A exploração política da doença de Lula já começou! E, como sempre...

Publicado em 01/11/2011 09:10 575 exibições
do blog de Reinaldo Azevedo, em veja.com.br

A exploração política da doença de Lula já começou! E, como sempre, acusam os outros de recorrer aos métodos que eles próprios empregam

Que coisa!

O PT e os petistas não conseguiram manter o decoro no caso da doença de Lula por mais de um dia. O mesmo aconteceu com a então candidata à Presidência, Dilma Rousseff, em 2009. NEM POR ISSO NÓS VAMOS MUDAR A NOSSA CONDUTA. Justamente porque somos decorosos com Lula e com o Brasil, cumpre torcer para que ele se recupere, mas é um dever apontar a exploração política que já está em curso. Não adianta! Eles não se emendam mesmo. Nesta segunda-feira, a mitologia luliana resolveu engolfar, a uma só tempo, FHC e o Papa Bento 16, ainda que por motivos distintos. Não só isso: confundem, mais uma vez, transparência com propaganda.

CALEM A BOCA, PETRALHAS E LARÁPIOS A SOLDO! Eu sei como vocês trataram a doença de Mário Covas. Está aqui. Vocês arrancaram sangue de um doente em praça pública. Tentaram linchá-lo fisicamente mesmo, obedecendo ao comando de um “chefe de quadrilha. E EU, DE FATO, ACHO QUE LULA MERECE RESPEITO, COMO QUALQUER DOENTE!

CALEM A BOCA, PETRALHAS E LARÁPIOS A SOLDO! Eu sei como o porta-voz de Lula na Internet tratou as “bolotas na cabeça” deste escriba. Está aqui. Não tentem fazer de conta que vocês não têm história. Aliás, têm mais do que isso: trata-se de uma folha corrida. E EU, DE FATO, ACHO QUE LULA MERECE RESPEITO, COMO QUALQUER DOENTE!

CALEM A BOCA, PETRALHAS E LARÁPIOS A SOLDO! Eu sei como eu tratei a doença de Dilma Rousseff e qual foi a recomendação que passei aos leitores em post do dia 24 de abril de 2009. Está aqui. Quando a manipulação descarada começou, então fiz a crítica política necessária, da qual não abrirei mão, podem espernear à vontade. E EU, DE FATO, ACHO QUE LULA MERECE RESPEITO, COMO QUALQUER DOENTE!

CALEM A BOCA, PETRALHAS E LARÁPIOS A SOLDO! Eu sei como eu tratei a doença de Lula e qual a recomendação que passei aos leitores em post do dia 30 de outubro. Está aqui. Agora que a manipulação descarada começou, então farei a crítica política necessária, da qual não abrirei mão, podem espernear à vontade. E EU, DE FATO, ACHO QUE LULA MERECE RESPEITO, COMO QUALQUER DOENTE!

Ainda que o próprio ex-presidente não tenha se manifestado, uma azeitada estrutura de comunicação já foi mobilizada para mesmerizar os espíritos. O decoro que não sabem demonstrar diante do sofrimento alheio também não lhes é particularmente caro quando eles próprios são os doentes. Num caso, tentam quebrar os dedos de quem se agarra em algum fio de esperança; no outro, preparam a narrativa do herói, como em Camões: “os que se vão da morte libertando”.

Não será com o meu silêncio! De modo nenhum!

Lula e o papa
Ontem, algo de inusitado e patético se deu, embora haja método no procedimento. A assessoria de Lula divulgou uma nota em que se informava que o Papa Bento 16 manifestara preocupação com a saúde do ex-presidente, anunciando que o incluiria em suas orações. E como isso teria acontecido? O novo embaixador brasileiro no Vaticano, Almir Barbuda, foi entregar, como de praxe, suas credenciais a Bento 16, que é, afinal, também um chefe de estado. Sem jamais desconfiar de que o papa não estivesse sendo sincero, é evidente que Sua Santidade atendeu também aos rituais da boa educação e do decoro ao expressar sua preocupação.

Deseducada, mas muito “profissional”, foi a assessoria de Lula. Se e quando o papa quer externar votos e preocupações, ou o faz de própria voz ou mobiliza as instâncias oficiais do Vaticano. A assessoria política do ex-presidente transformou uma cordialidade, ainda que certamente sincera, numa grande evento. Outros chefes de estado se manifestaram, fomos todos informados e tal. Mas a nota ficou reservada ao papa: a rigor, é o único homem no mundo que Lula julga quase — notem bem, “quase” — à sua altura. Ele o vê abaixo, é claro! Por que digo isso?

Bem, queridos, porque tenho memória. Só melhora com o tempo, o que é uma bênção. Quando o papa esteve no Brasil, em maio de 2007, foi alvo de grosserias inomináveis. José Gomes Temporão, então ministro da Saúde, censurou Bento 16 porque o líder máximo da Igreja Católica havia dado apoio a bispos mexicanos que haviam prometido excomungar políticos que apoiassem o aborto. Vocês entenderam direito: um ministro decidiu dar um pito em Sua Santidade porque se pronunciara sobre temas católicos em outro país. Isso ainda foi pouco. Vera Machado, a então embaixadora do Brasil no Vaticano, concedeu uma entrevista coletiva sobre o encontro quase privado de Lula com Bento 16 (por alguma razão até hoje secreta, Marisa Letícia participou da audiência de dois chefes de estado…). E qual foi o mote de Vera? “Lula reafirmou ao papa que o estado é laico no Brasil”. Que vergonha! Como se Bento 16 não soubesse disso; como se estivesse no Brasil com o objetivo de transformar o país numa teocracia, a exemplo da iraniana — que o Apedeuta admira tanto…

Assim, como se nota, Lula vê no Santo Padre a figura pública mais próxima daquilo que ele próprio acredita realmente ser: um líder mundial, ancorado numa estrutura de estado, mas com uma autoridade espiritual que chega a todos os cantos da Terra. Sendo assim, sua assessoria não viu mal nenhum em transformar palavras cordiais numa espécie de “Carta à Roma e ao Mundo”…

FHC, Lula e o SUS
Depois de participar de um debate no instituto que criou (iFHC), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso falou sobre a cobrança nas redes sociais para que Lula se trate no SUS. Não entendi se respondeu à pergunta de um petista infiltrado ou se atendia a uma, sei lá, “auto-infiltração”. Disse não concordar com a tese e ver nela um certo “recalque”… Recalque? Tucanos costumam ser tão hábeis para defender petistas quanto são petistas para atacar tucanos. Não sei se me fiz entender…

Já escrevi a respeito. Afirmei que não apoiava esse tipo de manifestação porque não se pode responsabilizar este ou aquele políticos em particular pelas dificuldades da saúde pública. Sem contar que Lula é rico e pode pagar a conta do Sírio-Libanês — não hipótese de que pague. Mas também deixei claro, e reitero!, que nada há nessa frase de ofensivo, preconceituoso, abusivo ou “recalcado”. Ninguém está dizendo que Lula não merece o Sírio-Libanês porque foi operário. É a sua afirmação já tornada histórica sobre a saúde pública que conta: “Está próxima da perfeição”, ele disse. Não só isso: quando a CPMF caiu, e mesmo antes, foi ele quem afirmou que os políticos queriam acabar com o imposto porque não estavam nem aí para os pobres, já que se tratavam em hospitais particulares. Eu tenho memória. Há quem não tenha. Se o próprio Lula podia fazer esse juízo sobre os outros, por que não podem dizer o mesmo sobre ele? A resposta possível é inaceitável: porque ele é Lula, e os outros não são.

Reitero! Não concordo com o mérito.  Mas ninguém comete grosseria nenhuma ao fazê-lo. Ao contrário: A QUESTÃO SERVE PARA DEMONSTRAR A PENÚRIA DO SISTEMA PÚBLICO, NÃO? Fosse ele realmente “próximo da perfeição”, Lula, é fato, não precisaria recorrer a um hospital privado. Gilberto Dimenstein disse outra dia sentir vergonha dos leitores que fazem essa pregação. Eu sinto vergonha da vergonha de Dimenstein e da saúde no país. Considerar essa sugestão uma “grave agressão” ao ex-presidente demonstra que Lula está acima do papa porque já é santo!

Fotos padrão Benetton
Considero que Lula fez bem em tornar pública a sua doença — até porque, convenham, não teria como ser escondida. Fosse ele um ex-presidente como havia prometido ser, talvez… Mas cumpre não confundir propaganda com transparência. São domínios diferentes. Digam-me cá: a que propósito atende esta foto de Ricardo Stuckert, fotógrafo oficial da Presidência da República, com essa estética meio “United Colors of Benetton”, à moda Oliviero Toscani?

lula-no-hospital

Calma lá! Lula não é mais homem de estado. Agora é um indivíduo apenas, um ex-presidente, e não há nada de “transparência” nessa história porque ele não nos deve satisfações por seus atos. Não o sendo, estamos diante de uma forma de propaganda que busca, ainda uma vez, alimentar o mito. E poucas coisas são tão, vamos dizer, comoventes quanto o herói que a tudo supera flagrado num momento de fragilidade.

Neste blog, continuaremos a defender que a doença não deve ser submetida à rinha política mesquinha. Aliás, eu critiquei até alguns bananas que tentaram responsabilizar Lula pelo próprio mal, não é mesmo? Somos contra qualquer forma de manipulação, venha de onde vier. Mas nos opomos também à censura. Eu ainda não entendi, embora não concorde com a proposta, por que é um “ataque”, como sustenta reportagem de hoje da Folha, sugerir que Lula vá se tratar no SUS. Ou por que seria coisa de “recalcados”, como afirmou FHC.

Os que sustentam esse ponto de vista certamente não estão sendo demofóbicos, certo? Todos eles amam o povo. Vai ver é o baixo padrão do serviço que soa como como ofensa.

Para encerrar mesmo
Querem fazer uma aposta? O câncer de Lula vai gerar uma forte onda contra o tabagismo. Ok. Fumar não é mesmo coisa que preste! Mas já está decidido que será uma ofensa pessoal mostrar como são tratados os pacientes de câncer no SUS! Vale dizer: a campanha que vai culpar o doente pela própria doença vai prosperar; a que poderia debater uma política pública de saúde passou a ser considerada politicamente incorreta pelos petistas e por seus esbirros na imprensa.

Continuem decorosos, meus leitores! Sobrou para nós essa tarefa. E nós podemos cumpri-la a contento. Como sempre! E dizendo sempre o que tem de ser dito.

Por Reinaldo Azevedo

01/11/2011

 às 6:29

Decisão do juiz sobre Enem é a pior possível: consagra o vazamento, pune quem teve e quem não teve acesso às questões, beneficia quem errou mais e prejudica quem mais acertou

Eu sei que muita gente vai ficar brava com o que vou dizer, mas fazer o quê? Ossos do ofício! A única decisão que me parece sustentável no caso do Enem é cancelar o exame em todo o país. Por quê? Por uma questão de princípio: houve vazamento. E, portanto, a igualdade entre os candidatos já foi para o ralo. Aliás, nunca antes na história destepaiz se viu um vazamento tão bem caracterizado, tão bem documento, tão evidente.

Se o juiz Luís Praxedes Vieira da Silva resolveu ignorar a questão de princípio, então optou por uma estratégia que, na intenção, parece buscar uma espécie de redução de danos, anulando apenas aquelas questões que tinham sido antes aplicadas no colégio Christus, de Fortaleza. Ele opera com um critério, a saber: o problema foi localizado naquela escola.

Muito bem! Então me expliquem que sentido faz punir igualmente os que tiveram e os que não tiveram acesso prévio às 13 questões (na verdade, foram 14). Alguém dirá: “Ah, mas punição mesmo é só para os estudantes daquela escola; afinal, eles devem ter acertado todas…”. Em primeiro lugar, não dá para ter a certeza disso; em segundo lugar, há alunos Brasil afora que também acertaram todas — a minha filha, por exemplo, errou apenas uma — e que não tiveram acesso prévio ao exame.

Ora, meu caro juiz, se o senhor parte da premissa — que a mim é falsa em princípio, mas vá lá — de que o vazamento se restringiu ao Christus e de que ele se atém àquelas 13 questões (são 14!), então a única decisão razoável seria anulá-las apenas naquele colégio. Enquanto, para o resto do Brasil, os 100% da prova seriam 180 questões, para a turma do Christus, seriam 167.

Mais: o senhor acaba de criar injustiça entre os inocentes, quando não uma inversão exótica. O meritíssimo se deu conta de que, para ficar nos dois extremos, quem errou todas saiu ganhando e quem acertou todas saiu perdendo?

Digo que a decisão do juiz é a pior possível porque:
a) consagra o  vazamento como parte do jogo, a exemplo do que pretendia Fernando Haddad;
b) pune tanto quem teve acesso prévio às provas como quem não teve;
c) privilegia o aluno que errou mais e prejudica o que mais acertou.

“Mas e anular a prova, Reinaldo, não seria também punir todo mundo?” Seria certamente um dissabor coletivo, mas se estaria resguardando o princípio da igualdade perante a lei e da moralidade. O princípio fundamental de um concurso, que é o sigilo das questões para garantir a igualdade entre os concorrentes foi fraudado.

Por Reinaldo Azevedo

01/11/2011

 às 6:27

USP – Não há divisão nenhuma! Maioria quer polícia no campus

Uma reportagem sobre a USP na Folha desta terça começa assim:
“Dois atos marcados para hoje ilustram como a comunidade da USP está dividida em relação à presença da Polícia Militar no campus. De um lado, às 17h, um evento organizado por redes sociais pretende reunir estudantes que apóiam a PM. De outro, no mesmo horário, estudantes que invadiram um prédio da FFLCH convocaram uma assembléia para decidir se devem ou não deixar o local.”

A palavra é forte, mas não há outra: é MENTIRA! A USP não está dividida coisa nenhuma! A esmagadora maioria dos alunos é favorável à presença da PM. Quem se opõem são as correntes minoritárias de extrema esquerda, que reúnem alguns gatos-pingados entre os alunos, e a direção do Sintusp, também dominado por sectários. Além dos traficantes.

Quem provocou o confronto com a polícia, aliás, foi o sindicato. Ontem, a Congregação da FFLCH se reuniu e criticou a presença da PM no campus, afirmando que ela “extrapólou”. É uma ignomínia, um acinte à verdade, uma mentira descarada. A POLÍCIA FOI AGREDIDA POR BANDIDOS!

Manifestações
Uma das Malfaldinhas uspianas — publico só o primeiro nome: Amanda — me enviou ontem um comentário, tentando ser desafiadora, como se eu desconhecesse o movimento estudantil:
“Reinaldo, vc viu amanhã vai haver um ato pró-PM na USP? É a vez de por em xeque seu argumento de que são minorias que se manifestam. Pensa: se os que são a favor não passar de 300 na manifestação como ficará o seu recorrente argumento de que na manifestação tinha 600 alunos esquerdistas, o que respresenta 0, 0… da comunidade USP. Pensa!”

Assim como o “pensamento”, a língua em que ela se expressa também é de sua inteira responsabilidade. Vamos ver. Amanda, preste atenção porque eu só vou explicar uma vez. Maiorias e minorias, querida, não se medem entre os que estão nas praças e avenidas da USP, compreende?. O cotejo tem de ser dar entre os que estão nas salas de aula, estudando e se esforçando, e os que estão vagabundeando, tentando fazer a “revolução socialista”, depois, claro!, de comer sucrilho e tomar Toddynho comprados pelo papai reacionário…

A maioria que quer aula — e que assiste às aulas — nem mesmo reconhece o fórum de vocês por uma razão óbvia, correta e legítima: é uma instância manipulada, em que vigora  a vontade da… minoria! Amandinha, em que outro lugar do mundo, por exemplo, gente que se diz marxista ainda domina aparelhos sindicais? Só na USP! Em Pequim, nem sindicatos existem…

Eu não sei se haverá 10, 15, 20 ou 20 mil alunos favoráveis à PM. O que sei, moça, é que a maioria silenciosa quer estudar. E estuda! Até acho uma pena que ela não goste de sair às ruas de vez em quando. Só para que você soubesse o que é, realmente, uma maioria.

Por Reinaldo Azevedo

01/11/2011

 às 6:25

Tereza Cruvinel deixa EBC e ataca conselho

Por João Domingos, no Estadão:
A jornalista Tereza Cruvinel atribuiu a saída dela da presidência da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) à pressão do Conselho Curador, que a ameaçava de impeachment. “A presidente Dilma (Rousseff) me convidou para um segundo mandato”, disse. “Não sou insana. Achei melhor sair, porque não quero ser desqualificada. Assim que conversei com a presidente Dilma, (conselheiros) começaram a falar até em impeachment.”

O que houve, disse a jornalista, “foi uma questão de (disputa de) poder”. Segundo Tereza, que deixou ontem a presidência da EBC e deu lugar ao jornalista Nelson Breve, o conselho não é gestor e não pode querer agir como tal. “Mandar retirar páginas da grade de programação não é seu papel”, afirmou. “O presidente e os diretores não podem ser subalternos ao conselho. Se forem, não haverá independência.”

Tereza disse que sugeriu a Dilma seis mudanças na lei que criou a EBC. Uma delas é redefinir o papel do Conselho Curador. “O conselheiro Daniel Aarão Reis Filho chegou a me dizer: ‘Sua função é trabalhar; a minha é te controlar’, disse Tereza.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

01/11/2011

 às 6:23

Estrutura deficiente é obstáculo para ministérios cumprirem ordem de Dilma de devassar convênios com ONGs

Lembram-se do texto que escrevi ontem afirmando que repasse de dinheiro público para ONGs deve ser simplesmente proibido porque o Estado não tem como acompanhar a sua aplicação? Pois é. Leiam o que informam Por Fábio Fabrini e Roberto Maltchik no Globo:
*
A determinação expressa da presidente Dilma Rousseff de devassar convênios com organizações não governamentais (ONGs) esbarra numa carência crônica do governo que o decreto assinado por ela, sozinho, não resolve: a estrutura de fiscalização dos ministérios para análise das prestações de contas é raquítica, gerando pilhas de casos acumulados. Uma auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) mostra que, conforme a pasta, cada servidor tem de dar conta de mais de 300 processos com prazo vencido.

O TCU levantou o número de funcionários disponíveis para avaliar a regularidade da aplicação das chamadas transferências voluntárias, celebradas pelo governo por meio de convênios e termos de parceria, não só com ONGs, mas com prefeituras, estados e outros entes públicos. Aprovada em novembro de 2011, a auditoria mostrou que havia 1.061 servidores para a função, mal distribuídos.

Só o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia ligada ao Ministério da Educação (MEC), acumulava 15,4 mil prestações de contas, cujos repasses somavam R$ 4 bilhões, sem parecer sobre a regularidade. Havia, pendentes, 173 casos por fiscal. O Fundo Nacional de Assistência Social, de responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, estava em situação pior: 347 casos para cada servidor analisar.

No ranking, surgem em seguida o Fundo Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça (126 processos por funcionário); o Ministério do Turismo (92); a Fundação Capes, do MEC (74); e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia (43).

O levantamento contemplou os 13 órgãos com os maiores passivos do governo, que armazenam 89% dos convênios e parcerias sem análise. Juntos, tinham 44,4 mil processos na prateleira, cujos valores alcançavam R$ 16 bilhões.

O relatório frisa que, devido a falhas do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), o acúmulo pode ser maior. E aponta disparidades. Se em alguns órgãos a pilha de processos por servidor chega às centenas, em outros não passa de cinco, caso do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
(…)

Por Reinaldo Azevedo

01/11/2011

 às 6:21

Dinheiro do Esporte e do DF contratou empresa do PCdoB

Por Leandro Colon, no Aqui:

Dois dirigentes do PC do B receberam recursos públicos por meio de uma empresa de consultoria, a Casa de Taipa Comunicação Integrada. A empresa foi criada para atuar em projetos ligados ao Ministério do Esporte, a pasta que é comandado pelo partido.

Um dos donos da empresa é Júlio César Filgueira, ex-secretário do ministério e filiado ao PC do B. Seu sócio, Oswaldo Napoleão Alves, é também do partido e coordenador do núcleo de ensino e pesquisa da Escola Nacional da legenda comunista.

Em agosto passado, a consultoria dos dois comunistas recebeu R$ 825 mil da Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU). Júlio Filgueira deixou o ministério em outubro de 2009. Em dezembro criou a Casa de Taipa com Oswaldo Napoleão. Em agosto deste ano a empresa foi contemplada com o contrato.

A Casa de Taipa pôs a mão nesse dinheiro ao ser contratada sem licitação para cuidar de um projeto do governador do Distrito Federal, o ex-PC do B e agora petista Agnelo Queiroz. O projeto, com total apoio do Ministério do Esporte, cuida da promoção da candidatura de Brasília para sediar a Universíade de 2017, que são os Jogos Mundiais Universitários - a última edição foi em Pequim, em agosto passado.

Em agosto, Agnelo Queiroz e o secretário nacional de Esporte Educacional do Ministério do Esporte, Wadson Ribeiro, estiveram nos Jogos Mundiais Universitários da China para defender a candidatura de Brasília para 2017. O ministério foi quem bancou, com R$ 2 milhões, a participação da delegação da CBDU no evento de Pequim. Desde 2005, pelo menos R$ 13,5 milhões do ministério foram parar na conta da entidade desportiva.

Por Reinaldo Azevedo

Justiça anula apenas 13 questões do Enem. Não é uma boa decisão!

Por enquanto, está saindo barato, muito barato! A Justiça Federal do Ceará decidiu anular apenas 13 questões do Enem que, comprovadamente, vazaram para alunos do colégio Christus, de Fortaleza. A decisão vale para todos os alunos que fizeram a prova. O MEC já anunciou que vai recorrer. A decisão é do juiz federal Luis Praxedes Vieira da Silva, que se encontrou nesta segunda com Malvina Tuttman, presidente do Inep, o instituto do MEC responsável pelo exame. Mais tarde volto ao assunto, com atenção especial também a esta incrível Tuttman, que concedeu entrevista coletiva nesta segunda e negou que vazamento seja… “vazamento”.

Reflitam um pouquinho sobre a decisão do juiz Praxedes. Se ela não chega ao absurdo pretendido pelo MEC, que queria cancelar apenas a prova dos estudantes do Christus, é evidente que, ao ignorar a questão de princípio (a prova vazou), acabou punindo igualmente os desiguais.

Por Reinaldo Azevedo

31/10/2011

 às 21:13

Esses republicanos são mesmo muito maus!

Meu Deus!

Acabo de ver no Jornal Nacional uma reportagem sobre Herman Cain, o empresário negro que é um dos pré-candidatos republicanos à Presidência dos EUA. Luiz Fernando Silva Pinto falou sobre uma nebulosa acusação de assédio sexual que há contra ele e coisa e tal. Até aí, vá lá…

Mas chocado mesmo fiquei ao descobrir — fiquei boquiaberto!!! — que um de seus apoiadores fuma… CIGARRO!!! Não! Não era Cain fumando, mas alguém que defendia a sua candidatura.

Sim, minha gente!!! Ele teve a ousadia de gravar um vídeo em que aparece dando uma tragada.

Esses republicanos não têm jeito!

Ainda bem que Barack Obama nunca pôs um cigarro na boca! Ufa!!!

Por Reinaldo Azevedo

31/10/2011

 às 20:29

Números provam quem quer PM fora da USP: TRAFICANTES, LADRÕES E SEQÜESTRADORES. Crimes caíram até 93%

Ainda sobre a USP, nunca é demais lembrar o que aconteceu com a criminalidade na universidade depois que a PM passou a atuar dentro do campus. O Estadão publicou a seguinte reportagem anteontem. Leiam. Volto em seguida:

Por Luísa Alcade:
A Polícia Militar fez um levantamento comparando dados de criminalidade de 80 dias antes do assassinato do estudante Felipe Ramos de Paiva, em maio, com os 80 dias subsequentes, descontando o mês de julho, em razão do recesso escolar. Depois do assassinato de Felipe e com a presença de policiais no campus, os furtos de veículos caíram 90% (apenas dois casos foram registrados, ante os 20 anteriores). Já roubos em geral passaram de 18 para 6, uma redução de 66,7%. Roubos de veículos caíram 92,3%, passando de 13 para 1.

Outros dois crimes que tiveram redução foram lesão corporal, que caiu de nove para dois casos (queda de 77,8%), e seqüestro relâmpago, de 8 para 1 (redução de 87,5%). Os dados estão em boletins de ocorrência registrados nas delegacias do entorno da Cidade Universitária.

Dos 103 boletins de furtos registrados depois da morte ante os 107 do período anterior, apenas 20 ocorreram em via pública, sendo 19 no interior de veículos, dos quais em 12 o objeto visado foi o estepe do carro. O outro furto foi de uma placa de veículo. Os outros 83 casos aconteceram no interior das unidades, onde a PM não entra. Nesses locais, a competência de garantir a segurança é das empresas privadas de vigilância, contratadas pelas próprias unidades, ou da Guarda Universitária da USP.

Voltei
Os números deixam claro quem quer a PM fora da USP: OS TRAFICANTES, OS SEQÜESTRADORES, OS LADRÕES. Releiam o trecho em negrito. O crime cresce onte a PM está proibida de atuar.

Eu sei o que falta àquela escória que invadiu a administração da FFLCH: PM!!!

Por Reinaldo Azevedo

31/10/2011

 às 20:15

Alunos da FFLCH da USP são reféns das disputas entre os petistas e a extremíssima esquerda. Se diretora não pediu reintegração de posse, incorreu, entendo, em improbidade administrativa

Qual é a natureza da batalha que se trava na USP, à qual  fica alheia a esmagadora maioria dos mais de 80 mil estudantes, que não quer conversa com a escória? Há um braço-de-ferro permanente entre a extremíssima esquerda que atua na universidade e os petistas, hoje uma esquerda moderada — nada mais do que “um bando de pelegos” e “vendidos ao capital”, segundo acusam os sectários. Assim, as minorias delirantes — e o Sintusp  pertence a uma delas — tem um primeiro inimigo: esses agora chamados “reformistas” do PT. Aqueles se querem “revolucionários”, compreendem?

O Sintusp tem no seu comando pessoas ligadas a um troço — é a melhor palavra! — chamado LER-QI (Liga Estratégia Revolucionária - Quarta Internacional). Em12 de junho de 2009 e 30 de junho de 2010, expliquei o que era essa estrovenga… A gente termina de ler o que eles pensam e se sente no fim do século 19. É isto: eles são a vanguarda do século retrasado. Muito bem! O Sintusp é ligado ainda a uma central sindical chamada CSP-Conlutas (Central Sindical e Popular - Coordenação Nacional de Lutas), cujo objetivo é confrontar o “reacionarismo” da CUT…

Embora os petistas da USP sejam também contra a presença da PM no campus, procuram não combatê-la abertamente porque sabem que a esmagadora maioria da comunidade uspiana é favorável. De certo modo, deixam esse trabalho para seus “amigos/inimigos” mais radicais. Ocorre que, de vez em quando, a coisa foge do controle.

Notem bem: a professora Sandra Nitrini tem o apoio dos petistas da FFLCH. Não endossa os “métodos” da LER-QI e assemelhados, mas também não se coloca como uma defensora aberta da ordem. Não custa lembrar que ela foi até os policiais para interceder em favor dos maconheiros, que portavam uma quantidade da droga que caracterizava tráfico. Por que o fez? Eram, por acaso, menores idade que tinham dado uma fugidinha na hora do recreio? Ela o fez em nome da “autonomia universitária”? Desde quando a autonomia justifica essa postura? As leis que valem no país valem na USP; aquele não é um território soberano. Outros professores também saíram “em defesa” do alunos. O que defendiam e em nome do quê?

Muito bem! A “PeTófila” Sandra Nitrini, chamemo-la assim, já que não sei se é filiada, ainda não entrou, que eu saiba, com um pedido de reintegração de posse do prédio, o que certamente será autorizado pela Justiça, que determinaria à PM a desocupação. Que seria certamente pacífica no que dependesse dos profissionais da corporação. Se atacados, é certo que reagiriam, segundo critérios técnicos de contenção de distúrbios, prendendo a bandidagem.

É o fim da picada que uma universidade pública ainda veja a polícia como se fosse uma “força de repressão do capital” e estivesse ali para, como é mesmo?, “reprimir os trabaliadores“, empregando a linguagem com que aqueles animais brindam a inculta & bela. Sandra já fez média o bastante ao interceder em favor de alunos flagrados cometendo um crime que nada tem a ver com suas atividades acadêmicas. Já foi muito além das suas sandálias — ela e os demais docentes.

A partir de agora, a cada dia que o prédio fica ocupado, prejudicando a vida de centenas de outros estudantes, sem que Sandra faça o que deve fazer, incorre, a meu ver, em improbidade administrativa. A Lei da Improbidade está aqui. Dá para combinar vários artigos. Com a palavra, então, o Ministério Público. Pergunta óbvia: direitos fundamentais dos demais estudantes estão ou não sendo agravados? E a direção, até agora, se queda inerme.

Ou por outra: os estudantes de verdade da FFLCH são hoje reféns da disputa entre o PT e grupelhos de extrema esquerda. E todos, no fundo, tentam se opor à competente gestão do reitor João Grandino Rodas, que quer uma universidade, vejam que absurdo!, voltada para o ensino e a pesquisa!

Esse reitor tem cada uma, né???

Por Reinaldo Azevedo

31/10/2011

 às 19:11

Foi a direção do Sintusp, o ultra-radical sindicato dos servidores da USP, que deu início à baderna

É claro que estou acompanhando o caso da invasão do prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) por um bando que reivindica, na prática, que a Cidade Universitária se torne território livre do narcotráfico. É uma soma de militantes de extremíssima esquerda com “dealers”. Algumas verdades precisam ser ditas. Por que não aqui? É o melhor lugar, não?

1 - Repressão ao consumo de maconha
Não é verdade, INFELIZMENTE, que esteja havendo repressão ao consumo de maconha na universidade. Deveria, mas não está. Se os policiais tentarem deter todos os que puxam fumo livremente no campus, será preciso mobilizar um comboio de várias dezenas de ônibus. Ainda assim, representam uma minoria extrema dos mais de 80 mil alunos.

2 - Grande quantidade
Os alunos detidos foram flagrados com uma quantidade da droga que dava, digamos, para fazer muitos cigarros. E, reitero, houve uma denúncia. Tudo indica que quem denunciou queria criar a confusão.

3 - O fator Sintusp
Os três alunos flagrados já tinham aceitado acompanhar os policiais à delegacia. Até advogado já havia por ali. Sandra Nitrini, diretora da FFLCH, também participava da negociação. Quem iniciou “a resistência” foi o sindicato dos funcionários da USP, o ultra-radical “Sintusp”. Magno Carvalho, diretor da entidade, comandou pessoalmente o espetáculo.

4 - Policiais comedidos
É uma mentira, uma farsa, uma ignomínia, a história de que os policiais foram violentos. Mentira! Atuaram de maneira absolutamente cordial. A corja que tentou impedir a PM de fazer o seu trabalho é que partiu para a briga e que decidiu agredir os soldados.

5 - Evidências
Está a cada dia mais evidente que tudo não passou de uma armação, digna de agentes provocadores, para criar um confronto com a PM que pudesse justificar a palavra de ordem “Fora PM”, como querem os traficantes e como quer a extrema esquerda delirante.

Por Reinaldo Azevedo

31/10/2011

 às 18:33

13 graus em SP em 31 de outubro? Hora de renovar nossos apocalípticos!

Que saco! Em São Paulo, o tal “desequilíbrio climático” — um nome mais, como direi?, “aberto” do que “aquecimento global” porque pode justificar qualquer coisa — pende sempre para um lado só: o do frio!!! Deve fazer uns 13 graus lá fora, um vento gelado da zorra, em pleno 31 de outubro!!!

Se os homens maus não pararem de aquecer o planeta, a gente ainda morre congelado! Pelo visto, do tal desequilíbrio, pra São Paulo, só sobrou o frio. Não é hora de desarquivar as teorias da década de 70 que previam uma nova era glacial, hein???

Precisamos renovar os nossos apocalípticos, pô!

Xiii, lá vem sapatada (de material reciclável, claro!) dos profetas…

Por Reinaldo Azevedo

31/10/2011

 às 18:17

Dilma precisa parar de ser perversa e de demitir patriotas competentes e inocentes!

Cheguei à conclusão de que a presidente Dilma Rousseff é uma mulher má, perversa mesmo, que atua para prejudicar o povo brasileiro. E como é que faz isso? Ora, demitindo ministros competentes e inocentes, o que, convenham, é ruim para o Brasil. Foi a conclusão a que cheguei, mais uma vez, na solenidade de posse de Aldo Rebelo, novo ministro do Esporte. Todos discursam: a presidente, Rebelo e Orlando Silva, que jurou inocência ainda outra vez e foi aplaudido de pé!

Vênia máxima, a soberana estrelou uma solenidade vergonhosa. Estavam todos saudando ali, na prática, o comprovado — PELO PRÓPRIO GOVERNO — desvio de pelo menos R$ 40 milhões, as ONGs de fachada, as empresas de laranjas, o compadrio, o desperdício. Ou bem Dilma falava coisa com coisa, e a Controladoria Geral da República tem de ser demitida, do ministro ao contínuo, ou o poder fez, nesta segunda, o elogio da corrupção.

Nunca vi razão especial para criticar a ação de Aldo Rebelo. Foi um presidente da Câmara competente e equilibrado e teve uma atuação destemida no Código Florestal. Mas hoje fez um discurso ridículo. Afirmou que Orlando Silva, seu antecessor, também do PCdoB, pode ser “mais do que inocente”; talvez seja “vítima das lutas sociais”.

Ou Aldo explica como as lambanças das ONGs no programa Segundo Tempo ajudam os pobres, ou falou uma grande bobagem. Mais adiante, o ministro disse que seu partido não está acima da crítica. Que bom! Mas é onde tentou colocá-lo. Leiam texto do Globo Online. Volto para arrematar.
*
A posse do novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo (PCdoB), a quem a presidente Dilma Rousseff chamou, erroneamente, em duas citações de Aldo Rabelo, transformou-se numa sessão de rasgados elogios ao PCdoB, partido que ocupa o ministério há nove anos e que é alvo de denúncias de desvio de verbas de convênios do Ministério dos Esportes com ONGs. Dilma afirmou que a troca de comando no Esporte não estava em seus planos, mas, por causa da situação criada, teve de fazê-lo. Ela qualificou o trabalho de Orlando Silva à frente da Pasta como “excepcional” e disse que o ex-colaborador tem todo seu respeito.

“Esta cerimônia não estava nos meus planos, nos planos do governo. Muitas vezes somos conduzidos a situações inesperadas que temos de enfrentar. E enfrentar, muitas vezes, com tristeza, mas sempre com coragem e determinação. Foi o que fizemos neste caso sem abrir mão de construir o caminho que escolhemos”, discursou Dilma.

“Ele ganha plena liberdade para restituir a verdade e preservar sua biografia. Orlando Silva não perde meu respeito. Desejo-lhe muito sucesso em sua cruzada pela verdade. Perco um colaborador, mas preservo o apoio de um partido cuja presença no meu governo considero fundamental. O PCdoB tem sido, nos últimos nove anos, um parceiro leal e relevante do nosso projeto nacional de governo e de desenvolvimento”.

Na cerimônia, o novo ministro qualificou o seu antecessor como “mais que inocente” é “vítima”. “Talvez mais que inocente, talvez o senhor seja vítima das consequências da luta social e política.” Aldo disse ainda que seu partido não está acima das críticas nem da fatalidades humanas, mas recorreu aos 90 anos de fundação da legenda para dizer que o PCdoB luta por igualdades. Sobre o que fará no cargo, nada disse. De acordo com o novo ministro, o Programa Segundo Tempo, origem da crise que levou à queda de Orlando Silva, é elogiado internacionalmente. “Nas décadas que o Brasil precisou, ele (o PCdoB) defendeu a democracia e a liberdade.”

A presidente ressaltou que, apesar da mudança de comando, o trabalho do ministério permanecerá na mesma linha. Sem citar a Fifa, ou mesmo o nome do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, que estava presente à cerimônia, Dilma ordenou a seu novo auxiliar que sejam estabelecidas bases claras para a organização da Copa. “Ele tem plenas condições de dar continuidade às políticas prioritárias do ministério que hoje está assumindo e estabelecer, desde logo, relações claras com todos os entes envolvidos na preparação da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos. Aldo Rabelo (sic), como nós podemos perceber por esse plenário, é rico em amigos e companheiros que conhecem seu caráter, suas convicções e seu respeito.”

Encerro
Não, assim não é possível! Já tinha ouvido essa ladainha na demissão de Antonio Palocci; agora, repete-se o padrão na de Orlando Silva. O curioso é que o ministro do PR e os dois do PMDB que deixaram seus respectivos cargos não mereceram tanta deferência. É que eles não são, nominalmente ao menos, de esquerda, né?

São discursos lamentáveis, que remetem a práticas desastrosas para o país. Dilma não precisava disso, não! É claro que eu não esperava que ela execrasse um ex-auxiliar. Há maneiras decorosas de não esmagar um aliado político sem, no entanto, condescender, na fala ao menos, com práticas notoriamente corruptas.

Dilma que mude, então, de postura! Quando a imprensa voltar a noticiar fatos patrióticos como os havidos no Esporte, ela deve chamar o titular da pasta e condecorá-lo com alguma ordem de mérito. Como sugeriu Lula na quinta-feira passada, quem não presta é a imprensa. Os ladrões de dinheiro público são só uma outra maneira, não reconhecida pelos reacionários, de exercitar o patriotismo.

Todos ali, nesta segunda, deram o seu pior ao país. PS - Há, ainda, uma questão que é de fundo institucional.

Por Reinaldo Azevedo

31/10/2011

 às 17:25

Posse do novo ministro do Esporte e discursos absurdos

Terminou há pouco a solenidade de posse do novo ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Todos discursaram: Dilma Rousseff, Orlando Silva (o ex) e o próprio Rebelo. Entendi, dado o conjunto da obra, que a gestão de Silva era tão boa que foi preciso trocar. Tenham paciência! Foi uma soma de absurdos. Volto ao ponto no próximo post. Assim não dá, Soberana!

Por Reinaldo Azevedo

31/10/2011

 às 16:56

Trogloditas fascistóides interrompem reportagem de Monalisa Perrone. Há nisso mais do que voluntarismo cretino

A jornalista Monalisa Perrone, da TV Globo, foi brutalmente interrompida, na porta do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por dois cretinos quando fazia uma reportagem sobre a saúde do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.  Ela tinha acabado de entrar ao vivo, no Jornal Hoje.  Seria só a manifestação demencial de dois idiotas? Não exatamente.

Há, hoje, sobretudo na Internet, ex-jornalistas sustentados por dinheiro público — patrocinados pelo governo federal ou por estatais — que incentivam esse tipo de manifestação. Inventam teorias as mais estapafúrdias para acusar os grandes veículos de comunicação de conspirar contra o governo, o petismo, Lula, Dilma, sei lá o quê… Alguns idiotas caem na conversa. Basta a gente ver o que vai pela rede. Mal sabem que alguns pançudos estão sendo regiamente pagos, ou por órgãos oficiais ou pela concorrência, para promover esse clima de pega-pra-capar.

Aqueles caras não estavam lá por acaso. O vídeo está aqui. Volto em seguida.

Por que promover?
“Ah, Reinaldo, por que promover os caras?” Porque eles podem ser identificados e responder judicialmente pelo que fizeram. Um deles, aquele cuja cara é mais evidente, informa “O Dia” Online, é Thiago de Carvalho Cunha, que já participou de outras manifestações “contra a mídia”.

É coisa de fascistas, que querem impedir na base do grito e da intimidação, o livre exercício do jornalismo. E a Globo, obviamente, é um dos alvos. Eis um bom momento para a reflexão. Um ator contratado da emissora, diga-se, vive fazendo proselitismo “contra a mídia” nos blogs que servem a essa escória, estimulando justamente esse clima. Pertence, na prática, a essa cadeia.  É aquele que, no domingo, concedeu uma entrevista à CBN, do grupo Globo, para falar mentiras sobre o meu blog. Como é mesmo? “Cría cuervos y te sacarán los ojos”…

Comentários
Deixo claro que não publicarei comentários que flertem com esse tipo de comportamento — nem remotamente. E também não aceitarei críticas na linha “Bem feito! Quem manda a Globo etc e tal…?” Nada disso! Nós somos aqueles que repudiam a incivilidade. Ponto! Qualquer comentário que se volte contra as vítimas ajuda os fascistas.

Por Reinaldo Azevedo

31/10/2011

 às 16:07

A única coisa decente a fazer é PROIBIR repasse de dinheiro público para as ONGs

A presidente Dilma Rousseff suspendeu o pagamento às ONGs por 30 dias, prazo que pode ser prorrogável. Caso não haja a regularização da situação, o convênio pode ser suspenso, com conseqüências legais para a entidade etc. e tal. É um passo, mas é muito pouco, quase nada. O onguismo é hoje um dos caminhos empregados para a privatização do Estado, para a ladroagem.

O Brasil é um país cheio de delicadezas e particularidades. Vejam só: temos uma Central Única dos Trabalhadores. Além da “única”, há a CGT, a Força Sindical e outras menos votadas. Há coisa, sei lá, de uns 25 anos talvez, houve uma crise no abastecimento de leite no país e se criou, então, o leite Tipo Único (”Tipo U”, vinha escrito nos saquinhos). Além dele, havia o A, o B e o C… A gente é assim. Há até as leis “que pegam” e as que “não pegam”. Chefe de Poder Executivo faz desagravo a pessoas sentenciadas pela Justiça e acha isso a coisa mais normal do mundo. A que vem este “nariz de cera”, como se diz no jargão jornalístico? À diferença do que ocorre no resto deste vasto mundo, o Bananão inventou a Organização Não-Governamental Governamental: a ONGG.

O que, nos outros países, é sustentado com doações e abriga o voluntariado tornou-se parte dos gastos oficiais, com os capas-pretas das ONGGs devidamente remunerados. O não-governamental, por aqui, é sustentado com dinheiro público, seja por meio da injeção direta de recursos, seja por meio da renúncia fiscal. As ONGGs se tornaram, com as exceções de sempre (claro, claro), ou a ocupação de socialites em busca de uma reputação vagamente humanista ou mais um dos tentáculos do PT. Quando não são as duas coisas, e a tal socialite aparece fazendo discurso socialista…

O que vai acima, em itálico, foi escrito aqui no dia 26 de novembro de 2006, no sexto mês de existência do blog. Há pelo menos uns 15 anos aponto a brutal picaretagem na área.Eu era redator-chefe da revista República, em 1997, e alguém propôs uma reportagem sobre o tal “Terceiro Setor”. Entortei um pouco o nariz, mas vá lá, vamos ver e coisa e tal… Quando começaram a aparecer nomes e fontes, alguns deles eram de notáveis vagabundos, que eu conhecia porque estavam, vamos dizer, no mercado da militância fazia tempo…

Há ONGs honestas? Há, sim! Mas são a minoria. Não há —   E NÃO HÁ!!! — mecanismo que possa impedir políticos de usar laranjas para criar ONGs e Oscips (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que depois vão lidar com dinheiro público. Sei que as Oscips são um pouco diferentes, mas também caíram na lambança. O Fantástico de ontem trouxe uma reportagem sobre entidades que já loteiam o programa “Minha Casa, Minha Vida”. Nessas coisas, sou ortodoxo. Não acredito na benemerência com dinheiro público. É o caminho aberto para a fraude. Viva a sociedade que se organiza! Mas, então, não pode haver dinheiro do estado na jogada. Ponto final!

Não se dava muita bola para o desvirtuamento de várias entidades porque se dizia que era um dinheiro marginal, que não tinha grande peso. Hoje, isso não é verdade. Esses grupos movimentam bilhões. Ao lado do superfaturamento de obras, é a maior fonte de corrupção na vida pública. Só que há uma diferença: as empreiteiras são vistas como as suspeitas de sempre, mas essas pessoas “caridosas” são consideradas “amigas do povo”.

Só há uma coisa a fazer: PROIBIR O REPASSE DE DINHEIRO PÚBLICO PARA ONGs E OSCIPs. Sim, já me preparo para a gritaria porque a) a medida seria muito radical; b) isso puniria também os honestos. Respondo assim: seria necessário criar tal estrutura para vigiar a correta aplicação do dinheiro público por essas entidades que a emenda sairia mais cara do que o soneto.

Eu não quero cortar o barato de ongueiro nenhum. Quero apenas que eles atuem no Brasil como seus congêneres no resto do mundo: com dinheiro que conseguem arrecadar na sociedade, doado por aqueles que acreditam em seu trabalho e concordam com suas iniciativas. É por isso que uma “ONG” é “não-governamental”.

Ou perdi alguma coisa? Ora, se uma entidade passa a receber dinheiro dos cofres públicos para executar um serviço, estamos apenas diante de um mecanismo para driblar a Lei de Licitações. Como é que o governo escolhe essa ou aquela entidades? Se há várias, no mínimo, seria preciso abrir uma competição entre elas, certo? Mas qual seria o marco legal?

Por Reinaldo Azevedo

31/10/2011

 às 15:15

Fernando Gugu-Dadá Haddad ainda acaba propondo luta armada ao povo do Itaim-Bibi…

Seguem, em preto, duas notas na seção “Painel”, da Folha de hoje. Comento em azul.

Onde mesmo? Em caravana realizada no sábado pelo PT no Itaim Paulista, na periferia leste de São Paulo, Haddad abriu sua intervenção agradecendo aos moradores do “Itaim Bibi”, bairro de classe média alta do outro lado da cidade. Vaiado, pediu clemência: “Calma, gente…”.
Pois é… Fernando Haddad, que já teve ambições de ser um teórico do socialismo — é autor de livros evidenciando suas virtudes —, sempre foi um socialista muito hábil em convencer os ricos do Itaim Bibi de que o capitalismo não está com nada. Apresentado aos pobres, faz o que se vê.

Gabarito Chamada a entrevistar Haddad hoje no “Roda Viva”, Maria Helena Castro foi posteriormente desconvidada pela TV Cultura. A emissora disse à tucana, presidente do Inep na gestão FHC e secretária da Educação no governo de José Serra, que optou por ter apenas jornalistas na bancada.
Entendi. Dado o método, qualquer um pode ser desconvidado a qualquer momento. Basta alegar “mudança de critério”. E olhem que a TV Cultura é o que os petistas chamam “a emissora tucana” (falso como nota de R$ 3…). Imaginem como as coisas funcionam na emissora petista.

Por Reinaldo Azevedo
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Blog Reinaldo Azevedo

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