Bahia na reta final da IIª Etapa de Vacinação contra a Febre Aftosa

Publicado em 23/11/2020 11:55 56 exibições

A Bahia recebeu o status de Zona Livre da Febre Aftosa, concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), nos últimos 23 anos de forma consecutiva. Para dar continuidade aos resultados positivos, acontece a 2ª etapa de vacinação contra a doença em 2020, destinada a bovinos e bubalinos de até dois anos de idade. Além de vacinar, o produtor deve declarar todo o rebanho para a ADAB (Agência de Defesa Agropecuária da Bahia). 
Para evitar aglomeração e tornar mais rápida a declaração da vacina, o produtor pode realizar o processo via internet no site (www.adab.ba.gov.br), também nas lojas de revenda de produtos agrícolas e sindicatos rurais.
 
A meta é vacinar quase 3,3 milhões de animais na Bahia, nesta etapa contra a Febre Aftosa.  Além da declaração dos animais de até dois anos, o produtor terá que declarar as demais faixas etárias e realizar a atualização dos dados cadastrais. A segunda etapa assume uma maior importância por se tratar de animais mais jovens, alguns ainda não receberam nenhuma dose de vacina e estão com o sistema imunológico em formação e, portanto, mais vulneráveis à doença.
 
 Os pecuaristas que não vacinarem o rebanho durante o período da campanha e não fizerem a declaração ficarão impedidos de vender ou transportar o rebanho. Por isso, a orientação é não deixar para última hora, evitando a perda dos prazos. É válido ressaltar aos produtores a necessidade da vacina contra a Brucelose, que também é obrigatória.
 
O coordenador do Programa Nacional de Vigilância da Febre Aftosa da Adab, José Neder, destaca que apesar de a doença ter sido erradicada na Bahia, a vacinação ainda é mantida. A próxima fase do trabalho prevê a eliminação da vacinação em 2022. 
“Pedimos a atenção dos produtores para podermos cumprir o calendário oficial do Ministério da Agricultura. Se obtivermos altas taxas de vacinação nessa etapa, juntamente com as duas etapas do próximo ano, receberemos a chancela e poderemos retirar em definitivo a vacinação contra a Febre Aftosa do Estado da Bahia, o que seria um marco para o setor produtivo”.
 
Erradicação
 
A febre aftosa é uma doença viral, altamente contagiosa, que afeta animais de casco fendido, como os bois, búfalos, cabras, ovelhas e porcos. Pode ser transmitida principalmente pelo contato dos animais sadios com animais doentes. O vírus pode ser transportado pela água, ar, alimentos, pássaros e pessoas que entrem em contato com animais doentes.
A enfermidade provoca graves restrições sanitárias e comerciais ao estado e ao país, desvalorização no preço da arroba, desemprego no setor frigorífico e pode causar embargos comerciais a outros produtos, como o farelo de soja, frutas e exportação de carne de frango e suína, além de grande impacto social e econômico.
A vacinação contra a Febre Aftosa ganha atenção especial da ADAB em territórios que não atingiram uma alta no índice vacinal durante a primeira etapa da Campanha, em maio e junho (dois meses excepcionalmente por conta das dificuldades de logística em função da pandemia).
“A vacinação assistida, isto é, com a presença dos médicos veterinários e técnicos agrícolas da ADAB em propriedades e visitas de orientação, vai acontecer nessa etapa”, ressalta o diretor de Defesa Sanitária Animal, Carlos Augusto Spínola.
Mas para seguir o protocolo sanitário todos os cuidados para evitar a transmissão do COVID-19 têm sido cumpridos.
 
“O distanciamento recomendado entre trabalhadores, servidores da ADAB e produtores nos currais durante o ato da vacinação deve ser de dois metros”, lembra o diretor-geral da agência, Maurício Bacelar. 
A I Etapa da Vacinação de 2020 atingiu 93,65% de imunização do rebanho de todas as faixas etárias, ou seja, cerca de 10 milhões de animais em 240 mil propriedades foram imunizados. “No entanto, a importância dessa segunda etapa é fundamental para garantir nossa caminhada para que em 2022 possamos nos tornar território livre da doença sem vacinação, o que vai possibilitar uma maior aceitação dos nossos animais e produtos nos mais exigentes mercados internacionais”, conclui Maurício.

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Fonte:
Sec. de Agricultura da Bahia

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