RS volta a ficar sem chuvas, enquanto Centro-Oeste pode ter problemas por excesso de água

Publicado em 19/02/2020 10:13 e atualizado em 19/02/2020 10:44
2373 exibições
Segundo Inmet, choveu apenas no oeste e sul do RS e região central pode ter dificuldades na colheita

LOGO nalogo

A frente fria que estava atuando na região sul já começa a avançar para as outras regiões do país e segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) o Rio Grande do Sul terá tempo firme nos próximos dias e deve chover nesta quarta-feira (19) apenas em Santa Catarina e Paraná. 

Produtores de soja do Rio Grande do Sul estão enfrentando problemas nas lavouras devido às irregularidades das chuvas e altas temperaturas em todo o estado. Já são registradas perdas significativas para a safra de soja e milho, e no momento é necessário que chova de maneira regular para que as perdas não sejam ainda maiores. 

Segundo dados coletados pelas estações meteorológicas do Inmet, choveu nas últimas 24 horas no Rio Grande do Sul, porém apenas nas regiões oeste - com precipitação de até  60 milímetros e no sul, com volumes entre 20 e 25 milímetros. A situação é mais crítica na região norte do estado, onde a quebra de produtividade é significativa quando comparada com os outros anos.

Heráclio Alves, meteorologista do Inmet, destaca que a previsão indica irregularidades até o final da semana em todo o Rio Grande do Sul. "Tem um sistema se formando pela Argentina, mas os ventos já o direcionam para o oceano", afirma. Desde o início de janeiro os sistemas que levam condição de chuvas se formam, mas um bloqueio na atmosfera impede que avancem para o sul. 

Veja o mapa de precipitação acumulada em todo o estado nas últimas 24 horas: 

24 horas - Inmet
Fonte: Inmet 

Outras regiões 

Enquanto no Rio Grande do Sul a falta de chuva atrapalha o desempenho da safra, no Mato Grosso a preocupação é com o excesso de água, que pode atrapalhar o trabalho de colheita nas lavouras. O modelo Cosmo do Inmet aponta que as próximas 48 horas serão de muita chuva para o Mato Grosso, com precipitações previstas entre 20 e 40 milímetros. A região norte do estado deve receber os maiores volumes. 

Os volumes ficarão ainda mais expressivos a partir de sexta-feira (21), inclusive no Mato Grosso do Sul - onde são previstos acumulados entre 20 e 40 milímetros. A partir de sexta também chove de maneira mais expressiva no norte de Goiás (com até 70 mm no norte do estado) e Mato Grosso. 

Também são previstas chuvas para quase todo o Matopiba. De acordo com o meteorologista, só não deve chover no oeste da Bahia, devido a atuação de um vórtice ciclônico que impede que as chuvas cheguem com grandes volumes na região. 

Durante esta terça-feira (19) a previsão indica chuva para todo o estado do Tocantins, sendo os maiores volumes esperados para a região norte, onde podem ser registradas precipitações de até 60 milímetros. Também chove em todo o Maranhão, com precipitação prevista entre 20 e 30 mm. No Piauí os volumes os acumulados podem registrar até 30 mm em algumas regiões. 

Com o avanço dos sistemas, a partir do dia 21 os volumes também tendem a ficar mais expressivos também em todo o Matopiba, inclusive com aumento de volumes para o oeste da Bahia - onde podem ser registradas chuvas entre 30 e 50 milímetros. 

Veja o mapa de precipitação prevista para as próximas 93 horas em todo o Brasil: 

93 horas - Inmet - 19/02
Fonte: Inmet 
 

Foto em Ponta Grossa (PR). Envio de Wellington Doszanet
Foto em Ponta Grossa (PR). Envio de Wellington Doszanet

Momentos antes da abençoada chuva. Fazenda Alto Cafezal em Campo Mourão (PR). Envio Irmãos Cremonesi.
Momentos antes da abençoada chuva. Fazenda Alto Cafezal em Campo Mourão (PR). Envio Irmãos Cremonesi.​

Projeto estufa agrícola de baixo custo em Itaiópolis (SC). Envio de Paulo Marcelo Adamek
Projeto estufa agrícola de baixo custo em Itaiópolis (SC). Envio de Paulo Marcelo Adamek​

Foto em Tailândia (PA). Envio de Sidnei Lermen
Foto em Tailândia (PA). Envio de Sidnei Lermen​

Arthur Weber ajudando no monitoramento em Macapá (AP). Envio de Luiz Henrique Weber
Arthur Weber ajudando no monitoramento em Macapá (AP). Envio de Luiz Henrique Weber

 

Por:
Virgínia Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

0 comentário