Café: Mesmo com alta do dólar, sexta-feira segue tranquila e com movimentações técnicas na Bolsa

Mesmo com a alta do dólar em 2% nesta sexta-feira (12), o mercado futuro do café arábica segue operando com movimentações técnicas na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Além das questões cambiais, o mercado acompanha o ritmo da colheita no Brasil, que chegou em 12% no sul de Minas Gerais, segundo dados da Cooxupé.
Por volta das 13h33 (horário de Brasília), julho/20 tinha queda de 90 pontos, valendo 95,20 cents/lbp, setembro/20 registrava queda de 80 pontos, valendo 96,95 cents/lbp, dezembro/20 tinha baixa de 85 pontos, valendo 99,10 cents/lbp e março/21 tinha baixa de 80 pontos, valendo 101,40 cents/lbp.
Também por volta deste horário, o dólar registrava valorização de 2%, sendo cotado por R$ 5,04 na venda. O dólar mais alto tende a derrubar os preços na Bolsa, mas em contrapartida pode favorecer as exportações brasileiras. O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo.
"As condições de seca no Brasil também são pessimistas para o café, pois devem aumentar o ritmo da colheita de café do país e aumentar o suprimento", afirmou o site internacional Barchart em sua análise. Segundo as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o tempo deve continuar seco no sul de Minas Gerais, sem previsão de chuvas ou geadas para os próximos dias.
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