Demanda de início do mês não reage como esperado e preço das carnes tem dificuldade em evoluir

Publicado em 10/10/2016 08:01
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Boi Gordo: Mercado encerra a semana com menos força, mas ainda firme

Por Hyberville Neto, médico veterinário, da Scot Consultoria

A semana termina com o mercado do boi gordo firme, apesar da dificuldade no escoamento que tem sido observada no atacado. 

Houve desvalorizações ao longo da semana para o boi casado. Considerando o produto de bois castrados o recuo foi de 1,7% em sete dias. 

De toda forma, a margem de comercialização da indústria continua em patamar próximo à média histórica e a oferta de boiadas segue limitada. 

Assim como há frigoríficos com programações confortáveis, devido a boiadas a termo e de parcerias, também há empresas comprando para a próxima semana.

O feriado ajuda a alongar as escalas, mas também será um dia a menos de abate, o que pode ajudar a reduzir estoques. Também pode haver um efeito positivo deste sobre a demanda. 

Apesar de valorizações, o cenário é de mercado com menor força que há alguns dias, mas a oferta curta de boiadas pode não gerar espaço para recuos expressivos.

Suíno Vivo: Preços não evoluem na semana, apesar da expectativa de altas para a quinzena

Por Sandy Quintans

As cotações para o suíno vivo encerram a semana praticamente estáveis nas principais praças de comercialização. Apesar da expectativa de alta de preços na primeira quinzena do mês de outubro, o mercado ainda não registrou reação devido a demanda enfraquecida no cenário doméstico. Nas exportações, os dados seguem positivos e em níveis elevados.

Segundo analista da Safras & Mercado, Allan Maia, o mercado teve semana de negócios lentos e poucas mudanças de preços. Com isso, os custos de produção seguem como preocupação ao setor, que enfrenta cotações elevadas para o milho. "Reajustes são importantes para amenizar esta situação, até mesmo pelo fato da oferta do milho estar mais restrita nessa semana, com os preços começando a subir em algumas regiões do país", alerta.

O analista também aponta que frigoríficos têm relatado demanda enfraquecida, abaixo das expectativas para o início do mês – quando o consumo é maior pelo período de recebimento de salários. O Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) explica em seu boletim semanal que apesar desta lentidão há a expectativa de melhora ainda na primeira quinzena de outubro.

O presidente da ACCS (Associação Catarinense de Criadores de Suínos), Losivânio de Lorenzi, coloca que as dificuldades econômicas do país continuam interferindo na demanda por carnes, impedindo a reação de preços. Historicamente, setembro é o mês em que começa a ser registrado movimento de alta, devido as compras para as festas de final do ano – cenário que não foi observado até o momento.

O analista de mercado, Fabiano Coser, aponta que nem o desempenho externo e o período do ano têm trazido fôlego ao mercado. “Nem mesmo a proximidade do final de ano, época tradicional de aumento do consumo de carne suína que consequentemente faz com que as indústrias comecem a estocar o produto no último trimestre de cada ano, aliado ao recorde das exportações no mês de setembro foram suficientes para alavancar as cotações do animal vivo”, explica.

Preços

O levantamento semanal de preços realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes, aponta que apenas no Paraná houve mudanças nas cotações. Na praça, a referência cedeu 1,55% e passa a valer R$ 3,81/kg. Nas demais regiões houve manutenção de preços já no início da semana.

Em São Paulo, a bolsa de suínos do estado manteve a referência de negócios entre R$ 77 e R$ 79/@ – equivalente a R$ 4,10 e R$ 4,21/kg. Já em Santa Catarina, a cotação foi mantida em R$ 3,90/kg, após registrar alta de R$ 0,10 na última semana. No Rio Grande do Sul, a pesquisa semanal da ACSURS (Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul) fechou com estabilidade, em R$ 3,92/kg no valor pago aos independentes.

Importação

Para os custos de produção, a decisão da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) deve trazer alívio ao setor, com a liberação da importação de milho transgênico dos Estados Unidos. A situação era esperada pelo setor de proteína animal que enfrenta o problema de escassez e preços altos do cereal no mercado doméstico.

Até então, apenas uma variedade havia sido liberada, o que impediria a compra, visto que não havia a possibilidade de separar os carregamentos. O presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Francisco Turra, disse em entrevista à Reuters que a expectativa é que com a autorização o setor possa ser abastecido até a entrada da safra de verão.

 "Não significa que vamos importar quantidades que comprometam (a demanda da) próxima safra (do Brasil). Vai compatibilizar custos, vamos ter garantia de exercer nossa atividade", disse Turra à Reuters.

Exportações

Para os embarques, setembro registrou dados positivos para carne suína in natura, segundo aponta o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Em 21 dias úteis foram exportados 63,0 mil toneladas.

Com média diária de 3 mil toneladas, houve incremento de 20% em relação ao desempenho do mês passado e 39,6% na comparação com o ano passado. Em receita, os dados apontam para US$ 153,7 milhões, com o valor por tonelada em US$ 2.439,0.

Frango Vivo: Semana encerra com preços firmes nas principais regiões e exportações positivas

Por Sandy Quintans

A primeira semana de outubro registrou preços firmes nas principais praças de comercialização. Nesta sexta-feira (07), a referência em São Paulo está em R$ 3,10/kg e em Minas Gerais a R$ 3,30/kg. Assim como todo o mês de setembro, os preços nas principais regiões seguem sem modificação, segundo aponta levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes.

O analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, aponta que os negócios seguiram de forma lenta na semana, frustrando a expectativa de reajustes positivos para a semana. “O ambiente de negócios esteve enfraquecido, distante das expectativas mercadológicas, que apontavam para reajustes no período”, destaca.

Por outro lado, a tendência ainda segue para reajustes, mesmo que de forma comedida nos próximos dias. Para o analista, o período de recebimento de salários é um fator de influência para a procura das proteínas.

Um dos motivos que trazem a necessidade para alta das cotações são os custos de produção, que seguem elevados devido aos preços dos grãos praticados no cenário doméstico – por causa da oferta reduzida. “Além disso, os preços do milho permanecem em patamares bastante acentuados, o que amplia a necessidade de reajustes no curto prazo”, sinaliza.

Diante deste cenário, a decisão da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) para liberação de três variedades de milho transgênico dos Estados Unidos na tarde da quinta-feira pode trazer alívio aos produtores. A situação era esperada pelo setor de proteína animal para enfrentar o problema de escassez e preços altos do cereal no mercado doméstico.

Até então, apenas uma variedade havia sido liberada, o que impediria a compra, visto que não havia a possibilidade de separar os carregamentos. O presidente da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal), Francisco Turra, disse que a expectativa é que com a autorização o setor possa ser abastecido até a entrada da safra de verão.

"Não significa que vamos importar quantidades que comprometam (a demanda da) próxima safra (do Brasil). Vai compatibilizar custos, vamos ter garantia de exercer nossa atividade", disse Turra à Reuters.

Apesar das dificuldades de mudança de preços nas granjas, para o resfriado as cotações têm registrado evolução, segundo aponta o boletim do Cepea (Centro de Estudos Avançados e Economia Aplicada) nesta semana. “Entre 29 de agosto e 6 de outubro, a variação foi positiva em 0,2% no atacado da Grande São Paulo, com o quilo do produto passando para a média de R$ 4,60/kg nessa quinta-feira, 6”, aponta.

Um dos fatores de alta está o desempenho positivo nas exportações registradas em setembro, com incremento de 5,7% na comparação com o ano passado segundo dados da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal). No total (incluindo carne in natura e processados) foram embarcados 387,5 mil toneladas. Com isso, são 3,379 milhões de toneladas no ano.

“Neste ritmo, projetamos que as exportações de carne de frango devam atingir o patamar de 4,5 milhões de toneladas”, avalia Ricardo Santin, vice-presidente de mercados da ABPA.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) apontam que em setembro foram embarcados 353,4 mil toneladas de carne de frango in natura, com média diária de 16,8 mil toneladas. O número é superior em 17,7% ao registrado em agosto, enquanto que no mesmo período de 2015 houve crescimento de 6,1%.

Em receita, os embarques somam US$ 568,4, com valor por tonelada em US$ 1.608,1. O faturamento é superior a setembro do ano passado (9,8%) e a ao mês anterior (16,9%).

Fonte: Notícias Agrícolas + Scot

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