A quebra de sigilo de Vaccari e o enigma de um tal Barusco, o homem que pertencia ao esquema petista e que tem US$ 97 milhões

Publicado em 19/11/2014 10:24 559 exibições
por Reinaldo Azevedo, de veja.com

A quebra de sigilo de Vaccari e o enigma de um tal Barusco, o homem que pertencia ao esquema petista e que tem US$ 97 milhões em contas no exterior. Será que roubava para si mesmo?

Por 12 votos a 11, a CPI Mista da Petrobras aprovou a quebra dos sigilos bancário, telefônico e fiscal de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT. Ele é acusado por Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef de ser  o homem que coordenava o propinoduto para o partido, cujo representante na empresa seria Renato Duque. A comissão aprovou ainda as convocações do próprio Duque, de Sérgio Machado, presidente licenciado da Transpetro, e de outros dois ex-diretores da Petrobras: Ildo Sauer (Gás e Energia) e Nestor Cerveró (Internacional), que terá de fazer uma acareação com Costa. Pode ser um momento bem interessante.

O PT fez de tudo para evitar a quebra dos sigilos de Vaccari, mas acabou derrotado. Parlamentares da base, como os deputados Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) e Enio Bacci (PDT-RS), não foram sensíveis aos apelos dos companheiros. Os depoimentos e a acareação podem até render alguma emoção, a menos que a gente tenha de ouvir o famoso “Eu me reservo o direito de ficar calado…”, mas duvido que algo de muito interessante saia das quebras de sigilo de Vaccari ou de outros. E por várias razões.

Em primeiro lugar, essa gente já está escolada, não é?, e não costuma cometer certos erros primários. Em segundo lugar porque, é bom não esquecer, há um doleiro no meio dessa lambança toda. E doleiros só participam de falcatruas para esconder recursos fora do país, em contas secretas. Basta olhar para o festival delas que está por aí.

Acho pouco provável que Vaccari seja do tipo que opera para enriquecimento pessoal. Ele está mais para Delúbio Soares, de quem é sucessor, do que para Paulo Roberto Costa. Se é quem Youssef e Costa dizem ser nesse esquema, não trabalhou para si mesmo, mas para a máquina partidária. Como a gente se lembra, Delúbio não fraquejou um só instante, nem quando foi posto para fora do partido — formalmente ao menos. Quando voltou, mereceu tapete vermelho, com direito a festança e tudo. Vaccari é um burocrata da máquina cinzenta. É homem da natureza de um Gilberto Carvalho. É núcleo duro. A essa gente, garantida a boa vida necessária, interessa mais o projeto de poder do que o enriquecimento pessoal. Há quem ache isso nobre. Eu, obviamente, não acho.

Coisas estranhas
De resto, há coisas estranhíssimas nessa história toda. E, para mim, o tal Pedro Barusco é a chave de um segredo de Polichinelo. Vamos ver. Esse sujeito era mero estafeta de Renato Duque, o petista graúdo que estava na diretoria de Serviços da Petrobras, homem de Dirceu e do partido. Pois esse Barusco admitiu, sem muita pressão, ter US$ 97 milhões em contas do exterior — o correspondente a R$ 252 milhões.

Custo a acreditar que um sujeito na sua posição, subalterna, tivesse autonomia para roubar tanto em seu próprio benefício. Nem se ocupou em pulverizar as contas em nome de terceiros, de familiares, de amigos ou conhecidos, sei lá. Também não converteu parte dessa fantástica dinheirama em patrimônio. Por que alguém mantém em moeda sonante, em contas secretas, tal volume de recursos? Será que Barusco operava para si mesmo ou para uma estrutura muito maior do que ele?

Volto a Vaccari
Tendo a achar que, se alguém aposta no enriquecimento pessoal de Vaccari, vai se frustrar. Ele não pertence a si mesmo. Ele pertence a uma máquina. Encerro com uma lembrança: no depoimento dado no âmbito da delação premiada, Youssef disse que poderia ajudar a PF a chegar a contas que o PT manteria no exterior, o que é ilegal e rende cassação do partido.

Por Reinaldo Azevedo

 

Moro transforma em preventiva prisão de 6 e manda soltar 11; segundo juiz, ex-homem do PT na Petrobras “mantém verdadeira fortuna em contas secretas no exterior”

É, leitores… O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, não parece ter entrado no Poder Judiciário a passeio. Ele converteu em prisão preventiva de 30 dias a prisão temporária de seis dos presos da Operação Lava Jato. São eles: Dalton dos Santos Avancini e João Ricardo Auler, diretor-presidente e presidente do Conselho de Administração da Construtora Camargo Corrêa; José Aldemário Filho e Mateus Coutinho de Sá Oliveira, diretor-presidente e diretor financeiro da OAS; Ricardo Ribeiro Pessoa, presidente da UTC; e o ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobras, Renato Duque.

O juiz justificou assim a sua decisão em relação aos diretores da Camargo Corrêa e da OAS: “Além dos depoimentos dos criminosos colaboradores, existem provas decorrentes da interceptação telemática e telefônica, provas documentais colhidas nas quebras de sigilo bancário e nas buscas e apreensões, inclusive do fluxo milionário de valores até as contas controladas por Alberto Youssef”.

A situação mais intrigante parece ser mesmo a de Renato Duque, aquele que era o homem de José Dirceu na Petrobras e que, até agora, se negou a colaborar com a Justiça. O juiz sustenta que o petista “mantém verdadeira fortuna em contas secretas mantidas no exterior, com a diferença de que os valores ainda não foram bloqueados nem houve compromisso de devolução”.

Só para lembrar: a prisão temporária tem de ser de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco. A preventiva pode durar até 180 dias.

Esses seis se somam agora a outros seis que já tinham tido prisão preventiva de 30 dias decretada: o diretor-presidente da Área Internacional da OAS, Agenor Franklin Medeiros; o vice-presidente da Camargo Corrêa, Eduardo Hermelino Leite; o diretor-presidente da Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca; o vice-presidente da Engevix, Gerson de Mello Almada; o funcionário da OAS José Ricardo Nogueira Breghiolli; e Sérgio Cunha Mendes, vice-presidente da Mendes Júnior.

O juiz mandou soltar 11 dos detidos, que terão de entregar seus respectivos passaportes: Valdir Carreiro e Otto Sparenberg, diretor-presidente e diretor da Iesa; Othon Zanoide e Ildefonso Colares, diretor e ex-diretor-presidente da Queiroz Galvão; Jayme de Oliveira Filho, ligado ao doleiro Alberto Youssef; Alexandre Barbosa, da OAS; Walmir Santana e Ednaldo Alves da Silva, da UTC; Newton Prado Junior e Carlos Eduardo Strauch, diretores da Engevix; e Carlos Alberto da Costa e Silva.

Com Adarico Negromonte, que está foragido, e Fernando Baiano, que se entregou nesta terça, temos as 25 pessoas que foram detidas pela Operação Lava Jato. Assim, 11 estão em liberdade, e 12, em prisão preventiva. O foragido Negromonte e Baiano tinham tido decretada a prisão temporária.

Por Reinaldo Azevedo

 

Os diretores de empreiteiras começam a confessar. Não há mais como esconder o esquema criminoso

É… Os executivos das empreiteiras, tudo indica, têm resistido a admitir que participavam de um esquema de corrupção que tinha como epicentro a Petrobras. Mas já há confissões, sim. E elas podem estimular outras. Erton Medeiros Fonseca, diretor de Óleo e Gás da Galvão Engenharia, admitiu ter pagado propina ao esquema depois ter sido ameaçado por Paulo Roberto Costa e pelo doleiro Alberto Youssef. Ou aceitava as condições impostas, ou sua empresa seria prejudicada.

Já não está sozinho na confissão. Nesta terça, Sérgio Mendes, diretor-presidente da Mendes Júnior, confirmou à Polícia Federal que pagou R$ 8 milhões a Youssef entre julho e setembro de 2011 a mando de Costa. A exemplo de Erton Medeiros, ele também diz ter sido extorquido. A máfia é generosa: permitiu que o pagamento fosse efetuado em quatro parcelas de R$ 2 milhões.

Segundo Marcelo Leonardo, advogado de Mendes e que defendeu Marcos Valério no processo do mensalão, o presidente da empreiteira também sofreu ameaças de Costa e Youssef: ou entrava no esquema, ou a Mendes Júnior seria prejudicada em outros contratos que mantinha com o governo. Entre estes, estava a construção da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar).

Durante depoimento de três horas na sede da PF, em Curitiba, Mendes afirmou que foi apresentado a Youssef por José Janene, deputado do PP já morto, personagem também do escândalo do mensalão. Costa, o doleiro e Janene integravam a banda podre que cuidava dos interesses do PP.

O homem do PMDB na empresa seria Nestor Cerveró, e o operador, o tal Fernando Baiano, que se entregou nesta terça. Segundo as investigações, o diretor que administrava a roubalheira em nome do PT era Renato Duque, e o coordenador do propinoduto para o partido seria João Vaccari Neto, tesoureiro da legenda.

O advogado Marcelo Leonardo diz que Mendes está decidido a contar o que sabe: “Ele está tão disposto a colaborar que veio diretamente a Curitiba se entregar. Não houve proposta de delação premiada feita pela PF”.

Só para lembrar: dois outros executivos, ambos da Toyo Setal, estes no âmbito da delação premiada, já confirmaram ter participado do esquema criminoso. Augusto Ribeiro de Mendonça Neto e Júlio Camargo admitiram ter pagado de R$ 50 milhões a R$ 60 milhões ao petista Renato Duque e US$ 40 milhões a Fernando Baiano, o lobista do PMDB.

Mas há quem resista. Alberto Toron, advogado do Ricardo Pessoa, presidente da UTC, que também prestou depoimento nesta terça, afirmou que seu cliente nunca pagou propina a Youssef e que ambos são sócios de um negócio legal: um hotel em Lauro de Freitas, na Bahia. Então tá.

Não há mais como negar o esquema corrupto. Cinco dos acusados que fizeram acordo de delação premiada se comprometeram a devolver, acreditem, R$ 425 milhões aos cofres públicos. Certamente não estão fazendo esse acordo por excesso de imaginação, não é mesmo?

Por Reinaldo Azevedo

 

Controladoria-Geral da União fala em acordos de leniência. É a hora de a jurupoca piar

Não vamos misturar as coisas. O ministro Jorge Hage, da Controladoria- Geral da União, afirmou nesta terça que algumas empresas envolvidas no petrolão já procuraram o órgão para acordos de leniência. Ele não citou nomes. Nove são investigadas pela Operação Lava Jato: Camargo Corrêa, OAS, UTC, Odebrecht, Mendes Júnior, Engevix, Queiroz Galvão, Iesa e Galvão Engenharia.

O que um acordo de leniência tem a ver com a questão criminal propriamente? Nada! As informações, quando tornadas públicas, sempre podem ser usadas num processo, mas são esferas diferentes. Um acordo com a CGU se dá no âmbito administrativo. Se as empresas colaborarem, contando, por exemplo, como funcionava o esquema, as punições podem ser mais brandas. Afinal, no extremo, empresas acusadas de lesar o erário podem ficar proibidas de celebrar contratos com agentes públicos. E também serão obrigadas a pagar multas.

Hage participou de um seminário na manhã desta terça, em São Paulo, e foi indagado se defendia o rompimento dos contratos em curso entre as empresas e o estado. Ele afirmou que não. E, querem saber?, acho que realmente não é o melhor.

É claro que não podemos escolher a “saída Lula” porque ela é imoral. E qual é a “saída Lula”? É não fazer nada e ainda atacar quem investiga. Em 2010, o TCU recomendou a suspensão de repasse de verbas para as refinarias Abreu e Lima, em Parnambuco, e Getúlio Vargas (Repar), no Paraná. A recomendação do tribunal foi aprovada pelo Congresso. E o que fez o Apedeuta? Vetou. Nem quis saber se havia irregularidade ou não.

Sugiro outra coisa. Acho que as obras têm de continuar para não prejudicar os mais pobres. Mas é evidente que punições são necessárias, tanto na esfera administrativa como na penal. Eu tenho, sim, a convicção de que as empresas foram extorquidas: era pagar a propina ou não entrar na obra, e elas pagaram. Ocorre que poderiam ter denunciado a canalhice e não o fizeram — afinal, empreiteiras vivem de tocar obras, não de arrumar processos na Justiça.

Pois é… Não faltam bons motivos para muito barulho, mas não custa lembrar que o que se tem agora é a parte, digamos, menos explosiva da investigação. Imaginem quando o mundo político entrar na berlinda. Aí é que a jurupoca, que não pia porque é peixe, vai piar.

Por Reinaldo Azevedo

 

O potencial explosivo de Fernando Baiano, que se entregou à polícia

Mario de Oliveira Filho, advogado do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, parece ter mudado de ideia. Ele havia dito que seu cliente não se entregaria de jeito nenhum. Acusava ilegalidade na prisão e dizia esperar o resultado de um pedido de habeas corpus. Inútil. Fernando Baiano, acusado de ser o homem do PMDB na negociação com as empreiteiras, se entregou nesta terça. Parece ser o caminho mais prudente. Multiplicam-se as delações premiadas, e empreiteiras já buscam a Controladoria-Geral da União para acordos de leniência.

Fernando Baiano é apontado por Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef como o negociador do PMDB. Ele é que receberia a propina destinada ao partido, repassando depois os valores a quadros da legenda. Duas outras personagens que fizeram acordos de delação premiada o comprometem com o esquema. Segundo Augusto Ribeiro de Mendonça Neto e Júlio Camargo, da Toyo Setal, Baiano recebeu US$ 40 milhões da empresa para facilitar o fechamento de contratos com a Petrobras.

O advogado de Baiano se mostrava inconformado com a decretação de prisão. Referindo-se a seu cliente, afirmou: “Ele vinha colaborando, estava intimado, se apresentou espontaneamente duas vezes por petição, forneceu o endereço, aceitou intimação por telefone, o que não existe, abriu mão da carta precatória para ser ouvido no Rio de Janeiro, marcou audiência para amanhã e mandaram prendê-lo. Não tem sentido”, afirmou.

Michel Temer, vice-presidente da República, já negou que o lobista tenha qualquer relação com o seu partido: “Repudio essas insinuações. Repudio a tentativa de envolver o PMDB nesse caso. O senhor Fernando Soares não é interlocutor do PMDB. Nós queremos uma apuração rigorosíssima dos fatos ‘duela a quem duela’”, disse há uma semana, repetindo expressão empregada pelo então presidente Fernando Collor, em 1992, pouco antes de ter de deixar a Presidência.

Vamos ver agora o que Fernando Baiano conta à polícia. O potencial é explosivo. Afinal, o PMDB é apenas o segundo maior partido da aliança que está no poder. O primeiro é o PT, enrolado nessa tramoia até o pescoço.

Por Reinaldo Azevedo

 

Empresas da Lava Jato são responsáveis por no mínimo dez obras de energia do PAC 2

Por Dyelle Menezes e Thaís Betat, do site Contas Abertas:
Com o envolvimento das maiores empreiteiras do país, a mira da operação Lava Jato pode chegar também ao setor elétrico. De acordo com levantamento do Contas Abertas, as empresas envolvidas no esquema de corrupção são responsáveis por pelo menos dez obras do setor de energia do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Os dez empreendimentos estão localizados nas regiões Norte e Nordeste, em estados como Piauí, Maranhão, Bahia, Pernambuco, Rondônia, Pará e Tocantins. Oito obras são referentes a usinas hidrelétricas e duas a aproveitamentos hidrelétricos. O Ministério de Minas e Energia faz o acompanhamento do andamento das iniciativas.

A única obra que já está em execução se refere aos aproveitamentos hidrelétricos a serem realizados na região de Tabajara, em Rondônia. Para esta obra, as empresas Construtora Queiroz Galvão S/A, Eletronorte, Endesa Brasil S.A., Furnas Centrais Elétricas S/A são as responsáveis oficiais. Segundo o levantamento, a obra em execução chegou a registrar R$ 16,2 milhões já aplicados. As empreiteiras Queiroz Galvão e Camargo Corrêa são as encarregadas de realizar obras em nove das dez iniciativas do PAC 2. Dentre os empreendimentos estão, por exemplo, a usina hidrelétrica de Marabá, que atende aos estados do Pará, Maranhão e Tocantins, e de Cachoeira, entre o Maranhão e o Piauí.

Entre as obras, duas são consideradas “Emblemáticas”, isto é, são mais impactantes e relevantes de acordo com o governo. Mesmo assim, as obras das usinas hidrelétricas de São Luiz de Tapajós e em Jatobá (PA) ainda estão em estágio de ação preparatória, ou seja, não saíram do papel.

A Odebrecht, por sua vez, é responsável pela usina hidrelétrica de Riacho Seco, que será construída nos estados da Bahia e Pernambuco. De acordo com o 10° Balanço do PAC 2, o Eixo Energia realiza ações de geração e transmissão de energia elétrica, exploração de petróleo e gás natural, fertilizantes, refino, petroquímica e combustíveis renováveis, além de revitalização da indústria naval.

O eixo tem o objetivo de expandir a geração de energia limpa e renovável, e ampliar a produção de petróleo e gás para garantir o abastecimento necessário ao crescimento do País.

Foco no setor elétrico
De acordo com o jornal O Globo, a suspeita da Polícia Federal é de que o esquema operado pelo doleiro Alberto Youssef vá além da Petrobras e envolve o setor elétrico. A suspeita decorre de uma planilha intitulada “Demonstrativo de Resultado — Obra Jirau”, com a contabilidade da Camargo Corrêa na obra da hidrelétrica no Rio Madeira, em Rondônia, encontrada na mesa de João Procópio de Almeida Prado, acusado de ser braço-direito do doleiro.

A empreiteira foi uma das sócias do consórcio que arrematou a concessão até 2012, quando vendeu sua participação. Segundo o Ministério Público Federal, Prado era o elo do esquema de Youssef com a Camargo Corrêa. Ele é concunhado de João Ricardo Auler, presidente do conselho de administração da Construções e Comércio Camargo Corrêa, um dos presos na Lava-Jato.

Youssef disse à Justiça que Auler foi seu principal contato na construtora antes de Eduardo Hermelino Leite, atual vice-presidente da empresa, preso preventivamente. Leite é o único executivo de empreiteira, até agora, acusado pelo doleiro de ficar com parte do dinheiro da propina a ser dividido com os políticos. Procurada, a Camargo Corrêa informou que o Prado “jamais prestou serviços” para a construtora e que desconhece a planilha citada.

Segundo um delator na Operação Lava-Jato, as empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras atuavam de forma articulada, em um “clube”, como era chamado, com reuniões periódicas e um grupo VIP, formado pelas gigantes do setor. As denúncias também podem chegar à Administração Direta. Confira matéria do Contas Abertas sobre os valores pagos pela União às empresa envolvidas na Lava Jato.

Por Reinaldo Azevedo

 

Efeito Petrobras

Eletrobras: dificuldades

Eletrobras: desvalorizada na Bolsa

O título da nota poderia ser também Efeito Lava-Jato: nos últimos quinze dias, o valor das ações preferenciais da Eletrobras já caiu 21,8% na Bovespa.

Por Lauro Jardim

 

Cúpula da PF preocupada com Facebook de delegados da Lava-Jato

PF teme envolvimento político de delegados

PF teme envolvimento político de delegados

O uso do Facebook pessoal por delegados da operação Lava-Jato para manifestar apoio a Aécio Neves durante a eleição preocupa a cúpula da Polícia Federal.

O receio é que a sindicância aberta pela Corregedoria no Paraná para investigar o caso mostre que algum deles teve um envolvimento político maior do que simples publicações nas redes sociais, o que poderia ser usado pelos advogados de defesa para tentar melar a operação.

Os delegados e agentes envolvidos direta ou indiretamente na operação haviam sido alertados sobre a necessidade de tomar cuidado para que suas vidas pessoais não interferissem de forma alguma no resultado da operação.

Por Lauro Jardim

 

O contra ataque de Dilma

Dilma: nas cordas

Dilma: nas cordas

A avaliação de assessores diretos de Dilma Rousseff é que a presidente deveria contra-atacar já, não pode ficar na defensiva no caso da Operação Lava-Jato.

E o que é partir para o ataque quando escândalos de corrupção surgidos no seu governo e no de Lula pipocam a todo o momento?

A reação se daria em duas frentes.

A primeira é Dilma partir para declarações públicas, na linha da entrevista dada no fim de semana passado na Austrália, quando que o país vai mudar para sempre depois que a Lava-Jato chegar ao fim. E repisar o velho discurso de campanha de que é o seu governo que está desbaratando a corrupção.

Mas não é só isso.

Estuda-se também no Planalto reações mais diretas e objetivas. Por exemplo, a demissão imediata de José Carlos Consenza, sucessor de Paulo Roberto Costa na diretoria de Abastecimento da Petrobras e, nas relações com empreiteiros. Consenza foi citado por executivos de empreiteiras como continuador do esquema de Paulo Roberto.

Política não se faz sem vítimas. Cozenza pode ser a primeira.

Por Lauro Jardim

 

 

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Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo (VEJA)

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1 comentário

  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Sr. João Olivi, os fatos que ocorrem em todas as esferas políticas no país remete ao “Pior dos Mundos”. Pobre daquele que imagina que a política não interfere na sua vida e, na idiotice caminha para o fim desconhecido.

    Tomemos como exemplo as fachadas das casas em bairros residenciais, há pouco tempo, questão de décadas, elas eram acolhedoras, as portas de visitas não mostravam obstáculos aos visitantes, como portões eletrônicos, grades, câmeras de monitoramento, cercas elétricas e outros apetrechos que provocam a sensação de segurança. Esta mudança é social? Ou é uma questão de política de estado?

    Regimes autoritários condicionam seus governados a não pensar, este é o maior crime contra a humanidade, mas a condução das massas inconscientes, como definir este crime? Os governos estão nos conduzindo corretamente?

    As noticias de grandes roubos, ainda causam alguma comoção, mas e o roubo da dignidade humana? Ninguém mais sente que está sendo surrupiado.

    ....”E VAMOS EM FRENTE” ! ! !....

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