Um dos documentos apreendidos pela Polícia Federal mostra a anotação do doleiro Youssef: ‘Leonardo Attuch 6×40.000,00′

Publicado em 29/10/2014 10:08 e atualizado em 29/10/2014 11:08 1059 exibições
por Augusto Nunes, de veja.com

Um dos documentos apreendidos pela Polícia Federal mostra a anotação do doleiro Youssef: ‘Leonardo Attuch 6×40.000,00′

“No monitor de uma das meses (sic) havia um post it com a anotação‘Leonardo Attuch 11-950206533 6×40.000.00 24/02/2014′”, informa o trecho do relatório em que a delegada Paula Ortega Cibulsk resume o que foi encontrado, num dos imóveis utilizados pela quadrilha de Alberto Youssef, por agentes da Polícia Federal incumbidos de cumprir o mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. No fim do texto reproduzido abaixo, datado de 17 de março de 2014, a delegada acrescenta que anexou ao relatório um registro fotográfico do documento que vincula o alvo principal da Operação Lava Jato ao blogueiro Leonardo Attuch, proprietário do site Brasil 247.

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As letras e os algarismos que constam do anexo 3, confrontados com outras peças da montanha de documentos capturados pela Polícia Federal, revelaram que o próprio Youssef fez as anotações manuscritas que incorporam Attuch ao bando de políticos, governantes, empresários, funcionários públicos, além de indivíduos, que se apresentam como “jornalistas” envolvidos de alguma forma com um dos comandantes do mais portentoso propinoduto montado no Brasil desde o Descobrimento.

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São tantos os integrantes do esquema forjado para saquear a Petrobras que, como faz a CBF com os times de futebol, os responsáveis pelo esclarecimento dos crimes dividiram informalmente os investigados em duas categorias. Na série A figuram presidentes da República (embolados no G4), ministros de Estado, governadores, figurões do Congresso, megaempreiteiros, diretores da Petrobras e gatunos de alta patente. Na série B aglomeram-se empreiteiros e fornecedores menos graúdos, parlamentares do baixo clero, funcionários do segundo escalão e jornalistas estatizados ou arrendados pela organização criminosa.

Compreensivelmente, a série A tem monopolizado tanto as investigações de campo quanto os interrogatórios de Alberto Youssef e Paulo Roberto Costa, que toparam contar o que muito que fizeram ou sabem em troca dos benefícios da chamada delação premiada. Sorte de Attuch: a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça Federal ainda não encontraram tempo para devassar as catacumbas da classe B. Mas chegará o dia em que as suspeitíssimas anotações manuscritas terão de ser elucidadas.

O blogueiro costuma desperdiçar seu tempo com a edição de textos abjetos sobre jornalistas independentes, aos quais se seguem “comentários” que difamam, caluniam e afrontam a honra de quem ousa criticar o governo lulopetista. A prudência recomenda que suspenda o serviço sujo e procure a ajuda de um advogado especialmente imaginoso. Vai precisar de um álibi e tanto para escapar do enquadramento no Código Penal.

O PODER LEGISLATIVO FICA DE PÉ: Dois dias depois da eleição, Câmara dos Deputados derruba decreto bolivariano de Dilma que pretendia criar “conselhos populares” à margem da Constituição

(Foto: Agência Câmara)

A Câmara dos Deputados reabilitou-se de vexames e omissões e honrou suas melhores tradições, defendendo o país de ameaça à liberdade (Foto: Agência Câmara)

O Legislativo brasileiro mostrou que não morreu, que está vivo e que, vez por outra, cumpre com rigor o papel que dele esperam os brasileiros amantes da liberdade e da democracia.

Foi o que ocorreu com a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de projeto de decreto legislativo prevendo a anulação do decreto com o qual a presidente Dilma e o PT queriam instituir “conselhos populares” — não eleitos pelo povo, em eleições regulares e legais –, como existentes em países como a Venezuela, à margem da Constituição e das instituições que ela criou.

Barrando essa ameaça à liberdade dos cidadãos, a Câmara dos Deputados se reabilita de vexames e omissões e volta a viver um grande momento, honrando suas melhores tradições.

É preciso ressaltar que para a derrubada do decreto contribuiu decisivamente a posição do PMDB e do presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB-RN), além das articulações feitas junto a outros partidos pelo presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) — muitas vezes criticados neste espaço, mas que agora merecem o justo reconhecimento.

Leiam a reportagem de VEJA.com:

Por Marcela Mattos, de Brasília, para VEJA.com

A Câmara dos Deputados reagiu e, enfim, derrubou nesta terça-feira o decreto bolivariano da presidente Dilma Rousseff, destinado a criar “conselhos populares” em órgãos da administração pública.

A matéria foi assinada no final de maio em uma canetada da presidente e foi alvo de críticas de juristas e parlamentares. O Senado ainda tem de avaliar o projeto de decreto legislativo para que a determinação do Planalto seja suspensa.

A derrubada da matéria é uma reivindicação antiga da oposição e se deu dois dias após as eleições, indicando a turbulência que Dilma encontrará no Congresso no novo mandato. “Essa derrota é para mostrar que o discurso de conversa com o Congresso não poder ficar só na teoria”, resumiu o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).

Tão logo foi apresentado, no início de julho, o projeto que sustava o texto palaciano teve adesão maciça de partidos de oposição e da base, contando inclusive com o apoio do PMDB, maior aliado do governo. Na Câmara, a matéria ganhou regime de urgência, o que permitiu que fosse direto ao plenário antes de tramitar pelas comissões.

O projeto de decreto legislativo que pedia a suspensão da canetada de Dilma foi incluído na pauta dos trabalhos desta terça pelo deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Casa que saiu derrotado na disputa ao governo do Rio Grande do Norte.

Alves credita sua derrota à falta de apoio da presidente Dilma e ao fato de que o ex-presidente Lula chegou a participar da propaganda eleitoral do adversário Robinson Faria (PSD), eleito para o governo potiguar. Durante a sessão, o presidente convocou os deputados para que se mantivessem no plenário e garantissem a aprovação do texto.

A derrubada do decreto foi aprovada em votação simbólica, ou seja, sem que fossem contados os votos um a um. Em tais casos, o presidente da Câmara diz ao plenário: “Os senhores deputados que aprovam a medida tal ou qual permaneçam como estão.” A votação de cada deputado, pelo painel eletrônico, só ocorre se um líder de partido solicitá-la à Mesa Diretora.

‘Sociedade civil’ 

O decreto número 8.243/2014 foi criado sob o pretexto de instaurar a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS). Mas, na prática, prevê a implantação de “conselhos populares”, formados por integrantes de movimentos sociais, vinculados a órgãos públicos.

A matéria instituiu a participação de “integrantes da sociedade civil” em todos os órgãos da administração pública. Porém, ao trazer uma definição restritiva de sociedade civil, representa um assombroso ataque à democracia representativa e à igualdade dos cidadãos ao privilegiar grupos alinhados ao governo.

O decreto do Palácio do Planalto é explícito ao justificar sua finalidade: “consolidar a participação social como método de governo”. Um dos artigos estabelece, em linhas perigosas, o que é a sociedade civil: “I – sociedade civil – o cidadão, os coletivos, os movimentos sociais institucionalizados ou não institucionalizados, suas redes e suas organizações”. Ou seja, segundo o texto assinado por Dilma, os movimentos sociais – historicamente ligados ao PT – são a representação da sociedade no Estado Democrático de Direito.

A votação, que se arrastou por mais de duas horas, foi marcada por debates acalorados.

– Numa democracia, quem escolhe o representante é o cidadão, é o povo. Com esse decreto, a presidente quer que essa escolha seja feita pelo próprio PT. Isso é um regime autoritário — afirmou o líder do PSDB, deputado Antônio Imbassahy (BA).

O líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE), por sua vez, afirmou:

– A Casa tem de se pronunciar. Não há espaço para que haja uma omissão do Parlamento brasileiro tendo em vista um quadro tão grave. A presidente Dilma prega dialogar, chama a nação para uma ampla negociação, mas impõe, via decreto presidencial, um modelo de consulta à população que é definido pelo Poder Executivo. É uma forma autocrática, autoritária, passando por cima do Congresso Nacional. Esse é um decreto bolivariano que realmente afronta o Poder Legislativo.

O PT tentou evitar a derrota a todo custo. Sabendo que não funcionaria no diálogo, o partido apresentou uma série de requerimentos, entre eles para adiar a sessão e retirar a matéria de pauta, mas todos foram rejeitados.

(Ricardo Setti)

 

O vidão de rico de Lula: malha “as elites” e depois vai para suíte presidencial do Copacabana Palace, com mordomo

(Ilustração: dailymail.co.uk)

(Ilustração: dailymail.co.uk)

Amigas e amigos do blog, chamo a atenção para a parte final do texto do artigo de Elio Gaspari publicado em O Globo e outros jornais, que reproduzimos ontem e que talvez não haja sido apreciado como merece. Vamos lá:

Em 2002, depois do debate da TV Globo, Lula foi para um restaurante do Rio e comemorou seu desempenho tomando de uma garrafa de vinho Romanée Conti que custava R$ 9.600. A conta ficou para Duda Mendonça, o marqueteiro da ocasião. Quem achou a cena esquisita pareceu um elitista que não queria dar a um ex-metalúrgico emergente o direito de tomar vinho caro. Duda confessou [mais tarde, durante a apuração do caso] que fazia suas mágicas com o ervanário do mensalão.

Passaram-se 12 anos e os repórteres Cleo Guimarães e Marco Grillo mostraram que, na semana passada, Lula esteve no município de São Gonçalo, onde disse que ‘‘a elite brasileira não queria que pobre estudasse’’.

Seguiu da Baixada Fluminense para a Avenida Atlântica e hospedou-se no Copacabana Palace, subindo para a suíte 601, de 300 metros quadrados, com direito a mordomo.

Outros sete apartamentos do hotel estavam reservados para sua comitiva.

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Justiça italiana nega extradição e manda soltar Pizzolato, figura importante do mensalão. É uma pena. Mas é o troco para um governo, como o nosso, que tratou a Itália democrática como uma republiqueta bolivariana no caso do terrorista Battisti

(Foto: Interpol/VEJA)

Passaporte falso usado por Pizzolato durante o tempo em que ficou foragido. No documento é possível ver o nome do irmão de Pizzolato, Celso, e a foto adulterada (Foto: Interpol/VEJA)

A Justiça da Itália, como vocês lerão abaixo, negou o pedido feito pelo governo brasileiro para extraditar o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado a cadeia dura e longa por envolvimento com o mensalão.

Pizzolato tem dupla nacionalidade e poderá ser condenado, na Itália, pelo crime de falsificação de documentos, por haver utilizado um passaporte em nome de um irmão falecido. Voltar ao Brasil para unir-se aos colegas na Papuda, porém, não.

É uma pena. Como todo cidadão de bem deste país, gostaria de ver Pizzolato pagar pelo que fez conforme ditou a Justiça brasileira.

Mas não há como negar: a Itália, por meio de seu Judiciário, acaba de dar o troco ao tapa na cara que recebeu quando o então presidento Lula concedeu asilo político no Brasil ao ex-terrorista e assassino condenado por quatro crimes Cesare Battisti, sob a alegação de que ele, se voltasse a seu país, poderia ser “perseguido” — como se a exemplar Itália democrática fosse uma república ditatorial bananeira ou bolivariana.

Battisti não seria “perseguido” politicamente na Itália, de forma alguma, porque a República Italiana é um Estado de Direito, regido por uma Constituição democrática e leis votadas por um Parlamento livremente eleito. O que ocorreria com o terrorista preferido do ex-ministro da Justiça Tarso Genro é que, condenado em todas as instâncias da Justiça pelos assassinatos que cometeu, ele iria cumprir pena de prisão perpétua.

A frustração dos brasileiros por não ver Pizzolato na Papuda tem origem nesse péssimo passo adotado pelo governo de Lula no final de seu mandato, a 31 de dezembro de 2010, na véspera de passar a faixa presidencial à então recém-eleita Dilma Rousseff.

Agora, leiam a reportagem sobre o casso Pizzolato:

Condenado no julgamento do mensalão a sete anos de prisão, o ex-diretor do Banco do Brasil possui dupla cidadania e foi para a Itália para fugir da cadeia

De VEJA.com

A Justiça da Itália rejeitou nesta terça-feira o pedido do governo brasileiro para extraditar o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado pelos crimes de formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro no julgamento do mensalão. Pizzolato está preso atualmente na cidade de Modena, na Itália. O mensaleiro também pode deixar a prisão ainda hoje.

Em julgamento do pedido de extradição, a Corte de Apelação de Bolonha decidiu que ele não pode ser devolvido ao país por ter cidadania italiana e por não ter condições de cumprir pena nas prisões brasileira.

O Brasil vai recorrer da decisão, o que significa que o caso se arrastará para 2015, em uma corte em Roma. Enquanto isso, Pizzolato vai aguardar a decisão em liberdade. Ainda nesta terça, ele será levado de Bolonha para Modena, onde será liberado.

Num púlpito entre a bandeira da Itália e da União Europeia e debaixo da frase estampada na parede do tribunal “A Lei é igual para todos”, Pizzolato parecia envelhecido e cansado diante dos ornamentos da sala imponente do prédio do Judiciário. Para o julgamento, a corte reservou sua principal sala, com bancos de couro e uma arquitetura clássica. A audiência durou mais de cinco horas.

Momentos antes do início da reunião, uma funcionária trouxe para a sala as centenas de páginas do processo. Pizzolato chegou em um camburão, totalmente blindado para não ser visto.

O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil foi condenado a doze anos e sete meses de prisão em agosto de 2012. Ele fugiu para a Itália ainda no segundo semestre de 2013 com um passaporte falso de um irmão morto há mais de trinta anos. Em fevereiro deste ano, ele acabou sendo descoberto na casa de um sobrinho na cidade de Maranello, no norte da Itália, e levado para a prisão de Modena.

Com dupla cidadania, a esperança de Pizzolato era garantir sua permanência no país europeu. O Ministério Público da Itália, no entanto, deu um parecer favorável à extradição do brasileiro em abril deste ano.

Para tentar frear sua extradição, a defesa de Pizzolato alegou que ele temia ser assassinado se voltasse ao Brasil e que sofre de graves problemas “psiquiátricos”.» Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

Perguntar não ofende: se Dilma demonizou o “mercado”, por que, afinal, é ali que quer achar um ministro da Fazenda?

Painel da Bolsa de Valores, um dos símbolos fortes do

Painel da Bolsa de Valores, um dos símbolos fortes do “mercado”: amaldiçoado durante as eleições, agora é lá que Dilma vai buscar o substituto de Mantega (Foto: Agência Estado)

Durante a campanha eleitoral, o “mercado” — essa entidade que nunca se define para o público mas que é o conjunto de grandes, médios e pequenos investidores, dos agentes financeiros de vários tipos que captam seus recursos e atuam em seu nome, o capital estrangeiro e demais fibras musculares do capitalismo — foi devidamente demonizado pela presidente Dilma.

Diretamente, por sua própria voz, ou indiretamente, por vozes anônimas de sua propaganda eleitoral.

A propaganda malévola do lulopetismo transformou Marina Silva, cujo centro de atuação política é a preocupação com o meio ambiente e a sustentabilidade, em “candidata dos banqueiros”, pelo gravíssimo crime de ter o apoio de uma educadora respeitada que, por acaso, sem qualquer ligação com a instituição, é detentora de 1% das ações do banco Itaú. A proposta de Marina de tornar independente o Banco Central viu-se alvo das mais sórdidas formas de demagogia e distorção — um comercial da campanha de Dilma, por exemplo, mostrava supostos “banqueiros” sentados a uma mesa, sorridentes e felizes, enquanto retiravam a comida da mesa dos pobres.

Com Marina fora do páreo, chegou a vez de Aécio ser transformado em “candidato do mercado”, herdeiro de um governo, o de FHC, que “governou para os banqueiros”, que “quebrou três bancos públicos” (curioso, ninguém percebeu na época), o candidato dos ricos (e, portanto, do “mercado”) contra os pobres — e mais toda a torrente de alucinações que o lulopetismo vendeu como verdade absoluta.

Pois bem, fechadas as urnas, apurados os resultados, onde é que a presidente está buscando um substituto para o ministro da Fazenda, Guido Mantega?

Exata e precisamente no “mercado”. Até o presidente do Bradesco, um dos maiores bancos do mundo, é cogitado.

Perguntar não ofende: Dilma só é contra o “mercado” em campanha eleitoral?

 

 

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Fonte:
Blog Augusto Nunes (veja.com)

1 comentário

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. João Olivi, com as denúncias do “petrolão”, houve uma resposta imediata dos petistas.

    ELES CORTARAM AS RELAÇÕES COM OS PRIMOS!

    É que o doleiro Alberto Youssef, tem a alcunha de “primo”.

    Parafraseando aquela máxima:

    QUEM TEM PRIMO TEM MEDO !

    ....”E VAMOS EM FRENTE” ! ! !....

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