Parabéns, fiéis da Canção Nova! Edinho Silva e Chalita perdem seus respectivos programas na emissora;

Publicado em 21/11/2011 16:01 e atualizado em 09/03/2020 15:32 1171 exibições
por Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes, em veja.com.br

Ciro odeia tanto SP que ataca o estado para criticar ato público promovido por Cabral no Rio. Pergunto a Eduardo Campos: “O senhor alimenta o mesmo ódio ao estado? Se não, cabe dizer alguma coisa!”

Ciro Gomes é aquele rapaz nascido por contingência em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, mas que fez carreira política, como todos sabem, no Ceará. Já foi governador de Estado. Pertenceu ao grupo do tucano Tasso Jereissati, que foi quem lhe deu visibilidade política. Hoje Ciro se encarrega, no Estado, de minar as bases de seu antigo mestre e aliado. O homem não é do tipo que acha que fidelidade se paga com fidelidade. Bem, até aí, problema de quem o escolhe como “companheiro”.

Esse rapaz, sabe-se lá por quê, tem um ódio ao estado de São Paulo que só deve perder para o ódio que ele sente a José Serra. O tucano infere que, no que lhe diz respeito, trata-se de um problema clínico. Pode ser. No que concerne ao estado, coisa muito normal não deve ser, como vou demonstrar abaixo.

Seus sentimentos em relação aos paulistas e paulistanos são estranhos. Obedecendo a uma ordem de Lula, transferiu seu domicílio eleitoral para São Paulo porque o Apedeuta o queria disputando o governo. Imaginem vocês: alguém que declaradamente detesta o estado, que o considera fonte de problemas para o resto do Brasil, ambicionou governá-lo… Não deu certo. Já transferiu de novo o domicílio para o Ceará, não sei se para Sobral, cidade dominada pelo coronelato Gomes. Paulista, ex-paulista, cearense,  ex-cearense, paulista, ex-paulista, cearense outra vez…

Prestem atenção ao trecho que transcrevo de sua entrevista ao UOL e à Folha. Confesso que nunca vi ou li nada assim. Ele está criticando o movimento surgido no Rio de Janeiro em defesa dos royalties do petróleo. Ele acha aquilo uma impostura. Leiam. Comento em seguida:

O problema é que no Brasil há falta de uma estratégia nacional, não existe um projeto nacional que faça as compensações, as mediações e que cada um se sinta partícipe de um projeto confortável. Está crescendo muito no Brasil e esse é um problema para ser discutido no Congresso Nacional. Aí está essa crise dos royalties, com o Rio de Janeiro. O Sérgio Cabral [do PMDB, governador do Rio] mobilizando 150 mil pessoas na rua. Fernanda Montenegro [atriz] indo para a rua, por uma impostura nessa discussão dos royalties. Ela está de boa-fé, evidentemente. Porque não tem no país uma visão estratégica. Então o que está acontecendo? Está crescendo no país um ressentimento recíproco entre São Paulo e o resto do Brasil. As pessoas no Nordeste, em Manaus, por exemplo, não têm perigo. Porque todos os exercícios práticos da governança local, paroquial, provinciana de São Paulo hostilizam.

O trecho em negrito (ou vermelhito) não faz o menor sentido. Foi só uma momento de fuga extrema da realidade. Mas prestem atenção ao trecho que é ao menos sintaticamente ordenado. Ao criticar o movimento DO RIO DE JANEIRO, LIDERADO POR SÉRGIO CABRAL,  contra a divisão dos royalties, na forma decidida pelo Congresso, Ciro Gomes ataca… São Paulo. Ou seja: milhares de pessoas NO RIO vão às ruas, mas, na boca de Ciro, quem paga o pato é… São Paulo.

O sujeito endoidou de vez. O mais engraçado é que ele fala um troço desses e ninguém ousa lhe perguntar: “Mas o que São Paulo tem a ver com isso?”

Os deputados da Assembléia Legislativa deste estado deveriam ter, como posso dizer?, TUTANO (pensei em outra palavra mais explícita) para propor, quando menos, uma moção de repúdio a este senhor! Esta é a maior cidade nordestista do Brasil. Ciro jamais vai poder mudar isso.

Embora tenha nascido em São Paulo, ele é, claramente, um incitador do ódio contra o Estado. A minha indagação: também é assim com as demais lideranças de seu partido? Pergunto, por exemplo, ao governador Eduardo Campos, de Pernambuco, o manda-chuva do PSB: “O SENHOR ENDOSSA ESSE ÓDIO A SÃO PAULO E AOS PAULISTAS”? Se não endossa, diga já. E também esclareça se Ciro Gomes fala só em seu próprio nome ou se expressa a opinião do PSB sobre São Paulo e os paulistas.

Por Reinaldo Azevedo

21/11/2011

 às 19:02

Serra responde a Ciro Gomes com fatos e provas. E Ciro responde com o quê?

Leiam o que informa a Folha Online. Volto em seguida:
O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) rebateu as críticas feitas pelo ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PSB), em entrevista ao programa Poder e Política Entrevista, parceria do UOL e da Folha. Ex-candidatos à Presidência da República, Ciro e Serra são antigos inimigos políticos declarados, inclusive com ações na Justiça.

“Como fica evidente, a verdade está de um lado, Ciro Gomes está de outro; de um lado, estão os fatos; do outro, a imaginação fértil deste senhor, especialmente quando se refere a mim. Às vezes, suspeito que seja um caso clínico”, diz Serra, em uma nota publicada no seu blog.

Ao analisar as possíveis candidaturas do PSDB de 2014, Ciro falou da chance de Serra e lembrou sua atuação como deputado na Constituição de 1988. “Serra por exemplo, na Constituinte, cercou a Zona Franca de Manaus de restrições até ficar o sinal de que queria acabar. Desmontou o sistema de incentivos fiscais que compensariam o Nordeste das assimetrias competitivas. Briga com o Centro-Oeste e tal. Hoje, eu estou falando hoje… Porque o cara quer ser presidente da República e governava São Paulo e fazia dessas. Então essa é a questão prática”, afirmou.

Em sua resposta, o tucano diz que esses fatos nunca aconteceram. “Qualquer interessado pode pesquisar os anais da Constituinte ou a imprensa da época. Não encontrará nada do que ele diz a meu respeito. Não apresentei uma só emenda, não votei em uma só proposta, não proferi um só discurso com aquele conteúdo. E olhem que eu tinha certo peso na Constituinte”, afirma Serra, que ainda apresenta dados sobre a questão para justificar seu argumento.

Voltei
Na resposta que deu em seu site, Serra foi de uma desmoralizante precisão. Ou bem Ciro Gomes vem a público para dizer que o ex-governador de São Paulo está mentindo, ou bem Ciro admite, então, que ele próprio está mentindo. Esse é o tipo de coisa que não comporta zona cinzenta. Ciro sempre foi muito ágil para xingar e desqualificar adversários, o que já custou mais caro a ele do que aos outros. Vamos ver se consegue argumentar. Mais abaixo, transcrevo trecho da resposta de Serra.

O tucano, no entanto, deixou de dar destaque a uma passagem saborosíssima da entrevista de Ciro Gomes, que demonstra o ódio que este senhor tem a São Paulo. Trato do assunto no próximo post. Abaixo, o que diz Serra sobre a acusação que lhe fez Ciro Gomes.
*
(…)
A Zona Franca de Manaus na Constituinte só ganhou sinal de maior fôlego com um dispositivo que garantiu sua existência por mais 25 anos, posteriormente prorrogados. Isso decorreu de iniciativa liderada pelo relator geral da Constituinte, Bernardo Cabral.  Ou seja, aconteceu exatamente ao contrário do que Ciro disse (…)

Sobre o Nordeste, a verdade também está no avesso do que afirmou Ciro Gomes. O sistema de incentivos fiscais que beneficiava o Nordeste e outras regiões menos desenvolvidas permaneceu intocado. Na condição de relator, incluí na Constituição os dispositivos que criaram um grande fundo de desenvolvimento para o Norte, o Nordeste e o Centro Oeste, formado por 3% da arrecadação anual do IPI e do Imposto de Renda. Esse dinheiro deveria ser aplicado na iniciativa privada pelo Banco do Nordeste, pelo Banco da Amazônia e, no caso do Centro-Oeste, que não tinha banco regional, pelo Banco no Brasil.

Mas a verdade pode ainda ser mais detalhada, o que escancara a inverdade contada por Ciro Gomes: no relatório final da Comissão de Sistematização da Constituinte, esse fundo, aprovado pela minha comissão, foi desfeito. Inconformado, apresentei, então, Emenda em Plenário - a ES 34.213-4, de 5 de setembro de 1987-, conseguindo restabelecer o texto da Comissão de Orçamento, Tributação e Finanças.

Somente o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste comporta recursos de mais de R$ 4 bilhões por ano. Ao mesmo tempo, como os fundos fazem empréstimos com retorno, acumula-se um estoque de disponibilidade para crédito muito expressivo no Banco do Nordeste: era de cerca de R$ 10 bilhões em 2009.

Foi também como relator que coordenei os dispositivos que elevaram fortemente os Fundos de Participação de Estados e de Municípios, o FPE e o FPM. A fatia do FPE na arrecadação do IPI e do IR saltou de 14% para 21,5%. Como se sabe, a maior parte desse fundo - 85% - é hoje destinada ao Norte, ao Nordeste e ao Centro Oeste.

Assim, nos vinte anos seguintes à promulgação da nova Constituição, o Nordeste ampliou suas receitas recebidas via FPE de R$ 5,7 bilhões para R$ 24,6 bilhões (a preços de 2008). Desse aumento de quase R$ 20 bilhões, cerca de 50% - proporção ainda maior no caso do Ceará -decorreram das alterações constitucionais; o restante deveu-se ao crescimento real da arrecadação de IR e IPI.

Portanto, nos últimos anos, o Nordeste contou com recursos transferidos pelo governo federal superiores a R$ 10 bilhões somente por conta do aumento do FPE estabelecido pela Constituinte, no capítulo do qual fui o relator. Aliás, Ciro ignora que a Constituinte foi decisiva para descentralizar, da União para governos estaduais e muncipais,  e para redistribuir, das regiões mais ricas para as menos desenvolvidas,  os recursos tributários do País, tanto que a receita dos governos dessas regiões cresceu mais rapidamente do que a dos governos das regiões mais desenvolvidas. Ou seja, a história real foi exatamente inversa da que ele relata.

Como fica evidente, a verdade está de um lado, Ciro Gomes está de outro;
(…)

Voltei
Bem, parece que Serra prova e documenta o que diz. Falta a Ciro fazer o mesmo. Mas acho que ele não vai fazer.

(por Reinaldo Azevedo)

Parabéns, fiéis da Canção Nova! Edinho Silva e Chalita perdem seus respectivos programas na emissora; O movimento “#CançãoNovaSemPT” venceu! Ou: Lobo em pele de cordeiro

Vocês se lembram que noticiei aqui que o deputado estadual Edinho Silva, presidente do PT no estado de São Paulo, havia ganhado um programa na TV da comunidade católica “Canção Nova”? No programa de estréia, ele levou como convidados o ministro Gilberto Carvalho e o deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP), que costuma se apresentar como uma espécie de eminência dessa corrente do catolicismo. O próprio presidente da Canção Nova estava na bancada!

Os fiéis não gostaram. Recebi centenas de protestos aqui, e teve início um forte movimento nas redes sociais. E fizeram muito bem! Edinho Silva foi quem comandou a reação aos católicos que se organizaram, de acordo com os princípios de sua Igreja, para que os eleitores não votassem em candidatos e partidos que defendem o aborto.

Como deixei claro aqui, os fiéis da Canção Nova têm o meu respeito e não são responsáveis por eventuais desvios de conduta da direção. Até hoje me pergunto por que um de seus padres, José Augusto, que fez uma homilia contra o aborto, foi severamente repreendido, enquanto o petista Edinho Silva ganhou um programa. Isso significa que alguns pastores tinham perdido o rumo. Mas não o rebanho católico.

Como costuma ocorrer às vezes na Igreja, o rebanho corrige, então, o rumo do pastor porque tem mais faro para perceber a proximidade do lobo. E muitos lobos estavam e estão rondando a Canção Nova em pele de cordeiro. A pressão contra o comando foi grande. Leiam agora o que informa o Painel da Folha. Volto depois:
*
A rede Canção Nova, emissora de TV e rádio ligada ao movimento católico Renovação Carismática, resolveu tirar do ar os programas comandados pelos deputados federais Gabriel Chalita (PMDB-SP) e Eros Biondini (PTB-MG), pelos estaduais Edinho Silva (PT-SP), Paulo Barbosa (PSDB-SP) e Myriam Rios (PDT-RJ), e pela primeira-dama paulista, Lu Alckmin.

Embora a decisão tenha sido tomada no atacado, o elemento precipitador foram as reações negativas de fiéis e lideranças da igreja à recente incorporação de Edinho, presidente do diretório estadual petista, ao quadro de apresentadores da Canção Nova.

Conexões - “Justiça e Paz”, o programa de Edinho, estreou em 3 de novembro tendo como convidado Gilberto Carvalho. Principal mentor político do deputado petista, o secretário-geral da Presidência foi também articulador da aproximação entre a campanha de Dilma Rousseff e a Canção Nova no segundo turno da eleição presidencial. Até então, a candidata vinha sendo duramente combatida por religiosos da Renovação Carismática.

Doutrina - O programa de Edinho deu origem, nas redes sociais, ao movimento #CançãoNovaSemPT. Um panfleto traz em vermelho o nome do partido e as expressões “aborto”, “casamento gay” e “Teologia da Libertação”.

2012… - Entre os nomes retirados da grade de programação, há dois pré-candidatos a prefeito: Chalita em São Paulo e Paulo Barbosa (licenciado da Assembleia por ocupar a Secretaria de Desenvolvimento do governo Alckmin) em Santos. À frente do PT-SP, Edinho terá atuação eleitoral em todo o Estado.

… vem aí - A cada eleição, cresce o interesse de políticos de todos os partidos pelo estoque de votos sob o raio de influência da Canção Nova. Aumenta também o desconforto de setores da igreja.

Tenho dito - Procurado pelo Painel, o Conselho Deliberativo da Fundação João Paulo 2º, mantenedora da Canção Nova, confirmou a decisão de suspender os programas, tomada na sexta-feira passada. Em nota, agradeceu “a dedicação e o empenho” dos seis apresentadores e manifestou “respeito às suas atuações públicas”.

Voltei
É isto: por uma Canção Nova sem lobo se fingindo de cordeiro! As comunidades católicas não sâo plataformas para políticos que querem se eleger desrespeitando os fundamentos da doutrina. Quem anda de braços dados com defensores e defensoras do aborto não pode merecer o voto católico. É simples e óbvio assim.

Ninguém é obrigado a ser católico! Quem quiser defender o aborto — ou defender quem o defenda — deve renunciar à Igreja e procurar o seu rumo.

Reitero meu parabéns aos fiéis da Canção Nova! Os católicos dessa comunidade e de outras tantas não devem ter receio de corrigir as lideranças. O comando da Canção Nova cometeu dois erros graves: quando censurou o padre José Auguto e quando acolheu Edinho Silva, conduzido pelas mãos de Gabriel Chalita. É preciso olhar com atenção a teologia desse deputado. Ela pode ser tão eclética quanto o seu gosto partidário.

A política pode conviver com certas heterodoxias; a Igreja não!!!

Por Reinaldo Azevedo
 da coluna Direto ao Ponto, de Augusto Nunes:

Depois do doutor que não lê, o Brasil inventa a faxineira que gosta de lixo

Além do brasileiro, o Brasil já inventou o analista de juiz de futebol, o jurado de escola de samba, o despachante, o senador biônico, o comunista capitalista, o guerrilheiro que não sabe atirar e a família Sarney, fora o resto. Deve achar pouco, sugerem as duas singularidades incorporadas em 2011 ao vastíssimo acervo de assombros. Primeiro, o País do Carnaval pariu o único doutor do mundo que nunca leu um livro e não sabe escrever. Em seguida, decidiu que Dilma Rousseff seria a primeira faxineira da história que odeia vassoura e gosta de lixo.

Promovida a ministra de Minas e Energia em 2003, Dilma fez mais que conviver anos a fio, sem qualquer vestígio de desconforto, com o lixo amontoado por Lula no primeiro escalão federal. Como atestam três ítens no prontuário, a chefe da Casa Civil fez o que pôde para piorar as coisas. Com o dossiê forjado contra Fernando Henrique e Ruth Cardoso, Dilma aumentou o lixo. Com a conversa em que tentou induzir Lina Vieira a indultar a Famiglia Sarney, escondeu o lixo. E intensificou extraordinariamente a produção de lixo ao transformar em sucessora a melhor amiga Erenice Guerra.

“A corrupção será combatida permanentemente”, fantasiou no discurso de posse. Se pensasse assim, seriam outros os ministros na plateia. Ao chamar de volta Antonio Palocci e Alfredo Nascimento, por exemplo, trouxe para dentro de casa o entulho já depositado na caçamba. Ao nomear Pedro Novais e manter no emprego Wagner Rossi e Orlando Silva, afastou pilhas de detritos do aterro sanitário. Ao prorrogar o prazo de validade de Carlos Lupi, revelou que já existe até o lixo de estimação.

Como atestam as fotos feitas no dia da posse, Dilma ficou muito feliz com a escolha dos seis ministros localizados pela imprensa no pântano das maracutaias. Lamentou a partida de cinco e faz o que pode para não se desfazer do sexto. A permanência de Carlos Lupi no Ministério do Trabalho transforma a antiga suspeita em certeza: a faxineira do Brasil Maravilha já não consegue viver sem um lixo por perto.

21/11/2011

 às 18:18 \ Direto ao Ponto

Um artista em sintonia com o país decente

Num vídeo de dois minutos e meio, Ivan Lins estranha o silêncio das vítimas da roubalheira impune e solta a voz em nome do país decente: “É uma vergonha o que está acontecendo no Brasil em matéria de corrupção”. Confira na seção História em Imagens.

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21/11/2011

 às 3:30 \ Direto ao Ponto

O Nem do PT e o Zé Dirceu da Rocinha

Pena que os dois tenham nascido distantes no tempo e no espaço. Pena que um tenha crescido no morro e outro no PT. Se o destino tivesse sido mais generoso, Antonio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, e José Dirceu de Oliveira, o Guerrilheiro de Araque, viveriam celebrando entre tragos e tragadas, no quarto de hotel de luxo ou no botequim da viela, as semelhanças e afinidades que eternizam a amizade. Ambos ficaram famosos como chefes de quadrilha, enriqueceram com atividades criminosas, são intolerantes com quem diverge, têm chiliques quando contrariados. Ambos gostariam de ser Lula. E também acham, como o ídolo comum, que o Brasil precisa acabar essa mania de tratar coisas iguais de forma distinta.

Precisa mesmo, comprovou o tratamento dispensado aos colegas de ofício no feriadão do 15 de Novembro. Enquanto o chefe do tráfico tentava escapar da Rocinha cercada por mais de mil soldados, o chefe do mensalão estrelava numa Brasília sem polícia o II Congresso Nacional da Juventude do PT. Enquanto Nem era fotografado em posição fetal no porta-malas de um carro, Zé Dirceu posava para a posteridade exibindo uma camiseta, encomendada por jovens milicianos, que transforma culpado em inocente. O bandido da Rocinha não nega o que é. Não consegue ser tão cínico como o colega sessentão.

As imagens berram que a capital da corrupção anda implorando por uma ocupação policial de dimensões superlativas. A turma que sorri em torno do quadrilheiro urbano, por exemplo, ficaria tão bem no retrato de frente e de perfil quanto a guarda pessoal do quadrilheiro da favela. Os meliantes que agem no Planalto Central têm tanto dinheiro quanto os similares dos morros sem lei, e muito mais amigos infiltrados nos três Poderes. Em Brasília, um celular manejado com perícia faz mais estragos que uma bazuca.

Tudo somado, convém confiar a captura do mensaleiro aos dois tenentes da PM que recusaram o suborno milionário oferecido pelo traficante. O Nem do PT pode ser mais persuasivo que o Zé Dirceu da Rocinha.


21/11/2011

 às 14:55

“O erro de Foucault”. Ou: A FFLCH não é um quintal de delírios

Nem sempre concordo com o professor Luiz Felipe Pondé. Com certeza, nem sempre ele concorda comigo. O bom de você não pertencer a uma igreja de pensamento, a um partido, a uma seita é poder pensar com a sua própria cabeça, não é? Agora, com o magnífico artigo publicado hoje na Folha, intitulado “O erro de Foucault”, ah, com este, eu concordo da primeira à ultima palavra.

*

O erro de Foucault

Você sabia que o pensador da nova esquerda Michel Foucault foi um forte simpatizante da revolução fanática iraniana de 1979? Sim, foi sim, apesar de seu séquito na academia gostar de esconder esse “erro de Foucault” a sete chaves.

Fico impressionado quando intelectuais defendem o Irã dizendo que o Estado xiita não é um horror.

O guru Foucault ainda teve a desculpa de que, quando teve seu “orgasmo xiita”, após suas visitas ao Irã por duas vezes em 1978, e ao aiatolá Khomeini exilado em Paris também em 1978, ainda não dava tempo para ver no que ia dar aquilo.

Desculpa esfarrapada de qualquer jeito. Como o “gênio” contra os “aparelhos da repressão” não sentiu o cheiro de carne queimada no Irã de então? Acho que ele errou porque no fundo amava o “Eros xiita”.

Mas como bem disse meu colega J. P. Coutinho em sua coluna alguns dias atrás nesta Folha, citando por sua vez um colunista de língua inglesa, às vezes é melhor dar o destino de um país na mão do primeiro nome que acharmos na lista telefônica do que nas mãos do corpo docente de algum departamento de ciências humanas. E por quê?

Porque muitos dos nossos colegas acadêmicos são uns irresponsáveis que ficam fazendo a cabeça de seus alunos no sentido de acreditarem cegamente nas bobagens que autores (como Foucault) escrevem em suas alcovas.

No recente caso da USP, como em tantos outros, o fenômeno se repete. O modo como muito desses “estudantes” (muitos deles nem são estudantes de fato, são profissionais de bagunçar o cotidiano da universidade e mais nada) agem, nos faz pensar no tipo de fé “foucaultiana” numa “espiritualidade política contra as tecnologias da repressão”.

E onde Foucault encontrou sua inspiração para esse nome chique para fanatismo chamado “espiritualidade política”?

Leiam o excelente volume “Foucault e a Revolução Iraniana”, de Janet Afary e Kevin B. Anderson, publicado pela É Realizações, e vocês verão como a revolução xiita do Irã e seu fascínio pelo martírio e pela irracionalidade foram importantes no “último Foucault”.

As ciências humanas (das quais faço parte) se caracterizam por sua quase inutilidade prática e, portanto, quase impossibilidade de verificação de resultados.

Esse vazio de critérios de aplicação garante outro tipo de vazio: o vazio de responsabilidade pelo que é passado aos alunos.

Muitos docentes simplesmente “lavam o cérebro” dos alunos usando os “dois caras” que leram no doutorado e que assumem ter descoberto o que é o homem, o mundo, e como reformá-los. Duvide de todo professor que quer reformar o mundo a partir de seu doutorado.

Não é por acaso que alunos e docentes de ciências humanas aderem tão facilmente a manifestações vazias, como a recente da USP, ou a quaisquer outras, como a dos desocupados de Wall Street ou de São Paulo.

Essa crítica ao vazio prático das ciências humanas já foi feita mesmo por sociólogos peso pesado, em momentos distintos, como Edmund Burke, Robert Nisbet e Norbert Elias.

Essa crítica não quer dizer que devemos acabar com as ciências humanas, mas sim que devemos ficar atentos a equívocos causados por essa sua peculiar carência: sua inutilidade prática e, por isso mesmo, como decorrência dessa, um tipo específico de cegueira teórica. Nesse caso, refiro-me ao seu constante equívoco quanto à realidade.

Trocando em miúdos: as ciências humanas e seus “atores sociais” viajam na maionese em meio a seus delírios em sala de aula, tecendo julgamentos (que julgam científicos e racionais) sem nenhuma responsabilidade.

Proponho que da próxima vez que “os indignados sem causa” ocuparem a faculdade de filosofia da USP (ou “FeFeLeCHe”, nome horrível!) que sejam trancados lá até que descubram que não são donos do mundo e que a USP (sou um egresso da faculdade de filosofia da USP) não é o quintal de seus delírios.

Agem com a USP não muito diferente da falsa aristocracia política de Brasília: “sequestram” o público a serviço de seus pequenos interesses.

No caso desses “xiitas das ciências humanas”, seus pequenos delírios de grande “espiritualidade política”.

Por Reinaldo Azevedo

21/11/2011

 às 14:32

MOVIMENTO EM FAVOR DA LIBERTAÇÃO TAMBÉM NA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ: “Nós Vamos Invadir Sua Praia”

O movimento em favor da libertação da maioria, tiranizada pela minoria de extrema esquerda, está presente também na Universidade Federal do Paraná. Nos dias 30 de novembro e 1º de dezembro, há a eleição para o DCE. “Nós Vamos Invadir Sua Praia” é o nome da chapa que reúne os “estudantes que estudam”.

Alô, alunos da Universidade Federal do Paraná; alô, maioria silenciosa,
vocês podem deixar o DCE nas mãos daqueles de sempre, que ignoram suas reais necessidades porque estão ocupados em “fazer a revolução” ou podem tentar uma gestão voltada para os alunos de verdade.

A exemplo da “Aliança Pela Liberdade”, chapa vitoriosa da UnB; da “Reação”,que seria vitoriosa na USP e foi golpeada (mas vencerá!); da “Unirio Livre”, que agora é alvo da maledicência na extrema esquerda na Federal do Estado do Rio, este escriba nada tem a ver com o grupo “Nós Vamos Invadir Sua Praia”. Também nesse caso, não conheço as moças e os moços que a integram.

Eu sou apenas o veículo da notícia. Nada mais! E, claro!, saúdo e aplaudo a chapa porque acho que a pauta dos esquerdistas que aparelham as universidades é boa para a Europa de 1848!!! Como estamos no Brasil, em 2011, prefiro algo mais afinado com a realidade, entendem?

Não, eu não represento qualquer interferência externa na Universidade Federal do Paraná - ou em qualquer outra universidade. Sou um brasileiro, como milhões, que ajudam a manter as universidades federais. Apenas um cidadão comum!
- Interferência externa é a do PSOL:
- interferência externa é a do PT;
- interferência externa é do PCdoB.

Interferência externa é a da PQP!!!

Seguem trechos do manifesto da chapa “Nós Vamos Invadir Sua Praia”. Ah, sim: a moça escreve bem! Já sai na dianteira! Como a universidade deve ser um centro de excelência intelectual, não um ninhal de “revolucionários” financiados pelo papai…

O atual movimento estudantil da Universidade Federal Paraná é uma praia dominada por grupos que se fecham ao diálogo, apresentando interesses externos à universidade e linhas de atuação que não representam as reais necessidades dos estudantes. A chapa NÓS VAMOS INVADIR SUA PRAIA foi criada com o intuito de invadir esta praia e mudar esta realidade.

Somos um grupo de estudantes que surgiu a partir de uma vontade de se criar um verdadeiro vínculo entre todos os centros acadêmicos, setores e campi da nossa Universidade. Fica muito clara a falta de comunicação entre as diferentes realidades de cada curso, o que gera um descompasso de pensamento e impossibilita a construção de um movimento estudantil forte e com a sua cara! Sem sua opinião e participação, este descompasso possibilita o domínio do movimento estudantil por um pequeno grupo.

Acreditamos que uma boa gestão do Diretório Central dos Estudantes da UFPR deve ter seu foco no estudante. Nós vamos invadir esta praia com um compromisso de construir um movimento estudantil junto com você.
(…)
Todo estudante já teve alguma ideia de como melhorar seu curso, campus ou até mesmo a UFPR em si. Contudo, não existe hoje um DCE que o auxilie na execução e expansão dessas ideias. Queremos que boas iniciativas sejam levadas à UFPR como um todo, utilizando o DCE para tornar isso possível, seja através de recursos humanos, financeiros ou políticos. Uma gestão não transforma uma universidade sozinha, ela é um simples reflexo de demandas e ideias de toda a comunidade acadêmica.

Apesar de estarmos priorizando a relação entre estudantes e entre as entidades internas, não vamos nos esquecer de inserir a nossa Universidade no todo. A sociedade necessita de profissionais capacitados que contribuam para o seu crescimento. Mais do que isso, necessita de cidadãos. O movimento estudantil deve servir de facilitador para que o estudante possa retribuir à sociedade o conhecimento adquirido na sua formação universitária. Desta forma, entendemos que o DCE deve fomentar debates, inserir a Universidade nos movimentos sociais e promover projetos de extensão.

Tendo isto como base, damos como quatro os pilares fundamentais da nossa chapa.
- Não aparelhamento do DCE por partidos políticos;
- Gestão política voltada ao estudante e as suas respectivas demandas;
- Comunicação e transparência;
- Viabilização de iniciativas e projetos criados por estudantes de diversos Campi;

Queremos que estes quatro pilares se tornem o norte do movimento estudantil da Universidade Federal do Paraná. Queremos que as coisas mudem e que os estudantes mostrem a sua força. Para isso precisamos não só do seu apoio, mas é fundamental que você nos ajude na construção desse movimento democrático, plural e independente.

É FUNDAMENTAL QUE VOCÊ NOS AJUDE A INVADIR ESSA PRAIA!

Por Reinaldo Azevedo

Autor de panfleto fascista que faz ironia com a morte de Herzog e que foi explorado pela extrema esquerda da USP me ataca e ainda faz ameaças. Pronto! Está muito claro quem está com quem

O sujeito que publicou este panfleto não gosta de mim e me ataca! Que bom! Não por acaso, os golpistas da USP usaram o lixo que ele produziu a seu favor

panfleto1Lembram-se daquele panfleto asqueroso, pregando agressão física a consumidores de maconha e que traz a imagem do corpo do jornalista Vladimir Herzog, assassinado nas dependências do DOI-CODI? O material asqueroso foi utilizado pelos golpistas de extrema esquerda da USP, que tentaram associá-lo à chapa de oposição que venceria as eleições. Alguns delinqüentes na rede, que serão processados, estão tentando associá-lo a mim, claro! Não podem vencer nos argumentos e tentam vencer na trapaça.

Sabem quem me envia um comentário recheado de ofensas? O autor daquele lixo, daquela imoralidade, daquela indecência. Um sujeito que faz ironia diante de um cadáver, de um homem que foi brutalmente torturado e assassinado, acha que pode me dar lição de moral.

Mas eu fico satisfeito! Ele me presta um favor! Assim as coisas ficam no seu devido lugar. Que fique claro:
- A EXTREMA ESQUERDA ESTÁ ME AMEAÇANDO:
- O AUTOR DAQUELE PANFLETO NOJENTO TAMBÉM ME AMEAÇA.

No fundo, eles são todos iguais!
- Eles odeiam a democracia.
- Eles odeiam a liberdade.
- Eles odeiam a civilidade.

Como vivo lembrando aqui, fascismo e comunismo têm em comum o ódio às liberdades individuais, o ódio ao liberalismo, o ódio à decência.

Segue o texto do rapaz, que deve ter consultado algum rábula, mas se esqueceu de consultar a gramática. Volto depois. Eu pedi e peço ainda “cadeia para quem fez o panfleto”. Vejam o que ele escreve (em vermelho).
*
Cadeia pra quem fez os panfletos porque? Vou te falar uma coisa e preste atenção: eu fiz os panfletos e já me expliquei na polícia. No dia fui abordado pela PM que me abordaram e me liberaram pois nos panfletos não havia crime algum.
Qual o crime contido nos panfletos? Nenhum! Ameaça, mesmo quando direta e de lesão corporal, só é DELITO (nem crime é) quando condicionado a representação do ofendido/vítima. O panfleto não se dirigiu aos estudantes, e sim aos maconheiros. Será que alguém que se declara maconheiro irá prestar queixa?
Também vale lembrar Art. 301. “Qualquer do povo poderá e as autoridades policiais e seus agentes deverão prender quem quer que seja encontrado em flagrante delito.’ Ou seja, QUALQUER cidadão brasileiro tem o direito de montar grupos de patrulha civil.
É o seguinte: da próxima vez que você publicar algo do tipo, eu te acionarei na justiça.
Sua opinião vale tanto quanto um pedaço de merda no meio da rua: nada! O que mais me surpreende é que alguém dê atenção pras abobrinhas que você fala.
És apenas a antítese do super-homem de Nietzsche: um careca frango, fraco, uma tripa seca esquálida, incapaz fisicamente de defender a si mesmo em qualquer situação, e cuja existência é uma ofensa pras leias da natureza.
Se ponha no seu lugar, pateta.

Voltei
Viram só? A turma da “Irmandade Guevarista” deve apoiar boa parte do que ele diz acima.  Ele me considera incapaz de me defender e, por isso, acha que não tenho razão. É a mesma lógica dos que se impõem nos DCEs Brasil afora: INTIMIDAÇÃO. Acham que força é argumento.

A favor de quem está esse rapaz? Evidentemente, ele é um aliado objetivo de seus supostos adversários. É bom você ter se manifestado! Seu comentário está sendo tornado público. É bom saber que a polícia tem seu nome.

Escute aqui, rapaz! Quer me processar? Então vá em frente! Quem, diante do corpo de um homem torturado antes de ser assassinado, faz a ironia que você fez merece a lata do lixo moral. Considero o seu panfleto apologia da violência e da tortura e acho que você deve, sim, ir para a cadeia.

Você só colaborou com a causa dos maconheiros!
Você só colaborou com a causa da extrema esquerda!
Você só colaborou com os autoritários da USP!

Mas isso não é estranho na história. Se e quando você estudar um pouco, verá que comunistas e fascistas sempre acabaram se juntando para matar a democracia. Vocês são expressões da mesma loucura.

Eu estou me lixando para esse seu juridiquês de porta de cadeia. Processe-me mesmo! Vamos, dê-me a chance de demonstrar em juízo que você fez a apologia da tortura, um crime inafiançável e imprescritível.

Mais do que nunca, leitores, fica claro quem está junto com quem!

Por Reinaldo Azevedo

Recebo um e-mail de Dom Luiz Bergonzini, bispo de Guarulhos

Dei destaque a um comentário asqueroso de um rapaz que acredita que a democracia deve servir àqueles que querem solapar a democracia. Ele tenta fazer isso abusando de uma linguagem fascista; seus aliados objetivos de extrema esquerda da USP e das universidades públicas Brasil afora fazem o mesmo abusando dos jargões comunistas. São todos parentes; têm a mesma raiz totalitária.

EU ME ORGULHO MUITO DE FASCISTAS E COMUNISTAS ACHAREM QUE NÃO SOU UMA PESSOA BACANA!!!

Mas recebo também mensagens que me honram muito: as que vocês enviam diariamente e esta abaixo, de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos. Esse líder religioso teve a coragem, durante a campanha eleitoral, de defender os princípios da Igreja Católica. Porque essa é sua prática cotidiana. É claro que essa deveria ser a regra para uma autoridade religiosa. Infelizmente, em razão da patrulha, tem sido a exceção. Transcrevo parte do seu e-mail:

“Caríssimo jornalista Reinaldo Azevedo,
Parabéns pelo trabalho de esclarecimento da juventude universitária, sobre o esquerdismo e suas consequências.
A juventude e o povo brasileiro estão vivendo sob o império da mentira. Isso precisa terminar.”

Muito obrigado, Dom Luiz!

Este bispo da Igreja Católica mantém uma página na Internet em que trava o bom combate. Suas mensagens estão afinadas com a Igreja a que ele serve e com a orientação do papa Bento 16.

Ser católico é uma opção, não uma imposição. E Dom Luiz defende abertamente os princípios de sua Igreja.

Progressista é defender a vida. Reacionário é defender a morte, em especial de quem não tem mesmo a chance de tentar escapar. Nada pode ser mais asqueroso do que esses heróis e essas heroínas que travam uma árdua batalha contra os… fetos humanos. Quem anda em companhia dessa gente ou lhe dá o braço será sempre cúmplice de seu crime moral, ainda que a prática deixasse de ser um crime do ponto de vista legal.

PONTO!

Por Reinaldo Azevedo

Alunos da Unirio, da USP e de todo o Brasil, leiam este post. Se acharem que ele diz a verdade, espalhem! E votem na liberdade!

Desde que eu participei do movimento estudantil, a realidade é a mesma: esse rapazes e moças de extrema esquerda que vocês vêem desfilando pela universidade, muitos deles com suas roupas CUIDADOSAMENTE ESQUISITAS, com aquele estilo mulambento-fashion e o cabelo RIGOROSAMENTE DESPENTEADO — uma coisa, assim, “Luan Santana leninista” —, essa gente, na sua maioria, vem de famílias abastadas, cheias da nota. PODEM LUTAR PELA REVOLUÇÃO QUE NUNCA HAVERÁ PORQUE SEUS PAIS JÁ ACUMULARAM PATRIMÔNIO POR ELES E PARA ELES.

Alunos da Unirio, da USP e de todo o Brasil, a esmagadora maioria dos “comunistas” que vocês conhecem na universidade é composta de pessoas muito mais ricas do que vocês. Eles têm uma “desculpa” histórica para isso: Lênin era filho de um alto funcionário público da burocracia czarista, e o pai de Trotsky era da aristocracia rural. Stálin, o assassino profissional, era filho de sapateiro — daí que os trotskistas em particular detestem essa conversa de debater a origem social dos “revolucionários do toddynho”. Eles acham que revolucionário pobre acaba fazendo cagada! E acham que o não-revolcionário pobre é só um arrivista que quer subir na vida! Como não precisam disso, então cuidam da “revolução”, entenderam?

Pensem bem: na opinião de vocês, qual a chance de o Brasil passar por uma revolução socialista nos moldes que eles imaginam? Zero!!! LOGO, A LUTA DELES NÃO TEM FUTURO, MAS O FUTURO DELES ESTÁ GARANTIDO. Vão ficar alguns anos nessa brincadeira, com seus papais e mamães acompanhando tudo a uma prudente distância, e depois voltam para os braços da “burguesia” que dizem detestar. Assumirão os negócios da família, a administração de seu patrimônio etc. E pronto!

Mas e vocês? E vocês que realmente dependem da conclusão do curso para ter uma vida mais confortável? E vocês que, já hoje, só estudam porque trabalham para se manter? E vocês que não têm tempo para participar de suas assembléias intermináveis, plenárias intermináveis, reuniões intermináveis? Vocês não têm para onde correr. São vocês por vocês mesmos! Não estão na universidade para torrar alguns tostões do patrimônio familiar. Ao contrário! Ainda precisam construir o seu próprio patrimônio para poder dar uma vida mais confortável do que tiveram a seus filhos.

É justo que essa gente fique tiranizando a universidade porque já está com a vida garantida? É justo que essa gente fique promovendo greves e invasões, ameaçando o seu futuro? Vocês estão dispostos a perder o ano porque PSOL, PT, PCO, PCdoB ou sei lá quem decidiram que a universidade é só um lugar para eles aplicarem os princípios dos seus respectivos partidos? Deve haver um ou outro militantes pobres! Mas são exceções. O Globo publicou uma reportagem com alguns pais de invasores da Reitoria da USP que foram detidos. Um é um empresário bem-sucedido. Outro é engenheiro. Três outros são professores que exercem cargos importantes nas universidades em que atuam.

Durante a invasão da Reitoria, VEJA flagrou dois “revolucionários” deixando o prédio por alguns instantes. Foram tomar um banhinho em casa, comer a papa na mama, para voltar em seguida. Um deixou o prédio num Polo sedan; outro saiu num Kia Soul estalando de novo! Nota: a invasão da Reitoria foi promovida por seitas de extrema esquerda. Trotsky ao menos rompeu com a família e passou um tempo morando num quintal de um jardineiro. Os Lênines e Trotskys da USP, da Unirio ou da UnB não abrem mão do conforto. E não cobre nada deles, hein? Dirão que são a favor de Kia Soul para todo mundo!!!

Vocês, estudantes que estudam; vocês, estudantes que trabalham e estudam, vocês todos são reféns de gente que está com a vida ganha e que apenas está a fim de exercer por algum tempo seus hormônios revolucionários. Se eles perderam um ano, tanto faz! Na hora de disputar o mercado de trabalho, não raro, o paizão mobiliza um pistolão e dá uma ajudinha. Já vocês terão de se virar por conta própria.

Mas eles não têm dúvida: os reacionários são vocês!
Mas eles não têm dúvida: os conservadores são vocês!
Mas eles não têm dúvida: os alienados são vocês!

Notem que, em certa medida, eles têm razão. Explico-me. Há mesmo uma “luta de classes” nas universidades públicas: entre os pobres que querem estudar porque precisam construir o futuro e os ricos que querem fazer a revolução porque seu futuro já está garantido por seus respectivos papais reacionários.

Pensem nisso!
Vote, maioria silenciosa da Unirio!
Vote na qualidade do seu curso!
Vote por uma “Unirio Livre” dos burguesotes de extrema esquerda!
E que, de fato, o movimento em favor da liberdade ganhe o país.

Texto publicado originalmente às 7h37 de domingo
Por Reinaldo Azevedo

21/11/2011

 às 5:51

Egito: Irmandade Muçulmana já tem pelo menos seis cadáveres para reforçar sua campanha eleitoral. A imprensa ocidental chama a mobilização de “luta pela democracia”!

Confesso que não é sem certa melancolia que leio o noticiário sobre o Egito. Como vocês devem ter acompanhado, manifestações de protesto, desde sexta, na famosa Praça Tahir mataram seis pessoas segundo o Ministério da Saúde. O New York Times informava ontem à noite que médicos que socorreram os manifestantes afirmam que morreu pelo menos o dobro. Mais de 700 ficaram feridos nos confrontos com as forças de segurança. Ruim? Péssimo! Não só pelo que parece e aparece, mas sobretudo pelo que não parece nem aparece. O protesto original foi convocado e conduzido pela Irmandade Muçulmana, que a imprensa ocidental chama de “grupo moderado”. O “moderado”, suponho, se deve ao fato de que, em regra, a Irmandade não prega o confronto armado — exceção feita a algumas franjas do grupo que acabaram assumindo identidade própria, como o Hamas.

Por que a tal “melancolia”? Porque cansei de ler a palavra “democracia” no noticiário brasileiro, calcado nas agências internacionais, e estrangeiro. As pessoas que estão na praça estariam reivindicando o fim da tutela militar no processo político. Certo! Quando o governo deste inacreditável Barack Obama decidiu puxar o tapete de Hosni Mubarak, a suposição era a de que a tutela do Exército laico, impermeável ao radicalismo islâmico, sobre o processo político egípcio era forte o bastante para impedir que, no curto prazo, o governo caísse nas mãos dos religiosos e, no longo, o próprio país. Entregar Mubarack correspondia a ceder os anéis para conservar os dedos.

O Egito realiza eleições parlamentares daqui a uma semana. As regras estão ainda um tanto confusas, sim, mas são as mesmas do, sei lá, mês passado… Vai se formar o novo Parlamento, que tem de redigir uma nova Constituição. Desde o início, quando os militares foram convidados a depor Mubarak para amenizar a crise, ficou-lhes reservado o papel de tutela. A junta que governa o país não tem prazo definido para sair ou para realizar eleições presidenciais. Tudo está um tanto nebuloso. Entre outras razões, espera-se o resultado das urnas para saber que peso terá cada grupo. Ninguém duvida de que a Irmandade Muçulmana fará a maioria relativa. A questão é saber que tamanho terá essa maioria.

Em abril, a VEJA publicou uma excelente entrevista de Duda Teixeira com Esam El-Eriam, porta-voz da Irmandade Muçulmana. Uma pergunta e uma resposta são, para mim, emblemas do que está em curso no Egito:

VEJA - Eu e meu fotógrafo viajamos até Soul, onde uma igreja e casas de cristãos foram incendiadas. Os moradores muçulmanos nos impediram de entrar na vila, acusaram-nos de ser espiões estrangeiros e nos ameaçaram… Parece-me improvável que estivessem a serviço de americanos e israelenses.
El-Eriam - Se quiser, posso dar o telefone de uma pessoa na vila de Soul para acompanhá-los em segurança.

Acho que não preciso ser mais excplícito do que ele próprio. Uma outra resposta deste senhor dá o que pensar:
VEJA - A irmandade pretende construir um estado islâmico no Egito, a exemplo do que ocorreu no Irã após a revolução de 1979? Criará leis para proibir o consumo de álcool ou saias curtas, por exemplo?
 
El-Eriam - O Egito não é o Irã. Não é a Arábia Saudita. Não é a Turquia.

Para quem sabe ler: ao afirmar que o Egito não é o Irã ou a Arábia Saudita, está afirmando que não espera uma teocracia com aquela rigidez. E alguns bocós ficam felizes e chamam a Irmandade de “moderada” Mas notem que ele também diz que não é a Turquia, considerado um país democrático (este escriba tem a ousadia de achar que a “democracia turca” é mais turca do que democrática…). Vale dizer: a Turquia está muito além do que a Irmandade pode suportar. É democracia demais!!!

El-Eriam foi adiante com seus enigmas sem segredos. Prestem atenção.
VEJA -
 Então, qual é o objetivo político da Irmandade Muçulmana?
El-Eriam - Isso depende da atmosfera e do contexto em que nos encontrarmos. Atualmente, nossa meta é conseguir a unidade nacional e instituir uma nova ordem no Egito. Isso significa uma nova Constituição, leis melhores e a retomada da economia, o que será muito importante nos próximos cinco anos.

Como se nota, a Irmandade contava e conta com uma permanência relativamente longa dos militares no poder. Então por que os protestos de agora? Voltarei ao ponto. Seguem mais perguntas e respostas.

VEJA - Por que cinco anos?
El-Eriam - Alguns políticos dizem que a transição vai durar seis meses. Outros falam em um ano. Nós achamos que essas estimativas estão equivocadas. A transição vai demorar cinco anos.
VEJA - Por que a Irmandade declara que não almeja mais do que um terço das cadeiras no próximo Parlamento, cuja eleição deve ocorrer neste ano? 
El-Eriam - Nós não queremos a maioria no Congresso.
VEJA - Por que não? 
El-Eriam - Porque, como eu disse, este é um momento de união, não de competição.
VEJA - Será sempre assim? A Irmandade nunca vai querer mais do que um terço do Congresso? 
El-Eriam - Esta é a nossa estratégia há 25 anos. Estamos em um momento de transição, preparando o país para nossa próxima estratégia, a qual será iniciada após cinco anos. Só então haverá competição. Agora não há tempo para isso. O momento atual é de união.
VEJA - Qual é o projeto de país da Irmandade Muçulmana para daqui a cinco anos, quando acabar o período que o senhor considera de união entre as forcas políticas? El-Eriam - Por favor, pare de fazer essas perguntas. Volte daqui a cinco anos e faça essa mesma indagação. Daí, sim, eu responderei (EI-Erian dá uma risada).

Voltei
Está tudo aí. A Irmandade Muçulmana pode querer o que for no Egito — democracia é que não é. Quer um estado islâmico — não como o Irã ou a Arábia Saudita, claro! Mas certamente não quer uma “democracia”, nem que seja aquela à moda turca.

Assim se explica a minha melancolia: ler que a Irmandade lota a Praça Tahir e convoca a população para um confronto com as forças de segurança reivindicando “democracia” não chega nem a ser uma inverdade. É só uma estupidez. É claro que grupos laicos acabaram se juntando aos protestos. Afinal, o que a oposição religiosa estava fazendo era campanha eleitoral, entenderam? Não quer apear os militares do poder agora coisa nenhuma! Está apenas fortalecendo suas posições e tentando mobilizar a massa contra a junta militar, que lidera, afinal de contas, um governo laico… Já conta com seus cadáveres, quem sabe 12, como cabos eleitorais.

Vamos ver como a coisa estará daqui a cinco anos…

Por Reinaldo Azevedo

21/11/2011

 às 5:49

DIRETAS JÁ NO DCE DA USP!!!

Participei ativamente da campanha pelas Diretas-Já no Brasil, em 1983 e 1984. Tinha 22, 23 anos. Agora, aos 50, cá estou eu numa campanha em favor das “Diretas-Já”, desta feita no DCE da USP. Naquele caso, tratava-se de democratizar o país, o que, a gente percebe, se mostrou tarefa mais fácil e rápida do que democratizar a USP. Afinal, a ditadura das minorias na universidade (e na maioria das instituições púbicas) sobrevive há 26 anos ao fim da ditadura militar.

Vejam que fabuloso! Desde a redemocratização do Brasil, a maioria das universidades brasileiras vive uma ditadura das minorias de extrema esquerda mais longa do que os 21 anos de regime militar.

Diretas já! Na USP e nas universidades públicas brasileiras!

A propósito: “Diretas já na UNE”!!!

Como pode falar em eleger diretamente reitor quem não respeita o princípio de “um estudante, um voto”?

Por Reinaldo Azevedo

21/11/2011

 às 5:47

O ALGORITMO DO GOLPISMO QUE VESTE GAP (entre outras grifes…)

A chapa “Reação”, que iria vencer a disputa pelo DCE da USP, fez um “Algoritmo de eleições”. Embora o assunto seja sério — não, não se trata de uma “simples” disputa estudantil! —, o resultado tem lá seu lado divertido. Evidencia, ademais, a delinqüência política e intelectual dos golpistas.

algoritmo-de-eleicoes

Por Reinaldo Azevedo

21/11/2011

 às 5:45

Aqui, a razão por que foi decretado o AI-5 na USP

A USP oferece, atenção!, 96 cursos só na graduação! Isto mesmo! 96!!! Chega-me às mãos um papelucho do “comando de greve” dando conta dos cursos que estariam “em greve ou paralisados”. Vejam:

usp-panfleto-grevistas1“Paralisado”, leitor amigo, quer dizer que os bate-paus da extrema esquerda foram lá, fizeram uma assembléia manipulada — enquanto estudantes de verdade estavam em aula —, “venceram”, decretaram a greve, e a greve simplesmente não aconteceu. As Letras, por exemplo, funcionam normalmente. O mesmo se diga da “Geografia”. Aliás, conto com os meus reportes na USP para informar quantos são os cursos realmente parados.

Você entenderam agora por que eles deram um golpe nas eleições? Vocês entenderam agora por que eles decidiram baixar o AI-5 na USP? Sabem quem atrapalha o trabalho dos “revolucionários” na universidade? Os estudantes de verdade destes cursos:

  • Administração
  • Astronomia
  • Arquitetura
  • Artes Cênicas
  • Artes Plásticas
  • Atuária
  • Audiovisual
  • Biblioteconomia
  • Ciência da Computação e Informática
  • Ciências Biológicas
  • Ciências Contábeis
  • Ciências da Atividade Física
  • Ciências da Informação e da Documentação
  • Ciências da Natureza
  • Ciências dos Alimentos
  • Ciências Econômicas
  • Ciências Exatas
  • Ciências Físicas e Biomoleculares
  • Ciências Fundamentais da Saúde
  • Ciências Moleculares
  • Ciências Sociais
  • Design
  • Direito
  • Economia
  • Economia Empresarial e Controladoria
  • Editoração
  • Educação Física
  • Educador em Geociências e Meio Ambiente
  • Enfermagem
  • Engenharia Aeronáutica
  • Engenharia Agronômica
  • Engenharia Ambiental
  • Engenharia Bioquímica
  • Engenharia Civil
  • Engenharia de Alimentos
  • Engenharia de Computação
  • Engenharia de Materiais
  • Engenharia de Minas
  • Engenharia de Petróleo
  • Engenharia de Produção
  • Engenharia de Produção Mecânica
  • Engenharia Elétrica com Ênfase em Automação e Controle
  • Engenharia Elétrica com Ênfase em Energia e Automação Elétricas
  • Engenharia Elétrica com Ênfase em Sistemas Eletrônicos
  • Engenharia Elétrica com Ênfase em Telecomunicações
  • Engenharia Elétrica-Eletrônica e Sistemas de Energia e Automação
  • Engenharia Florestal
  • Engenharia Mecânica
  • Engenharia Mecatrônica
  • Engenharia Metalúrgica
  • Engenharia Naval
  • Engenharia Química
  • Esporte
  • Estatística
  • Farmácia-Bioquímica
  • Filosofia
  • Física
  • Física Computacional
  • Física Médica
  • Fisioterapia
  • Fonoaudiologia
  • Geofísica
  • Geografia
  • Geologia
  • Gerontologia
  • Gestão Ambiental
  • Gestão de Políticas Públicas
  • História
  • Informática Biomédica
  • Jornalismo
  • Lazer e Turismo
  • Letras
  • Marketing
  • Matemática
  • Matemática Aplicada a Negócios
  • Matemática Aplicada e Computacional
  • Medicina e Ciências Médicas
  • Medicina Veterinária
  • Meteorologia
  • Música
  • Nutrição
  • Nutrição e Metabolismo
  • Obstetrícia
  • Oceanografia
  • Odontologia
  • Pedagogia
  • Psicologia
  • Publicidade e Propaganda
  • Química
  • Relações Internacionais
  • Relações Públicas
  • Sistemas de Informação
  • Tecnologia Têxtil e da Indumentária
  • Terapia Ocupacional
  • Turismo
  • Zootecnia

Essa gente quer estudar em vez de fazer genuflexão com jeans da Diesel e óculos Ray-Ban diante de Che Guevara…

Por Reinaldo Azevedo

21/11/2011

 às 5:43

Cuidado, moçada da Poli! Os golpistas estão de olho em vocês!

Fiquei sabendo que os golpistas da USP, os ditadores que comandam o DCE, pretendem fazer na quarta ou quinta-feira uma assembléia na Poli para “envolver” os estudantes de engenharia no “movimento”. Talvez a idéia seja deslocar para a Poli os mesmos militantes partidários que fizeram aquela assembléia dos supostos três mil estudantes (quantos seriam alunos de verdade da USP?) e decretar ali também uma greve de mentirinha.

Eles declaram a greve, gritam vitória, e os estudantes de verdade continuam a assistir às aulas.

Por Reinaldo Azevedo

21/11/2011

 às 5:41

Corregedoria apura enriquecimento de 62 juízes sob suspeita

Na Folha:
O principal órgão encarregado de fiscalizar o Poder Judiciário decidiu examinar com mais atenção o patrimônio pessoal de juízes acusados de vender sentenças e enriquecer ilicitamente. A Corregedoria Nacional de Justiça, órgão ligado ao Conselho Nacional de Justiça, está fazendo um levantamento sigiloso sobre o patrimônio de 62 juízes atualmente sob investigação. O trabalho amplia de forma significativa o alcance das investigações conduzidas pelos corregedores do CNJ, cuja atuação se tornou objeto de grande controvérsia nos últimos meses. Associações de juízes acusaram o CNJ de abusar dos seus poderes e recorreram ao Supremo Tribunal Federal para impor limites à sua atuação. O Supremo ainda não decidiu a questão.

A corregedoria começou a analisar o patrimônio dos juízes sob suspeita em 2009, quando o ministro Gilson. Dipp era o corregedor, e aprofundou a iniciativa após a chegada da ministra Eliana Calmon ao posto, há um ano. “O aprofundamento das investigações pela corregedoria na esfera administrativa começou a gerar uma nova onda de inconformismo com a atuação do conselho”, afirmou Calmon. Esse trabalho é feito com a colaboração da Polícia Federal, da Receita Federal, do Banco Central e do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que monitora movimentações financeiras atípicas.

Por Reinaldo Azevedo

21/11/2011

 às 5:39

Cúpula do PDT se reúne para discutir futuro de ministro

Por Catia Seabra, na Folha:
O comando do PDT se reúne amanhã para discutir a conveniência de manter o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, na equipe da presidente Dilma Rousseff. O ministro deverá participar da reunião. Apesar da avaliação do governo de que a crise arrefeceu no fim de semana por falta de novas denúncias, uma ala do partido defende a precipitação da saída de Lupi por temer a perda da pasta para o PT na reforma ministerial programada para janeiro.

Além dos rumores de que será acomodado num ministério menor, o PDT reclama do desgaste de sua imagem nas últimas semanas. A situação de Lupi se agravou com a revelação da revista “Veja” de que o ministro cumprira agenda oficial no Maranhão a bordo de avião providenciado por Aldair Meira. Meira controla duas ONGs beneficiárias de convênios no valor de R$ 10,4 milhões com a pasta. Lupi negou o uso do avião, mas, confrontado com a versão do empresário, voltou atrás e atribuiu o equívoco a uma falha de memória.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

21/11/2011

 às 5:37

O governo da “Comissão da Verdade” esconde supersalário de servidor

Por Renato Machado e Filipe Coutinho, na Folha:
O governo ignorou neste ano um decreto presidencial que manda tornar públicos os supersalários pagos a servidores do Poder Executivo. O decreto 3.529, baixado no ano 2000 e ainda em vigor, manda o Ministério do Planejamento divulgar a cada quatro meses várias informações, como o maior e o menor salários pago em cada repartição. Mas o decreto foi cumprido pela última vez em 18 de janeiro de 2010, quando o governo apontou casos de servidores que recebiam até R$ 12 mil por mês além do teto previsto pela Constituição.

Não foram divulgados nomes, mas o governo apontou os valores e os órgãos em que os servidores trabalhavam. O teto salarial previsto pela Constituição é o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal, hoje R$ 26,7 mil. Mas Executivo, Legislativo e Judiciário adotam critérios diferentes para definir quais gratificações são consideradas para enquadrar os salários no teto constitucional. No início do ano passado, o governo informou que havia pelo menos 18 funcionários que tinham seus vencimentos reduzidos para que o excedente fosse eliminado.

Um servidor do Universidade Federal do Ceará, por exemplo, recebia R$ 37,1 mil. Os supersalários divulgados na época se concentravam em universidades e eram resultado de decisões judiciais. Na ocasião, a AGU (Advocacia-Geral da União) prometeu fazer um pente-fino e tentar reverter algumas decisões, mas o órgão aguarda informações do Ministério do Planejamento e ainda não agiu.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

21/11/2011

 às 5:35

Crise esfria investimento no Brasil

Por Márcia De Chiara e Marcelo Rehder, no Estadão:

O agravamento da crise mundial já provoca um esfriamento nas decisões de investimentos das empresas no Brasil. O movimento ameaça frustrar as expectativas do governo, que trabalha para que a taxa de investimento atinja 22% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2014, garantindo que o País cresça sem pressões inflacionárias. Um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV) indica, contudo, que o País deve perder neste ano cerca de R$ 9 bilhões de investimentos. Com isso, a relação investimento/PIB deverá recuar para 18,2% este ano. Em 2010, foi de 18,4%. O estudo se baseou em dados do IBGE antes da revisão das contas nacionais de 2009.

Com o acirramento da crise na Europa e a valorização do dólar, houve uma freada nos planos de várias companhias de capital aberto. Na divulgação dos resultados do terceiro trimestre, boa parte delas anunciou corte e adiamento de investimentos. A cautela em relação aos investimentos apareceu nos balanços das maiores companhias do País, revela o levantamento da empresa de informações financeiras Economática. No terceiro trimestre, o investimento da Petrobrás caiu 30% ante igual período de 2010, de R$ 25,608 bilhões para R$ 17,793 bilhões. No mesmo período, a Vale desembolsou 14,5% menos. A empresa investiu R$ 5,861 bilhões entre junho e setembro deste ano, ante R$ 6,849 bilhões em 2010.

A mudança de rumo já foi captada pelo Indicador Mensal de Investimento (IMI), da FGV. Em setembro, o indicador recuou 0,9% na comparação com o segundo trimestre, já descontados os efeitos sazonais. Foi a primeira queda desde abril de 2009, quando a economia estava sob impacto da crise americana e o índice tinha recuado 8,1%. A economista Silvia Matos, coordenadora técnica do Boletim Macro Ibre e responsável pelos cálculos do IMI, explica que o investimento caiu no terceiro trimestre por causa da retração de 7,1% na importação de máquinas. O IMI, que é um indicador antecedente do investimento, leva em conta a produção de bens de capital e insumos para a construção, além da compra de máquinas no exterior.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

20/11/2011

 às 22:57

Vitória esmagadora da direita na Espanha; socialistas obtêm pior resultado desde a redemocratização do país

Mariano Rajoy beja sua mulher, Elvira Fernández, na sede do PP, comemorando vitória esmagadora do seu partido (Foto: Gorka Lejarcegi)

Mariano Rajoy beija sua mulher, Elvira Fernández, na sede do PP, comemorando vitória esmagadora do seu partido (Foto: Gorka Lejarcegi)

Traduzi longos trechos da reportagem de José Manuel Romero no jornal espanholEl País:

A pior crise econômica desde a redemocratização e a gestão fracassada do governo socialista, que iniciou a legislatura com dois milhões de desempregados e o deixa com cinco milhões, deu ao Partido Popular a maioria absoluta e liberdade para tirar a Espanha do fundo do poço, em meio ao vendaval. O novo primeiro-ministro, Mariano Rajoy, vai governar com o apoio de 186 deputados, acima do número obtido por José María Aznar em 2000, contra 110 escassos deputados do PSOE, o pior resultado desde a redemocratização.

Em sua primeira aparição depois de saber da vitória esmagadora, Rajoy demonstrou um euforia contida diante de milhares de pessoas que foram à sede do partido, em Madri, comemorar o resultado. “Governarei sem sectarismo. Ninguém tem de ficar preocupado”, afirmou. Com a promessa de trabalhar a partir de amanhã para colocar a Espanha “no topo da Europa”, Rajoy admitiu que, dada a delicada situação financeira do país, não pode prometer “milagres”. E convidou tanto seus eleitores como os não-eleitores a participar da mudança.

Essa vitória retumbante — até hoje, havia o registro de três maiorias absolutas em 10 eleições gerais —  dá ao PP o poder absoluto na Espanha. Terá o comando do governo central, de 11 das 17 “Comunidades Autônomas” [mais ou menos o correspondente aos "estados no Brasil] e de metade dos municípios. O naufrágio do PSOE, que tinha 13 pontos percentuais a mais no início do processo eleitoral (caiu de 43% para 30%) impulsionou a maioria absoluta do PP, que chegou a 44%, oito pontos a mais do que em 2008.

Rodeado por alguns dos seus partidários, Alfredo Perez Rubalcaba admitiu na noite deste domingo a derrota socialista. “Perdemos claramente a eleição”. Por volta das 22h30 [hora local], depois de reconhecer que o adversário tinha sido o vitorioso, o socialista compareceu à sede do PSOE, na rua Ferraz, para anunciar que propôs ao secretário-geral do partido, José Luis Rodriguez Zapatero [primeiro-ministro que perde o cargo], a convocação de um congresso para discutir o futuro do partido depois do desastre eleitoral.

(…)

O líder do PP chegou ao topo com um discurso cheio de propostas ambíguas, baseado num programa intencionalmente indefinido, que agora terá de se revelar. Os primeiros dias de Rajoy no comando do governo, a partir da segunda quinzena de dezembro — caso não haja nenhum acordo com os socialistas para antecipar a posse — serão particularmente intensos e complexos. Com a Espanha perto da insolvência e os mercados reclamando mais cortes de gastos, o líder do PP terá de resolver em duas semanas o reajuste de 8,5 milhões de pensões, decidir o salário de 3,1 milhões funcionários públicos (cortados e congelados há um ano e meio) e, num prazo um pouco mais longo, mas não muito, onde meter a tesoura para cortar, no próximo ano, pelo menos 16 bilhões de euros para reduzir o déficit público a 4,4% [do PIB] e cumprir, assim, os compromissos com a União Européia.
(…)
Na primeira vez em que o PP chegou ao governo central, em 1996, José María Aznar prometeu, na posse, reduzir o déficit para 3% (na época, estava em 4,4%), para atender, então, a exigências da União Européia. A tarefa de Rajoy agora é parecida, mas numa situação muito mais difícil.
(…)
Inútil voto útil
Foi inútil a estratégia socialista de pedir o voto útil das esquerdas para o PSOE e martelar que a volta do PP ao poder poria em perigo o poder de compra dos pensionistas, o seguro-desemprego e os direitos civis. O contínuo aumento do desemprego há três anos, até atingir 5 milhões de cidadãos desempregados, foi uma pedra pesada demais para os socialistas. O baque sofrido em maio, nas eleições municipais e nas Comunidades Autônomas, quando o PSOE perdeu o poder regional — e boa parte dele para o PP —, era um anúncio do desastre deste dia 20.

O último esforço do candidato socialista, que pediu em comícios que os espanhóis não dessem o “poder total” ao PP não surtiu efeito junto ao eleitorado. Nos três próximos anos, a Espanha será quase governada por um único partido.
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Por Reinaldo Azevedo

20/11/2011

 às 7:41

ALÔ, ESTUDANTES QUE REALMENTE ESTUDAM DA UNIRIO E DO BRASIL! A ESQUERDA ESTÁ SE BORRANDO DE MEDO E DECIDIU QUE EU SOU O SEU MAIOR INIMIGO!!! OU: COMENTANDO UM MANIFESTO ANALFABETO DOS ADMIRADORES DO ASSASSINO FEDORENTO

guevara-caveiraUniversitários da Unirio, universitários do Brasil, brasileiros,

Começo este post com a narrativa de um assassinato:
“Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola calibre 32 no lado direito do crânio, com o orifício de saída no (lobo) temporal direito. Ele arquejou um pouco e estava morto. Ao tratar de retirar seus pertences, não consegui soltar o relógio”

Essa verdadeira peça da poesia homicida foi produzida por Che Guevara — aquele que detestava banhos e a vida humana, capaz de matar um “companheiro” que pegara um pedaço de pão sem autorização e que achava que o ser humano tem de aprender a odiar para se converter numa “fria máquina de matar”. O que vai acima é trecho de seu diário. Como se nota, além de assassino, ladrão!!! Foi o criador do primeiro campo de concentração na América Latina, ainda em 1960. Quem testemunhou seus métodos não foi nenhum reacionário, não, mas Régis Debray, que conta os detalhes de seu temperamento sórdido emLoués Soient Nos Seigneurs” Por que este breve relato? Che Guevara é a personagem que ilustra uma página de uma turma chamada “Coletivo Vamos à Luta”, que atua também na Unirio, que decidiu escrever um texto me atacando e acusando a chapa “UNIRIO LIVRE” de ser títere deste pobre jornalista. Eu nem conheço a moçada. Nunca falei com ninguém de lá!

O “Coletivo Vamos à Luta” pertence ao PSOL, aquele partido em que nem a Heloísa Helena conseguiu ficar!

Estudantes que estudam estão acordando
A EXTREMA ESQUERDA QUE SEQÜESTRA AS UNIVERSIDADES PÚBLICAS BRASILEIRAS ESTÁ EM PÂNICO. Os estudantes que estudam estão começando a reagir. Na USP, os fascistas deram um golpe e prorrogaram o próprio mandato, cassando as eleições. É que iriam perder a eleição para a chapa “Reação”. Então os generais do PSOL, do PSTU, do PCdoB, do PT, da LER-QI e de outras minoridades decretaram o
 AI-5 uspiano, cassando o direito ao voto de 89 mil estudantes. Estão bravos comigo porque estou noticiando a existência de alternativas. A propósito: a direção do DCE da USP está com o PSOL, a mesma turma do manifesto de agora.

Para os extremistas do sucrilho e do toddynho, tudo estava no seu devido lugar. O DCE era deles e pronto! Tratava-se de uma disputa entre primos que não se entendem muito bem. Estão divididos em vários partidos. Geralmente, a razão da dissensão está na Rússia revolucionária!!! O que isso tem a ver com a sua vida real, estudante que estuda? Nada! Bastou que eu desse aqui a simples notícia de QUE EXISTE UMA CHAPA QUE NÃO É DE ESQUERDA DISPUTANDO O DCE DA UNIRIO e pronto! Virei alvo dos “bolcheviques” de Ipanema, Copacabana e Leblon! Em São Paulo, os “revolucionários” costumam morar no Alto de Pinheiros, Butantã, Pacaembu… Pobreza de verdade, eles desconhecem. São antes agentes da folclorização da miséria para alimentar a sua culpada pureza revolucionária!

Vamos nos divertir
Quero me divertir um pouco — no post abaixo, revelo por que essa gente odeia os alunos de verdade! — comentando alguns trechos do “Manifesto Anti-Reinaldo Azevedo”. Seguem em vermelho. Divirto-me (e divertimo-nos) em azul.

A revista Veja está em campanha apoiando chapas nas entidades estudantis por todo país. Seu cabo eleitoral é Reinaldo Azevedo, aquele que passou de ex-líder estudantil de esquerda ao mais reacionário articulista da direitopatia tupiniquim.  Na Unirio apoiam a chapa “UNIRIO LIVRE”, de oposição a atual gestão de esquerda do DCE (leia emhttp://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/tambem-a-unirio-pode-se-libertar-dos-seus-sequestradores/).
Um comunista mentir não é inédito. A VEJA, que eu saiba, não apóia ninguém. Quem decidiu jogar luzes sobre essas disputas fui eu. Essa gente se toma como medida de todas as coisas. Como todos ali são paus mandados de partidos e seitas de extrema esquerda, entendem que não pode haver independência em lugar nenhum. Mas eu gostei mesmo foi de vê-los empregando o termo “direitopatia”. Isso quer dizer que eles já estão me copiando, já que o termo “esquerdopatia”, assim como “petralha”, se espalha blogosfera afora. Aliás, para minha satisfação, “petralha” já foi até dicionarizado.

Os não-esquerdistas da “Aliança Pela Liberdade” venceram a eleição na Universidade de Brasília. Eu nunca havia escrito sobre eles. O que fiz foi aplaudir a sua vitória. E noticiei a existência da chapa “Reação” na USP e da “UNIRIO LIVRE”. Também a grande imprensa está coalhada de esquerdistas, como todos sabem. Essas chapas formadas por “alunos que estudam” costumam ser maltratadas por repórteres, que, muitas vezes, eram invasores de reitoria até anteontem. Eu sei de um caso escandaloso de uma moça que migrou da reitoria para a redação… O que fiz foi tratá-las com dignidade. Só isso! E VEIO O PÂNICO. As esquerdas se uniram na USP para dar um golpe e, segundo percebo, estão se borrando de medo na UNIRIO. Atenção para o que vem agora.

Nos últimos meses, Reinaldo Azevedo se detém sobre a situação das universidades e eleições estudantis. Trata de unir as chapas yuppies em um único movimento, visando sua articulação orgânica nacional. Por isso, saúda com um estridente Anauê integralista as chapas de direita que disputaram a UFRGS, ganharam o DCE da UnB e os Reacionários da USP. Azevedo sabe da importância de organizar esse movimento nacional que dispute DCE’s e grêmios estudantis, tirando-lhes das mãos da esquerda que enfrenta o governo Lula e Dilma, também não se curva ao PSDB/DEM.
Não! Venho escrevendo a respeito nos últimos dias, notadamente depois que uma súcia de fascistas encapuzados invadiu a reitoria da USP. “Chapas yuppies”??? Santo Deus! Não é de estranhar que a vanguarda revolucionária do século 19 ainda tenha alguns inimigos do fim do século 20… “Articulação orgânica”? Esses pobres coitados intelectuais usam termos de esquerda cujo significado desconhecem. O “anauê” era a saudação integralista, do fascismo verde-amarelo, que era antiliberal, nacionalista e, no limite, anticapitalista, como todo fascismo. Ora, se eu sou, como acusam, um “neoliberal”, então não posso ser nacionalista; por neoliberal, também não posso ser anticapitalista. O que eu posso fazer para o bem desses rapazes e moças (provavelmente, nem tão “rapazes” nem tão “moças”, já que são profissionais de causas…)? Sugerir que vão estudar história. E, pelo amor de Deus!, estudem um pouco de gramática. Participei, sim, do movimento estudantil. Mas não era ANALFABETO DE TERCEIRO GRAU.

Leiam isto: “Azevedo sabe da importância de organizar esse movimento nacional que dispute DCE’s e grêmios estudantis, tirando-lhes das mãos da esquerdaque enfrenta o governo Lula e Dilma, também não se curva ao PSDB/DEM.” Que língua é essa, Jesus Cristo? O certo é “tirando-OS das mãos da esquerda”. A propósito: qual é o sujeito daquele anacoluto “também não se curva ao PSDB/DEM”? VÃO ESTUDAR!!! VÃO LER!!! VÃO SE INSTRUIR!!! VOTEM VOCÊS TAMBÉM NA “UNIRIO LIVRE”!!! LIBERTEM-SE DA TEIA DA IGNORÂNCIA!!!

Em seguida, os bravos analfabetos do Coletivo de Esquerda demonstram que entendem da realidade o que entendem de gramática. Acusam-me de ser um perigoso agente de multinacionais interessadas na privatização da educação. Uau!!! Um intelectual petista energúmeno já me acusou de ser agente da CIA. Outros tantos dizem que sou ligado ao serviço secreto de Israel (!!!). É tudo tão secreto que nem eu sabia disso! Agora, os partidários do assassino fedorento descobriram que estou querendo privatizar a universidade pública. E os meus “operadores” seriam as chapas não-esquerdistas.

Esses tontos me acusam, no fundo, de ser uma INTERFERÊNCIA EXTERNA NA UNIVERSIDADE. Eu? Não mesmo! EU APÓIO OS ESTUDANTES QUE ESTUDAM!
- Interferência externa é ser membro do PSOL e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PSOL!
- Interferência externa é ser membro do PSTU e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PSTU!
- Interferência externa é ser membro do PT e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PT!
- Interferência externa é ser membro do PCdoB e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PCdoB!
- Interferência externa é ser membro do PCO e tentar submeter alunos e professores às escolhas do PCO!
- Interferência externa é ser membro da LER-QI e tentar submeter alunos e professores às escolhas da LER-QI!

Eu defendo que as entidades estudantis sejam dirigidas por estudantes interessados nos problemas dos… estudantes! Como sou esquisito, não!?

Agora prestem atenção a esse momento quase poético do manifesto:
“Os defensores do atraso teimam em afirmar a atuação do individuo isolado, desejam negar a existência da luta classes e das mobilizações coletivas. Mas as praças do mundo são um espectro que atormenta o irracionalismo deles: milhares e milhares lotando Tahir, Puerta del Sol ou Wall Street; greves gerais escritas em Grego, Italiano, Inglês e Português. Em todos os cantos surgem indignados que estão de saco cheio de gente como Reinaldo Azevedo e os mercados que ele tanto defende. São as maiorias ex-silenciosas que tomaram as ruas em todos os continentes, questionado o sistema capitalista e procurando uma alternativa. E, que nos desculpem os jovens integralistas da Veja, isso tende a continuar. Aliás, Amanhã vai ser maior.”
Uiuiui… Associar os eventos no mundo árabe aos protestos dos esquisitos de Wall Street é, que me desculpem eles, coisa de delinqüentes intelectuais, que não entenderam o que se passa nem de um lado nem de outro. Há três dias, a Praça Tahir voltou a ficar lotada. Era uma convocação feita pela Irmandade Muçulmana. Se e quando ela chegar ao poder, os primeiros que vão para a forca são os comunistas cretinos, como os que escrevem essa bobajada. Vejam o que aconteceu com a revolução islâmica no Irã. Não, bestalhões! Os que não estão pedindo teocracia nos países árabes estão justamente pedindo… capitalismo, democracia e sociedade de consumo!!! Tudo o que vocês odeiam. Eu sou pessimista. Acho que, no médio prazo, os pró-Ocidente perderão, infelizmente, a luta para os religiosos. Queridos amigos me dizem que estou errado. Tomara!

Quanto a Wall Street e aos protestos em outros países da Europa… Quem ali está pedindo socialismo? Onde estão os movimentos de “greve geral”? Que diabo vocês andam tomando no café da manhã, além de sucrilho e toddynho?

“Indignados com o saco cheio de Reinaldo Azevedo”? Devem existir mesmo, né? Se eu fosse meu adversário ideológico, também não gostaria de mim… O que me pergunto é por que vocês estão com tanto medo. Se vocês são tão queridos PELO CONJUNTO DOS ESTUDANTES — e não apenas pela meia-dúzia de sectários que têm o mesmo delírio —, por que o receio? A alternativa ao capitalismo já foi testada, seus tontos! Matou 25 milhões na URSS, 70 milhões da China, 3 milhões no Camboja…

“Ah, mas desta vez será diferente…” Ainda que fosse possível e que o movimento de vocês tivesse futuro, a gente nota como será diferente, não é mesmo? Vocês são incapazes de tolerar uma única chapa não-esquerdista! Ficam logo enxergando conspirações. É o caminho aberto para o assassinato de adversários. Ora, já que são maus e conspiradores, que sejam eliminados! E isso nos devolve àquele trecho do herói de vocês, relatando como atirou na têmpora de alguém que já havia sido rendido e ainda lhe roubou os pertences.

Encerram o texto  assim:
Apesar de toda gritaria histérica e inútil de Reinaldo Azevedo, seguiremos na luta. Somos os 99%. Os nossos sonhos não cabem na Veja. Ela não sequestrará nossa indignação.
Nossa! Como eles são cheios de moral e indignação! São os 99%??? Não sejam ridículos!
- Se são 99%, tenham a coragem de fazer assembléias realmente democráticas;
- se são 99%, tenham a coragem de ouvir o que pensa a maioria silenciosa;
- se são 99%, tenham a coragem de instituir um sistema de tomada de decisão em que cada aluno valha um voto! Mas isso vocês não farão porque são covardes!

99%??? Plínio de Arruda Sampaio, o candidato da turma do Coletivo de Esquerda, teve 0,87% dos votos nas eleições presidenciais! O PSOL pode achar que está bom, né? Afinal, ele ficou em quarto lugar!!! Esse é o seu real tamanho!

Eu estou me divertindo muito com tudo isso. Ao condenar os fascistas encapuzados da USP e seus métodos truculentos e ao simplesmente informar que existe uma chapa de não-esquerdistas disputando o DCE da Unirio, não sabia que provocaria tamanho desespero. Na USP, as esquerdas se uniram e deram um golpe; na UnB, fui atacado pelos derrotados na solenidade de posse da chapa vencedora; na Unirio, virei personagem de uma teoria conspiratória que me dá uma importância no movimento de libertação que obviamente não tenho.

Eu sei que é bastante difícil desalojar esses partidos que aparelham as universidades. Mas os vitoriosos da UnB demonstram que isso é possível! Eles, sim, são os verdadeiros heróis do que pode vir a ser um movimento: o movimento dos estudantes que estudam!

Libertem-se, estudantes do Brasil!
Libertem-se, estudantes da Unirio!
Por uma “UNIRIO LIVRE”!!!

Por Reinaldo Azevedo

20/11/2011

 às 7:33

Chávez: o tirano está perdendo a luta para o câncer

Inchaço e fadigaO presidente participa de uma cerimônia militar em Caracas, em 6 de novembro: câncer ?de próstata com metástases nos ossos ?e um tumor maligno no cólon

Inchaço e fadiga
O presidente participa de uma cerimônia militar em Caracas, em 6 de novembro: câncer de próstata com metástases nos ossos e um tumor maligno no cólon

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A VEJA desta semana traz uma excelente reportagem de Leonardo Coutinho e Duda Teixeira sobre o câncer de Hugo Chávez, ditador da Venezuela. Há quem assegure que ele não chega até as eleições de 2012. Sua doença é bem mais grave do que se divulgou. Pior: tudo indica que foi vítima da barbeiragem da medicina cubana. Vocês sabem o tipo de comentário que não abrigo em casos assim, certo? Ninguém mais do que Chávez politizou a doença. Houve e há uma exploração asquerosa. É claro que vocês podem e devem analisar a questão. Este blog torce pela derrota de todos os tiranos, vigaristas e demagogos. Mas não torce pela morte de ninguém.

Segue reportagem da VEJA, já reproduzida na VEJA Online:
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Há um mês, o presidente venezuelano Hugo Chávez beijou a imagem de gesso do médico José Gregorio Hernández (1864-1919), idolatrado como santo em seu país, em agradecimento à “cura” de seu câncer. Jogo de cena. A foto acima, feita duas semanas atrás, desvela a realidade. O rosto inchado, a pele ressecada, a ausência de cabelos e o aspecto cansado compõem o retrato de um homem doente, muito doente. “Sua aparência mostra que o tratamento continua, e que o câncer ainda está ativo ou poderá voltar”, diz o oncologista Ademar Lopes, de São Paulo. Essa avaliação é reforçada por um conjunto de relatos detalhados da evolução do câncer de Chávez, produzidos por fontes da Venezuela, aos quais VEJA teve acesso. Segundo tais relatos, ele não só segue doente como seu quadro clínico se complica a cada dia. O câncer, que estava restrito à próstata e ao cólon, há muito se espalhou, com metástases nos ossos. As fontes venezuelanas, apoiadas em exames médicos, afirmam que a sobrevida de Chávez dificilmente superará um ano. O tirano, que governa a Venezuela por doze anos, amarga um crepúsculo antecipado. Nas eleições presidenciais de outubro do ano que vem, ele poderá não estar presente.

O primeiro a alertá-lo sobre a gravidade de seu problema de saúde foi um médico espanhol, em janeiro. Na ocasião, Chávez já convivia fazia mais de um ano com sintomas que apontavam para a existência de um tumor na próstata. O venezuelano, contudo, postergou a realização dos exames sugeridos. Em maio, o primeiro sinal de saúde frágil se tornou visível. Chávez apareceu em público apoiado em uma muleta. De acordo com a versão oficial, a causa era uma lesão no joelho. A dificuldade para andar tinha outro motivo, segundo os relatos obtidos por VEJA: o avançado estágio do câncer nos ossos. No mês seguinte, Chávez foi internado em um hospital de Havana, em Cuba, para extirpar o tumor na próstata. A intervenção cirúrgica, não recomendada para casos de neoplasia nessa glândula com metástase, pode ter sido um erro médico gravíssimo que acelerou a disseminação do câncer. Uma segunda cirurgia foi feita dez dias depois, conforme disse o próprio Chávez. Desse ponto em diante, a terapia passou a ser comandada por médicos europeus, com equipamentos importados. Os cubanos foram relegados ao papel de observadores.

O visual inchado de Chávez dos últimos dias, com o queixo emendando no peito, pode ser lido como uma evidência de que o tumor da próstata já teria alcançado o reto (a parte final do intestino), comprimindo as vias urinárias, ou como um efeito dos corticoides usados na quimioterapia. O urologista Fernando Almeida, da Unifesp, e os oncologistas Sergio Azevedo, da UFRGS, e Samuel Aguiar Junior, do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo, fizeram uma análise crítica dos relatos obtidos por VEJA. De acordo com eles, alguns procedimentos citados não condizem com o tratamento-padrão de um câncer de próstata. Tumores originados nessa glândula, por exemplo, não requerem quimioterapia - e Chávez já enfrentou quatro sessões. Segundo as fontes da Venezuela, o uso da quimioterapia se deve ao aparecimento de um câncer no cólon, que perfurou a parede do intestino e provocou uma infecção. O tumor no cólon também explica a segunda cirurgia. A possibilidade de aparecerem dois tumores simultaneamente é rara, mas não impossível. Como os sintomas foram menosprezados por mais de um ano, as células do câncer de próstata se espalharam para os ossos, o que foi detectado numa análise citológica. Em agosto, os médicos concluíram que o tratamento em duas frentes, com quimioterapia e radioterapia, fracassou. Cogitou-se, então, a transferência de Chávez para um centro de oncologia na Europa. Ele recusou a proposta. Em setembro, fez sessões em uma clínica montada na ilha La Orchila, onde está localizada uma casa de praia da Presidência.

No fim de outubro, Chávez tomou uma decisão surpreendente, segundo as fontes da Venezuela. Informado da gravidade de sua doença, preferiu não se submeter a um tratamento mais agressivo, que certamente o tiraria das atividades públicas. Optou por receber uma terapia mais leve. Ainda assim, teve de abandonar o programa dominical Alô Presidente e os discursos intermináveis. Agora, raramente sai de Caracas. Prevendo não concorrer às próximas eleições por motivo de saúde, Chávez escolheu como substituto o chanceler Nicolás Maduro. Ele é o único integrante do governo que conhece toda a verdade sobre a doença do chefe. Em 2012, Maduro deparará com uma oposição organizada e vigorosa. Sete candidatos na casa dos 40 anos participarão de uma eleição primária em fevereiro, para a escolha do nome a enfrentar o chavismo. Embora a doença tenha elevado em oito pontos porcentuais a popularidade do governo, a empatia não se converteu em apoio político. Para 52% dos venezuelanos, o preferido no próximo pleito é um opositor.

Em Havana, Chávez recebeu tratamento no Centro de Investigaciones Médico-Quirúrgicas (Cimeq). Seus leitos são reservados para membros do Partido Comunista, militares e artistas do país. Embora seja considerado o melhor da ilha, o Cimeq tem tomógrafos com mais de dez anos de uso e outros aparelhos que são pequenos “frankensteins”, montados com peças de equipamentos antigos holandeses e franceses. Há três anos, um cardiologista do Cimeq teve um tumor no pâncreas e veio a São Paulo se tratar. Suas despesas foram pagas por um mês pelo governo da ilha. Um telegrama da missão diplomática americana de 2008, divulgado pelo WikiLeaks, afirma que o chefe do Cimeq, um neurocirurgião, foi à Inglaterra fazer uma cirurgia no olho e, desde então, retornava periodicamente para acompanhamento.

Como presidente da Venezuela, país com a quinta maior reserva de petróleo do mundo, Chávez encontraria tratamento adequado em seu próprio país. Ou poderia seguir o exemplo do paraguaio Fernando Lugo, que trata um câncer linfático no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, desde o ano passado. No início de julho, o chanceler venezuelano Nicolás Maduro esteve no Brasil para consultar médicos brasileiros e preparar uma possível vinda de Chávez. O preço a pagar por essa opção seria que, muito provavelmente, os detalhes de sua doença não ficariam em segredo. Em uma democracia consolidada, eles quase não existem. A luta da presidente Dilma Rousseff e agora a do ex-presidente Lula são conhecidas em minúcias por todos os brasileiros. Chávez lida com sua doença da mesma maneira que administra seu país: sem transparência e ignorando os sinais de deterioração. No ano passado, a inflação foi de 28% e o PIB caiu 1,5%. Caracas tem a maior taxa de homicídios da América Latina: 122 mortos por 100?000 habitantes. Cartunistas são presos por fazer uma simples piada. Disposto a acelerar o que considera uma revolução inédita e apaixonado pela crença na própria infalibilidade, Chávez recorreu, na ideologia e na medicina, aos cubanos. Com isso, não curou seu país, nem a si próprio.

Por Reinaldo Azevedo

20/11/2011

 às 7:21

Vejam como ficou decente o Distrito Federal sob a batuta do petista Agnelo Queiroz…

No Globo:
No aniversário de dois anos da Operação Caixa de Pandora, que varreu o governo de José Roberto Arruda e pôs deputados do Distrito Federal sob suspeita, os contratos e gastos nebulosos continuam a poluir o cenário político da capital do país. Executivo e Legislativo repetem práticas que simbolizaram a corrupção em Brasília, como a proliferação de contratos emergenciais e resistência a ações moralizadoras, como a proibição do nepotismo. Aliada às suspeitas do presente, ainda existe uma disputa entre grupos rivais dentro do Ministério Público, que ameaça o futuro de investigações de grosso calibre sobre o governo passado.

Agnelo Queiroz (PT) foi eleito para construir “um novo caminho”, dizia o lema de sua campanha. Trilha maculada pelo processo judicial que investiga sua gestão no Ministério do Esporte e pela forma como mantém, sem licitação, contratos de limpeza e segurança com empresas conhecidas por sua relação com o poder. Pior: para fechar contratos emergenciais com as mesmas prestadoras de serviço dos governos Arruda (2007-2010) e Joaquim Roriz (2003-2006), Agnelo se valeu de um decreto, assinado para dar um “freio de arrumação”, após o caos que quase determinou a intervenção federal e fez com que o Distrito Federal chegasse a ter, em 2010, quatro governadores em menos de um ano.

Entre janeiro e agosto, contabilizando contratos do final de 2010 e de 2011, a Secretaria de Saúde do DF, por exemplo, empenhou R$ 162 milhões para pagar os contratos emergenciais com seis empresas, três delas ligadas a deputados locais e membros do governo. Para o grupo Ipanema, do tio do deputado Cristiano Araújo (PTB), destinou este ano R$ 70,4 milhões. Já a Dinâmica Administração Serviços e Obras Ltda., cujo diretor-geral é o filho da deputada Eliana Pedrosa (PSD), garantiu R$ 22,6 milhões. E a Brasília Empresa de Segurança tinha até agosto pagamentos programados de R$ 20,2 milhões. A Brasília é de Mauro César Lacerda, filho de César Lacerda, atual administrador do Jardim Botânico, região administrativa de Brasília.

Por Reinaldo Azevedo

20/11/2011

 às 7:19

País não está preparado para acidentes ambientais na área de petróleo

Por Danielle Nogueira, no Globo:
O Brasil não está preparado para evitar ou conter vazamentos de petróleo: o investimento em tecnologia preventiva é exíguo e o Plano Nacional de Contingência, embora previsto em lei, nunca saiu do papel. Para especialistas, o derrame de óleo da americana Chevron deve servir como alerta para corrigir o despreparo, tanto de empresas como dos órgãos de controle, visando aos desafios do pré-sal.

“Governo e empresas têm dado ênfase na pesquisa de prospecção de petróleo e pouco se tem avançado no desenvolvimento de tecnologia preventiva. Precisamos de robôs, sensores e outros equipamentos que consigam identificar vazamentos com precisão, de modo a permitir uma rápida reposta”, diz o historiador ambiental Aristides Soffiati, do núcleo de estudos socioambientais da UFF de Campos.

É preciso criar um comitê independente de diagnóstico
O vazamento da Chevron no campo do Frade, na Bacia de Campos, é um exemplo desse despreparo. Segundo fontes ouvidas pelo GLOBO que acompanham a investigação, o robô da empresa tinha capacidade limitada de atuação a uma profundidade de 1.200 metros. Por isso, ela teve de recorrer à Petrobras, sócia minoritária do Frade e operadora de um campo vizinho, para identificar a fonte do vazamento com precisão. Foi a estatal que emprestou à petrolífera americana equipamentos mais modernos para que ela pudesse pôr em prática seu plano de contenção.

O desencontro de informações sobre a extensão do vazamento - a Agência Nacional do Petróleo chegou a estimar que o derrame era cinco vezes maior que o divulgado pela Chevron - é outro indício de despreparo. Para Segen Estefen, diretor de tecnologia e inovação da Coppe/UFRJ, os órgãos reguladores devem ter um comitê independente de diagnóstico, para não depender dos números fornecidos pela empresa responsável pelo acidente.

“Não é preciso que a ANP ou o Ibama tenham os equipamentos de monitoramento. Mas eles devem eleger previamente uma empresa independente capaz de fazer o diagnóstico e acioná-la nesses casos”, afirma Estefen.

Os especialistas esperam que o acidente da Chevron seja um divisor de águas para se avançar na regulação, num momento em que, com o pré-sal, o país caminha para a exploração em águas cada vez mais profundas. Eles lembram que a legislação brasileira de controle de poluição por óleo existente só foi desenhada a partir de um dos piores acidentes já registrados no Rio: o derrame de mais de um milhão de litros de petróleo na Baía de Guanabara, após o rompimento de um oleoduto da Petrobras, em 2000.

Desde então, houve alguns avanços, reconhece a procuradora federal Telma Malheiros, que implementou e chefiou por quatro anos a coordenação de óleo e gás do Ibama, responsável pelo licenciamento ambiental no setor. Um deles é a exigência de um Plano Emergencial Individual (PEI) - desenvolvido pela concessionária para cada unidade ou instalação - entre os pré-requisitos para obtenção da licença. O Plano Nacional de Contingência e a avaliação ambiental estratégica, no entanto, ficaram apenas no papel.

Pressão de empresas emperra fiscalização
O plano nacional, explica Telma, é um planejamento detalhado da atuação de cada um dos órgãos que devem ser envolvidos em caso de vazamento de óleo. Cabe à Marinha, por exemplo, interditar o tráfego de embarcações nos arredores do local do acidente. À ANP cabe o acompanhamento operacional da contenção. Os ministérios da Pesca e do Turismo, bem como o Ibama, também devem ter suas atuações detalhadas, pois o derrame pode comprometer a atividade pesqueira e turística. Um grupo de trabalho chegou a ser montado em 2010, após o mega-acidente da BP no Golfo do México, mas a inércia das autoridades impediu que ele fosse à frente.

(…)

Por Reinaldo Azevedo
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Fonte:
Blog Reinaldo Azevedo

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