Profetas de meia-tigela!, sobre o aquecimento (??!!) global

Publicado em 28/06/2011 14:24 e atualizado em 28/06/2011 19:12 833 exibições
por Reinaldo Azevedo, de veja.com.br

Profetas de meia-tigela!

Não há nada de científico, obviamente, nesta percepção já enunciada aqui em outros termos, mas, houvesse uma relação harmônica entre natureza e cultura — ou história — país meio atrasadão seria sempre quente para compensar as dificuldades técnicas, né? É claro que, depois da pesquisa do economista pobrista Marcelo Nery, eu já me sinto bem melhor do que um dinamarquês… no futuro! Não fosse a ditadura da geografia, e suas implicações, que sentido faz haver neve no Afeganistão?

Eu fico furioso com os crentes da Igreja do Aquecimento Global dos Santos dos Últimos Dias. Desde que eles começaram mais insistentemente a anunciar o fim do mundo — estou aguardando uma reportagem de Sonia Bridi demonstrando que essa borra desse frio só prova que eles estão certos! —, sempre faz mais frio do que antes onde quer que eu esteja. Vai ver não dou sorte: o aquecimento global vai para um lado, e eu vou para o outro, onde está o esfriamento regional.

Já cheguei a tratar a sério desse assunto aqui, com os cientistas não-catastrofistas etc e tal. Agora, só mesmo na base da pilhéria.  Leiam, queridos, o que informa o G1 sobre São Paulo. Volto depois:

São Paulo tem a madrugada mais fria desde 2003

A capital paulista teve a temperatura mais baixa em oito anos na madrugada desta terça-feira (28), com 6,1°C registrados na estação do Mirante de Santana, na Zona Norte de São Paulo, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A temperatura foi a mais baixa desde 2003, quando foi verificado 5,9°C em agosto. De acordo com o instituto, a massa de ar polar que está em São Paulo é seca e atua mais em regiões de baixadas da capital. Municípios do interior de São Paulo registraram na madrugada desta terça-feira (28) temperaturas abaixo de zero. Em Campos do Jordão, a 181 km da capital paulista, os termômetros chegaram a -3,8°C segundo o Inmet, a menor temperatura desde 1998, quando foi verificado -4,1°C.

E não foi apenas na cidade turística que o frio ficou abaixo do zero grau. Em Rancharia, município situado a 508 km de São Paulo, foi registrado -2ºC. Os termômetros ficaram em zero grau nas cidades de Valparaiso, na região de Araçatuba, e em São Miguel Arcanjo, próximo de Itapetininga.

Estado de atenção
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana, por meio da Defesa Civil municipal, colocou a cidade de São Paulo em estado de atenção às 18h desta segunda-feira (27). Segundo a Defesa Civil, a medida foi tomada após a temperatura na capital paulista atingir 12º C. Pela primeira vez neste ano o estado de atenção devido ao frio foi decretado. Segundo a Defesa Civil, a cidade entra em estado de alerta quando a temperatura fica mais baixa do que 10ºC. Por volta da meia-noite, os termômetros da Avenida Paulista marcavam 8ºC. Quando faz 10ºC ou menos na cidade, assistentes sociais e funcionários da Defesa Civil circulam por bairros onde os moradores de rua costumam passar a noite e oferecem abrigo.

O Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), da Prefeitura de São Paulo, que mede a temperatura em várias regiões da capital paulista, registrou muito mais frio. Em Parelheiros, os termômetros chegaram a 2,6ºC. No Tremembé, a temperatura foi de 2,4ºC.

Voltei
“E o ar-condicionado, Reinaldão?” É… Tio Rei fuma e toma café, o que o ministro Ricardo Lewandowski, segundo entendi, considera tão grave quanto cheirar pó ou injetar heroína na veia. Vejam que coisa: no que concerne à temperatura, nem tanto, né? Dá para usar droga da pesada com as janelas fechadas, embora, ultimamente, a turma queira exercer seus vícios com proteção da polícia… É mesmo um mundo em desalinho.

Cadê meu país tropical, caramba? Por que esses borras desses profetas apocalípticos estão sempre errados?

Por Reinaldo Azevedo

Dilma e o “empoderamento” de Lula. Ou: Apedeuta já é o candidato do PT em 2014

Prometi escrever ontem a respeito e acabei atropelado por outras coisas. Vamos lá. Até porque Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência, andou negando, então eu afirmo: o candidato à sucessão de Dilma Rousseff será mesmo Luiz Inácio Apedeuta da Silva. Por decisão da presidente, seu antecessor é o chefe da missão brasileira enviada  à Guiné Equatorial para a Assembléia Geral da União Africana, que discute de hoje até o dia 1º de julho o que, por aqui, está sendo chamado “Empoderamento da Juventude para o Desenvolvimento Sustentável”. Não adianta tentar encontrar esta estrovenga — “empoderamento” — no dicionário. É só uma macaquice ongueira, uma tradução feita com os cotovelos de “empowerment”.

Alguns dizem: “Ah, Dilma está mandando Lula para longe, para dar pitaco lá na África”. Era assim no tempo em que as notícias não corriam com a mesma velocidade que levava “Rosa/ pra aprumar o balaio/ quando sentia/ que o balaio ia escorregar”. É trecho de uma bela música de Gilberto Gil, Parabolicamará. “Elogiando Gil?” O músico e o compositor, não o político e o prosélito. Adiante. É evidente que Dilma está dando palco para Lula. A equação é simples: sempre que ele cresce, ela diminui; sempre que ele avança, ela recua.

Dilma não anda lá muito feliz. Já disse a mais de um interlocutor que herança maldita mesmo, quem pegou foi ela. O que ela teme é o desmanche de uma equação macroeconômica que tem no consumo o seu principal pilar. E vê com certo pessimismo todo o resto. A presidente antevê uma corrosão lenta, mas contínua de sua popularidade e uma grande confusão na economia ali por meados de 2013. Também acha que não terá saúde para uma nova campanha. Não faço alusão velada ao câncer.

O Lula candidato em 2014 vai consolidar essa posição já na eleição de 2012. É ele quem já está cuidando hoje da criação dos palanques nas cidades que o PT considera vitais. E vai com tudo para a campanha. De novo: se ele cresce, ela diminui; se ele avança, ela recua. Dilma só não quer concluir um mandato que termine em vexame, daí a sua insistência em se comportar como uma magistrada, com o reconhecimento da obra de FHC nos 80 anos do ex-presidente ou com nota de condolências pela morte de Paulo Renato. À sua maneira, tem claro que a política pesada, de confronto e de desmoralização dos adversários, que é a essência do petismo, é fardo pesado demais pra ela. Então deixa que Lula transite na política interna como o grande articulador de 2012 e, no cenário externo, como o grande profeta do “empoderamento” dos oprimidos.

Quem aí quer ser presidente da República? José Serra? Aécio Neves? Geraldo Alckmin? Algum outro? Nas circunstâncias de hoje e até onde há visibilidade adiante, vai enfrentar Lula.

Por Reinaldo Azevedo

ATENÇÃO, SENADORES E LEITORES! OUÇAM A GRAVAÇÃO EM QUE ALOPRADO AFIRMA QUE MERCADANTE PARTICIPOU ATIVAMENTE DA TRAMÓIA DOS ALOPRADOS

Se você clicar aqui, poderá ouvir trechos da gravação em que Expedito Veloso deixa claro que o ministro Aloizio Mercadante foi um dos comandantes do crime.

Por Reinaldo Azevedo

Dossiê dos Aloprados

As confissões de Expedito Veloso - agora em áudio 

As gravações em que o aloprado revela os bastidores da montagem do dossiê que seria usado contra José Serra na campanha de 2006

Hugo Marques e Gustavo Ribeiro

Há duas semanas, VEJA publicou as confissões de Expedito Veloso, um dos envolvidos no escândalo dos aloprados – a tentativa de petistas comprarem um dossiê forjado para prejudicar o tucano José Serra nas eleições para o governo paulista de 2006. Em gravações obtidas pela revista, o ex-diretor do Banco do Brasil esclarece quem foram os patrocinadores de uma das mais sórdidas patranhas políticas do Brasil recente.

Veloso fez parte do grupo que que negociou o falso documento com uma dupla de empresários corruptos, os irmãos Darci e Luiz Antônio Vedoin. Esse grupo era encabeçado pelo então senador Aloizio Mercadante – que se aliou nessa empreitada, de maneira surpreendente, com o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia, morto em 2010.

Convidado a falar numa comissão do Senado nesta terça-feira, Aloizio Mercadante deve tratar do escândalo oficialmente pela primeira vez.  Nesta segunda-feira, o ministro da Ciência e Tecnologia negou mais uma vez qualquer envolvimento com o episódio.

Durante um almoço com empresários em São Paulo, ele afirmou: “Eu vi uma nota que o Expedito publicou. Ele disse que nunca citou nomes, nunca falou de dinheiro, não tem nenhuma informação sobre isso, que a responsabilidade é dos jornalistas e da revista. Expedito nunca foi meu assessor, assim como Quércia nunca foi meu aliado”. 

VEJA apresenta os trechos mais reveladores das confissões de Expedito Veloso:

 

Saiba quem é quem no escândalo do dossiê:

Expedito Veloso - ex-diretor do Banco do Brasil, analisou os documentos que seriam usados na fraude. Depois, arrependido pelo fato de o esquema não ter poupado colegas do partido, revelou detalhes do caso em conversas gravadas.

Hamilton Lacerda - um dos coordenadores da campanha de Aloizio Mercadante. Foi filmado no hotel onde estava o dinheiro que serviria para pagar o dossiê e procurou a revista IstoÉ para tentar divulgar o material.

Gedimar Passos - policial federal aposentado. Foi preso em flagrante em um hotel de São Paulo com 700.000 reais em dinheiro vivo. Era o encarregado de pagar pelo dossiê. Integrava a campanha à reeleição do presidente Lula em 2006.

Valdebran Padilha - tesoureiro informal do PT em Mato Grosso. Foi por intermédio dele que o comitê paulista negociou com os empresários mato-grossenses Darci e Luiz Antônio Vedoin. Foi preso em 2006 com Gedimar Passos. Era ele quem deveria receber o pagamento pelo dossiê. A polícia apreendeu com ele 1 milhão de reais.

Darci e Luiz Antônio Vedoin - empresários e líderes da máfia dos sanguessugas, vendiam ambulâncias superfaturadas. Ofereceram ao PT o falso dossiê para tentar incriminar o PSDB e cobraram 1,7 milhão de reais para falsificar documentos e conceder uma entrevista na qual acusariam José Serra de envolvimento com as fraudes no Ministério da Saúde.

Mercadante diz que nota de Veloso nega acusação. Bem, não é verdade!

Aloizio Mercadante, um dos chefões dos aloprados, segundo o petista Expedito Veloso, afirmou ontem, ao falar com a imprensa, que Veloso emitiu uma nota negando tudo. Lamento! Não é verdade. O homem que atuou na “área de inteligência” dos aloprados mandou a tal nota para o meu blog, publicada na seção de comentários. Eu a tenho aqui. Além de ter confirmado em entrevista o conteúdo da gravação que VEJA pôs no ar, ele NÃO NEGA COISA NENHUMA em sua nota. Querem ler? Pois não:

Nota a Imprensa

Em relação à materia intitulada “A confissão do aloprado”, veiculada na revista Veja de 22 de junho, quero esclarecer que:
1. Nas investigações sobre o episódio de 2006 citado pela revista, fui totalmente inocentado, ficando claro que minha participação foi meramente técnica, de análise de documentos, com base em minha experiencia como bancário.
2. Como está registrado na matéria, nunca participei de qualquer questão que envolva dinheiro ou recursos de campanha, nem citei nomes, sendo de estrita responsabilidade do reporter as afirmações que constam da matéria.
3. Na conversa de poucos minutos que tive com o jornalista Hugo Marques, no dia 16.06.2011, deixei claro que não falaria mais sobre o assunto, visto que já foi exaustivamente investigado pela Policia Federal, pelo Ministério Público e por Comissão Parlamentar Mista de Inquérito no Congresso Nacional.
4. Quanto a “Nota de Esclarecimento” da Ex-Senadora Serys Slhessarnko de 23.06.2011 confirmo nossa conversa e afirmo que o conteúdo refere-se ao que consta do meu depoimento na Policia Federal.
Expedito Veloso

Então vamos ver, número por número:
1 - Sim, a participação de Expedito foi “meramente técnica”. Em entrevista à VEJA, ele afirmou que cumpria uma tarefa política.
2 - Na entrevista à revista, ele não citou nomes. Citou na gravação que está no ar. E disse que confirmava o seu conteúdo.
3 - Sim, na entrevista, ele afirmou que não queria mais falar sobre o assunto. Mas não tem querer de Veloso. Quem agora quer é a lei. Quando se fez a investigação, não se tinha a confissão do companheiro.
4 - Ele confirma a conversa com a ex-senadora Serys Slhessarenko. Nesse particular, então, reafirma a participação do petista Carlos Abicalil — atualmente secretário de Educação Especial do MEC —, cotado para ser o segundo de Ideli Salvatti nas Relações Intitucionais. Ideli é aquela, apurou VEJA, que participou de reunião com os aloprados no gabinete de Mercadante e chegou a manipular os falsos documentos da farsa.

Como se vê, não é verdade que a nota de Veloso tenha negado tudo. Ela não negou nada.

Por Reinaldo Azevedo

O cheiro da pizza com a qual Mercadante deve se fartar no Senado. Pior: oposicionistas podem ser os pizzaioli

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, fala à Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE). A audiência está marcada para que trate de assuntos relativos à sua pasta, mas ele pode também abordar outros temas. Em tese, oposicionistas poderiam apertá-lo sobre o escândalo dos aloprados. Segundo o petista Expedito Veloso deixou registrado em gravação, em conversa com petistas, o então candidato ao governo de São Paulo, em 2006, sabia de tudo e era o encarregado, no esquema criminoso, de arrumar o dinheiro para pagar os bandidos. Só isso?

Não! Há muito mais do que isso. Ideli Salvatti, apurou a VEJA, também participou da reunião com os aloprados no gabinete de Mercadante. Manipulou documentos e ficou encarregada de vazar a “denúncia” para a imprensa. Hoje, os dois ocupam assentos no ministério de Dilma. Ela é nada menos que a titular das Relações Institucionais.

A lógica elementar indica que isso deveria gerar indignação na oposição e nos meios políticos. Do Senado, chega um silêncio sepulcral. O espírito de corpo, QUE SEMPRE É ESPÍRITO DE PORCO, parece compor a atmosfera. Mercadante e Ideli eram senadores até o ano passado. Parece haver certo clima de compadrio, de deixa pra lá. Nem mesmo os oposicionistas se mostram muito animados em interrogar os “colegas”.  Que governistas como Romero Jucá tentem fazer de conta que nada de grave aconteceu, vá lá…

Segue a lista com os respectivos endereços eletrônicos de titulares e suplentes da CAE. Vamos ver quantos deles farão, efetivamente, o seu trabalho. O cheiro, insisto, é de pizza. Esse é um daqueles casos em que a oposição planta para colher. Se plantar acomodação, colherá o repúdio do eleitorado. Afinal, se é para compactuar com crimes, por que mudar, não é mesmo?

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Por Reinaldo Azevedo

Mercadante convida criminosos para uma celebração com o governo. Digam sinceramente: alguém acha isso estranho ou inédito?

Aloizio Mercadante, aquele ministro da Ciência e Tecnologia que está enrolado até o último fio do bigode no caso dos aloprados segundo o petista Expedito Veloso, que participou da operação, fala hoje da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. O cheiro que emana de lá antes mesmo da reunião não é bom. Percebo os oposicionistas pouco mobilizados ou ausentes, e os governistas fazendo sem-governices… Quem quiser ouvir trechos da gravação em que Veloso implica diretamente o agora ministro no crime, clique aqui. Aliás, a pauta da comissão ganhou um elemento novo depois de uma estupenda declaração de Mercadante nesta segunda. Ele convidou, oficialmente, os hackers para uma celebração com o governo. Mais do que isso: ele os chamou para trabalhar no governo. Vão dizer que não faz todo sentido…

A que me refiro? Comentando as invasões de que foram alvos alguns sites oficiais, Mercadante afirmou que os danos “foram pequenos”. E tentou demonstrar que ele é ministro “prafrentex”, que é “uma brasa, mora!”, que está tudo “chuchu beleza”. E fez uma distinção e o convite: “Existem dois tipos de operadores. Os hackers são os jovens talentosos e criativos que eu, inclusive, quero levar para o ministério. Quero convidá-los para um ‘hacker’s day’”. Estava mesmo inspirado: “Quero chamar os hackers para eles ajudarem a construir os indicadores e a forma de transparência. Quero fazer o Ministério da Ciência e Tecnologia uma referência no ponto de vista do acesso e da transparência de informações”. Naquele estilo velha calça azul e desbotada, continuou a mostrar a sua ousadia juvenil: “Eles são jovens talentosos que mudam a tecnologia o tempo inteiro e que nós temos que dialogar.”

Ah, agora entendi. Sabem por que morrem 50 mil pessoas assassinadas por ano no Brasil? Porque os órgãos se negam a pedir a colaboração do PCC, do ADA e do Comando Vermelho. É bem verdade que as UPPs tentam, assim, uma variante desse pacto, com a sua tática “Corra que a política vem aí”, mas ainda não chega a ser, assim, um “killer’s Day”. Mas está a caminho…

É claro que não estou comparando hackers e a assassinos. Cuido aqui do método. A Polícia Federal já pode parar de investigar. Mercadante resolveu o problema. Temos enfrentado também dificuldades para coibir o tráfico de drogas e de armas. Ora, é preciso chamar Fernandinho Beira-Mar, amigo das Farc, que já até foram companheiras do PT no Foro de São Paulo. No livro “Máximas de Um País Mínimo”, afirmo que a sabedoria convencional acredita que se diminui o número de crimes punindo os criminosos; no Brasil, inventou-se um outro modelo: descriminar o próprio crime.

Faz sentido levar hackers para o palácio. Afinal, convenham, este governo sustenta até os chamados “blogueiros progressistas”, não é mesmo? É o seu ideal de imprensa. Por isso Lula e o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, foram levar suas respectivas mensagens no encontro daqueles patriotas. Delúbio Soares estava presente em espírito.

Querem saber? Mercadante tem razão. Se, depois do que se sabe sobre o escândalo dos aloprados, ele e Ideli Salvatti são ministros de Estado, não vejo por que os hackers não possam estar no governo. Se o sujeito que redigiu a MP da Copa é José Guimarães (PT-CE), chefe daquele que tinha a cueca recheada de dólares, por que os talentosos rapazes, na visão de Mercadante, não podem atuar dentro do Palácio do Planalto se necessário? O máximo que pode acontecer é eles elevarem o padrão moral médio da casa.

Os hackers haviam convocado manifestações de rua. Que pena! Não vai dar tempo de entrar no “Profissão Repórter”, do Caco Barcelos, que vai cantar as glórias das “Marchas da Liberdade” hoje à noite; tudo indica que a Polícia de São Paulo é que vai aparecer como vilã… Mas volto: eles queriam protestar na rua, exaltando os seus valores. Sabem como é… Liberdade de expressão! Se fazer apologia de um crime pode, por que não de outro, não é mesmo? O Supremo garante!

As marchas dos hackers agora são desnecessárias. Eles já podem ocupar o Palácio do Planalto, liderados por Mercadante. O convênio com Marcola, Marcinho VP e Fernandinho Beira-Mar fica para a etapa seguinte da revolução.

Mercadante é assim: se alguém acha que já ouviu o pior que ele tem a dizer, então é porque ficou surdo.

Por Reinaldo Azevedo

Sob controle

A sessão para questionar Aloizio Mercadante na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado sobre a acusação do aloprado Expedito Veloso publicada por VEJA de que ele foi o mentor do dossiê contra José Serra foi tão morna que, em um dado momento, Romero Jucá deixou a sala de reuniões.

Até mesmo a oposição – já numericamente pequena na comissão – contribuiu para a pouco esclarecedora audiência: além das ausências de Demóstenes Torres e Agripino Maia, em viagens, os oposicionistas presentes foram pouco incisivos em questionar Mercadante, ex-colega de Senado deles.

Por Lauro Jardim

Depois de tentar revogar o sentido das palavras, Mercadante tenta revogar os fatos

O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, é mesmo um homem de muitas artes e artimanhas. O seu feito mais, digamos, revolucionário, até havia pouco, era ter mudado, invertido mesmo, o sentido do adjetivo “irrevogável”. Agora ele tenta uma operação um pouco mais complexa. Leiam a síntese de sua intervenção na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, feita por Andréa Jubé e Lilian Venturini, no Estadão Online. Volto em seguida.

*
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, defendeu-se das recentes denúncias veiculadas pela revista Veja, que o apontaram como um dos mentores da compra de um dossiê contra o tucano José Serra nas eleições de 2006, no episódio que ficou conhecido como “dossiê dos aloprados”. Em audiência realizada na manhã desta terça-feira, 28, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Mercadante voltou a dizer que não há fatos novos sobre o caso. Insatisfeita com as explicações, a liderança do PSDB na Casa anunciou que apresentará requerimentos para levar os petistas mencionados à Câmara.

“A tese da revista Veja não é nova. A tese foi reforçada pela imprensa, mas foi recusada pelo Ministério Público”, afirmou. Em entrevista à revista, Expedido Veloso, um dos petistas envolvidos no caso, afirmou que o ministro seria um dos responsáveis por arrecadar parte do R$ 1,7 milhão que seriam usados para a compra do dossiê. O dinheiro foi apreendido pela Polícia Federal às vésperas da eleição. Ainda segundo Veloso, o dinheiro teria sido arrecadado em parceria com o ex-governador de São Paulo e [então] presidente regional do PMDB, Orestes Quércia, morto em dezembro.

“Por que [esse assunto] volta hoje? Por que o Quércia está morto? Se o Quércia estivesse vivo, essa história fantasiosa não se sustentava de pé meia hora”, criticou Mercadante. O petista enfatizou que é fato público e notório que Orestes Quércia sempre foi aliado do PSDB, e não do PT, em São Paulo. O senador lembrou ainda que foi absolvido por unanimidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que recomendou o arquivamento do caso devido a falta de provas.

O ministro negou novamente também o envolvimento da ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti - na época, líder do PT no Senado - (…). Mercadante frisou que não houve reunião com os petistas e que Lorenzetti nunca entrou em seu gabinete no Senado.
(…)

Voltei
A VEJA não tem tese nenhuma! Se tem, não está na reportagem. Não se trata de jornalismo “de tese”, mas de jornalismo “de fatos”. E o fato é que VEJA tem, aí sim, uma gravação em que Expedito Veloso, um dos homens envolvidos no imbróglio dos aloprados, afirma ter sido Mercadante um dos comandantes da ação criminosa. Mais do que isso: ele teria sido o encarregado de arrumar a grana para pagar os outros bandidos.

Para um ministro do Ciência e Tecnologia, Mercadante lida mal com os fatos objetivos, com as relações de causa e efeito e as correlações. Resolveu lançar uma tese exótica: o caso só teria ressurgido porque Quércia morreu. É mesmo? Ou ele me explica como a morte de Quércia motiva a confissão de Veloso feita aos companheiros — de petista para petistas —, ou serei obrigado a dizer que o ministro está mentindo.

De novo, é preciso pôr as coisas no seu devido lugar. Eu li o acórdão do Supremo do caso Mercadante. Seu indiciamento pela PF foi tornado sem efeito porque ele tinha prerrogativa de foro, já que era senador. E o Supremo recusou a denúncia — O QUE É DIFERENTE DE INOCENTAR — porque considerou que não havia prova que ligasse Mercadante diretamente ao caso, apesar de seu braço direito, Hamilton Lacerda, ter sido pego com a mão na mala preta. Acontece que nem STF nem Ministério Público tinham a confissão de Veloso — que está gravada. Reitere-se que, em entrevista à VEJA, ele confirmou o conteúdo da gravação.

A Folha e o futuro do pretérito
Já escrevi aqui alguns posts sobre o uso indiscriminado do verbo no Futuro do Pretérito Composto para indicar algo que pode ter acontecido ou não; ou ainda para atribuir a versão a outros: “Fulano afirmou que Sicrano TERIA FEITO tal coisa.” — vale dizer: aquela é a versão de Fulano; não quer dizer que tenha acontecido ou que seja eu a assegurar.

Muito bem: a Folha Online publica um texto assinado pela redação, em São Paulo, sobre o depoimento de Mercadante. E se lê então:
“Na semana retrasada, reportagem da revista “Veja” mostrou trechos de uma conversa gravada onde o ex-diretor do Banco do Brasil, Expedito Afonso Veloso,teria afirmado que Mercadante deu “autorização” para a compra de dossiê falso com denúncias sobre José Serra (…)”

Epa!
Depois de tirar aquelas virgulas que isolam “Expedito Veloso”, já que se trata de um termo restritivo, não explicativo (mas isso é, de fato, detalhe), é preciso mudar os respectivos tempos dos verbos, ora essa! Se o redator não é surdo, pode ouvir trechos da gravação, que está no site da revista. Expedito Veloso não “TERIA AFIRMADO” coisa nenhuma! ELE AFIRMOU! É Pretérito Perfeito do Modo Indicativo. Se a Folha quiser, pode ser assim:
“Veloso AFIRMOU que Mercadante TERIA DADO a autorização”…
Notem que o texto faz o exato contrário, né? Explico:
1 - Que Veloso afirmou, disso não há dúvida: Pretérito Perfeito (afirmou);
2 - Se Mercadante deu ou não a autorização, aí é preciso investigar; Veloso diz que sim: PRETÉRITO IMPERFEITO COMPOSTO (teria dado).

Podem ficar certos: se os tempos verbais simples e compostos estão aí, é porque haverá sempre a forma adequada para aquilo que se quer dizer. Eles não são diferentes entre si por acaso. Pode haver alguma dúvida se Veloso fala ou não a verdade. Mas não há duvida nenhuma de que VEJA escreveu a verdade.

Por Reinaldo Azevedo

Base quer a liberação obrigatória de emendas

Por Eduardo Bresciani, Denise Madueño e Eugênia Lopes, no Estadão:
Insatisfeita com a relação com o Palácio do Planalto, a base aliada da presidente Dilma Rousseff quer incluir na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2012 um mecanismo para proteger cerca de R$ 6 bilhões de emendas parlamentares. A ação, proposta no relatório de Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG), protocolado ontem, é a mais evidente forma de pressionar a presidente Dilma Rousseff a liberar o dinheiro destinado aos redutos eleitorais de deputados e de senadores.

A estratégia é garantir que, no próximo ano, pelo menos R$ 6 bilhões em emendas parlamentares não sejam contingenciadas, ou seja, não tenham a destinação suspensa. A medida não vai garantir o efetivo pagamento das emendas, mas impedirá o governo de usar esses recursos para outras finalidades. O texto do relator da LDO de 2012 determina que o governo não poderá mais contingenciar as emendas até o montante correspondente a 1% da receita corrente líquida, o que, nos cálculos de Márcio Reinaldo, daria os R$ 6 bilhões. Esse montante representa mais de 70% das emendas levando-se em conta o total apresentado pelos parlamentares no Orçamento de 2011.

Márcio Reinaldo destacou que a mudança tem respaldo dos colegas no Congresso, tanto na base como na oposição. “No Legislativo, eu tenho 100% de apoio.” O deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é um dos que já se manifesta publicamente a favor da medida. “Eu defendo uma alteração na LDO para tornar compulsório a liberação dos recursos de emenda parlamentar”, disse.

Pressão. Essa ameaça na LDO aumenta a pressão sobre a nova ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Os líderes da base almoçam com Ideli hoje e esperam uma resposta definitiva sobre a liberação de pelo menos metade das emendas deste ano e a prorrogação do decreto que cancela o pagamento de convênios firmados com base no Orçamento de 2009, conhecidos como restos a pagar. O decreto atual determina o cancelamento na próxima quinta-feira e os governistas querem preservar os convênios por mais seis meses.

Cresce entre os parlamentares desconfianças de que as promessas de pagamento das emendas deste ano não serão atendidas, o que motiva a ofensiva contra o Planalto. Eles suspeitam que a recente onda de nomeações para cargos nos segundo e terceiro escalões sejam uma forma de minimizar a pressão relativa à liberação dos recursos. Em seu relatório, Márcio Reinaldo também faz pressão sobre os restos a pagar. Ele impede o crescimento dessas despesas de um ano para o outro.

Carimbos
Para evitar o desgaste político de dar proteção apenas ao dinheiro destinado pelos parlamentares, o relator também retomou na LDO carimbos de recursos para áreas que o governo queria ter liberdade para contingenciar. Ele impede o bloqueio de recursos para 11 delas, como combate ao crack e monitoramento de fronteiras e controle do espaço aéreo.
 Aqui

Por Reinaldo Azevedo
Jobim: papéis da ditadura desapareceram

Por Bruno Boghossian, no Estadão:
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou ontem que a proposta de acabar com o sigilo eterno de documentos secretos brasileiros não deve criar polêmica em torno do regime militar que governou o País entre 1964 e 1985, pois os papéis referentes ao período “desapareceram”.

Segundo o ministro, as Forças Armadas não têm “nada a esconder” e não seriam afetadas caso o Senado aprove a Lei de Acesso à Informação. “Não há documentos (sobre o governo militar). Nós já levantamos e não tem. Os documentos já desapareceram, foram consumidos à época, então não há problema nenhum em relação a essa questão”, disse o ministro.

Jobim classificou como “bem desenhado” o projeto de lei já aprovado na Câmara dos Deputados, que limita a uma única vez a possibilidade de renovação do prazo de sigilo dos documentos oficiais. O dispositivo foi criticado pelos ex-presidentes Fernando Collor (PTB-AL) e José Sarney (PMDB-AP). Se o Senado mantiver o texto aprovado pelos deputados, os papéis classificados como ultrassecretos ficariam protegidos por, no máximo, 50 anos (25 anos, prorrogáveis por igual período).

Detalhes públicos
Fatos históricos que poderiam criar mal-estar com vizinhos brasileiros, como a Guerra do Paraguai (1864-70), também foram descartados pelo ministro como justificativa para manter o sigilo eterno de documentos, pois seus detalhes são considerados públicos.

Segundo Jobim, a maior preocupação do ministério era a proteção das tecnologias sensíveis ligadas à segurança nacional, assegurada pelo projeto de lei aprovado na Câmara. “O sigilo tecnológico está protegido pelo próprio texto, então não termos problema nenhum”, afirmou. Aqui

Por Reinaldo Azevedo
Marina traça roteiro para deixar PV e vai buscar respaldo de verdes alemães

Por Bernardo Mello Franco, na Folha:
Depois de três meses de queda de braço com a cúpula do PV, a ex-senadora Marina Silva, terceira colocada na eleição presidencial de 2010, deve anunciar na próxima semana sua saída do partido. Ela planeja reunir verdes e simpatizantes num movimento político baseado na internet antes de articular a criação de outra sigla para disputar o Planalto em 2014. A ideia é divulgar a decisão no dia 6, em ato público em São Paulo ou Brasília. Marina comunicou o roteiro anteontem à noite, em reunião com verdes no apartamento do ex-deputado Fernando Gabeira, no Rio. Ela viaja nesta quinta-feira para encontro do PV alemão, onde buscará respaldo internacional ao novo projeto.

Na volta, terá as últimas conversas com aliados até o ato, em formato de assembleia, onde os “marineiros” devem referendar sua decisão em votação simbólica. O script repete o segundo turno de 2010, quando ela se negou a apoiar Dilma Rousseff (PT) ou José Serra (PSDB) e promoveu uma plenária para dar caráter coletivo à sua opção pela neutralidade.
Marina disse a aliados que perdeu a esperança num recuo do presidente do PV, deputado José Luiz Penna (SP), com quem disputava desde março o comando do partido.

“Infelizmente, não houve qualquer indicação de que o PV aceitaria as condições mínimas para a nossa permanência”, afirmou o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ). “Marina representa um movimento maior que o PV ou qualquer sigla. Este movimento vai continuar”, disse Sérgio Xavier, ex-candidato ao governo de Pernambuco. Ao sair da reunião, a ex-senadora, que trocou o PT pelo PV em agosto de 2009, disse apenas que anunciará a decisão na próxima semana. Os “marineiros” concluíram que não teriam tempo hábil para registrar um partido a tempo de disputar as eleições municipais de 2012. Por isso devem organizar o movimento na internet antes de iniciar a coleta de assinaturas para fundar uma sigla. “É uma situação lamentável. No futuro, quem estudar este processo não conseguirá entender como chegamos a este ponto”, desabafa Xavier. O grupo ainda estuda como se blindar contra a possibilidade de o PV tentar reaver na Justiça os mandatos de dissidentes, como Sirkis. Aqui

Por Reinaldo Azevedo
Tribunal internacional pede prisão de Kadafi por crimes contra a humanidade

Por Jamil Chade, no Estadão:
O Tribunal Penal Internacional emitiu ontem um mandado de prisão contra Muamar Kadafi, seu filho Saif al-Islam e o chefe de inteligência da Líbia, Abdullah al-Sanusi. Os três são acusados de crimes contra a humanidade, assassinatos e tortura. Apesar de comemorada por Europa e EUA, a decisão foi considerada por China e Rússia como um duro golpe contra qualquer solução negociada para a crise.

A Otan comemorou a decisão e afirmou que a única saída de Kadafi é a renúncia. Para os rebeldes líbios em Benghazi, o mandado de prisão tornou a negociação política com o regime “inviável”. A ordem de prisão foi anunciada no centésimo dia de operações da Otan na Líbia. Essa é a segunda vez que um chefe de Estado tem um mandado de prisão emitido - o primeiro foi o sudanês Omar Bashir. O caso, porém, é o primeiro contra um líder em plena guerra.

A avaliação do TPI é a de que Kadafi ordenou os ataques contra civis nos primeiros 15 dias da guerra, em fevereiro. A prisão foi pedida por sua participação na repressão e por ordenar assassinatos em cidades como Trípoli, Benghazi e Misrata. “Há base para acreditar que eles sejam responsáveis pelos crimes”, disse o juiz Sanji Monageng. Segundo a corte, o ditador líbio adotou uma política de repressão a “qualquer preço”, incluindo o uso da força contra civis.

Saif, seu filho, foi incluído por ser “a pessoa mais influente” na cúpula de Kadafi. Já Sanusi teria ordenado os ataques contra civis em Benghazi. A decisão foi tomada após pedido do promotor Luis Moreno-Ocampo, que havia iniciado a investigação a pedido do Conselho de Segurança da ONU. A investigação concluiu que Kadafi ordenou e planejou os assassinatos. Ele também teria colocado atiradores de elite em edifícios para matar dissidentes após as orações às sextas-feiras. Segundo a ONU, 15 mil pessoas morreram no conflito e 650 mil fugiram do país. Aqui

Por Reinaldo Azevedo
Silêncio da Igreja Católica já é constrangedor

O silêncio dos representantes da Igreja Católica no Brasil sobre o vilipêndio de que foram alvos alguns ícones do catolicismo na Parada Gay já é constrangedor. O curioso é que a Igreja costuma se manifestar com impressionante rapidez em matérias que dizem respeito ao poder secular, como eleições, ficha limpa, reforma agrária etc. Seria bom ter maior presteza quando símbolos da própria religião estão sob ataque. Os evangélicos, nesse particular, são exemplares. Reagem com muito mais energia.

Por Reinaldo Azevedo
Dilma manda Lula ir cuidar do “empoderamento” na África…

A notícia que vai abaixo tem, queira-se ou não, um alcance que vai além do fato em si, de que cuidarei num texto com mais fôlego. Notem que, na prática, Dilma divide com Lula a responsabilidade de governar. Só uma coisa: vocês vão ler abaixo a palavra “empoderamento”, que é uma invenção nativa para “empowerment”. É empregada pela turma que “trabalha com o social” para indicar, assim, o momento em que o povo toma o poder em suas próprias mãos… Sim, a nossa língua oferece as alternativas “apoderação” e “apoderamento”, feias, mas legítimas. A esquerdopatia preferiu a feia e ilegítima “empoderamento”, que é, assim, uma mistura de falso cognato com falsa sociologia.

Dilma nomeia Lula para chefiar missão do governo brasileiro na África

Por Iara Lemos Do G1, em Brasília

A presidente da República, Dilma Rousseff, nomeou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como chefe da missão especial do governo brasileiro na Assembléia Geral da União Africana, que ocorre em Guiné Equatorial entre esta terça-feira (28) e o dia 1º de Julho. Segundo o Palácio do Palácio do Planalto, a nomeação de Lula foi feita no último dia 24 de junho, mas devido ao feriado só foi publicada nesta segunda-feira (27) no “Diário Oficial da União (DOU)”.

O encontro deste ano tem como tema “Empoderamento da Juventude para o Desenvolvimento Sustentável”. Lula deve falar sobre o tema do encontro para os chefes de estado e de governo no dia 30 de junho.Desde que deixou a Presidência, Lula tem se dedicado a iniciativas para a promoção da integração e cooperação do Brasil com os países africanos.

Além do ex-presidente, que vai chefiar a missão, a delegação brasileira terá a presença do embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, Subsecretário-Geral Político do Ministério das Relações Exteriores, Eliana da Costa e Silva Puglia, embaixadora designada do Brasil para a República da Guiné Equatorial e de Isabel Cristina de Azevedo Heyvaert, embaixadora do Brasil em Adis Abeba.

Por Reinaldo Azevedo

Dom Odilo protestou, sim, contra vilipêndio, mas ainda é pouco! Cadê a CNBB?

Reclamei do silêncio da Igreja Católica diante do claro vilipêndio contra ícones — e valores — do catolicismo na parada gay. Cometi uma injustiça pelo menos num caso. Dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, já manifestava seu desagrado nesta segunda-feira. É um homem importante da Igreja Católica no Brasil, mas ainda é pouco. Cadê a CNBB, sempre tão loquaz, especialmente em alguns assuntos seculares? Reproduzo, ainda que com atraso, o texto do Estadão em que dom Odilo censurou o uso indevido de santos católicos.

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O arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, classificou, em entrevista ao jornal “O Estado de São Paulo”, como “infeliz, debochada e desrespeitosa” a colocação de cartazes com imagens de santos católicos em postes da avenida Paulista, durante a “Parada Gay”, realizada neste domingo (26). Para o arcebispo, o “uso instrumentalizado” das imagens por parte da organização do evento “ofende o sentimento da Igreja Católica”.

“A associação das imagens de santos para essas manifestações da Parada Gay, a meu ver, foi infeliz e desrespeitosa. É uma forma debochada de usar imagens de santos, que para nós merecem todo respeito”, disse dom Odilo. “Vamos refletir sobre medidas cabíveis para proteger nossos símbolos e convicções religiosas. Quem deseja ser respeitado também tem de respeitar.”

Para o cardeal, a organização do evento pregou os cartazes “provavelmente” para atingir a Igreja Católica. “Porque a Igreja tem manifestado sua convicção sobre essa questão e a defende publicamente.”

O cardeal também voltou a manifestar posição contrária ao slogan escolhido pela organização da Parada, “Amai-vos uns aos outros” (parte de versículo do Evangelho de São João). “Jesus recomenda ‘Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei’. O uso de somente parte dessa recomendação, fora de contexto, em uma Parada Gay, é novamente um uso incorreto, instrumentalização da palavra de Jesus”, salientou dom Odilo.

Por Reinaldo Azevedo

O Porco Fedorento de batom

Vejam esta imagem:

gayvaraDuas organizações gays de Barcelona resolveram promover uma festa em apoio a seus colegas cubanos e fizeram o cartaz que se vê acima. Aconteceu no ano passado. Pois bem. Em Cuba, a luta contra o preconceito, acreditem, também foi estatizada. Está sob o comando do Centro Nacional de Educação Sexual (Cenasex). Quem dirige o órgão? Mariela Castro, filha do ditador Raúl Castro, o anão homicida. O objetivo da festa era justamente arrecadar recursos para o tal Cenasex.

Mas quê… Mariela — que chegou a promover um show de gays e transformistas no teatro Karl Marx, em Havana, no dia 5 deste mês — enviou uma carta às entidades espanholas em que afirmou:
“O Cenasex deseja deixar claro que não tem nenhum vinculo com essas organizações espanholas e rechaça veementemente o uso degradante da imagem de Ernesto Che Guevara, imortalizada pelo fotógrafo Alberto Korda”.

Nada de brincadeira com Che! E muitos dos nossos “progressistas” devem concordar. Já com santo católico, aí tudo bem! Abaixo, seguem duas imagens dos “tarados por santinhos”. Deixo aqui uma sugestão aos gay-paradistas: na próxima, metam batom no Porco Fedorento! No caso dele, seria certamente um traço de humanidade, ainda que falso!

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Por Reinaldo Azevedo

Governo faz mudanças em MP da Copa, mas oposição rejeita acordo

Por Sandro Lima, do Portal G1:
O governo federal promoverá três modificações na medida provisória que cria o Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) para obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, de acordo com o relator da medida, deputado José Guimaraes (PT-CE). A ideia é facilitar a aprovação, no plenário da Câmara dos Deputados na noite desta terça-feira (28), dos destaques da MP. A oposição, no entanto, já disse que não firmou acordo para votar o tema mesmo com as mudanças no texto.

Conforme Guimarães, a principal modificação é a retirada do artigo que concede “superpoderes” à Federação Internacional de Futebol (Fifa) e ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

No último dia 15 de junho, a Câmara aprovou o texto-base da MP que flexibiliza as licitações de obras, mas deixou para votar os destaques da MP nesta terça-feira (28). Durante a discussão da MP na Câmara, no começo de junho, o governo federal inseriu no texto da MP um dispositivo que possibilita o sigilo dos orçamentos das obras. A medida foi criticada por entidades e parlamentares daoposição.

Depois, o governo afirmou que o sigilo havia sido mal interpretado e que os dados das obras seriam publicados após as licitações. Com as mudanças anunciadas por Vaccarezza, os Tribunais de Contas, por exemplo, terão acesso garantido aos dados desde o início do projeto.

No texto-base, um dos pontos autoriza Fifa e COI a fazer mudanças em projetos e execução de obras voltadas à Copa.

O relator José Guimarães afirmou que o governo promoveu outras duas mudanças “redacionais”. Acrescentou a palavra “permanentemente” para a forma como os órgãos de controle poderiam acessar informações de orçamentos das obras. A medida também vai citar nominalmente o Tribunal de Contas da União (TCU), Controladoria-Geral da União (CGU) e Ministério Público (MP) como órgaos que poderão ter acesso ao orçamento das obras.

Segundo o relator, com essas mudanças o governo espera aprovar ainda nesta terça a medida. “Com essas mudanças, o projeto ficou redondo para ser aprovado. Não há mais motivo para impedir essa votação.”

O relator diz ainda que não há problema em relação à votação das questões redacionais, mas a retirada do superpoderes da Fifa e do COI exige acordo de líderes.

Durante reunião de líderes pardiários com o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, na tarde desta terça-feira, a oposição se comprometeu a não obstruir a votação dos destaques do RDC, mas avisou que não vai aceitar acordo para votar as modiicações da MP.

“Não queremos votar essas mudanças, pois, dessa forma, validaríamos o RDC. Da nossa parte, não tem acordo”, disse ACM Neto, líder do DEM.

Restos a pagar
O líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG), disse que, se o governo não liberar os restos a pagar, o governo terá dificuldade de aprovar o RDC. “A dificuldade ficou ainda maior com a não prorrogação dos restos a pagar. Isso não é gasto, é investimento. Por conta disso, muitos parlamentares estão com dificuldade para votar os destaques”, afirmou Portela.

Questionando sobre a questão dos restos a pagar, o relator da MP disse que não estava autorizado a comentar.

Por Reinaldo Azevedo

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Blog Reinaldo Azevedo

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