Café tem dia tranquilo e encerra com poucas variações em Nova York, Londres e no Brasil

Publicado em 26/08/2020 17:00 e atualizado em 26/08/2020 22:21 344 exibições

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O mercado futuro do café arábica finalizou as cotações desta quarta-feira (26) com poucas variações na Bolsa de Nova York (ICE Future US). O mercado teve um dia tranquilo, após altas mais expressivas durante o último pregão. O dólar subiu 1,46% ante ao real, o que ajudou a dar suporte de baixa para os preços em Nova York. 

Setembro/20 teve queda de 40 pontos, valendo 122,80 cents/lbp, dezembro/20 registrou baixa de 85 pontos, valendo 122,10 cents/lbp, março/21 teve queda de 95 pontos, valendo 123,05 cents/lbp e maio/21 teve baixa de 85 pontos, negociado por 124,45 cents/lbp. 

"Os preços do café na manhã de quarta-feira inicialmente subiram com o declínio no fornecimento de café", afirmou o site internacional Barchart. Os ganhos, no entanto, foram limitadas com a queda do dólar ante ao real. Em contrapartida, os valores ficam positivos para as exportações brasileiras. O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo. 

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No Brasil, o setor está com as atenções voltadas para os abastecimento dos armazéns com a safra nova. A Cooxupé, maior cooperativa do país, divulgou nesta quarta-feira (26) que a colheita já está em 89% nas áreas de atuação da cooperativa, que já recebeu cerca de 6 milhões de sacas. Os números da grande safra chamam atenção, mas a qualidade do café se destaca. Segundo a Cooxupé, 88% dos cafés já armazenados são de alta qualidade. 

O analista de mercado Eduardo Carvalhaes destaca que apesar dos problemas pontuais da Covid-19, os trabalhos seguem ocorrendo sem maiores problemas nas principais regiões produtoras do país. "A partir de setembro nós já devemos ver a retomada das embarcações do nosso café com mais força", comentou. Destaca ainda que no mercado físico, os negócios saem, mas ainda de forma mais controlada, também característico do momento atual da safra.

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Quanto aos preços, o mercado operou com estabilidade nas principais regiões produtoras do país neste pregão. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 0,81% em Poços de Caldas/MG, Guaxupé/MG manteve a estabilidade por R$ 627,00, Patrocínio/MG manteve o valor de R$ 600,00, Araguarí/MG manteve por R$ 600,00, Varginha/MG manteve o valor por R$ 635,00 e Campos Gerais/MG manteve a cotação por R$ 624,00.

O tipo cereja descascado teve valorização de 0,74% em Poços de Caldas/MG, valendo R$ 650,00. Guaxupé/MG manteve o valor de R$ 660,00, Patrocínio/MG manteve o valor de R$ 650,00, Varginha/MG manteve a cotação por R$ 685,00 e Campos Gerais/MG também não registrou variações, valendo R$ 684,00. 

Conilon também pregão tranquilo na Bolsa de Londres 

As cotações futuras do café robusta na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe) também operaram próximo da estabilidade e a quarta-feira (26) finalizou com 0,63% de alta. "O café robusta está recebendo suporte de suprimentos mais restritos depois que o Departamento Geral da Alfândega do Vietnã informou em 12 de agosto que as exportações de café do Vietnã em julho caíram -22%", destacou o site internacional Barchart. 

Novembro/21 subiu U$ 6 por tonelada, valendo U$ 1427, janeiro/21 teve alta de U$ 9 por tonelada, valendo 1435, março/21 subiu U$ 9 por tonelada, valendo 1445 e maio/21 também teve alta de U$ 9 por tonelada, negociado por U$ 1456. 

De acordo com pesquisas do Cepea, os preços internos do café conilon têm avançado com certa força neste mês, impulsionados pelas altas externas e do dólar. No cenário internacional, os valores são influenciados pela maior demanda pela variedade. O Indicador CEPEA/ESALQ do robusta do tipo 6 peneira 13 acima voltou a fechar acima dos R$ 400/sc de 60 kg nesses últimos dias, retornando a patamares reais de janeiro de 2018 (valores deflacionados pelo IGP-DI de jul/20).

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Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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