Resultados do frango (vivo e abatido) ao completarem-se os 100 primeiros dias de 2020
Neste 10 de abril, centésimo dia de 2020, a situação do frango é bem diferente (e oposta) à observada um ano atrás – algo que se aplica tanto ao frango vivo como ao abatido. Por razões que, em outras condições, seriam consideradas absolutamente normais, mas que agora se encontram duramente agravadas pela pandemia que envolve o planeta.
É normal, por exemplo, os preços de abril situarem-se abaixo daqueles registrados no início do exercício. Pois, então, caminha-se para o pico da safra do boi (entre maio e junho) e, em decorrência, todas as carnes enfrentam queda de preço.
Não é por menos que em quatro destes últimos seis exercícios o preço do frango vivo no centésimo dia do ano foi inferior ao da abertura do ano. E como em 2015 a variação positiva foi apenas marginal, na verdade só em 2019 é que o setor obteve ganho efetivo.
É o caso, também, do frango abatido. Que em apenas um dos últimos quatro exercício – isto é, no ano passado – completou os primeiros 100 dias com valor superior ao da abertura.
Para o frango vivo, os piores momentos, foram registrados, aparentemente, em 2017 e 2018, ocasiões em que os preços de abril foram entre 17% e 18% menores que os preços de abertura do ano. Em 2020 a queda fica próxima dos 10%. Mas, na realidade, vem sendo bem maior, pois a cotação ora vigente se mantém como mero referencial.
Já o frango abatido registra sua maior queda de preço em 2020, visto que sua cotação atual se encontra quase 30% abaixo do que foi registrado nos primeiros dias do ano.
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