Café: Com previsão de chuvas no Brasil, Bolsa de Nova York sobe 250 pts nesta tarde de 5ª feira

Publicado em 18/08/2016 12:16
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As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com alta próxima de 250 pontos nesta tarde de quinta-feira (18). Com essa nova alta, os vencimentos mais próximos já voltam a ficar acima do patamar de US$ 1,40 por libra-peso. O mercado realiza ajustes técnicos ante as recentes baixas, mas também tem suporte do câmbio e das incertezas em relação à safra 2016/17 do Brasil.

Por volta das 11h46, o contrato setembro/16 registrava 137,65 cents/lb com 260 pontos de alta, o dezembro/16 tinha 140,85 cents/lb com 275 pontos de avanço. Já o vencimento março/17 estava cotado a 143,85 cents/lb com 255 pontos positivos e o maio/17 anotava 145,70 cents/lb com 250 pontos positivos.

O mercado do arábica na ICE recupera na sessão desta quinta parte das perdas registradas na véspera em ajustes técnicos. Além disso, também dá suporte aos preços externos da variedade as indicações de chuva no cinturão produtivo e o câmbio, em menor intensidade, pois acaba impactando nas exportações da commodity pelo Brasil. As informações são de agências internacionais.

Os principais institutos meteorológicos apontam que áreas produtoras do país devem ter clima instável nos próximos dias e isso assusta os cafeicultores, pois ainda há café para ser colhido ou que está no chão. Linhas de instabilidade provocaram chuvas em áreas produtoras de café na segunda-feira (15) e terça-feira (16) e a condição deve voltar no fim de semana.

De acordo com estimativa da Safras & Mercado, a colheita brasileira estava em 86% até dia 16 de agosto. Com a previsão de produção  de 54,9 milhões de sacas de 60 kg no Brasil da Companhia nesta temporada, é apontado que já foram colhidas 47,24 milhões de sacas até o dia 16. A colheita evoluiu 5% em relação à semana.

» Café: Safras & Mercado estima colheita 2016/17 no Brasil em 86% até 16/08

O câmbio também dá suporte aos preços externos, apesar de operar com leve alta no início da tarde. Às 11h29, a moeda norte-americana subia 0,1090%, vendida a R$ 3,215. As oscilações da moeda tendem a impactar diretamente nas exportações da commodity.

Nas praças de comercialização do Brasil seguem lentos os negócios com café. Os preços não atraem o produtor, que prefere aguardar melhores patamares. "O mercado interno do café deverá ter dia lento e com preços internos frágeis", afirma o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães. Na quinta-feira (17), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 468,42 – estável.

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Por Jhonatas Simião
Fonte Notícias Agrícolas

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