Federarroz garante apoio do MAPA para mecanismos em 2012

Publicado em 31/10/2011 06:18 238 exibições
eunião com o ministro substituto José Carlos Vaz deu bons resultados.
A reunião da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) com o ministro substituto da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, José Carlos Vaz em Brasília (DF), na quarta-feira, trouxe boas notícias ao setor. O encontro foi agendado pelo deputado estadual Edson Brum e contou ainda com a presença do secretário de Política Agrícola, Caio Rocha, o deputado estadual Jorge Pozzobon e os federais Luis Carlos Heinze (RS) e Valdir Colatto (SC). Participaram dirigentes da Farsul, Irga e técnicos do MAPA.

O presidente da Federarroz, Renato Rocha, acompanhado do vice-presidente Daire Coutinho e do Diretor Técnico, José Carlos Gross, entregou um documento com demandas emergenciais e estruturais. A primeira delas pediu a manutenção e ajuste nos mecanismos de apoio à comercialização. São eles os leilões de troca, para ajuda humanitária, que o governo federal informou não terem demanda de países interessados por problemas de logística. Para receberem as doações, os países precisam buscar o produto doado no Brasil, e muitos não conseguiram os meios necessários, o que trava o mecanismo.          

Os leilões de Pepro para ração animal serão retomados após uma reunião com as cadeias produtivas envolvidas para ajustar interesses. Mas, o governo federal anunciou quatro leilões de repasse para este ano, sendo dois em novembro e dois em dezembro. “É uma ótima notícia, pois resolve em parte o problema do armazenamento”, relata Renato Rocha.

A Federarroz também solicitou a provisão de R$ 1,76 bilhão no Orçamento Geral da União em mecanismos de apoio à comercialização do arroz em 2011/12. O valor é destinado à escoar 5 milhões de toneladas de arroz, sendo 500 mil via AGF, um milhão/ton. por contratos de opção, dois milhões/ton. por Pepro e PEP, e mais 1,5 milhão via EGF/COV. José Carlos Vaz disse que o MAPA apoiará o pedido, mas os arrozeiros devem buscar apoio político para sensibilizar o Ministério da Fazenda neste sentido. A único mecanismo não teve concordância foi o EGF/COV, mas o Ministro disse que pedirá ao secretário Caio Rocha que estude a possibilidade de casar o pagamento do EFG com as opções públicas para a próxima safra.

A Federarroz pede o inicio do programa das opções em janeiro e vencimento das opções em junho. Também reforça que os demais mecanismos devem entrar em funcionamento em março. Com a medida, os arrozeiros poderão fazer o EGF em março, adquirir os contratos de opção e pagar o EGF. Um retorno sobre todas as demandas deve ser dado ao setor no dia 21 de novembro.

REPACTUAÇÃO - O presidente da Federarroz, Renato Rocha, também pediu ao MAPA uma posição sobre a falta de flexibilidade dos bancos de fábrica, privados e o BNDES quanto às dívidas da lavoura referentes ao período 2010/11. O ministro substituto informou que reuniões foram realizadas com o BNDES e bancos de fábrica solicitando a apoio das instituições para uma solução. Respostas são aguardadas para os próximos dias. “Temos novas informações sobre os investimentos, o único investimento que falta carta circular do BNDES é o PSI, os demais investimentos, como Moderfrota, Moderinfra e Moderagro, podem ser prorrogados amparados na circular do BNDES SEAGRI 10/2011, inclusive os contratos vencidos há sessenta dias. A entidade informará o setor na semana seguinte”, esclarece Rocha.

Os dirigentes orizícolas também reforçaram os pleitos por uma solução para o endividamento da lavoura, liberação da armazenagem para pessoa física na próxima safra, como forma de garantir espaço para a colheita e a eficiência do uso dos mecanismos de comercialização, compensação ou regramento das importações de arroz do Mercosul e a elevação do preço mínimo, atualmente em R$ 25,80 para Rio Grande do Sul e Santa Catarina, em razão da alta de até 20% dos custos de produção da safra em andamento. “Também reforçamos o pleito para que o Ministério apóie o projeto pela produção de etanol de arroz no Rio Grande do Sul, e uma campanha nacional pelo consumo do cereal”, enfatizou Renato Rocha.

Na quinta-feira, à noite, o presidente da Federarroz e o assessor jurídico Anderson Belolli, estiveram no CTG Tropeiros do Litoral, em Mostardas, para palestrar sobre as ações da entidade, repactuação das dívidas com os bancos e Funrural.

Já na sexta-feira, Renato Rocha participou do painel: “Futuro da Lavoura Arrozeira”, evento promovido pelo Sindicato Rural de Jaguarão (RS), que contou com a participação e apresentações do presidente da Comissão do Arroz da Farsul, Francisco Schardong, do presidente do IRGA, Cláudio Pereira e dos diretores Valmir Menezes e Rubens Silveira. Na oportunidade a Federarroz apresentou as demandas da entidade quanto aos recursos, mecanismos, cenário, perspectivas da lavoura e do mercado para a safra 2011/12, além de relatar a audiência mantida em Brasília com o ministro José Carlos Vaz.

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Federarroz

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