Café: Após oito altas seguidas, Bolsa de Nova York fecha o pregão desta 5ª feira com leve queda

Publicado em 08/09/2016 17:58
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Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) fecharam o pregão desta quinta-feira (8) com leve queda após fecharam do lado azul da tabela por oito sessões consecutivas. Esse ajuste já era esperado por analistas de mercado uma vez que os preços eternos da variedade ficaram próximos de US$ 1,60 por libra-peso nos últimos dias. Eles permanecem próximos de US$ 1,55/lb.

O contrato dezembro/16 fechou a sessão de hoje cotado a 153,70 cents/lb com 15 pontos de queda, o dezembro/16 anotou 154,90 cents/lb com 20 pontos de recuo. Já o vencimento março/17 teve 158,15 cents/lb com 15 pontos negativos e o maio/17 registrou 160,05 cents/lb com 5 pontos de desvalorização.

De acordo com o analista de mercado da Maros Corretora, Marcus Magalhães, a queda no mercado foi motivada por ajustes técnicos ante as recentes alta nas cotações, mas também realizações de lucros. Até ontem (7), a Bolsa de Nova York tinha registrado oito sessões seguidas de avanço, que fizeram com que os preços chegassem a US$ 1,60 por libra-peso.

O comportamento do mercado nesta quinta foi adiantado por James Cordier, fundador da OptionSellers.com, em entrevista à Reuters na quarta-feira. Ele explicou para a agência que o rally nos preços da commodity poderia perder força em breve apontando os estoques abundantes do grão nos principais países consumidores.

Apesar da leve queda, segundo agências internacionais, os operadores externos seguem atentos às incertezas climáticas no cinturão produtivo do Brasil, que podem impactar a safra 2017/18, que impacta diretamente nas exportações da commodity brasileira. Na semana passada, especialistas afirmaram à Reuters que ainda é cedo para saber se as floradas do café terão ou não abortamento nos próximos meses, mas elas vieram mais cedo que o normal e isso pode ter reflexos futuros.

Mapas climáticos mostram que para os próximos dez dias o clima nas principais origens produtoras de café deve ficar mais quente e seco após as recentes chuvas. Devem ser registradas precipitações somente no início da segunda quinzena de setembro.

"As temperaturas no Brasil devem continuar moderadas nesta semana favorecendo a última parte da colheita, que deve ficar mais ativa. No entanto, o tempo vira e deve ficar seco novamente, e há uma preocupação dos impactos disso na floração", alertou o vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville, em seu boletim divulgado na quarta-feira.

As dúvidas em relação ao equilíbrio entre oferta e demanda no mercado também assusta o mercado. A OIC (Organização internacional do café) reportou na semana passada que em julho as exportações globais do grão tiveram um recuo de 22% ante o mesmo período de 2015, totalizando 7,75 milhões de sacas de 60 kg no mês.

Mercado interno

Os negócios com café continuam lentos nas praças de comercialização do Brasil ainda mais em meio a uma semana marcada por feriado tanto em Nova York, na segunda-feira (5), como no Brasil ontem (7). Os produtores estão reticentes à venda e esperam melhores oportunidades para voltarem às praças de comercialização mais ativamente.

O tipo cereja descascado fechou o dia com maior valor de negociação em Espírito Santo do Pinhal (SP) com R$ 600,00 a saca - estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Poços de Caldas (MG) com queda de 2,93% e saca a R$ 531,00.

O tipo 4/5 teve maior valor de negociação em Poços de Caldas (MG) com R$ 500,00 a saca e queda de 2,15%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação na cidade de Araguarí (MG) com R$ 530,00 a saca e alta de 1,92%. Foi a maior oscilação no dia dentre as praças.

Na quarta-feira (7), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 498,62 - estável.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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