Tendência é de inverno mais rigoroso e temperatura mais elevada em agosto e setembro

Publicado em 22/05/2020 17:10 e atualizado em 24/05/2020 09:44 2814 exibições

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As previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que o inverno tende a ser mais rigoroso para a região do café em 2020. Segundo Francisco Assis Diniz, meteorologista do Inmet, os modelos mais atuais apontam que a atuação de massa de ar frio no sul de Minas Gerais devem acontecer com mais frequência durante o mês de junho. 

Além das quedas nas temperaturas, Francisco afirma que as chuvas também devem ficar acima da média climatológica esperada pelo período. "Tem mais frente fria chegando e por isso os produtores podem enfrentar mais chuvas do que o normal durante o próximo mês", destaca Francisco. 

Os mapas de anomalias de precipitação atualizado em abril pelo Inmet e válido para o mês de junho deste ano, apontam que os volumes devem alcançar até 50 milímetros de precipitação no sul de Minas Gerais. Além do estado mineiro, as chuvas devem atingir ainda parte do Espírito Santo. Já para julho, segundo os modelos, a tendência é que as chuvas sejam mais frequentes na região central do estado, também com precipitação de até 50 mm. 

Veja o mapa de anomalias na precipitação do Inmet: 

Anomalias Junho - Inmet Anomalias Julho - Inmet
Fonte: Inmet 

Outro ponto que chama atenção do meteorologista, é o fato dos modelos apresentarem temperaturas mais elevadas para os meses de agosto e setembro. "É a própria dinâmica da atmosfera que tem contribuindo para que temperaturas em grande parte do Brasil fiquem acima da climatologia", afirma. O meteorologista destaca ainda que a situação deverá ser acompanhada nos próximos meses para indicação se de fato as temperaturas ficarão mais elevadas. 

Veja o mapa de previsão de anomalias de temperaturas para junho e julho do Inmet: 

Temperaturas Inmet
 

Chuva passa e frio chega com baixa intensidade no Brasil Central

SÃO PAULO (Reuters) - A frente fria está avançando e deverá trazer chuvas para importantes áreas produtoras do centro-sul do Brasil até a terça-feira, e há expectativa de geadas pontuais, sem intensidade para gerar danos a culturas como milho, cana ou café, segundo meteorologistas.

Neste sábado a frente avançou por São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, e no domingo o sistema deverá se afastar para o oceano.

"Maio vai terminando com chuvas generalizadas, excelente para milho, café e cana-de-açúcar, condição bem atípica para a época do ano, condições para safrinha excepcionais, principalmente para Mato Grosso", diz o meteorologista Celso Oliveira, da Somar, ressaltou que essas chuvas "estancam" as perdas pela estiagem já registradas no milho do Paraná.

"O número da safra passa a ser definitivo", disse ele, em relação a um dos importantes produtores de milho segunda safra do Brasil.

Para o Sudeste e outras áreas mais ao norte, como Goiás, Oliveira mencionou, contudo, que as frentes frias têm perdido intensidade, o que deve resultar em volumes acumulados menores também nos próximos dias.

Segundo ele, o tempo seco tem ajudado bastante na colheita da cana, mas dificultado o plantio dessa cultura, o que pode ter impacto para a safra de 2021.

GEADAS

Após a passagem da frente fria, uma massa de ar polar avança e vai causar o declínio de temperatura em grande parte do centro-sul do Brasil. As madrugadas de domingo, segunda e terça-feira podem ter temperaturas entre 3 a 5 graus Celsius em muitas localidades do sul de Mato Grosso do Sul, oeste do Paraná e sudoeste de São Paulo.

Para Oliveira, da Somar, o risco de geada nos próximos dias é baixo.

Mas o setor agrícola deve monitorar as próximas duas semanas, uma vez que, numa condição de temperaturas mais baixas, "se vier uma bolha de ar frio mais forte, aumenta o risco de geada".

"Não me parece que vai mudar da água para o vinho, pode ter alguma geada mais forte, mas não generalizada (nas próxima semanas). Depois desse período de frio, as temperaturas voltam a subir. Ou seja, se não gear agora, uma geada em julho não traria consequências, pois o milho já estaria pronto."


 

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas/Reuters

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