Os barrigudos da UNE e do comando do PCdoB privatizaram o Esporte. Aldo vai reestatizar o ministério?

Publicado em 26/10/2011 18:08 e atualizado em 27/10/2011 17:54 1121 exibições
por Reinaldo Azevedo, em veja.com.br

Os barrigudos da UNE e do comando do PCdoB privatizaram o Esporte. Aldo vai reestatizar o ministério?

Orlando Silva transformou o Ministério do Esporte numa espécie de “Bolsa Barrigudo da UNE”. Reproduzo um trecho do texto de Rui Nogueira, publicado no post anterior, e retomo em seguida:
“(…) uma lupa sobre o organograma e o vaivém de secretários e assessores de Orlando revelou que o ministro havia transformado os cargos executivos da pasta em rodízio de trampolim eleitoral para os ‘meninos da UNE’. Eles abandonaram as universidades para ser empregados comissionados do ministério e ‘donos’ de orçamentos públicos bilionários - o próprio Orlando, Wadson Ribeiro, Ricardo Capelli e Ricardo Gomyde são exemplos de estudantes que não fizeram mais que ‘cursar cursos’.

Entenderam? Os comunistas do Brasil — estudantes profissionais que costumam assumir a direção da entidade quando os mortais comuns já estão com os primeiros cabelos brancos — transformaram o Ministério do Esporte numa espécie de Caixa de Pensões. Tão logo deixavam aquele aparelho, assumiam um posto neste outro.

Vale dizer: o PCdoB, cujo comunismo é mais tradicionalista do que embalagem de creme de arroz Colombo e de Emulsão Scott (com o único bacalhau com cabeça do mundo!!!), privatizou o Ministério do Esporte.

A questão é saber, então, se Aldo, o comunista, vai reestatizar o Ministério do Esporte ou se este continuará a ser propriedade privada dos pançudos da UNE e dos “revolucionários” sustentados com dinheiro público.

Por Reinaldo Azevedo
O PCdoB, os “velhinhos da UNE” e os bolinhos com validade vencida de Laguna


No Estadão de hoje, Rui Nogueira escreve uma excelente síntese do que foi a gestão Orlando Silva, encerrando com uma historinha exemplar. Acho difícil que Aldo Rebelo consiga botar a máquina para funcionar, atendendo às necessidades dos brasileiros, não as do partido. Segue o texto de Nogueira.

*
Embora a gota d’água para tirar Orlando Silva do Esporte tenha sido a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela abertura de inquérito para investigar o ministro, a presidente Dilma Rousseff montou na semana passada uma pilha de argumentos para justificar a demissão. As reações e ameaças políticas do PC do B e o apoio do ex-presidente Lula à resistência de Orlando adiaram o desfecho, mas Dilma só usou o STF como carta final de um jogo que estava jogado desde o dia 20.

Em viagem à África, a presidente recebeu dos assessores informações de três tipos:

1) com base em auditorias da Controladoria-Geral da União, feitas em 2008 e 2009, e de relatórios de auditores do Tribunal de Contas da União, a “gestora” Dilma viu que o Esporte padecia de uma “congestão” de convênios com fraudes grosseiras;

2) uma radiografia política mostrou que as únicas ações sob controle do ministério eram os convênios-negócio de interesse direto do PC do B, como os da vereadora Karina Rodrigues (PC do B), dona da ONG Bola Pra Frente, de Jaguariúna (SP);

3) uma lupa sobre o organograma e o vaivém de secretários e assessores de Orlando revelou que o ministro havia transformado os cargos executivos da pasta em rodízio de trampolim eleitoral para os “meninos da UNE”. Eles abandonaram as universidades para serem empregados comissionados do ministério e “donos” de orçamentos públicos bilionários - o próprio Orlando, Wadson Ribeiro, Ricardo Capelli e Ricardo Gomyde são exemplos de estudantes que não fizeram mais que “cursar cursos”.

Com essas radiografias prontas, Dilma desembarcou na noite de quinta-feira em Brasília e, ao final da reunião com o “gabinete de crise”, no Alvorada, decidiu o óbvio: tirar Orlando porque estava diante de um “desgaste político irreversível”.

Um assessor da presidente leu o Anexo 1 ao Relatório 224.387/2009, da CGU, que descreve o que foi feito com R$ 170 milhões do programa Segundo Tempo. A auditoria atingiu convênios em 18 Estados. Até um leitor desatento tropeça nos “malfeitos”: fraudes grosseiras na compra de alimentos, notas frias a granel, dinheiro público depositado em contas privadas e cadastros em duplicidade para inflar o número de crianças atendidas.

O desmando era tão explícito que as crianças e adolescentes de Laguna (SC) chegaram a receber lanches duas vezes por semana, em vez de cinco vezes por semana. Pior: “Os lanches eram entregues por uma van que se deslocava de Brasília para fazer a entrega em todos os núcleos do Estado de Santa Catarina. Um bolinho (fornecido no lanche) chegou aos núcleos com prazo de validade vencido”. Assim como a groselha vencida descoberta pela reportagem do Estado, em fevereiro.

Orlando Silva era mesmo um ministro com prazo de validade vencido.

Por Reinaldo Azevedo
PCdoB no Esporte: é uma questão de “pós-conceito”, não de preconceito


O deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) é o novo ministro do Esporte. Não aceitou o meu conselho… Com alguma ironia (ultimamente, a gente precisa avisar quando é irônico…), diria que, no que concerne ao poder, ele faz bem em ignorar a minha recomendação. Aceitasse, não seria do PCdoB e, pois, hoje não estaria no ministério… No lulo-dilmismo-petismo, partidos são donos de latifúndios. Não tenho razão, por enquanto, para mudar a opinião que tenho sobre Rebelo. Até onde sei, é uma pessoa séria, que teve uma atuação respeitável como presidente da Câmara e corajosa como relator do novo Código Florestal, enfrentando alguns mitos e mistificações na área. Por isso mesmo, recomendei que ele recusasse esse cálice…

O problema do PCdoB no Esporte não é matéria de “preconceito”, como querem alguns, mas de “pós-conceito”. Se todos os partidos, dada a forma como ocorre a ocupação de cargos no país, lotam as pastas com os seus filiados, os comunistas do Brasil foram um pouco além disso: transformaram o ministério numa extensão do partido. Quer encontrar uma irregularidade? Siga o dinheiro, qualquer dinheiro; siga o convênio, qualquer convênio; siga a ONG, qualquer ONG. E se encontrará um “pecedobista” na outra ponta.

O comando do PCdoB sabe que Aldo tem uma reputação que está acima da do partido e pretende, com isso, estancar o noticiário negativo.  O ponto é outro. Com ironia (outra vez!), perguntei ontem qual era a proposta ao se insistir no nome do deputado: querem que ele seja o Krushev do Esporte? Mas o PCdoB ainda não aceitou o original…

Há coisas que Aldo não vai conseguir fazer: transformar em legais os convênios ilegais; em moral o que é imoral, em competente o que é incompetente. Ele vai conseguir? Como fazê-lo e, ao mesmo tempo, manter a pasta como um feudo do PCdoB? A dita “faxina” de Dilma está se transformando em algo muito suspeito: trocam-se os titulares e seus eventuais e respectivos braços-direitos para manter tudo como era antes.

Por Reinaldo Azevedo
Aldo Rebelo confirmado no Ministério do Esporte

Informam Luciana Marques e Adriana Caitano, na Veja:


O deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP) foi confirmado como substituto do ministro do Esporte, Orlando Silva, afastado do cargo após envolvimento em esquema de corrupção revelado por VEJA. O anúncio oficial foi feito após reunião da presidente Dilma Rousseff com o próprio Aldo e o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, no Palácio da Alvorada. A nomeação será publicada na edição desta sexta do Diário Oficial da União (DOU). A posse será na segunda-feira.

Em rápida entrevista coletiva, Aldo Rebelo disse que agradeceu à presidente a confiança depositada nele e que tentará cumprir os desafios da pasta, diante da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016. “Disse que aceitava o desafio e que procuraria me desincumbir da tarefa da melhor maneira possível”, afirmou. Rebelo não quis comentar as acusações de corrupção que envolvem servidores da pasta, como o ex-ministro Orlando Silva, e disse que tomaria conhecimento da estrutura do ministério, para depois conceder uma nova coletiva à tarde.

Perfil - O comunista nasceu em Alagoas, tem 55 anos e é jornalista. Além de ser do mesmo partido para o qual a verba da pasta era desviada, Rebelo teve um início de vida política parecido com o do ministro que deixou a vaga. Ambos foram líderes estudantis e presidiram a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União da Juventude Socialista (UJS), mais um sinal de que a troca não garante que as coisas vão mudar. 

Aldo Rebelo foi vereador de São Paulo e está em seu quinto mandato como deputado federal. Apesar da discrição ao evitar discursos e entrevistas, é considerado um dos parlamentares mais influentes do Congresso, graças a seu poder de articulação. A habilidade em atuar nos bastidores rendeu-lhe rápida ascensão durante o mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: passou de líder do PCdoB a líder do governo, foi eleito presidente da Câmara e depois tornou-se ministro da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República. 

Como parlamentar, ganhou maior destaque ao ser escolhido relator do projeto que altera o Código Florestal brasileiro. Já no mandato de Dilma, seu relatório provocou debates ideológicos entre ruralistas e ambientalistas e chegou a irritar o próprio governo, que defendia pontos não inseridos na proposta, aprovada na Câmara em maio. No entanto, por causa do trabalho na reformulação do Código, recebeu, nesta semana, homenagem durante o Congresso Nacional de Avicultura, com direito a elogios inflamados do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB-SP), e do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS).

Em setembro, passou perto de ser escolhido ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), mas perdeu a vaga para a deputada federal Ana Arraes (PSB-PE), que assume o cargo nesta quarta. Rebelo era favorito do governo, mas perdeu apoio quando Lula decidiu fazer campanha em favor da candidata do PSB. Apesar de não tomar posição pública, o Planalto defendia a escolha do comunista, para afastá-lo da Câmara e facilitar a votação do Código Florestal na casa quando o texto retornasse do Senado. 

Por Reinaldo Azevedo

Adeus, caveira de burro

De um deputado petista, há pouco, sobre a escolha de Aldo Rebelo para o comando do Esporte, após sucessivos fracassos do comunista em galgar postos de destaque:

– Finalmente desenterraram aquela caveira de burro que tinham escondido no gabinete do Aldo.

Por Lauro Jardim 
Ministro Aldo e o ludopédio

A oposição já começou a se divertir com a possibilidade de Dilma Rousseff escolher Aldo Rebelo para substituir Orlando Silva no Esporte. Sérgio Guerra lembrou do projeto apresentado por Aldo para proibir estrangeirismos na língua portuguesa:

– Se o ministro for o Aldo, vão ter que mudar um monte de termos na Copa: a começar pela palavra futebol, que vai ter de se chamar ludopédio.

Por Lauro Jardim

Aldo é triatleta

Perseguido por jornalistas e cumprimentado por outros deputados como novo comandante do Esporte no país, Aldo Rebelo garantia ontem que não havia sido sondado para ocupar o lugar de Orlando Silva.

Embora não tenha admitido o favoritismo, Aldo tem “perfil” para o cargo:

– Uma vez por ano eu corro, nado, pedalo e jogo bola.

Por Lauro Jardim

Aldo empobreceu

Aldo: o patrimônio minguou

Recém-indicado ministro do Esporte, Aldo Rebelo empobreceu nas duas últimas eleições para deputado federal. Em 2006, Aldo havia declarado à Justiça Eleitoral um patrimônio de 643 000 reais. No ano passado, informou ter apenas 376 000 reais em bens – um encolhimento de 41% no período.

A propósito, Aldo declarou ser palmeirense de carteirinha mesmo. Entre os bens listados ano passado, diz possuir um título remido do clube, de 9 405 reais. Mais do dobro do cavalo que possui, de 4 300 reais.

Por Lauro Jardim

Orlando e a liturgia de despedida


Ontem, após anunciar sua demissão no Planalto, Orlando Silva retornou ao Ministério do Esporte e reuniu assessores em seu gabinete para o discurso derradeiro.

Por Lauro Jardim

Dirceu solidário com Orlando

De José Dirceu em seu blog:

- Faço questão de expressar aqui a minha absoluta e total solidariedade ao PC do B e a Orlando Silva, titular do Ministério do Esporte até poucas horas atrás.

Por Lauro Jardim

Mais uma prova da sem-vergonhice – ONG preencheu cheque e nota fiscal do suposto “fornecedor”. É a moral reta do PCdoB em ação!

Por Leandro Colon, no Estadão:
Uma perícia técnica nas prestações de contas de um convênio no Ministério do Esporte indica que o representante de uma organização não governamental (ONG) fez o cheque e também preencheu a nota fiscal em nome de quem vendeu à entidade o produto destinado ao projeto do governo.

A pedido do Estado, o perito criminal federal Maurício José da Cunha, professor de criminalística e documentoscopia da Academia Nacional do Departamento de Polícia Federal, analisou os documentos. Ele apontou que o mesmo punho escreveu os valores e datas em cheques do Instituto Pró-Ação e notas fiscais de empresas fornecedoras do Projeto “Pintando a Cidadania”.

Ou seja, quem pagou fez a nota fiscal de quem vendeu. “Conseguiu-se detectar as características dos grafismos não só quanto ao aspecto formal como quanto a sua formação genética em vários algarismos, letras isoladas e em palavras completas indicando um mesmo punho para os preenchimentos de cada cheque pesquisado com sua respectiva nota fiscal”, diz o laudo.

Na segunda-feira, o Estado revelou que pelo menos R$ 1,3 milhão em cheques da conta corrente do convênio do Instituto Pró-Ação com o Ministério do Esporte foi parar em contas de empresas fantasmas. O convênio foi assinado pelo secretário nacional de Esporte Educacional, Wadson Ribeiro. Há cheques de R$ 364 mil, R$ 311 mil, R$ 213 mil, R$ 178 mil, R$ 166 mil e R$ 58 mil. O dono de uma empresa disse que “arranjou” a nota fiscal para um amigo.

As cópias dos cheques e das notas fiscais extraídas do convênio do ministério são referentes às empresas Contemporânea Comércio e Serviços e Guerreiro Comércio e Serviços, que aparecem como contratadas. A primeira recebeu R$ 817 mil, e a segunda, R$ 178 mil. Ambas não têm endereço fixo.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

O naufrágio surpreendeu Lula ainda no porão

“Você tem que resistir”, ordenou Lula ao ainda ministro Orlando Silva. Em seguida, o Padroeiro dos Pecadores determinou a Dilma Rousseff que brigasse com os fatos. “Não vou decidir as coisas a reboque da imprensa”, obedeceu a afilhada ─ que, a reboque do padrinho, imaginou que a absolvição simbólica do culpado encerraria o assunto. Como advertiu um post aqui publicado, só conseguiu adiar por alguns dias o velório inevitável.

Em Manaus, Lula pressentiu o naufrágio iminente. “Esse pessoal do PCdoB nunca me conta tudo”, começou a desconversar o oportunista sem pudores. “Fico sabendo do que está acontecendo pelos jornais”, fantasiou o leitor que sucumbe à azia na segunda linha. Dado o recado, decolou rumo ao México para continuar a discurseira iniciada em 1978. Foi um erro de cálculo. Deveria ter ficado no Brasil para avisar com todas as letras que caíra fora do barco em perigo. O naufrágio consumado no fim da tarde desta quarta-feira surpreendeu Dilma Rousseff pendurada no leme, Orlando Silva zanzando pelo convés da segunda classe e Lula fazendo as malas no porão.

Foi o segundo fiasco de bom tamanho em meio ano. Depois de comandar a malograda operação de socorro a Antonio Palocci, o presidente em terceiro mandato voltou à luta para fracassar na resistência no Ministério do Esporte. A ideia desastrada ampliou as evidências contundentes de que ─ Palocci, Alfredo Nascimento, Wagner Rossi e Pedro Novais (além de Nelson Jobim, demitido por alucinação) ─ também Orlando Silva é um genuíno filhote de Lula. E o desfecho da história comprovou que o campeão de popularidade pode muito, mas não pode tudo.

Não pode, por exemplo, transformar mentira em verdade, bandido em mocinho, quadrilha em entidade beneficente. Se pudesse, não teria estabelecido outro recorde infame: nenhum governante do mundo engoliu tantos despejos de ministros enfiados até o pescoço no pântano da corrupção.

(por Augusto Nunes)


O poder está organizado no Brasil para extorquir quem trabalha e alijá-lo das decisões

Nunca antes na história destepaiz um(a) presidente demitiu tantos ministros em tão pouco tempo. Isso enfeixa algumas possibilidades. Pode-se afirmar que Dilma Rousseff é menos tolerante do que seu antecessor com a corrupção. Lembrem-se que há menos de uma semana Luiz Inácio Apedeuta da Silva convocou o PCdoB e Orlando Silva à resistência, num esforço óbvio para desautorizar a presidente da República. Mas também se pode inferir que ao ineditismo da degola corresponde o ineditismo da roubalheira.

Estamos diante de uma questão de lógica. Se a Soberana demitir todos os 8.759 ministros por corrupção, a exaltação de sua severidade não pode esconder o fato óbvio: então era um governo de ladrões. Parece-me que o mais sensato é considerar que o que estava podre no governo Lula começou a cheirar definitivamente mal na gestão de sua sucessora. E o talento dela para o ilusionismo é, sem dúvida, menor do que o dele. Isso, em si, é bom para a formação moral do povo brasileiro. Lula é um deseducador nato. Mas como ignorar que Dilma Rousseff é a beneficiária do modelo instituído por seu antecessor? Como ignorar que ela era a dita gerente de todas essas pessoas cuja permanência no governo se mostra impossível? A presidente ajudou a construir essa herança maldita.

Atenção, minhas caras e meus caros! A questão não diz respeito apenas a nomes, a pessoas, a partidos. O que precisa ser desmontado é um método! E esse, entendo, deveria ser o trabalho organizado das oposições — sem prejuízo de denunciar a corrupção, sim, e cobrar a demissão daqueles que fraudam a confiança da população avançando nos cofres públicos. Segundo o que se noticia, Dilma está disposta a manter o PCdoB no Ministério do Esporte, a exemplo do que se deu nos outros casos de corrupção: o PT continuou com a Casa Civil; o PR conservou os Transportes (embora o partido diga que não reconhece como indicação sua o atual titular); o PMDB manteve a Agricultura, e Sarney não abriu mão do Turismo. Logo, por que o PCdoB teria de deixar o Esporte?

Nessa indagação que eles mesmos se fazem e que reproduzo aqui vai a essência do mal. É preciso começar a mudar uma cultura, ou este continuará a ser o país da safadeza. Estima-se em R$ 85 bilhões anuais a conta da corrupção. O governo federal conta com 89.550 cargos e postos de confiança (números de março deste ano, segundo o site Transparência Brasil), que servem para satisfazer a fome dos partidos. Os EUA, aquele país em que certo articulista brasileiro detectou a falta de um PMDB (imaginem vocês!!!), há apenas 9 mil. Em todo o Reino Unido, são 300.

O sistema, pois, é ruim. E será tanto pior quando o próprio governante estimula a lambança. O Esporte foi um ministério entregue de porteira fechada ao PCdoB. Nota-se ali uma verticalização, não? Do ministro ao laranja que finge ser dono de uma empresa fantasma para justificar gastos inexistentes, passando por ongueiros vigaristas, todos comungam da mesma legenda, são “vermelhos” — jamais de vergonha. Já o Ministério da Saúde é mais “democrático”: o PT fica com a Anvisa, o PMDB com a Funasa, um outro pedaço é dividido entre os dois… Na Agricultura, também há a convivência de partidos distintos. Esses ministérios estão longe de ser exemplos de virtude — e têm muito mais dinheiro do que o Esporte. Não é a porteira aberta ou fechada que faz a corrupção, mas a forma como se organiza o poder.

Para angariar apoios, para demonstrar que “nunca antes na história destepaiz” um governo foi tão democrático, tão camarada, tão amigo dos amigos, Lula criou um sistema que rigorosamente entregou aos partidos o comando da máquina pública. Não se trata daquela “entrega” para que executem um programa. Ao contrário! O governo, o dinheiro público, o aparelho estatal, tudo é posto a serviço de causas que nada têm a ver com as necessidades da população. Uns roubam para si e para os de sua corriola, e outros roubam em nome de uma causa.

A canalhice perpetrada por esquerdistas tem seu lado tragicômico porque, pegos com a boca na botija, eles tentam encontrar justificativas morais para a sua canalhice e logo se apressam em pregar “controle dos meios do comunicação”, como fez há dias um editorial do PCdoB em seu site. As evidências de corrupção derrubaram dois ministros do PMDB: Pedro Novais e Wagner Rossi. Em seu encontro nacional, o partido recusou peremptoriamente qualquer forma de controle da informação. Também não se viu nada parecido no PR, por exemplo.

Que desvio de dinheiro é melhor? Os do PMDB e do PR, que não querem censurar a imprensa, ou os do PT e do PCdoB, que atribuem tudo a uma conspiração da mídia? Ora, perguntem aos desdentados, aos miseráveis, aos pobres. A resposta, obviamente, é uma só: NENHUM! Deveriam estar todos na cadeia. Apenas destaco que os ladrões de esquerda têm o mau-caratismo adicional de tentar transformar a apropriação do bem público numa categoria política superior.

E por que o fazem? Respondi hoje a uma entrevista feita por estudantes universitários para um trabalho de conclusão de curso. Afirmei que o relativismo é a essência do pensamento da esquerda, o que Trotsky deixou consubstanciado no livro “Moral e Revolução” (que vivo citando aqui), mais especificamente no texto “A Nossa Moral e a Deles”. Ele diz algo terrível, que reproduzo literalmente. Fazendo a si mesmo a pergunta se tudo é permitido na luta revolucionária, ele responde:
“É permitido tudo aquilo que leve realmente à libertação dos homens. Já que este fim não pode ser atingido senão por via revolucionária, a moral emancipadora do proletariado tem necessariamente um caráter revolucionário. Como aos dogmas da religião, esta moral se opõe a todos os fetiches do idealismo, gendarmes filosóficos da classe dominante. Ela deduz as normas de conduta das leis do desenvolvimento social, isto é, antes de tudo, da luta de classes, que é a lei das leis.”

Eis aí. Ele afirma que a luta revolucionária tem compromisso apenas com a moral revolucionária. Todos os outros valores são inferiores e são meros “gendarmes” do idealismo burguês. Mas o que é a moral revolucionária? Quem define o seu conteúdo? O partido! Assim, aquilo que o partido decidir está automaticamente certo, qualquer coisa — inclusive a morte.  Lênin mandou matar o czar e sua família, também as crianças, sem processo, numa operação secreta, que ele escondeu até do comando do partido. Como o Partido Comunista tinha o chamado “centralismo democrático” — a direção decide em nome do coletivo —, a decisão nem pôde ser contestada.

A esquerda dinheirista de hoje evoca essa antiga moral revolucionária para se locupletar e se quer diferente dos demais ladrões. Mas não é! Se diferença há, ela está apenas em seu escandaloso cinismo.

Por Reinaldo Azevedo

A SAFADEZA NÃO TEM IDEOLOGIA, MAS A DEFESA DA SAFADEZA TEM

Vocês acompanharam a reação da canalha a soldo, que pratica aquela sordidez que pretende chamar de jornalismo. A reportagem da VEJA, diziam os vagabundos, não passava de uma conspiração para derrubar Orlando Silva. Tudo seria uma grande armação reacionária contra esses notáveis revolucionários do PCdoB.

Taí. O ministro foi demitido. MAS NÃO FOI DEMITIDO PORQUE A “VEJA” QUIS. FOI DEMITIDO POR SEUS ATOS À FRENTE DO MINISTÉRIO. Como bem disse Orlando Silva, quem nomeia e demite ministros é a presidente Dilma Rousseff.

A VEJA, como imprensa que se preza, faz o seu trabalho. Conta ao leitor aquilo que sabe desde que diga respeito ao interesse público.

Mas a revista também tem seus gostos, suas preferências, sim. Gosta de aplaudir, por exemplo, a boa governança; gosta de elogiar as iniciativas que levem à eficiência do serviço público; gosta das práticas que modernizam o estado; gosta das decisões de governo que se pautem pela responsabilidade fiscal e que repudiem a demagogia. Prefere, em suma, o Brasil que respeita a população àquele que concorre para a sua pobreza.

A corrupção surrupia dos brasileiros, estima-se, R$ 85 bilhões por ano. Ninguém em sã consciência e de peito aberto defende a safadeza, a sujeira, o malfeito, a pilantragem. Mas é preciso tomar cuidado com um tipo nem tão novo de corrupto, mas hoje muito influente: O CORRUPTO COM PEDIGREE IDEOLÓGICO.

Nas vezes em que VEJA noticiou malandragens praticadas por representantes de partidos ditos “conservadores” ou “de direita” — e foram tantas em 43 anos! —, nunca se acusou a revista de participar de algum complô ou de ter alguma intenção sub-reptícia. Basta que a denúncia atinja, no entanto, um medalhão da esquerda — ainda que seja essa esquerda que está aí: mais dinheirista do que propriamente ideológica —, então surgem os justificadores da ladroagem, tentando revesti-la de resistência democrática.

Não falo em nome da revista. Não tenho mandato pra isso. Falo em nome de uma cultura, que distingue o interesse público do interesse privado. VEJA continuará a aplaudir as iniciativas dos governos e dos governantes em favor do Brasil e dos brasileiros e continuará a denunciar aqueles que, sob o pretexto de defender o bem público, lutam apenas em favor de seus próprios interesses.

A safadeza, está provado, nao tem ideologia. Mas a defesa da safadeza tem.

Por Reinaldo Azevedo 
Como o “risco Agnelo” selou a sorte de Orlando: PT quer tirar do STF inquérito que envolve governador do Distrito Federal


Vejam vocês como são as coisas!

O grande medo do PT nessa história toda do Ministério do Esporte é que Agnelo Queiroz,  antecessor de Orlando Silva e governador do Distrito Federal, hoje um peixão do partido, seja arrastado de roldão. Até os gramados de Brasília sabem que Silva não inventou nada, mas herdou um esquema, um método, um procedimento. Ele não o alterou, claro!, e é até possível que o tenha tornado mais azeitado.

Um evento traumático que colhesse o governador seria péssimo para a reputação do PT, depois de tudo. O Distrito Federal se tornou um símbolo da politicalha, da roubalheira, da falta de escrúpulos. Um sábio ancião da cidade, com quem converso de vez em quando, diante da iminente vitória de Agnelo no ano passado, refletiu em conversa com este escriba: “Pobre Brasília! Tão longe de Deus, tão perto do PT”. Fazia uma paródia de uma frase famosa do presidente mexicano Lázaro Cárdenas (1934-1940) sobre seu país: “Pobre México! Tão longe de Deus, tão perto dos EUA!”

Muito bem! Como ministro de Estado, Orlando Silva só pode ser processado pelo STF em razão da prerrogativa de foro. Como Agnelo Queiroz é investigado no Superior Tribunal de Justiça (STJ) também por causa da lambança no programa Segundo Tempo, a ministra Carmen Lúcia requisitou que os autos fossem para o Supremo. Aí se acendeu a luz vermelha no PT!

Atenção! Demitido, Orlando não pode mais ser processado pelo STF. O que isso implica? Sem a razão motivadora para juntar os dois inquéritos num só, o de Agnelo volta para o STJ, onde tinha como relator o ministro Cesar Asfor Rocha. Lá ele corria não exatamente na surdina, mas sem nenhuma visibilidade. E Orlando? Vamos ver a tecnicalidade, mas ou ele também passa a ser investigado pelo STJ, junto com o antecessor, ou vai para a Justiça comum, onde, atenção!, as coisas podem ser muito, mas muito lentas.

Uma coisa é certa e é o que queria o PT: o inquérito que diz respeito a Agnelo sai do STF.

Por Reinaldo Azevedo
Por que o sucessor de Orlando Silva não pode ser do PCdoB. Ou: Eis a velha “moral” justificadora de crimes


O problema do Ministério do Esporte não é a pessoa do ministro Orlando Silva, ainda que ele não pareça especialmente competente. O problema do Ministério do Esporte é o que o PCdoB fez com ele, transformando-o num aparelho, que é o que costumam fazer as esquerdas no poder.

O aparelhamento partidário se estendeu à rede de ONGs e é comprovadamente incompetente. Quem quer que assuma vai ter de desmontar essa máquina. É prudente entregar a missão a um quadro do próprio partido, como o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP)? Só se Aldo estiver disposto a ser o Krushev do Ministério do Esporte, mas acho pouco provável. Os comunistas do Brasil ainda não aceitaram o Krushev original…

Gosto do deputado Aldo Rebelo. Até onde sei, ele é uma pessoa séria. Foi um bom presidente da Câmara e teve a coragem de enfrentar desafios importantes no caso do Código Florestal. Por isso mesmo, para usar uma imagem cristã, deveria manter afastado esse cálice. O risco de que não consiga moralizar a máquina e de que a sua própria reputação seja enredada pela lambança criada pela dupla Agnelo Queiroz-Orlando Silva é imensa.

“A nossa moral e a deles”
Lula viajou outro dia com Dilma Rousseff. O ex-presidente, que havia convocado o partido e Orlando Silva a resistir, estava jururu, um tantinho deprimido. É que ele achava que o PCdoB não pode ser tratado como um partido qualquer. Partido qualquer, para o Babalorixá de Banânia, é o PMDB, por exemplo. Wagner Rossi e Pedro Novais foram despachados sem velas nem lágrimas. Partido qualquer é o PR. Alfredo Nascimento foi defenestrado sem manifestações de pesar.

Mas um comunista do Brasil? Ah, aí se convoca na memória o mito fundador da esquerda. O que quero dizer com isso? Leiam o estatuto do PCdoB, cuja ética, nesse particular, é idêntica à do PT. O objetivo declarado dos partidos que se dizem de esquerda não é servir à nação e aos brasileiros. Sua primeira tarefa é construir “o partido”. Porque é “o partido” que vai construir o futuro. Entenderam? Se esse partido conhece a forma e o conteúdo do porvir, tudo o que se fizer para fortalecê-lo é bom; tudo o que não concorre para a sua grandeza é ruim. É a essência daquela formulação de Gramsci (não estou dizendo que Gramsci tenha inspirado o PCdoB; estou apenas lembrando alguém que sintetizou a ética esquerdista), segundo quem o partido deve se impor como um “imperativo categórico”.

Não custa lembrar a passagem de novo. Gramsci chama “o partido” de “Moderno Príncipe”:
“O Moderno Príncipe, desenvolvendo-se, subverte todo o sistema de relações intelectuais e morais, uma vez que seu desenvolvimento significa, de fato, que todo ato é concebido como útil ou prejudicial, como virtuoso ou criminoso, somente na medida em que tem como ponto de referência o próprio Moderno Príncipe e serve ou para aumentar o seu poder ou para opor-se a ele. O Moderno Príncipe toma o lugar, nas consciências, da divindade ou do imperativo categórico, torna-se a base de um laicismo moderno e de uma completa laicização de toda a vida e de todas as relações de costume”.

Está tudo dito aí. A SOCIEDADE É QUE NASCE DO PARTIDO, NÃO O PARTIDO DA SOCIEDADE, entenderam? É evidente, e isto é muito importante, que os próprios esquerdistas, no íntimo, não levam mais essa porcaria totalitária a sério. No dia-a-dia, o que vemos é essa gente se locupletar como qualquer outra. Mas eles fingem, até para si mesmos, que O SEU ROUBO É MORALMENTE SUPERIOR AO ROUBO DOS OUTROS. É por isso que não se vertem lágrimas para larápios de legendas ditas “conservadoras” ou “de direita”. Vejam ali: se é para o bem do partido, o crime deixa de ser crime.

Essa gente pretende fingir que a demissão de um comunista ou de um petista representa, realmente, uma agressão ao projeto de “libertação do povo”. Uma ova! Para o brasileiro que trabalha e estuda, que estuda e trabalha; para o brasileiro que arca com uma das cargas tributárias mais elevadas do mundo; para o brasileiro que suporta um dos estados mais incompetentes e perdulários do mundo; que diferença faz se o sujeito rouba para encher a própria pança ou a pança do partido?

Por incrível que pareça, a cada vez que o passado de suposto martírio e heroísmo da esquerda é relembrado com o ânimo da reparação — sim, a “Comissão da Verdade” é um desses episódios —, usa-se um passado de suposta superioridade moral para justificar os roubos do presente. Enquanto houver um partido ou um grupo que acredita ter direito a uma moral exclusiva, diferente daquela “pequeno-burguesa”, o caminho para a roubalheira supostamente ética estará aberto.

Volto ao início
Quem quer que assuma o Ministério do Esporte tem como tarefa desmontar a rede de pilantragens criadas pelo PCdoB. É uma questão institucional, não partidária. Aldo teve uma trajetória reta até agora. Seria uma estupidez sacrificá-la em nome do partido que, idealmente, segundo a moral comunista, é a fonte dessa retidão.

Por Reinaldo Azevedo
Da coluna  Direto ao Ponto, de Augusto Nunes:

O despejo do ministro não basta. É preciso desativar a Casa da Moeda do PCdoB

Consumado neste fim de tarde, o despejo de Orlando Silva não basta. Se o companheiro que compra até tapioca com cartão corporativo for substituído por outro comunista do Brasil, será preservado o esquema que transformou o Ministério do Esporte na Casa da Moeda do PCdoB.  Ele é só o rosto mais conhecido na multidão de militantes envolvidos em patifarias que começaram com Agnelo Queiroz e assumiram dimensões delirantes com o demolidor do Segundo Tempo. Prosseguirão, com diferentes truques e formatos, caso a vaga no primeiro escalão seja preenchida por outro camarada.

Os Estados Unidos não têm um Ministério do Esporte. A maior potência olímpica do planeta tem uma política esportiva definida e consistente, que se fundamenta na descoberta e formação de atletas em colégios e universidades. O Brasil tem um Ministério do Esporte que só tem um partido e jamais esboçou uma política esportiva que mereça tal nome. A única diretriz conhecida é que confere prioridade absoluta ao esporte de alto rendimento. Nesse campo, os patrocínios são muito mais generosos e as parcerias, bastante lucrativas. Coerentemente, o secretário nacional de Esporte de Alto Rendimento é Ricardo Leyser.

Coordenador da comissão organizadora dos Jogos Pan-Americanos de 2007, foi ele o principal arquiteto do monumento à gastança contemplado pela medalha de ouro em salto do orçamento, superfaturamento de notas fiscais, licitações fraudulentas e convênios bandalhos. Estava em Guadalajara ao lado do ministro quando chegou a notícia de que a edição de VEJA reafirmaria que, para os farsantes, sábado costuma ser o mais cruel dos dias. Na segunda-feira, depois de qualificado de “bandido” por Orlando Silva, o PM João Dias Ferreira devolveu o insulto com uma nota que acabou por ampliar o prontuário de Leyser.

“E se tu não deves nada”, perguntou João Dias a Orlando Silva num trecho, “por que mandou seu secretário nacional Ricardo Leiser tentar me localizar na sexta-feira, quando soube da matéria, o que ele queria comigo? Fazer mais um daqueles acordos não cumpridos?” O único erro é o i no lugar do y de Leyser, que tentou escapar do flagrante com uma réplica irônica: “Como eu o procurei se estou em Guadalajara? Por teletransporte?”  A frase lhe custou uma internação no Sanatório Geral, justificada pela suspeita de que Leyser ainda não foi apresentado a um invento batizado de telefone.

Os leitores da coluna conhecem a figura desde outubro de 2009, recorda o post reproduzido na seção Vale Reprise com o título “O prefeito que governa de joelhos e o ‘senhor executivo” descoberto por Orlando Silva”. O “senhor executivo”, com aspas, é Ricardo Leyser. Um senhor delinquente, sem aspas.

(por Augusto Nunes)

ENEM: FERNANDO HADDAD ESTRELA NOVO VEXAME. MERECE IR PARA A RUA TAMBÉM


E a prova do Enem vazou de novo. E, de novo, sob as barbas — ele deve ter alguma, apesar daquele ar gugu-dadá — do ministro da Educação, Fernando Haddad, o incompetente mais superfaturado da Esplanada dos Ministérios.

Ainda volto ao assunto. Mas essa jornada do Enem custou os tubos, mais de R$ 400 milhões. Imaginem só: alunos de uma escola de Fortaleza tiveram acesso a questões duas semanas antes. Aí o MEC vem a público para dizer: “Ah, mas foram só nove…”

Se Haddad fosse médico, teria inventado a meia-gravidez.

Se Haddad fosse físico, faria dois corpos ocupar o mesmo lugar no espaço.

Se Haddad fosse químico, conseguiria reverter o resultado de uma reação.

Se Haddad fosse um lógico, o efeito viria antes da causa.

Haddad acha que o vazamento de “apenas” nove questões — se forem apenas nove — prova que as outras 171 estavam em segurança. Com aquele ar conservado a lustra-móveis, é bem capaz de dizer que o índice de sigilo é bom: 95%!!!

Lula o quer candidato a prefeito de São Paulo pelo PT. Dilma também. No caso dela, desconfio que seja para se livrar desse incompetente enfatuado.

Já não basta a prova do Enem se caracterizar, na área de humanas, por uma formidável coleção de bobagens pretensiosas e ideologicamente orientadas. É preciso somar a safadeza à mistificação.

E que fique claro: ISSO TAMBÉM É CORRUPÇÃO! E do pior tipo. Porque está diretamente relacionada com a vida de milhões de jovens brasileiros.

Quando Haddad afirmou, certa feita, que Stálin matava com mais ética do que Hitler, eu exortei: “Fora, Haddad!” E o faço de novo.

FORA!!!

Por Reinaldo Azevedo

Enquanto isso, Haddad, o incompetente enfatuado, luta para ser candidato…

Leiam o que informa Bernardo Mello Franco e Vera Magalhães, na Folha:
Aliados do ministro Fernando Haddad (Educação) perderam a fé num acordo no PT e começaram a armar uma ofensiva para disputar no voto a chapa do partido à Prefeitura de São Paulo. Apesar da pressão do ex-presidente Lula sobre os outros quatro pré-candidatos, o grupo já admite que a chance de ungir o prefeitável sem prévias se tornou remota. Por isso, Haddad se submeterá a um intensivo de campanha e promoverá ato para reunir até 4.000 pessoas no próximo dia 12, a duas semanas da eleição interna. O evento será na Quadra dos Bancários, palco tradicional de comícios petistas em São Paulo.

“Temos que por a tropa para cima. Precisamos nos preparar para a prévia”, diz o vereador Chico Macena, um dos articuladores do ministro. O grupo de Haddad avalia que a hipótese de desistência de sua principal adversária, a senadora Marta Suplicy, ficou mais distante. Diante das pressões para sair do páreo, ela resolveu fazer o contrário: acelerar a campanha interna. Depois que a Folharevelou que seus aliadoss pretendiam fazer um apelo para que desistisse, na semana passada, Marta cancelou reunião com eles, passou a recolher assinaturas de apoio e a confirmar a presença em debates e entrevistas em aberto.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

A DESCULPA RIDÍCULA DE FERNANDO HADDAD, O INCOMPETENTE QUE PREFERIU NÃO DAR AS CARAS

Fernando Haddad, para variar, não deu as caras. Já o comparei com aquele garoto da propaganda que não suja o shortinho. É só acontecer algum problema em sua pasta, ele desaparece. Trata-se do ministro mais superfaturado da Esplanada. Luiz Sérgio, da Pesca, é mais apreciável. Como não deve trabalhar um décimo, pode-se dizer que rende dez vezes mais, entendem? No dia em que não fizer nada, terá produtividade máxima. Haddad é buliçoso! Gosta de se mostrar operoso! Nele, só a arrogância concorre com a incompetência. Como é regra no PT, este senhor põe o país num dilema: deve seguir a lei e causar transtornos para milhões de estudantes, ou se deixa a lei pra lá?

A explicação do MEC para o novo vazamento da prova do Enem é ridícula. Segundo disse, o Inep faz uma espécie de pré-teste com alguns estudantes para saber se determinadas questões funcionavam ou não. Algum desses pré-testes teriam vazado e acabaram integrando o banco de questões do Colégio Christus, de Fortaleza! Uau! É uma justificativa que parte da suposição de que os outros são idiotas. Assim, diz Haddad, apenas as provas aplicadas naquela escola devem ser canceladas!

A desculpa é esfarrapada. E, ainda que fosse verdadeira — notem bem! —, já estaria caracterizado o vazamento. Ora, o tal pré-teste, se existe, deveria avaliar questões semelhantes, jamais idênticas — justamente para se precaver de um… vazamento! Mas é evidente que isso é só uma desculpa de última hora. O fato é que o valente gastou quase R$ 400 milhões para fazer a prova em 2011 (contra R$ 128 milhões no ano passado), e o resultado está aí.

Alguns estudantes ficaram bravos comigo. “Como você pode defender o cancelamento do Enem? E a gente?” Ora, meus caros, VOCÊS JÁ FORAM LESADOS. É claro que essa prova vazou. ATÉ PORQUE SE SUPÕE QUE, TENDO HAVIDO PRÉ-TESTE, MUITAS QUESTÕES FORAM RECUSADAS. O Christus, inspirado pelo Espírito Santo, conseguiu selecionar justamente questões aprovadas? O protesto contra mim começou em casa. Uma das minhas filhas está no segundo ano do ensino médio e acertou 80% das questões. Ela também não quer fazer outra prova — aliás, estuda muito, nem tem tempo pra isso. Mas fazer o quê?

O Enem hoje serve para que estudantes escolham vagas em universidades públicas. É a federalização do vestibular — um vestibular, diga-se, de péssima qualidade, inepto, especialmente na área de língua portuguesa e humanidades. O vazamento da prova indica que um grupo selecionado de estudantes competiu com os demais em condições desiguais.

O que Haddad está tentando, bom petista, é algo como nunca antes na história destepaiz: quer nos fazer crer que o vazamento decorre do excesso de zelo do MEC, preocupado em testar a viabilidade de suas questões.

Não há “Alternativa C”: ou a prova é cancelada (Alternativa A), ou, mais uma vez, um petista sapateia sobre a Constituição (Alternativa B).

Por Reinaldo Azevedo

Um governo incompetente - Infraero investiu só 4% do previsto no Galeão


Por Flávia Milhorance e SelmaSchimidt, no Globo:
Números da União revelam que boa parte dos R$ 650 milhões de investimentos anunciados ainda está no ar e não pousou no Aeroporto Internacional Tom Jobim. Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) e da portaria 23/2011 do Ministério do Planejamento, obtidos pelo gabinete do deputado Otávio Leite (PSDB/RJ), mostram que, de 2008 e até agosto deste ano, dos R$ 452.088.588 de dotação para compra de equipamentos e obras nos dois terminais de passageiros, apenas R$ 96.681.679 (21%) foram efetivamente usados. Em relação a 2011, a situação é ainda pior: da dotação atual de R$ 163.333.797 para investir nos terminais 1 e 2, somente R$ 7.080.910 (pouco mais de 4%) foram gastos até 31 de agosto.

Para investir nos aeroportos do país, a Infraero tem um orçamento de R$ 2,28 bilhões este ano. No entanto, até 31 de agosto, gastou 17,5% (R$ 388 milhões). Desde sábado, O GLOBO tem mostrado os problemas de infraestrutura do Galeão.

Lentidão de obras preocupa deputado e entidades
Para Otávio Leite, que é membro da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados, o grande problema do aeroporto não é falta de dinheiro, mas sim de gestão. O deputado lembra que a Infraero (empresa que administra os aeroportos do país), já teve cinco presidentes em quatro anos: “A Infraero continua tendo recursos. Mas a empresa se mantém sem velocidade para executar as obras que planeja. Não houve avanços, apesar de o Rio ter sido escolhido para sediar vários eventos mundiais. O modelo de gestão da Infraero tem se mostrado ineficiente”, diz Leite, lembrando que o Galeão ficou de fora do primeiro pacote de aeroportos a serem concedidos à iniciativa privada (Guarulhos, Viracopos e Brasília).”O Tom Jobim entrou num labirinto administrativo e não há possibilidade de serem apresentadas outras soluções.”
(…)

Por Reinaldo Azevedo

A “Começão” da Verdade

Foi aprovado ontem no Senado, como vocês viram, o projeto de lei que cria a Comissão da Verdade, que investigará e narrará violações a direitos humanos entre 1946 e 1988. Dilma deve escolher os sete conselheiros até dezembro. Esse negócio de “1946″ é cascata. Podem inverter os algarismos: 1964. Mais: duvido que se investiguem também os crimes dos grupos terroristas. Teremos uma comissão encarregada de inventar uma história oficial. E acham isso o “ó” do borogodó da democracia.É a “começão” da verdade!

Aliás, o PCdoB deve constituir parte importante dos trabalhos por causa da guerrilha do Araguaia. Certo! Por mim, que se conte tudo! Nomeados os titulares, eles devem apresentar em seis meses um plano de trabalho e, depois, terão mais dois até apresentar o relatório final. Contarão com o auxílio de outros profissionais, pesquisadores etc.

Deixem-me ver: até junho ou julho do ano que vem se monta a rede, o trabalho começa, e se entrega o relatório em meados de 2014, ano eleitoral. A partir de meados do segundo semestre do ano que vem, já começam os vazamentos sobre os muitos heroísmos da esquerda, que, como se sabe, tentou salvar a democracia no Brasil por meio da luta armada de viés comunista, certo?  Os comunistas sempre foram muito bem-sucedidos em implantar regimes democráticos por meio da guerrilha, né? Tenham paciência!

A roubalheira cheia de altanaria moral das esquerdas, hoje em dia, decorre desse passado supostamente heróico. Por que não toleraríamos as falcatruas do PCdoB hoje em dia, gente? Pô, seus antecessores ideológicos já tentaram “salvar a democracia” de trabuco na mão!

A mistificação e a mistificação do passado, em qualquer país do mundo, só servem para alimentar oportunismos presentes. Pronto! Escrevi. É isso.

Quando é que se vai criar uma Comissão da Verdade para identificar os ladrões de dinheiro público?

Por Reinaldo Azevedo

Requião e o supositório

Sempre elegante

Na semana passada, Roberto Requião encontrou Ana Amélia Lemos no Túnel do Tempo do Senado. Lá pelas tantas, a conversa enveredou pelas impressões de Requião sobre a violência e o calibre das armas. Com a elegância característica, Requião surpreendeu Ana Amélia ao desmerecer a potência do calibre 32:

– Calibre 32 é revólver para meter medo em covarde. O meu pai usava para colocar supositório em criança.

Por Lauro Jardim



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Blog Reinaldo Azevedo

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