou em dilmês primitivo. “Nos últimos tempos, todos os últimos conflitos que se armaram tiveram uma consequência: perda de vidas humanas dos dois lados”.

O choro de Dilma depende da nacionalidade do morto. Ela não derramou uma única e escassa lágrima pelas incontáveis vítimas do bando de fanáticos. Não deu um pio sobre a decapitação  ─ em ritos repulsivos filmados pelos carrascos e transformados em programas de TV ─ de dois jornalistas e um agente humanitário. Não emitiu nenhum sinal de desconforto com os massacres intermináveis, os estupros selvagens, a rotina da tortura, a pena de morte por heresia aplicada a quem não se subordina aos dogmas da seita. A presidente só “lamenta enormemente” a perda de aliados na guerra irremediavelmente perdida que move desde a juventude contra o imperialismo ianque.

Erguido durante a entrevista coletiva convocada pela doutora em nada, o monumento ao cinismo foi implodido por uma nota subscrita por Ban Ki-Moon, secretário-geral da Organização das Nações Unidas. Além de endossar os bombardeios americanos, Ki-Moon lembrou que os devotos da barbárie só serão contidos por mais operações militares semelhantes às executadas pelos Estados Unidos. Sem ter lido o documento, Dilma avisou que o besteirol seria reprisado em seu discurso na ONU. Caso cumpra a promessa, todos os presentes entenderão por que um representante do governo de Israel, inconformado com o ostensivo apoio do governo lulopetista ao Hamas, qualificou o país de “anão diplomático”

Entre o governo constitucional paraguaio e o presidente deposto Fernando Lugo, Dilma escolheu o reprodutor de batina. Também se juntou aos patifes da vizinhança na conspiração que afastou do Mercosul o Paraguai e permitiu a entrada da Venezuela chavista, fez todas as vontades do bolívar-de-hospício que virou passarinho, arranjou até um estoque de papel higiênico para adiar o naufrágio de Nicolás Maduro, curvou-se aos caprichos do lhama-de-franja que reina na Bolívia, presenteou a ditadura cubana com o superporto que o Brasil não tem e transformou a Granja do Torto em residência de verão de Raúl Castro. Fora o resto.

O apoio enviesado ao Estado Islâmico é também uma prova de coerência. Só poderia agir assim quem fez há pelo menos 12 anos a opção preferencial pela infâmia.

(por Augusto Nunes)

A delação de Youssef: o pânico se espalha em certas áreas da política; há figurão que já começa a ter pesadelos com a cadeia

É grande o pânico no mundo político. O doleiro Alberto Youssef resolveu aceitar a proposta de delação premiada. O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o notório Kakay, que adora um cliente complicado, anunciou ter deixado o caso porque se opõe à decisão. Ainda que quisesse, não teria como permanecer, não é mesmo? A chance de o doleiro implicar outros, digamos, nomes de sua carteira de defesas é imensa.

Como todo mundo já sabe, os benefícios da delação só são realmente concedidos se aquele que faz o acordo contribuir efetivamente para desvendar a ação criminosa. Assim, se Youssef quer mesmo se livrar de muitos anos de cana, terá de colaborar de verdade. Até onde pode ir? É o que se perguntam todos aqueles que fizeram negócios com ele — muitas cabeças coroadas da República. Há gente disputando governo de Estado por aí que, a esta altura, deve estar com medo de ir parar na cadeia.

Se Paulo Roberto Costa produziu um bom tremor de terra ao falar, Youssef, se quiser, causa um verdadeiro terremoto. A desenvoltura com que ele se infiltrou — ou foi infiltrado — no estado brasileiro é assombrosa. O caso do laboratório de fachada Lobogen ilustra a bandalheira. Uma empresa que se dedicava à lavagem de dinheiro, apontam a Polícia Federal e o Ministério Público, tinha celebrado um convênio com o Ministério da Saúde para a produção de remédios.

É a segunda vez que Youssef faz um acordo dessa natureza. O outro estava relacionado ao escândalo do Banestado. Ele colaborou, pagou uma multa e se livrou da cana. Mas voltou a delinquir e perdeu aquele benefício, razão por que acabou condenado a mais de quatro anos de cadeia.

Sem a delação, Youssef certamente ficaria muitos anos na cadeia. Se ela colaborar para elucidar e desmontar uma quadrilha que vive do assalto aos cofres, tanto melhor.

 

Por Reinaldo Azevedo

Política & Cia

Vocês podem imaginar uma coisa dessas? Lula, fugindo há meses de um depoimento à Polícia?

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Agentes da Polícia Federal apuram um repasse de 7 milhões de reais da Portugal Telecom ao PT, que teria sido intermediado pelo ex-presidente; a acusação partiu de Marcos Valério

De VEJA.com

Há sete meses a Polícia Federal tenta, sem sucesso, ouvir o ex-presidente Lula em inquérito que apura sua atuação no mensalão, segundo reportagem desta quarta-feira do jornal O Estado de S. Paulo.

Em abril de 2013, o Ministério Público Federal solicitou à PF que apurasse as denúncias feitas pelo operador do esquema, Marcos Valério de Souza, de que o ex-presidente intermediou um repasse de 7 milhões de reais feito ao PT por uma subsidiária da Portugal Telecom. Além de Lula, o ex-ministro Antonio Palocci Filho também é citado no caso.

De acordo com o jornal, o advogado do ex-presidente, Marcio Thomaz Bastos, disse à cúpula da PF que Lula estará na quinta-feira em Brasília e tentará agendar a data da oitiva. Na PF, contudo, afirma-se que os acertos para o depoimento – sempre informais – não foram adiante. Os agentes esperam ouvir Lula para encerrar o inquérito, cuja conclusão foi adiada algumas vezes.

Medo de atrapalhar a campanha eleitoral do PT

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo informa que o petista teme o vazamento do depoimento para a imprensa – e os estragos disso à campanha eleitoral. Lula não foi intimado, apenas convidado a falar. E, de acordo com o jornal, não deverá ser. A avaliação da cúpula da PF é de que uma intimação seria medida exagerada.

Segundo Valério, o ex-presidente teria intermediado a obtenção do repasse milionário de uma fornecedora da Portugal Telecom para o PT, por meio de publicitários ligados ao partido. Os recursos teriam sido usados para quitar dívidas eleitorais dos petistas. De acordo com o operador do mensalão, Lula intercedeu pessoalmente junto a Miguel Horta, presidente da companhia portuguesa, para pedir os recursos. As informações eram desconhecidas até 2012, quando Valério – já condenado – resolveu contar parte do que havia omitido até então.

O caso investigado

A transação investigada pelo inquérito estaria ligada a uma viagem feita por Valério a Portugal em 2005. O episódio foi usado, no julgamento do mensalão, como uma prova da influência do publicitário em negociações financeiras envolvendo o PT.

O pedido de abertura de inquérito havia sido feito pela Procuradoria da República no Distrito Federal a partir das acusações feitas por Valério em depoimento à Procuradoria-Geral da República. Como Lula e os outros acusados pelo publicitário não têm foro privilegiado, o caso foi encaminhado à representação do Ministério Público Federal em Brasília. Ao todo, a PGR enviou seis procedimentos preliminares aos procuradores do Distrito Federal. Um deles resultou no inquérito aberto pela PF. Outro, por se tratar de caixa dois, foi enviado à Procuradoria Eleitoral.

Os segredos de Valério

Com a certeza de que iria para a cadeia, Marcos Valério começou a contar os segredos do mensalão em meados de setembro de 2012,como revelou VEJA. Em troca de seu silêncio, Valério disse que recebeu garantias do PT de que sua punição seria amena. Já sabendo que isso não se confirmaria no Supremo – que o condenou a quase 40 anos por corrupção ativa, evasão de divisas, peculato e lavagem de dinheiro – e, afirmando temer por sua vida, ele declarou a interlocutores que Lula “comandava tudo” e era “o chefe” do esquema.

Pouco depois, o operador financeiro do mensalão enviou, por meio de seus advogados, um fax ao STF declarando que estava disposto a contar tudo o que sabe. No início de novembro daquele ano, nova reportagem de VEJA mostrou que o empresário depôs à PGR na tentativa de obter um acordo de delação premiada – um instrumento pelo qual o envolvido em um crime presta informações sobre ele, em troca de benefícios.

(por Ricardo Setti)

Venezuela vem aí: diga NÃO ao PT!

Vídeo em que mostro como o PT de Lula e Dilma defende incondicionalmente o modelo venezuelano de Chávez e Maduro, que jogou o país no completo caos.

Bois de piranha: a corrupção em massa como cortina de fumaça

Por João Cesar de Melo, publicado noInstituto Liberal

Na África, a migração anual dos gnus os obriga a atravessar um rio povoado por crocodilos. A solução: o rebanho se lançar de uma só vez para confundir os predadores, permitindo que a grande maioria dos indivíduos cruze o rio enquanto apenas uns poucos são abatidos.

No pantanal brasileiro, existe a lenda baseada em casos reais de peões que, para atravessar alguns rios, lançam um boi para entreter as piranhas enquanto conduzem o rebanho por outro ponto do mesmo rio.

No planalto brasileiro, os petistas também usam essa estratégia para atingir seus objetivos: Com toda a máquina estatal sob o controle do partido, os líderes autorizam seus agentes a fazer o que julgarem necessário para manipular a opinião pública e para calar a imprensa, a cultura e o setor produtivo. Autorizando que roubem, que corrompam, que distribuíam dinheiro público, que caluniem adversários, que distorçam dados e que manipulem informações e ferramentas democráticas sem qualquer escrúpulo, o PT tem a certeza de que a maioria dessas ações sequer será percebida pela sociedade, afinal, realmente é impossível detectar e assimilar todas ao mesmo tempo. Os casos que chegam a ser descobertos pelo que resta de justiça, de polícia e de imprensa independente são sacrifícios menores, já que para cada notícia de corrupção ou de uso indevido da máquina pública, há dezenas de operações em curso.

O PT sente-se seguro em infringir sistematicamente a lei eleitoral porque sabe que a oposição não tem condições de capitular e denunciar cada infração, além da certeza de que o próprio TSE, presidido por seu “ex”-advogado, relevaria qualquer denúncia mais grave.

O PT tem certeza também de que cada caso de corrupção que chega aos jornais num dia acaba sendo substituído por outro e por outro e por outro… o que acaba se tornando uma rotina vista pelo cidadão comum como entretenimento jornalístico. Xinga-se um político como se xinga um juiz de futebol – ao término da notícia/partida, ninguém se lembra mais de nada. Por mais absurdo que seja cada escândalo de corrupção, tanto pelo descaramento quanto pelo volume de dinheiro envolvido, o PT sabe que logo depois do telejornal vem a novela, o programa de humor ou o Campeonato Brasileiro.

Utilizando o exemplo do Jornal Nacional, quantos de seus trinta minutos são destinados a notícias de corrupção? Cinco. Em casos excepcionais, dez. O PT sabe disso.

O PT sabe que pobre não lê jornal impresso, nem acessa as dezenas de blogs, páginas e portais de notícia da internet.

O PT sabe que aqueles cinco minutinhos do JN são insignificantes em relação à publicidade estatal que chega aos olhos de cada pobre através da televisão ou por meio de sua militância infiltrada em cada favela.

O PT sabe que, ao pobre que recebe Bolsa Família, basta ouvir alguém do governo dizendo que todas as acusações são mentiras.

O PT sabe que o pobre não consegue fazer relações entre o que acontece na Venezuela e na Argentina com o que estão fazendo no Brasil.

O PT tem absoluta certeza de que criar um tsunami de mentiras sobre tudo e todos que o ameaçam acaba fazendo muitas dessas mentiras serem assimiladas como as mais absolutas verdades.

O PT sabe que o pobre vê com naturalidade a notícia sobre os Correios distribuindo a panfletagem de Dilma – “Ué, os Correios servem pra isso mesmo!”.

O PT sabe muito bem como funciona a cabeça do pobre. Sabe, até, como convencê-lo de que um celular no bolso e uma TV de LED na parede são mais importantes do que qualquer trágica realidade a sua volta – “Segurança pública, educação de qualidade e transporte coletivo eficiente pra quê, se agora a gente é classe média!”, exclama o pobre.

Seguindo a cartilha socialista, todos os movimentos do PT são em massa. Manipulação em massa. Mentiras em massa. Corrupção em massa… O PT sabe que o conjunto de pequenas ações contra as liberdades econômicas e individuais se transformam numa gigantesca retroescavadeira social e política. O PT sabe que cada um de seus milhares de militantes sociais e culturais formam um imenso autofalante publicitário.

Pouco antes de finalizar este texto, vejo a notícia de outro escândalo: a presidente de uma ONG criada pelo PT na Bahia para construir casas populares no sertão confessou, com todas as letras, que na verdade a organização não passava de uma ferramenta de arrecadação de dinheiro estatal cuja maior parte era desviada para os cofres do mesmo PT. Quantos votos o PT perde com isso? Nenhum. O pobre miserável que vive à custa do Bolsa Família mudará seu voto? O PT sabe que não. PT tem certeza de que o pobre não faz qualquer relação entre sua pobreza e a corrupção estatal.

Estamos às vésperas de uma das eleições mais importantes da história tendo aos olhos e ouvidos novas e grotescas notícias de corrupção envolvendo o governo e empresas estatais, porém, com praticamente nenhum efeito nas intenções de votos. Todos os envolvidos são ligados ao PT. O pivô da rede de corrupção da Petrobrás confessou, deu os nomes, explicou como funciona… e nada! Apenas os “reaças”, os “coxinhas” e os “golpistas” se revoltam. A presidente da empresa continua em seu cargo. A Presidente da República continua liderando as pesquisas.

É um dolorido exercício de criatividade tentar imaginar o que o PT fará nas próximas semanas para conseguir se reeleger. A única certeza que temos é que quanto mais Marina e Aécio ameaçarem a continuidade dos planos do PT, mais veremos avalanches de mentiras, de demagogias, de distorções da realidade e da história e todo tipo de uso da máquina pública; enquanto todo e qualquer caso de corrupção que venha á público provocará no PT, no máximo, algumas gargalhadas.

O PT faz o que faz e da forma como faz porque acredita que quando as maiores verdades forem percebidas pela sociedade, será tarde demais para qualquer reação.

(por Rodrigo Constantino)

PT quer o monopólio da mentira e também da crítica

Ai, ai…

Quando eu começo assim, é porque estou como Machado de Assis, com a pena da galhofa e a tinta da melancolia. O PT, acreditem vocês, decidiu recorrer à Justiça Eleitoral contra PSDB e o PSB — ou seja, contra as campanhas de Aécio Neves e Marina Silva. Sim, leitores amigos! Rui Falcão, presidente do PT, diz que os adversários, calculem vocês, estão recorrendo a baixarias. Sim, é uma piada, só que involuntária.

E do que o PT não gostou na campanha de Marina? A propaganda eleitoral do PSB sustentou em seu programa que a Petrobras virou caso de polícia. Não me diga que o PT está escandalizado com isso!!! Eu estou enganado, ou dois inquéritos da Polícia Federal investigam lambanças na Petrobras? Eu estou enganado, ou o TCU mandou suspender repasses de recursos a refinarias em razão de suspeita de irregularidades? Eu estou enganado, ou Paulo Roberto Costa acusa pagamento de propina na compra da refinaria de Pasadena? Ele próprio, aliás, diz ter recebido R$ 1,5 milhão. Rui Falcão não quer que esse tema apareça na campanha eleitoral?

E do que os petistas não gostaram na campanha do PSDB? Os tucanos, imaginem vocês, acusam os petistas de não ter cumprido as suas promessas. Ora, mas só o principal partido de oposição diz isso? Não! Segundo o levantamento da ONG Contas Abertas, o PAC que está no papel tem três vezes mais realizações do que o de verdade.

Os petistas agem como recomendava Lênin, o facinoroso: acuse os outros de praticar aquilo que você pratica. É uma das táticas mais sujas do jogo político. O PT já acusou Aécio Neves de querer cortar direitos trabalhistas — sem que o tucano jamais tivesse tocado no assunto. Em campanhas passadas, acusou José Serra e Geraldo Alckmin de querer privatizar a Petrobras, o que, infelizmente, é mentira. Se privatizada, convenham, não estaríamos sendo assaltados agora, não é mesmo? No momento, acusam Marina de querer arrancar comida do prato dos brasileiros e de pretender tirar R$ 1,3 trilhão da educação porque ela não teria a intenção de explorar o pré-sal.

Notem: há diferenças entre verdade e mentira. Que a Petrobras seja, hoje, um caso de polícia, é um fato. Que Dilma não tenha cumprido boa parte de suas promessas, idem. Já a afirmação de que o tucano queira cortar direitos trabalhistas ou a de que a peessebista vá tirar R$ 1,3 trilhão da educação são apenas pregações terroristas. Nem é o caso de afirmar que os petistas pretendem ter o monopólio da mentira. Ele querem também o monopólio da crítica. É patético!

Por Reinaldo Azevedo

O autorretrato de Dilma. Ou: “Assim não dá para ser presidente da República”

Leiam editorial do Estadão desta quarta. Irretocável!
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Por ter chorado numa entrevista ao dizer que fora “injustiçada” pelo ex-presidente Lula, a candidata Marina Silva foi alvo de impiedosos comentários de sua rival Dilma Rousseff. “Um presidente da República sofre pressão 24 horas por dia”, argumentou a petista. “Se a pessoa não quer ser pressionada, não quer ser criticada, não quer que falem dela, não dá para ser presidente da República.” E, como se ainda pudesse haver dúvida sobre a sua opinião, soltou a bordoada final: “A gente tem que aguentar a barra”. Passados apenas oito dias dessa suposta lição de moral destinada a marcar a adversária perante o eleitorado como incapaz de segurar o rojão do governo do País, Dilma acabou provando do próprio veneno.

Habituada, da cadeira presidencial, a falar o que quiser, quando quiser e para quem quiser – e a cortar rudemente a palavra do infeliz do assessor que tenha cometido a temeridade de contrariá-la -, a autoritária candidata à reeleição foi incapaz de aguentar a barra de uma entrevista de meia hora a três jornalistas da Rede Globo, no “Bom dia, Brasil”. A sabatina foi gravada domingo no Palácio da Alvorada e levada ao ar, na íntegra, na edição da manhã seguinte do noticioso. Os entrevistadores capricharam na contundência das perguntas e na frequência com que aparteavam as respostas. Se foram, ou não, além do chamamento jornalístico do dever, cabe aos telespectadores julgar.

Já a conduta da presidente sob estresse, em um foro público, por não ditar as regras do jogo nem, portanto, dar as cartas como de costume entre as quatro paredes de seu gabinete, é matéria de interesse legítimo da sociedade. Fornece elementos novos, a menos de duas semanas das eleições, sobre o que poderiam representar para o Brasil mais quatro anos da “gerentona” quando desprovida do conforto dos efeitos especiais que lustram a sua figura no horário de propaganda e, eventualmente, do temor servil que infundiu aos seus no desastroso primeiro mandato. Isso porque os reverentes de hoje sabem que não haverá Dilma 3.0 em 2018 nem ela será alguém na ordem das coisas a partir de então.

A presidente, que tão fielmente se autorretratou no Bom Dia, Brasil é, em essência, assim: não podendo destratar os interlocutores, maltrata os fatos; contestadas as suas versões com dados objetivos e ao alcance de todos quantos por eles se interessem, se faz de vítima como a Marina Silva a quem, por isso, desdenhou. Cobrada por não responder a uma pergunta, retruca estar “fazendo a premissa para chegar na conclusão (sic)”, ensejando a réplica de ficar na premissa “muito tempo”. É da natureza dessas situações com hora marcada que o entrevistado procure alongar-se nas respostas para reduzir a chance de ser atingido por novas perguntas embaraçosas. Some-se a isso o apreço da presidente pelo som da própria voz – e já estaria armado o cenário de confronto entre quem quer saber e quem quer esconder.

Mas o que ateou fogo ao embate foram menos as falsidades assacadas por Dilma do que a compulsiva insistência da candidata, já à beira de um ataque de nervos, em apresentá-las como cristalinas verdades. Quando repete que não tinha a mais remota ideia da corrupção em escala industrial na diretoria de abastecimento da Petrobrás ocupada por Paulo Roberto Costa de 2004 (quando ela chefiava o Conselho de Administração da estatal) a 2012 (quando ocupava havia mais de um ano o Planalto), não há, por ora, como desmascarar a incrível alegação. Mas quando ela afirma e reafirma – no mais desmoralizante de seus vexames – que a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) não mede desemprego, mas taxa de ocupação, e não poderia, portanto, ter apurado que 13,7% dos brasileiros de 18 a 24 anos estão sem trabalho, é o fim da linha.

Depois da entrevista, o programa fez questão de convalidar os números da jornalista que a contestava. De duas, uma, afinal: ou Dilma, a economista e detalhista, desconhece o que o IBGE pesquisa numa área de gritante interesse para o governo – o que simplesmente não é crível – ou quis jogar areia na verdade, atolando de vez no fiasco. De todo modo, é de dizer dela o que ela disse de Marina: assim “não dá para ser presidente da República”.

Por Reinaldo Azevedo

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6 comentários

  • Guilherme Frederico Lamb Assis - SP

    Dilma nos anos 60 e 70 LUTAVA PARA IMPLANTAR UMA DITADURA COMUNISTA NO BRASIL, TANTO É QUE DIVERSOS PTISTAS FORAM A CHINA E CUBA FAZEREM "ESTAGIO" COM FIDEL E MAO TSE TUNG.

    A MAIOR MENTIRA DITA ATUALMENTE É QUE OS COMUNO SOCIALISTAS LUTAM POR DEMOCRACIA.

    VIDE CUBA E A VENEZUELA!

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  • wilfredo belmonte fialho porto alegre - RS

    Infelizmente o Brasil mais uma vez passa a ser a "piada"do

    mundo, quando a Presidente fala as maiores bobagens a respeito

    deste grupo ultra radical, nos leva a pensar que de repente o

    governo brasileiro tem o maior interesse em dar "asilo político"

    para este grupo extremistas de assassinos, que está sendo perse

    guido pelo mundo civilizado só por que eles gostam de cortar

    gargantas e fazerem os m aiores crimes de guerra. Bom, não é de se admirar muito pois, o PT teve a capacidade de dar asilo político para aquele assassino italiano o Batistti.

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  • HAROLDO FAGANELLO Dourados - MS

    Sei não amigo Jandir, pela minha ótica e burrice, como disse você, não consigo ver lucidez e nem democracia nas idéias do PT, por isso defendo o Reinaldo. Parece que o mundo mais democrático e (também burro), segue nessa mesma entoada. O mundo mais inteligente( portanto menos burro)como Cuba e Venezuela, adoram o PT e a presidenta do Brasil.

    Acho que se você (com todo respeito), buscar as verdades nos fatos vai começar a mudar seus conceitos.

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  • jandir fausto bombardelli toledo - PR

    Seu Haroldo com todo respeito a sua pessoa, mas o senhor está muito enganado em relação a democracia, já pensou se o Reinaldo Azevedo falasse mal dos presidentes na época da ditadura militar, como ele fala mal da presidente! Agora eu te pergunto, quem estava lutando naquela época para conquistar a democracia no Brasil? Tá na hora sim de parar de inventar mentiras e manipular o pensamento das pessoas, isto que o Reinaldo faz é tentativa de manobra de massas, mas nem todo mundo é burro suficiente para acreditar neste reacionário.

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  • HAROLDO FAGANELLO Dourados - MS

    Eu disse esses dias aqui nesse espaço que o PT faz o que faz, de crimes a cretinices, porque ainda está amparado por 25% de brasileiros que não conseguem ainda enxergar um metro além de seu nariz e de 15% de brasileiros ou mau intencionados ou com ideologias que estão longe de serem virtuosas.

    As colocações do Reinaldo, além de verdadeiras, refletem com toda certeza, o sentimento da maioria da população brasileira hoje.

    Não vamos deixar o Brasil se consolidar no desastre social, político e cultural de Cuba e Venezuela.

    A nossa candidata a reeleição, junto com o PT acabam de deixar bem claro na ONU quem são, e o que pretendem; FIM DA DEMOCRACIA, DA LIBERDADE, DA MORAL, DA ÉTICA, DA VERDADE, DA HONRADEZ,DA LUCIDEZ, DA VERGONHA NA CARA......

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  • jandir fausto bombardelli toledo - PR

    Bom Reinaldo Azevedo, a estupidez como categoria de pensamento é a tua especialidade, assisti a entrevista da presidente e futura presidente, penso exatamente como ela, se quisermos diminuir o terrorismo temos que buscar a paz e não a guerra. Reinaldo eu acho que você é um cara frustrado porque não pode participar do exército do Hitler, porque você tem exatamente o perfio dele.A Dilma tá subindo nas pesquisas, você não conseguiu derrotá-la com suas mentiras, o melhor é você aceitar a sua derrota, Hitler também perdeu, agora você está igual a ele.

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