Demanda fraca por carne limita altas do boi gordo, frango e suíno vivo

Publicado em 06/10/2016 08:37 e atualizado em 06/10/2016 18:23
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Boi Gordo: Viés do mercado é de alta, mas demanda fraca por carne limita preços maiores para arroba

Por Alex Santos Lopes da Silva, zootecnista da Scot Consultoria

Mesmo com a resistência das indústrias em pagar mais, o viés do mercado, hoje, é de alta. Além das valorizações em diversas praças e regiões do país, há ainda compradores ofertando R$1,00 ou R$2,00 a mais por arroba.

Em Goiânia, por exemplo, mesmo com o reajuste nos preços, ainda há indústrias menores que chegam a pagar até R$3,00/@ a mais que a referência.

A carne bovina, que deu esperança de que o caminho estava aberto para valorizações mais expressivas para o boi gordo, aparentemente perdeu o fôlego para seguir dando força ao mercado. 

O mark up dos varejistas saiu de quase 65,0% em julho e voltou a ficar próximo de 50,0% após as valorizações de agosto nas cotações dos cortes sem osso vendidos pelas indústrias. Ou seja, está claro que não há espaço para repasse aos consumidores, que seguem com poder de compra reduzido. É isso que limita novamente os pagamentos maiores para a arroba.

Em São Paulo a especulação é grande. Há desde compradores que ofertam R$148,00/@, a prazo, mas estes estão bem escalados com boiadas contratadas a termo ou de parcerias, e outros que pagam R$152,00/@ à vista sendo que neste preço é que os negócios começam a fluir com mais facilidade.

No mercado de carne bovina, os preços estão estáveis, mesmo sendo o período atual de pagamento de salários e de sazonal aumento de renda da população.

Suíno Vivo: Mato Grosso segue tendência das demais regiões e cotação fecha estável nesta 4ª feira

Por Sandy Quintans

Nesta quarta-feira (05), o mercado de suíno vivo seguiu estável nas principais praças de comercialização. Seguindo a tendência das demais regiões, Mato Grosso também optou pela manutenção de preços para os próximos dias, em R$ 3,25/kg – segundo informações da Acrismat (Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso).

Além do estado, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais também fecharam referência estável no início da semana. Mesmo diante do período em que o consumo é maior, as cotações não conseguem registrar aumentos – apesar da necessidade, diante dos altos custos de produção.

O presidente da ACCS (Associação Catarinense de Criadores de Suínos), Losivânio de Lorenzi, aponta que as dificuldades econômicas do país continuam interferindo na demanda por carnes, impedindo a reação de preços. Historicamente, setembro é o mês em que começa a ser registrado movimento de alta, devido as compras para as festas de final do ano – cenário que não foi observado até o momento.

O analista de mercado, Fabiano Coser, aponta que nem mesmo o desempenho externo e o período do ano têm trazido fôlego ao mercado. “Nem mesmo a proximidade do final de ano, época tradicional de aumento do consumo de carne suína que consequentemente faz com que as indústrias comecem a estocar o produto no último trimestre de cada ano, aliado ao recorde das exportações no mês de setembro foram suficientes para alavancar as cotações do animal vivo”, explica

Em setembro, os embarques atingiram 63 mil toneladas de carne suína in natura, segundo dados Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O dado representa incremento de 39,6% em relação ao mesmo período de 2015.

A ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) aponta que com este resultado, os embarques de 2016 já superam aos do ano passado. “As exportações realizadas entre janeiro e setembro já superaram o total de carne suína in natura exportada nos doze meses de 2015, que foi de 472,7 mil toneladas”, destaca Rui Eduardo Saldanha Vargas, vice-presidente técnico da ABPA.

Frango Vivo: Mercado não registra evolução de preços e fecha estável nesta 4ª feira

Por Sandy Quintans

O mercado de frango vivo voltou a registrar estabilidade nesta quarta-feira (05), nas principais praças de comercialização. Em São Paulo a referência de negócios segue em R$ 3,10/kg, enquanto que em Minas Gerais – região com maior valor praticado – está em R$ 3,30/kg.

No cenário doméstico, o mercado segue registrando lentidão e trabalha sem grandes novidades. Há mais de um mês os preços nas granjas não registram mudanças, apesar das cotações elevadas no atacado – atingindo valor recorde em São Paulo.

A oferta ainda é um fator que tem impedido a evolução dos preços para o vivo, de acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Por outro lado, novas altas são esperadas para a primeira quinzena, por ser período em que o consumo é maior.

“Não houve resposta em termos de preço devido ao desajuste na produção, que permanece em patamares bem elevados. Para os meses de outubro a dezembro, tudo indica que poderá ocorrer um movimento de alta nos preços no mercado interno, mas para isso é preciso estabelecer um maior ajuste das ofertas”, ressalta.

Já no mercado externo, as exportações seguem atingindo níveis positivos, registrando incremento de 5,7% nas exportações de setembro na comparação com o ano passado, segundo dados da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). No total (incluindo carne in natura e processados) foram embarcados 387,5 mil toneladas. Com isso, são 3,379 milhões de toneladas no ano. 

“Neste ritmo, projetamos que as exportações de carne de frango devam atingir o patamar de 4,5 milhões de toneladas”, avalia Ricardo Santin, vice-presidente de mercados da ABPA.

Fonte Notícias Agrícolas + Scot

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