Café: Bolsa de Nova York estende em 300 pts os ganhos da sessão anterior e volta para US$ 1,45/lb nesta 2ª

Publicado em 22/08/2016 13:09
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As cotações futuras do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) sobem mais de 300 pontos nesta tarde de segunda-feira (22) na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado dá continuidade aos ganhos registrados na sessão anterior repercutindo as incertezas em relação à safra 2017/18 do Brasil, mas também realiza ajustes técnicos. Com esse novo avanço, os vencimentos mais próximos já avançam na casa de US$ 1,45 por libra-peso.

Por volta das 12h46, o contrato setembro/16 registrava 142,35 cents/lb com 355 pontos de alta, o dezembro/16 tinha 144,90 cents/lb com 330 pontos de avanço. Já o vencimento março/17 estava cotado a 148,05 cents/lb com 325 pontos de valorização e o maio/17 anotava 149,95 cents/lb com 320 pontos positivos.

De acordo com mapas climáticos, após chuvas no fim de semana, que favoreceram a abertura de floradas no cinturão produtivo do Brasil, o tempo deve ficar mais quente e seco a partir da segunda metade desta semana. Com isso, cafeicultores temem que essas floradas possam ser abortadas. Além disso, o próximo ano promete ser de bienalidade baixa para a maioria das plantações brasileiras, o que incide em menor produção.

Além das questões fundamentais, o mercado do arábica também realiza ajustes técnicos nesta segunda-feira, de acordo com o analista da Maros Corretora, Marcus Magalhães. "As bolsas para o café operam em alta com recompras de fundos sendo registradas", afirma.

Na semana passada, também repercutindo as chuvas no cinturão produtivo e os impactos que a ausência delas possam ter nas plantações para a próxima safra, além do suporte do câmbio, os preços externos do arábica tiveram alta acumulada de cerca de 1% nos principais vencimentos. Com esse novo avanço, as cotações externas do arábica voltam a testar o patamar de US$ 1,45/lb, após oscilar durante toda a semana passada em US$ 1,40/lb.

O engenheiro agrônomo da Fundação Procafé, José Braz Matiello, ressalta outros problemas nas lavouras para a próxima temporada, como a desfolha. Ele estima que o cinturão produtivo tenha perdas de 30% em relação à produção desse ano. "Se fosse arriscar hoje, eu daria de 5 a 10 milhões de sacas a menos no arábica. As plantas estressaram muito com a condição climática. Alguns produtores já estão antecipando a poda", ressalta Matiello.

Enquanto isso, nas praças de comercialização do Brasil, os produtores seguem retraídos das vendas e aguardam melhores patamares, cientes da possibilidade de melhora na lógica mercadológica nos próximos meses. Na sexta-feira (19), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 475,34 com alta de 0,62%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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