Segunda etapa da vacinação contra febre aftosa encerra no dia 30 de novembro

Publicado em 26/11/2020 12:20 95 exibições
A previsão é que sejam vacinados 4,6 milhões de animais somente no estado de São Paulo

Termina na próxima segunda-feira, 30/11, a segunda etapa da vacinação contra a febre aftosa. A meta é imunizar cerca de 70 milhões de bovinos e bubalinos, de até dois anos de idade, conforme prevê o Calendário Nacional de Vacinação 2020 para a maioria dos estados brasileiros. Em São Paulo, a expectativa é que 4,6 milhões de animais sejam vacinados, de acordo com Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado.

Tão importante quanto a vacina é o preenchimento e envio da declaração de vacinação dentro dos prazos estipulados. É o que informa o médico-veterinário Odemilson Mossero, vice-presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP).

“O produtor deve ficar atento à data (07/12) em que se encerra o prazo para a entrega da declaração da vacinação ao escritório de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura”, diz Mossero, que também é presidente da Comissão Técnica de Saúde Animal do CRMV-SP.

Ele ressalta que, com esse registro, o produtor poderá cumprir com os compromissos sanitários junto ao órgão de defesa sanitária animal de seu Estado. Em São Paulo, as declarações devem ser realizadas preferencialmente por meio do sistema informatizado Gestão de Defesa Animal e Vegetal (www.gedave.sp.gov.br).

Uma ferramenta a ser valorizada

Para o médico-veterinário Fábio Alexandre Paarmann, membro da Comissão Técnica de Saúde Animal do CRMV-SP, a imunização é a principal ferramenta para evitar a presença da doença nos rebanhos bovinos e bubalinos. “Foi com a aplicação da vacina que pudemos acabar com a doença no território nacional e nos estabelecermos como País livre de febre aftosa.”

Paarmann explica que esse avanço também permitiu ao Brasil derrubar barreiras sanitárias contra nossos produtos e, assim, ampliar as vendas de animais e subprodutos para diversos países.

Mossero reitera a eficácia da vacinação e o avanço do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa, iniciado em 1992. “As condutas para a imunização visam evitar o risco uma reintrodução dessa doença tão séria e tão devastadora para a sociedade, para economia e para a saúde animal”, afirma.

No momento, são considerados livres da febre aftosa sem vacinação os estados do Acre, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e Santa Catarina, além de regiões do Amazonas e de Mato Grosso.

Como agir em caso de suspeita da doença

Diante de uma suspeita de animal infectado pela febre aftosa, os médicos-veterinários responsáveis devem avaliar o rebanho, colher amostras para testes laboratoriais e fazer uma investigação sobre os prováveis meios de entrada da doença e os pontos de risco para o seu espalhamento.

“As amostras seguem ao laboratório pelo meio mais rápido possível e a análise dos materiais é tratada com prioridade para que todos recebam a resposta no tempo mais curto possível”, diz Paarmann.

Segundo Mossero, qualquer suspeita de enfermidade vesicular também deve ser apurada. “Bolhas na língua e boca do animal, nos espaços interdigitais e no ubre, no caso das fêmeas, podem ser sinais de doença vesicular, entre elas a febre aftosa”, lembra.

O alerta aos médicos-veterinários é que estejam atentos a esses sinais e que orientem tratadores e produtores. “Lembrando que a notificação é obrigatória para que se possa identificar a doença que está acometendo o rebanho na propriedade”, enfatiza Mossero.

O compromisso do médico-veterinário

Ainda sobre o papel dos médicos-veterinários, Paarmann reforça que a atuação dos profissionais é crucial para a vigilância desta e de outras doenças. “Diante de uma suspeita de doença contagiosa, o médico-veterinário deve entrar em contato com as autoridades para que as ações necessárias sejam adotadas o mais breve possível.”

Para Mossero, esse cuidado reflete o bom resultado que o estado de São Paulo está obtendo em relação à defesa sanitária animal. “A notificação não pode ser omitida para que possamos controlar, erradicar e atuar em situações emergenciais sempre que for necessário. O fato de o Estado não ter registro da doença há 24 anos não significa que podemos ficar desatentos”, conclui o médico-veterinário.

Primeira etapa teve cobertura superior a 97% do rebanho

Dados parciais da primeira etapa de vacinação, divulgados em setembro, mostraram que a cobertura vacinal estava em 97,81% do rebanho de bovinos e bubalinos de todas as idades naquele mês.

Esse percentual corresponde à imunização de 166 milhões de animais, segundo informações da Divisão de Febre Aftosa da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A pasta também informou que a retirada da vacina contra a febre aftosa, prevista para 2021, foi suspensa em decorrência da pandemia de Covid-19, que prejudicou o andamento de todas as ações e medidas que estavam em execução nos Estados brasileiros.

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Fonte:
CRMV-SP

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