Boi: mercado externo aquecido e oferta restrita de animais para abate na entressafra nacional sustentaram preços da @ em maio
O mercado externo aquecido e a oferta restrita de animais prontos para o abate neste período de entressafra nacional sustentaram os preços da arroba do boi gordo em praticamente todo o mês de maio. No mês, a média do Indicador do boi gordo CEPEA/B3 (estado de São Paulo, à vista) foi de R$ 201,21, sendo 0,83% acima da verificada em abril, de R$ 199,57. Além disso, a média de maio superou em quase 25% a do mesmo mês do ano passado, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI).
Por outro lado, os preços da carne negociada no mercado atacadista da Grande São Paulo estiveram enfraquecidos, especialmente diante da demanda doméstica arrefecida. Segundo pesquisadores do Cepea, a atual crise por causa da pandemia de coronavírus parece começar a reduzir o poder de compra de parte da população, que, por sua vez, pode estar migrando para proteínas mais competitivas, como frango, suínos e ovos. O movimento de queda nos valores da carne foi reforçado na segunda quinzena do mês, quando tipicamente a demanda pelo produto diminui.
Assim, a média à vista da arroba da carcaça casada do boi negociada no atacado foi de R$ 205,05 (ou de R$ 13,67/quilo) em maio, queda de 2,63% em relação à de abril. Frente à de maio do ano passado, contudo, a média de maio de 2020 esteve 20,7% superior, em termos reais.
Nesse cenário, ainda que o preço médio da carne no atacado em maio tenha superado o da arroba do animal para abate – cenário que vem sendo verificado, em termos gerais, desde o encerramento de 2016 –, essa vantagem diminui no mês. Assim, a diferença entre os preços da arroba do animal e da arroba da carcaça casada foi de 3,84 Reais/@, a menor desde setembro/2019, quando esteve em 2,77 Reais/@. Naquele mês, vale lembrar, a oferta de animais em confinamento estava baixa e a demanda por carne, enfraquecida no País. Como comparação, em maio do ano passado, a diferença era de 8,51 Reais/@.
Mesmo em meio à pandemia de coronavírus, exportações seguem recordes – A China segue importado volumes significativos de carne bovina do Brasil neste ano, o que tem feito com que as exportações totais do País registrem recordes. E esse cenário, por sua vez, ameniza os impactos da crise de pandemia de coronavírus sobre o mercado pecuário nacional. Segundo a Secex, os embarques brasileiros de carne bovina in natura somaram 155,1 mil toneladas em maio, 33,4% acima do volume de abril e 28,2% a mais que em maio de 2019. Trata-se, também, de quantidade recorde para um mês de maio.
Abate no 1º trimestre é o menor desde 2011 – Dados preliminares do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o número de cabeças de bovinos abatido pelo País no primeiro trimestre de 2020 foi o menor desde 2011. De janeiro a março, foram abatidos 7,2 milhões de animais, 10,4% a menos que o trimestre anterior (de outubro a dezembro de 2019), quando 8,071 milhões de animais foram abatidos – vale lembrar que, naquele período, a arroba bovina atingiu preço recorde real da série histórica do Cepea, iniciada em 1994.
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