Brucelose: A importância da vacinação

Publicado em 03/07/2020 14:15

A brucelose bovina, endêmica no Paraná, é uma doença bacteriana (B. abortus) que pode ser transmitida ao homem. O abortamento é o principal sinal, e, ocorre geralmente no último terço da gestação. Outros sinais indicativos da doença é o nascimento de bezerros fracos, retenção de placenta, corrimento vaginal, inflamação das articulações e inflamação dos testículos.

As perdas econômicas giram em torno da queda da produtividade, ou seja, menor produção de leite, baixos índices reprodutivos, aumento no intervalo entre partos, morte de bezerros precocemente e perda de animais.

Uma das principais medidas de controle da brucelose bovina é a vacinação. Fêmeas, entre três e oito meses de idade, devem ser vacinadas obrigatoriamente (Portaria nº 305/2017). A realização periódica de exames de diagnóstico no rebanho também é estratégica para a erradicação.

A vacinação é obrigatória para as fêmeas bovinas e bubalinas, entre 03 e 08 meses de idade e deve ser comprovada a aplicação, uma vez por semestre. No Brasil, é permitida a utilização das vacinas B-19 ou RB-51 (Vacina Não Indutora de Anticorpos Aglutinantes). A B-19 é atualmente a mais utilizada devido ao menor custo. A vacinação deve ser realizada sob a responsabilidade de um médico veterinário cadastrado na Adapar.

Transmissão

A brucelose bovina é transmitida principalmente pela ingestão de pastagem contaminada pela urina de bovinos doentes, restos fetais e restos de placenta. A doença pode ser introduzida em um rebanho sadio, pela aquisição de bovinos infectados. Por esse motivo, é importante a realização de quarentena e de novos exames para que os animais possam ser incorporados ao rebanho.

Exames periódicos fazem parte da estratégia de controle da doença. Para fêmeas que receberam vacina B19, os exames podem ser realizados com idade superior a 24 meses. A bezerras vacinadas com a RB-51 e os animais machos podem ser submetidos ao exame a partir dos oito meses de idade, quando não apresentarão anticorpos colostrais, que podem influenciar no resultado dos exames ocasionando falsos positivos.

Informação

Em caso de animais positivos no teste de triagem, a Adapar deve ser notificada para tomada de medidas de confirmação e controle.

Em 2019 no Paraná, foram identificados 1.472 casos em 502 focos, envolvendo 153 municípios.

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Fonte:
Adapar

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