Ridicularias: Após fazer de Temer nº 1 de Joesley, PF e MP tentam o “Temer nº 1 da Petrobras”, por Reinaldo Azevedo

Publicado em 05/07/2017 11:31 e atualizado em 05/07/2017 12:03
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Rodrigo Janot, procurador-geral da República, já disse como são as coisas: enquanto houver bambu, há flecha. Foi o que ele afirmou numa entrevista concedida em congresso da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo. A imagem não deixa de ser boa porque faz lembrar algo sorrateiro, que se fabrica nas sombras. E podem crer que mais coisa vem por aí.

Em decisão tomada na sexta, lançada só hoje no sistema do STF, a Polícia Federal pede que o presidente Michel Temer e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (secretaria-geral) sejam incluídos num inquérito que apura se integrantes do PMDB formaram uma organização criminosa para desviar recursos da Petrobras e de outros órgãos públicos.

E por quê? A PF passou ver tal necessidade a partir dos depoimentos de Joesley Batista, o homem mais impune do Brasil, e de Lúcio Funaro, que está começando a trilhar o caminho que o leva ao berço do herói. Delator, por natureza, não é coisa que preste, certo? E de múltiplos modos, com destaque para dois: 1) não presta porque só pode ser delator quem é criminoso; 2) não presta porque é alcagueta, que é um defeito de caráter que soma covardia e deslealdade. É gente desse calibre moral que define hoje os destinos da elite política brasileira ou do que restou dela.

Alguém imagina o contumaz Lúcio Funaro tomado, subitamente, de pruridos cívicos, com aquela comichão (sim, o substantivo é feminino) cidadã de que só ele é capaz, a denunciar este ou aquele? Vamos lá. Vamos imaginar um acirramento da crise política porque um bandido contumaz, que já foi flagrado no mensalão, agora decide denunciar…

Leia a íntegra no blog de Reinaldo Azevedo no site da RedeTV

Operação Terror Jacobino: Prisão de Geddel vem com fofoca de que Moreira e Padilha estão na fila

É preciso que uma coisa seja dita com todas as letras; é preciso que se chegue ao “É da Coisa”.

A prisão de Geddel Vieira Lima, nas condições em que foi executada e com aqueles argumentos, é mais do que uma prisão: trata-se de uma ameaça. A quem exatamente? Dados os motivos lá elencados, a qualquer político, com ou sem foro especial.

É preciso ler o despacho para saber. O juiz Vallisney de Souza afirma que o ex-ministro ameaça a ordem pública HOJE em razão de um ato de 2015, que lhe é atribuído. Seria ainda um risco à ordem econômica porque poderia movimentar ativos originários da corrupção. Bem, e por que, então, a esta altura, a coisa já não teria sido feita? Mais: acusa o ex-deputado de pôr em risco a instrução criminal porque teria telefonado para a mulher de Lúcio Funaro. Não se conhece o conteúdo das ligações. Segundo a decisão do juiz, o simples telefonema já é causa de prisão preventiva.

Notem: o único fio aí que poderia justificar a medida são os supostos telefonemas, desde, é claro, que exista algum risco à tal instrução criminal; desde que o conteúdo das conversas represente uma agressão às provas ou ameaça ou assédio a testemunhas. Mas isso não está na decisão de Vallisney.

O curioso é que algumas vozes vindas dos porões do Ministério Público Federal logo se encarregaram de deixar claro: prender Geddel seria uma forma de ameaçar dois ministros do governo: Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência). Nesses dois casos, o pedido teria de ser feito pelo próprio Janot e encaminhado ao ministro Edson Fachin, do Supremo. Será que, com o bambu que lhe resta, o procurador-geral poderia lançar uma flecha desse tamanho, com essa gravidade?

Convenham: eles acham que podem tudo, não é? Janot procurou engolir o Poder Judiciário. E tem, com efeito, uma parte considerável já guardada no papo. Há indícios, aqui e ali, de que há magistrados que não são mais donos de sua toga, mas reféns de pré-delações ditas explosivas. Vale dizer: ou faz as vontades do MPF ou vai para o cadafalso.

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Fonte: Blog Reinaldo Azevedo - RedeTV

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