Ainda buscando recuperação, café encerra sessão com altas significativas em Nova York

Publicado em 14/02/2020 17:31 725 exibições

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O mercado futuro do café arábica encerra a semana com altas significativas na Bolsa de Nova York (ICE Future US) e os principais contratos finalizam a sessão desta sexta-feira (14) com valorização de até 470 pontos. O momento é de recuperação para o mercado do café e apesar de números expressivos, altas representam apenas 1/3 de recuperação quando comparadas com as perdas que o setor vem registrando desde o início de 2020.

Março/20 teve valorização de 465 pontos, cotado a 109,10 cents/lbp, maio/20 subiu 465 pontos, valendo 111,35 cents/lbp, julho/20 também registrou alta de 465 pontos, cotado a 113,40 cents/lbp e setembro/20 encerra a semana com valorização de 470 pontos e negociado por 115,45 cents/lbp. 

Para o analista Eduardo Carvalhaes, do Escritório Carvalhaes, as altas são positivas e tudo indica que o mercado está se encaminhando para uma recuperação. Produtores de café vêm enfrentando preços abaixo do esperado desde janeiro, um mês após altas expressivas entre os meses de novembro e dezembro. O analista acredita que a próxima semana continuará sendo de movimentações positivas em Nova York. 

>>> Veja a entrevista completa com Eduardo Carvalhaes aqui

"A alta tem muito haver com a rolagem de contratos de março para maio lá em Nova York e como existe pouco café na mão de produtores tanto aqui no Brasil, como nos outros países produtores de arábicas, os exportadores estão cautelosos para fazer novas vendas de café para entrea imediata. Eles sentem que é difícil comprar, fazem preços mais altos e os operadores começam a perceber que com isso o café de qualidade mais barato no momento estão na Bolsa de Nova York", explica.

O mercado físico, que normalmente acompanha os preços do exterior, também precisa de valorização para que negócios voltem a ser fechados. De acordo com Carvalhaes, o volume de negócios fechados no mercado interno está abaixo da média esperada para o período. 

Eduardo destacou ainda que a safra 2020/21 tende a ser uma safra de ciclo alto, porém descarta a possibilidade de uma safra recorde como vem sendo falado no mercado desde o início de janeiro. Diante dos altos números de exportação e o Brasil não trabalhar atualmente com estoque de passagem, as negociações tendem a passar por um período de aperto entre oferta e demanda. "Se tivermos problemas nos próximos anos, simplesmente não vamos ter café para fornecer", comenta. 

Valores no mercado interno 

No Brasil, o mercado interno acompanhou Nova York e também encerra a semana com variações positivas nas principais praças produtoras do país. 

O tipo 6 duro teve alta de 5,26% em Patrocínio/MG, cotado a R$ 500,00. Guaxpé/MG registrou alta de 4,04%, valendo R$ 515,00. Poços de Caldas/MG teve valorização de 4,21%, valendo R$ 495,00. Em Varginha/MG o aumento foi de 4,08%, por R$ 510,00 e Franca/SP registrou alta de 1,02%, estabelecendo os preços por R$ 495,00.

O tipo cereja descascado teve alta de 4,44% em Poços de Caldas/MG, cotado a R$ 565,00. Guaxupé/MG registrou alta de 2,83%, valendo R$ 545,00. Patrocínio/MG teve a alta mais expressiva, com valorização de 8,57%, cotado a R$ 570,00. Varginha/MG registrou aumento de 0,95%, cotado a R$ 530,00.

O tipo 4/5 teve aumento de 4,12%, cotado por R$ 505,00. Varginha/MG subiu 4,04%, valendo R$ 515,00 e Franca/SP registrou alta de 1%, sendo negociado por R$ 505,00.

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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