Consumo abaixo do esperado limita valorizações nos preços das carnes

Publicado em 14/10/2016 08:09 e atualizado em 16/10/2016 21:19
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Boi Gordo: Referência para a arroba segue firme mesmo com queda no preço da carne no atacado

Por Felippe Reis, zootecnista da Scot Consultoria

Se por um lado a oferta restrita de boiadas exerce pressão de alta no mercado, por outro o lento escoamento da carne no atacado tem reduzido o poder de compra das indústrias.

Mesmo assim o mercado segue firme, com ofertas acima da referência cada vez mais frequentes.

A disponibilidade limitada de boiadas tem resultado em maior dificuldade para as indústrias alongarem as programações de abate, principalmente os frigoríficos que não possuem contratos a termo e parcerias. Isto tem colaborado com o viés de alta e ditado o rumo do mercado.

No Maranhão, a pequena disponibilidade de animais terminados para abate fez com que as indústrias aumentassem significativamente as ofertas de compra, o que resultou em uma variação forte no mercado do boi gordo.

No mercado atacadista de carne com osso houve desvalorização, o boi casado de animais castrados está cotado em R$9,32/kg, queda de 2,8% em relação ao início da semana.

Os consecutivos recuos no mercado da carne com osso têm reduzido as margens de comercialização das indústrias, o que pode limitar a valorização no mercado do boi gordo.

Suíno Vivo: Mercado registra novo dia de estabilidade nesta 5ª feira

Por Sandy Quintans

As cotações para o suíno vivo fecharam estáveis nesta quinta-feira (13), nas principais praças de comercialização. Apesar da primeira quinzena do mês, o mercado ainda não registrou mudanças significativas em agosto – justamente em um período que historicamente os preços sobem no Brasil.

Segundo o presidente da ACSURS (Associação dos Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul), Valdecir Folador, o mercado tem registrado pouca movimentação nas últimas semanas. Ele ainda ressalta que não há perspectiva de mudanças no curto prazo, o que tem mantido a cotação do estado em R$ 3,92/kg.

“Esse cenário está gerando uma preocupação, afinal estamos no último trimestre do ano e nada do mercado dar sinais de melhora, isso com certeza deixa os produtores em estado de alerta”, explica em boletim divulgado pela APCS (Associação Paulista de Criadores de Suínos).

Para o analista de mercado Fabiano Coser, a demanda tem sido o principal fator para a falta de reação do mercado, mesmo que os embarques continuem registrando níveis altos nos últimos meses. “A fragilidade da economia brasileira não tem permitido reação nas cotações do animal vivo, nem mesmo com a proximidade das festas de final de ano”, explica.

Dados parciais de outubro para a carne suína in natura confirmam o desempenho positivo dos embarques, de acordo com divulgação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) na segunda-feira. Em seis dias úteis, foram exportados 15,6 mil toneladas, com média diária de 3,1 mil toneladas.

Frango Vivo: Cotações registram estabilidade nesta 5ª feira

Por Sandy Quintans

O mercado de frango vivo continuou registrando estabilidade nesta quinta-feira (13). Em todo o mês de outubro ainda não foram registradas mudanças de preços nas principais praças de comercialização, assim como em setembro. Em São Paulo, a referência permanece em R$ 3,10/kg e em Minas Gerais em R$ 3,30/kg. 

O mercado esperava que na primeira quinzena do mês ocorressem mudanças de preços, o que acabou não se concretizando. “O ambiente de negócios esteve enfraquecido, distante das expectativas mercadológicas, que apontavam para reajustes no período”, destaca o analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

Enquanto as cotações não registram mudanças nas granjas, a Scot Consultoria aponta que na última semana houve uma melhora no atacado, com aquecimento nas vendas e nos preços. “Em curto prazo, os avicultores esperam que a melhora nas vendas do frango abatido resultem em aumento nas cotações no mercado do frango vivo”, aponta a consultoria.

Por outro lado, houve redução nos custos de produção em setembro, segundo aponta a Embrapa Suínos e Aves. O ICPFrango/Embrapa registrou recuo de 3,55% em relação a agosto, atingindo 211,50 pontos.No acumulado do ano, a alta é de 6,30% para os custos de produção, enquanto que em 12 meses a variação é de 11,03%. 

Fonte Notícias Agrícolas + Scot

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