Carne bovina de Mato Grosso para chinês ver, diz IMAC
A partir de hoje (8), o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) participa da China International Fair for Investment and Trade (CIFIT), em Xiamen, na província de Fujian. O objetivo é reforçar a relação comercial com o país para ampliar ainda mais a demanda por carne bovina de Mato Grosso. Neste ano, 59% da carne mato-grossense exportada tiveram como destino China e Hong Kong, conforme dados oficiais do Ministério da Economia.
O Imac integra o pool de empresas e entidades coordenadas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec) que serão representados na China pela assessora internacional da Sedec na Ásia, Ariana Guedes. O portifólio de produtos e as informações sobre o mercado da carne de Mato Grosso preparados pelo Imac serão apresentados por meio de material de divulgação online.
Apesar dos impactos da pandemia de Covid-19 sobre mercados brasileiro e chinês, o comércio da carne mato-grossense neste ano está em movimento crescente. Se há três anos a China – maior pólo consumidor do mundo – importava de Mato Grosso de forma intermitente, agora os negócios estão contínuos.
“O estado de Mato Grosso pode produzir carne bovina de qualidade e quantidade suficientes para atender as necessidades do mercado asiático. Para que isso aconteça, precisamos apenas de segurança comercial e investimentos que estimulem a intensificação sustentável de nossas terras”, argumenta o presidente do Imac, Caio Penido.
Se por um lado os chineses têm em Mato Grosso um parceiro comercial que garante qualidade sanitária e nutritiva da carne, por outro a remuneração dada ao chamado “boi China” resulta em boa remuneração aos criadores e industriais estaduais. Animais que atendem às exigências dos importadores chineses recebem um bônus de até R$ 10 sobre a cotação local da arroba.
A garantia de que o mercado ainda tem potencial de ampliação é um dos argumentos que o Imac leva aos eventos na China. Há condições de ampliar a entrega de carne nos padrões exigidos pelos chineses, graças ao abate de animais cada vez mais jovens e à possibilidade de intensificar a criação sem abertura de novas áreas. Além disso, as indústrias têm condições de aumentar o volume de abates, pois não operam no limite de sua capacidade instalada.
Mato Grosso já tem dado mostras desse potencial de crescimento. Os frigoríficos já atendem mercados exigentes, como a Europa, e diversificados, caso dos países que adquirem carne halal. Do ano passado para cá, o estado ampliou de um para sete o número de unidades frigoríficas habilitadas para exportar à China, que tem mantido visitas e monitoramento constantes para se certificar que suas rigorosas exigências sanitárias estão sendo seguidas.
“Boi China” – Ao importarem carne, os chineses fazem uma série de exigências, em sua maioria ligadas à sanidade animal. Entre elas, garantia de que os animais têm idade comprovada de até 30 meses e estão livres de doenças, como febre aftosa, doença da vaca louca, estomatite vesicular, antraz, diarreia viral, entre outras. Em troca, os compradores pagam um bônus sobre a arroba que varia de R$ 10 até R$ 17, dependendo da região do país.
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