Defesa de Palocci: “Lula é dissimulado”... "Só faltou dizer que não conhece o meu cliente"

Publicado em 13/09/2017 19:22 e atualizado em 14/09/2017 08:15
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Frase é de Adriano Bretas, advogado de Palocci (na VEJA)

O advogado Adriano Bretas, que defende Antonio Palocci, partiu para o contra-ataque tão logo terminou o depoimento do ex-presidente Lula.

Ao Radar, Bretas disparou: “Enquanto Palocci mantinha o silêncio, Lula dizia que ele era um homem inteligente. Agora que ele começou a falar verdade, diz que é tudo mentira, que eles se encontravam a cada oito meses.

Só falta dizer que não conhecia meu cliente. Pois ele diz que o meu cliente é dissimulado. Dissimulado é ele”.

Durante o interrogatório, Lula fez várias críticas a Palocci, dizendo que ele inventou coisas, que seria “um roteirista da Globo”.

Lula e a desconfiança da PF (O Antagonista)

Lula não conseguiu explicar a existência de uma pasta de e-mails, em sua casa de São Bernardo, com correspondência entre uma empresa de Roberto Teixeira e uma corretora de imóveis –o assunto era o imóvel da rua Doutor Haberbeck Brandão, para o Instituto Lula.

“Eles [os e-mails] estavam cuidadosamente guardados”, disse a procuradora.

“Como é que a senhora sabe que estavam cuidadosamente guardados?”, questionou o petista, novamente irritado.

“Em uma pasta. Houve a descrição no laudo”, insistiu a representante do MP.

Nesse ponto, Lula mudou o foco e passou a atacar a PF.

“Deixe eu lhe falar uma coisa, querida. Eu hoje, passados todos esses meses, tenho muita suspeita do comportamento da Polícia Federal nessas ocupações. Muita.”

Chamada de ‘querida’, procuradora chama a atenção de Lula (VEJA)

Durante o depoimento concedido ao juiz Sergio Moro nesta quarta (13), em Curitiba, o ex-presidente Lula se dirigiu à procuradora com o tratamento “querida” por diversas vezes quando questionado.

Incomodada, ela pediu que o ex-presidente a tratasse da “forma protocolar devida”.

Moro também o censurou. O tratamento carinhoso deu então lugar ao “doutora”.

GEBRAN VOTA PELA EXECUÇÃO DA PENA DE DIRCEU E PEDE 41 ANOS DE CADEIA (Em O Antagonista)

O desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato, acatou em seu voto o pedido do MPF para a execução provisória da pena de José Dirceu e ainda aumentou a condenação para 41 anos e 4 meses.

Ele também elevou para 40 anos a de João Vaccari e para 33 anos a de Renato Duque.

O julgamento foi interrompido por uns instantes e os dois desembargadores da turma ainda precisam se manifestar. Se o relatório for aprovado pela maioria, ainda cabem recursos. Só depois de esgotados os recursos, Dirceu poderá voltar para a cadeia.

Polícia Federal é ovacionada: o povo adverte os corruptos (AUGUSTO NUNES)

Os ladrões ainda crentes no fim da Lava Jato que esperem sentados. O que vai chegar primeiro é a hora de sentar-se no banco traseiro do camburão

O grande momento do desfile que celebrou o Dia da Independência em Brasília foi a ovação que acompanhou, do começo ao fim, a passagem de um punhado de integrantes e viaturas da Polícia Federal. Habitualmente reservadas a piruetas aéreas ou tropas em uniforme de gala, as manifestações de carinho e admiração se concentraram na instituição transformada nos últimos três anos num dos símbolos da Operação Lava Jato. As salvas de palmas foram endereçadas à vanguarda da maior ofensiva anticorrupção da história do Brasil.

A leitura do mais recente balanço da Lava Jato, divulgado em 31 de agosto, torna pouco surpreendentes os sons e imagens captados pelo vídeo acima. Desde o começo da operação, por exemplo, houve 158 acordos de colaboração premiada firmados com pessoas físicas e 10 acordos de leniência. As 165 condenações aplicadas a 107 réus somam 1.634 anos, sete meses e 25 dias de pena. Já foram contabilizadas oito acusações de improbidade administrativa contra 50 pessoas físicas, 16 empresas e um partido político, exigindo o pagamento de R$ 14,5 bilhões. O valor total do ressarcimento, multas incluídas, é de R$ 38,1 bilhões.

O cortejo de números superlativos seria bem menos impressionante se não estivesse em vigor o instituto da colaboração premiada, utilizado com exemplar eficácia pela Lava Jato baseada em Curitiba. Caso seguisse  as regras definidas pela matriz, a sucursal de Brasília comandada por Rodrigo Janot não teria produzido as exceções que estimularam a contra-ofensiva ensaiada pela frente ampla dos corruptos. O desabamento da meia-delação premiadíssima, inventada pelo procurador-geral em parceria com Joesley Batista e Edson Fachin, foi a senha para a mobilização da bandidagem espalhada pelos três Poderes.

Os que sonham com o enterro da Lava Jato fracassarão outra vez. Como informa o balanço de agosto, a velocidade alcançada ao fim de três anos tornou irreversível a dedetização do país. Os larápios de todos os partidos, os comerciantes de propinas e os industriais da ladroagem não se livrarão dos tentáculos saudáveis da Justiça brasileira. Os vilões ainda crentes na vitória que esperem sentados. O que vai chegar primeiro é a hora de sentar-se no banco traseiro do camburão.

Levantamento da Operação Lava Jato de 31 de agosto de 2017 (Reprodução/Reprodução)

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Fonte: VEJA e O Antagonista

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