CNA discute base de dados da Conab sobre o setor de hortifrúti
A Comissão Nacional de Hortaliças e Flores da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, na terça (22), para discutir as bases de dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), disponíveis sobre o setor.
A gerente do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), Joyce Fraga, falou sobre a iniciativa, que foi criada em 2005 pelo Governo Federal, e que vem se desenvolvendo para integrar os bancos de dados estatísticos e melhorar a estruturação do setor de hortifrúti.
Segundo Joyce, o Prohort tem, entre suas principais ferramentas, os “Preços diários”, o aplicativo “Prohort-Ceasas” e o Sistema de Informações dos Mercados de Abastecimento do Brasil (Simab), que traz dados do fluxo de comercialização de produtos hortigranjeiros nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país.
“O Simab, por exemplo, é um sistema mais completo, que traz informações sobre a origem do produto, preços e volume físico ofertado. São dados sobre 93 frutas, 103 hortaliças, somando mais de 500 variedades”, disse Fraga.
De acordo com a gerente do Prohort, os dados são um recorte da comercialização, visto que parte da produção não é vendida via Ceasa, podendo também ser exportada ou comercializada diretamente ao varejo e consumidor.
“A coleta dos dados de origem e quantidade ofertada é feita na entrada das Centrais de Abastecimento. Já os preços são levantados junto aos permissionários. Existe uma metodologia de coleta e parametrização dos dados, que permitem compilar as informações entre as centrais, quanto à origem dos produtos, quantidade e preços. O principal desafio é a integração de novas Ceasas, pois há variação no nível de modernização entre elas e especificidades nos seus sistemas internos de estatística”.
O presidente da Comissão Nacional de Hortaliças e Flores da CNA, Manoel Oliveira, afirmou que, para o cenário do setor, é importante entender qual o tamanho do recorte de dados. “Precisamos definir metodologias para mensurar a parcela da produção que é comercializada também fora das Ceasas”.
“Esse é o momento de alinharmos os gargalos de informação do setor, para que possamos nos organizar enquanto produção e comercialização”, destacou a assessora técnica da Comissão, Letícia Fonseca.
Outro assunto debatido no encontro foi o estudo realizado pela Embrapa Hortaliças sobre os desdobramentos e desafios da Instrução Normativa Conjunto (INC) nº 02/2018, do Ministério da Agricultura (Mapa) e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que traz as diretrizes para aplicação da rastreabilidade na cadeia produtiva de vegetais destinados à alimentação humana.
A pesquisadora da Embrapa Hortaliças, Maria Thereza Pedroso, sugeriu a organização de fóruns para avaliação da percepção dos entes da cadeia sobre o tema. “A conversa tem que ser feita por cadeia produtiva, envolvendo os produtores e canais de comercialização nas diferentes regiões, de modo a levantar os desafios e gargalos de adequação dos produtores à norma”.
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