Conilon: Mercado de olho no clima do Vietnã e na safra sendo colhida no Brasil

Publicado em 22/05/2020 16:59 e atualizado em 24/05/2020 16:02 111 exibições

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A colheita do café Conilon já avança no Brasil, com a promessa de ser uma grande safra, mas o mercado também acompanha o desenvolvimento da safra no maior concorrente do Brasil, o Vietnã. Analistas destacam que o país está em um momento de entressafra e o mercado acompanha ainda as questões climáticas, que tem chamado atenção com relatos de clima quente e seco, que pode afetar a produção. "Ainda é cedo para saber se houve mesmo grandes perdas, mas é um assunto que deve ser monitorado", destaca o analista Fernando Maximiliano em sua análise de mercado.

O Brasil também passa pelo momento de entressafra, mas quando comparados com o Arábica a realidade é outra quando falamos em estoques certificados. De acordo com Maximiliano, os estoques ainda estão maiores que os volumes vistos no ano passado, apesar de apresentarem declínio mais acentuado no mês de maio.

"É importante lembrar que os estoques certificados de robusta estiveram em nível confortável durante grande parte do ano, já que o mercado foi abastecido com a abundante safra Vietnamita no início do ano", comenta. Maxiliano destaca ainda que as ofertas da variedade devem ser amplas com a entrada da nova safra brasileira e na Indonésia, que está sendo colhida desde abril. 

Se falando em preços no mercado físico, assim como o arábica, o café tipo Conilon também apresenta uma alta de 20% acima da média histórica dos últimos dez anos. Segundo Fernando, em 2010 a saca era comercializada por R$ 296,00 e agora os negócios são fechados por R$ 360,00. A alta também se dá por conta da desvalorização do real, que tem acentuado os ganhos no Brasil. 

Confira o gráfico dos estoques na Bolsa: 

Estoques Londres - Conilon
Café finaliza a semana sem grandes variações: De olho na colheita, clima e Coronavírus

O café termina a sessão desta sexta-feira (22) sem grandes movimentações na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Em um momento de entressafra, de colheita no Brasil e em que o mercado acompanha as notícias envolvendo o Coronavírus, a semana foi marcada por dias tranquilos e de variações técnicas para o café. 

Julho/20 teve queda de 115 pontos, negociado por 103,60 cents/lbp, setembro/20 registrou baixa de 110 pontos, valendo 105,20 cents/lbp, dezembro/20 teve baixa de 105 pontos, valendo 107,35 cents/lbp e março/21 encerra com desvalorização de 95 pontos, valendo 109,40 cents/lbp. 

"Os preços do café na sexta-feira se estabilizaram, com o café arábica caindo para uma baixa de 3-1 / 2 mês e o café robusta subindo para uma alta de duas semanas", destacou o site internacional Barchart em sua análise diária. Ainda segundo análise, os preços do café arábica na sexta-feira caíram pela quarta sessão consecutiva com sinais de forte oferta global de café. 

"O Rabobank elevou na quinta-feira sua previsão de superávit de café para 2019/20 para 2,6 milhões de sacas de 1,6 milhão de sacas e para 2020/21 para 7,6 milhões de sacas de 5,6 milhões de sacas, citando o impacto negativo dos bloqueios pandêmicos no consumo de café", comenta. 

No Brasil, o mercado físico encerra a semana com movimentações mistas nas principais praças produtoras do país. 

O tipo 6 duro teve queda de 0,86% em Guaxupé/MG, valendo R$ 577,00. Poços de Caldas/MG registrou alta de 0,88%, negociado por R$ 575,00. Patrocínio/MG registrou baixa de 0,87%, negociado por R$ 570,00. Araguarí/MG registrou queda de 1,67%, valendo R$ 590,00 e Varginha/MG teve a baixa mais expressiva, de 2,52% e negociada por R$ 580,00.

O tipo 4/5 teve queda de 3,31% em Varginha/MG, valendo R$ 585,00. Poços de Caldas/MG registrou alta de 0,86%, negociado por R$ 585,00. Franca/SP manteve a estabilidade por R$ 600,00.

O tipo cereja descascado teve queda de 0,78% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 635,00. Poços de Caldas/MG registrou alta de 0,78%, negociado por R$ 645,00. Patrocínio/MG registrou queda de 0,80%, valendo R$ 620,00 e Varginha/MG teve valorização de 0,80%, negociado por R$ 630,00.

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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