Café volta a subir mais de 500 pontos e rompe 160 cents/lbp na Bolsa de Nova York

O mercado futuro do café arábica abriu o pregão desta sexta-feira (28) novamente com valorização acima dos 500 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). Durante toda essa semana, com as informações de oferta cada vez mais restritas, os preços têm se mantido em forte valorização.
Por volta das 09h11 (horário de Brasília), julho/21 tinha alta de 635 pontos, negociado por 161,65 cents/lbp, setembro/21 registrava valorização de 635 pontos, negociado por 163,70 cents/lbp, dezembro/21 subia 610 pontos, valendo 166,20 cents/lbp e março/22 tinha alta de 640 pontos, valendo 168,85 cents/lbp.
Na Bolsa de Londres, o cenário é o mesmo e o conilon ganha mais de US$ 40 por tonelada. Julho/21 tinha alta de US$ 44 por tonelada, negociado por US$ 1561, setembro/21 tinha valorização de US$ 44 por tonelada, negociado por US$ 1582, novembro/21 tinha alta de US$ 46 por tonelada, valendo US$ 1601 e janeiro/22 tinha alta de US$ 43 por tonelada, valendo US$ 1610.
Além da quebra de safra do Brasil, a Colômbia - segundo maior produtor de café arábica do mundo, completa nesta sexta-feira (28) um mês de protestos e bloqueios logísticios. A Federação Nacional dos Cafeicultores (FNC) divulgou nesta semana que desde 28 de abril pelo menos 600 mil sacas de cafés não foram embarcadas.
A expectativa de uma demanda mais aquecida no segundo semestre, conforme a vacinação contra a Covid-19 avança em importante países consumidores, como Estados Unidos e Inglaterra, é outro fator de alta para os preços no mercado futuro. Analistas ouvidos pelo Notícias Agrícolas afirmam que o mercado, neste momento, de fato já entende o tamanho da quebra da safra brasileira, o que gera certa preocupação quanto a distribuição global de café.
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