Café também encerra com quedas e com baixas de mais de 200 pts; mercado físico também encerra com desvalorização

Publicado em 20/04/2020 17:30 e atualizado em 20/04/2020 18:05 245 exibições

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Mais uma vez com quedas puxadas pelo Petróleo, o mercado futuro do café arábica encerrou o pregão desta segunda-feira (20) com quedas de mais de 200 pontos nos principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). 

Maio/20 encerrou com quedas de 240 pontos, valendo 113,65 cents/lbp, julho/20 teve baixa de 230 pontos, negociado por 115,25 cents/lbp, setembro/20 registrou baixa de 220 pontos, negociado por 116,50 cents/lbp e dezembro/20 registrou baixa de 205 pontos, valendo 119,55 cents/lbp.

O mercado do petróleo encerrou o dia com baixas de mais de 14% nesta segunda-feira (20) e mais uma vez puxou as demais commodities agrícolas. O colapso do mercado veio dando sinais de sua chegada desde o início do dia, perto de 15h (Brasília) marcou queda de mais de 90% e, na sequência, foi a zero e depois a níveis negativos. 

>>> Petróleo - contrato maio - cai abaixo de ZERO na Bolsa de NY pela primeira vez na história

Além das questões envolvendo o Petróleo, o site Barchart destacou as questões climáticas e a pandemia do Coronavírus em sua análise diária. "A Somar Meteorologia disse na segunda-feira que as chuvas em Minas Gerais, a maior região produtora de café arábica do Brasil, foram de 10,4 mm na semana passada, ou 60% da média histórica. A Somar Meteorologia previu na última sexta-feira condições secas nos últimos 10 dias de abril em Minas Gerais, o que ajudaria a acelerar o ritmo da colheita de café da região", afirmou. 

Os preços do café ainda estão sob pressão devido à fraca perspectiva de demanda, com grandes áreas do mundo sob ordens de ficar em casa e com o fechamento de muitos restaurantes, cafés e bares em todo o mundo. A Organização Internacional do Café (OIC), em 3 de abril, disse que o consumo global de café neste ano pode estagnar ou até diminuir em comparação com a previsão de crescimento pré-pandêmica de 2% a 3%

O mercado físico brasileiro acompanhou as baixas nas principais praças produtoras do país. 

O tipo 6 duro teve queda de 0,84% em Guaxupé/MG, valendo R$ 590,00. Poços de Caldas/MG registrou baixa de 0,85%, valendo R$ 580,00. Patrocínio/MG registrou baixa de 1,67%, negociado por R$ 590,00 e Araguarí/MG encerrou com valorização de 1,72%, valendo R$ 590,00. 

O tipo 4/5 registrou queda de 0,84% em Poços de Caldas/MG, valendo R$ 590,00. Varginha/MG manteve a estabilidade por R$ 595,00, assim como Franca/SP que manteve o valor de R$ 600,00. 

O tipo cereja descascado teve queda de 1,54%, valendo R$ 640,00. Poços de Caldas/MG teve queda de 0,74%, valendo R$ 670,00 e Guaxuope/MG registrou baixa de 0,78%, valendo R$ 635,00.

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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