Café arábica testa trajetória altista em NY, mas encerra semana abaixo de US$ 1/lbp

Publicado em 23/08/2019 17:20 e atualizado em 24/08/2019 15:07
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As cotações futuras do café arábica encerraram a sessão desta sexta-feira (23) com queda de mais de 100 pontos nos principais vencimentos na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado teve um dia de ajustes, mas também sentiu pressão das oscilações cambiais.

O vencimento setembro/19 encerrou o dia com queda de 90 pontos, a 92,60 cents/lb e o dezembro/19 anotou 96,05 cents/lb e 125 pontos de perdas. O contrato março/20 anotou 99,65 cents/lb e 125 pontos de baixa e o maio/20 perdeu 120 pontos, a 102,05 cents/lb.

Nos últimos dias, o mercado do arábica na ICE subiu acompanhando novas percepções diante de informações sobre a safra 2019/20. O Rabobank divulgou que a safra global 2019/20 de café arábica pode ter um déficit de 5,5 milhões de sacas de 60 kg, o maior de sete anos.

"A colheita do Brasil está finalizada. Os relatórios indicam que os rendimentos não são realmente altos e que a qualidade da cultura está baixa devido ao clima", destacou o vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville.

Nesta sexta-feira, no entanto, ajustes técnicos passaram a ser vistos no terminal externo em assimilação ante as recentes baixas. Além disso, também pesou sobre os preços externos neste final de semana as oscilações cambiais, que impactam nas exportações.

Às 15h26, o dólar comercial tinha alta de 0,86%, a R$ 4,112 na venda, à espera do discurso do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell. Consultorias acreditam que o executivo mantenha mensagem com postura conservadora para os juros.

"O real brasileiro caiu para uma nova baixa de 3 meses ante o dólar hoje. Um real mais fraco é negativo para os preços do café, pois estimula as vendas de exportação pelos produtores de café do Brasil", disse o site internacional Barchart.

A comercialização da safra 2019/20 de café do Brasil chegou a 43% até o dia 20 de agosto, de acordo com a consultoria Safras & Mercado. Os trabalhos estão mais adiantados em relação ao mesmo período do ano passado e ganharam ritmo com a maior disponibilidade e necessidade de caixa.

Para a próxima safra, o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) aponta que as áreas de café do Brasil podem ter um atraso das chuvas e altas temperaturas. Mapas estendidos apresentam ainda tendência de um veranico no início de 2020, período de enchimento de grãos.

Mercado interno

Os negócios no mercado brasileiro de café têm sido impactados nos últimos dias com quedas recentes de preço acompanhando o exterior. O Escritório Carvalhaes destacou que até aparecem compradores interessados para todos os postos a venda, mas as bases não agradam os cafeicultores.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor em Guaxupé (MG) com saca a R$ 467,00 – estável. A alta mais expressiva ocorreu em Poços de Caldas (MG) com queda de 0,88% e saca a R$ 452,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Varginha (MG) com saca a R$ 425,00 – estável. A maior oscilação no dia foi em Franca (SP) com alta de 1,20% e saca a R$ 420,00.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 417,00 – estável A maior oscilação ocorreu em Araguari (MG) com alta de 2,50% e saca a R$ 410,00.

Na quinta-feira (22), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 405,64 e queda de 0,15%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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