Delação de Palocci tem anexo de negociação fiscal de governo do PT com a “Globo Fora Temer”, por Reinaldo Azevedo

Publicado em 10/07/2017 15:27 e atualizado em 10/07/2017 16:19
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O Grupo Globo quer depor Michel Temer. É evidente que nunca se viu tamanho engajamento de seus respectivos veículos em favor de uma causa. Não na democracia ao menos. No processo de impeachment de Dilma, a TV dispensava igual tempo para os favoráveis e contrários à deposição. O que se tem hoje é, sem dúvida, uma campanha, como o “Criança Esperança”. Só que virulenta: É o “Golpista Esperança”.

É claro que as pessoas se perguntam por quê. As suposições são as mais variadas. Vamos ver.

O grupo já fez mea-culpa, por exemplo, por ter apoiado o golpe militar de 1964. Pois é… Pode-se apontar um “erro” das gerações passadas, mas como precificar os benefícios que ele gerou, né? Como abrir mão deles?

Consideremos, no lado virtuoso da história, que cada geração pode ter seu jeito equivocado de amar a virtude, com direito de errar. A falha do patriarca consistiu em apoiar a ditadura, com todas as suas ilegalidades. Pode ter sido só apreço à ordem. O governo Goulart era uma bagunça mesmo, e as acusações de corrupção também incendiavam o imaginário. A TV foi criada um pouco mais tarde naquele, digamos, espírito.

A geração atualmente no comando também deve ficar nauseada com a corrupção, a exemplo de Rodrigo Janot. Ainda me pergunto como conseguiu dar suporte — eis uma boa palavra — a Sérgio Cabral por tanto tempo. Eu, que estou em longes terras, apontei algumas picaretagens. A relação com Lula costeou a subserviência.

Leia a íntegra no blog de Reinaldo Azevedo no site da RedeTV.

Aliados, inocentes úteis e oportunistas do golpe que as esquerdas querem dar em Temer

Lá vou eu. O diabo é diabo porque velho, não porque sábio. O mesmo vale para os patriarcas. Aos 55, não sou, assim, um Matusalém, mas há muito perdi o direito à inocência. Aliás, meus caros, nem é preciso chegar tão longe. A moçada que anda aí pela casa dos 20, 20 e poucos, já têm a obrigação de saber os respectivos nomes do que pratica e do que se pratica. Se puder fazê-lo com o concurso de alguns livros, melhor!

Há uma tentativa de golpe no Brasil. Une extrema-esquerda, esquerda, Globo (as razões dessa adesão certamente merecem ser pensadas calma), parte considerável dos tucanos, especuladores disfarçados de jornalistas e até uma franja ou outra que foi à rua pedir o impeachment de Dilma. À falta de palavra melhor, chamemo-la “direita”, embora lhe faltem leitura e experiência social para merecer tal epíteto. O PT e as esquerdas, e ninguém mais, serão os beneficiários da eventual queda de Michel Temer.

Ora, quem fala “golpe”, então, tem de defini-lo, a menos que esteja querendo enganar o leitor. E eu defino. É a ação que busca derrubar um governo por meio de instrumentos que não estão previstos na ordem legal. Assim, golpes podem ser dados, atenção!, nas democracias e nas ditaduras que, ainda assim, sejam “de direito”, vale dizer: sejam exercidas com base em diplomas legais. Nota à margem: obviamente, golpes desferidos em regimes democráticos têm uma natureza necessariamente distinta daqueles desfechados contra tiranias. No primeiro caso, sempre estaremos diante de um retrocesso político; no segundo, não necessariamente.

Foi um golpe que derrubou Dilma? É evidente que não! Ela cometeu crime de responsabilidade, e a lei 1.079 prevê, para casos assim, o impedimento, que seguiu, rigorosamente o rito legal. Tanto é assim que os esquerdistas não conseguiram apontar uma só agressão no terreno jurídico. Escolheram, então, o caminho da retórica: depor um presidente eleito seria, em si, um golpe, o que é uma tolice, dado que o crime de responsabilidade cometido é que golpeou a ordem legal.

Leia a íntegra no blog de Reinaldo Azevedo no site da RedeTV.

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Fonte: Blog Reinaldo Azevedo - RedeTV

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