Ação do governo beneficiou senadora Kátia Abreu, que hoje apóia Dilma...

Publicado em 14/10/2014 15:20 e atualizado em 16/10/2014 11:22 3476 exibições
por Rodrigo Constantino, de veja.com

Ação do governo beneficiou senadora Kátia Abreu, que hoje apóia Dilma

Meus leitores sabem que “pego no pé” da senadora Kátia Abreu. No fundo, cobro apenas coerência. Sou leitor de suas colunas na Folha aos sábados, e muito as aprecio (o “ghost writer” é bom). Minha “implicância” com a senadora ruralista é diretamente proporcional à minha decepção: ela poderia ter sido nossa Thatcher, se ao menos se mantivesse fiel aos princípios liberais.

Preferiu debandar para o lado de lá, apoiando o PT, a presidente Dilma, e com eles o MST, os bolivarianos, o Foro de São Paulo e tudo aquilo que representa o extremo oposto do que ela sempre pregou. Agora não quer ser criticada por isso, cobrada, e demonstra uma reação já nos tons típicos do próprio PT. Eis o que escreveu em seu Twitter:

Kátia Abreu

Ninguém está “patrulhando” a senhora, senadora, apenas cobrando coerência, questionando sobre essa repentina mudança de lado. Sim, você é livre e vivemos (ainda) numa democracia, enquanto o PT não for capaz de destruí-la, com o seu apoio agora. Você apóia quem quiser, é fato. E nós criticamos quem acharmos que merece críticas. Democracia e liberdade de expressão.

O que cabe perguntar aqui, senadora, é até que ponto essa decisão de mudança radical e incoerente foi mesmo livre e soberana. Não quero ser leviano, mas quero compreender. Usando apenas a ideologia, confesso não ter como responder. O que aconteceu? Por que apoiar o PT? Como justificar o pedido de voto em Dilma e ao mesmo tempo a defesa do capitalismo liberal e do agronegócio?

Uma reportagem publicada hoje no Estadão levanta suspeitas de cunho mais “pragmático”. Coloca em xeque, com isso, sua credibilidade, sua postura independente. Veja o que diz:

A transformação da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) de adversária do PT no Congresso em aliada da presidente Dilma Rousseff foi acompanhada pelo destravamento, no Ministério do Trabalho, do processo de regularização de sindicatos rurais filiados à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), entidade patronal presidida pela senadora há quase seis anos. 

Em 2012, ano em que Kátia Abreu e Dilma passaram a exibir uma relação de proximidade, foram recadastrados 267 sindicatos rurais patronais filiados à CNA. O número é recorde, segundo dados obtidos pelo Estado por meio da Lei de Acesso à Informação. De 2009 a 2011, foram liberados apenas 76 sindicatos filiados à entidade ruralista. 

Na comparação com outras confederações, o resultado obtido pela CNA no ano da transição política de sua líder também é excepcional. Sindicatos vinculados à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), ligada ao PT, foram os campeões de licenças do ministério de 2009 a 2011. Mas nem chegaram perto do obtido pela CNA. Foram recadastradas 81 entidades filiadas à Contag em 2009; 90 em 2010; 99 em 2011; e 57 em 2012. Em 2013, a CNA teve o maior número de sindicatos recadastrados: 18. A Contag teve 13. Em 2014, até setembro, a CNA teve sete sindicatos recadastrados e a Contag, 12. 

Não sei se é pura coincidência ou se isso teve alguma coisa a ver com suas mudanças, senadora. Mas uma coisa continua certa: não dá para explicar seu apoio ao PT com base em sua trajetória de vida e suas ideias e valores propagados. O que aconteceu?

Rodrigo Constantino

 

Campanha do PT mira em FHC e acerta… em Dilma!

É incrível como a perfídia e a incompetência dos petistas acabam se voltando contra eles próprios. A página oficial de Dilma no Facebook divulgou uma imagem cujo objetivo era, naturalmente, atacar o governo FHC, mostrando que a “presidenta” entregou uma inflação menor do que o tucano. Vejam o resultado:

Média de inflação

 

Ou seja, para quem ainda tem olhos para enxergar, eis o que a imagem mostra: que FHC saiu de uma inflação acima de 22% ao ano e terminou seu governo com uma próxima de 5% ao ano, enquanto Dilma pegou o governo com uma inflação abaixo de 6% ao ano, e vai entregá-lo (se Deus quiser e os brasileiros tiverem juízo!) em 2014 com uma inflação maior, acima de 6,5%!

É nisso que dá excesso de malandragem: acaba bancando o otário! Ignorar o contexto é realmente típico do PT. FHC pegou uma economia em caos, herança maldita dos atuais aliados de Dilma, Sarney e Collor. Conseguiu derrubar a inflação graças ao Plano Real, que os petistas foram contra.

Já Dilma fez a inflação ressuscitar, e a nova meta passou a ser 6% ao ano, sendo que para não deixá-la ultrapassar esse patamar absurdamente elevado, o governo apelou para preços represados, o que é insustentável. A inflação real já está acima de 8% ao ano!

Continuem atacando FHC, petistas. Deem asas ao marqueteiro João Santana, pois quem deveria ter medo e vergonha de qualquer tipo de comparação é justamente Dilma, cujo legado econômico é um escandaloso fracasso.

Rodrigo Constantino

 

O PT comprou muita gente, mas a tática é insustentável

TETAS

Milhões de eleitores votam em Dilma por um único motivo: não querem perder suas “conquistas”, ou privilégios, dependendo do ponto de vista. O governo abriu as torneiras dos recursos públicos para agradar diferentes grupos, mas como a economia está estagnada e a inflação em patamar elevado, os benefícios vão sendo corroídos e se mostram insustentáveis.

Enquanto a fatura não chega para valer, porém, muitos se pegam ao que têm: a transferência direta de recursos da “viúva” para suas contas. E é gente demais recebendo tais transferências, como mostra Gil Castello Branco em seuartigo de hoje no GLOBO:

O Bolsa Família atende a 14 milhões de beneficiários, abrangendo 56 milhões de pessoas. Cerca de um milhão de pescadores (haja pescador…) recebe a Bolsa Pesca, salário mínimo mensal por quatro ou cinco meses em que as espécies se reproduzem. Entre os esportistas, 6.715 recebem a Bolsa Atleta, inclusive os 157 da elite agraciados com a Bolsa Pódio, que pode chegar a R$ 15 mil. Muitos ainda são contratados pelas Forças Armadas e patrocinados por estatais.

Nos 39 ministérios e órgãos vinculados existem 97.048 ocupantes de cargos e funções de confiança/gratificações, dentre os quais 22.729 de Direção e Assessoramento Superior (DAS). O Minha Casa Minha Vida contemplou 1,5 milhão de novos proprietários. O Minha Casa Melhor já financiou milhares de móveis e eletrodomésticos. O crédito farto facilitou também as aquisições de automóveis, motos e outros bens de consumo. Os benefícios dos cinco milhões de aposentados, pensionistas, desempregados, idosos e deficientes foram reajustados com base no salário mínimo, em percentuais superiores à inflação, atenuando defasagem histórica.

Sem dúvida, há posições ideológicas em favor de ambos os concorrentes, mas certamente muitos votos são dos que temem perder as conquistas. O medo é explorado com terrorismo na propaganda eleitoral de Dilma, que tem 74% das intenções de votos entre os eleitores que recebem o Bolsa Família. Sob o prisma eleitoral, o dinheiro direto na veia é literalmente um prato cheio para a presidente-candidata.

A tempestade criada pela incompetência e irresponsabilidade do governo se aproxima, e coloca em risco várias dessas regalias ou programas assistencialistas. Não é possível manter um modelo que apenas tira de uns e transfere a outros, sem fomentar o crescimento da economia como um todo, com base em ganhos de produtividade. A própria inflação poderá ser o mecanismo de ajuste para essa fatura impagável.

Mesmo aqueles que temem perder suas vantagens e votam em Dilma podem não se dar conta de que estão agindo contra os próprios interesses, pois a presidente não terá condições de preservar todas as “conquistas”. É simplesmente inviável, como mostrou a Venezuela e já mostra a Argentina. Castello Branco conclui:

Em menos de duas semanas, conheceremos quem irá comandar o Brasil nos próximos quatro anos. Mais uma vez, os aspectos econômicos serão relevantes. O seu voto poderá ser decisivo. “É a economia, estúpido!”, diria Carville. Resta saber o quão “estúpidos” somos.

Tenho esperança de que o brasileiro não será tão estúpido assim. Inclusive muitos daqueles que declaram voto em Dilma apenas para preservar sua parcela no gigantesco mecanismo de transferência de recursos criado pelo PT.

Rodrigo Constantino

 

Gilberto Carvalho diz que PT é odiado por muitos: o feitiço se volta contra o feiticeiro!

O ministro Gilberto Carvalho reconheceu que a campanha de Dilma vive “momento delicadíssimo” e fez um desabafo:

“Atravessamos um momento delicadíssimo da nossa campanha. Plantou-se um ódio enorme em relação a nós. Eu não sei o que foi aquilo. Em São Paulo, estava muito difícil andar com o broche ou a bandeira da Dilma. Em Brasília, a cidade estava amarela, sem vermelho. O ódio tem sido construído com a gente sendo chamado de ladrão. Com frequência, a gente vem sendo chamado com desprezo. Estamos sendo chamados de um grupo de petralhas que assaltaram o governo”.

O criador do termo petralha, meu vizinho virtual Reinaldo Azevedo, já se manifestou sobre a declaração do ministro. Lembrou que inventou o termo, não a espécie. Tenho pouco a acrescentar, mas não posso deixar de dar meu “pitaco”.

É realmente um espanto os petistas tentarem se fazer de vítimas até quando o povo brasileiro todo – ao menos todos os bem informados e com apreço pela ética – está de saco cheio de tanta corrupção. Em vez de focar na quantidade absurda de escândalos, que até banalizou a corrupção no país, o ministro prefere se fazer de coitado, alvo do ódio alheio.

Quem apela para a tática de disseminar o ódio, ministro, é o próprio PT. O que fazem há décadas é exatamente isso: espalhar ódio, segregar o povo, jogar trabalhador contra patrão, gay contra heterossexual, mulher contra homem, pobre contra rico, e todos contra os “neoliberais”.

O que Marina Silva sofreu de ataque pérfido foi uma demonstração do que o partido tem feito com seus adversários, tratados como inimigos, desde sempre. O PT só sabe demonizar os outros, monopolizar os fins nobres e condenar as intenções dos demais.

Um dia o feitiço se volta contra o feiticeiro, ministro. Vocês deveriam respeitar mais essa velha máxima. A história nos mostra que outros “salvadores da Pátria” arrogantes, autoritários, totalitários como muitos petistas tiveram fim trágico.

Ninguém acha que o PT inventou a corrupção. Apenas a levou a um patamar jamais visto, e ainda por cima defende seus corruptos, tratando-os como heróis. Para o PT – e essa é sua grande diferença – a roubalheira é um método aceitável para seus “nobres fins”, e se colocar contra isso é coisa de “pequeno-burguês” moralista.

Sim, muitos hoje não suportam mais o PT, chegam até mesmo a destilar profundo ódio pelo partido. Mas pergunto: estão errados na acusação que fazem, de que o PT se transformou basicamente num “grupo de petralhas que assalta o governo”? Sua revolta é desprovida de fundamento, por acaso?

A vitimização rendeu votos por muito tempo, ministro. Mas eis outra coisa que já está cansando: ninguém aguenta mais essa postura hipócrita do PT, como se não fosse o próprio partido que tivesse se colocado do lado do crime, como se fosse alguma “mídia golpista” a responsável por tantos escândalos, e não os próprios petistas safados, ladrões.

O brasileiro não é um povo odiento, via de regra. E é justamente para colocar um fim nessa política do ódio que tantos desejam mudança, querem tirar o PT do poder. Ninguém precisa odiar todos os petistas, ministro. Basta amar a liberdade e valorizar a ética para rejeitar o PT como um todo. É justamente para superar o ódio que há um Brasil unido em suas convergências, apesar das diferenças.

Rodrigo Constantino

 

Não é só a imagem do Brasil lá fora que está em jogo: é nosso futuro!

Sei que os temas internacionais ganham pouco destaque em época de eleição, mas não deveria ser assim. Nossa política externa, afinal, exerce profundo impacto em nossa imagem lá fora, e isso, por sua vez, tem influência direta em nosso fluxo de investimento direto e nossa balança comercial. Ou seja, o que o Itamaraty faz produz resultados – negativos ou positivos – em nossa economia, em nossa geração de riqueza e emprego.

Durante o governo do PT, nosso Itamaraty abandonou sua tradição, seu viés pragmático que colocava o “interesse nacional” acima dos interesses de curto prazo do governo em questão, e acabou por se transformar em um braço partidário e ideológico do próprio PT. O significado disso para o Brasil é enorme, e arranha fatalmente nossa imagem perante o resto do mundo.

Esse foi o tema da coluna de Rubens Barbosa hoje no GLOBO. Diz ele:

Tratar questões internacionais complexas com a mesma ligeireza e populismo com que são conduzidos os temas internos é a receita fácil para criar problemas externos. A influência partidária, acima dos interesses nacionais, explica equívocos inexplicáveis, antiamericanismos ingênuos e minguados resultados.

[...]

É difícil entender a lógica do sucateamento do Itamaraty e o desprezo do atual governo pela política externa, pois isso enfraquece o Brasil. Pela política externa é que a voz do Brasil é ouvida e, por meio dela, qualquer governo se manifesta na defesa dos nossos interesses concretos, tanto na área política quanto na comercial. Não se pode mais ignorar o que acontece com a atitude negativa da presidente em relação ao Itamaraty e o impacto disso na postura do Brasil na cena internacional.

Será que o que desejamos para o Brasil é a continuação dessa situação de desprestígio e de baixos resultados de sua diplomacia nos próximos quatro anos? Vamos continuar a apoiar um califado bolivariano?

A ideologização de nossa política externa nos aproximou do que há de pior na geopolítica, enquanto nos afastou de mercados consumidores importantes, afetando nossas exportações e prejudicando nossas empresas. O caso do Mercosul é sintomático. As aproximações de regimes autoritários foram inexplicáveis.

O PT fez com que o Brasil fosse visto como um aliado de ditaduras que não respeitam os direitos humanos. Uma reputação que levou décadas para ser construída foi destruída em poucos anos. Barbosa, que é coordenador da área externa do programa de Aécio, conclui:

As propostas de governo de Aécio Neves — moderadas e focadas na defesa do interesse nacional — recolocarão a política externa no seu leito normal, com continuidade e renovação constante e livre de influência partidária.

Ele não está sozinho nessa avaliação. Rubens Ricupero, em coluna publicada ontem na Folha, foi na mesma linha, ao avaliar o estrago sem retorno que o petismo causou em nossa política externa:

O Itamaraty é caso à parte. Sem projetos e obras tentadoras, sem verba para pagar luz e água de embaixadas prematuramente criadas, o velho ministério definha na austera, apagada e vil tristeza da desmoralização programada pelo governo.

Três flagelos o devastaram ao mesmo tempo. O primeiro foi a expansão megalomaníaca de embaixadas sem meios de utilizá-las de modo produtivo. Criamos anos seguidos cem vagas de diplomata como se as vacas gordas fossem durar para sempre. Não surpreende agora que mais de trezentos jovens diplomatas se revoltem frustrados ao descobrir a falta de perspectivas que os aguarda.

O segundo golpe desmoralizador provém de presidente sem apreço pela diplomacia e pelos diplomatas, aos quais não perde ocasião de demonstrar seu desdém. Nem na fase caótica da proclamação da República tivemos chefe de Estado que deixasse mais de 20 embaixadores estrangeiros esperando para apresentar credenciais como se fossem rebanho de gado.

Cerca de 230 acordos internacionais dormem na Casa Civil aguardando a providência burocrática de decreto de promulgação ou mensagem de envio ao Congresso. Foi preciso a grita dos empresários para promulgar os acordos comerciais com o Chile e a Bolívia.

O erro original coube aos diplomatas da cúpula que decidiram pôr de lado o conselho de Rio Branco e promoveram a subordinação ao partido no poder de política externa que deveria estar a serviço da sociedade brasileira como um todo.

O Barão se recusou envolver nas paixões partidárias por saber que “seria discutido, atacado, diminuído [...] e não teria a força [...] que hoje tenho como ministro para dirigir as relações exteriores”.

Ao desprezar a lição, os dirigentes do Itamaraty perderam “o concurso das animações de todos meus concidadãos”. Perderam mais: a proteção e o respeito da sociedade, que os abandonou à sanha do partido que pretenderam servir.

Como podemos ver, a passagem do PT pelo poder – espera-se que esteja no fim – foi como um furacão que deixa um rastro de destruição por onde passa. Nossas instituições de Estado foram dilapidadas, transformadas em sindicatos petistas, em núcleos de campanha partidária ou ideológica. O custo para o país é enorme, incalculável. Pagaremos esse custo por um bom tempo.

Mas antes é preciso estancá-lo, impedi-lo de continuar crescendo. Quem pretende resgatar nossas instituições, voltar a ter uma política externa decente, pragmática, com foco nos resultados concretos para nossa economia, precisa ajudar a tirar o PT do poder. Caso contrário, seguiremos no rumo da insignificância mundial, ao lado de ditaduras carcomidas e regimes tirânicos combatidos por todos os países desenvolvidos.

Rodrigo Constantino

Collor está com Dilma, não Aécio!

Vídeo em que rebato a campanha petista que tenta associar Collor a Aécio, como se este fosse um aventureiro desconhecido, e não um governador testado e aprovado no segundo maior colégio eleitoral do país.

 

Todos unidos contra o PT – artigo de hoje no GLOBO

Sindicalistas, evangélicos, ambientalistas, liberais, conservadores e social-democratas: há de tudo na enorme coligação unida em torno da candidatura de Aécio Neves. O tucano, seguindo os passos de seu avô Tancredo, soube costurar acordos com base programática e construir pontes para ligar diferentes grupos em torno de um objetivo comum: tirar o PT do poder, preservar nossa democracia e fazer a economia voltar a crescer.

Em pânico, o PT acusa o tucano de “reacionário”, de “neoliberal” ou de “inimigo dos pobres”. Mas o PSDB nunca foi um partido de direita, e sim de centro-esquerda. Só que uma esquerda civilizada, democrática, nos moldes da social-democracia europeia, enquanto o PT flerta com a esquerda retrógrada, autoritária, defensora dos piores regimes ditatoriais do mundo.

Que direita é essa que junta Marina Silva e Eduardo Jorge, ambientalistas que militaram na esquerda a vida toda? Sim, é verdade que o Pastor Everaldo e Jair Bolsonaro também apoiam Aécio. Mas isso só mostra como existe um gigantesco campo ideológico em torno de sua candidatura, justamente porque há uma prioridade mais urgente e comum a todos, que é impedir o Brasil de se tornar a próxima Argentina ou Venezuela.

“Chegou o momento de interromper esse caminho suicida e apostar, mais uma vez, na alternância de poder sob a batuta da sociedade, dos interesses do pais e do bem comum”, escreveu Marina Silva em sua carta de apoio ao tucano. Ela está certa: ninguém aguenta mais o PT no poder, esse modelo ultrapassado, corrupto, incompetente, que pode significar nosso suicídio coletivo se durar mais quatro anos.

Leia mais aqui.

Rodrigo Constantino

 

As razões para se votar em Aécio não param de aumentar: Chico Buarque declara apoio a Dilma!

Se há um “intelectual” que conseguiu ficar do lado errado da História em todas as ocasiões, esse é Chico Buarque. O compositor sempre emprestou sua fama às causas mais equivocadas. Foi, por exemplo, um ardente defensor da ditadura cubana, a mais assassina do continente, responsável pelo fuzilamento de milhares de inocentes e pela extrema miséria e escravidão de milhões de pessoas.

Chico também é um velho eleitor do PT. E, agora ficamos sabendo, vai gravar apoio para a campanha de Dilma também. Deve focar na política externa, justamente a mais abjeta de todas. Para o músico, o PT de Dilma não fala fino com os Estados Unidos nem grosso com a Bolívia. E ele acha isso bom! Ou seja, alimenta o antiamericanismo patológico de nossas esquerdas retrógradas. É a doença infantil de nossos “intelectuais”.

A Bolívia pode tomar propriedade da Petrobras e o governo não fazer nada para proteger um patrimônio nacional, que Chico aplaude. O importante é “falar grosso” com Obama, aquele ícone do “imperialismo estadunidense”. Essa turma nunca vai sair do jardim de infância não? Ainda não lhes contaram que o Muro de Berlim caiu e a Guerra Fria acabou, felizmente com o lado da liberdade vencedor?

Não esperem do autor de Budapeste uma só palavra sobre o mensalão, sobre o “petrolão”, sobre Paulo Roberto Costa, sobre o doleiro Youssef, sobre os petistas do alto escalão presos na Papuda e tratados como “heróis” pelo partido, sobre a economia estagnada, sobre a inflação fora de controle, sobre o aparelhamento da máquina estatal, etc. O importante é Dilma “falar grosso” com os malditos ianques!

Se Verissimo matou a Velhinha de Taubaté só para não criticar os petistas, não poderíamos esperar nada diferente de Chico Buarque. Ambos envergonhariam seus pais, esses sim, figuras importantes para a literatura e o pensamento brasileiro. Os filhos representam apenas a classe engajada na defesa do socialismo carcomido. É a fina casta da esquerda caviar, aquela que adora Cuba lá de Paris…

Mas os tempos mudaram. Hoje, milhões de brasileiros têm internet, navegam nas redes sociais, têm acesso a mais informações. Podem saber melhor quem é Chico Buarque, que tipo de tirano ele costuma defender. Lambe-botas de ditadores, isso sim. E as pessoas estão cansadas disso, dessa hipocrisia dos artistas, dessa canalhice dos “intelectuais”.

Chico Buarque declarar voto em Dilma e fazer campanha para a petista é mais um ponto para Aécio. Afinal, quem não quer ver o Brasil se transformar em Cuba, deve adotar justamente a posição contrária àquela do compositor milionário que “ama” os desvalidos.

PS: Sua canção “Vai passar” bem poderia ser usada para combater o próprio PT atualmente:

Vai passar
Nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo
Da velha cidade
Essa noite vai
Se arrepiar
Ao lembrar
Que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais

Num tempo
Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações

Seus filhos
Erravam cegos pelo continente
Levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal
Tinham direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval
O carnaval, o carnaval
(Vai passar)

Palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
E os pigmeus do bulevar
Meu Deus, vem olhar
Vem ver de perto uma cidade a cantar
A evolução da liberdade
Até o dia clarear

Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral vai passar
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral
Vai passar

Rodrigo Constantino

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4 comentários

  • João Alves da Fonseca Paracatu - MG

    A Senadora Kátia realmente é livre para apoiar quem quiser,se bem que também poderia deixar livre os contribuintes da CNA e se juntar ao bispo vermelho Pedro Casadaglia que antes dela dilmar era um de seus desafetos junto com Thomás Balduíno ou será que aquilo não passava de teatro?

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  • carlo meloni sao paulo - SP

    NINGUEM E" PERFEITO E CHICO BUARQUE NAO ESCAPA DISSO, E" BEBERRAO PESSIMO PAI E PESSIMO MARIDO.

    AUTOR MEDIOCRE , APARECE MUITO , APESAR DE TER SO" UM OLHO NUM MUNDO DE CEGOS>

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Perdão, os videos, http://www.youtube.com/watch?v=tYy0BJvExj4 , http://www.youtube.com/watch?v=YnHov6iQab8

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  • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

    Excelente artigo Rodrigo Constantino. Você acertou em cheio quando falou em pragmatismo. Vou colocar ao final desse comentário dois vídeos em um a nobre senadora demonstra todo seu pragmatismo ao defender com unhas e dentes a MP dos portos de autoria de Dilma Roussef e outro com a opinião do deputado Rodrigo Maia (DEM), sobre a mesma MP. Pela atuação da senadora podemos ter uma idéia da qualidade do serviço prestado aos produtores rurais do Brasil. Aos 11 minutos Paulinho da Força fala em “chamada pùblica aos amigos”, e Rodrigo Maia do DEM, chama a MP de medida provisória Eike Batista. Eis ai, Kàtia Abreu, Dilma Roussef e segundo o deputado Rodrigo Maia, o beneficiário Eike Batista. E ainda temos o grande embrulho do código florestal, conforme nos alertou aqui no Noticias Agricolas, o Sr. Valdir Fries e que Kàtia Abreu tem como um grande mérito pessoal.

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