Melhora na demanda traz expectativa de recuperação nas cotações do boi gordo e suíno vivo

Publicado em 19/09/2016 08:14
151 exibições

Boi Gordo: Oferta restrita e melhora da margem permite mercado mais firme

Por Felippe Reis, zootecnista da Scot Consultoria
 
Apesar da melhora das margens de comercialização as indústrias tentam ao máximo segurar a arroba nos preços vigentes.

No mercado do boi gordo, houve alta em quatro das trinta e uma praças pesquisadas pela Scot Consultoria. As valorizações ocorrem, principalmente, devido à dificuldade em obter matéria-prima.

Na praça de Araçatuba-SP a arroba do macho terminado está cotada em R$150,00, à vista, contudo, existem ofertas de compras acima da referência.

Com mais uma semana de alta no mercado atacadista de carne com e sem osso, os frigoríficos têm tido um fôlego extra.

O boi casado de animais castrados está cotado em R$10,24/kg. Este é o maior preço nominal da série histórica da Scot Consultoria, que teve início em 1996.

Suíno Vivo: Mercado encerra a semana com altas em SP e RS, enquanto SC e MT registram quedas de preços

Por Sandy Quintans

Nesta sexta-feira (16), o mercado de suíno vivo encerra semana de forma mista nas principais praças de comercialização. Porém, o cenário de preços ainda reflete a demanda enfraquecida no mercado interno, apesar de esboçar reação em algumas regiões.

O analista da Safras & Mercado, Allan Maia, explica que a demanda ficou abaixo das expectativas dos frigoríficos nesta quinzena, por isso, o mercado registrou pouca movimentação de preços nesta semana. Em algumas regiões, como em São Paulo, houve alguma melhora nos últimos dias.

Segundo informações divulgadas pela APCS (Associação Paulista de Criadores de Suínos), em Holambra (SP) foram comercializados 700 animais a R$ R$ 77,00 a R$ 78,00 a arroba, após registrar negócios abaixo deste valor na região.

Já o boletim semanal do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) aponta que o mercado tem registrado enfraquecimento também no atacado, justamente no período em que o consumo tende a ser maior. “Mesmo em início de mês, as vendas do produto no atacado nacional ainda não reagiram conforme o esperado por agentes do setor consultados pelo Cepea”, informa o boletim do Centro.

Diante das incertezas do mercado, os custos de produção seguem como motivo de atenção. “O alto custo segue como maior preocupação do suinocultor brasileiro e reajustes nas cotações são necessários para a recuperação da margem operacional da atividade”, explica Allan Maia.

Apesar disto, os dados da Embrapa Suíno e Aves de agosto tiveram leve redução, devido ao avança da colheita de milho da segunda safra. O ICPSuíno/Embrapa caiu 0,46% em comparação ao levantamento de julho, com 246,70 pontos. No acumulado do ano, a alta nos custos de produção já atingem 19,87% e nos últimos 12 meses, 28,73%.

Preços

Nesta semana, o mercado teve comportamento distinto, segundo aponta o levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes. Em São Paulo houve a maior alta na semana, de 1,22%. A bolsa de suínos do estado definiu negócios em R$ 75 a 75/@ na segunda feira, o que equivale a R$ 4,00 e R$ 4,16 pelo quilo do vivo.

No Rio Grande do Sul, o cenário também foi de altas – com acréscimo de 0,78% – com o preço médio para os produtores independentes a R$ 3,90/kg, segundo pesquisa realizada pela ACSURS (Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul). Em entrevista o Notícias Agrícolas, o presidente da ACSURS, Valdecir Folador, explica que apesar da recuperação de preços, as cotações ainda estão abaixo dos custos de produção do estado.

Além disto, a média estadual para a saca de milho tem registrado redução nas últimas semanas, mas muito acima dos patamares praticados em 2015. Com isso, o presidente explica que apesar dos preços para o cereal começarem a ceder, o impacto dessa redução só deve surgir para os animais abatidos no final do ano.

Já em Santa Catarina as cotações fecharam em R$ 3,80/kg, com recuo de 6,17%, após semanas de estabilidade no mercado. Segundo informações divulgadas pela ACCS (Associação dos Criadores de Suínos), a baixa procura pela proteína foi um dos principais fatores que propiciou as quedas nesta semana.

Para o presidente da ACCS, Losivânio de Lorenzi, a diferença significativa nos preços demonstra as dificuldades que o setor tem enfrentado com as dificuldades econômicas. “Isso mostra que o consumo interno ainda não melhorou, fazendo com que os preços permaneçam retraídos”, relata.

IBGE

Nesta semana, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou dados recordes de abate de suínos, que atingiu maior número desde o início da série iniciada em 1997 no segundo trimestre de 2016. Foram abatidas 10,46 milhões de cabeças, com alta de 3,9% ao primeiro trimestre do ano e 8,0% em relação ao mesmo período de 2015.

“Os principais aumentos ocorreram em Santa Catarina (+189,29 mil cabeças), Rio Grande do Sul (+137,43 mil cabeças), Minas Gerais (+115,83 mil cabeças), Mato Grosso (+96,43 mil cabeças) e Paraná (+87,42 mil cabeças)”, informa o Instituto.

Exportações

Já os embarques de carne suína in natura seguem registrando dados positivos em setembro, segundo dados divulgados Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em 6 dias úteis foram exportados 24,3 mil toneladas, com média diária de 4,1 mil toneladas.

Em relação aos embarques por dia em julho de agosto há um acréscimo de 62,1% e em comparação ao ano passado subiu 88,5%. Já em receita, as exportações chegam a US$ 54,6 milhões, com a tonelada em US$ 2.245,6.

Frango Vivo: Cotações encerram mais uma semana com estabilidade e frustram as expectativas do mercado

Por Sandy Quintans

Por mais uma semana, o mercado de frango vivo registrou estabilidade nas principais praças de comercialização. Com isso, nesta sexta-feira (16), as cotações em São Paulo seguiram em R$ 3,10/kg e em Minas Gerais a R$ 3,30/kg. Diante deste cenário, as possibilidades de altas para o mercado diminuem para as próximas semanas, por entrar em período de demanda enfraquecida.

Segundo o levantamento semanal de preços realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, esta é a segunda semana consecutiva de cotações firmes. Segundo explica o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a situação frustrou o mercado, que esperavam reajustes positivos nesta quinzena.

Para o analista, a falta de movimentações no mercado pode ser um reflexo da oferta superior de animais em algumas regiões. “Essa teoria ganha corpo observando os alojamentos do primeiro semestre que foram bastante elevados”, frisou.

Já o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) explica que as perspectivas negativas para o mercado – com exportações em ritmo lento nos últimos meses e vendas fracas no cenário doméstico – têm levado quedas consecutivas para o pintainho de um dia. Com isso, o mercado pode registrar preços elevados futuramente, pela redução na oferta de animais.

“Esse cenário reflete, principalmente, o desinteresse de empresas e cooperativas integradoras de todo o Brasil em aumentar o alojamento de animais”, apontam os pesquisadores.

Já no atacado, os preços seguiram em patamares altos em São Paulo, mas em menor volume – segundo informações da Scot Consultoria. “Com a proximidade da entrada da segunda quinzena do mês, sazonalmente o consumo cai semana a semana e pode roubar a firmeza do mercado”, projeta o boletim.

Diante das poucas mudanças de preços, os custos de produção seguem como atenção ao setor, que enfrenta cotações elevadas para insumos essenciais. Para Fernando Henrique Iglesias, novas altas são necessárias para ajustar as margens nas granjas, visto que o cenário se estende desde o início do ano.

Por outro lado, os custos de produção começaram a registrar melhora, devido ao recuo nas cotações do milho com o avanço da colheita da segunda safra do cereal. Segundo dados da Embrapa Suínos e Aves de agosto, o ICPFrango/Embrapa teve redução de 2,65% em relação a julho, atingindo 219,28 pontos.

Porém, na comparação com os últimos 12 meses houve alta de 21,70% e no acumulado do ano, 9,84%. No fator nutrição, apenas em agosto houve redução de 2,84%.

Exportações

Nos embarques, o ritmo de setembro está melhor do que nos últimos meses, segundo aponta dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) na segunda-feira. Em seis dias úteis, foram exportados 115,8 mil toneladas.

Com média diária de 19,3 mil toneladas, o resultado é 34,9% superior aos dados por dia de agosto e 21,6% que o mesmo período do ano passado. Em receita, os dados apontam para US$ 190,1 milhões, com valor por tonelada em US$ 1.642,4.

Fonte: Notícias Agrícolas + Scot

Nenhum comentário