Café finaliza pregão com altas em NY e no BR: Aquecimento da demanda sustenta preços

Publicado em 29/07/2020 16:36 795 exibições
Incertezas de consumo no pós pandemia continuam no radar do mercado

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A quarta-feira (29) finalizou com altas para os preços do café na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Os preços finalizaram em alta depois que a Starbucks divulgou uma melhora nas vendas durante o mês de julho, indicando um aquecimento na demanda de café.

Setembro/20 teve alta de 195 pontos, valendo 111,60 cents/lbp, dezembro/20 teve alta de 190 pontos, negociado por 114,50 cents/lbp, março/21 registrou alta de 180 pontos, negociado por 116,35 cents/lbp e maio/21 registrou valorização de 175 pontos, negociado por 117,35 cents/lbp. 

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Segundo análise do site internacional Barchart, o otimismo da demanda elevou os preços do café depois que o CEO da Starbucks disse hoje em uma teleconferência que as vendas em lojas comparáveis ​​da empresa nos EUA se tornaram positivas em julho. 

Por outro lado, as incertezas com o consumo pós pandemia ainda podem pressionar os preços para baixo no exterior. "A preocupação com a segunda onda de infecções por Covid é um fator negativo para os preços do café, uma vez que bloqueios adicionais manterão fechados os restaurantes e cafés, reduzindo o consumo", destacou o site internacional Barchart.

Ainda de acordo com a publicação, a Califórnia registrou um registro de 197 mortes por Covid, e a Flórida registrou um registro de 216 mortes por vírus, o segundo dia consecutivo de mortes. Além disso, a China registrou 101 novos casos de Covid na quarta-feira, contra 68 na terça-feira, e o Japão registrou um recorde de 1.002 novas infecções por Covid nesta quarta-feira. 

O mercado também segue acompanhando de perto as condições do clima em Minas Gerais. Segundo as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas podem registrar um declínio de até cinco graus no sul de Minas Gerais na próxima semana. Falando em chuva, a tendência é que as condições devem favorecer a chuva apenas para a Zona da Mata Mineira na quinta-feira (30). 

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No Brasil, o mercado físico acompanhou o exterior e finalizou o dia com altas nas principais praças produtoras do país. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 1,83% em Guaxupé/MG, sendo negociado por R$ 557,00, Patrocínio/MG registrou alta de 0,94%, valendo R$ 535,00, Varginha/MG registrou valorização de 1,82%, negociado por R$ 560,00, Franca/SP teve alta de 0,91%, negociado por R$ 555,00, Cafelândia/PR registrou alta de 3,01%, negociado por R$ 451,80 e em Maringa/PR, a valorização foi de 4,08%, com preços estabelecidos por R$ 510,00.

O tipo cereja descascado teve alta de 1,64% em Varginha/MG, valendo R$ 620,00. Patrocínio/MG subiu 0,86%, negociado por R$ 585,00.
Guaxupé/MG manteve a estabilidade por R$ 605,00 e Poços de Caldas/MG manteve o valor por R$ 650,00.

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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