Café: Após leve alta na véspera, Bolsa de Nova York recua cerca de 50 pts nesta manhã de 4ª feira

Publicado em 17/08/2016 10:41
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As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com leve baixa nesta manhã de quarta-feira (17) e perdem parte dos ganhos registrados na sessão anterior. O mercado realiza ajustes técnicos, mas também segue bastante atento ao câmbio, que impacta diretamente nas exportações da commodity.

Ontem (16), o dia nos mercados globais, de um modo geral, foi marcado por curtas e negativas oscilações, segundo o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães. No caso do café, o cenário, apesar de positivo, foi bem parecido. "A tônica especulativa presenciada é mais ou menos a mesma", ponderou o analista.

Por volta das 10h38, o contrato setembro/16 registrava 136,70 cents/lb com 70 pontos de baixa, o dezembro/16 tinha 139,95 cents/lb com 80 pontos de recuo. Já o vencimento março/17 estava cotado a 143,05 cents/lb com 85 pontos de desvalorização, enquanto o maio/17 anotava 145,00 cents/lb com 75 pontos de negativos.

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Veja como fechou o mercado na terça-feira:

Café: Bolsa de Nova York tem mais uma sessão de leve alta nesta 3ª com suporte do câmbio e safra do Brasil

As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam o pregão desta terça-feira (16) com leve alta e estenderam os ganhos da sessão anterior. Ainda assim, os preços externos da variedade seguem distantes de US$ 1,50 por libra-peso, patamar registrado nos últimos dias, mas se consolida em cerca de US$ 1,45/lb. O mercado tem suporte do câmbio, mas também realiza ajustes técnicos ante a queda registrada na semana passada e também repercute o avanço da colheita no Brasil.

O contrato setembro/16 encerrou o pregão de hoje cotado a 137,40 cents/lb com alta de 45 pontos, o dezembro/16 anotou 140,75 cents/lb com 20 pontos de avanço. Já o março/17 registrou 143,90 cents/lb e o maio/17 teve 145,75 cents/lb, ambos os vencimentos com valorização de 15 pontos.

De acordo com o analista da Maros Corretora, Marcus Magalhães, o dia nos mercado globais, de um modo geral, foi marcado por curtas e negativas oscilações. No caso do café, o cenário, apesar de positivo, foi bem parecido. "A tônica especulativa presenciada é mais ou menos a mesma", pondera Magalhães.

Assim como nos últimos dias, o dólar comercial tem impactado os preços externos do café arábica no terminal externo, pois influencia diretamente nas exportações da commodity. Após três altas consecutivas, a moeda estrangeira recuou nesta terça-feira acompanhando dados sobre a inflação nos Estados Unidos. Às 15h30, o dólar comercial caía 0,28%, vendido a R$ 3,1795.

O dólar mais baixo em relação ao real tende a desencorajar as exportações do grão brasileiro. Por outro lado, os preços externos da variedade esboçam reação. Dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) apontam que os embarques do país em julho totalizaram 1,91 milhões de sacas. O volume representa uma queda de 25% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 2,55 milhões de sacas.

A safra 2016/17 do Brasil também movimenta o mercado. Com a melhora climática nos últimos meses, os trabalhos de colheita caminham para o fim. "Operadores disseram que os ganhos foram limitados por conta da ampla oferta de café no curto prazo com uma colheita melhor do que o esperado no maior produtor Brasil, que está em seu estágio final", reportou a Reuters nesta terça-feira.

Segundo estimativa da Safras & Mercado divulgada na quinta-feira (11), a colheita brasileira até dia 10 de agosto estava em 81%. Tomando por base o último levantamento da consultoria, de 54,9 milhões de sacas de 60 kg, já foram colhidas 44,26 milhões de sacas.

Na Cooxupé (Cooperativa Regional dos Cafeicultores em Guaxupé), a colheita atingiu 82,11% da área até o dia 12 de agosto. O número representa um avanço de quase 7% de uma semana para a outra. Nesse mesmo período do ano passado, 72,65% da área dos cooperados havia sido colhida.

» Café: Colheita dos cooperados da Cooxupé atinge 80% da área

Após o clima ter beneficiado os trabalhos de colheita nas principais áreas produtoras do Brasil nos últimos dias, linhas de instabilidade provocaram chuvas no cinturão produtivo do país ontem (15) e essa condição deve continuar nesta terça-feira e também volta no fim de semana.

Mercado interno

Apesar do avanço da colheita nas principais áreas produtoras do Brasil, os negócios com café seguem lentos. O produtor aguarda melhores patamares para voltar às praças de comercialização com mais força. O presidente da Cooxupé, Carlos Paulino, afirmou à Reuters na segunda-feira passada (8), durante evento em São Paulo, que os produtores da Cooperativa têm relutado em vender o produto abaixo do nível de R$ 500,00 a R$ 510,00 a saca, mas o ritmo de comercialização é "normal".

O tipo cereja descascado fechou o dia com maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) com R$ 580,00 a saca – estável. A maior variação no dia dentre as praças foi registrada em Poços de Caldas (MG) com queda de 3,24% e saca a R$ 508,00.

O tipo 4/5 teve maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com R$ 531,00 a saca – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Poços de Caldas (MG) com queda de 1,44% e saca a R$ 478,00.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Araguari (MG) com alta de 0,98% e R$ 515,00 a saca. A maior oscilação no dia em Oeste da Bahia (MG) com avanço de 1,58% e saca a R$ 482,50.

Na segunda-feira (15), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 469,15 com queda de 0,42%.

Por Jhonatas Simião
Fonte Notícias Agrícolas

1 comentário

  • victor angelo p ferreira victorvapf nepomuceno - MG

    Que coisa boa, morar em Nova York e aplicar na bolsa, sem sair de casa e comprar e vender café que é produzido com o suor do produtor, acompanhando variações pífias que dão sempre lucro a quem investe uma vez que o dinheiro não sofre influencias climáticas... É isto aí Bolsa de NY... Me lembra sempre aquele velho ditado: Enquanto tiver cavalo no mundo, São Jorge não anda a pé...

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    • ALEXSANDRO PEIXOTO LEOPOLDINOCANARANA - MT

      Não podemos criticar que não desperdiça uma Oportunidade de negócios, mas temos sim é que olhar para nós mesmos e tentar nos proteger disso... Se não se não somos capazes de nos responsabilizarmos pela comercialização direta com o consumidor final, estaremos sempre à mercê das regras impostas por eles e pelos atravessadores.... Ou então, assumimos a importância deles no processo e permanecemos na nossa querida inércia....

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    • ALEXSANDRO PEIXOTO LEOPOLDINOCANARANA - MT

      Que= quem..... Inadmissível é sermos regidos por bolsas de nova York ou de chicago e não termos uma BMF atuando dentro de nossas porteiras..... Vejo isso como ainda uma incompetência nossa,,,,

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    • ALEXSANDRO PEIXOTO LEOPOLDINOCANARANA - MT

      BM&Fp

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    • VICTOR ANGELO P FERREIRA VICTORVAPFNEPOMUCENO - MG

      Onde foi parar a Bolsa de Santos...Lá virou museu do café...Porque não reativam aquele museu...Aposto que teve uma jogada política não sei de qual governo para tirar o controle daquela Bolsa...

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    • VICTOR ANGELO P FERREIRA VICTORVAPFNEPOMUCENO - MG

      Não tem como consertar sem inicialmente criticar...

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    • VICTOR ANGELO P FERREIRA VICTORVAPFNEPOMUCENO - MG

      Porque o NA não faz uma visita naquele Museu do Café em Santos e apura o porque de perdermos aquela Bolsa...A gente perde a independência é assim, deixando as coisas pra lá...

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    • PAULO ROBERTO RENSIBANDEIRANTES - PR

      Sr. Victor desculpe-me, mas o quê move o seu pensamento de que a transferência da Bolsa de Venda e Compra de contratos de café futuro para Santos vai mudar alguma coisa. Por um acaso serão os produtores que vão movimentar essa Bolsa em Santos com o seu dinheiro? Porque não fazem o "movimento" da Bolsa em Nova York então? Desculpe-me, mas já vivenciei a produção e comercialização de café nas décadas 80 e 90 do século passado e, enquanto as outras commodities eram colocadas todas dentro do mesmo silo, o café era mantido ensacado, separado em lotes nos barracões das cooperativas. Sei que cada lote tem suas próprias características de padrão e bebida que vai determinar o seu valor de mercado, mas você que é dono desse lote não sabe quem é o seu possível comprador, pois cada país consumidor tem um paladar especifico para a bebida do café. Agora com a "capsulação do café" não sei qual vai ser a realidade de mercado. As poucas empresas que ditam o mercado mundial do café, transformaram-o em cápsula. VEJA A GRAVIDADE DO FATO !!! Se colocarem "flavorizantes" na capsula, o paladar do consumidor está sendo condicionado ao "flavorizante" e não mais nas qualidades da bebida do "SEU CAFÉ"!!!

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    • VICTOR ANGELO P FERREIRA VICTORVAPFNEPOMUCENO - MG

      Sr Paulo, também não sei qual o pensamento que realmente moveu e transferiu a Bolsa daqui, aonde o produto está e pode ser conferido e comercializado com real segurança sem a interferência das trainding...Quanto a capsulação do café claro que eles querem criar uma nova oferta para o mercado que na minha opinião não vai prosperar porque nada substitui o sabor natural de um bom café e acredito até que vai aumentar a procura daquele tradicional e bicentenário café

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    • PAULO ROBERTO RENSIBANDEIRANTES - PR

      Sr. Victor, acredito que o Sr. conheça alguém que consome algum néctar de fruta condicionado nessas "caixinhas UHT" da Tetra Pak. É uma forma inteligente de consumo, não é? Ocorre que esse "néctar" é só 20% do suco da fruta, o resto é água, açúcar e "flavorizantes"... CONSUMIR INTELIGENTEMENTE É UM MODISMO INTERNACIONAL !!! ... Mesmo que seja "PORCARIA"!!!

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    • VICTOR ANGELO P FERREIRA VICTORVAPFNEPOMUCENO - MG

      Sr Paulo,,temos muitas capsulas aqui que meu filho trouxe de BH...mas enjoativos estão aqui para serem jogados fora, além do mais vai poluir o ambiente...

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