O GOVERNO PARALELO DE DIRCEU. E DILMA SABE DE TUDO!

Publicado em 26/08/2011 18:57 e atualizado em 27/08/2011 09:37 730 exibições
do blog de Reinaldo Azevedo, em veja.com.br, neste sábado

O GOVERNO PARALELO DE DIRCEU. E DILMA SABE DE TUDO!

Dá pra entender o estresse de ontem de José Dirceu. A reportagem de capa da revista VEJA revela que membros do primeiro escalão do governo, dirigentes de estatais e parlamentares - INCLUSIVE UM DA OPOSIÇÃO - se ajoelham aos pés do cassado, a quem ainda chamam de “ministro” e prestam reverências. É isto mesmo: o deputado defenestrado, o homem processado pelo STF e acusado de ser chefe de quadrilha é tratado por figurões de Brasília como um chefão — o Poderoso Chefão. Dirceu está bravo porque a reportagem é devastadora para a reputação da República e deveria ser também para ele e para aqueles que fazem a genuflexão. Vamos ver. Uma coisa é certa: a presidente Dilma sabe de tudo; tem plena consciência de que seu governo é assombrado e monitorado — às vezes com tinturas claras de conspiração  — por um ficha-suja.

A reportagem de Daniel Pereira e Gustavo Ribeiro está entre as mais importantes e contundentes publicadas nos últimos anos pela imprensa brasileira. Ela desvenda o modo de funcionamento de uma parte importante do PT e os métodos a que essa gente recorre. E traz detalhes saborosos: podemos ver as imagens das “autoridades” que vão até o “gabinete” de Dirceu, montado no Naoum, um hotel de luxo de Brasília, onde se produz, nesse caso, o lixo moral da República. VEJA conseguiu penetrar no cafofo do  Muammar Kadafi da institucionalidade brasileira. Eis alguns flagrantes.

Dirceu chegando ao bunker. Pimentel e os senadores Walter Pinheiro, Delcídio Amaral e Lindbergh Farias: operação derruba-Palocci

Dirceu chegando ao bunker. Pimentel e os senadores Walter Pinheiro, Delcídio Amaral e Lindbergh Farias: operação derruba-Palocci

Anotem alguins nomes cargos e dia do encontro:
- Fernando Pimentel, Ministro da Indústria e Comércio (8/6);
 
- José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras (6/6);
- Walter Pinheiro, senador (PT-BA) - (7/6);
- Lindberg Farias, senador (PT-RJ) - (7/6);
- Delcídio Amaral, senador (PT-MS) - (7/6);
- Eduardo Braga, senador (PMDB-AM) - (8/6);
- Devanir Ribeiro, deputado (PT-SP) - (7/6);
- Candido Vaccarezza, líder do governo na Câmara (PT-SP) - (8/6);
- Eduardo Gomes, deputado (PSDB-TO) - (8/6);
- Eduardo Siqueira Campos, ex-senador (PSDB-TO) - (8/6)

Esses são alguns dos convivas de Dirceu, recebidos, atenção!, em apenas 3 dias — entre 6 e 8 de junho deste ano. Leiam a reportagem porque há eventos importantes nesse período. É o auge da crise que colheu Antonio Palocci. Ele caiu, é verdade, por seus próprios méritos — não conseguiu explicar de modo convincente o seu meteórico enriquecimento. Mas, agora, dá para saber que também havia a mão que balançava o berço. Uma parte da bancada de senadores do PT tentou redigir uma espécie de manifesto em defesa do ministro, mas encontrou uma forte resistência de um trio: Delcídio Amaral, Walter Pinheiro e Lindbergh Farias - os três que foram ao encontro de Dirceu no tarde no dia 7. À noite, Palocci pediu demissão.

Dirceu, então, mobilizou a turma para tentar emplacar o nome de Cândido Vaccarezza para a Casa Civil. O próprio deputado foi ao hotel no dia 8, às 11h07. Naquela manhã, às 8h58, Fernando Pimentel já havia comparecido para o beija-mão. A mobilização, no entanto, se revelou inútil. Dilma já havia decidido nomear Gleisi Hoffmann.

VEJA conversou com todos esses ilustres. Afinal de contas, qual era a sua agenda com Dirceu? Gabrielli, o presidente da Petrobras, naquele seu estilo “sou bruto mesmo, e daí?”, respondeu: “Sou amigo dele há muito tempo e não tenho de comentar isso”. Não teria não fosse a Petrobras uma empresa mista, gerida como estatal, e não exercesse ele um cargo que é, de fato, político. Não teria não fosse Zé Dirceu consultor de empresas de petróleo e gás. Dilma não tem a menor simpatia por ele, e Palocci já o havia colocado na marca do pênalti. Mais um pouco de interiores?

Sérgio Gabrielli, Eduardo Braga e Devanir Ribeiro. Atenção! Este último é lulista...

Sérgio Gabrielli, Eduardo Braga e Devanir Ribeiro. Atenção! Este último é lulista...

Não está na lista de hóspedes. E a máfia
O governo paralelo de Dirceu ocupa um quarto no hotel Naoum. Seu nome não consta da lista de hóspedes. A razão é simples. Quem paga as diárias (R$ 500) é um escritório de advocacia chamado Tessele & Madalena, que também responde pelo salário de Alexandre Simas de Oliveira, um cabo da Aeronáutica que faz as vezes, assim, de ajudante de ordens do petista. Um dos sócios da empresa, Hélio Madalena, a exemplo de Oliveira, já foi assessor de Dirceu. O seu trabalho mais notável foi fazer lobby para que o Brasil desse asilo ao mafioso russo Boris Berenzovski. Essa gente sempre está em boa companhia. Foi de Madalena a idéia de instar a segurança do Hotel Naoum a acusar o repórter de VEJA de ter tentado invadir o quarto alugado pela empresa, mera manobra diversionista para tentar tirar o foco do descalabro: um deputado cassado, com os direitos políticos suspensos, acusado de chefiar uma quadrilha, montou um “governo paralelo”. A revista já está nas bancas. Leia a reportagem, fartamente ilustrada, na íntegra.

Abaixo, segue um quadro com todas as áreas de “atuação” do “consultor de empresas privadas” e “chefe de quadrilha”, segundo a Procuradoria Geral da República. Se Dilma não agir, será engolida. Poderia começar por demitir Pimentel e Gabrielli. Ou manda a presidente, ou manda José Dirceu.

dirceu-tentaculos

Por Reinaldo Azevedo

Dirceu divulga as perguntas que VEJA lhe teria encaminhado. Elas tratam de encontros secretos do “consultor de empresas privadas” com autoridades, inclusive ministros, em quartos de hotel

Esse José Dirceu está deixando todo mundo ansioso, pô! Ele divulgou no seu site perguntas que, segundo disse, lhe foram encaminhadas pela revista VEJA. As perguntas são estas:

1 - Quando está em Brasília, o ex-ministro José Dirceu recebe agentes públicos - ministros, parlamentares, dirigentes de estatais - num hotel. Sobre o que conversam? Demandas empresariais? Votações no Congresso? Articulações políticas?

2 - Geralmente, de quem parte o convite para o encontro - do ex-ministro ou dos interlocutores?

3 - Com quais ministros do governo Dilma o ex-ministro José Dirceu conversou de forma reservada no hotel? Qual o assunto da conversa?

Voltei
Epa! O “consultor de empresas privadas” José Dirceu recebeu AGENTES PÚBLICOS, incluindo ministros, parlamentares e dirigentes de estatais, num QUARTO DE HOTEL??? É isso mesmo? Esses agentes públicos se reúnem com um consultor de empresas privadas no escondidinho? Será isso? Em vez de Dirceu ir às autoridades, elas é que vão a Dirceu?

Em seu site, o “consultor de empresas privadas” considerou essas questões uma violação da sua intimidade. Esbraveja:

O jornalista Daniel Pereira se achou no direito de invadir minha privacidade e meu direito de encontrar com quem quiser e, com a pauta pronta e manipulada, encaminhou perguntas por e-mail já em forma de respostas para praticar, mais uma vez, o antijornalismo e criar um factóide.

Didi Mufumbo perguntaria: “Cuma, Inselença?” O senhor pode se encontrar com quem quiser. Agentes públicos é que não podem. 

Por Reinaldo Azevedo
Ih, a coisa toda cheira a sordidez!!!

Parece que a história envolvendo Dirceu, que o deixou furioso com a VEJA, tem a ver com quartos de hotel, camareiras, sei lá o quê. Que eu tenha entendido do que ele próprio escreveu, a coisa toda remete a sacanagem, mas não é daquelas estrepolias (ou “estripulias”) de Dominique Strauss-Kahn. Parece ser, assim, um troço mais tipicamente terceiro-mundista… Fiquei com a impressão de que a violada, ou que está de joelhos, é mesmo a República. Não vejo a hora de ler!

Olha aqui, gente, Dirceu não foi contratado para fazer propaganda da edição de VEJA, juro!

Por Reinaldo Azevedo


Apareceu o outro pai da tentativa de roubar do eleitor o direito de eleger os deputados: José Dirceu! É aquele chamado pela Procuradoria de “chefe de quadrilha”

Ah, mas era batatolina!

“Batatolina”, leitor, na minha infância, na linguagem da molecada, era aquela coisa certa, inequívoca, sem margem para erro! A proposta de reforma política do deputado Henrique Fontana (PT-RS), relator da comissão especial (ver post desta manhã), é inspirada, como escrevi, pela mente divinal de Luiz Inácio Apedeuta da Silva. E conta, sabe-se agora, com um outro suporte: José Dirceu! Que país curioso o nosso, né? Numa democracia, assim, convencional, Dirceu estaria na cadeia; no Brasil, ele se apresenta como um articulador da reforma política, em nome da democracia!

O homem tem um site. Não é escrito por ele, é evidente. Basta ouvir um discurso seu, acompanhar uma fala, um embate qualquer, para constatar que ele conta como uma equipe para articular a inculta & bela. Não faltam recursos ao “consultor de empresas privadas” para tanto.  O “Zé”, como ele é carinhosamente chamado por si mesmo em sua página, assina hoje um artigo, escrito por alguém, em defesa da “reforma política” de Fontana, aquela mesma em que dei um esculacho no texto da manhã.

Em seu artigo, lemos a seguinte pérola:
“Quaisquer propostas de reforma política têm prós e contras. Compete à sociedade debater, no Congresso Nacional, os rumos dessas mudanças. A base do nosso atual sistema eleitoral é o financiamento privado de campanha - das empresas majoritariamente - e o voto uninominal. São siameses da corrupção e do abuso do poder econômico.
A saída é adotar o financiamento público de campanha e o voto proporcional misto, soluções democráticas e constitucionais para a crise de um modelo falido e único no mundo. Quem defende o atual modelo, cujos efeitos negativos já conhecemos há duas décadas? Pois, os riscos da falta de debate são justamente a manutenção desse sistema.”

A proposta de Fontana, à diferença do que sugere o texto daquele que é chamado pela Procuradoria de “chefe de quadrilha”, MANTÉM o financiamento privado de campanha. Se isso é fonte de corrupção, então o “Zé” defende a manutenção do sistema corrupto. O que a proposta do PT faz é instituir TAMBÉM o financiamento público. É uma proposta de duas caras: na aparência é uma coisa; na essência, é outra. O “Zé” é especialista nisso.

Único no mundo, e o Zé frauda a verdade também nesse caso, seria o “voto proporcional misto”, que eles querem. O tal “mundo” conhece o “voto distrital misto”. Votar duas vezes, mantendo a proporcionalidade, com a eleição de metade da Câmara por meio de lista, é SÓ UMA MANEIRA DE CASSAR DO ELEITOR O DIREITO DE ELEGER 50% DOS DEPUTADOS. Eles deixariam de ser escolhidos pela população e passariam a ser indicados por tipos como José Dirceu, o “chefe de quadrilha”, e Lula, o chefe de Dirceu…

Seria conveniente que as oposições se mobilizassem AGORA contra essa excrescência! A proposta de reforma política, na aparência, atende pelo nome de Carlos Henrique Goveia de Mello (não me enganei, não! Google para quem desconhece esse codinome); na essência, é José Dirceu!

Por Reinaldo Azevedo

O PT quer agora roubar também o seu direito ao voto. O resto, eles já levaram! Relator de reforma política quer ser um ladrão da cidadania! VOTO DISTRITAL NELES!!!

Eles roubam o nosso dinheiro.
Eles roubam as nossas crenças.
Eles roubam as nossas convicções.
Eles roubam a nossa paciência.
Eles roubam a nossa vontade.
Eles roubam a nossa disposição para a luta.

Não havendo mais nada a levar, tentam agora tirar o nosso direito de saber em quem estamos votando. Cassaram o nosso bolso. Cassaram a nossa esperança. Querem agora cassar o que sobrou da nossa cidadania. O anteprojeto apresentado pelo deputado petista Henrique Fontana (PT-RS) para a reforma política, apresentado à Comissão Especial, é uma das coisas mais asquerosas pensadas por aquelas bandas. Além de Fontana ter proposto o financiamento público de campanha  — MAS MANTENDO O FINANCIAMENTO PRIVADO; JÁ EXPLICO —, inventou uma estrovenga que poderia ser chamada de “VOTO PROPORCIONAL MISTO”.

Se o voto fosse uma carteira, Fontana seria um punguista. Como o voto é uma evidência de cidadania, Fontana se apresenta como um ladrão de cidadania. Por quê?

Os sistemas
Há três sistemas para a composição da Câmara Federal (Assembléias e Câmaras de  Vereadores). O vigente no Brasil é o proporcional. Grosso modo, somam-se todos os votos dados aos candidatos de um partido, vê-se a porcentagem obtida pela legenda ou coligação, e estão eleitos os candidatos mais votados de acordo com o número de cadeiras obtidas. Principal defeito: “puxadores” de voto, como os Tiriricas da vida, acabam elegendo os sem-voto. O sistema estimula a invasão da política pelas celebridades.

Existe o sistema que defendo - que é o distrital puro: os estados (e também as cidades nas eleições municipais) são divididos em distritos, e os partidos apresentam candidatos para essas áreas; entendo ser o melhor, embora não seja perfeito. Falarei mais a respeito daqui a pouco.

E existe o distrital-misto: o eleitor vota duas vezes; escolhe tanto o parlamentar do distrito (metade dos assentos é ocupada por eles) como vota num partido, que definiu previamente uma lista de nomes. São Paulo, por exemplo, elege 70 deputados federais. Haveria 35 distritais e 35 saídos do voto proporcional. Se o Partido X obteve 20%  da cadeiras, elegerá sete parlamentares por esse critério (além, claro, dos distritais que eventualmente eleger): assumirão as vagas os sete primeiros da lista. O principal defeito é o voto em lista fechada, que só serve para fortalecer a burocracia partidária, não a vida partidária.

O que fez Fontana? Há trechos do seu texto aqui. Nas eleições proporcionais (Câmara dos Deputados, Assembléias e Câmaras de Vereadores), o eleitor também teria de votar duas vezes: tanto votaria num nome como numa lista. Só que não existe distrito nenhum! Os dois votos servem ao critério proporcional. O Artigo 107 do anteprojeto é explícito:
“Art. 107. Determina-se para cada partido ou coligação o quociente partidário dividindo-se pelo quociente eleitoral a soma aritmética dos votos de legenda atribuídos à lista partidária preordenada e dos votos nominais dados aos candidatos inscritos na mesma lista, desprezada a fração.”

Vale dizer: A PROPOSTA DE FONTANA MANTÉM, E ATÉ EXACERBA O ELEMENTO MAIS NEFASTO DO VOTO PROPORCIONAL, QUE É O FENÔMENO DAS CELEBRIDADES QUADRÚPEDES PUXADORAS DE VOTO.

Como sabotagem pouca à cidadania do eleitor é bobagem, ele quer que metade das cadeiras obtidas por um partido saia daquela lista, que tem tudo para ser mantida fora do alcance do eleitor, já que os “puxadores de voto” se encarregariam de fazer o trabalho de propaganda partidária. E como distribuir as cadeiras entre os eleitos pelo critério nominal e os da lista? Fontana teve uma idéia, explicitada no Artigo 108
“III - a lista final será organizada por meio da alternância dos nomes dos candidatos, segundo as regras dispostas nos incisos I e II deste artigo, começando pela lista nominal;”
Entenderam? Entra um nominal, um da lista, um nominal, um da lista… Até o partido atingir o número. Candidatos com milhares de voto ficarão chupando o dedo, e os sem-voto acabarão “eleitos” — se é que a palavra é essa.

O voto puramente proporcional perverte a democracia.
O voto em lista perverte a democracia.
Fontana, o petista, teve uma idéia: juntar as duas perversões.
Afinal, ele é um petista. Por trás dessa proposta magnífica, está a mente divinal de Luiz Inácio Apedeuta da Silva.

Voto distrital puro
Sim, existe o risco de essa barbaridade ser aprovada. Existe o risco efetivo de metade da Câmara dos Deputados, Assembléias e Cãmaras de Vereadores ser ocupada por valentes que não se elegeriam chefes de quarteirão, síndicos de prédio. O sistema proporcional, na forma como se apresenta hoje, transformou a representação num amontoado de lobistas  e porta-vozes de corporações de ofício. Estão lá como procuradores dos interesses de setores e grupos organizados. E ASSIM É MESMO A GENTE SABENDO A CARA QUE ELES TÊM. IMAGINEM QUANDO NEM ISSO SOUBERMOS!

O voto distrital é o caminho possível para que vereadores, deputados estaduais e deputados federais passem a representar, de fato, a população. Hoje, temos os parlamentares dos sindicatos, os parlamentares da indústria, os parlamentares dos bancos, os parlamentares dos sem-terra, os parlamentares das mulheres, os parlamentares da religião… Precisamos ter os parlamentares da… POPULAÇÃO!

Eu já os convidei algumas vezes e o faço de novo: entrem na campanha “EU VOTO DISTRITAL”. Há um movimento colhendo assinaturas (clique aqui) em favor da proposta. O ideal seria que já se realizassem eleições segundo esse modelo no ano que vem. Mas não creio que haja tempo. Que seja em 2014, 2016, 2018… O importante é não abandonar a proposta. HENRIQUE FONTANA É A PROVA DE QUE ELES SEMPRE PODEM PIORAR O QUE JÁ NÃO PRESTA.

Financiamento público
Fontana achou que ainda não havia barbarizado o bastante. Além de ter resolvido enfiar a mão na nossa cidadania, também se dispõe a enfiar a mão no nosso bolso. Esse valente tinha redigido uma primeira proposta que previa apenas o financiamento público de campanha, proibindo doações de pessoas físicas e privadas. Sou contra, como sabem, porque acho que isso não impede o caixa dois — na verdade, estimula. Mas qual era o argumento que “eles” tinham?

Candidamente, diziam que, se o financiamento fosse público, diminuiria a dependência dos parlamentares de seus financiadores; não se veriam obrigados, depois, a pagar a conta com propostas do interesse dos patrocinadores. Também seria um desestímulo  aos “recursos não-contabilizados” (by Delúbio Soares): quando o sujeito é canalha, não é o financiamento público que vai fazê-lo deixar de ser. Mas vá lá… Era um argumento. Era errado, mas poderia ser honesto.

Errado e honesto? Então não serve!

Fontana mudou de idéia. Vejam o que está em seu anteprojeto no que diz respeito ao financiamento das campanhas:
“Art. 17. As despesas da campanha eleitoral serão realizadas sob a responsabilidade dos partidos, e financiadas exclusivamente com recursos do Fundo de Financiamento das Campanhas Eleitorais.
Art. 17-A. O Fundo de Financiamento das Campanhas Eleitorais (FFCE) será constituído por recursos do orçamento da União e por doações de pessoas físicas e jurídicas, na forma especificada neste artigo.

É isso aí. Além do financiamento privado, como é hoje — de pessoas físicas e jurídicas —, haveria também o público. O relator, então, decidiu somar aos “malefícios” de um modelo aos do outro: a tunga à nossa carteira. Lembro que o dinheiro público já irriga fartamente os partidos (por meio do Fundo Partidário) e as eleições, arcando com o custo do horário político gratuito e do horário eleitoral gratuito. Os dois nomes são estúpidos porque as legendas nada pagam ao sistema de radiodifusão, mas a União sim — ou seja, nós!

Essa proposta de Henrique Fontana é uma das coisas mais vergonhosas que já passaram pelo Congresso! Mobilize-se! Proteste! Acione as redes sociais! Informe-se mais sobre o voto distrital. Se, hoje, a política já se confunde com um lupanar, Fontana quer que ela se torne o bordel dos aproveitadores sem rosto.

Voto Distrital neles! Precisamos de políticos que tenham cara! E uma cara só!

Por Reinaldo Azevedo

Cuidado com o AI-5 do PT, o “AI-13”

A “reforma política” de Lula e José Dirceu, apresentada pelo Henrique Fontana, o boneco de ventríloquo, é o AI-5 do PT, com uma diferença: o ato do Regime Militar cassava os eleitos. O Apedeuta e o “chefe de quadrilha” (segundo a Procuradoria Geral da República) querem cassar os eleitores. Se não houver mobilização do que resta de consciência cívica no país, o PT vai lotar o Parlamento de tipos como Delúbio Soares e Hamilton Lacerda, o mala-preta do caso dos aloprados. Todos estão de volta ao partido, devidamente “perdoados”. Falta, agora, conduzi-los ao Congresso. Como pode ser difícil pela via eleitoral, então que se dê um pé no traseiro do eleitor.

É o AI-5 do PT; é o AI-13!

Por Reinaldo Azevedo

Chalita: entre Frankenstein e o Cavalo de Tróia. Ou: Com inveja do criador, criatura tenta destruí-lo

Gabriel Chalita — a face mais terna de Michel Temer, Wagner Rossi e Baleia Rossi em São Paulo — deu um fantástico truque em alguns milhares de eleitores. Expressão de uma fatia do eleitorado conservador (e vocês sabem que, na minha pena, essa palavra não é palavrão, muito pelo contrário!), ele enganou a turma, aliou-se ao que pode haver de mais atrasado na vida partidária brasileira e, de quebra, virou um serviçal do lulo-petismo em São Paulo. Não por acaso, o Apedeuta o chamou para um papinho ontem. O ex-tucano, ex-socialista e atual peemedebista fazia-se acompanhar, vejam só!, de Lurian, a filha do Babalorixá, que é, atualmente, sua “assessora”.

Aqui e ali, em certas áreas da política paulista — mais especificamente, “paulistana” — e da imprensa, Chalita, que ganhou expressão pelas mãos de Geraldo Alckmin, é apontado como o candidato in pectore do governador à Prefeitura. Os mais imaginosos falam até na existência de um acordo secreto. O caminho seria este: Alckmin forçaria a mão em favor de um candidato sabidamente inviável, com o fito de cristianizá-lo (quem ignora deve pesquisar o sentido da palavra “cristianização”), para apoiar, de fato, Chalita. E poderia fazê-lo de modo explícito num eventual segundo turno. O governador ainda teria a desculpa, dizem os que vão mais adiante na possibilidade, de alegar que estaria atuando para fraturar o apoio incondicional do PMDB ao PT.

Eu não sou aquele tipo de colunista onisciente, vocês sabem, a exemplo de narradores de romance que sempre sabem o que vai na consciência das personagens e conhecem bastidores e intenções secretas dos protagonistas. Acho que mais acerto do que erro — vocês avaliam — lidando com um instrumento que me parece fundamental na análise política: a lógica. Não duvidem: se, em certos momentos, ela parece falhar, o analista é que estava lidando com informações precárias. Os agentes políticos, por óbvio, não atuam sempre segundo as circunstâncias de suas escolhas, mas, dado um evento, seus comportamentos serão sempre previsíveis (desde que se lide com os dados certos, é óbvio).

Assim, não serei eu aqui a dizer se Alckmin fez ou não um acordo secreto com Gabriel Chalita. Com base na lógica, sustento que o tucano é inteligente — e sagaz — o bastante para não tê-lo feito. Acho que o governador já viveu o bastante para saber que a grande tentação da criatura — e poucos conseguem mitigá-la — é trair o criador porque, essencialmente, sente inveja daquele que o deu à luz. Não por acaso, o romance “Frankenstein”, de Mary Shelley, tem um subtítulo, ou título alternativo: “O Moderno Prometeu” — aquele que resolveu emular com Zeus…

A “criatura” composta por doutor Victor Frankenstein queria ser mais do que um experimento; a partir de um determinado momento, passa a sentir inveja do seu “pai”. Sua existência marginal não lhe basta. Sua vida lhe parece aborrecida. Ela anseia experimentar as sensações do criador. Deseja ter, por exemplo — estou falando do romance de Mary Shelley —, uma mulher. Doutor Victor Frankenstein se dá, então, conta da besteira que fez. O desfecho não poderia ser mais trágico. E uma nota curiosa à margem, que diz respeito apenas ao fenômeno literário-cultural: no romance, o monstrengo é sempre chamado de “a  criatura”. Frankenstein é quem é: o médico. Ali na fronteira da metáfora com a metonímia, no entanto, “Frankenstein” passou a ser sinônimo do monstrengo, da criatura. O criador perdeu sua identidade. Coisas que nos parecem desconjuntadas, malformadas ou deformadas são chamadas de “frankenstein”. Adiante.

Em muitos aspectos, de fato, Alckmin “criou” Chalita, mas a “criatura”, nota-se, decidiu ter vôo próprio na política. Não há feitiçaria retórica que consiga explicar como a andança partidária do dito-cujo possa ser útil ao governador. Muito pelo contrário: usa, hoje, parte da base eleitoral que certamente votou e votaria em Alckmin para fazer a genuflexão no altar do lulo-petismo. Não por acaso, Lula o chamou para um papinho. Vê neste prolífico repetidor de clichês o caminho mais curto para desestruturar o PSDB em São Paulo. Alckmin certamente não teria chegado aonde chegou se não percebesse a natureza do jogo. A criatura ambiciosa trai o seu eleitorado original e também o seu criador.

A disputa para a Prefeitura em São Paulo tem tudo para ser o jogo dos ilusionistas.  Lula quer Fernando Haddad como candidato — e topa qualquer coisa com Chalita — porque avalia que é o eleitorado de classe média que, na hora h, acaba recusando o PT. Aquele ar de bom moço do ministro da Mistificação Sem Educação, o leninista que não suja o shortinho, parece mais viável do que o de Marta Suplicy, que quase sempre diz o que pensa, para a nossa sorte… Chalita também parece ter o bico doce para setores de classe média, com aquela sua subliteratice amorosa e sub-religiosa. O PT se convenceu que só conseguirá apear os tucanos do poder em São Paulo — o partido quer a cadeira de Alckmin; a Prefeitura é só uma etapa — com candidatos que finjam ser o que não são. O partido, em suma, está convicto de que é preciso enganar o eleitorado paulistano e paulista para chegar lá.

E conta, para isso, com essa particular forma de monstrengo político que é Gabriel Chalita. À diferença do de Mary Shelley, ele faz o tipo “bonito-amoroso” — para quem gosta daquela, digamos assim, estética… Que já decidiu trair seu criador, disso não há menor dúvida, a menos que alguém imagine que Lula, em algum momento, pretenda uma aproximação com Alckmin… Aliás, à fábula de Shelley, pode-se agregar outra imagem literária para explicar Chalita. Ele se candidata a ser o Cavalo de Tróia de São Paulo. Caso vencesse a eleição, tão logo assumisse a Prefeitura, de dentro dele sairiam Michel Temer, Wagner Rossi, Baleia Rossi e… os petistas… E todos eles se uniriam para fazer com a cidade aquilo que já fazem com o país.

Supor que Alckmin não tenha clareza de que o alvo principal da tropa, inclusive de Chalita, é ele próprio é fazer pouco da inteligência do governador.

Por Reinaldo Azevedo

Beto Richa usou helicóptero emprestado por empresário

Por Evandro Fadel, da Agência Estado:
O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), também utilizou aeronave emprestada por empresário para um deslocamento em São Paulo no dia 4 de maio. O fato passaria despercebido se o helicóptero Bell 206L, prefixo PP-JFR, não tivesse sofrido uma pane técnica, necessitando fazer um pouso forçado no Campo de Marte. Segundo o governo, o helicóptero tinha sido emprestado pelo empresário Jair Rosa, de Cornélio Procópio, no norte paranaense, mas radicado na capital paulista. Richa tinha saído de Curitiba para uma reunião no banco de investimentos BTG-Pactual, que não tinha sido divulgada antecipadamente. Ele aproveitou para realizar exames médicos no Hospital Sírio-Libanês. Durante o deslocamento à sede do banco, o helicóptero apresentou problemas técnicos. Ninguém ficou ferido. Na época do incidente, a assessoria do governo informou que o empréstimo tinha sido feito sem custos para o Tesouro estadual.

Por Reinaldo Azevedo

Código Florestal - Os “amigos da natureza” ocupam hoje o lugar que já foi dos comunistas no panteão da mentira! Ou: O sertanejo universitário da dupla Marina & Zequinha

Os ecologistas roubaram o lugar, no Ocidente, que já coube aos comunistas como referência da verdade. De fato, os politicamente corretos o fizeram; mas quem lidera o processo são mesmo os naturebas. Explico-me. Enquanto durou o comunismo, boa parte dos temas políticos era seqüestrada pelos intelectuais de esquerda. Mentiam à vontade, e ninguém se encarregava de verificar se o que afirmavam procedia ou não. Afinal, eles queriam um mundo melhor. Como é que vamos duvidar de quem só luta pelo nosso bem? Já os partidários da economia de mercado, bem, estes eram os ogros da civilização. O comunismo, como tal, acabou. A esquerda foi se dividindo em causas menores, parciais, perdendo aquele sentido de universalidade que julgava ter. O inimigo deixou de ser “o capital”. Ao contrário: ele foi convidado a se aliar — e se aliou — a algumas das novas causas. O discurso mudou, mas não a pretensão de monopolistas do bem.

Por que isso? Ex-ministros do Meio Ambiente participaram, nesta quarta, de uma audiência no Senado, conforme vocês lerão abaixo. Eu estou entre aqueles que acreditam que a defesa da natureza dispensa a mentira. Por que não se pode ser um ecologista falando só a verdade? Bem, assim como o defunto comunismo precisava do horizonte escatológicos (ou se mudava o mundo ou viria a barbárie), os verdes também precisam acenar com o fim dos tempos. É claro que seria uma luta mais honesta, ainda que amalucada, se não estivessem também eles atrelados a interesses econômicos, não é mesmo? Eu até hoje não entendi, por exemplo, por que o setor financeiro — os bancos — consegue ser mais “verde” do que os outros. Ou melhor: eu entendi. Afinal, eles processam expectativas, não matéria-prima, não é mesmo? Negociam crises, não commodities. Há hoje uma contradição interessante entre a “esquerda” que vive da especulação e a “direita” que vive do trabalho.

Mas sigamos. Leiam o que informa o Estadão Online. Volto em seguida para demonstrar como a mentira supostamente benigna impregna o debate sobre o Código Florestal. A reportagem segue em vermelho. Interrompo com intervenções em azul.

Ex-ministros criticam texto do Código Florestal

Por Venilson Ferreira:
Quatro ex-ministros do Meio Ambiente que participaram hoje como convidados de audiência conjunta das comissões de Agricultura, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia do Senado criticaram o texto do projeto de lei sobre o Código Florestal aprovado em maio deste ano pela Câmara dos Deputados. Na opinião do ex-ministro Carlos Minc, trata-se muito mais de uma lei sobre o uso da terra, que visa a solucionar o problema do passivo ambiental dos produtores rurais.
A íntegra do texto proposto por Aldo Rebelo está aqui. Carlos Minc, o que não me estranha, está contando o oposto da verdade. Está entre aqueles que se aproveitam da pouca disposição das pessoas para ler documentos — e isso inclui, infelizmente, os jornalistas — para fazer um mero juízo de valor sobre o texto, ignorando o que vai lá escrito. Trata-se, sim, de uma lei que cuida da preservação ambiental — e de modo extremamente detalhado e detalhista. Mas não é tudo o que se pode dizer sobre o buliçoso ex-ministro.

Ainda que o novo Código Florestal fosse mesmo uma “lei sobre uso da terra”, para “solucionar” (sic) o “passivo ambiental dos produtores rurais”, não haveria nada de errado nisso. Entendo que o objetivo último do Código Florestal sejam as pessoas, não é mesmo?, que ainda são o bem mais precioso da natureza. Ou Minc discorda que pessoas também sejam bichos? Por que queremos preservar as florestas? Para a felicidade e o regalo do Anhangá, do Curupira e da Cuca? Mais ainda: por que Minc trata produtores rurais como adversários da natureza, da civilização ou do bem? Produzir comida seria alguma atividade criminosa? Crime é plantar maconha, meu senhor — sem querer ser bruto com um homem que usa coletes tão animados, claro…

A ex-ministra Marina Silva afirmou que confia na capacidade dos senadores de rever os pontos polêmicos da proposta aprovada na Câmara, “pois o debate foi prejudicado porque um setor teve maior proeminência”. Ela disse que os ambientalistas fizeram várias concessões durante as negociações. A ex-ministra disse que chegou a propor a consolidação das áreas de topos de morro com culturas perenes de caule lenhoso, mas os ruralistas queriam incluir também pecuária, eucalipto e outras práticas agrícolas.
Ruralistas uma ova! Eis aí. Esta senhora ganhou a condição de fonte da verdade. E ninguém presta atenção ao que ela diz. Chama-se de “ruralistas” no debate os grandes produtores, que não estão nem aí com essa historia de área de preservação permanente, topo de morro, encostas etc porque, com raras exceções, têm sua situação regularizada. Caso se proíba qualquer atividade nesses terrenos, os únicos prejudicados serão os pequenos proprietários, que cuidam de culturas mais do que centenárias. Quanto às concessões dos ambientalistas, Marina quase me leva à gargalhada. São os “ambientalistas” da Vila Madalena e do Leblon fazendo “concessões” a sitiantes de mãos calejadas do interior de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de São Paulo… É ridículo! Fizeram “concessões”, é? Representando quem e quais interesses? Quanto à sua confiança nos senadores… Será que ela confia mesmo? Eu a vejo no momento tentando liderar o que chama de “movimento da sociedade”, por cima, ou por baixo, de partidos, instituições, Poderes… Não deve confiar tanto assim.

Marina Silva afirmou que a emenda 164, que concede aos Estados o direito de legislar sobre áreas de preservação ambiental, “é um veneno que está diluído em todo texto”. A ex-ministra diz que, da forma como a lei foi elaborada, há possibilidade de serem criados 27 códigos florestais estaduais, nos quais os governadores poderão revogar punições ou amenizar as exigências sobre a recomposição, o que irá gerar “uma guerra fiscal” e abrirá caminho para novos desmatamentos.
Vênia máxima, trata-se apenas de uma mentira. Ou de um punhado delas. A Emenda 164 (íntegra aqui) NÃO CONCEDE aos estados o direito de legislar sobre áreas de preservação ambiental coisa nenhuma! Na prática, concede-lhes o direito de adaptar o texto geral às circunstâncias locais, sempre em parceria com o governo federal. Basta ler o Caput da nova redação do Artigo 8º, dada pea emenda 164, combinado com o Parágrafo 3º para perceber que o arbítrio sugerido por Marina é falso como nota de R$ 3. Ah, mas nós aprendemos que uma menina acreana que se alfabetiza aos 16 anos e passa a defender, depois, a floresta, jamais diria uma inverdade, não é mesmo? Fica até parecendo que ex-pobre adquire no berço o direito de mentir.

Na sua explanação, o ex-ministro José Sarney Filho listou os principais tópicos do texto aprovado pela Câmara. Na opinião do deputado, que coordena a Frente Parlamentar Ambientalista, “o texto aprovado espelha, acima de tudo, a decisão política de consolidar, de tornar regulares, variados tipos de ocupações que tenham ocorrido em desacordo com a lei florestal, notadamente nas áreas rurais”.
Ai, ai… Esse é o Zequinha? A propósito: aquela ilha do papai Sarney só produz literatura ruim, ou se planta alguma coisa por lá? A última contribuição indireta deste senhor à República foi um aliado seu no Maranhão, também do PV, a defender que Sarney pai tem o direito de usar um helicóptero da PM para fins particulares porque “não é um homem comum”. Louvo o respeito de Zequinha pelo matinho. Agora falta respeitar as pessoinhas…

Sarney Filho acredita que o texto não dará a segurança jurídica pretendida pelos produtores rurais. Ele cita como exemplo o fato de não estar explícito qual será o órgão responsável pelo registro e autorizações para exploração sustentável da reserva legal. O texto também não prevê a participação do Ministério Público na assinatura dos termos de ajustamento de conduta para regularização do passivo ambiental.
Ainda que seja verdade, isso não muda o mérito do texto, ora essa!

O ex-ministro José Carlos Carvalho, em sua fala, alertou para a necessidade de a lei prever meios para que os produtores rurais possam recompor as áreas de preservação permanente, principalmente os da agricultura familiar, “senão o problema continua e mais tarde será necessária uma nova anistia”.
Nada tenho contra que se prevejam “meios” para a recomposição. Só corrijo uma questão na fala do ex-ministro. O texto de Aldo, basta ler, não prevê anistia nenhuma! Anistia, meus caros, é perdão! Quem é perdoado está livre de qualquer peso ou obrigação. O novo código estabelece ações que devem ser cumpridas por quem desmatou. Se não forem, a multa será aplicada. A ANISTIA EXISTE HOJE! O TEXTO PÕE FIM À ANISTIA!

É preciso parar de mentir. Essa modalidade particular de “sertanejo universitário” — que faz sucesso no complexo UNICAMPUCUSP — da dupla Marina & Zequinha precisa ser confrontada com os fatos e com os textos.

PS - Pô, você falou dos verdes como sucedâneos dos comunistas no triunfo da mentira e defende o texto de Aldo Rebelo, membro do PC do B. Pois é. O mundo tem dessas coisas…

Por Reinaldo Azevedo

LEIAM ABAIXO COMENTÁRIOS DOS LEITORES DE REINALDO AZEVEDO SOBRE O TEMA CÓDIGO FLORESTAL: 

Para os ambientalistas estrangeiros é normal estender a realidade do Acre da marina Silva para o resto do país. É compreensível, afinal eles tem uma imagem esteriotipada do país, não sabem que o Brasil tem uma grande diversidade ambiental. Não sabem que a colonização brasileira é até anterior à dos EUA. O que me chama a atenção, é que a grande maioria dos ecologistas brasileiros usufruem dos benefícios de áreas urbanizadas como Rio e Brasília. Os habitantes do interior que sejam obrigados a conviver com cobras, jacarés, onças, malária, leichmaniose, febre amarela e ambientes insalubres como mangues. Que muitas das pequenas propriedades agrícolas que são cultivadas há decadas ou mesmo séculos, sejam extintas para obedecer a um código florestal draconiano que não existe em nenhum outro país do mundo.

Rodrigo

 - 

25/08/2011 às 13:32

Todos os que estão aí (de direita e de esquerda), que defendem ou criticam o código florestal, nunca sentaram a bunda numa cadeira para ler algo sobre o funcionamento dos ecossistemas.
Ecologista/Ambientalista/Político qualquer um sabe ser, agora Ecólogo, poucos!
Faça o favor de ler The Economy of Nature de Robert Ricklefs e Ecology de Michael Begon, John L. Harper, Colin R. Townsend. Aí depois você toma uma decisão sobre se é a favor ou contra.

Marini

 - 

25/08/2011 às 12:33

Que pesquisa é essa, feita pela FSP,em que 80% da população brasileira reprovou o texto do Dep. Aldo Rebelo? Mais uma mentira cabeluda da ex-Ministra, ex-Senadora, ex-comungada…?

Gil

 - 

25/08/2011 às 11:46

Reinaldo, em geral eu discordo de quase tudo que os Bolivarianos inventam. Mas muito de vez em quado um deles dá uma bola dentro: Governo da Bolívia expulsa ONG americana Usaid, acusando-a de conspirar para criação de reservas naturais e indígenas com o objetivo real de prejudicar o agronegócio e facilitação da exploração irregular recursos naturais da Amazônia. Essa USAID é um exemplo clássico de eco-mercenários (ou eco-corsários como preferir).

BRASILEIRO DE ...

 - 

25/08/2011 às 11:23

Reinaldo, no Espírito Santo estão reflorestando a área agricola, particularmente, as áreas de nascentes, com o incentivo, distriubuição de mudas (não s´po árbvores antivas, mas que aumentem a renda dos produtores) e trabalho sério…nada de ameaças, de criticas, um belo exemplo que começou em um município e se espalha do estado. Não sei onde coloquei a matéria, se achar um psoto.
-
-
-Visitinha aos sites. Gosto de passar por sites de todos os estados…vez por outra, acho coisas interessantes, pena que em alguns, não se pode reproduzir as reportagens.
-
VI UMA REPROTAGEM SOBRE BELO MONTE, e uma decalração me chamou a atenção. Fomos incentivados, obrigados a presenvar parte da propriedade, e agora tudo vai ser inundado…
-
-
“Que não quer pensar é um fanático, quem não pode pensar é um idiota, quem não ousa pensar é um covarde” Coelho Neto
-
-
MIC TÓRIO, esse nnem merece comentários sobre o que diz ou faz…..

-
-”Por vezes é penoso cumprir o dever, mas nunca é tão penoso como não cumpri-lo” Alexandre Dumas
-
-

“nada do que fazemos ou pensamos é trivial ou irrelevante, porque tudo o que fazemos tem consequências no domínio das mudanças estruturais a que pertencemos”
Humberto Maturana

-
SANTA IGNORÂNCIA…. todo mundo querendo aparecer….. se a prefeitura não poda, e a árvore cai.. pau nela, se há um crime e as câmeras não registram por causa das árvores, pau nela…. uma vida humana vale menos do que uma árvore ou alguns galhos.

“ 24/08 - 14h36
Poda de árvores provocam polêmica entre moradores e prefeitura na orla de Vila Velha
Letícia Gonçalves
Rádio CBN Vitória (93,5 FM)
foto: Letícia Gonçalves

O coordenador de parques e jardins da Prefeitura de Vila Velha, Sérgio Tanure, tenta explicar a necessidade da poda ao morador de Itaparica, Moacir Magalhães

A poda de árvores na orla de Vila Velha gera polêmica entre prefeitura e moradores da região. O trabalho é realizado desde a semana passada e consiste em cortar árvores inteiras e galhos, principalmente de castanheiras.
Quem mora nos prédios da orla de Itaparica teme perder a sombra e que a poda prejudique as árvores. O auditor da Receita Federal, Moacir Magalhães, questiona os critérios da prefeitura. “Eles alegam que é por causa dos aparelhos de filmagem, que não conseguem ‘pegar’ os usuários de droga, como se as árvores fossem culpadas de haver usuários de droga aqui na praia”.
Já a dona de casa Rosana Ramos de Oliveira, 42 anos, classifica a poda como exagerada e teme que o trabalho prejudique as árvores. “Eu acho que eles estão exagerando, e muito. Não é só a poda do que está seco, estão tirando também folhas verdes. E já tiraram até uma árvore inteira, disseram que estava estragada. Mas não plantaram outra no lugar”.

O coordenador de parques e jardins da Prefeitura de Vila Velha, Sérgio Tanure, explica que a poda faz parte da manutenção da orla e não faz mal às plantas. Cerca de seis árvores foram retiradas, de acordo com o coordenador, por motivo de segurança.

“Existe, num primeiro momento, uma reação que as pessoas acham que a gente está estragando, mas a poda é necessária para a manutenção da árvore. Nós estamos no meio urbano e as árvores têm que ser acondicionadas à esta situação”.

Tanure diz ainda que o problema da visibilidade das câmeras de segurança é resolvido com a poda, não sendo necessária a retirada total da planta. Não há um plano para retirar as castanheiras da praia - e o fato de a espécie não ser nativa do local também não é questionado, segundo o coordenador - mas o trabalho de poda continuará até a Praia da Costa. “

Dalton C. Rocha

 - 

25/08/2011 às 11:11

Não existem questões ambientais. Existem questões raciais.

nego heinz

 - 

25/08/2011 às 11:08

Mutatis Mutandi
Nego Heinz

Quando Lenin prendeu os opositores, censurou, expropriou e matou milhões, alguém disse:
“Ele luta por um mundo melhor. Ele só quer o nosso bem!”
Quando Stalin mandou executar dez milhões, alguém disse:
“Ele luta por um mundo melhor. Ele só quer o nosso bem!”
Quando Mao Zedong matou 60 milhões, alguém disse:
“Ele luta por um mundo melhor. Ele só quer o nosso bem!”
Quando Pol Pot matou dois-terços dos homens de seu pequeno país, alguém disse:
“Ele luta por um mundo melhor. Ele só quer o nosso bem!”
Quando Hitler matou seis milhões de judeus, o alemão médio disse:
“Ele luta por um mundo melhor. Ele só quer o nosso bem! Heil”

Quando a “santificada” quer plantar mato onde se colhe, hoje, milho, arroz, feijão e soja,
reduzindo o alimento e aumentando a fome, alguém diz:
“Ela luta por um mundo melhor. Ela só quer o nosso bem!”

Acordada e insone

 - 

25/08/2011 às 10:22

Como Goethe colocou na boca de Mefisto em Fausto: “A toda hora mudo a forma do meu ser e assim exerço meu despótico poder”.

anônimo

 - 

25/08/2011 às 7:29

Mas afinal o que pretendem os ecochatos, estender a realidade do Acre pro resto do Brasil? Se a Marina Silva sofreu com várias doenças típicas da floresta, como Malária, Leichmaniose e Hepatite, nós devemos sofrer também?

maximus

 - 

25/08/2011 às 7:21

Tenho certeza que não tomaram café, não almoçaram e não jantaram em homenagem ao meio ambiente.A alimentação deles cai do céu. Marina deveria comer casca de pau e folhas, Minc de maconha e Zéquinha alimenta de helicoptero no quintal do papai, no Maranhão.

jamal malik

 - 

25/08/2011 às 7:13

Coloque um bom prato de comida na frente do Zéquinha, Marina e Minc, qdo estiverem com fome, ve se eles deixaráo de comer. Glutões ecologicos.

manoel domingos

 - 

25/08/2011 às 7:08

Marina, vai comer casca de pau e folhas no Acre. Minc, vai fumar maconha no Cristo Redentor, ai vc olha o Rio de outro jeito. Zéquinha Sarney, vai passear de helicoptero na propriedade de sua familia, o Maranhão.

Marcelo

 - 

25/08/2011 às 2:20

Sou ambientalistas e filiado ao PV, discordo de varios pontos do novo codigo, por motivos outros e totalmente diversos dos que estão sendo empregados por esta turma ai, Marina, Sarney e bando.
Ja fui iludido com o discurso verde, assim como varios jovens ja foram iludidos com o discurso comunista no passado.
Tenho brigado por alguns temas relacionados ao meio ambiente que acredito ser bem mais importantes para a vida dos brasileiros que essa o codigo florestal, que está servindo apenas para dar publicidade a pessoas e grupos de todos os lados e em nada melhorando a vida das pessoas.
Temas como saneamento basico, controle zoonose, residuos solidos, uso irregular de agrotoxico sao tratados de forma superficial por essa turma que se diz preocupada com o meio ambiente.
Mas eu pergunto a voce: Ja entrou em uma favela sem saneamento e viu crianças brincando com area molhada de algo liquido que nao seja agua? Alguem ja visitou um lixao, de preferencia a noite, vai dizer que tem medo? ja foi em um centro de zoonose, aqueles de interior? ja viu como se faz uso irregular de agrotoxico nos alimentos que vc come, de quem vc teve pena, do trabalhador que mexe o balde com a mao sem luva ou de vc que come vegetais banhados de liquido verde com a imagem da caveira, dizem que nao faz mal, ne?
Agora mutiplique estes problemas por todas as cidades do pais, sabendo que 80% ou mais vive nas cidades, qual é o maior problema ambiental do Brasil?

PATRULHA do PARTIDO POGREÇISTA PORCARIA VIGARISTA

 - 

25/08/2011 às 1:51

Osmar - 24/08/2011 às 21:43

LOGO DE CARA JA ENCONTRAMOS UM HONESTO… Q COISA !

ATENÇAO, NAO LEIAM O TEXTO DO REINALDO E O COMENTARIO DO OSMAR PORQUE É TUDO VERDADE, VIU?

NÓIS DEPRÓRA A VERDADI , COM ORGÚIO DI MILITANTI.

Roberto Albuquerque

 - 

24/08/2011 às 23:42

Reinaldo, depois do apelido de ‘Nosferato’ (um amigo meu adorou!), esta de ‘…que a ilha particular - do ‘Nosferato’ - só produz literatura ruim…’ , são realmente dois ótimos achados seus. Posso me arriscar um pouco, se me permite: Então, confirmando que ela só produz literatura ruim, ela também poderia ser chamada de ilha do Dr Moreau da literatura. Produz só monstruosidades literárias.

Um abraço.

Cesar

 - 

24/08/2011 às 23:28

“Ecologia é coisa de comunista e de esquerdista”. Realmente uma análise sofisticada e profunda…

REINALDO PERGUNTA/OBSERVA:
Foi isso o que você entendeu do meu texto? Você é analfabeto? Sea que escrevi em javanês?

benesaturnino

 - 

24/08/2011 às 22:43

Uma das coisas que me incomoda, porque não acho correto, é ver alguns membros da oposição desancar o governo e os aliados fazem cara de paisagem, nem parece que estão sendo atacados, e por isso não respondem, não se defendem, simplesmente se calam.Da mesma forma os governistas donos de um discurso só,falam muitas inverdades, se acham o máximo, não enxergam as mazelas que assolam pelo país todo e a oposição não retruca, não pede aparte para desmentir o orador cara de pau.
Digo isto porque o contraditório é fundamental, esclarece,
coloca a verdade no seu devido lugar e é muito democrático.
Dentro dessa linha de raciocínio, e, já em outra área, gostaria muito de ler uma entrevista sua Reinaldo, com Marina Silva, acho que dessa forma as críticas que são feitas a Marina, ficariam alicerçadas ou seriam simplesmente consideradas improcedentes e de qualquer forma todos lucrariam porque o contraditório faria realçar a verdade de cada um.

Rubem

 - 

24/08/2011 às 22:41

Reinaldo,

Sugiro você convidar a Marina para vir aqui em Jundiaí conhecer a realidade do povo da “roça”. Os pequenos sitiantes e os “meieiros” que trabalham nas pequenas propriedades produzindo os morangos, uvas e hortaliças que comemos.

Gente simples, sofrida, mas muito trabalhadora, de muito brio e honesta que está há gerações nos bairros do Caxambu, da Roseira, do Traviú,etc., produzindo e PRESERVANDO nossa terra.

Aliás peça para ela ir ver uma das audiências de aposentadoria onde minha esposa defende essa gente apara conquistar a aposentadoria rural!

Ver a dificuldade que é provar que esse pessoal trabalha, principalmente as mulheres! O quanto custa conseguir um benefício LEGAL para pessoas de mãos calejadas que não receberam nenhuma benesse do governo.

Peça para ela ver os autos dos processos onde o INSS questiona se a área não está acima do limite da propriedade e onde PROVA-SE que não, pois existem as áreas a serem preservadas.

Peça para ela pegar a estradinha vicinal que liga Jundiaí a Jarinu e tentar aplicar grandes matas ciliares em todos os riachos que cortam a região. Para ela ver “in colo” que o código proposto pelo Aldo preserva essa gente que está na região há 150 anos e que tira dali seu sustento e põe comida em nossa mesa e que se quisermos preservar grandes matas ciliares nessas regiões acabamos com eles e nossa comida.

Se ela quiser vou de guia dela!

marcos

 - 

24/08/2011 às 22:37

Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos EUA na metade da década de 1920). É um depoimento inteligente, sóbrio e com conhecimento de causa.

“Quando você percebe que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos mais pelo suborno e influência do que pelo trabalho e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que ficam protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício, então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada!”

Júlio César

 - 

24/08/2011 às 21:48

Há um trecho da fala de Marina que também chama a atenção. Segundo ela, o debate na Câmara “foi prejudicado porque um setor teve maior proeminência”. Vale dizer: o debate não foi legítimo, porque os seus opositores saíram vencedores. Se os ambientalistas tivessem tido “maior proeminência”, aí tava tudo certo! É o autoritarismo em forma de arte!

Osmar

 - 

24/08/2011 às 21:43

Esses caras que se dizem verdes, ambientalistas ou quqlquer nome que se queira dar a eles, mentem porque na verdade conhecem pouco ou quase nada do interior do Brasil, nunca viveram de fato no meio rural, conseguiram com esse lenga lenga de protejer a natureza, desprotejer as pessoas que nela vivem e dela dependem seu sustento e nós urbanóides acreditamos em tudo que dizem. Parabéns ao Dep Aldo Rebelo, este sim viajou pelo país inteiro e viu de perto a realidade e assim fez seu trabalho, baseado na proteção à natureza porém preservando os milhares de brasileiros que trabalham de sol a sol para produzirem alimentos cada vez mais baratos colocados a disposição dos brasileiros. Abaixo a mentira e intrigas que essa gente tenta colocar em nossas cabeças.

Marcela

 - 

24/08/2011 às 21:36

Se esses ambientalistas babacas gostam tanto assim de florestas porque não vão morar nas florestas igual o Tarzan e a Jane, porque não abrem mão dos carrões, do conforto e belos apartamentos, do ar condicionado e dos belos restaurantes e não vao se refrescar nas cachoeiras e comer bicho de coqueiros. Ou melhor vira logo um macaco e fiquem por lá pulando de galho em galho.

WHK

 - 

24/08/2011 às 21:17

É, e tudo isto financiado por nós, os idiotas que pagam os impostos.
Vamos ver:
- o que esses ambientalistas comem? Se disserem que é capim, já desmatou, para poder plantá-los. Soja, então…;
- o que eles vestem? Se disserem que são roupas de algodão, imagine o quanto que desmataram;
- o que eles usam? Energia elétrica??!! 80 % vem de hidrelétricas..;
- tem carro? Sem comentário, né?
- tem telefone celular? Para funcionar, precisa, no mínimo, de energia elétrica, né?;
- acessam a internet? Vide telefonia celular…;
- vivem em residências nas cidades? Para construí-las, foram necessários madeiras nobres (iiih! mais desmatamento!!), cimento (energia elétrica), tijolos (carvão para a sua fabricação - mais madeira derrubada!!);
- bebem água tratada? Necessita de bombeamento, filtração, tudo consumindo energia elétrica…
Ou seja, AMBIENTALISTA e COERÊNCIA são ANTÔNIMOS!

Thiago - RJ

 - 

24/08/2011 às 20:50

_Caro Reinaldo, só para descontruir um trecho da fala de Zequinha Sarney que você não refutou mais detidamente:
_”Sarney Filho acredita que o texto não dará a segurança jurídica pretendida pelos produtores rurais. Ele cita como exemplo o fato de não estar explícito qual será o órgão responsável pelo registro e autorizações para exploração sustentável da reserva legal. O texto também não prevê a participação do Ministério Público na assinatura dos termos de ajustamento de conduta para regularização do passivo ambiental.”
_Os argumentos, ambos, são falaciosos. O Código Florestal não deixa “explícito qual será o órgão responsável pelo registro e autorizações para exploração sustentável da reserva legal” simplesmente porque é essa a melhor técnica legislativa: cada ente federado, no gozo de suas respectivas autonomias legislativas e administrativas (previstas na Constituição), indicará por meio de lei própria qual órgão terá competência para cuidar do tema. Aliás, a previsão constitucional é a de que, não havendo aumento de despesa, o Poder Executivo pode, via decreto, remodelar livremente a “engenharia” da Administração Pública, transferindo competências e atribuições de órgãos para outro. Por sinal, é o que se vê, corriqueiramente, acontecendo.
_Exemplificando: a União tem o Ministério da Agricultura e o Ministério do Meio-Ambiente (Administração direta) e as autarquias INCRA e IBAMA (Administração indireta). O Estado do Rio de Janeiro tem a Secretaria de Estado de Ambiente e a autarquia INEA (Instituto Estadual do Ambiente). E por aí vai.
_Se o novo Código previsse competências específicas a determinados órgãos estaduais/municipais, ocorreria um engessamento administrativo que poderia gerar questionamentos judiciais quanto à constitucionalidade da lei, pelo fundamento acima mencionado (autonomias legislativa e administrativa).
_Quanto ao Ministério Público, o órgão tem funções muitíssimo bem delineadas na própria Constituição e em sua respectiva Lei Orgânica (o mesmo, diga-se, vale para os MPs estaduais). Não é a ausência de previsão expressa no Código Florestal que afastará a atuação do Ministério Público como “custus legis” na seara ambiental, sendo que é justamente o Meio-Ambiente exemplo típico de seara caracterizada pela presença de direito fundamental de natureza difusa - o “direito ao meio-ambiente equilibrado”. E é o MP o principal protetor dos direitos difusos.
_Em suma: história da carochinha para enrolar os incautos.
_Abraço!

Robmac

 - 

24/08/2011 às 20:44

Super Reinaldo.

Me conta aqui. Porque que esses bananas de ambientalistas não vão torrar o saco desses administradores, presidente, governadores, prefeitos, que muito puco fazem para reduzir a CONTAMINAÇÃO do meio ambiente com as dejecções de seus cidadãos, in natura, sem qualquer tratamento, nos rios e mares.
Olha só a lambança no Tietê, no Arrudas e Velhas em Minas, só para ficar nesses. E não são os ruralistas que fazem essa lambança. São os “ambientalistas” do Leblon e da Savassi que entopem os emissores com suas merdas.

Marcos F

 - 

24/08/2011 às 20:37

Com quantas cores se faz uma canôa?
É tão difícil discutir com esse pessoal treinado na mentira, para “tirar de verdade” o nosso pão de cada dia!
“Que católico você é se está contra Deus, contra a Natureza?”
Vão criar um carro com hélice, que gerará energia suficiente para mover o carro a hélice. São os engenheiros da USP?

Abelardo

 - 

24/08/2011 às 20:12

“EU SOU AGRO” E UMA CABEÇA TOTALITÁRIA
O CONAR rejeitou a representação doentia de um deputado do PSOL contra a propaganda em que os atores Lima Duarte e Giovana Antonelli se diziam-que absurdo!-orgulhosos de serem agricultores.
A figura alegava-como puro pretexto- que não estavam identificados os responsáveis pela propaganda.
JA PENSARAM ESTA GENTE NO PODER?

cuidado com a patrulha

 - 

24/08/2011 às 19:41

Caro Reinaldo,
O Zequinha Sarney é a ala progressista da família Sarney.
-By Augusto Nunes

Nestor

 - 

24/08/2011 às 19:26

Os 20 milhões de votos de Marina em 2010 são mais desesperadores que os 56 da Dilma. Espero que Marina não seja mais candidata a nada, nem a vereadora de Rio Branco (sabe-se lá se ela se elegeria no Acre!)

Abelardo

 - 

24/08/2011 às 19:16

FARISEUS
Só acredito que Walter Salles admira che Guevara se êle criar uns “juros sociais” no ITAU-UNIBANCO
Só acredito que a ginasta Danielle Hipólito é “contra a violência” se ela deixar da adorar esta forma violentissima de luta livre atual.
Só acredito que ZEQUINHA SARNEY esta preocupado com a humanidade se ele convencer seu papai a devolver a fortuna que “ganhou” na politica

mané brasileiro

 - 

24/08/2011 às 19:15

Reinaldo
Na minha região estão usando varzeas no programa
Minha casa,minha dívida. Logo chegam as aguas de
Dezembro,e então veremos.

Newton

 - 

24/08/2011 às 19:12

Assisti ao seminário e fiquei impressionado com a forma que a inteligência dos Deputados - aprovaram o texto - foi ignorada ou desprezada. Na visão dos participantes os Deputados são inocentes - não viram tanta coisa que até Deus duvida - e bobos, pois foram passados para trás pelos “ruralistas”.
Deve haver alguma coisa errada. Recordo do Deputado Ulisses Guimarães quando afirmou que na Câmara estão representadas todas as classes de brasileiros, menos os bobos.
Será que isso mudou ou os palestrantes de hoje estavam jogando para a plateia?
Newton

wilson

 - 

24/08/2011 às 19:12

Tio Rei prepare-se ! - Nova piracema de Saibis e Bwanas do
ecochatismo bandoleiro a caminho, depois de Bové, Sting,
Bono,James Cameron,etc. eis que está a caminho Daniel Cohn Bendt agora Dani le Vert, para uma daquelas “assembreias” do ecochatismo no RJ debates digo
monologos louvaminheiros para a Curupira da Floresta,
vai ter pstasismos de montão.

Chacon

 - 

24/08/2011 às 18:58

Caracas, essa mulher se agarrou nisso como se fosse a última boia d naufrágeo. Ela não tem outro assunto, não fala de outra coisa, o mundo pegando fogo e ela com a tal floresta, pô, se ela gosta tanto da floresta (vou começar a chamá-la de Jane) faça como a senhora americana, Doroty que vivia na floresta, caracas essa mulher é muito chata, me pergunto como é que ela casou!!! É mais feia que brigar com irmão por causa da fatia de pão, é chata que chega a ser azeda, é mentirosa e falsa, pohha que kct!!!! Essa mulher é do tipo que se vc encontra à noite vc atira e foge pensando que é assombração. Abraço

Dejair vicente Pinto

 - 

24/08/2011 às 18:57

Prezado Reinaldo Azevedo
Está na hora de nova mobilização nacional daqueles que pegam na enchada Sol a Sol e em todos os recantos deste país, cada vez mais infectado por essa tralha que não sabe o que é um calo nas mãos. Bando de dondocas doidivanas que vivem em confortáveis apartamentos refrigerados e pouco conhecem das realidades regionais e locais.Código Florestal nessa raça sim!

Alfredo

 - 

24/08/2011 às 18:50

Considerando a respeitabilidade que você adquiriu na imprensa de hoje textos como este. tem o poder de contrabalancar as tentativasr de matutavas

Considerando a respeitabilidade que você alcançou na imprensa de hoje,textos como este tem o poder de contrabalancar a tentativa dos ecoditadores de controlar o debate.
E mais que um texto jornalístico.E uma contribuição ao pais.

Kalinsky

 - 

24/08/2011 às 18:50

Essa tal de marina, que aprendeu a ler na idade de 16 anos certamente, ainda não consegue interpretar os textos lidos. Quanto ao zequinha ou (sarneyzinho?), caso tenha aprendido a interpretar alguma coisa lendo a “literatura” do pai, explica-se perfeitamente a confusão interpretativa do defensor momentâneo e oportunista dos matinhos, já que qualquer outra bandeira soaria bastante falsa com um defensor desse calibre e com esse sobrenome.

SERGIO RICARDO FERREIRA

 - 

24/08/2011 às 18:48

Prezado Reinaldo

Desejo parabenizar os Exmº Presidentes do Clubes Militares pelo evento realizado em preito aos verdadeiros heróis da democracia na Igreja Santa Cruz dos Militares com o cunho estritamente religioso aos que pereceram em defesa da Pátria.
Como sempre; os militantes profissionais estudantes do PC do B; intitulados “” JOVENS DO ARAGUAIA tentaram ao final da missa provocar os participantes do evento; porém; foram IGNORADOS.
Desejava que os nossos presidentes iniciassem dentro de seus clubes uma Jornada Contra o Estado de Corrupção no País. Além do nosso SAGRADO COMPROMISSO DE DEFENDER A PÁTRIA COM O SACRIFICO DA PRÓPRIA VIDA; estaríamos defendendo o contribuinte brasileiro que pagam os nossos salários

AD SUMUS

Claudio

 - 

24/08/2011 às 18:43

Prezado Reinaldo,
Na verdade essa turma não são ambientalistas, são ecopicaretas, que ganham muita grana para defender o agronégocio dos americanos e europeus.
E agem como se não precisassem dos alimentos produzidos no brasil. O que será que eles comem para se alimentar? não é carne? feijão? arroz? frutas? verduras?
Será que eles também não poluem o meio ambiente com seus automóveis? com seus escrementos, que muitas veses são despejados nos rios sem nenhum tratamento?
Se realmente esses ecopicaretas se preocupam com a preservação do planeta, por que não vão batalhar para que todos os países do mundo adotem o código florestal brasileiro como modelo? Por que só os produtores rurais brasileiros tem que cumprir normas ambientais tão rígidas para produziren alimentos?

waldomiro

 - 

24/08/2011 às 18:42

O Brasil já era…..

Decio

 - 

24/08/2011 às 18:39

Só não sei porque o Senado ainda tá dando bola pra essas caqueramas. Que tenham brios, srs. senadores = mandem á merda essa corja, pois vocês sabem a serviço de quem eles estão.

Claudio

 - 

24/08/2011 às 18:34

Leopoldo Dogher, a repórter deveria dizer à ‘profe’ uspiana que pixação inteligente e com conteúdo é uma contradição…

Claudio

 - 

24/08/2011 às 18:31

Reinaldo, sugestão de um colega comentarista: onça é abatida em base da Funai na fronteira Brasil - Peru. Os comentários dos eco-panacas de plantão são de chorar…
.
http://blogdaamazonia.blog.terra.com.br/2011/08/24/onca-e-morta-a-tiros-ao-atacar-base-da-funai-na-fronteira-brasil-peru

Marco Gaúcho

 - 

24/08/2011 às 18:30

Chê Reinaldo, a melhor definição para esses “intelectuais”, está nas páginas amarelas de VEJA, de duas semanas atrás, quando entrevistou um psiquiatra ingles, que, dentre outras coisas, disse que eles “SÃO, EM SUA MAIORIA, DESONESTOS”…

Anônimo

 - 

24/08/2011 às 18:27

Quem trabalha não precisa do PT.
Quem trabalha não precisa do PT.
Quem trabalha não precisa do PT.
Quem trabalha não precisa do PT.

Leopoldo Dogher

 - 

24/08/2011 às 18:23

Outro dia, vi na televisão, uma professora da Usp defendendo os pichadores que emporcalham a cidade. A repórter sugeriu que ela aceitaria, então,ter o muro de sua casa pichado. “Se o piche for inteligente, com conteúdo, tudo bem.” E a repórter:”Mas então o rapaz precisa mandar antes pra você aprovar o que ele vai pichar?” Hahahaha, esse é o povinho da Vila Madalena!Todos modernos, de esquerda e mamando nas tetas do Estado.

Antonio Augusto Carvalho

 - 

24/08/2011 às 18:17

Tanto os verdes são “sucedâneos dos comunistas” que o greenpeace (argh!) surgiu de uma dissidência do partido comunista (argh!) inglês!
O tio Rei martelou a moleira das peças!

Claudio

 - 

24/08/2011 às 18:06

Marina, Greenpeace, PV: que preguiça…

Anônimo

 - 

24/08/2011 às 18:00

Quem manda no Sarneyquistão é verde até morrer. Morre pelo dolar!


Tags:
Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo

0 comentário